Breno Barcelos — texto do programa sobre Infraestrutura, transporte e mobilidade (Governador — ES, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 46 blocos do programa de Breno Barcelos, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/80016999677). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/es/tema-infraestrutura-mobilidade).

[p. 24]

[b193] (infraestrutura) O Espírito Santo vem se consolidando, nos últimos anos, como um hub logístico de importância nacional, com portos já não mais exclusivamente voltados à exportação de minério de ferro e celulose, mas a um conjunto cada vez mais diversificado de produtos. Exemplos abundam: vão desde a expansão e a modernização de portos como o Portocel, o Porto de Vitória e o Complexo de Tubarão até a construção do Imetame Logística Porto, em Aracruz, do Porto Central, em Presidente Kennedy, e do Private Log, na Serra — que, quando inaugurado, será o maior condomínio logístico do país.

[b194] (infraestrutura) A localização privilegiada do Espírito Santo e a saturação de portos tradicionais como o de Santos explicam, em parte, o interesse em transformar o estado em um hub logístico nacional; contudo, ainda há inúmeros gargalos de infraestrutura que precisam ser superados para que se realize tal potencial. Particularmente, a malha interna capixaba não acompanhou o crescimento dos seus portos, o que prejudica o escoamento da produção não só do próprio estado, mas de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e da Bahia.

[p. 25]

[b200] (infraestrutura) Como exemplos de gargalos, pode-se citar: a obsolescência da BR-262 — ligando o Espírito Santo a Minas Gerais —, ainda pouco duplicada, sujeita a constantes desmoronamentos e considerada uma das rodovias mais letais do Brasil; o congestionamento da BR-101 Sul, rota quase exclusiva de escoamento entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo; e a baixa capacidade de fluxo na BR-101 Norte

[b201] (infraestrutura) — que conecta o estado à Bahia —, ainda pouco duplicada e cruzando perímetros urbanos de alta densidade populacional, como Linhares e São Mateus. A resolução de tais gargalos passa não só por melhorar a malha existente, como também por oferecer rotas e modalidades alternativas para o escoamento de produtos.

[b202] (infraestrutura) Um problema presente em todos os trechos viários com elevado tráfego de carros e caminhões está nas deformações constantes no asfalto. A substituição desse pavimento pelo concreto — que, embora apresente maior custo de implantação, oferece maior durabilidade e menor custo de manutenção — mostra-se essencial para um estado que almeja consolidar-se como um hub logístico nacional, ainda que estradas de concreto sejam raras no Brasil como um todo. Trechos alternativos também precisariam ser construídos para desviar o tráfego de veículos pesados de áreas de alta densidade urbana, como ocorre na BR-101 Norte. → infraestrutura-mobilidade/p19, infraestrutura-mobilidade/p20

[b203] (infraestrutura) Além das rodovias, o modal ferroviário também é merecedor de maior foco. Apesar do relevo acidentado do Espírito Santo

[b204] (infraestrutura) — o que dificulta a instalação desse tipo de infraestrutura —, é aqui que se encontra uma das ferrovias mais eficientes do Brasil: a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), operada pela Vale.

[p. 26]

[b207] (infraestrutura) Deve esta servir de modelo para uma expansão da malha ferroviária capixaba, necessária para que seja concretizado todo o potencial logístico do Espírito Santo, em especial no que tange ao escoamento de commodities. Projetos nesse sentido já existem, mas sofrem com constantes atrasos de execução, como é o caso da EF-118 ligando o estado ao Rio de Janeiro, que seria essencial para desafogar a já saturada

[b210] (infraestrutura) Será um dos principais focos da nossa gestão eliminar os gargalos logísticos existentes no estado, o que barateará os custos de transporte e tornará a economia capixaba mais competitiva. Como os projetos de infraestrutura já existem — ainda que sempre haja margem para melhorias —, o foco deverá ser garantir fontes de financiamento para que estes ou saiam do papel, ou — para aqueles que já estejam em fase de execução — sejam finalizados dentro do prazo. → infraestrutura-mobilidade/p26

