Leandro Grass — texto do programa sobre Saúde (Governador — DF, 2026)
Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").
Este arquivo tem 90 blocos do programa de Leandro Grass, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/70017113505). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/df/tema-saude).
[p. 7]
[b35] (saude) O que eu proponho é objetivo. Quero Saúde Sem Espera e Perto de Casa, para a fila andar e a consulta com especialista e o exame chegarem rápido, com equipe de saúde da família perto de casa em toda cidade. Um transporte que respeita o seu tempo, com tarifa zero implantada de forma progressiva, ônibus depois das 22h e a rede sobre trilhos que já está projetada saindo da gaveta. Fila Zero na creche, porque creche é cuidado com a criança e é tempo e renda para a mãe trabalhar. DF Delas, uma cidade que a mulher usa por inteiro, de dia e de noite, sem medo do caminho de volta, com o Pacto contra o Feminicídio num DF onde o feminicídio subiu 21,7% e o governo assistiu. E Juventude com Futuro, com bolsa-formação, primeiro emprego e cultura e esporte na sua quadra: o futuro do DF não se constrói empurrando a juventude para fora dele. → saude/p1, saude/p9
[p. 9]
[b53] (saude) • Saúde: “Esperei mais de 7 horas sem ser atendida”. Filas e demora dominam quase metade dos relatos.
[p. 11]
[b77] (saude) O DF que cuida das pessoas, do berço ao envelhecimento. Cuidar de quem esteve na fila por meses, quem espera pela creche que não abre, pelo remédio em falta. É tempo de inverter isso. A saúde que anda, a comida na mesa, a mulher protegida, a pessoa idosa amparada. E é tempo de reconhecer quem sempre sustentou o cuidado no DF sem remuneração nem apoio, sobretudo a mulher negra da periferia, devolvendo a ela tempo, renda e dignidade.
[p. 13]
[b99] (saude) 4. SAÚDE SEM ESPERA E PERTO DE CASA
[b100] (saude) Consulta com especialista e exame em até 30 dias pela especialidade, com a Estratégia Saúde da Família (equipes de médico, enfermeiro, técnico e agente comunitário responsáveis por um território) com cobertura total e equipe de referência perto de casa, contra os 74,6% de hoje, e UBS com horário estendido onde não há UPA nem hospital. → saude/p5, saude/p9, saude/p11, saude/p12
[p. 15]
[b135] (saude) Fazer do DF uma referência nacional em saúde pública em quatro anos.
[p. 29]
[b359] (saude) SAÚDE: CUIDAR DE QUEM CUIDA E DE QUEM PRECISA
[b361] (saude) A saúde é o problema número 1 apontado pela população do DF e a área mais mal avaliada do governo. O paradoxo é brutal, porque o DF é a unidade da federação que mais gasta e a que tem mais profissionais de saúde por habitante, com R$ 1.260,79 por habitante ao ano, mais que o dobro do segundo colocado. A entrega de serviços, por outro lado, é muito ruim, com filas de mais de 7 horas, espera de meses por especialista e remédio em falta. O problema está na alocação e na gestão, não no volume de recurso.
[p. 30]
[b363] (saude) A Atenção Primária cobre 74,6% da população, mas 22 RAs estão abaixo do preconizado. Sol Nascente, Estrutural, Itapoã e Paranoá são as mais críticas. O dimensionamento por necessidade indica que o DF precisaria de cerca de 1.100 equipes de Saúde da Família. Hoje são cerca de 600, e apenas 43% delas estão completas. Metade da população (52,2%) nunca recebeu visita de agente comunitário. Das 157 UBS avaliadas pelo QualisAPS, apenas 3 (1,9%) têm estrutura adequada e 49 (31,2%) estão em condição insuficiente ou gravemente insuficiente. Nas piores, nenhuma fazia coleta de exames ou dispensação de medicamentos e só 15,8% ofereciam vacinação. Auditoria do TCDF encontrou inadequações estruturais em mais de 85% das UBS fiscalizadas, com apenas 14% em boas condições. A desigualdade é o nó. Do Lago Sul, 91,2% dos moradores do Lago Sul têm plano de saúde. No Itapoã, 4,4%. A mamografia também é desigual, já que 50% das mulheres brancas fizeram o exame, contra 36% das mulheres pretas e pardas.
