Jhc — texto do programa sobre Segurança pública (Governador — AL, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 20 blocos do programa de Jhc, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/20017121679). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/al/tema-seguranca).

[p. 10]

[b89] (seguranca) Não é diferente com a segurança pública. A violência letal alagoana se interiorizou, e o desenho institucional da segurança pública não acompanhou essa transformação. Segundo o Atlas da Violência 2026, com dados de 2024, Alagoas é o estado do Brasil onde uma pessoa negra mais corre risco de ser assassinada: o risco é 23,3 vezes maior que o de uma pessoa não negra. Foram 1.121 homicídios de pessoas negras, taxa de 48,9 por 100 mil, contra 19 homicídios de pessoas não negras, taxa de 2,1 por 100 mil. Num estado em que 69,9% da população é negra, esse número não é um recorte estatístico: é a descrição de quem morre.

[b90] (seguranca) A violência contra a mulher segue em alta. Entre 2024 e 2025, os feminicídios tiveram alta de 36,3%, acompanhada de crescimento de 61,4% na violência psicológica, de 43,8% na perseguição e de 12,6% no descumprimento de medidas protetivas. A rede especializada de proteção continua concentrada, e a mulher do interior que procura ajuda encontra um sistema que não funciona.

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[b149] (seguranca) 5. Reduzir a taxa de crimes em cada uma das quatro RISPs (Regiões → seguranca/p8, seguranca/p28

[b150] (seguranca) Integradas de Segurança Pública), com Territórios da Paz definidos por critério técnico publicado; → seguranca/p8, seguranca/p28

[b151] (seguranca) 6. Reduzir a taxa de feminicídio e interiorizar delegacias e serviços especializados; → seguranca/p3, seguranca/p33

[p. 25]

[b263] (seguranca) Este eixo trata da proteção da vida e do direito de viver com segurança em qualquer território de Alagoas. A violência mudou de lugar e de dinâmica, mas a resposta do Estado nem sempre acompanhou essa transformação: onde falta prevenção, o jovem fica mais exposto ao recrutamento pelo crime; onde faltam investigação e perícia, a responsabilização não acontece; onde a mulher em situação de violência não encontra proteção, renda e moradia, romper o ciclo da agressão se torna ainda mais difícil. Por isso, integração das forças de Segurança, inteligência, definição técnica de territórios prioritários, prevenção social e fortalecimento da investigação atravessam todas as políticas desta dimensão.

[b264] (seguranca) O objetivo das propostas é garantir segurança em todo o território alagoano, enfrentando a interiorização do crime organizado, integrando

[b265] (seguranca) Estado e municípios e fortalecendo a capacidade de prevenção, investigação e resposta das forças de segurança. Em 2025, 592 dos 948 crimes violentos letais registrados em Alagoas ocorreram fora de Maceió, alcançando 85 municípios, enquanto os feminicídios passaram de 22 para 30 casos entre 2024 e 2025, uma alta de 36,3%. A estratégia parte do princípio de que segurança pública exige presença territorial, inteligência, tecnologia, investigação qualificada e prevenção social, mas também políticas específicas para grupos mais expostos à violência, especialmente as mulheres, com proteção que vá além da resposta policial.

[b266] (seguranca) O Força Alagoas será o eixo de integração da política de segurança, com gestão pelas quatro Regiões Integradas de Segurança Pública, compartilhamento de dados entre Estado e municípios e atuação prioritária nos Territórios da Paz. O Olho Vivo ampliará e integrará câmeras, dados e inteligência, enquanto a Academia de Formação das Forças de Segurança estabelecerá padrões de capacitação para policiais, bombeiros e guardas municipais. A agenda inclui ainda recomposição de efetivos, equipamentos, viaturas, fortalecimento da perícia e da Polícia Científica e o Recomeço, voltado à ressocialização e à redução da reincidência no sistema prisional. O Elas sem Medo organizará uma frente própria de enfrentamento à violência contra a → seguranca/p9, seguranca/p12, seguranca/p13, seguranca/p17, seguranca/p19, seguranca/p22

[p. 26]

[b271] (seguranca) mulher, com delegacias e serviços especializados regionalizados, casas-abrigo, patrulhamento e monitoramento de medidas protetivas, acesso à justiça e uma trilha de autonomia econômica para que nenhuma mulher permaneça exposta à violência por falta de proteção ou independência financeira. → seguranca/p3, seguranca/p4, seguranca/p5, seguranca/p7

