Ciro Gomes — texto do programa sobre Segurança pública (Governador — CE, 2026)
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[b33] (seguranca) A violência tornou-se um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento.
[b34] (seguranca) Facções criminosas ampliaram sua presença territorial, comerciantes passaram a conviver com extorsões, comunidades inteiras perderam sua liberdade e milhares de famílias vivem sob o medo permanente.
[b35] (seguranca) Em muitas localidades, o poder público deixou de exercer plenamente sua autoridade, comprometendo não apenas a segurança da população, mas também o desenvolvimento econômico e social.
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[b51] (seguranca) Queremos, igualmente, devolver aos cearenses o direito de viver em segurança. Segurança para trabalhar, estudar, empreender, circular pelas cidades e utilizar os espaços públicos sem medo. Um Estado que recupere sua autoridade em todo o território, enfrente o crime organizado com inteligência e integração entre as instituições e garanta ao cidadão aquilo que é sua maior liberdade: viver em paz.
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[b189] (seguranca) Segurança Pública – Administração Penitenciária
[b190] (seguranca) Enquanto o Brasil iniciou um processo gradual de redução dos homicídios a partir de 2020, o Ceará permaneceu na contramão da tendência nacional.
[b192] (seguranca) • domínio territorial de facções
[b194] (seguranca) • imposição de regras e toques de recolher controle clandestino e extorsão de serviços e atividades econômicas recrutamento e ameaça de crianças e jovens
[b195] (seguranca) • infi ltração do crime organizado na política e nas instituições
[b196] (seguranca) • substituição da autoridade do Estado pelo poder armado
[b197] (seguranca) A crise da segurança pública transformou-se, portanto, em uma crise de soberania estatal.
[b198] (seguranca) As mortes violentas que ocorrem diariamente no Ceará não podem ser tratadas como parte da rotina. A brutalidade dessas tragédias exige do poder público e da sociedade uma reação fi rme contra a normalização da violência, que ameaça a dignidade humana e a coesão social. Não basta atribuir o problema a uma tendência nacional: é dever do governo estadual reconhecer a gravidade da realidade cearense, assumir sua responsabilidade e oferecer uma resposta efetiva à população, sobretudo àqueles que não dispõem de segurança particular ou de outros meios privados de proteção.
[b199] (seguranca) PROGRAMA DE GOVERNO CIRO GOMES -2026
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[b200] (seguranca) O valor da vida deve ser sempre celebrado e protegido. Não podemos aceitar essa catástrofe humana como algo natural, inevitável ou sem solução. Cabe ao Estado tratar cada vida perdida com seriedade, investigar cada crime e impedir que a violência seja incorporada ao cotidiano dos cearenses. → seguranca/p5
[b201] (seguranca) Os sinais da inquietação provocada pela violência estão por toda parte. Moradores são expulsos de suas casas e comunidades inteiras vivem sob ameaça. Comerciantes e trabalhadores são submetidos a extorsões; motoristas de aplicativo evitam determinadas áreas; motociclistas são obrigados a retirar o capacete ao entrar em territórios dominados por criminosos; policiais escondem sua identificação quando estão fora de serviço; estudantes evitam escolas situadas em áreas controladas por facções rivais às de seus bairros; jovens alteram a própria aparência por medo de represálias; festas noturnas encurtam seus horários, enquanto eventos matinais passam a ser preferidos.
[b202] (seguranca) São comportamentos típicos de uma sociedade amedrontada.
[b203] (seguranca) Vivemos, assim, um paradoxo inquietante. Enquanto o governo comemora a queda de determinados índices de criminalidade, o comportamento das pessoas revela outra realidade: a de cidades onde sair para trabalhar, estudar ou celebrar exige cautela, e voltar para casa gera apreensão. A segurança pública não pode ser avaliada apenas pelas estatísticas de homicídios, mas também pela liberdade das pessoas de viver sem medo.
[b204] (seguranca) Acreditamos, porém, que essa realidade pode ser transformada.
[b205] (seguranca) A crise da segurança pública não é um destino inevitável, mas o resultado de escolhas políticas equivocadas, da falta de comando e da ausência de continuidade nas políticas públicas. Com planejamento, liderança, integração das instituições e decisão política, é possível devolver o Ceará aos cearenses.
