Leandro Grass — texto do programa sobre Ciência, tecnologia e inovação (Governador — DF, 2026)
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[b197] (ciencia_tecnologia) CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
[b198] (ciencia_tecnologia) Transformar o GDF no governo digital mais eficiente do país e fazer de Brasília a capital brasileira da tecnologia, com o governo comprando inovação e gerando emprego qualificado, inclusive na periferia. → ciencia-tecnologia/p1
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[b1080] (ciencia_tecnologia) 8. Ecossistema de inovação govtech: articular startups, universidades e governo para além do Biotic, com Brasília como capital da tecnologia para o setor público, na forma detalhada no capítulo 22. → ciencia-tecnologia/p1
[p. 100]
[b1169] (ciencia_tecnologia) CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO:
[b1170] (ciencia_tecnologia) BRASÍLIA, CAPITAL DA TECNOLOGIA
[b1172] (ciencia_tecnologia) O DF tem a maior escolaridade média do país (11,6 anos), a maior concentração de mestres e doutores por habitante (77 por 100 mil), universidades e institutos de ponta (UnB, UCB, IFB, UnDF, Embrapa e FAP-DF) e o setor público mais digitalizado do Brasil. E mesmo assim não converteu esse capital em desenvolvimento. Brasília reúne, num mesmo território, os três vértices da chamada hélice tríplice, com o governo que formula política pública, academia que produz pesquisa e setor privado que desenvolve solução. É combinação rara entre as capitais brasileiras, e hoje opera desarticulada.
[b1173] (ciencia_tecnologia) A raiz do problema precisa ser dita com todas as letras: nós administramos uma renda que não produzimos. Serviços respondem por 95,4% do valor adicionado da economia local e a administração pública, sozinha, por cerca de 45% do PIB distrital. Quando o orçamento federal cresce, Brasília cresce; quando ele encolhe, Brasília encolhe. Disso decorrem três problemas que qualquer brasiliense reconhece. O primeiro é o do jovem. Durante décadas o caminho era estudar, passar num concurso e ter estabilidade, e esse caminho está se fechando, porque o Estado cria menos
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[b1176] (ciencia_tecnologia) Em junho de 2026 o governo lançou mais uma marca para ocupar o mesmo terreno. A lição é dura. Oferecer metro quadrado não cria empresa de tecnologia.
[b1177] (ciencia_tecnologia) Enquanto isso, o dinheiro da pesquisa encolheu. A parcela da receita do DF destinada por lei à Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF) foi reduzida de 2% para 0,5% em 2021, e mesmo essa fatia menor sofre cortes e atrasos. O fomento que existe foi desenhado para financiar a universidade, não para financiar empresa. Não há avaliação séria de resultados nem transparência sobre o que funcionou. Gasta-se pouco, gasta-se mal e ninguém presta contas. Nosso sistema de ciência e tecnologia não está apenas subfinanciado. Ele está mal desenhado.
[b1178] (ciencia_tecnologia) Dentro do próprio GDF, o diagnóstico técnico aponta cinco gargalos: governança digital fragmentada, dados dispersos e sem interoperabilidade, dívida técnica acumulada em sistemas críticos, orçamento de TI descontínuo e ausência de marcos para inteligência artificial e cibersegurança.
[b1179] (ciencia_tecnologia) Os sistemas de trânsito, saúde, segurança, educação, meio ambiente, energia e transporte operam isolados, sem interoperabilidade que permita decidir com base em evidência. O obstáculo está menos na falta de tecnologia e mais na ausência de estratégia integrada. E o ecossistema de inovação segue restrito a iniciativas isoladas, sem política que conecte universidade, startups, governo e os jovens das periferias que já produzem tecnologia sem apoio.
