Ronaldo Mansur — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — BA, 2026)

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[b32] (economia) Durante os governos carlistas ocorrem o fim dos bancos estaduais - com a falência do Banco Econômico, a absorção do BANEB pelo BRADESCO, e a substituição do poderoso DESENBANCO pelo pálido DESENBAHIA e será desestruturada a indústria de calçados e entregue ao capital do Sul/Sudeste.

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[b38] (economia) Propomos uma nova abordagem para a economia baiana. Herdamos um enorme endividamento, que sempre ignorou a inclusão social e o diálogo com os movimentos sociais. O governo de Rui Costa não conseguiu atrair investimentos significativos para a Bahia nem utilizou as potencialidades de formas econômicas alternativas.

[b41] (economia) Pretendemos abrir um novo campo de relação com a África e com o Norte/Centro da área do Pacífico na América do Sul. → economia-agro/p79

[b42] (economia) Alicerçar energias capazes de alavancar o desenvolvimento sustentável utilizando redes de permutas, economia solidária, cooperativas, experiências de bancos populares, e outros instrumentos de gestão e planejamento contemplando a multiplicação das relações entre campo e cidade. Criar zonas e aglomerações comerciais e industriais. Estimular novos eixos de desenvolvimento aproveitando as potencialidades econômicas regionais. → economia-agro/p17, economia-agro/p39, economia-agro/p99, economia-agro/p129

[b43] (economia) Investir na atração de novas empresas para o estado após avaliação dos benefícios que a implantação trará para a nossa população. Propomos enfrentar a disputa dos lobbies turísticos através da articulação de um pool no Nordeste. Agilizar o estímulo das alternativas ferroviária, fluvial e metroviária assim como sua logística. A criação de um Conselho de Desenvolvimento e Sustentabilidade da Bahia com uma nova política compartilhada com a participação da classe empresarial e trabalhadora e sociedade civil. → economia-agro/p38, economia-agro/p52, economia-agro/p104

[b45] (economia) Rever o marketing utilizado pelo Estado que passa uma imagem equivocada do povo baiano, o que acaba incentivando o turismo sexual. Promover um planejamento estadual efetivo que oriente investimentos de longo prazo, o redirecionamento do crescimento predatório das nossas cidades, com o apoio ao transporte, o controle do uso do solo, os níveis de poluição sonora e ambiental, o emprego, a educação e a saúde. → economia-agro/p37, economia-agro/p104

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[b52] (agro) Promoveremos uma nova articulação cidade-campo tratando os diversos atores, inclusive o agronegócio, sem privilégios. Teremos como foco de atuação no campo a promoção do desenvolvimento sustentável, a massificação, doação e legalização da posse da terra, a garantia de apoio técnico, a comoditização de produtos agroindustriais, a integração de cadeias produtivas, a organização de cooperativas, o cumprimento a legislação trabalhista, a instalação de empreendimentos empresariais a partir dos benefícios que realmente trouxer as populações. → economia-agro/p1, economia-agro/p18, economia-agro/p89, economia-agro/p117, economia-agro/p121

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[b64] (economia) Superar a estagnação econômica e a falta de desenvolvimento sustentável

[b65] (economia) A Bahia apesar de possuir um terço da indústria instalada no Nordeste está numa situação periférica em relação à indústria nacional. A política industrial levada a efeito pelo estado tem experimentado oscilações. Após apostar no setor de forma concentrada na RMS ao longo de meio século entre o final dos anos 40 e dos anos 80 os carlistas apostaram em uma “Era do turismo e dos serviços”. Somente em meados dessa década volta a haver estímulo ao setor industrial com a criação de programas ditos de apoio à indústria e atração de novos empreendimentos no setor através da entrada de cabeça do Estado baiano na Guerra Fiscal.

[b66] (economia) No entanto, pelo próprio critério preferido pelo grupo carlista, a comparação dos índices estadual e nacional do PIB, é evidente a estagnação da economia baiana. O índice, após cair na primeira metade da década de 90, terminou-a no mesmo lugar em que estava em 1990, ou seja, representando 4,4% do PIB nacional. Somado a outros indicadores pode-se perceber a falta de desenvolvimento sustentável.

