Carlos Cley — texto do programa sobre Segurança pública (Governador — AP, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 9 blocos do programa de Carlos Cley, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/30016872195). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/ap/tema-seguranca).

[p. 7]

[b60] (seguranca) Segurança Pública e o Extermínio da Juventude Negra e Periférica

[b61] (seguranca) O Amapá tornou-se o epicentro da violência letal no Brasil. Com a maior taxa de mortes violentas intencionais do país (42,5 a 45,7 por 100 mil habitantes), o estado vive uma situação de barbárie social. Esta violência tem classe, cor e idade: atinge desproporcionalmente jovens negros de 15 a 29 anos residentes nas periferias.

[b62] (seguranca) A política de segurança pública aplicada pelos governos locais baseia-se quase exclusivamente na letalidade policial e no encarceramento em massa. O Amapá lidera nacionalmente as taxas de mortes por intervenção policial, demonstrando que o braço armado do Estado atua para reprimir a revolta gerada pela miséria, em vez de combater as causas do crime. A guerra entre facções, que disputa o controle dos territórios abandonados pelo Estado, torna a vida nas comunidades um "inferno diário", onde o trabalhador fica no fogo cruzado entre o tráfico e a polícia.

[b63] (seguranca) Somado a isso, a violência contra a mulher atinge níveis alarmantes, com o Amapá liderando o crescimento da taxa de feminicídios no país. A ideologia machista e a falência dos mecanismos de proteção deixam as mulheres da classe trabalhadora vulneráveis, enquanto o governo utiliza operações policiais pontuais para mascarar a ausência de políticas estruturais de emancipação e segurança real.

[p. 10]

[b117] (seguranca) O Amapá é o estado mais violento do Brasil e líder nacional em mortes por intervenção policial. A atual política de extermínio da juventude negra precisa ser substituída por uma concepção socialista de segurança. Propomos: → seguranca/p49

[p. 11]

[b120] (seguranca) Desmilitarização das polícias: Fim da estrutura militar formada para a guerra contra o povo pobre. Defendemos uma Polícia Civil Unificada e democratizada. • → seguranca/p49

[b121] (seguranca) Controle Popular da Segurança: Chefes de polícia e delegados devem ser eleitos diretamente pela população nos bairros e comunidades. • → seguranca/p50

[b122] (seguranca) Legalização das Drogas sob controle do Estado: Para acabar com o poder do narcotráfico e a violência das facções, é preciso tratar o tema como saúde pública, com distribuição controlada e assistência estatal aos usuários. • → seguranca/p51

[b123] (seguranca) Combate à Violência Contra a Mulher: Construção imediata de mais casas abrigo em todos os municípios do estado e programas de autonomia financeira para as mulheres, enfrentando o aumento recorde de feminicídios no Amapá. → seguranca/p25, seguranca/p27, seguranca/p28

FIM — 9 blocos neste arquivo.