[b1181] (ciencia_tecnologia) A VIRADA: O ESTADO DEIXA DE SER SÓ O PATRÃO E PASSA A SER O CLIENTE
[b1182] (ciencia_tecnologia) A conversa habitual é: “Brasília depende demais do governo, precisa diversificar”. Este plano propõe outra leitura. Num raio de vinte quilômetros, Brasília concentra os três Poderes, quase todas as agências reguladoras do país, os ministérios, a Embrapa, o Serpro, a Dataprev, os comandos militares, o Judiciário nacional, cerca de 130 embaixadas e representações de organismos internacionais e a sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). É a maior densidade de compradores públicos e de dados administrativos do Hemisfério Sul. Isso não é uma limitação. É um mercado.
[b1183] (ciencia_tecnologia) O Estado brasileiro compra tecnologia em volume enorme e compra mal. Compra por menor preço, com especificação fechada, sem correr risco, e depois fica preso ao mesmo fornecedor.
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[b1185] (ciencia_tecnologia) Esse jeito de comprar premia quem revende e pune quem desenvolve, e é por isso que Brasília tem tantas empresas que intermediam tecnologia e tão poucas que a criam.
[b1186] (ciencia_tecnologia) A proposta muda o eixo da política. Hoje o governo oferece isenção, terreno e edital, e torce para que apareça inovação. Vamos fazer o contrário, e o governo apresenta o problema, compromete-se a comprar a solução e paga para que ela seja desenvolvida aqui. É o que se chama de política movida pela demanda, o mesmo caminho que fez os Estados Unidos criarem gigantes de tecnologia a partir de compras do governo e que fez a Estônia, país de 1,3 milhão de habitantes, virar exportadora mundial de governo digital. E é a única coisa que Brasília pode fazer que nenhuma outra cidade brasileira consegue. Não vamos disputar fábrica com São Paulo. Vamos liderar onde ninguém compete conosco, sendo a capital da tecnologia. → ciencia-tecnologia/p23
[b1188] (ciencia_tecnologia) Plano que promete tudo não entrega nada. São três as frentes em que Brasília já tem o que ninguém tem:
[b1190] (ciencia_tecnologia) GovTech e inteligência artificial para o serviço público. Temos o maior laboratório de governo do mundo dentro de casa, com software, dados e IA para saúde, educação, segurança, mobilidade e gestão. O mercado não é só o GDF, são os 5.570 municípios brasileiros, os 26 estados, a União e países que querem comprar soluções de governo prontas. → ciencia-tecnologia/p16, ciencia-tecnologia/p47, ciencia-tecnologia/p49, ciencia-tecnologia/p76
[b1191] (ciencia_tecnologia) 2. Bioeconomia e agricultura do Cerrado. Brasília sedia a Embrapa Sede e as unidades de Cerrados, Recursos Genéticos, Agroenergia e Hortaliças, provavelmente a maior concentração de pesquisa agropecuária tropical do planeta. Biotecnologia, sementes, bioinsumos, carbono e monitoramento ambiental são negócios bilionários que podem nascer aqui. → ciencia-tecnologia/p47, ciencia-tecnologia/p48, ciencia-tecnologia/p76
[b1192] (ciencia_tecnologia) 3. Segurança, defesa e cibersegurança. Os comandos das três Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a infraestrutura crítica do Estado brasileiro estão em Brasília. → ciencia-tecnologia/p47, ciencia-tecnologia/p50, ciencia-tecnologia/p76
[b1193] (ciencia_tecnologia) Proteger dados públicos é hoje um dos mercados que mais crescem no mundo.