[b67] (economia) De um lado Salvador continua a ser o grande centro-administrativo-financeiro e comercial, de serviços, lazer e porto. Juntos com os demais municípios da RMS detinha há alguns anos 64% da renda industrial do Estado.

[b68] (economia) No entanto, tem seu próprio entorno bastante diferenciado. Apenas cinco municípios (Salvador, Camaçari, Simões Filho, Candeias e São Francisco do Conde) somados a Feira de Santana detém 65% das exportações e 38% do produto estadual. As nossas exportações têm como principais parceiros a Europa, os EUA e o MERCOSUL, os mesmos do país, pouco utilizando as suas particularidades. Desta forma a África quase não aparece nos boletins de exportação, sendo o comércio com os demais países da América Latina semelhante ao que é exportado para o Paraguai.

[b70] (economia) No início do novo milênio o estado manteve as oscilações no PIB embora em níveis diferentes fazendo a propaganda do governo preferir comparações com o também péssimo desempenho federal. Em 2000 seus índices acompanharam os tímidos resultados do final da década anterior (3,9%) para desabar nos três anos posteriores (2001, 2002 e 2003 2,8%). Em 2004 o PIB baiano deu um fantástico pulo, a exemplo do que sucedeu dez anos antes (9,9) , despencando de novo para menos da metade em 2005(4,8). Esses números mostram que a Bahia até hoje não conseguiu recuperar sua economia mediante o brutal ajuste a que foi submetida.

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[b78] (economia) Conta ainda com o Centro Industrial de Subaé, embora longe de viver seus melhores dias.

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[b87] (economia) É necessário um novo modelo para a economia baiana. O Estado baiano “saneou-se” durante o ajuste fiscal, isto é, abriu mão de várias prerrogativas e instrumentos de gestão para a instância federal. Onera seus cofres com o pagamento da dívida com a União. Descontando-se os repasses, o custeio da máquina, as despesas financeiras, o que é oriundo de convênios e de outras fontes, os investimentos através receitas próprias são irrisórios. Assim o estado tem sido incapaz de colocar em prática prioridades ou de prover funções que já executava em outras épocas, a exemplo de apoiar os pequenos e médios empresários, de garantir de forma satisfatórias os direitos constitucionais de saúde e educação, de promover a segurança pública, e de melhorar a vida e o trabalho dos cidadãos.

[b88] (economia) O modelo econômico inaugurado com o retorno de ACM ao governo no início dos anos 90 precisa ser superado.

[b90] (economia) Há uma fresta mundial que possibilita o avanço do Brasil e dos estados. O mundo caminha para uma economia bipolar tendo de um lado o Ocidente e do outro, os BRICs e vários países do Sul. Os estados podem se aproveitar desta fresta, particularmente rompendo com o atrelamento com os EUA.

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[b101] (economia) Queremos uma reforma tributária justa, construída na perspectiva do desenvolvimento, que simplifique tributos e que os pobres paguem menos e os ricos paguem mais. Desenvolver mecanismos que transfiram renda das camadas mais altas para as mais baixas. É tarefa prioritária combater a inflação e enfrentar a carestia, em particular a dos alimentos, combustíveis e eletricidade. Estimular uma política de abastecimento, de estoques reguladores e de apoio à produção de alimentos, aos pequenos agricultores e à agricultura orgânica. A Bahia precisa de uma nova política de preços dos combustíveis e do gás e a Bahia, pode colaborar com isso reduzindo os impostos que incidam sobre eles. É preciso modernizar a estrutura produtiva, o fortalecimento da produção agropecuária e estímulo a projetos inovadores. Promover a industrialização de amplos e novos setores, reduzir o custo do crédito e estimular a ciência e a tecnologia. → economia-agro/p4, economia-agro/p5, economia-agro/p12, economia-agro/p105, economia-agro/p106, economia-agro/p118

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[b151] (agro) Terra, comida, soberania alimentar, uma proposta de fortalecimento da agricultura baiana

