Acm Neto — texto do programa sobre Educação (Governador — BA, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 164 blocos do programa de Acm Neto, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/50017136341). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/ba/tema-educacao).

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[b28] (educacao) Na educação, a disputa não é sobre escola, matrícula ou prédio. É sobre destino. A Bahia aprova crianças no terceiro ano sem que saibam ler. Vou revogar essa lógica nos primeiros dias do mandato. → educacao/p50

[b29] (educacao) E vou pactuar metas com os 417 municípios, porque o jovem que aprende, fica na escola, tem renda e enxerga o futuro. → educacao/p46, educacao/p48

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[b752] (educacao) A Bahia tem uma crise educacional construída ao longo de vinte anos. Vinte anos em que a educação foi tratada como instrumento de controle eleitoral, não como investimento no futuro de cada criança.

[b753] (educacao) O veredito dos indicadores nacionais é objetivo e severo: a Bahia amarga a 22ª posição no pilar de Educação do Ranking de Competitividade 2025 (CLP), sendo sistematicamente ultrapassada por estados com orçamentos menores e populações mais reduzidas.

[b754] (educacao) No IDEB 2025, a Bahia caiu para a última posição nacional nos Anos Finais do Ensino Fundamental, com nota 3,9 — recuo em relação à nota 4,0 de 2023 e um dos dois únicos estados do país, ao lado do Amazonas, a registrar queda no período. No Ensino Médio, a nota subiu de 3,7 para 3,8, mas o estado segue entre os piores do país: empatado com o Maranhão e à frente apenas do Distrito Federal (3,6), o pior resultado do Nordeste. Nos Anos Iniciais, com a nota 5,7, caiu duas posições, passando de 23º, em 2023, para 25º lugar, em 2025, à frente apenas do Amapá e do Pará. A Bahia disputa a tabela com estados que nunca tiveram sua capacidade fiscal.

[b755] (educacao) Não é fatalidade. É escolha política, repetida por vinte anos.

[b758] (educacao) A Primeira Infância Abandonada:

[b759] (educacao) Educação Infantil como Ponto de Partida

[b760] (educacao) A crise educacional baiana começa antes mesmo da alfabetização. A Educação Infantil — etapa em que a coordenação do estado é central e cujo impacto sobre toda a trajetória escolar é amplamente documentado — apresenta resultados preocupantes. A cobertura de creche na Bahia está abaixo da média nacional: 34% contra 39% no Brasil.

[b761] (educacao) O estado concentra a segunda maior demanda não atendida do país, com mais de 220 mil crianças sem acesso à creche. Na pré-escola, etapa obrigatória, 12% das crianças baianas estão fora da sala de aula (88% de cobertura contra 92% no Brasil). Criança que não frequenta creche e pré-escola de qualidade chega ao Ensino Fundamental com desvantagem. Essa desvantagem se acumula ao longo dos anos. O governo que ignora a primeira infância está programando o fracasso escolar da próxima década.

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[b767] (educacao) O Desafio da Alfabetização na Idade Certa

[b768] (educacao) O verdadeiro termômetro de uma política de Estado para a educação está no letramento das crianças na idade correta. Segundo o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), que mede a aprendizagem dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental, a Bahia tem o quarto pior resultado do Brasil: 55%. A Bahia está acima apenas do Rio Grande do Norte (48%), Sergipe (50%) e Rio Grande do Sul (52%). No outro extremo oposto, o Ceará lidera com 84%, Paraná e Goiás têm 80%.

[b769] (educacao) O estado que não garante que toda criança chegue ao 3º ano sabendo ler está condenando essa criança a uma trajetória de fracasso acumulado. A base não se traduziu em aprendizagem ao longo da jornada escolar: o aluno entra na escola sabendo ler o mínimo e chega ao Ensino Médio sem dominar raciocínio lógico nem interpretação de texto.

[b770] (educacao) O Analfabetismo Adulto: A Dívida Acumulada de Vinte Anos

[b771] (educacao) A crise não se limita à infância. A PNAD Contínua Educação 2025, do IBGE, divulgada em junho de 2026, confirma que a Bahia é o único estado brasileiro com mais de 1 milhão de analfabetos: 1,1 milhão de baianos com 15 anos ou mais não sabem ler nem escrever um bilhete simples. O estado concentra sozinho 13,7% dos 8,384 milhões de analfabetos do país. A taxa baiana de analfabetismo é de 9,5% — quase o dobro da média nacional de 4,9%, a menor da série histórica iniciada em 2016.

[b772] (educacao) A distribuição por idade expõe a dimensão da dívida herdada. Entre os analfabetos baianos, 718 mil (62,7%) têm 60 anos ou mais, faixa em que a taxa chega a 28,5% — mais que o dobro da média nacional para o mesmo grupo etário (13,8%). Na prática, um em cada três idosos baianos não sabe ler nem escrever. Mesmo entre os baianos de 25 anos ou mais, a taxa de analfabetismo (11,6%) supera em quase o dobro a média nacional (5,8%).

[b773] (educacao) Houve queda no número absoluto entre 2024 e 2025 — de 1,174 milhão para 1,145 milhão de analfabetos, redução de 2,5%. Mesmo assim, a Bahia segue isolada na liderança nacional do analfabetismo adulto.

[b774] (educacao) Os Anos Finais do Ensino Fundamental: A Etapa Invisível

[b775] (educacao) A Bahia tem o pior IDEB do país nos Anos Finais do Ensino Fundamental — nota 3,9 em 2025, em queda ante os 4,0 de 2023 —, isolada na última posição entre as redes estaduais. Não priorizá-la, em ação coordenada com os municípios significa, na prática, receber alunos com alta defasagem na rede estadual ao ingressarem no Ensino Médio. Nenhuma política para o Ensino Médio será eficaz se o aluno chegar ao 1º ano sem base. Essa etapa precisa deixar de ser invisível no planejamento estadual.

[b777] (educacao) O Censo Escolar 2025 registra avanço na cobertura: 94,3% das escolas públicas baianas têm acesso à internet. O avanço é real. O gargalo também: banda larga presente em apenas 78% das unidades, 3 pontos abaixo da média nacional; velocidade de download por aluno de 0,24 Mbps — menos de um quarto do padrão mínimo de 1 Mbps exigido pela Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC).