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[b1196] (ciencia_tecnologia) Transformar o GDF no governo digital mais eficiente do país e fazer de Brasília a capital brasileira da tecnologia: uma economia que deixa de depender só do contracheque público e passa a produzir, vender e exportar soluções de governo, gerando emprego qualificado também na periferia. → ciencia-tecnologia/p1, ciencia-tecnologia/p49
[b1198] (ciencia_tecnologia) • Agência Brasília Inova e Fundo Brasília Inova criados por lei no primeiro ano → ciencia-tecnologia/p4, ciencia-tecnologia/p5
[b1199] (ciencia_tecnologia) • Recomposição progressiva da destinação legal de receita à FAP-DF, das atuais 0,5% rumo aos 2%, com trava contra contingenciamento → ciencia-tecnologia/p43
[b1200] (ciencia_tecnologia) • Percentual crescente das compras de tecnologia do GDF contratado pelo modelo Desafios → ciencia-tecnologia/p25
[b1202] (ciencia_tecnologia) • Data Commons de Brasília em operação e Marco Distrital de IA Responsável em vigor → ciencia-tecnologia/p11, ciencia-tecnologia/p12, ciencia-tecnologia/p14
[b1203] (ciencia_tecnologia) • DF na Palma da Mão: aplicativo único e identidade digital única do cidadão → ciencia-tecnologia/p9, ciencia-tecnologia/p10, ciencia-tecnologia/p65
[b1204] (ciencia_tecnologia) • Formar 100 mil pessoas em tecnologia, com metas publicadas separadamente por trilha, e pactuar com o setor produtivo a abertura de 100 mil oportunidades de trabalho e renda em tecnologia até 2030 → ciencia-tecnologia/p38, ciencia-tecnologia/p39
[b1205] (ciencia_tecnologia) • Centros de tecnologia em pelo menos cinco Regiões Administrativas periféricas → ciencia-tecnologia/p40
[b1206] (ciencia_tecnologia) • Conectividade pública de qualidade em todas as RAs, escolas, terminais e frota → ciencia-tecnologia/p30, ciencia-tecnologia/p31, ciencia-tecnologia/p74
[b1209] (ciencia_tecnologia) Desafios Brasília: o governo comprando inovação em vez de comprar sistema pronto. Este é o motor de tudo. Em vez de licitar software fechado pelo menor preço e ficar preso ao mesmo fornecedor, o GDF passa a contratar a solução de problemas reais em três etapas. Na primeira, curta e paga, em que várias empresas apresentam ideias; uma segunda em que duas ou três desenvolvem e testam em ambiente real de governo; e uma terceira de contrato de fornecimento para quem entregar. Os primeiros desafios já estão definidos, e são a fila de cirurgia e regulação de leitos, evasão escolar, manutenção da cidade, análise de contratos e combate à fraude em compras, atendimento ao cidadão e monitoramento de queimadas no Cerrado. → ciencia-tecnologia/p16, ciencia-tecnologia/p20, ciencia-tecnologia/p23, ciencia-tecnologia/p24, ciencia-tecnologia/p72
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[b1211] (ciencia_tecnologia) 2. As quatro regras que tornam o modelo viável: a empresa fica com a propriedade da tecnologia (o governo paga, usa e pode indicar a outros governos, mas quem criou é dono, e sem isso nenhuma empresa boa participa); percentual crescente das compras de tecnologia do GDF reservado a esse modelo, fixado em lei; cada desafio com um dono na secretaria que vai usar a solução, porque sem dono piloto vira gaveta; e tudo publicado, inclusive o que der errado. → ciencia-tecnologia/p20, ciencia-tecnologia/p24, ciencia-tecnologia/p25, ciencia-tecnologia/p26, ciencia-tecnologia/p59, ciencia-tecnologia/p72
[b1212] (ciencia_tecnologia) 3. Selo Brasília: toda solução aprovada recebe certificado público de que foi testada e funcionou em ambiente real de governo. Esse selo é o que permite vendê-la a prefeituras e estados do Brasil inteiro. É assim que Brasília começa a exportar tecnologia e a receber por isso, num mercado de 5.569 municípios e 26 estados. → ciencia-tecnologia/p27
[b1213] (ciencia_tecnologia) 4. Compras públicas de inovação em toda a máquina: capacitação das áreas de licitação, uso pleno da encomenda tecnológica e do marco legal da inovação, e prioridade a MEIs, cooperativas e pequenas empresas de tecnologia do DF nas contratações do GDF. → ciencia-tecnologia/p23, ciencia-tecnologia/p28, ciencia-tecnologia/p29
