Breno Barcelos — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — ES, 2026)
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Este arquivo tem 17 blocos do programa de Breno Barcelos, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/80016999677). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/es/tema-economia-agro).
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[b220] (economia) A economia do Espírito Santo tem se provado vocacionada para a logística e para a
[b221] (economia) indústria. Entre 26% e 30% do PIB capixaba correspondem ao setor industrial — com destaque para os setores de petróleo, gás, mineração e siderurgia —, ao passo que, no Brasil como um todo, a indústria representa algo entre 21% e 23%. Soma-se a isso o fato de o estado ser, de acordo com uma pesquisa da FGV IBRE de 2025, líder em Produtividade Industrial e Exportadora, o que significa que não só produz muito, como produz melhor — com mais eficiência.
[b222] (economia) Além disso, o Espírito Santo cada vez mais se consolida como um hub logístico de importância nacional, graças à sua capacidade portuária, que, se espera, aumentará ainda mais com a construção do Porto Central, em Presidente Kennedy.
[b223] (economia) Isso se reflete no fato de o estado ser um dos mais abertos ao comércio internacional no país — de acordo com o Instituto
[b224] (economia) Jones dos Santos Neves, o comércio exterior representou cerca de 54,64% do PIB capixaba em 2025, enquanto a média brasileira foi, nesse mesmo período, de 27,53%.
[b225] (economia) O potencial industrial do Espírito Santo é, portanto, gigantesco, mas entendemos que muito ainda deve ser feito para maximizar e dinamizar esse setor. Essa será uma das prioridades da nossa gestão, pois partimos do pressuposto de que a economia capixaba só se desenvolverá de modo satisfatório por meio da industrialização.
[p. 29]
[b231] (economia) Propomos a criação de hubs industriais — fomentados pelo Governo do Estado — próximos aos portos capixabas, com o objetivo de atender ao comércio internacional e interestadual. → economia-agro/p50
[b232] (economia) Inicialmente, o foco será no Porto Central, mas a ideia é, no futuro, expandir o modelo para outros pontos do litoral. → economia-agro/p50
[b233] (economia) O plano envolveria a reserva, pelo governo, de uma determinada área próxima ao porto para destiná-la à instalação de uma zona industrial. Uma infraestrutura básica seria, então, construída nesse local: pavimentação, linhas de transmissão, saneamento básico, iluminação, fornecimento de gás, rede de distribuição de energia etc. Tais obras seriam financiadas ou pelo estado ou por meio de parceria públicoprivada, ao passo que os terrenos seriam disponibilizados às empresas que desejem neles se instalar. → economia-agro/p50
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[b240] (economia) Outras medidas também serão estudadas e mapeadas no momento de se elaborar o modelo de hubs industriais a ser adotado no Espírito Santo. A meta é garantir uma minimização de custos e um incremento da produção industrial no médio e no longo prazo, de modo a consolidar o estado como um centro econômico totalmente integrado às cadeias globais de produção. → economia-agro/p50
[p. 31]
[b243] (economia) Priorização dos recursos do Fundo
[b244] (economia) Nacional de Desenvolvimento Regional
[b245] (economia) (FNDR) para o setor industrial
[b246] (economia) Por muito tempo, o desenvolvimento da indústria no Espírito
[b247] (economia) Santo esteve condicionado à concessão de incentivos fiscais. Com a nova reforma tributária, contudo, essa ferramenta deixará de existir em pouquíssimos anos, inviabilizando qualquer plano de longo prazo para o setor que se baseie nessa estratégia. Por sorte, o estado tem se consolidado como um hub logístico importante, graças à expansão da sua capacidade portuária, o que, por si só, é um incentivo para a atividade industrial. Ainda assim, não consideramos isso o suficiente.
[b248] (economia) Como compensação ao fim dos incentivos fiscais, a reforma tributária criou a figura do Fundo
[b249] (economia) Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), que contará com repasses da União a partir de 2029. O Espírito Santo terá direito a uma parcela desses recursos, e o nosso compromisso é que sejam estes investidos, prioritariamente, naquilo que beneficie o desenvolvimento industrial do estado. Com esse propósito, os representantes da indústria serão consultados, para que se saibam as suas principais demandas e de que modo esses recursos podem ser convertidos em geração de renda e emprego e no aumento da produtividade capixaba. → economia-agro/p62
FIM — 17 blocos neste arquivo.