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[b783] (educacao) A "Aprovação Automática" — A Portaria da Vergonha e a Necessidade de Recomposição

[b784] (educacao) Em 2024, o governo do estado instituiu a Portaria nº 190/2024, apelidada por educadores, parlamentares e especialistas de política da "aprovação automática" ou "aprovação em massa". O regime de Progressão Parcial, na prática, passou a permitir que alunos sem frequência mínima e sem notas adequadas fossem aprovados e seguissem adiante no percurso escolar. A medida foi uma decisão arbitrária, sem diálogo com a rede, num contexto em que o aproveitamento dos estudantes é preocupantemente baixo.

[b785] (educacao) A crítica a essa portaria é válida e necessária. A grande maioria dos estudantes baianos chega às séries seguintes com defasagens importantes. O foco principal do O Novo Governo estará na construção de uma política robusta e estruturada de recomposição das aprendizagens — oportunidades reais para que o aluno recupere o que não aprendeu, com acompanhamento contínuo e intervenção pedagógica imediata. → educacao/p49

[b786] (educacao) A Bahia produz diplomas. Precisa passar a produzir aprendizagem.

[b787] (educacao) Desconexão com o Mercado e Alimentação da Violência

[b788] (educacao) A Bahia possui uma das maiores taxas do país de jovens que nem estudam, nem trabalham — os chamados "nem-nem" —, porque o Ensino Médio não qualifica para as vagas reais disponíveis. A taxa de conclusão do Ensino Médio até os 19 anos é de apenas 57%, segundo o Todos Pela Educação

[b789] (educacao) — uma das mais baixas do país e abaixo da média nacional. O atraso escolar e a necessidade de ingresso precoce no mercado de trabalho continuam sendo os fatores dominantes de evasão. Estudos nacionais estimam redução de até 25% nos homicídios com melhoria consistente na qualidade do ensino (Cerqueira e Moura, IPEA, 2020). Ao abandonar a educação por duas décadas, o governo baiano não apenas perdeu uma geração para o mercado de trabalho formal — entregou essa geração ao recrutamento do crime organizado, que encontrou no vazio da escola pública um campo fértil de captação.

[b790] (educacao) A Maquiagem do IDEB e o 25º Lugar em Capital Humano

[b791] (educacao) O IDEB é composto por dois fatores: proficiência (o que o aluno sabe) e fluxo (se o aluno passou de ano).

[b792] (educacao) O avanço baiano foi impulsionado principalmente pelo indicador de fluxo — menos reprovação — e não por ganho real de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática. Aprovar mais alunos sem que eles aprendam mais é exatamente o mecanismo que a Portaria 190/2024 institucionalizou: um IDEB que sobe no papel enquanto a proficiência permanece no chão.

[b793] (educacao) Desde 2003, segundo mensagem do governador Jerônimo Rodrigues à Assembleia Legislativa em fevereiro de 2026, a Bahia investiu R$ 14,7 bilhões em educação, sendo R$ 10 bilhões concentrados em obras físicas e apenas R$ 5 bilhões em programas de qualidade pedagógica — a proporção 2 para 1 entre tijolo e ensino é a síntese da estratégia que não funcionou.

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[b799] (educacao) O Ceará, com investimento por aluno histórico similar ou inferior, alcançou IDEB de 4,6 no Ensino Médio, conquistando a 3ª melhor nota do Brasil, além de 5,4 nos Anos Finais do Ensino Fundamental e 6,5 nos Anos Iniciais, a melhor nota do país na rede pública. O Banco Mundial cita o Ceará como modelo global de uso eficiente de recursos educacionais. A Bahia gasta mais e obtém menos porque investiu no meio, o prédio, e negligenciou o fim: o que o aluno aprende dentro dele.

[b800] (educacao) No Índice de Progresso Social Brasil 2026 (Imazon/Social Progress Imperative), a Bahia ocupa a 22ª colocação entre os 27 estados, com nota 58,72. O Distrito Federal lidera o país com 70,73, seguido por São Paulo, com 67,96. No componente Acesso à Educação Superior, a Bahia registra um dos piores desempenhos do país, reflexo direto de um aluno que sai do Ensino Médio sem base para competir por vaga no ENEM. Em 2024, a Bahia teve o 3º menor rendimento médio real do país, à frente apenas do Maranhão e do Ceará (PNAD Contínua/IBGE, fev. 2025), um número que carrega a marca direta da qualidade do que as escolas ensinam.

[b801] (educacao) A Bahia ocupa a 25ª posição nacional em Capital Humano no Ranking de Competitividade dos Estados 2025 (CLP/Tendências), o indicador que mede se as escolas formam gente para o mercado de trabalho real.

[b802] (educacao) É um avanço real que precisa ser reconhecido. Porém, é também o paradoxo encapsulado num número: a expansão quantitativa, por si só, não garante melhoria nos resultados educacionais. O desafio é promover ao mesmo tempo a qualificação da oferta pedagógica para que se traduza em avanços reais de aprendizagem. Num estado que recebe investimentos industriais de grande escala como as plantas da BYD, da Acelen e da Suzano, a ausência de mão de obra qualificada local significa que os melhores postos de trabalho vão para candidatos de outros estados.

[b803] (educacao) Valorização Salarial dos Professores: O Discurso e a Realidade

[b804] (educacao) Em 2026, o piso nacional do magistério foi fixado em R$ 5.130,63 (Lei 15.437/2026, sancionada em junho de 2026), valor adotado pelo governo da Bahia como piso estadual e apresentado como conquista de valorização docente. Não é. Cumprir o piso nacional mínimo é obrigação legal, não política de valorização. Levantamentos recentes apontam que cerca de 45 mil professores da rede estadual ainda recebiam abaixo do piso nacional por pendências de enquadramento de carreira, situação que o próprio governo reconheceu e corrigiu apenas em abril de 2026, quando encaminhou projeto de lei à Assembleia, coincidentemente ano eleitoral.

