Acm Neto — texto do programa sobre Desenvolvimento regional e interior (Governador — BA, 2026)
Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").
Este arquivo tem 13 blocos do programa de Acm Neto, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/50017136341). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/ba/tema-desenvolvimento-regional).
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[b31] (desenvolvimento_regional) O desenvolvimento econômico precisa ser territorializado. A Bahia é grande demais para ter uma política única. O Oeste produz, mas não escoar produção não é vocação, é abandono logístico. O litoral mais extenso do Brasil não gera o turismo que poderia. A energia renovável que abastecemos o país inteiro não fabricamos. Cada território tem uma vocação: agroindústria, energia, turismo, logística, economia do mar, tecnologia, agricultura familiar. Um governo que trata o estado como uniforme desperdiça o que cada lugar tem de melhor.
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[b67] (desenvolvimento_regional) O vasto território da Bahia possui diferentes relevos, bacias hidrográficas e é formado por três biomas
[b68] (desenvolvimento_regional) — Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. As suas regiões se distinguem pela sua cultura, vocações econômicas e condições sociais. Essa realidade mostra que a Bahia ainda não alcançou a integração desejada e requer uma nova abordagem de planejamento para enfrentar o desafio dos desequilíbrios regionais. A solução para enfrentar esta realidade é tratar cada região em conformidade com suas características físicas, sociais, econômicas, culturais, demográficas e climáticas.
[b69] (desenvolvimento_regional) Os 27 Territórios de Identidade da Bahia são a unidade de referência deste plano de governo. Não cabe a nenhum governo inventar vocações que não existem, nem forçar um território a se especializar em algo estranho à sua realidade. Cabe reconhecer o que já está ali e organizar, ao redor disso, a infraestrutura, o crédito e a qualificação que ainda faltam. O Novo Governo vai dinamizar → desenvolvimento-regional/p1
[b70] (desenvolvimento_regional) regionalmente o estado, reduzir os desequilíbrios e criar a integração necessária para levar condições equânimes de crescimento a todos os baianos.
[b71] (desenvolvimento_regional) É esse o papel do DNA da Bahia: um sistema único de inteligência territorial que cruza, por Território de Identidade, a vocação produtiva predominante, os gargalos de infraestrutura e logística, o estoque de mão de obra qualificada e a carteira de investimentos em curso — Câmaras Territoriais de Vocação Regional, Zonas de Industrialização do Interior, Distritos Agroindustriais do Semiárido, Distritos Industriais Minerais, hubs setoriais de inovação, rotas turísticas territoriais. Os capítulos que se seguem constroem, cada um, seu próprio diagnóstico setorial — mas todos consultarão essa mesma base. → desenvolvimento-regional/p1, desenvolvimento-regional/p2, desenvolvimento-regional/p4
[b72] (desenvolvimento_regional) O DNA da Bahia aplicará, a cada um dos 27 Territórios de Identidade, esse mesmo método: um sistema de inteligência territorial que cruza solo, clima, infraestrutura, mercado e perfil produtivo, e que substitui o diagnóstico fragmentado por secretaria por uma base única, pública e permanente. Os estudos de vocação regional terão prazo definido e alimentarão diretamente as Câmaras Territoriais de Vocação Regional e a priorização de investimento em infraestrutura, crédito e qualificação. Onde a vocação já está identificada, o governo partirá dela. Onde ainda depende de estudo, o estudo é compromisso de governo, com prazo e responsável — não lacuna a ser descoberta pelo próximo mandato. → desenvolvimento-regional/p1, desenvolvimento-regional/p2
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[b82] (desenvolvimento_regional) Esse mapeamento vira plano. Cada um dos 27 Territórios de Identidade terá seu Planejamento Estratégico Regional, construído a partir da vocação identificada — e não imposto de cima para baixo: prefeituras, lideranças municipais e comunidades de cada região participarão diretamente da elaboração, em ciclos formais de escuta territorial de caráter essencialmente técnico e não utilizados como plataforma política. → desenvolvimento-regional/p3, desenvolvimento-regional/p5
[b84] (desenvolvimento_regional) É desse conjunto de 27 planos, e não de uma diretriz única definida em Salvador, que nascerá o Planejamento Estratégico do Estado e um novo modelo de desenvolvimento econômico e social para a Bahia. Um estado do tamanho da Bahia não cresce por decreto central — cresce quando cada território sabe exatamente qual é sua prioridade de investimento e o Estado organiza seu desenvolvimento em torno dela. → desenvolvimento-regional/p3
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[b1461] (desenvolvimento_regional) Cidades médias como polos regionais
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[b1613] (desenvolvimento_regional) DESCASO E ABANDONO DO SEMIÁRIDO
[b1614] (desenvolvimento_regional) A gestão hídrica do Semiárido baiano é o mais grave e mais documentado campo de promessas não cumpridas desse longo ciclo governamental. O semiárido ocupa 85% do território da Bahia, abrange 287 municípios e abriga cerca de 7,5 milhões de pessoas, metade da população do estado, das quais
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[b1620] (desenvolvimento_regional) quase 3 milhões vivem na zona rural. Apesar de concentrar essa imensa parcela da população baiana, o semiárido responde por menos de 40% do PIB estadual. Em 2021, o PIB per capita médio do semiárido foi de aproximadamente R$ 18.400, contra R$ 23.500 da média estadual, uma diferença superior a 20% que se perpetua há décadas, resultado direto da omissão do Estado. Toda a região é considerada suscetível à desertificação, com cerca de 6.000 km² já classificados como de clima árido no norte do estado e 4.200 km² em desertificação severa, com risco de seca superior a 80% nas áreas mais críticas.
FIM — 13 blocos neste arquivo.