Ronaldo Mansur — texto do programa sobre Desenvolvimento regional e interior (Governador — BA, 2026)

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[b73] (desenvolvimento_regional) A situação regional é bastante desigual, apresentando atualmente o fenômeno da migração temporária em períodos sazonais de expansão em outros estados, influência de fenômenos econômicos gerados em outros estados, o estado depende essencialmente do transporte rodoviário. Desta forma conjuga pouca capacidade de intervenção em fatores fulcrais para o seu desenvolvimento e tem sido prejudicado pelo envelhecimento sem manutenção da nossa malha rodoviária.

[b75] (desenvolvimento_regional) A Bahia dispõe hoje de uma rede de cidades que se constituem em espinha dorsal do território baiano e que concentram importantes fluxos econômicos sendo lideranças políticas do processo de desenvolvimento regional e bases indispensáveis ao desenvolvimento estadual. No entanto, as regiões permanecem desarticuladas e não integradas ao desenvolvimento do estado. Nosso governo terá eixos de desenvolvimento que contemplem o estado em sua globalidade fugindo das políticas adotadas pelo andar de cima que sempre tendem a concentrar os recursos de formas a priorizar grupos, setores, eleitores e cidades de seu interesse. → desenvolvimento-regional/p1, desenvolvimento-regional/p12

[b76] (desenvolvimento_regional) Nosso planejamento abarcará todo o estado, seja as áreas do litoral ampliado, das extremidades do território no Oeste e no Norte baiano, as localizadas no centro do estado, constituídas por atividades de baixa densidade econômica e/ou por atividades quase que de subsistência. Pretendemos ampliar as ligações da Bahia com o Sudeste e o Nordeste. No entanto, o estado apresenta até hoje o fenômeno da migração temporária em períodos sazonais de expansão em outros estados, influência de fenômenos econômicos gerados em outros estados, ainda depende essencialmente do transporte rodoviário tem assim pouca capacidade de intervenção em fatores fulcrais para o seu desenvolvimento e é prejudicado pelo envelhecimento sem manutenção da nossa malha rodoviária. → desenvolvimento-regional/p1, desenvolvimento-regional/p10, desenvolvimento-regional/p12

[b77] (desenvolvimento_regional) Entre as cidades que articulam o estado aparece com destaque positivo Feira de Santana e outras da área do São Francisco, ficando o destaque negativo para as da área central do estado formada pela maioria do território da Chapada Diamantina, do Nordeste, e de parte do Sudoeste. Feira de Santana é a segunda maior cidade da Bahia. Situada no entroncamento rodoviário de acesso a Salvador é passagem praticamente obrigatória de quem se dirige à capital e ao Nordeste, sendo centro destacado de circulação de mercadorias e apoio às populações.

[b79] (desenvolvimento_regional) A área do São Francisco, particularmente a do Baixo e Médio, apresenta dinâmica expressiva. Barreiras tornouse a quinta população do Estado. Região de cerrado, centro de comercialização, de processamento de grãos e com disponibilidade de terras, tem se beneficiado da dinâmica do agronegócio do Oeste brasileiro. Desde os anos 70 outra cidade da área, Juazeiro, antigo centro comercial e de serviços, dinamizou especialidades hortifrutigranjeiras. Sua localização estratégica entre a Bahia e Pernambuco, no leito do Rio São Francisco, lhe permite contato com estados diferentes e atrair migrações.

[b80] (desenvolvimento_regional) A agroindústria de Luiz Eduardo Magalhães, cidade construída da noite para o dia, mostra que é possível retirar as nossas áreas rurais da pobreza quando interessa às elites políticas. Guanambi busca voltar a seus grandes dias quando ostentava a liderança da cultura algodoeira através da maior integração das relações com a região influenciada por Minas Gerais. Ilhéus e Itabuna, mesmo abalados com a crise do cacau, mantiveram importância econômica e a condição de pólos agro-industriais. Itabuna continua vocacionada para um comércio de grande dinamismo. Já Ilhéus conta com um polo de informática e tem se especializado no turismo.

[b81] (desenvolvimento_regional) No extremo sul está localizado um pólo de celulose, constituído de grandes empresas modernas, em Mucuri, Teixeira de Freitas e Eunápolis numa área que se situa na passagem para o Sudeste e que ainda conta com o dinamismo turístico de Porto Seguro nas altas temporadas. No caminho do Extremo Sul, beneficiando-se de sua proximidade com Salvador, o polo da Mata Atlântica, tenta conciliar a preservação das suas riquezas naturais com o turismo e a exploração de óleos.

