Cappelli — texto do programa sobre Saúde (Governador — DF, 2026)

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[b61] (saude) • dificuldades de acesso a serviços de saúde;

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[b83] (saude) 4.3 FILA ZERO — acesso mais rápido à saúde

[b84] (saude) Reduzir drasticamente as filas de consultas, exames e cirurgias por meio de auditoria da demanda, fila única transparente, prioridade clínica, telessaúde, ampliação regional da capacidade pública, melhor regulação e contratação complementar quando necessária. → saude/p1, saude/p2, saude/p3, saude/p18, saude/p75, saude/p85

[p. 8]

[b120] (saude) A rede pública de saúde do Distrito Federal reúne ampla capacidade instalada, mas enfrenta desigualdades territoriais, fragmentação dos serviços, filas prolongadas, sobrecarga das urgências, falhas de abastecimento, infraestrutura degradada, insuficiência e distribuição inadequada de profissionais, contratos pouco orientados a resultados e sistemas de informação que ainda não se comunicam adequadamente. A resposta exige reorganizar a rede como um sistema regional integrado, com a Atenção Primária como porta de entrada e coordenadora do cuidado. → saude/p24, saude/p91

[b121] (saude) Na Atenção Primária, o DF dispõe de 176 Unidades Básicas de Saúde, 649 Equipes de Saúde da Família e 331 Equipes de Saúde Bucal, das quais apenas 221 possuem composição adequada. Embora a cobertura potencial seja estimada em 80%, a cobertura efetiva pode estar próxima de 70%, deixando mais de 900 mil pessoas sem acesso regular e resolutivo, especialmente nas Regiões Administrativas de maior vulnerabilidade. Itapoã, Paranoá e São Sebastião, por exemplo, têm mais de 92% da população sem plano de saúde.

[b122] (saude) A rede também opera parcialmente em imóveis cedidos, alugados ou em comodato e possui concentração excessiva de equipes em determinadas UBS.

[b123] (saude) A atenção especializada e hospitalar apresenta demanda reprimida por consultas, exames, cirurgias, reabilitação e saúde mental. A ausência de regulação integrada, o cancelamento de procedimentos, a baixa rotatividade de leitos e a insuficiência de atenção domiciliar ampliam o sofrimento dos usuários e pressionam as emergências. O abastecimento de medicamentos e insumos, a manutenção predial e tecnológica, a gestão de contratos e o planejamento da força de trabalho precisam ser tratados como componentes essenciais da qualidade assistencial.

[b124] (saude) Diante da situação fiscal, a expansão será gradual, priorizada por vulnerabilidade, impacto sanitário e capacidade de financiamento. As metas físicas mais expressivas serão validadas por estudos de necessidade, projetos executivos, disponibilidade de pessoal e fontes sustentáveis, com aproveitamento dos programas e recursos do Ministério da Saúde. → saude/p65, saude/p113

[b126] (saude) Garantir atendimento público digno, resolutivo, regionalizado e próximo da população, fortalecendo a Atenção Primária, reduzindo filas, reorganizando urgências e integrando toda a rede de saúde, com valorização dos profissionais, inovação, transparência e responsabilidade fiscal. → saude/p9, saude/p59, saude/p109

[p. 9]

[b130] (saude) • SAÚDE PERTO DE QUEM MAIS PRECISA — ampliar e reestruturar a Atenção Primária, com equipes completas, UBS adequadas, cuidado odontológico, ações multiprofissionais e prioridade aos territórios mais vulneráveis. → saude/p9, saude/p14, saude/p16

[b131] (saude) • MENOS FILA, MAIS SAÚDE — reduzir as filas de consultas, exames e cirurgias por meio de regulação clínica, telessaúde, ampliação regional da atenção especializada e melhor uso da capacidade pública e complementar. → saude/p1, saude/p18, saude/p28, saude/p85

[b132] (saude) • SAÚDE TEM PRESSA — desafogar as portas de urgência, organizar fluxos rápidos, ampliar a atenção domiciliar e melhorar o tempo de resposta do SAMU. → saude/p39, saude/p56