[b364] (saude) O IGES-DF, criado em 2019 com promessa de eficiência, acumulou auditorias devastadoras: não encontrou melhora mensurável. TCDF apontou duplicidade de R$ 32 milhões e metas descumpridas. O MPC representou contra sua expansão. O INAS/GDF Saúde, plano dos servidores, admite déficit de R$ 141 milhões, deve mais de R$ 200 milhões à rede e descredenciou 226 clínicas em janeiro de 2026, o servidor paga uma das maiores contribuições do país e o GDF faz o menor aporte patronal.
[b365] (saude) As auditorias do TCDF (2024) dimensionam o represamento: são 917.364 procedimentos represados e o tempo médio para cirurgia eletiva saltou de 40 dias em 2019 para 254 dias, alta de 535%. Em 2025 ainda havia 37 mil pacientes na fila cirúrgica, 1.388 deles esperando há mais de cinco anos.
[b366] (saude) O retrato por área confirma a urgência e mostra onde agir. Na saúde bucal, o DF figura historicamente entre as piores coberturas do país, e em queda, tendo passado de 34,36% (2022) para 30,36% (fevereiro de 2026), com déficit de dentistas e equipamentos adquiridos e não instalados.
[b367] (saude) Na saúde mental, a Rede de Atenção Psicossocial é uma das mais frágeis do país, com 18 CAPS para 3,1 milhões de habitantes (14 habilitados), cobertura de 0,54 CAPS habilitado por 100 mil habitantes contra média nacional de 1,13. Para alcançar a média, o DF precisaria de cerca de 18 novos CAPS habilitados. A rede está sem cobertura nas regiões Norte e Leste, com espera de 943 dias na RAPS e nenhum Centro de Convivência em funcionamento. Em leitos, tomando a referência de 3 por mil habitantes, o DF deveria dispor de cerca de 9,3 mil e tem em torno de 7 mil, a maior parte na rede privada, numa cidade em que só cerca de um quarto da população tem plano de saúde. Como referência de qualidade, o CNJ considera excessiva a espera acima de 100 dias para consultas e exames e de 180 dias para cirurgias, parâmetro que vira meta neste plano.
[b368] (saude) Falta gente, mas também falta equipamento funcionando. Auditoria do TCDF apurou que apenas cerca de 20% dos equipamentos da rede pública têm cobertura contratual de manutenção preventiva e corretiva. Os outros 80% não têm manutenção adequada, e aparelhos quebram e
[p. 31]
[b370] (saude) ficam parados por meses, obrigando a SES a comprar na rede privada o que deixou de ofertar.
[b371] (saude) No Hospital de Base, dos 12 aparelhos de colonoscopia existentes, apenas dois estariam em funcionamento, num quadro em que o próprio TCDF apontou falta de aparelhos, de profissionais capacitados, de salas adequadas e de insumos para exames endoscópicos, sem contratos eficazes de manutenção. Os processos de compra de ressonâncias magnéticas e tomógrafos, abertos em 2017 e 2020, seguiam sem previsão de conclusão quando o Tribunal determinou que fossem finalizados. O efeito aparece na ponta, com centros cirúrgicos operando a cerca de 30% da capacidade e salas ociosas por falta de anestesistas, instrumentadores, enfermagem cirúrgica e órteses e próteses, enquanto a fila cresce. O gargalo está menos no orçamento e mais na manutenção, na compra e na gestão do que já existe.