[b805] (educacao) O ranking nacional de salário inicial do magistério estadual (licenciatura plena, 40h) expõe a posição real da Bahia. Mato Grosso do Sul lidera com R$ 13.007,12. O Maranhão, maior salário do Nordeste, paga R$ 8.452,03. A Paraíba paga R$ 6.944,09, Sergipe R$ 6.936,60, o Ceará R$ 6.839,11. A Bahia, com R$ 5.130,63, ocupa a 5ª pior posição nacional e paga cerca de 17% abaixo da média nacional de R$ 6.212,36. No Nordeste, a Bahia remunera menos que Maranhão, Paraíba, Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte.

[b806] (educacao) O problema não é só o salário de entrada, é a perspectiva de toda a carreira. Na Bahia, o professor que ingressar em 2027 atingirá o topo da carreira após 18 anos com um crescimento salarial de apenas 28,8% sobre o vencimento inicial. A média nacional de progressão é de 49%. Reformas consistentes de

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[b812] (educacao) carreira precisam combinar dois elementos centrais: melhoria dos salários iniciais e revisão das regras de progressão, de forma que a evolução na carreira não esteja baseada apenas em titulação e tempo de serviço, mas também no desenvolvimento profissional docente.

[b813] (educacao) O ESPELHO INCÔMODO: O QUE OUTROS ESTADOS FIZERAM

[b814] (educacao) O governo da Bahia costuma invocar o tamanho do estado e a complexidade da sua rede para justificar o fracasso educacional. O argumento não se sustenta diante da realidade de estados que, com estruturas e contextos comparáveis, fizeram o que a Bahia não fez.

[b815] (educacao) Ceará e Pernambuco: A Prova de que É Possível

[b816] (educacao) O Ceará saiu de uma situação de desempenho inferior à Bahia nos anos 2000 e hoje lidera os indicadores de alfabetização do Nordeste. O instrumento central foi o ICMS Educacional, mecanismo que vincula a parcela do imposto repassada aos municípios ao desempenho real das suas escolas. Prefeitura que alfabetiza recebe mais. Prefeitura que estagna, recebe menos. O Ceará manteve essa política por quase duas décadas, atravessando trocas de governo. O modelo cearense é uma referência técnica, independente de quem o criou. Somou a isso o PAIC — Programa Alfabetização na Idade Certa —, que fornece suporte pedagógico, apoio técnico e recursos financeiros aos municípios, incluindo para a expansão do tempo integral. Pernambuco construiu o Pacto pela Aprendizagem e transformou seu Ensino Médio em referência nacional. Ambos têm histórico de pobreza, desigualdade e baixo PIB per capita similares ao baiano.

[b817] (educacao) O Piauí: A Condenação Mais Eloquente

[b818] (educacao) O caso mais revelador é o Piauí. O estado piauiense é governado pelo mesmo partido que governa a Bahia há vinte anos. Tem PIB per capita inferior ao baiano. A diferença é que o Piauí decidiu que educação era prioridade de verdade — e fez o que a Bahia não fez. O argumento não é partidário: o sucesso do Piauí é a prova de que o mesmo partido pode produzir resultados completamente opostos quando a prioridade muda. O fracasso da Bahia é de gestão, não de sigla.

[b819] (educacao) Adotou uma política educacional consistente, o Piauí alcançou a 4ª posição nacional e a liderança do Nordeste no IDEB do Ensino Médio em 2023 — empatado com Pernambuco na ponta da região, sendo um dos três únicos estados brasileiros a cumprir e superar as metas de qualidade do MEC. Tornou-se o primeiro e único estado a universalizar o ensino médio em tempo integral — 100% das escolas públicas em regime de nove horas diárias. Lidera as matrículas em EPT no país, com 69% dos estudantes do Ensino Médio em cursos profissionalizantes. Implementou inovações curriculares reconhecidas pela UNESCO. Recebeu o Selo Ouro do MEC em alfabetização em 2026. No ENEM de 2024, registrou o maior crescimento percentual do Brasil em notas acima de 950 na redação.

[b820] (educacao) O mesmo partido. Menos recurso. Mais resultado. O Piauí fez o que a Bahia não fez.

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[b827] (educacao) Proficiência no Ensino Médio: Os Números Reais

[b828] (educacao) Os dados de aprendizagem (SAEB 2023) no Ensino Médio baiano são piores do que os normalmente divulgados. Dos estudantes concluintes, 47% estão abaixo do nível básico em Língua Portuguesa e 71% em Matemática, e apenas 2% atingem aprendizagem adequada em Matemática e 22% em Língua Portuguesa. A situação é alarmante. Esses dados tornam a Portaria 190/2024 ainda mais grave.

[b829] (educacao) Aprovar automaticamente alunos num sistema onde 71% deles estão no nível "Abaixo do Básico" em Matemática, sem oferecer oportunidades estruturadas de recomposição, não é política de inclusão: é a institucionalização do fracasso.

[b830] (educacao) Goiás: O 1º Lugar que Ninguém Esperava

[b831] (educacao) Se o Piauí é a condenação política, Goiás é a condenação técnica. No ciclo IDEB 2023, divulgado em 2024, Goiás liderou o ranking nacional do Ensino Médio com nota 4,8, sendo um dos únicos estados a atingir a meta oficial do MEC. Também ficou no TOP 3 nos Anos Finais do Ensino Fundamental (5,5) e teve o 2º melhor índice de alfabetização do país, com 80% das crianças lendo na idade certa. Não foi sorte. Foi um modelo de gestão pedagógica que a Bahia poderia ter adotado há anos.

[b832] (educacao) O diferencial do modelo goiano é o monitoramento em tempo real. A Secretaria de Educação de Goiás opera um painel de Business Intelligence (BI) que centraliza as informações de todas as escolas do estado. Se um aluno falta, o sistema acende um alerta e a escola faz busca ativa imediata. Se uma turma vai mal em frações numa terça-feira, o gestor estadual tem esse dado na quarta e pode intervir antes que o problema vire reprovação. Não é monitoramento burocrático. É monitoramento operacional.

[b833] (educacao) O modelo funciona em três frentes simultâneas: Bolsa Estudo, SAEGO e AlfaMais Goiás. A Bolsa Estudo (Seduc-GO) paga R$ 130,00 mensais a alunos do Ensino Médio e do 9º ano no turno regular e R$ 150,00 aos matriculados em tempo integral (CEPIs, Apaes e Escolas Família Agrícola), condicionado a 75% de frequência e média bimestral igual ou superior a 6,0. O valor é pequeno o suficiente para não ser assistencialismo e regular o suficiente para segurar o jovem em sala.