[b134] (saude) 1. FILA ZERO - fila única, transparente e com prioridade clínica. Auditar a demanda reprimida e implantar fila única integrada para consultas, exames, cirurgias e reabilitação, com protocolos de prioridade clínica, comunicação digital, busca ativa para reduzir faltas, ampliação de turnos, mutirões quando necessários e contratação complementar regulada quando a capacidade pública não for suficiente. A redução das filas será medida por tempo de espera, estoque de procedimentos e produção por região de saúde. → saude/p1, saude/p2, saude/p3, saude/p4, saude/p8, saude/p75, saude/p86

[b135] (saude) 2. SAÚDE PERTO DE QUEM MAIS PRECISA - Atenção Primária como coordenadora do cuidado. Ampliar gradualmente a cobertura efetiva da Estratégia Saúde da Família, completar equipes de saúde bucal e multiprofissionais, reorganizar a territorialização segundo vulnerabilidade, qualificar UBS e integrar promoção, prevenção, condições crônicas, saúde mental, reabilitação e vigilância. → saude/p9, saude/p14, saude/p15, saude/p69, saude/p81

[b136] (saude) 3. SAÚDE TEM PRESSA - urgência, emergência, leitos e SAMU mais resolutivos. → saude/p39

[b137] (saude) Organizar fluxos rápidos para casos de menor gravidade, qualificar a classificação de risco, integrar UBS, UPAs e hospitais, melhorar a gestão clínica de leitos, ampliar atenção domiciliar e modernizar a regulação, a frota e as bases do SAMU, com metas públicas de tempo de resposta. → saude/p23, saude/p39, saude/p40, saude/p56

[b138] (saude) 4. Medicamentos, tecnologia e saúde digital. Reorganizar a cadeia de medicamentos e insumos com previsão de demanda, rastreabilidade e estoques de segurança; ampliar entrega domiciliar para públicos elegíveis; integrar prontuários e sistemas; e disponibilizar plataforma pública para agendamento, confirmação, receitas, histórico assistencial, acompanhamento de filas e ouvidoria. → saude/p17, saude/p19, saude/p46, saude/p47, saude/p83

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[b141] (saude) 5. Rede pública qualificada, profissionais valorizados e atenção especializada regional.

[b142] (saude) Dimensionar a força de trabalho, convocar concursos vigentes e realizar novos concursos conforme necessidade e capacidade fiscal, ampliar residências e educação permanente, recuperar infraestrutura e equipamentos e organizar policlínicas, CAPS, reabilitação, oncologia, trauma, saúde mental e demais especialidades em redes regionais integradas. → saude/p22, saude/p24, saude/p28, saude/p29, saude/p33, saude/p34, saude/p41, saude/p43, saude/p59, saude/p89, saude/p91, saude/p109

[b144] (saude) • ampliar a cobertura real da Estratégia Saúde da Família para 85% até 2030; → saude/p11, saude/p80

[b145] (saude) • reduzir em 20% as internações por condições sensíveis à Atenção Primária; → saude/p15, saude/p81

[b146] (saude) • reduzir em 30% a presença de pacientes classificados como verdes e azuis nas emergências; → saude/p40

[b147] (saude) • alcançar cobertura de Saúde Bucal equivalente a 75% das ESF e cobertura multiprofissional de até 90%; → saude/p16

[b148] (saude) • reduzir em até 70% a fila de cirurgias eletivas em 24 meses, após auditoria e validação da linha de base; → saude/p6

[b149] (saude) • reduzir em 15% o tempo médio de internação e ampliar a atenção domiciliar; → saude/p23, saude/p56

[b150] (saude) • diminuir faltas, cancelamentos e tempos de espera por meio de regulação integrada e comunicação digital; → saude/p8

[b151] (saude) • assegurar maior regularidade no abastecimento de medicamentos, materiais e insumos; → saude/p46

[b152] (saude) • melhorar o tempo de resposta do SAMU e a fluidez das urgências; → saude/p39

[b153] (saude) • fortalecer a saúde mental, a reabilitação, a vigilância e a capacidade laboratorial; → saude/p33, saude/p34, saude/p69, saude/p109

[b154] (saude) • ampliar transparência, segurança do paciente, satisfação dos usuários e eficiência do gasto. → saude/p86

[p. 42]

[b634] (saude) • apresentar plano emergencial da saúde com auditoria das filas, reorganização da regulação, diagnóstico de estoques e contratos, recomposição prioritária das equipes de Atenção Primária e plano de fluidez das urgências; → saude/p4

FIM — 31 blocos neste arquivo.