[b206] (seguranca) Nosso governo terá como prioridade absoluta restabelecer a autoridade do Estado em todo o território cearense. A segurança pública será acompanhada diretamente pelo governador, com metas claras, avaliação permanente e cobrança de resultados. Não aceitaremos que facções criminosas imponham regras, controlem comunidades ou substituam o poder público. → seguranca/p6, seguranca/p10, seguranca/p19
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[b208] (seguranca) As forças estaduais de segurança serão fortalecidas, valorizadas e integradas, com melhores condições de trabalho, equipamentos modernos, formação permanente, inteligência policial e tecnologia para prevenir, investigar e reprimir o crime com eficiência. → seguranca/p1, seguranca/p2, seguranca/p18
[b209] (seguranca) Ampliaremos e qualificaremos os efetivos da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Científica e da Polícia Penal, respeitando e valorizando os profissionais que arriscam a vida para proteger a população. → seguranca/p4, seguranca/p15, seguranca/p18
[b210] (seguranca) Construiremos uma rede estadual integrada de segurança, conectando câmeras públicas e privadas, sistemas de reconhecimento e identificação, bases de dados, centrais de monitoramento e informações produzidas pelas diferentes forças policiais. Essa estrutura permitirá acompanhar a circulação de criminosos, veículos roubados, armas e cargas ilícitas, auxiliando a prevenção dos crimes e tornando mais rápida e precisa a atuação policial. → seguranca/p3
[b211] (seguranca) A inteligência será fortalecida em duas dimensões complementares. → seguranca/p1
[b212] (seguranca) A primeira será a inteligência profissional, com agentes especializados, tecnologia, análise de dados, investigação financeira e cooperação com instituições nacionais e internacionais. A segunda será a inteligência comunitária, baseada no diálogo permanente e seguro com moradores, lideranças locais e demais pessoas que conhecem a realidade dos territórios. O Estado voltará a ouvir as comunidades e garantirá canais protegidos para o recebimento de informações. → seguranca/p1
[b213] (seguranca) Ao mesmo tempo, ampliaremos a presença permanente das polícias nas ruas, nos bairros, nas comunidades, nos distritos e nos municípios. Implantaremos delegacias em todos os municípios cearenses e fortaleceremos as estruturas regionais de investigação, para que o cidadão não precise percorrer longas distâncias em busca de atendimento. Segurança pública não se faz apenas com mais efetivo, mas também com presença territorial, gestão eficiente, valorização profissional, metas claras e cobrança permanente por resultados. → seguranca/p13, seguranca/p14
[b214] (seguranca) A política de segurança do Ceará será voltada prioritariamente para a proteção da população, e não apenas para a realização de prisões. → seguranca/p30
[b215] (seguranca) Segurança pública deve ser medida pela liberdade docidadão de
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[b217] (seguranca) trabalhar, estudar, empreender, circular pelas cidades e utilizar os espaços públicos sem medo. A prisão dos criminosos será consequência da presença permanente das forças de segurança, da eficiência da investigação e do fortalecimento da autoridade do Estado. → seguranca/p30
[b218] (seguranca) Adotaremos uma estratégia capaz de distinguir os diferentes níveis de envolvimento com o crime organizado. Os líderes, financiadores e criminosos responsáveis por homicídios, extorsões, expulsões de famílias e domínio territorial serão identificados por meio de inteligência, investigação financeira e produção qualificada de provas. → seguranca/p6, seguranca/p7
[b219] (seguranca) Serão capturados, responsabilizados e isolados em unidades de alta segurança, sem condições de continuar transmitindo ordens de dentro dos presídios. → seguranca/p6, seguranca/p24
[b220] (seguranca) Paralelamente, crianças e jovens ameaçados, recrutados pelas facções ou envolvidos em delitos de menor gravidade terão uma porta de saída. Em diálogo com suas famílias e comunidades, o Estado oferecerá proteção, educação, qualificação profissional, esporte, cultura e oportunidades de trabalho. O objetivo será retirar poder de recrutamento das organizações criminosas e impedir que uma nova geração seja condenada à violência. → seguranca/p9, seguranca/p27
[b221] (seguranca) Combateremos também a estrutura financeira do crime organizado. → seguranca/p7
[b222] (seguranca) Fortaleceremos as unidades especializadas no rastreamento de dinheiro, lavagem de recursos, patrimônio ilícito, empresas de fachada e redes de financiamento das facções. A ação policial não se limitará aos executores dos crimes: alcançará os financiadores, os líderes e todos aqueles que lucram com a violência. → seguranca/p7, seguranca/p8
[b223] (seguranca) Promoveremos uma profunda modernização do sistema penitenciário. → seguranca/p23