[b1214] (ciencia_tecnologia) 5. Dados, não vitrine: Não vamos gastar dinheiro público comprando supercomputador para tirar foto, porque capacidade de computação se aluga. O que Brasília tem e ninguém pode copiar são os dados de uma cidade inteira sob um único governo, incluindo saúde, educação, mobilidade, segurança e assistência. Nenhuma outra metrópole brasileira tem isso, porque todas são fragmentadas em dezenas de prefeituras. → ciencia-tecnologia/p22
[b1215] (ciencia_tecnologia) 6. Data Commons de Brasília: repositório público de dados da cidade, organizado em camadas, com dados abertos para qualquer cidadão, dados anonimizados para pesquisadores e empresas cadastradas e ambiente seguro para dados sensíveis, com respeito integral à LGPD e comitê de ética independente. Quem usa o dado devolve o resultado para a cidade. É a matéria-prima que permite a uma startup da Ceilândia desenvolver um sistema de saúde melhor que o de qualquer multinacional, porque terá acesso aos dados reais que a multinacional não tem. → ciencia-tecnologia/p13, ciencia-tecnologia/p14, ciencia-tecnologia/p68
[b1216] (ciencia_tecnologia) 7. Marco Distrital de IA Responsável: lei distrital com regras claras, com inventário público de todos os sistemas de inteligência artificial usados pelo GDF, proibição de decisão automática que restrinja direito do cidadão sem revisão humana, direito de saber e de contestar, auditoria independente e centro de resposta a incidentes cibernéticos. Isso protege o brasiliense e ainda transforma nossas soluções em produto vendável para países que exigem essas garantias. → ciencia-tecnologia/p11, ciencia-tecnologia/p12, ciencia-tecnologia/p70
[b1217] (ciencia_tecnologia) 8. Atração agressiva de talentos, a peça que mais rapidamente muda o jogo e que Brasília ainda não estruturou em escala: Cátedras Brasília, com financiamento integral para trazer → ciencia-tecnologia/p41
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[b1219] (ciencia_tecnologia) pesquisadores de primeira linha, brasileiros e estrangeiros, dedicados a problemas do DF; programa de professores e pesquisadores visitantes em inteligência artificial, biotecnologia e cibersegurança, com estada de 6 a 24 meses; bolsas de fixação para doutores trabalharem em empresas do DF, e não apenas na universidade; Volta pra Casa, programa de repatriação de brasilienses altamente qualificados que estão fora do país, com apoio de instalação; e balcão único de acolhimento para talento estrangeiro, usando a rede de embaixadas que já está aqui. → ciencia-tecnologia/p41
[b1220] (ciencia_tecnologia) 9. Residência em IA no governo: profissionais e recém-formados trabalhando por até dois anos nas secretarias, resolvendo problemas reais e sendo pagos para isso, ao lado dos servidores e nunca no lugar deles. → ciencia-tecnologia/p19
[b1221] (ciencia_tecnologia) 10. Recompor a FAP-DF: Enviar à Câmara Legislativa a proposta de recuperar progressivamente a destinação de 2% da receita corrente líquida à Fundação de Apoio à Pesquisa, com regra que impeça o contingenciamento, e realizar concurso próprio para analistas de ciência e tecnologia, a exemplo da FAPESP e da FAPESC. Sem corpo técnico capaz de fazer gestão de projetos, nada acontece direito. E não vamos tirar recurso da FAP para criar fundo novo. → ciencia-tecnologia/p43, ciencia-tecnologia/p44
[b1222] (ciencia_tecnologia) Vamos aumentar o que ela tem e ampliar o que ela pode fazer. → ciencia-tecnologia/p43
[b1223] (ciencia_tecnologia) 11. Transformar a FAP-DF em agência de fomento mais ampla e conectada ao desenvolvimento econômico: hoje ela só financia pesquisa acadêmica, e passará a poder investir em empresas, conceder subvenção econômica, participar do capital de startups, oferecer garantias e, decisivo, atuar como agente financeiro credenciado do BNDES e da FINEP, com direção de mandato fixo, conselho com participação de empresários e investidores e avaliação pública obrigatória. → ciencia-tecnologia/p45