[b834] (educacao) O SAEGO avalia bimestralmente o aprendizado: com o resultado em mãos, cada professor recebe roteiros de recomposição focados no que sua turma específica não dominou. O AlfaMais Goiás financia e treina professores das prefeituras para que o aluno chegue ao Ensino Médio com base de alfabetização formada. E quando os índices de uma das 40 regiões caem, a equipe técnica da secretaria vai até lá. Não manda e-mail. Vai.

[b835] (educacao) Goiás não tem mais dinheiro que a Bahia. Tem um sistema em que o dado de cada aluno chega à secretaria em tempo real e vira ação na mesma semana. Gestão pedagógica como trabalho diário, não como tarefa de fim de ano.

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[b841] (educacao) O PNE APROVADO: O QUE O BRASIL DECIDIU E A BAHIA PRECISA

[b843] (educacao) O novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi sancionado em abril de 2026, convertido na Lei nº 15.388/2026 (tramitou no Congresso como PL nº 2.614/2024). O novo Plano estrutura 73 metas e 372 estratégias para a educação brasileira até 2035. Entre as metas aprovadas: 100% das crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental; pelo menos 90% dos estudantes concluindo o Ensino Médio na idade regular; e eliminação do nível abaixo do básico ao fim de cada etapa.

[b844] (educacao) O novo PNE é uma excelente baliza para a construção das metas estaduais, e vale destacar que suas metas já são bastante ambiciosas. Hoje, 66% das crianças são alfabetizadas no país (meta: 100%); 74% concluem o EM na idade regular (meta: 90%); 59% dos concluintes do EM estão abaixo do básico (meta: zero); apenas 8% atingem nível adequado ao fim do EM (meta: 80%). A Bahia parte de indicadores piores do que a média nacional em praticamente todos esses pontos.

[b845] (educacao) O compromisso do Novo Governo é alinhar-se a essas ambições e, onde possível, superá-las com metas estaduais ainda mais ousadas. → educacao/p66

[b848] (educacao) O Novo Governo tem ciência de que a Lei Estadual nº 13.559/2016, que instituiu o Plano Estadual de Educação da Bahia (PEE-BA) para o decênio 2016–2026, obriga o Poder Executivo, nos termos do seu art. 11, a encaminhar à Assembleia Legislativa o anteprojeto do plano decenal subsequente. Os pilares abaixo constituem a base técnica desse novo ciclo — o Plano Estadual de Educação e Competitividade 2027–2037 —, cumprindo essa obrigação legal e alinhando, pela primeira vez, o instrumento de planejamento decenal da educação baiana aos indicadores de competitividade que determinam empregabilidade e atração de investimentos para o Estado. → educacao/p66

[b849] (educacao) 1. FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL E GOVERNANÇA

[b851] (educacao) Nenhuma rede educacional avança sem que a estrutura de gestão central e regional esteja qualificada.

[b852] (educacao) Em todos os estados de referência — Ceará, Goiás, Piauí, Espírito Santo, São Paulo —, a qualificação das lideranças e equipes técnicas da secretaria de educação foi eixo decisivo da transformação. A Bahia precisa de um pilar dedicado ao fortalecimento institucional dos seus 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs).

[b853] (educacao) Seleção Técnica das Lideranças Regionais

[b854] (educacao) As lideranças dos NTEs e as equipes pedagógicas regionais serão selecionadas por critérios técnicos rigorosos. Cada Núcleo terá metas pactuadas, equipe técnica disponível para deslocamento às escolas → educacao/p64

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[b860] (educacao) com piores índices e responsabilização pública pelos resultados da sua região. Quando os índices de uma regional caírem, a equipe técnica da sede se deslocará presencialmente para reestruturar a gestão local. → educacao/p64

[b861] (educacao) Contratos de Metas por Regional

[b862] (educacao) Cada NTE firmará contrato de metas com indicadores claros, monitoramento trimestral e prestação de contas pública. O acesso ao cargo é apenas parte do processo: formação continuada e acompanhamento sistemático ao longo de todo o mandato são igualmente fundamentais para o exercício efetivo da liderança pedagógica. → educacao/p64

[b863] (educacao) Comitê Permanente de Educação e Competitividade

[b864] (educacao) O Novo Governo irá constituir nos primeiros meses de gestão um Comitê Permanente de Educação e Competitividade numa clara demonstração da prioridade que conferirá à educação do Estado. → educacao/p65

[b865] (educacao) Este Comitê contará com a participação das Federações das Indústrias (Senai-Cimatec), Comércio e Agricultura, Associação Comercial, Institutos Federais e a Secretaria de Educação, dentre outros. → educacao/p65

[b866] (educacao) 2. EDUCAÇÃO INFANTIL, ALFABETIZAÇÃO

[b868] (educacao) Nenhuma política educacional tem impacto duradouro se a base — desde a primeira infância até a alfabetização — for frágil. A primeira medida do Novo Governo será revogar a Portaria nº 190/2024, substituindo-a por um Programa Estadual de Recomposição das Aprendizagens. Aprovação sem aprendizagem não é política educacional — mas a resposta não é a reprovação em massa: é a recomposição estruturada. → educacao/p49, educacao/p50

[b869] (educacao) Regime de Colaboração Ampliado — da Creche ao 9º Ano

[b870] (educacao) O regime de colaboração com os 417 municípios será fortalecido e ampliado para abranger a trajetória completa desde a primeira infância. O pacto incluirá: metas estaduais explícitas de apoio à ampliação de vagas em creches (0 a 3 anos) e universalização da pré-escola (4 e 5 anos); ações de apoio aos municípios nos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, no modelo do PAIC cearense, que fornece suporte pedagógico, apoio técnico e recursos financeiros; e condicionamento do apoio estadual ao cumprimento de metas de aprendizagem mensuráveis. O estado se responsabilizará pela trajetória educacional dos estudantes, independentemente da rede em que estão matriculados ou do partido político das prefeituras. → educacao/p16, educacao/p17, educacao/p46, educacao/p48, educacao/p78

