Carlos Cley — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — AP, 2026)
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Este arquivo tem 16 blocos do programa de Carlos Cley, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/30016872195). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/ap/tema-economia-agro).
[p. 5]
[b44] (economia) A realidade do trabalho no Amapá é a expressão mais nítida da decadência do sistema capitalista em uma região periférica. Caracterizamos o estado não apenas pela falta de postos de trabalho, mas por uma crise estrutural do emprego formal, que condena a maioria da classe trabalhadora a uma sobrevivência baseada na precariedade absoluta.
[b45] (economia) O Amapá consolidou-se como um estado onde a renda do trabalho formal foi superada pela dependência de transferências de renda governamentais. Em 2022, o estado registrou um fenômeno alarmante: o número de beneficiários do Auxílio Brasil superou em 26 mil o total de trabalhadores com carteira assinada. Esta não é uma estatística isolada, mas a caracterização de um modelo econômico que não gera desenvolvimento para quem produz, mantendo a classe trabalhadora sob um regime de vulnerabilidade permanente.
[b46] (economia) A queda circunstancial nas taxas de desemprego, frequentemente celebrada pelos governos burgueses de Clécio Luís e Waldez Góes, mascara uma realidade perversa: a explosão do trabalho por conta própria e da informalidade. Cerca de 35,9% dos trabalhadores amapaenses atuam de forma autônoma, um índice muito superior à média nacional, o que significa a ausência total de direitos previdenciários, férias ou qualquer seguridade social. A classe trabalhadora amapaense é forçada a jornadas exaustivas de mais de 12 horas diárias no setor informal para garantir o mínimo sustento, enquanto o custo de vida — impulsionado por uma inflação real sobre alimentos e serviços básicos — corrói o poder de compra de forma brutal.
[p. 6]
[b47] (economia) Este cenário é agravado por um endividamento recorde, que atinge 80% das famílias em 2026. O trabalhador amapaense vive para pagar juros aos bancos, enquanto os grandes lucros do sistema financeiro são garantidos pela política econômica neoliberal compartilhada pelo governo federal e pelas elites locais. No Amapá, a economia gira em torno de um setor público inchado em cargos de confiança e uma iniciativa privada que sobrevive de subsídios e da exploração de mão de obra barata, incapaz de oferecer um horizonte de dignidade para a juventude que ingressa no mercado de trabalho.
[p. 8]
[b69] (agro) Toda essa situação de degradação social é mantida por um sistema político dominado por poucas famílias e grupos econômicos que se revezam no poder há décadas. As oligarquias mantêm o Amapá no atraso, utilizando o dinheiro público para administrar seus próprios interesses e os do capital nacional e internacional. Essas elites entregam as terras do estado para a expansão predatória da monocultura da soja e para a mineração destruidora, que ameaça territórios indígenas e quilombolas sob o pretexto de um "progresso" que nunca chega ao povo pobre. No campo, o agronegócio avança sobre a agricultura familiar, expulsando o camponês para as periferias urbanas e destruindo a biodiversidade amazônica. → economia-agro/p8
[p. 9]
[b88] (economia) O Amapá vive a tragédia de ter mais beneficiários de auxílios governamentais do que trabalhadores com carteira assinada, uma marca da decadência capitalista local. Para enfrentar o desemprego estrutural e a precarização, o programa socialista propõe:
[b91] (economia) Redução da Jornada de Trabalho sem redução salarial: Dividir o trabalho existente entre todos os desempregados, garantindo o sustento das famílias. • → economia-agro/p22
[b92] (economia) Fim da Escala 6x1: Apoio total à mobilização de base pelo fim da escala extenuante, sem qualquer flexibilização ou troca de direitos, como tentam articular Davi Alcolumbre e a cúpula do Senado. • → economia-agro/p23
[b93] (economia) Plano de Obras Públicas e Empresa Estadual de Construção: Criação de uma estatal → economia-agro/p24
[b94] (economia) 100% pública para construir creches, escolas, hospitais e redes de saneamento, gerando milhares de empregos diretos para os profissionais da área. • → economia-agro/p24
[p. 11]
[b134] (agro) Terra, Território e Defesa da Amazônia
[b135] (agro) O agronegócio da soja e a mineração predatória ameaçam o modo de vida tradicional no Amapá. O programa socialista defende:
[b138] (agro) Reforma Agrária Ampla: Expropriação do latifúndio e do agronegócio, colocando a terra nas mãos de camponeses e da agricultura familiar para produzir alimento barato para o povo, e não commodities para exportação. • → economia-agro/p8, economia-agro/p74
[b139] (agro) Formação e Tecnologia para os Assentados: Não basta dar a terra; é preciso dar os meios para produzir. Propomos que o Estado garanta a distribuição de equipamentos pesados, → economia-agro/p1, economia-agro/p3
[p. 12]
[b140] (agro) como tratores, além de ferramentas, sementes selecionadas e insumos básicos para as famílias assentadas em Projetos de Assentamento. • → economia-agro/p1, economia-agro/p3
[b141] (agro) Rede Estadual de Escoamento e Comercialização: A classe trabalhadora camponesa hoje sofre com o isolamento e as péssimas condições de rodovias como a AP-020, que dificultam o transporte da produção e encarecem o alimento na cidade. Propomos a criação de uma estatal de transporte e logística agrícola que ofereça uma frota de caminhões para buscar a produção diretamente nos lotes e uma rede de feiras populares e centros de distribuição geridos pelos próprios produtores. • → economia-agro/p11, economia-agro/p15
FIM — 16 blocos neste arquivo.