[b1224] (ciencia_tecnologia) 12. Fundo Brasília Inova, com três portas: recurso não reembolsável para startups em fase inicial, crédito e garantias para empresas em crescimento e capital de risco. Suas fontes são dividendos do BRB e das empresas públicas, contrapartidas de concessões, financiamento do BNDES e da FINEP, fundos internacionais, emendas parlamentares e dotação orçamentária própria, sem subtrair um centavo do orçamento da FAP-DF. No capital de risco, adotaremos o desenho do modelo Yozma, criado por Israel em 1993, no qual o governo não escolhe empresas, aporta em fundos privados exigindo que o gestor privado entre com dinheiro junto e lhe dá o direito de comprar a parte pública depois, a preço combinado. Se der certo, o privado ganha muito; se der errado, o risco é dividido. É gestão profissional, sem escolha política de empresa e sem risco de aparelhamento. → ciencia-tecnologia/p5
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[b1226] (ciencia_tecnologia) 13. BNDES e FINEP: parar de deixar dinheiro na mesa. O programa federal Mais Inovação Brasil, do BNDES e da FINEP, mobiliza cerca de R$ 66 bilhões entre subvenção não reembolsável e crédito subsidiado, e há linha de subvenção reservada às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste que o DF quase não usa. A Nova Indústria Brasil, política industrial do governo federal, tem missões que conversam diretamente com as três apostas deste plano. O desafio é transformar essas linhas disponíveis em projetos aprovados e recursos executados.
[b1227] (ciencia_tecnologia) Para isso, criaremos uma equipe dedicada exclusivamente à captação de recursos federais e internacionais, com capacidade técnica para elaborar, negociar, acompanhar e prestar contas dos projetos. E uma advertência de honestidade. Não prometemos isenção de ICMS, porque a reforma tributária extingue progressivamente os benefícios estaduais até 2032, e quem promete isenção hoje promete o que não poderá cumprir. Nosso incentivo é melhor e é permanente, e se chama contrato, dado, capital e gente qualificada. → ciencia-tecnologia/p54, ciencia-tecnologia/p55, ciencia-tecnologia/p57, ciencia-tecnologia/p78
[b1230] (ciencia_tecnologia) 16. Centros de tecnologia nas periferias: laboratórios e centros de formação em pelo menos cinco Regiões Administrativas periféricas, entre elas Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Recanto das Emas e Gama, conectados diretamente às trilhas, com bootcamps gratuitos, laboratórios maker e de robótica nas escolas e editais exclusivos para startups de jovens das RAs de menor renda. Se → ciencia-tecnologia/p2, ciencia-tecnologia/p38, ciencia-tecnologia/p40
[b1231] (ciencia_tecnologia) 17. Startups nascidas na universidade: o ponto mais negligenciado do DF. A UnB, o IFB, a UnDF e as instituições privadas produzem conhecimento de ponta que morre em tese de doutorado. Criaremos programa específico de apoio a spin-offs acadêmicos, com capital de largada, → ciencia-tecnologia/p6
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[b1233] (ciencia_tecnologia) apoio jurídico para patente e acordo com as instituições para simplificar as regras de propriedade intelectual e garantir participação justa ao pesquisador. → ciencia-tecnologia/p6
[b1234] (ciencia_tecnologia) 18. Um dia por semana para empreender: professores e pesquisadores da rede distrital de ensino médio, técnico e superior poderão dedicar um dia da semana a projetos de inovação e a empresas nascentes, sem perder vínculo nem remuneração, com regulamentação própria que preserve a carga horária da sala de aula e as regras de dedicação exclusiva. Buscaremos acordo com a UnB e o IFB para regime equivalente. Nenhum ecossistema de inovação no mundo funciona com o professor proibido de empreender. → ciencia-tecnologia/p7