[b153] (economia) Nosso compromisso é colocar o povo no orçamento, apoiar a proteção social a todas as formas de ocupação, dar atenção aos que trabalham por conta própria, domésticos, teletrabalho. Realizar amplo diálogo com as representações sindicais, promover solução dos conflitos e direito à greve. Apoio às políticas assistenciais e previdenciárias assim como aos pequenos municípios. → economia-agro/p64

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[b163] (agro) 7.Transferir isenção fiscal, subsídios e outros benefícios concedidos aos agrotóxicos e alimentos ultra processados para os produtos produzidos pela agricultura familiar, preferencialmente orgânicos e agroecológicos, voltados à alimentação adequada e sustentável; 8. Apoio à produção de pesquisas sobre cultura alimentar, autodeterminação alimentar e situação da fome na Bahia para subsidiar políticas públicas. Fortalecer a agenda de pesquisa em alimentação, nutrição e segurança alimentar e nutricional, estabelecendo linhas de fomento com recursos interministeriais e editais construídos com a participação social, apoiando projetos que considerem as múltiplas realidades das situações alimentares do país e apoio a grupos emergentes; 9. → economia-agro/p5, economia-agro/p6, economia-agro/p118

[b164] (agro) Investimento público em mercados urbanos, sobretudo próximos às periferias das cidades, para a comercialização de alimentos produzidos localmente e advindos da agricultura familiar das áreas rurais e periurbanas com preços subsidiados aos produtos in natura e minimamente processados. → economia-agro/p102

[b165] (agro) Precisamos criar oportunidades que assegurem crédito facilitado, assistência técnica e, em gestão, acesso à tecnologia, prioridades em compras públicas e superação de burocracia. Estimular a economia solidária e o empreendedorismo social, que têm potencial de inclusão e geração de renda. Construir políticas de cooperativismo, de facilidade de acesso a mercados. → economia-agro/p1, economia-agro/p12, economia-agro/p99, economia-agro/p103, economia-agro/p117

[b166] (agro) Estamos comprometidos com a soberania alimentar, por meio de um novo modelo de ocupação, com estímulo à reforma agrária e agroecológica, incluindo a produção e consumo de alimentos saudáveis. O fortalecimento da produção agrícola, da agricultura familiar, da agricultura tradicional e da agricultura em geral. Erradicar a fome através da reforma agrária e políticas de abastecimento alimentar. → economia-agro/p4, economia-agro/p90, economia-agro/p106

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[b174] (economia) 2- Reorientação das transações econômicas

[b175] (economia) Defendemos a reorientação das transações locais para o fortalecimento do mercado interno, seja Inter áreas, seja entre os estados do Nordeste ou preenchendo espaços de relação com as regiões Norte e Centro Oeste. → economia-agro/p79

[b176] (economia) Pretende dinamizar o campo de relações da nossa economia e cultura com a África e com o Norte / Centro da área do Pacífico da América do Sul, particularmente com Venezuela, Bolívia e Equador e Cuba, que articulam uma linha de desenvolvimento integrado no continente. Ao invés de voltar-se para alguns grupos, cidade ou setor como tem sido comuns ao sistema capitalista e seus representantes, pretende estimular energias capazes de alavancar nosso desenvolvimento de forma integral utilizando o mercado, redes de permutas, economia solidária e outros instrumentos de gestão e planejamento contemplando: a multiplicação das relações entre campo e cidade; a constituição de um pool turístico do Nordeste; o investimento no setor de transporte particularmente com o estímulo das alternativas ferroviária, fluvial e metroviária; a revitalização e criação de zonas comerciais e industriais com incentivos fiscais. → economia-agro/p17, economia-agro/p38, economia-agro/p39, economia-agro/p79, economia-agro/p129