[b372] (saude) As filas têm nome e tamanho. Além dos 917.364 procedimentos represados, o Complexo Regulador e o MPDFT registram cerca de 12 mil pessoas aguardando consulta em oftalmologia (8 a 12 meses de espera oficial, chegando a 3 anos na prática), 7.483 aguardando cirurgia geral, cerca de 4.500 cirurgias ginecológicas (14 a 18 meses), cerca de 2.800 cirurgias ortopédicas (9 a 15 meses), mais de 19 mil pessoas esperando colonoscopia, fila que levou o MPDFT a ajuizar ação civil pública em 2026, 485 dias de espera em neuropediatria e 943 dias na rede de saúde mental. Em cardiologia, há pacientes aguardando consulta desde 2021, com média de 147 dias.
[b373] (saude) O transplante de medula óssea não é realizado na rede pública do DF, onde cerca de 600 pessoas esperam e precisam viajar para outras unidades da federação. E há ainda a pressão do Entorno, de onde cerca de 1,2 milhão de moradores de municípios goianos e mineiros dependem do SUS-DF sem cofinanciamento adequado, sobrecarregando sobretudo os hospitais de Santa Maria, Planaltina e Sobradinho.
[b374] (saude) E o desinvestimento é uma escolha, não uma fatalidade. Em 2015 o GDF destinava 21,29% do orçamento à saúde. Na LDO de 2024, 13,45%. O mínimo constitucional virou teto. O Fundo Constitucional mais que dobrou em dez anos, de R$ 12 bilhões (2015) para R$ 28 bilhões (2026), enquanto o aporte do Tesouro distrital ficou congelado no patamar de 2015, caindo de 37% para 24,2% do orçamento da saúde. Em 2025, 61,6% do financiamento veio do Fundo Constitucional e a taxa de investimento foi de apenas 1,7% (cerca de R$ 150 milhões). Praticamente não há orçamento para infraestrutura, tecnologia e provimento de pessoal. A despesa de pessoal está em torno de 40% da receita corrente líquida, bem abaixo do limite de 49% da LRF. Havia espaço legal para contratar, e não se contratou.
[p. 32]
[b378] (saude) O que falta para a fila andar, com dados de MPDFT, TCDF, SES-DF e diagnóstico setorial (2025–2026) 4.166
[b379] (saude) Profissionais em falta na carreira de Especialista.
[b380] (saude) Déficit em 17 especialidades, concurso cobrado pelo MPDFT desde 2022.
[b382] (saude) Enfermeiros aprovados sem convocação.
[b383] (saude) Aprovados em concurso que aguardam nomeação. de 600 para 1.100
[b384] (saude) Equipes de Saúde da Família. O que existe hoje e o que o dimensionamento por necessidade aponta.
[b386] (saude) Dos equipamentos sem manutenção adequada.
[b387] (saude) Só cerca de 20% têm contrato de manutenção preventiva e corretiva (TCDF).
[b389] (saude) Procedimentos represados. Fila que inclui cerca de 12 mil em oftalmologia e mais de 19 mil em colonoscopia.
[b391] (saude) Espera média por cirurgia eletiva. Era 40 dias em 2019, alta de 535%. O padrão do CNJ é 180 dias.