[b871] (educacao) SISTEMA SABE — Avaliação Diagnóstica como parte de um Sistema Pedagógico Coerente O Sistema de Avaliação da Educação Básica da Bahia será reformulado para incluir avaliações bimestrais de fluência leitora e matemática. Porém, a avaliação é parte de um todo, não um fim em si mesma. Os resultados do SABE, sistema de avaliação bimestral próprio, independente do SAEB federal, serão a base de todas as decisões pedagógicas e de alocação de recursos. Com os dados em mãos, → educacao/p52

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[b877] (educacao) os professores receberão roteiros de recomposição focados exatamente no que a turma não dominou. → educacao/p51

[b878] (educacao) A Bahia adotará essa lógica: resultado diagnóstico gera ação pedagógica na semana seguinte, não no relatório de fim de ano. Escolas com maior concentração de alunos em nível insuficiente receberão professores tutores especializados para atendimento em turmas reduzidas no próprio turno. O ponto central é garantir a estruturação de um sistema pedagógico coerente e alinhado: currículo bem definido com habilidades focais por bimestre; avaliações que meçam exatamente essas habilidades; formação de professores baseada nos resultados das avaliações; e intervenções focalizadas para estudantes com baixo desempenho e maior apoio para escolas e municípios com piores resultados. → educacao/p51, educacao/p54

[b879] (educacao) O SABE será integrado a um painel de Business Intelligence (BI) estadual. O painel centralizará em tempo real: frequência diária por aluno, mapa de notas por turma e por disciplina, alertas automáticos de risco de evasão e indicadores de progresso por escola e por regional. → educacao/p53

[b880] (educacao) Esse sistema só funciona com governança capaz de transformar dados em ação rápida, especialmente via órgãos regionais fortalecidos, os Núcleos Territoriais Educacionais (NTEs), que precisam ser capacitados para identificar quais escolas demandam acompanhamento mais intensivo e atuar pedagogicamente sobre elas. → educacao/p53, educacao/p64

[b882] (educacao) O Novo Governo criará o Bahia Alfabetiza 60+, camada estadual de coordenação e busca ativa dentro do Pacto EJA já assinado pelos 417 municípios, com prioridade explícita para pessoas com 60 anos ou mais. A Secretaria de Educação, por meio dos 27 Núcleos Territoriais Educacionais, dará suporte pedagógico e forma os alfabetizadores; a Promoção Social faz a busca ativa do idoso analfabeto pela rede já cadastrada no CadÚnico e pelos equipamentos do Doce Lar; e o município executa a turma, como já prevê o desenho do Pacto EJA. → educacao/p45

[b883] (educacao) As turmas priorizarão espaços que o idoso já frequenta, para não competir com a mobilidade e a rotina de quem tem 60, 70 ou 80 anos: os CRAS; e os espaços comunitários indicados pelo PBA — igrejas, associações de bairro, sedes de sindicatos rurais. As turmas serão pequenas e em horário compatível com a rotina do idoso. O módulo incluirá letramento digital básico, alinhado ao que o Estatuto do Idoso já prevê em matéria de inclusão digital: uso do celular, aplicativos de banco e de saúde, Pix, para reduzir a dependência de terceiros e o risco de fraude que atinge desproporcionalmente o idoso sem leitura. → educacao/p45

[b884] (educacao) A base de custeio combinará o recurso federal já destinado ao município via Pacto EJA e Programa Brasil Alfabetizado com contrapartida estadual, na mesma lógica de cofinanciamento já usada em outras linhas de Educação. Meta numérica de alfabetizados por ano depende de estudo de viabilidade no primeiro ano de governo, no mesmo padrão adotado para os demais programas sociais deste plano — mas a prioridade territorial já pode ser fixada desde já: os municípios com maior número absoluto de idosos analfabetos e as comunidades quilombolas e indígenas, onde a taxa histórica é mais alta. → educacao/p45

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[b890] (educacao) 3. RECOMPOSIÇÃO DAS APRENDIZAGENS

[b891] (educacao) POLÍTICA PERMANENTE E INTENSIVA

[b892] (educacao) Com 71% dos concluintes do Ensino Médio baiano abaixo do nível básico em Matemática e turmas onde convivem estudantes com até quatro ou cinco anos de defasagem entre si, a Bahia não pode tratar a recomposição das aprendizagens como projeto emergencial pós-pandemia. É uma política estrutural permanente e uma das prioridades absolutas para a educação baiana no ciclo 2027–2030.

[b893] (educacao) O Novo Governo implantará um Programa Estadual de Recomposição das Aprendizagens, com foco principalmente na proficiência em português e matemática, com metas anuais públicas, monitoramento bimestral por escola, agrupamento pedagógico por nível de aprendizagem, tutoria de pares com monitores universitários e materiais específicos de nivelamento. → educacao/p49, educacao/p54

[b894] (educacao) É fundamental destacar que políticas de recomposição efetivas são intensivas em recursos financeiros.

[b895] (educacao) Demandam mais professores, ampliação de jornada ou espaços para atendimento no contraturno.

[b896] (educacao) Justamente por isso, precisam ser tratadas como prioridade estratégica, dado seu potencial de melhorar a aprendizagem com maior equidade — atendendo primeiro quem mais precisa.

[b897] (educacao) 4. ENSINO MÉDIO INTEGRAL, TECNOLÓGICO E VOCACIONADO

[b898] (educacao) A Bahia é o segundo estado em matrículas no Ensino Médio e apresenta resultados muito aquém do seu potencial.

[b899] (educacao) O Piauí, com rede menor e menos dinheiro, universalizou o tempo integral e chegou à liderança do Nordeste no IDEB 2024. O tempo integral na Bahia avançou de 13% para 34% das matrículas. Mais do que dobrou, mas em 20 anos do governo atual, é muito pouco comparado ao que fizeram outros Estados.