[b177] (economia) No que diz respeito ao turismo há sem dúvida a multiplicação de hotéis e pousadas, a construção de aeroportos e equipamentos, a multiplicação de eventos e roteiros. No entanto, nem tudo são rosas no setor. O Complexo de Sauípe vive em crise permanente. O setor turístico sofre com a instabilidade do câmbio, com a reestruturação produtiva que “enxugou” os custos operacionais e aumentou a concorrência internacional. Boa parte das decisões sobre o setor não passam do papel para os pequenos e médios negociantes. Há ainda falta de articulação da região Nordeste de forma a potencializar os recursos investidos. A região poderia disputar o primeiro lugar na entrada de turistas estrangeiros no país, no entanto todos os estados concorrem praticamente nas mesmas áreas de atração que registram a restrição da visita de muitos apenas ao Sudeste. Até as nossas principais festas: o Carnaval e o São João sofrem com a colonização interna e com a sua Reorientação de prioridades

[b179] (economia) O nosso compromisso é com a modernização da sociedade, com o progresso, com os avanços técnicos, com o desenvolvimento econômico, subordina-se a estabilidade social e política, ao desempenho de nossas indústrias, a justiça tributária, a transparência dos orçamentos públicos. A reorientação das prioridades governamentais tem como fator nevrálgico os investimentos sociais como parte da retomada do crescimento econômico. Neste sentido assumimos a justiça social com a inclusão de direitos, como o trabalho, o emprego, a segurança alimentar para combater a desigualdade e a concentração de renda. → economia-agro/p63

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[b180] (economia) adequação aos negócios em sacrifício dos aspectos culturais e criativos. Neste sentido, o “marketing agressivo” da BAHIATURSA tem sido acusado de homogeneizador, de passar uma imagem equivocada do povo baiano, e de incentivar a exploração sexual. É preciso diversificar o turismo levando em conta os novos perfis de renda da população brasileira, de visitantes estrangeiros e a nova realidade do mercado turístico. → economia-agro/p26, economia-agro/p37

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[b201] (agro) O mandato apoiará a luta histórica para garantir uma profunda reestruturação fundiária em nosso estado promovendo uma nova articulação cidade-campo, peça central na promoção do desenvolvimento sustentável, a massificação, doação e legalização da posse da terra, garantir o apoio técnico, na comoditização de produtos agroindustriais, na integração de cadeias produtivas e na organização de cooperativas. Isso implica numa nova relação com o segmento do agronegócio que deve ser tratado pelo Estado sem privilégios em relação a outros segmentos agrícolas, a exemplo de financiamentos e do cumprimento a legislação → economia-agro/p18, economia-agro/p89, economia-agro/p90, economia-agro/p121

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[b202] (agro) trabalhista, e desestimulando-se a utilização de grandes extensões de terra para a produção agrícola, e examinado à luz dos benefícios que realmente trouxer para as populações. → economia-agro/p90

[b205] (economia) 11 - Prioridade na classe trabalhadora .

[b206] (economia) O governo de Ronaldo Mansur e Meire Reis adotará a execução dos orçamentos públicos orientada pela garantia do emprego local. A prioridade das verbas e do orçamento para a saúde e educação públicas. O urgente fim do analfabetismo e do trabalho escravo. A cobertura integral do estado dos programas de saúde da comunidade e da família. O apoio aos órgãos de fiscalização da legislação social, sanitária, ambiental e das relações de trabalho. O pagamento dos índices de inflação aos trabalhadores públicos com recuperação negociada das suas perdas salariais e a reestruturação de suas carreiras tornando-as mais interessantes e criativas. A valorização da atividade policial, a integração das polícias e a abertura de discussão do Estatuto do Policial Militar. A exigência de contrapartidas trabalhistas e institucionais das empresas que recebem benefícios do Estado. → economia-agro/p63, economia-agro/p64

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[b304] (economia) 28. Retomar a indústria do turismo, fonte de geração de empregos, por meio da valorização da cultura, do patrimônio histórico e do ecoturismo. Estimular investimentos em infraestrutura turística, qualificação dos trabalhadores e das empresas do segmento. Combater as desigualdades regionais, fortalecendo o desenvolvimento das regiões e estimulando experiências de cooperação e organização territorial. → economia-agro/p26

FIM — 35 blocos neste arquivo.