[b1235] (ciencia_tecnologia) 19. Aceleração com problema real, não sala com puff: Ao empreendedor de Brasília falta menos espaço físico e mais acesso a problema, a dado e a comprador. Toda turma de aceleração será ligada a desafios em curso, com menos burocracia (balcão único digital, licenciamento automático para atividade de baixo risco e prazo máximo de resposta com aprovação automática em caso de silêncio) e com capacitação específica para vender ao governo federal, que está ao lado e é o maior comprador de tecnologia do Brasil. → ciencia-tecnologia/p2, ciencia-tecnologia/p8
[b1238] (ciencia_tecnologia) 21. Brasília Cidade Inteligente, laboratório urbano do Brasil: integrar num só painel os dados hoje isolados de trânsito, saúde, segurança, educação, meio ambiente, energia e transporte, para decidir com evidência e não com achismo, aplicando a tecnologia onde ela devolve tempo e dinheiro ao morador, com semáforos inteligentes, iluminação pública conectada, monitoramento ambiental em tempo real, gestão inteligente da água e da energia e gêmeos digitais para simular intervenções urbanas antes de gastar. → ciencia-tecnologia/p36, ciencia-tecnologia/p37
[b1239] (ciencia_tecnologia) 22. Conectividade como direito, Wi-Fi Social: internet gratuita de qualidade em todas as RAs, escolas, terminais, feiras e frota, reativando e expandindo o Wi-Fi Social abandonado, com → ciencia-tecnologia/p30, ciencia-tecnologia/p31, ciencia-tecnologia/p74
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[b1241] (ciencia_tecnologia) capacitação. Quem passa até quatro horas por dia no transporte não pode ficar incomunicável nem queimando o próprio plano de dados para trabalhar e estudar. → ciencia-tecnologia/p31
[b1242] (ciencia_tecnologia) 23. Letramento e capacitação digital popular: Centros de Capacitação Tecnológica Popular nas → ciencia-tecnologia/p32, ciencia-tecnologia/p33
[b1243] (ciencia_tecnologia) RAs, com formação gratuita em informática, inteligência artificial e economia digital, prioritariamente para jovens, mulheres e pessoas idosas das periferias, articulados aos centros de tecnologia do Bloco 4. → ciencia-tecnologia/p32, ciencia-tecnologia/p33
[b1248] (ciencia_tecnologia) 27. Diplomacia da inovação: temos cerca de 130 embaixadas na cidade e não as usamos para negócios. Criaremos programa permanente de acordos de cooperação técnica, atração de centros de pesquisa de empresas globais e exportação de soluções de governo para países da América Latina, da África e da Ásia, com apoio do Itamaraty, do BID e do Banco Mundial, sob uma única marca internacional mantida por anos, a de Brasília — Public Technology Capital. → ciencia-tecnologia/p53, ciencia-tecnologia/p56
[b1251] (ciencia_tecnologia) 29. Agência Brasília Inova, criada por lei e não por decreto, ligada ao gabinete do Governador, com dirigente de mandato fixo, orçamento próprio e conselho com assento para universidades, empresas, investidores, servidores e sociedade civil, com poder de decidir e não apenas de opinar. A Agência coordena, contrata e avalia, mas não executa. A FAP-DF continua sendo o braço de fomento, agora com mais dinheiro e mais poderes; as secretarias continuam executando; e a Terracap e o Biotic passam a ser o que sempre deveriam ter sido, a infraes- → ciencia-tecnologia/p4
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[b1253] (ciencia_tecnologia) trutura onde as empresas contratadas se instalam, e não a política em si. A vinculação direta ao gabinete existe porque o projeto atravessa educação, ciência e tecnologia, economia, infraestrutura, relações internacionais, BRB, Terracap e Biotic. → ciencia-tecnologia/p4
[b1256] (ciencia_tecnologia) BRASÍLIA EXPORTADORA DE TECHGOV
[b1257] (ciencia_tecnologia) Transformar o maior comprador de tecnologia do país no maior gerador de empregos e negócios do Distrito Federal. → ciencia-tecnologia/p49
[b1259] (ciencia_tecnologia) Os jovens e os estudantes ganham um caminho profissional que não depende de edital de concurso, com formação gratuita ligada a vaga real, estágio remunerado, residência tecnológica dentro do governo e chance concreta de abrir a própria empresa, num setor que paga acima da média do mercado, numa cidade que tem a população mais escolarizada do país para ocupá-lo.
