Acm Neto — texto do programa sobre Ciência, tecnologia e inovação (Governador — BA, 2026)
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[p. 4]
[b47] (ciencia_tecnologia) A inovação fecha essa trindade como método e como setor econômico. Temos a UFBA, o SENAICIMATEC, a UESC, a UEFS, a UESB, a UFRB e a UNEB. A maior base de pesquisa pública do Nordeste.
[b48] (ciencia_tecnologia) Nunca virou vantagem competitiva porque o governo não construiu a ponte entre a universidade e o mercado que gerasse resultados. O Ceará e o Rio Grande do Norte já avançam em hidrogênio verde.
[b49] (ciencia_tecnologia) A Bahia tem posição geográfica, energia renovável e inteligência para liderar. O atraso não é técnico.
[p. 61]
[b1062] (ciencia_tecnologia) Capital tecnológico — capacidade de inovar, de aplicar conhecimento à produção. O Brasil investe pouco em pesquisa e desenvolvimento, muito menos do que Israel, que sustenta um dos ecossistemas de inovação mais densos do planeta. A Bahia tem em Camaçari um dos maiores parques industriais do país, com faturamento anual estimado em torno de US$ 15 bilhões, mas essa capacidade industrial ainda não gerou, de forma proporcional, um ecossistema de inovação. Isso não nasce de fábricas
[b1063] (ciencia_tecnologia) — nasce do encontro entre universidade, empresa e um ambiente que recompense o risco de inovar.
[p. 80]
[b1405] (ciencia_tecnologia) 6. INOVAÇÃO INDUSTRIAL E INDÚSTRIA 4.0
[b1406] (ciencia_tecnologia) A Bahia tem o CIMATEC, a UFBA, a UESC, a UEFS, a UESB, a UFRB e a UNEB, base acadêmica e científica que nenhum estado do Nordeste replica. Essa base não se converteu em vantagem competitiva mensurável porque faltou a ponte entre pesquisa e produção.
[p. 81]
[b1417] (ciencia_tecnologia) O orçamento da FAPESB destinado a pesquisa aplicada em parceria com empresas industriais será reforçado e vinculado a contrapartida privada. Cada real do fundo estadual alavancará ao menos um real de investimento privado em P&D. O modelo é o da Lei do Bem Federal, mas aplicado com escala estadual e foco em setores priorizados pelo Plano Estratégico Industrial. → ciencia-tecnologia/p6, ciencia-tecnologia/p7
[p. 139]
[b2319] (ciencia_tecnologia) Não basta ter, nominalmente, serviços de telefonia e internet. É preciso que haja qualidade nesses serviços, para atender às necessidades de comunicação das pessoas e das empresas.
[b2320] (ciencia_tecnologia) É inadmissível que importantes localidades turísticas, no litoral e no interior, ainda não contem com adequados serviços de telecomunicações, quando se sabe que as redes sociais constituem, hoje em dia, o principal instrumento de promoção e divulgação turística, mediante a difusão de imagens e mensagens emitidas pelos visitantes. A economia em geral, no interior da Bahia, se ressente da falta de meios de comunicação para o desempenho de suas atividades.
[b2322] (ciencia_tecnologia) O Novo Governo cuidará para que a prestação dos serviços de telecomunicações esteja presente em todo o território estadual, e com a qualidade necessária. Para tanto, disporá de equipe técnica especializada, incumbida do acompanhamento e monitoramento da implantação e operação do setor, adotando as providências necessárias para sua efetiva disponibilidade, junto às empresas prestadoras de serviços e em articulação com os órgãos federais responsáveis. → ciencia-tecnologia/p1, ciencia-tecnologia/p5
[p. 179]
[b3018] (ciencia_tecnologia) Estrutura de Apoio à Inovação: 26ª
[p. 189]
[b3260] (ciencia_tecnologia) Em quatro anos, a Bahia criou menos empresas de tecnologia do que a média nacional e, em 2025, piorou cinco posições no indicador de empresas de alto crescimento. O dinheiro público financia a pesquisa, a pesquisa fica na gaveta e não vira produto, emprego ou patente. O Rio Grande do Sul, com menos dinheiro em pesquisa, lidera o ranking de inovação nacional. A diferença não é o quanto se gasta, é o que se faz com o que se pesquisa.