[b900] (educacao) Escola de Tempo Integral com Propósito

[b901] (educacao) O Novo Governo vai ampliar a oferta de matrícula em tempo integral para o ensino médio, mas o principal desafio não é apenas aumentar o tempo de permanência. O objetivo é tornar a escola mais atrativa para o aluno: uma matriz que combina o núcleo comum com disciplinas eletivas escolhidas por interesse — robótica, artes, esporte, tecnologia, empreendedorismo. Um componente de Projeto de Vida ajuda o estudante a definir metas e planejar o futuro acadêmico-profissional, com acompanhamento de um professor tutor ao longo do ano. → educacao/p55, educacao/p57

[b902] (educacao) Na etapa final do Ensino Médio, aulas de preparação pós-Médio oferecem orientação sobre mercado de trabalho, opções de curso técnico e faculdade, além de reforço interdisciplinar voltado ao Enem e a outros vestibulares. → educacao/p58

[b903] (educacao) Parte da jornada estendida será dedicada a clubes de interesse geridos pelos próprios estudantes → educacao/p57

[b904] (educacao) — ciências, artes, debate, tecnologia, esporte —, com iniciação científica orientada por professores e mostras semestrais abertas à comunidade, substituindo parte da avaliação tradicional em componentes eletivos. Um momento semanal de estudo orientado apoia o aluno na organização da rotina e dos métodos de aprendizagem. → educacao/p57

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[b910] (educacao) Educação Profissional e Tecnológica com Foco e Integração

[b911] (educacao) O Novo Governo articulará os cursos técnicos às vocações econômicas reais de cada região: Energias Renováveis (foco no interior), Agronegócio de Precisão (Oeste Baiano), Tecnologia da Informação (Região Metropolitana), Saúde, Meio Ambiente e Logística. → educacao/p7

[b912] (educacao) A expansão da EPT será feita com foco e priorização, evitando um cardápio excessivamente amplo de cursos que pode dificultar a garantia de qualidade da oferta. A integração com o setor produtivo será aprofundada, especialmente na ampliação de estágios e experiências práticas, elemento central para qualificar a formação técnica. → educacao/p6, educacao/p10

[b913] (educacao) O governo formalizará parceria estruturante com o SENAI CIMATEC e o Sistema S — SENAC, SESI, SENAR → educacao/p9

[b914] (educacao) — para uso compartilhado de laboratórios, formação continuada de professores da rede estadual e trilhas de dupla certificação: o aluno conclui o Ensino Médio com diploma da rede estadual e certificação técnica reconhecida pelo mercado, sem depender exclusivamente da capacidade física da rede pública para ofertar cada curso. → educacao/p9

[b915] (educacao) O SENAI CIMATEC, reconhecido nacionalmente por sua capacidade em automação, energia e manufatura avançada, será tratado como parceiro estratégico permanente da política educacional, e não apenas prestador pontual de serviços: a formação técnica alinhada às suas trilhas de inovação é o que credencia o egresso da rede estadual a preencher as vagas qualificadas que a indústria baiana já sinaliza não conseguir suprir. → educacao/p9

[b916] (educacao) Os oito novos campi dos Institutos Federais previstos no Novo PAC serão ocupados com currículo alinhado à demanda produtiva local e acordos formais de estágio e absorção de egressos. → educacao/p11

[b917] (educacao) Inteligência Artificial e Tecnologia no Currículo

[b918] (educacao) A inserção da Inteligência Artificial e do letramento digital no currículo do Ensino Médio é prioridade. → educacao/p12

[b919] (educacao) Porém, não há consenso consolidado de que a melhor estratégia seja necessariamente uma disciplina obrigatória isolada. O Novo Governo adotará abordagem flexível: o tema será trabalhado de forma transversal e integrada a outras disciplinas, podendo assumir formato de disciplina específica onde a estrutura escolar permitir. O HackEdu Bahia enviará os times vencedores para intercâmbios internacionais em centros de inovação. → educacao/p12

[b920] (educacao) O HackEdu Bahia será uma competição estadual anual de tecnologia e inovação aberta a equipes da rede pública estadual, formadas por dois ou três estudantes e um educador responsável. As equipes desenvolverão, ao longo de meses de preparação nos clubes de interesse da própria escola, soluções tecnológicas para problemas reais do território onde vivem. → educacao/p13

[b921] (educacao) A inscrição será gratuita, a seleção classificará equipes por Território de Identidade — para garantir presença de todas as regiões da Bahia, não só da capital —, e a fase final acontecerá em evento estadual com banca avaliadora técnica. As equipes vencedoras cumprirão intercâmbio educacional → educacao/p13

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[b927] (educacao) internacional de até 30 dias em centros de inovação no exterior, com todos os custos cobertos pelo Estado — passagem, hospedagem, alimentação, seguro-saúde e visto —, sem custo para a família. → educacao/p13

[b928] (educacao) Provão Bahia — Acesso à Universidade pelo Mérito do Ensino Médio

[b929] (educacao) O Novo Governo criará o Provão Bahia, vestibular seriado da rede pública estadual. O exame avaliará o aluno ao longo dos três anos do Ensino Médio, somando as pontuações anuais para a classificação final. Provas anuais gratuitas, aplicadas na própria escola, cobrindo Português, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, com redação no terceiro ano. Inscrição gratuita e sem burocracia para o aluno. → educacao/p26

[b930] (educacao) O governo firmará acordos de cooperação com a UESB, a UESC, a UEFS, e a UNEB para criação de vagas adicionais vinculadas exclusivamente ao desempenho acumulado no Provão Bahia. Essas vagas serão negociadas com cada instituição no primeiro ano de governo, respeitada a autonomia universitária garantida pelo art. 207 da Constituição Federal, e formalizadas em instrumentos jurídicos com metas, prazos e prestação de contas pública. O objetivo é que nenhum estudante da rede pública que se dedique nos três anos do Ensino Médio precise competir por uma vaga universitária estadual sem ter esse esforço reconhecido institucionalmente. → educacao/p21, educacao/p26

[b931] (educacao) O Provão Bahia responde a um dado concreto: o aluno da rede pública baiana chega ao fim do Ensino Médio sem base suficiente para competir no ENEM. O Provão Bahia cria a ponte entre o Ensino Médio público e a universidade estadual sem depender exclusivamente de um único exame ao final de três anos.

[b932] (educacao) 5. VALORIZAÇÃO DOCENTE E GESTÃO PROFISSIONAL

[b933] (educacao) A educação pública é tão boa quanto os professores que a fazem. As propostas desta seção tratam das condições concretas do exercício docente: carga de trabalho, segurança, saúde e critérios de progressão na carreira.