[b393] (saude) Fazer do DF uma referência nacional em saúde pública em quatro anos, com fila que anda, prazo cumprido e transparência total: consulta e exame em até 30 dias, cobertura total da Atenção Primária perto de casa e o comando do IGES devolvido à Secretaria de Saúde. → saude/p1, saude/p63
[p. 33]
[b396] (saude) • Consulta com especialista e exame em até 30 dias ao final do mandato, cumprindo antes o parâmetro do CNJ (até 100 dias para consultas e exames e 180 para cirurgias) como marco intermediário verificável → saude/p5
[b397] (saude) • Cobertura total da Atenção Primária, com equipe de referência perto de casa (hoje 74,6%) → saude/p9, saude/p11
[b398] (saude) • Zerar a fila de cirurgias eletivas com espera acima de 1 ano → saude/p6
[b399] (saude) • Reduzir o tempo médio de cirurgia eletiva dos atuais 254 dias para o padrão do CNJ (180) → saude/p6
[b400] (saude) • Realizar o concurso de Especialista em Saúde e suprir o déficit de 4.166 profissionais em 17 especialidades apontado pelo MPDFT → saude/p41
[b401] (saude) • Convocar os 5 mil aprovados em concurso de enfermagem e ampliar as equipes de Saúde da Família → saude/p41
[b402] (saude) • 100% dos equipamentos da rede com contrato de manutenção (hoje cerca de 20%) e painel público de equipamento parado → saude/p22
[b403] (saude) • Ao menos um CAPS por região de saúde e os primeiros Centros Dia do DF → saude/p34, saude/p36
[b404] (saude) • Reduzir o absenteísmo dos trabalhadores da saúde de 9,5% para menos de 5% → saude/p104
[b405] (saude) • Cobertura vacinal de 95% em tríplice viral e pólio, hoje em 86,6% e 88,9% → saude/p68
[b407] (saude) FASE 1, EMERGENCIAL: A FILA ANDA NOS PRIMEIROS 100 DIAS
[b409] (saude) Saúde Sem Espera, fila que anda (prioridade dos primeiros 100 dias): mutirão permanente de consultas, exames e cirurgias usando a capacidade ociosa das redes pública, privada e filantrópica, remunerada por produção segundo a tabela SUS e seus complementos, com fila única regulada e painel público de espera por procedimento, especialidade e RA. → saude/p1, saude/p2, saude/p3, saude/p74
[b410] (saude) 2. Agora Tem Especialistas, integralmente: aderir ao programa federal em três frentes simultâneas, com carretas (saúde da mulher, imagem, oftalmologia), reativação de salas cirúrgicas e ambulatórios ociosos em terceiro turno, e ampliação da oferta de especialistas, captando o cofinanciamento federal que hoje o DF deixa na mesa. → saude/p65, saude/p70
[b411] (saude) 3. Manutenção e reposição do parque tecnológico (nos primeiros 100 dias): contrato distrital único de manutenção preventiva e corretiva cobrindo 100% dos equipamentos da rede, contra os cerca de 20% de hoje, com inventário público de cada aparelho, tempo máximo de → saude/p22
[p. 34]
[b413] (saude) reparo, penalidade por equipamento parado e painel aberto de disponibilidade. Concluir as aquisições travadas de ressonância magnética, tomógrafos, aparelhos de endoscopia e colonoscopia e instalar todo equipamento comprado e não instalado, inclusive os odontológicos, já que aparelho parado significa exame e cirurgia que deixam de ser feitos. → saude/p22
[b414] (saude) 4. Terceiro turno cirúrgico e capacidade ociosa: colocar as salas em uso pleno com equipe completa (anestesistas, instrumentadores e enfermagem cirúrgica), contrato permanente de órteses, próteses e materiais especiais e fluxo garantido de insumos e anestésicos, saindo dos atuais 30% de utilização dos centros cirúrgicos. Ampliação de leito só com recurso humano correspondente, porque não se inaugura equipamento sem equipe. → saude/p26, saude/p90
[b415] (saude) 5. Farmácia sem falta: gestão informatizada de estoque com transparência em tempo real e entrega domiciliar de medicamento de uso contínuo para idosos e pessoas com deficiência. → saude/p46, saude/p47
