Cappelli — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — DF, 2026)

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[p. 3]

[b28] (economia) O Governo do Distrito Federal atuará para reduzir a dependência excessiva da economia em relação à folha pública e aos contratos governamentais, fortalecendo uma economia baseada na criação de valor, na inovação, no trabalho, no empreendedorismo, na produção local e na diversificação das atividades econômicas. → economia-agro/p58

[p. 4]

[b52] (economia) A economia distrital permanece excessivamente dependente da administração pública, de sua folha de pagamentos e de seus contratos. Esse modelo oferece estabilidade a determinados segmentos, mas limita a diversificação produtiva, restringe a escala dos pequenos negócios e amplia a vulnerabilidade da cidade a crises fiscais e administrativas. O desafio é promover a transição de uma economia concentrada na repartição de recursos públicos para uma economia de criação de valor, na qual o Estado atue como planejador, coordenador e indutor do desenvolvimento.

[b58] (economia) • dependência excessiva da economia em relação ao setor público;

[b59] (economia) • desemprego, informalidade, baixa renda e reduzido acesso ao crédito;

[b60] (economia) • insuficiência de infraestrutura para pequenos negócios e cadeias produtivas locais;

[p. 5]

[b72] (economia) • necessidade de diversificação e fortalecimento da economia.

[p. 6]

[b92] (economia) Estruturar programa de crédito produtivo orientado para pequenos, médios e microempreendedores individuais, com juros subvencionados dentro dos limites legais, garantias facilitadas, educação financeira, assistência técnica e acompanhamento da sobrevivência do negócio. → economia-agro/p1, economia-agro/p48, economia-agro/p62, economia-agro/p103

[b100] (economia) 4. Desenvolvimento Econômico, Emprego, Renda e Banco do Povo;

[p. 7]

[b106] (agro) 8. Agricultura e Desenvolvimento Rural;

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[b236] (economia) 5.4 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, EMPREGO, RENDA E BANCO DO POVO

[b238] (economia) O Distrito Federal combina elevada renda média com forte desigualdade territorial. A economia permanece concentrada na administração pública, nos serviços associados à renda do funcionalismo e nos contratos governamentais. Esse padrão limita a diversificação produtiva e mantém pequenos negócios, trabalhadores autônomos e empreendedores das Regiões Administrativas com pouco acesso a crédito, tecnologia, infraestrutura e mercado.

[b239] (economia) As Regiões Administrativas apresentam realidades distintas. Algumas concentram capital humano, universidades, serviços especializados e capacidade de investimento; outras possuem mercados consumidores relevantes e forte presença comercial; e as regiões mais vulneráveis enfrentam pobreza, informalidade, infraestrutura precária e baixa capacidade de geração de renda. Por isso, uma política uniforme não produzirá resultados adequados.

[b240] (economia) A política de desenvolvimento adotará uma abordagem territorial e gradual. As áreas de maior renda funcionarão como polos de inovação, conhecimento e investimento. As regiões de desenvolvimento médio receberão instrumentos de crédito, formalização, capacitação e infraestrutura produtiva. Nas áreas de maior vulnerabilidade, as ações econômicas serão integradas às políticas sociais, educacionais e de cuidado. → economia-agro/p66, economia-agro/p110

[b241] (economia) A situação fiscal limita a criação imediata de grandes estruturas custeadas exclusivamente pelo Tesouro. As iniciativas serão implantadas por etapas, mediante reaproveitamento de imóveis públicos, parcerias, linhas de crédito com governança de risco, compras públicas, recursos federais e avaliação prévia de impacto orçamentário. → economia-agro/p64

[b243] (economia) Promover a transição para uma economia de criação de valor, mais diversificada, inovadora e territorialmente equilibrada, capaz de gerar empregos, elevar a renda, fortalecer pequenos negócios e reduzir a dependência excessiva da economia distrital em relação ao setor público. → economia-agro/p58