[b3261] (ciencia_tecnologia) O governo apresentará outro número: um índice federal de inovação que coloca a Bahia acima do esperado para seu nível de renda. A resposta é simples: superar expectativas de quem é pobre não é ambição. É conformação. A Bahia não precisa ser eficiente dentro da pobreza. Precisa sair dela.
[b3278] (ciencia_tecnologia) Dispêndio gov. em P&D como % do PIB estadual (exec. real)
[b3290] (ciencia_tecnologia) Publicações indexadas por pesquisador
[b3302] (ciencia_tecnologia) Bolsas CAPES e CNPq concedidas no estado
[b3314] (ciencia_tecnologia) Depósitos e concessões de patentes de invenção por residente
[b3326] (ciencia_tecnologia) Acesso à internet domiciliar; infraestrutura TIC
[b3339] (ciencia_tecnologia) Empresas com crescimento ≥20% a.a. em receita ou emprego
[b3351] (ciencia_tecnologia) Parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras ativas
[b3365] (ciencia_tecnologia) A liderança do Rio Grande do Sul no pilar Inovação pelo segundo ano consecutivo no Ranking da Competitividade 2025 da CLP não vem de mais investimento público em pesquisa. Vem dos mecanismos que convertem investimento em resultado. Em Empresas de Alto Crescimento e Estrutura de Apoio, o Rio Grande do Sul ocupa posições que a Bahia não tem. Três mecanismos explicam por que o RS lidera e a Bahia não.
[b3366] (ciencia_tecnologia) O primeiro mecanismo é quem compra a inovação. No Rio Grande do Sul, grandes empresas pagam startups para resolver problemas reais. A startup já tem cliente antes de ter produto. Em São Paulo, funciona igual, com 80 ambientes credenciados e linha de crédito de até R$ 15 milhões para empresas de tecnologia. Na Bahia, o governo financia a pesquisa, mas não garante que alguém vai comprar o resultado. A startup baiana termina o projeto sem mercado. → ciencia-tecnologia/p16
[p. 190]
[b3380] (ciencia_tecnologia) Em Iniciação Científica, a Fapergs mantém 1.800 bolsas ativas por ano em ciclos plurianuais (edital PROBIC/PROBITI 2026–2029 lançado em abril de 2026). A Fapesb opera com 1.358 bolsas IC/ano pelo sistema IC Cotas, distribuídas às instituições para que cada uma gerencie sua própria seleção. → ciencia-tecnologia/p8
[b3382] (ciencia_tecnologia) Nenhuma das propostas exige nova lei. Todas dependem de uma decisão que o governo atual teve quatro anos para tomar e não tomou: usar o que já está autorizado.
[b3383] (ciencia_tecnologia) 1. O GOVERNO COMO CLIENTE DE INOVAÇÃO
[b3384] (ciencia_tecnologia) Desde 2021 a Bahia tem lei que permite ao governo contratar startups para resolver problemas reais, pagando pelo resultado. Até maio de 2026, nenhum edital nessa modalidade havia sido publicado com valor e prazo definidos (Comprasnet.ba). O Novo governo lançará editais para estimular o mercado a desenvolver soluções para os serviços públicos essenciais. → ciencia-tecnologia/p16
[b3385] (ciencia_tecnologia) 2. TRANSFORMAR PESQUISA EM EMPREGOS
[b3386] (ciencia_tecnologia) As universidades baianas produzem pesquisa séria. O problema é que essa pesquisa fica no papel. A Bahia é o 13.º estado em pesquisa científica e o 15.º em patentes: a pesquisa não está sendo protegida nem comercializada. Cada patente que não sai da universidade é um produto que não chega ao mercado, um emprego que não é gerado. • → ciencia-tecnologia/p9
[b3387] (ciencia_tecnologia) Programa Pesquisador Fundador: Fapesb financiará pesquisadores de universidades estaduais para transformar resultado de pesquisa em startup, com participação societária da Desenbahia via equity, no modelo do Doutor Empreendedor do RS. • → ciencia-tecnologia/p11
[b3388] (ciencia_tecnologia) Política de propriedade intelectual unificada para todas as universidades estaduais (UESB, UESC, UEFS, UNEB): hoje cada uma tem regra diferente para licenciamento, criando insegurança para o investidor privado. • → ciencia-tecnologia/p10
[b3389] (ciencia_tecnologia) Ampliar as bolsas de pesquisa da Fapesb, vinculando parte delas a problemas reais de empresas baianas. • → ciencia-tecnologia/p8
[b3390] (ciencia_tecnologia) Criar um escritório de transferência de tecnologia em universidades estaduais: estruturas que transformam pesquisa acadêmica em patentes e contratos com empresas. → ciencia-tecnologia/p9
[b3391] (ciencia_tecnologia) 3. CRIAR OS ESPAÇOS ONDE INOVAÇÃO ACONTECE
[b3392] (ciencia_tecnologia) Para uma startup crescer, precisa de um lugar que não seja a casa do fundador. Incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos são esses espaços. A Bahia tem um parque tecnológico e seis → ciencia-tecnologia/p13
[p. 191]
[b3398] (ciencia_tecnologia) incubadoras. O Rio Grande do Sul tem 24 parques e 67 incubadoras. Essa diferença não é acidental.