[b224] (seguranca) Ampliaremos as vagas, aperfeiçoaremos a gestão das unidades e adotaremos mecanismos rigorosos para impedir o acesso de presos perigosos a celulares e outros meios de comunicação. As lideranças criminosas serão mantidas em estabelecimentos de alta segurança, com isolamento efetivo e controle permanente, para que os presídios deixem de funcionar como centros de comando das facções. → seguranca/p23, seguranca/p24
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[b226] (seguranca) As famílias expulsas de suas casas receberão proteção do Estado. → seguranca/p12
[b227] (seguranca) O poder público atuará para prender os responsáveis, recuperar os territórios e criar condições seguras para que essas famílias possam retornar aos seus lares. A polícia não pode ser chamada apenas para acompanhar a mudança de uma família ameaçada; deve ter condições de garantir sua permanência, sua liberdade e seu direito à moradia. → seguranca/p10, seguranca/p12
[b228] (seguranca) Ampliaremos ainda a proteção às mulheres, criando mais → seguranca/p31, seguranca/p32
[b229] (seguranca) Delegacias de Defesa da Mulher, fortalecendo as unidades existentes e expandindo a Patrulha Maria da Penha. Integraremos medidas protetivas, monitoramento de agressores, botões de emergência, acolhimento e abrigos regionais, para agir antes que a ameaça se transforme em feminicídio. → seguranca/p31, seguranca/p32
[b230] (seguranca) Combateremos com rigor a infiltração do crime organizado na política e no Estado, protegendo as instituições públicas da influência das facções, fortalecendo os órgãos de controle e inteligência e rompendo vínculos entre agentes públicos e organizações criminosas. Não haverá proteção política nem tratamento privilegiado para quem colaborar com o crime. O poder no Ceará deve emanar exclusivamente do povo, jamais da criminalidade. → seguranca/p11
[b231] (seguranca) Esse novo modelo será fundamentado em cinco pilares:
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[b233] (seguranca) 1. Proteção ao cidadão: priorizar a vida, a liberdade, a segurança e a qualidade de vida da população, e não apenas os indicadores estatísticos. → seguranca/p30
[b234] (seguranca) 2. Presença territorial: garantir atuação permanente e visível do → seguranca/p10, seguranca/p13
[b235] (seguranca) Estado em todos os bairros, comunidades, distritos e municípios. → seguranca/p10, seguranca/p13
[b236] (seguranca) 3. Integração total: promover a atuação coordenada entre as forças de segurança, o sistema penitenciário, os órgãos de Justiça, as guardas municipais e os serviços públicos essenciais. → seguranca/p20, seguranca/p27
[b237] (seguranca) 4. Políticas de Estado: implantar programas permanentes, planejados para resistir às mudanças de governo. → seguranca/p21
[b238] (seguranca) 5. Gestão por resultados: estabelecer metas claras, monitoramento contínuo e prestação de contas à sociedade. → seguranca/p19
[b239] (seguranca) Também promoveremos uma profunda reestruturação da investigação criminal. Não é admissível que a maioria dos homicídios permaneça sem autoria identificada. Segundo o Instituto Sou da Paz, apenas → seguranca/p5
[b240] (seguranca) 27% dos homicídios registrados no Ceará são esclarecidos, o que coloca o Estado entre os piores desempenhos do país na elucidação desses crimes. Esse cenário alimenta a impunidade, fortalece as organizações criminosas e estimula novos delitos.
[b241] (seguranca) Nosso compromisso será inverter essa lógica. Investiremos no fortalecimento da Polícia Civil, da Polícia Científica e da inteligência policial, ampliaremos a integração entre os órgãos de segurança e intensificaremos o uso de tecnologias de investigação, análise de dados e produção de provas. Cada homicídio será tratado como prioridade, porque cada vida perdida representa uma família destruída e impõe ao Estado o dever de identificar os responsáveis e levá-los à Justiça. → seguranca/p1, seguranca/p2, seguranca/p4, seguranca/p5
[b242] (seguranca) Superaremos a cultura do “empurra-empurra”, na qual um Poder transfere responsabilidades para outro enquanto a população permanece refém da violência. O governo estadual assumirá plenamente sua responsabilidade constitucional, buscará a → seguranca/p20
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[b244] (seguranca) cooperação dos demais Poderes e das instituições e estabelecerá mecanismos permanentes de acompanhamento, cobrança e prestação de contas. → seguranca/p19, seguranca/p20
[b245] (seguranca) O Ceará que queremos recuperará a autoridade do Estado em todo o território, enfraquecerá o crime organizado, protegerá a vida e restabelecerá a confiança da população nas instituições. Nosso compromisso é devolver aos cearenses aquilo que lhes foi retirado ao longo dos últimos anos: o direito de morar em sua própria casa, trabalhar, estudar, circular livremente e viver em paz, com segurança e esperança no futuro.
FIM — 54 blocos neste arquivo.