[b934] (educacao) Seleção Técnica para Diretores Escolares

[b935] (educacao) Diretor de escola não é cargo político. O ponto central é garantir que todos os candidatos a diretor, independentemente do formato de provimento adotado (eleição pela comunidade escolar, indicação técnica ou outro), passem por um processo prévio de aferição de competências para a gestão escolar. → educacao/p61

[b936] (educacao) Essa aferição deve combinar instrumentos como prova de conhecimentos, plano de gestão e entrevista. → educacao/p61

[b939] (educacao) Será instituída gratificação anual para equipes escolares que atingirem metas de redução de evasão e avanço nos indicadores de proficiência do SAEB e do SABE. A Bahia adotará sistema progressivo com critérios públicos e metas diferenciadas por escola, calculadas a partir da linha de base de cada unidade — não de uma meta uniforme que penaliza escolas em territórios mais vulneráveis. → educacao/p31

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[b945] (educacao) A linha de base de cada escola será definida pela Secretaria de Educação com base nos dados do SABE do ano anterior, publicada no portal de transparência até março de cada ano letivo. A auditoria dos resultados caberá ao Conselho Estadual de Educação, com acesso público aos microdados por escola. Contestações de equipes escolares serão apreciadas por comissão técnica independente da Secretaria. O pagamento ocorrerá nos primeiros meses do ano seguinte à apuração. → educacao/p31

[b946] (educacao) Desenvolvimento Docente — Condições Reais de Implementação

[b947] (educacao) Um Programa Estadual de Desenvolvimento Profissional de Professores será implementado para garantir as condições concretas que a política raramente assegura: fixação do docente a uma única escola; cumprimento da carga horária extraclasse na unidade escolar; e organização da jornada de forma a permitir períodos contínuos de estudo e troca, não momentos fragmentados entre aulas. → educacao/p29, educacao/p32

[b948] (educacao) O foco estará no conhecimento pedagógico do conteúdo: o que ensinar e como ensinar as disciplinas, com forte incentivo ao trabalho colaborativo entre professores da mesma área. → educacao/p29

[b950] (educacao) Valorizar o professor não se resume a salário. O Novo Governo atuará em frentes concretas de condição de trabalho.

[b952] (educacao) Será feito o mapeamento de todos os relatórios, planilhas e registros hoje exigidos do professor fora do tempo de sala de aula, com meta de eliminar ou automatizar pelo menos um terço das exigências redundantes no primeiro ano de governo, liberando tempo para planejamento pedagógico. → educacao/p33

[b953] (educacao) Saúde física e mental do professor

[b954] (educacao) Será criado programa permanente de saúde ocupacional docente, com acompanhamento psicológico de acesso direto e sem necessidade de afastamento prévio. Levantamento da Secretaria da Administração já identificou, em anos anteriores, transtornos mentais como principal causa de afastamento por saúde entre professores da rede estadual — problema estrutural que precede este mandato e que a rede ainda não enfrenta com política permanente. → educacao/p34

[b955] (educacao) 6. INFRAESTRUTURA E CONECTIVIDADE

[b957] (educacao) Nenhuma reforma pedagógica funciona em escola sem internet, sem climatização e sem laboratório.

[b958] (educacao) O Ranking de Competitividade CLP 2025 coloca a Bahia em 22º lugar no pilar de educação e 25º em capital humano. O estado gasta volumes recordes e ocupa as últimas posições. O problema não é a falta de recurso, é a falta de resultado.

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[b964] (educacao) Programa Escola Digital — Conectividade Universal

[b965] (educacao) A meta é completar o que ficou para trás: elevar a Wi-Fi nas salas de aula, velocidade mínima por aluno no maior turno para que possa aprender de fato. Para a rede municipal do Ensino Fundamental → educacao/p70

[b966] (educacao) — onde o déficit de acesso efetivo dos alunos é mais grave e a competência é dos municípios —, o estado atuará por meio de regime de colaboração formalizado com os municípios, oferecendo apoio técnico, cofinanciamento e metas pactuadas. Esse regime será formalizado por meio de contrato de resultados Estado - Municípios, com indicadores de aprendizagem, prazos e contrapartidas financeiras definidos previamente, dando transparência e previsibilidade ao repasse de recursos e à cobrança de resultados. → educacao/p48, educacao/p70

[b967] (educacao) Modernização Física das Unidades Escolares

[b968] (educacao) Em 2024, o governo estadual lançou o programa "Construir para Educar" com orçamento de R$ 2,8 bilhões e meta de 244 novas unidades. Até o final daquele ano, 39 escolas haviam sido entregues, 16% da meta, enquanto as cerca de 4 mil unidades em funcionamento acumulam déficits verificáveis, segundo o Censo Escolar 2025: apenas 22% possuem biblioteca, contra 32% da média nacional; 20% têm sala de leitura, ante 28% do país; 6% laboratório de ciências, contra 12% nacional; 28% quadra de esportes, ante 39% do país. No saneamento, o esgoto da rede pública atende 38% das unidades, contra 49% da média nacional; em 24% das escolas o lixo ainda é queimado, ante 19% no restante do país. O plano de reformas contemplará metas anuais públicas com fiscalização independente, priorizando o estoque existente — não apenas as construções novas. Climatização, laboratórios, bibliotecas, quadras e saneamento básico nas unidades estaduais. A adaptação para o tempo integral será planejada com sustentabilidade financeira explícita. Escola sem climatização no sertão perde o aluno antes da primeira aula. → educacao/p68, educacao/p69

[b969] (educacao) 7. EQUIDADE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

[b970] (educacao) Educação Étnico-Racial como Eixo Curricular

[b971] (educacao) As diretrizes de relações étnico-raciais serão aplicadas no currículo estadual — não como apêndice: como fundamento. Centros de formação regionalizados para professores. Materiais produzidos com comunidades quilombolas, indígenas e de matriz africana. Avaliação periódica do cumprimento em cada escola. → educacao/p29, educacao/p37

[b972] (educacao) Educação Inclusiva e Pessoa com Deficiência

[b973] (educacao) A Bahia está entre os estados com menor cobertura de Salas de Recursos Multifuncionais do país: em 2020, apenas 13% das escolas da rede pública baiana tinham a estrutura — o mesmo percentual do Piauí, e acima apenas do Amazonas (11%) e do Maranhão (8%) (Censo Escolar 2020/Inep, sistematizado pelo Instituto Rodrigo Mendes/Diversa, 2022; não localizamos atualização específica para a Bahia em levantamentos mais recentes do Censo Escolar). Na prática, o aluno da rede estadual com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista frequentemente não tem, na própria escola, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) a que tem direito — precisa se deslocar, ou não é atendido.