[b1260] (ciencia_tecnologia) Os servidores públicos ganham tecnologia para valorizar, não para substituir. O servidor que hoje gasta o dia em tarefa repetitiva passa a fazer o trabalho que exige julgamento. Os Desafios Brasília nascem dos problemas que os próprios servidores identificam, e as residências tecnológicas acontecem ao lado deles, não no lugar deles. Um serviço público que funciona melhor é a primeira defesa da carreira pública.
[b1261] (ciencia_tecnologia) Os empresários e investidores ganham um cliente grande, pagador e previsível, regras estáveis, propriedade intelectual respeitada, capital disponível e acesso, a partir do Selo Brasília, a um mercado nacional de 5.570 municípios e 26 estados.
[b1262] (ciencia_tecnologia) As periferias ganham laboratórios e centros de formação onde as pessoas moram, e não a três ônibus de distância, com meta pública de vagas e empregos por Região Administrativa, divulgada a cada três meses.
[b1264] (ciencia_tecnologia) O que fazer nos primeiros 100 dias
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[b1267] (ciencia_tecnologia) Enviar à Câmara Legislativa os projetos de lei da Agência Brasília Inova e do Fundo Brasília Inova. → ciencia-tecnologia/p4, ciencia-tecnologia/p5
[b1268] (ciencia_tecnologia) 2. Enviar a proposta de recomposição do orçamento da FAP-DF, com trava contra contingenciamento, e abrir concurso para analistas de ciência e tecnologia da Fundação. → ciencia-tecnologia/p43, ciencia-tecnologia/p44
[b1269] (ciencia_tecnologia) 3. Lançar os três primeiros Desafios Brasília: fila de cirurgia, evasão escolar e fraude em compras públicas. → ciencia-tecnologia/p24
[b1270] (ciencia_tecnologia) 4. Publicar o decreto do Marco de IA Responsável e abrir as duas primeiras bases do Data → ciencia-tecnologia/p12, ciencia-tecnologia/p14
[b1272] (ciencia_tecnologia) 5. Abrir as inscrições das Cátedras Brasília e do programa de professores visitantes. → ciencia-tecnologia/p41
[b1273] (ciencia_tecnologia) 6. Instalar a equipe de captação junto ao BNDES, à FINEP e a organismos internacionais. → ciencia-tecnologia/p55
[b1274] (ciencia_tecnologia) 7. Publicar o retrato inicial, onde estamos hoje em números, para que daqui a quatro anos qualquer cidadão possa cobrar o que mudou. → ciencia-tecnologia/p59
[b1275] (ciencia_tecnologia) Brasília não foi construída para ser apenas a cidade onde o Brasil assina documentos. Foi criada para integrar o país e impulsionar o desenvolvimento. Ao longo do tempo, parte dessa vocação se perdeu, e recuperá-la é uma escolha concreta de futuro. A capital que conhece por dentro o funcionamento do Estado pode transformar esse conhecimento em soluções melhores para o Brasil e para outras cidades, gerando emprego qualificado, renda, inovação e distribuição de oportunidades.
FIM — 74 blocos neste arquivo.