[b245] (economia) • inovação situada, conectando universidades e centros de pesquisa aos problemas produtivos das Regiões Administrativas;

[b246] (economia) • crédito democrático, com instrumentos adequados à realidade dos pequenos negócios e mecanismos prudentes de avaliação e acompanhamento;

[b247] (economia) • territórios de prosperidade, com infraestrutura compartilhada para empreender, produzir e comercializar; → economia-agro/p66, economia-agro/p110

[b248] (economia) • economia do cuidado como condição para ampliar a participação das mulheres no trabalho e no empreendedorismo;

[p. 17]

[b251] (economia) • gestão pública indutora, utilizando compras, regulação, dados e simplificação administrativa para estimular a produção local; → economia-agro/p60, economia-agro/p100

[b252] (economia) • implantação por fases, com projetos-piloto, avaliação e expansão condicionada a resultados e disponibilidade fiscal.

[b254] (economia) 15. BANCO DO POVO - crédito produtivo para pequenos, médios e MEIs. Estruturar crédito produtivo orientado para pequenos, médios e microempreendedores individuais, com juros subvencionados dentro dos limites legais, garantias facilitadas, fundos garantidores, educação financeira, assistência técnica e acompanhamento da sobrevivência do negócio. → economia-agro/p1, economia-agro/p46, economia-agro/p62, economia-agro/p103

[b255] (economia) 16. Territórios de Prosperidade e diversificação econômica. Implantar política distrital de desenvolvimento econômico e territorial com polos de inovação, infraestrutura compartilhada, incubação, qualificação e apoio produtivo nas Regiões Administrativas, fortalecendo tecnologia, economia criativa, saúde, logística, alimentos, agricultura, turismo, serviços especializados, economia verde e atividades industriais de maior valor agregado. → economia-agro/p2, economia-agro/p52, economia-agro/p54, economia-agro/p66, economia-agro/p98, economia-agro/p110

[b256] (economia) 17. Empresa sem fila, compras locais e acesso a mercados. Digitalizar abertura e licenciamento de empresas, reduzir exigências redundantes, ampliar a participação juridicamente adequada de micro e pequenas empresas, cooperativas e agricultura familiar nas compras públicas e conectar qualificação profissional, crédito, inovação e intermediação de trabalho às vocações de cada território. → economia-agro/p3, economia-agro/p4, economia-agro/p5, economia-agro/p62, economia-agro/p68, economia-agro/p115

[b258] (economia) • aumento da formalização e da sobrevivência dos pequenos negócios;

[b259] (economia) • ampliação responsável do acesso ao crédito produtivo;

[b260] (economia) • geração de empregos e renda nas próprias Regiões Administrativas; → economia-agro/p66, economia-agro/p110

[b261] (economia) • redução das desigualdades econômicas territoriais;

[b262] (economia) • maior integração entre universidades, empresas, governo e comunidades;

[b263] (economia) • aumento da participação de fornecedores locais nas compras públicas;

[b264] (economia) • fortalecimento das cadeias produtivas estratégicas;

[b265] (economia) • redução do tempo e do custo para abertura e funcionamento de empresas;

[b266] (economia) • crescimento da produtividade e da arrecadação decorrente da expansão sustentável da atividade econômica.

[p. 25]

[b374] (agro) 5.8 AGRICULTURA E DESENVOLVIMENTO RURAL

[b376] (agro) A área rural do Distrito Federal é estratégica para a segurança alimentar, a geração de renda, a proteção dos mananciais e a diversificação econômica. Agricultores familiares, cooperativas, médios produtores e agroindústrias enfrentam desafios de regularização, crédito, assistência técnica, água, energia, estradas, armazenamento, conectividade e acesso a mercados.