[b82] (desenvolvimento_regional) Não podemos deixar de nos referir na configuração do estado os polos turísticos da Chapada Diamantina e do Litoral Norte que vem encaminhando políticas de atração de visitantes e novos moradores como forma de

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[b83] (desenvolvimento_regional) recuperar os antigos dias e como alternativa de crescimento; ao polo agropecuário de Conquista e Jequié, centros de atendimento regional, e que, após a BR 116, ligaram a região ao Sudeste; ao polo pastoril de Jacobina grande produtor de leite e com os maiores rebanhos de gado do estado; ao pólo energético de Paulo Afonso que fornece energia para o Nordeste; ao polo de fumo e cana de Santo Antônio de Jesus e Cruz das almas, particularmente após a implantação da BR 101; ao pólo fruticultor e madeireiro que marca presença na área de Alagoinhas; e ao polo do feijão pela sua articulação dinâmica com toda a microrregião de Irecê.

[b84] (desenvolvimento_regional) Os eixos de desenvolvimento são instrumentos de uma estratégia de concentração de recursos e ações para ocasionar resultados. Devem ser articuladas com procedimentos que incentivem mudanças sócio-culturais e mobilização política concretas a nível regional, sexual, étnico e sócio-ambiental. Afinal, refletem um diagnóstico sobre os espaços de atividade competitiva e dinâmica da economia baiana e precisam ter a perspectiva de irradiação espacial do desenvolvimento econômico e humano intentado. As projeções constituem também uma aposta que exige constante revisão.

[b85] (desenvolvimento_regional) As cidades, no entanto, não podem ser absolutizadas em uma estratégia de desenvolvimento. Os dados do Censo 2000 do IBGE confirmam que 1/5 da população do país vive no campo e na Bahia esta condição aumenta face à baixa dinâmica agrícola de áreas expressivas do estado além da tendência de muitos municípios não integrarem suas áreas rurais. Os eixos de desenvolvimento devem contemplar o estado em sua globalidade fugindo das políticas adotadas pelas elites dominantes que sempre tendem a concentrar os recursos de formas a priorizar grupos, setores, eleitores e cidades de seu interesse.

[b86] (desenvolvimento_regional) Assim estes abarcam todo o estado, seja nas áreas do litoral ampliado, áreas das extremidades do território no Oeste e no Norte baiano e áreas localizadas no centro do estado constituídas por atividades de baixa densidade econômica e/ou por atividades quase que de subsistência. Os eixos devem também expressar as principais ligações da Bahia com o Sudeste e o Nordeste que pretendemos ampliar. Aquelas passam atualmente de forma física pelas extremidades do nosso território através de via rodoviária (no caso do Sudeste) e também pelo Rio São Francisco (no caso do Nordeste). → desenvolvimento-regional/p10

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[b207] (desenvolvimento_regional) 12 - Combate às desigualdades regionais.

[b208] (desenvolvimento_regional) A Bahia dispõe hoje de uma rede de cidades que se constituem em espinha dorsal do território baiano e que concentram importantes fluxos econômicos sendo lideranças políticas do processo de desenvolvimento regional e bases indispensáveis ao desenvolvimento estadual. No entanto, as regiões permanecem desarticuladas e não integradas ao desenvolvimento do estado. Os eixos de desenvolvimento devem contemplar o estado em sua globalidade fugindo das políticas adotadas pelas elites dominantes que sempre tendem a concentrar os recursos de formas a priorizar grupos, setores, eleitores e cidades de seu interesse. Assim estes abarcarão todo o estado, seja nas áreas do litoral ampliado, áreas das extremidades do território no Oeste e no Norte baiano e áreas localizadas no centro do estado constituídas por atividades de baixa densidade econômica e/ou por atividades quase que de subsistência. Os eixos devem também expressar as principais ligações da Bahia com o Sudeste e o Nordeste que pretendemos ampliar. Aquelas passam atualmente de forma física pelas extremidades do nosso território através de via rodoviária (no caso do Sudeste) e pelo Rio São Francisco (no caso do Nordeste). No entanto, o estado apresenta até hoje o fenômeno da migração temporária em períodos sazonais de expansão em outros estados, influência de fenômenos econômicos gerados em outros estados, o estado depende essencialmente do transporte rodoviário. Desta forma conjuga pouca capacidade de intervenção em fatores fulcrais para o seu desenvolvimento e tem sido prejudicado pelo envelhecimento sem manutenção da nossa malha rodoviária. A disputa que se verifica entre os governos federal e estadual agravou substancialmente os investimentos e a situação das vias levando a existência de pontos literalmente intransitáveis, a acidentes e ao encarecimento da circulação de mercadorias.

FIM — 14 blocos neste arquivo.