[b3399] (ciencia_tecnologia) É resultado de anos de política consistente de criar espaços onde pesquisador encontra investidor e startup encontra cliente. •
[b3400] (ciencia_tecnologia) Programa Bahia Ambientes de Inovação: credenciar incubadoras e aceleradoras ativas, com financiamento via Desenbahia e metas de resultado definidas. • → ciencia-tecnologia/p13
[b3401] (ciencia_tecnologia) Ampliar o Parque Tecnológico de Salvador para modelo de tripla hélice: governo, universidade e empresa com mandato claro para cada ator. • → ciencia-tecnologia/p14
[b3402] (ciencia_tecnologia) Criar hubs setoriais nos territórios de maior vocação regional (ver Promoção Econômica do Desenvolvimento): agritech em Barreiras, bioeconomia no Recôncavo, energy tech no litoral norte, polo petroquímico em Camacari. → ciencia-tecnologia/p15
[b3403] (ciencia_tecnologia) 4. APOSTAS SETORIAIS EXCLUSIVAS
[b3404] (ciencia_tecnologia) A maior oportunidade da Bahia não está em replicar RS ou SP. Está em converter ativos únicos em inovação: maior litoral do país, três biomas presentes no território (Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado) e liderança nacional em energia renovável. Nenhum outro estado tem esse conjunto de vantagens.
[b3406] (ciencia_tecnologia) A Bahia lidera a geração eólica e solar no Brasil. Todo equipamento é importado. Sem P&D local em componentes, esse ativo é royalty tecnológico pago para fora. • → ciencia-tecnologia/p21
[b3407] (ciencia_tecnologia) Bahia Energy Tech: edital Fapesb para P&D em componentes de geração renovável, com parceria industrial local obrigatória. • → ciencia-tecnologia/p21
[b3409] (ciencia_tecnologia) Fundo Bahia Energy VC (Desenbahia + privado) para startups de energias renováveis, armazenamento e hidrogênio verde. → ciencia-tecnologia/p12
[b3410] (ciencia_tecnologia) 5. FORMAÇÃO DE PIPELINE DE TALENTOS
[b3411] (ciencia_tecnologia) Um jovem do interior da Bahia com talento para programação precisa de internet boa, de uma escola que ensine ciência de forma prática e de uma perspectiva real de emprego no estado. Sem isso, ele vai embora ou desiste. A Lei PopCiência (Lei 14.901/2025), aprovada em 2025, cria as ferramentas certas: labs de criatividade em escolas, clubes de ciência, bolsas para professores. O próximo governo herda a lei e precisa usá-la de verdade. Popularizar ciência e criar emprego tecnológico são etapas do mesmo caminho, mas a primeira não resolve a segunda sozinha.
[p. 192]
[b3421] (ciencia_tecnologia) Expandir cobertura de internet de qualidade nos municípios do interior com potencial produtivo. → ciencia-tecnologia/p1
FIM — 48 blocos neste arquivo.