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[b979] (educacao) O Novo Governo lançará o Bahia Escola Inclusiva: expansão das Salas de Recursos Multifuncionais para unidades da rede estadual com matrícula de estudante público-alvo da educação especial, com professor de AEE concursado, kit de tecnologia assistiva e adequação de acessibilidade arquitetônica. → educacao/p36

[b980] (educacao) Professores da rede regular receberão formação continuada obrigatória em práticas pedagógicas inclusivas. A interiorização dos CAEEs — prevista no capítulo Promoção Social, sob coordenação da Secretaria Estadual para Pessoas com Deficiência (SEPD) — passa a ser cofinanciada e monitorada em conjunto pela Secretaria de Educação e pela SEPD, com indicadores de cobertura publicados semestralmente. → educacao/p29, educacao/p36

[b981] (educacao) 8. BUSCA ATIVA E AUTONOMIA ESCOLAR

[b983] (educacao) Matricular o aluno é o começo, não o fim. A Bahia tem uma das maiores taxas de evasão do Ensino Médio do país. O Programa Bahia no Trilho combaterá a evasão com instrumentos simultâneos: apoio econômico focalizado, monitoramento preventivo e suporte social nas escolas. → educacao/p3, educacao/p75

[b984] (educacao) Monitoramento Preventivo de Evasão com Inteligência Artificial

[b985] (educacao) Uma plataforma de monitoramento cruzará frequência, desempenho e situação socioeconômica para identificar risco de evasão antes que o aluno saia. Quando o alerta acender, a rede de assistência social, o orientador educacional e a família serão acionados automaticamente. → educacao/p3

[b987] (educacao) O repasse financeiro direto para as escolas será ampliado, no modelo federal do PDDE. Cada escola terá recursos próprios para manutenções e materiais, com prestação de contas simplificada. Escola que depende de autorização para trocar uma lâmpada não funciona. → educacao/p59

[p. 60]

[b1055] (educacao) Capital humano — conhecimento, formação, capacidade produtiva das pessoas. A Bahia mostra uma divisão reveladora: segundo o Inep, nos anos iniciais do ensino fundamental, a rede estadual atingiu nota 5,7 no IDEB de 2025; nos anos finais e no ensino médio os resultados caíram para 4,5 e para 4,0, respectivamente — o sistema forma boas bases e depois perde força exatamente na fase que decide

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[b1061] (educacao) o futuro de cada jovem. A Bahia tem universidades e centros de pesquisa de relevância nacional (UFBA, UESC, UEFS, UNEB, Senai Cimatec), mas falta o passo seguinte: reter, dentro do estado, o talento que ela mesma forma. Capital humano que se forma e emigra é potencial ativado em outro lugar.

[p. 62]

[b1079] (educacao) O terceiro gargalo é educacional, mas de um tipo específico: não é ausência de escolas, é queda de qualidade justamente na fase que decide o futuro produtivo de um jovem, dos anos finais do fundamental ao ensino médio. Formar bem uma criança de sete anos e formar mal um adolescente de dezessete é desperdiçar o investimento feito nos primeiros anos. E mesmo quando a formação avançada funciona bem, como nas melhores universidades baianas, falta o mercado de trabalho qualificado que reteria esse talento dentro do estado.

[p. 118]

[b1947] (educacao) O problema começa antes da entrada no mercado de trabalho. Segundo o Inep, a rede

[b1948] (educacao) estadual atinge nota 5,3 no IDEB dos anos iniciais do fundamental — acima da própria meta —, mas a nota cai para 4,2 nos anos finais e para perto de 4,0 no ensino médio (Inep, 2023): o sistema forma bem a criança e perde força exatamente na fase que decide a empregabilidade do jovem.

[p. 120]

[b1982] (educacao) ensino médio, distorção idade-série e IDEB, os municípios baianos figuram entre os piores do Brasil, ao lado apenas dos municípios do Pará. Em Acesso à Educação Superior, que incorpora a taxa de empregados com nível superior e a nota mediana no ENEM, o Nordeste inteiro é crítico e a Bahia não escapa dessa média. Em Segurança Pessoal, a costa nordestina concentra os piores resultados do país.

[p. 122]

[b2046] (educacao) A raiz do emprego barato é a baixa qualificação. Não a falta de escolaridade formal — o ensino médio completo já é a maioria dos postos —, mas a ausência de competências técnicas específicas que o mercado demanda e o trabalhador não tem. A escola pública baiana e o sistema de formação profissional precisam conversar com o setor produtivo, não existir em paralelo a ele.

[b2048] (educacao) O programa transformará parte representativa das escolas de ensino médio da rede estadual em unidades de ensino médio profissional integrado, com itinerários formativos acordados com o setor produtivo de cada região. A experiência do Ceará com o ensino médio de tempo integral, que elevou o IDEB do estado de 2,9 para 4,9 em dez anos, serve de referência metodológica. Cada escola terá um conselho consultivo com representantes de empresas locais, que definem as competências prioritárias a desenvolver. → educacao/p6, educacao/p7, educacao/p8

[p. 179]

[b2993] (educacao) IDEB: 25ª │ Avaliação da Educação: 1ª

[p. 183]

[b3127] (educacao) 22ª: Inserção Econômica Jovens: 27ª

[p. 192]

[b3418] (educacao) InoBahia Escola: desafio anual de inovação para alunos do Ensino Médio estadual, por território de identidade, com prêmio de bolsa IC e aceleração no Parque Tecnológico para os dez melhores projetos por região. • → educacao/p13

[b3419] (educacao) Módulo de empreendedorismo e ciência aplicada no Ensino Médio estadual, integrado às vocações produtivas de cada território. • → educacao/p14

[b3420] (educacao) Programa de bolsas produtivas para estudantes de engenharia e computação em universidades estaduais, com parceria de empresas âncoras que garantem estágio ao final do curso. • → educacao/p27

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