[b416] (saude) 6. Retomada emergencial da vacinação (primeiros 100 dias): o DF vacinou apenas 46,3% do público prioritário contra a gripe em 2026, contra meta de 90% (1,18 milhão de pessoas), e a gripe já matou 38 pessoas no ano. Convocação imediata de campanha distrital com vacina onde a pessoa está, em escolas, terminais rodoviários, feiras, locais de trabalho e domicílio pelos agentes comunitários. Horário estendido e fins de semana nas UBS, sem esperar autorização federal para ampliar público quando houver estoque, competência que é do DF. → saude/p68
[b417] (saude) FASE 2, ESTRUTURANTE: ATENÇÃO PRIMÁRIA RUMO A 100%
[b418] (saude) 7. Atenção Primária forte e presente, com cobertura total perto de casa: toda família do DF com equipe de Saúde da Família de referência a uma distância caminhável. Isso exige sair das cerca de 600 equipes atuais para aproximadamente 1.100, com 500 equipes novas e a recomposição das 342 hoje incompletas, o que significa cerca de 500 médicos de família, 500 enfermeiros, 500 técnicos e até 2.500 agentes comunitários, numa cidade em que 52,2% da população nunca recebeu uma visita. A ampliação virá por adensamento das 182 UBS existentes e por novas unidades, com financiamento do Novo PAC Saúde, e o número exato sairá do diagnóstico territorial que será a primeira entrega da transição. Reforma é pré-condição, porque apenas 3 das 157 UBS avaliadas têm estrutura adequada. Prioridade absoluta a Sol Nascente, Estrutural, Itapoã e Paranoá, com horário estendido até 22h onde a demanda é maior e policlínicas regionais de especialidades. → saude/p9, saude/p10, saude/p11, saude/p12, saude/p14, saude/p28, saude/p115
[p. 35]
[b420] (saude) 8. Recompor a força de trabalho do SUS-DF: convocar imediatamente os aprovados em concurso, entre eles os 5 mil da enfermagem, e realizar o concurso de Especialista em Saúde que o MPDFT cobra desde 2022, para suprir o déficit de 4.166 profissionais em 17 especialidades, além das categorias há 13 anos sem certame. Implantar plano de carreira e retenção de médicos, já que o piso da SES é de cerca de R$ 7,5 mil contra R$ 15 mil a R$ 25 mil no setor privado local, o que explica a perda de 537 médicos entre 2019 e 2024. Reestruturar a carreira da enfermagem, hoje a pior remunerada entre as de nível superior. E reduzir o absenteísmo de 9,5% para menos de 5%, com programa permanente de saúde mental do servidor. → saude/p41, saude/p45, saude/p104
[b421] (saude) 9. Sorriso de Brasília, saúde bucal com meta de equipe: levar as equipes de saúde bucal a 70% das equipes de Saúde da Família, cerca de 770 no alvo de 1.100, com os equipamentos odontológicos já comprados e não instalados postos em uso. Recuperar a cobertura (caiu para 30,36% em 2026) com equipes completas nas UBS, mutirões de próteses e fortalecimento dos centros de especialidades odontológicas. → saude/p16
[b422] (saude) 10. Política Distrital de Imunização, alinhada ao PNI e pactuada com o Ministério da Saúde: recompor as coberturas hoje abaixo da meta, com tríplice viral abaixo dos 95% recomendados, poliomielite em 88,9% e influenza em 46,3%. São quatro instrumentos, o registro nominal de cada criança e cada idoso na UBS de referência com busca ativa do faltoso, a convocação automática para a segunda dose, sala de vacina em horário estendido em todas as UBS e registro digital integrado, para que a caderneta perdida deixe de ser barreira. Pela intensa mobilidade internacional, Brasília é das cidades mais expostas à volta do sarampo, e recuperar cobertura aqui protege o Brasil inteiro. → saude/p68
[b423] (saude) 11. Saúde da mulher: mamografia e preventivo com meta de 30 dias, pré-natal completo com captação de 90% das gestantes até a 12ª semana por busca ativa dos agentes comunitários, parto humanizado e combate à desigualdade racial no acesso. → saude/p48, saude/p50