[b377] (agro) A expansão produtiva precisa respeitar as áreas de recarga, o Zoneamento EcológicoEconômico, a disponibilidade hídrica e a defesa sanitária. A Emater-DF, a Secretaria de Agricultura, a Ceasa-DF, a Embrapa e as organizações de produtores formam uma base institucional que deve atuar de modo integrado.

[b379] (agro) Fortalecer a produção rural sustentável, elevar a renda no campo, ampliar a oferta de alimentos saudáveis e integrar agricultura, ciência, logística, turismo rural, segurança hídrica e compras públicas. → economia-agro/p65

[b381] (agro) • valorização da agricultura familiar e das cooperativas;

[b382] (agro) • inovação, produtividade e agregação de valor;

[b383] (agro) • segurança hídrica, conservação do solo e proteção dos mananciais;

[b384] (agro) • infraestrutura e conectividade rural;

[b385] (agro) • sanidade, rastreabilidade e qualidade dos alimentos; → economia-agro/p28

[b386] (agro) • integração entre produção, alimentação escolar e mercados locais. → economia-agro/p65

[b388] (agro) 29. Campo forte, sustentável e conectado aos mercados. Fortalecer Emater-DF, agricultura familiar, cooperativas e agroindústrias com assistência técnica, crédito, seguro, inovação, regularização, estradas rurais, internet, água e saneamento; ampliar compras públicas de alimentos locais; proteger nascentes e áreas de recarga; estimular irrigação eficiente, agroecologia, turismo rural e defesa agropecuária sob a abordagem Saúde Única. → economia-agro/p4, economia-agro/p6, economia-agro/p22, economia-agro/p23, economia-agro/p24, economia-agro/p25, economia-agro/p27, economia-agro/p28, economia-agro/p65, economia-agro/p68, economia-agro/p88, economia-agro/p115

[b390] (agro) • ampliar o número de produtores atendidos por assistência técnica e compras públicas; → economia-agro/p6, economia-agro/p68, economia-agro/p115

[b391] (agro) • melhorar a infraestrutura das rotas rurais prioritárias; → economia-agro/p27

[b392] (agro) • elevar a eficiência hídrica e a proteção de nascentes e áreas de recarga; → economia-agro/p23

[b393] (agro) • aumentar a formalização e o valor agregado da produção local. → economia-agro/p25, economia-agro/p88

[p. 26]

[b397] (agro) • maior renda e produtividade sustentável no campo;

[b398] (agro) • alimentos locais mais presentes nos equipamentos públicos;

[b399] (agro) • menor vulnerabilidade climática e sanitária;

[b400] (agro) • melhor logística, conectividade e qualidade de vida rural.

[p. 28]

[b428] (economia) Brasília também reúne atributos turísticos singulares: patrimônio mundial, arquitetura e urbanismo modernistas, diversidade cultural, calendário cívico, diplomático e de eventos, gastronomia, turismo rural, áreas naturais, produção criativa e posição estratégica no CentroOeste. Esse potencial ainda é explorado de maneira fragmentada, com pouca articulação entre promoção turística, cultura, patrimônio, economia criativa, mobilidade, hotelaria, comércio, embaixadas, aeroporto e destinos da RIDE. → economia-agro/p112

[p. 30]

[b455] (economia) • crescimento do fluxo turístico, da permanência dos visitantes e da integração do turismo com a economia local. → economia-agro/p112

[p. 35]

[b530] (economia) • diversificação da economia e redução gradual da dependência do setor público;

[p. 42]

[b638] (economia) • instituir o Programa Distrital de Desenvolvimento Econômico e Territorial; → economia-agro/p2

[b639] (economia) • selecionar os projetos-piloto de inovação territorial, crédito produtivo e infraestrutura empreendedora, com custos, parceiros, metas e fontes de financiamento definidos; → economia-agro/p52, economia-agro/p64

[b640] (economia) • iniciar a simplificação digital de abertura, licenciamento e funcionamento de empresas; → economia-agro/p5

FIM — 58 blocos neste arquivo.