[b272] (seguranca) Programa Força Alagoas. Parceria permanente entre → seguranca/p9

[b273] (seguranca) Estado e municípios para integrar as forças de segurança e ampliar a capacidade de enfrentamento ao crime organizado, especialmente no interior. O programa criará um Gabinete de Gestão Integrada de caráter técnico, promoverá o compartilhamento de dados entre as forças estaduais e municipais e estabelecerá protocolos, metas e responsabilidades por região. Também prevê uma Academia de Formação das Forças de Segurança, com capacitação padronizada para policiais, bombeiros e guardas municipais, além de apoio aos municípios com equipamentos, viaturas, integração de sistemas e fortalecimento da perícia e da Polícia → seguranca/p9, seguranca/p13, seguranca/p17, seguranca/p19, seguranca/p38

[b278] (seguranca) Implantação de uma rede estadual integrada de videomonitoramento, inteligência e análise de dados para prevenir crimes, identificar suspeitos e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. → seguranca/p1

[b279] (seguranca) Câmeras estaduais e municipais serão conectadas a centros integrados de monitoramento, com compartilhamento de imagens e informações em tempo real e expansão prioritária para municípios e territórios com maior incidência criminal. O programa também utilizará tecnologia e análise de dados para orientar o patrulhamento, a investigação e o cumprimento de mandados, tendo a Central Integrada de Monitoramento de Maceió como modelo. → seguranca/p1

[b282] (seguranca) Política estadual de ressocialização para reduzir a reincidência criminal e impedir que o sistema prisional continue funcionando como espaço de recrutamento pelo crime organizado. O programa ampliará educação, saúde, qualificação profissional e oportunidades de trabalho para pessoas privadas de liberdade, combinadas com inteligência penitenciária e melhoria da infraestrutura das unidades. Para quem deixa o sistema prisional, haverá → seguranca/p22

[p. 27]

[b286] (seguranca) acompanhamento do egresso, regularização documental, apoio para ingresso no mercado de trabalho e ações de reinserção social, com monitoramento permanente das taxas de reincidência. → seguranca/p22

[b287] (seguranca) Programa Territórios da Paz. Concentração da presença do Estado nos bairros e municípios que apresentam os maiores índices de violência letal, definidos periodicamente por critérios estatísticos públicos. Cada território terá plano de ação, metas, prazo e responsável, reunindo inteligência, policiamento, investigação, perícia e videomonitoramento com políticas de prevenção social. Escola, esporte, cultura, juventude, iluminação pública, assistência social, qualificação e emprego atuarão de forma integrada para recuperar territórios vulneráveis e impedir o avanço das facções, com prioridade para o interior. → seguranca/p8, seguranca/p27, seguranca/p28, seguranca/p38

[b289] (seguranca) Programa Elas sem Medo. Rede estadual integrada de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, com proteção que funcione em todas as regiões de Alagoas e não dependa do deslocamento até a capital. O programa ampliará o número e o horário de atendimento - para 24 horas por dia - das Delegacias da Mulher no interior, além de criar casas-abrigo e acolhimento sigiloso, patrulhas de proteção e monitoramento de medidas protetivas, com protocolo único de avaliação de risco entre segurança, saúde e assistência social. Também garantirá orientação jurídica e acompanhamento dos casos e criará uma trilha de autonomia econômica, com prioridade no Banco da Mulher → seguranca/p3, seguranca/p4, seguranca/p5, seguranca/p7

[b290] (seguranca) Alagoana, qualificação profissional e acesso ao trabalho para mulheres que precisam romper o ciclo de violência e reconstruir suas vidas com independência. → seguranca/p7

[p. 36]

[b375] (seguranca) Alagoas Vida no Trânsito. Política estadual de segurança viária para reduzir mortes e feridos graves nas rodovias e travessias urbanas de Alagoas. O programa criará um mapa estadual de trechos críticos a partir dos registros de acidentes e concentrará nesses locais intervenções de engenharia, reforço de sinalização, travessias urbanas e escolares seguras, fiscalização e integração com o atendimento pré-hospitalar. As campanhas educativas também serão orientadas pelo perfil real dos acidentes, e cada intervenção terá seus resultados acompanhados antes e depois da execução, permitindo medir efetivamente a redução da letalidade no trânsito. → seguranca/p23

FIM — 20 blocos neste arquivo.