[b424] (saude) 12. Saúde mental, Cuidar da Mente: programa distrital com dotação própria, psicólogo em todas as UBS e expansão dos CAPS, hoje 18 para 3,1 milhões de habitantes e sem cobertura no Norte e no Leste. A meta é ao menos um CAPS por região de saúde, habilitando os existentes junto ao Ministério da Saúde e pleiteando novos no Novo PAC até alcançar a média nacional. Criar os primeiros Centros de Convivência do DF, ampliar leitos de saúde mental em hospitais gerais e atacar os 943 dias de espera na RAPS, tudo integrado à Atenção Primária e ao cuidado em liberdade. → saude/p34, saude/p36
[p. 36]
[b426] (saude) 13. Saúde no território: parcerias com empresas do DF para ações itinerantes de exames, prevenção e educação em saúde nas regiões. → saude/p70
[b427] (saude) FASE 3: EXPANSÃO E RECUPERAÇÃO DA REDE HOSPITALAR
[b428] (saude) 14. Reorganizar a rede hospitalar por regiões de saúde: definir o papel de cada unidade (porta de entrada, retaguarda, referência) com regulação única, e concluir, equipar e colocar em funcionamento os hospitais herdados, entre eles o Hospital de São Sebastião e o Hospital do Câncer (Oncológico de Brasília), em obras desde 2021, articulados ao programa federal. → saude/p21, saude/p24, saude/p59, saude/p110
[b429] (saude) 15. Plano de Reforma Hospitalar (diagnóstico nos primeiros 90 dias, execução em quatro anos): levantamento estrutural unidade a unidade, com cronograma e orçamento públicos, priorizando os hospitais regionais das regiões mais vulneráveis. Santa Maria, Gama e Ceilândia já operam, e o que falta ali é reforma e ampliação, não obra nova. Em Ceilândia, segundo maior em volume de atendimento do DF, o compromisso é concluir a reforma do pronto-socorro, obra de cerca de R$ 12 milhões anunciada e não entregue pelo governo atual. Entram ainda Samambaia, Planaltina e Sobradinho, além de destino definitivo para a estrutura modular erguida em 2020. Reforma devolve leito fechado ao uso por uma fração do preço de uma construção. → saude/p27
[b430] (saude) 16. Concluir o que está parado antes de anunciar o que não começou: o Hospital Oncológico de → saude/p21
[b431] (saude) Brasília teve as obras iniciadas em 2021 e segue sem entrega. Os hospitais do Recanto das Emas (100 leitos), de São Sebastião (100 leitos) e o Clínico Ortopédico do Guará (160 leitos, dos quais 90 de ortopedia e 20 de UTI) estão licitados ou em obra. São cerca de 360 leitos já contratados com dinheiro público e não entregues. Cada obra terá prazo, responsável e painel público de acompanhamento, com o compromisso de concluí-la. → saude/p21
[b432] (saude) 17. Expansão dimensionada da média e alta complexidade: o DF opera com cerca de 7 mil leitos para uma referência de 9,3 mil (3 por mil habitantes), e com 13 UPAs para 3,1 milhões de pessoas. O plano prevê a recomposição de cerca de 2 mil leitos SUS em quatro anos, com prioridade para UTI adulta, pediátrica e neonatal, e a conclusão das 7 UPAs já contratadas, no Guará, Estrutural, Águas Claras, Água Quente, Sol Nascente, Arapoanga e Taguatinga, que levam a rede de 13 para 20 unidades. Novas unidades além dessas seguem o critério do tempo-resposta, não a conveniência política do anúncio. → saude/p25, saude/p26
[p. 37]
[b434] (saude) 18. Alta complexidade que o DF não oferece: habilitar junto ao Ministério da Saúde os novos leitos de UTI adulta, pediátrica e neonatal previstos na expansão e implantar o serviço de transplante de medula óssea na rede pública, hoje inexistente no DF. Cerca de 600 pessoas esperam e precisam viajar para outros estados para se tratar. A habilitação é o que garante o repasse federal de custeio junto com o leito. → saude/p26, saude/p31
[b435] (saude) 19. Hospital da Mulher e Hospital da Criança como coroação de duas redes, não como unidades isoladas. Eles fecham o topo da Rede Alyne, que hoje tem uma única Casa de Parto Normal para todas as regiões de saúde, e da rede de atenção à criança, integrando o que já existe. O Hospital da Criança assume o gargalo da infância atípica, com o autismo e outras condições do desenvolvimento como linha prioritária, porque são 485 dias de espera em neuropediatria e a criança perde a janela terapêutica na fila. A prioridade imediata é recuperar e ampliar o HMIB, garantir os leitos pediátricos e de UTI já contratados nos hospitais em obra e implantar centros de parto normal nas regiões de saúde. → saude/p49, saude/p54, saude/p60, saude/p112
[b436] (saude) 20. Infraestrutura orientada pela atenção básica: mais UBS e UPAs onde faltam e plano quadrienal de reforma de todas as unidades da rede. → saude/p10, saude/p25, saude/p27
[b437] (saude) TRANSVERSAIS: GESTÃO, MODELO E FINANCIAMENTO
[b438] (saude) 21. Devolver o comando do IGES-DF à Secretaria de Saúde: a gestão dos hospitais e das UPAs sob o instituto volta ao comando direto da Secretaria, com auditoria de todos os contratos vigentes, metas mensuráveis e prestação de contas pública. Saúde é responsabilidade do Estado, e quem responde por ela perante a população precisa ser quem manda nela. → saude/p62, saude/p63
[b439] (saude) 22. Plano público de transição do IGES-DF: devolver o comando sem interromper o atendimento por um único dia, com cronograma publicado, incorporação gradual dos serviços à rede e solução negociada para os trabalhadores celetistas do instituto, que não podem pagar a conta de uma decisão de gestão. → saude/p63
[b440] (saude) 23. Financiamento e cofinanciamento: recompor o investimento próprio do Tesouro distrital na saúde, hoje em 24,2% do orçamento do setor e com taxa de investimento de apenas 1,7%, e pactuar com a União e com Goiás o cofinanciamento do atendimento a cerca de 1,2 milhão de moradores do Entorno que dependem do SUS-DF, com adequação dos serviços às normas federais para destravar habilitações e recursos que o DF hoje deixa de receber. → saude/p66, saude/p67
[p. 38]
[b442] (saude) 24. Brasília Conecta, o SUS no WhatsApp: transformar o aplicativo que quase todo mundo já tem no canal oficial entre o SUS-DF e a população, no modelo do Conecta Recife. Marcação e confirmação de consultas e exames, envio de resultados, lembrete de pré-natal e, sobretudo, busca ativa, para convocar quem está com vacina atrasada e quem tem hipertensão ou diabetes sem retorno, cruzando a base de dados para encaminhar direto ao agendamento, ampliando o alcance do trabalho do agente comunitário pelo celular. → saude/p19
[b443] (saude) 25. Cheque Gestante: benefício de nove parcelas para gestantes de baixa renda, seis durante a gravidez vinculadas às consultas de pré-natal, uma referente ao parto e duas no puerpério, garantido inclusive em caso de parto prematuro. É a assistência social entrando como instrumento de saúde, com um objetivo medido em vida, o de reduzir a mortalidade materna e infantil no DF. → saude/p53
[b445] (saude) PACTO PELA SAÚDE: SAÚDE SEM ESPERA
[b446] (saude) Plano de enfrentamento da crise da saúde pública do Distrito Federal
[b447] (saude) Um pacto entre o GDF, o Governo Federal, os servidores da saúde, os conselhos e a sociedade para fortalecer o SUS no DF e devolver o tempo das pessoas. A premissa é que boa parte da crise decorre mais de falha de gestão do que de falta de recurso. Os repasses federais foram ampliados e há programas nacionais em pleno funcionamento, e o desafio é aderir e executar bem. O plano se sustenta em três colunas: Pacto (mobilizar todos em torno de metas comuns), Método (usar todos os instrumentos de gestão do SUS hoje subutilizados e aderir aos programas federais) e Prova (metas com prazo e painel público, para derrotar a descrença). → saude/p20
[b450] (saude) Saúde Sem Espera (eixo prioritário): mutirão permanente de exames e cirurgias que usa a capacidade ociosa das redes pública, privada e filantrópica, remunerada por tabela SUS, com central única de regulação e painel público de tempos de espera, inspirado em experiências que zeraram filas de centenas de milhares de exames em poucos meses. → saude/p1, saude/p2, saude/p3, saude/p74
[p. 39]
[b452] (saude) 2. Meta ancorada em parâmetro nacional, com degraus verificáveis: primeiro enquadrar as esperas nos limites do CNJ (no máximo 100 dias para exames e consultas e 180 dias para cirurgias) e, a partir daí, reduzi-las progressivamente até a meta final de 30 dias para consulta com especialista e exame, com a fila monitorada para não voltar a crescer. → saude/p5
[b453] (saude) 3. Rota de execução em quatro passos, aproveitando a vantagem única do DF, que acumula as competências de estado e de município e decide sozinho, sem depender de dezenas de prefeituras. Aderir aos programas federais, pactuar o Plano de Redução de Filas, executar pela SES e IGES com o Complexo Regulador/SISREG, e monitorar com envio obrigatório dos dados ao painel público. → saude/p20
[b455] (saude) Adesão plena aos programas federais em vigor (Agora Tem Especialistas, com terceiro turno em salas ociosas, crédito à rede privada e filantrópica, carretas e Mais Médicos Especialistas, novo cofinanciamento da Atenção Primária, Brasil Sorridente, RAPS e Novo PAC Saúde), somada ao uso pleno do Fundo Constitucional do DF, dos repasses fundo a fundo, das emendas e do PAC. → saude/p65
[b456] (saude) Mesa permanente de negociação com o Ministério da Saúde para captar e aplicar integralmente o que o DF tem direito. → saude/p65
[b457] (saude) O QUE JÁ ESTÁ EM OBRAS: VAMOS FISCALIZAR E CONCLUIR → saude/p21
[b458] (saude) • Hospital Oncológico de Brasília (do Câncer) em obras desde 2021 (cerca de R$ 158 mi): vamos concluir e colocar para funcionar. → saude/p21
[b459] (saude) • Hospital do Recanto das Emas (R$ 133 mi), Hospital Ortopédico do Guará (R$ 174 mi) e Hospital de São Sebastião (cerca de R$ 180 mi) em implantação, herança que vamos entregar com equipe. • 7 novas UPAs (R$ 118 mi) e 17 UBS contratadas. Reformas de prontos-socorros (Brazlândia, Planaltina) e novo centro cirúrgico do Hospital de Base em curso. → saude/p21
[p. 44]
[b512] (saude) 6. Saúde integral da mulher: mamografia e preventivo em 30 dias, pré-natal completo, combate à violência obstétrica e atenção à saúde menstrual nas escolas. → saude/p48, saude/p50
[b518] (saude) 12. Planejamento familiar e autonomia reprodutiva: Ampliar na rede pública o acesso a informação, serviço e métodos contraceptivos atuais em todas as regiões de saúde, programa de fertilidade assistida, educação sexual baseada em evidência e atendimento humanizado. → saude/p52
[b519] (saude) Decidir se e quando ter filhos é a base de qualquer projeto de vida, e por isso a política se articula com permanência escolar e inclusão produtiva, para que a gravidez não seja o fim dos estudos nem do trabalho. → saude/p52
[b520] (saude) 13. Saúde ambiental com recorte de gênero: Saúde e meio ambiente atuam juntos para monitorar e prevenir o efeito do ambiente sobre o corpo da mulher, da exposição a contaminantes à poluição do ar, da segurança alimentar à saúde reprodutiva. Quem mora perto do aterro, → saude/p72
[p. 45]
[b522] (saude) da via de tráfego pesado ou da área contaminada adoece mais, e isso tem endereço conhecido no DF.
[p. 66]
[b776] (saude) 7. Saúde mental jovem: atenção psicossocial nas escolas e UBS com foco em prevenção ao suicídio e acolhimento. → saude/p37, saude/p38, saude/p99
[p. 119]
[b1385] (saude) Atenção Primária com cobertura total perto de casa · retomada do controle público da gestão hospitalar. → saude/p11, saude/p63
[b1386] (saude) DF entre as 3 melhores redes públicas do país · fila estrutural zerada e hospital em rede com prontuário único. → saude/p17, saude/p59, saude/p110
FIM — 90 blocos neste arquivo.