[b211] (infraestrutura) Por se tratar de investimentos que gerarão ganhos econômicos e tributários, dívidas contraídas com o intuito de concretizá-los se pagarão no longo prazo. Por isso, buscaremos não só firmar parcerias público-privadas e consórcios com outros entes federativos, como, também, financiamento com instituições como o BNDES, o Banco → infraestrutura-mobilidade/p43, infraestrutura-mobilidade/p44

[b212] (infraestrutura) Mundial e o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). → infraestrutura-mobilidade/p44

[b213] (infraestrutura) Também adotaremos uma intensa política de paradiplomacia com o intuito de buscar parceiros mundo afora que tenham interesse em investir na infraestrutura do estado. → infraestrutura-mobilidade/p45

[p. 27]

[b216] (infraestrutura) Inspeção das obras já finalizadas e em execução

[b217] (infraestrutura) Uma visita realizada por nós no Contorno do Mestre Álvaro revelou algo preocupante: o pavimento de concreto que deveria durar vinte anos já apresentava sinais de desgaste meros dois anos após a entrega da obra. Pior, os buracos que foram surgindo na rodovia estavam sendo tapados com asfalto, em vez do concreto original — dois elementos com características distintas sendo misturados de modo absolutamente improvisado.

[b218] (infraestrutura) Tal fato fez nascer a dúvida sincera sobre a integridade das demais obras entregues nos últimos anos, além daquelas que ainda estão em execução. Faremos, portanto, uma inspeção extensiva em todas essas obras em busca de irregularidades — e, se for o caso, de responsabilizações. A depender do que encontremos, tempo e recursos que poderiam ser empregados em novas obras terão, infelizmente, de ser gastos na reforma das antigas. Isso, contudo, terá de ser feito, pois o nosso compromisso não é apenas com a expansão da infraestrutura logística do Espírito → infraestrutura-mobilidade/p25

[b219] (infraestrutura) Santo, mas com a garantia de que aquilo que já existe esteja em boas condições. → infraestrutura-mobilidade/p25

[p. 32]

[b250] (mobilidade) A mobilidade urbana da Grande Vitória enfrenta um problema estrutural que se agrava há décadas: a infraestrutura se expande em ritmo inferior ao crescimento da população e da atividade econômica.

[b251] (mobilidade) A Região Metropolitana concentra a maior parte da população e da produção econômica do Espírito Santo, mas continua dependente principalmente do transporte rodoviário. A maioria dos investimentos realizados nas últimas décadas foi destinada à ampliação de pistas, construção de viadutos e abertura de novas vias. Embora essas obras sejam importantes, elas acabam incentivando ainda mais o uso do automóvel, fenômeno conhecido mundialmente como demanda induzida. O resultado é que, após alguns anos, os congestionamentos retornam aos mesmos corredores que receberam investimentos, exigindo novas ampliações e gerando um ciclo contínuo de aumento da dependência do carro.

[b252] (mobilidade) A situação tende a se agravar nas próximas décadas. A Serra, por exemplo, possui projeções que apontam para uma população próxima a 1 milhão de habitantes entre 2040 e 2050. Enquanto isso, os deslocamentos diários entre Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica continuam aumentando.

[b253] (mobilidade) Além dos congestionamentos, a dependência excessiva do transporte rodoviário gera perdas econômicas, aumenta os custos logísticos, reduz a produtividade dos trabalhadores, dificulta o acesso ao emprego e compromete a qualidade de vida da população.

[p. 33]

[b260] (mobilidade) Milhares de capixabas passam horas, diariamente, em deslocamentos entre casa, trabalho e estudo. Esse fenômeno, conhecido como movimento pendular, reduz o tempo disponível para a família, o lazer, a qualificação profissional e o descanso.

[b261] (mobilidade) Ao mesmo tempo, a concentração de serviços em poucos polos urbanos obriga a população a realizar deslocamentos cada vez maior para acessar escolas, serviços públicos, atendimento de saúde, comércio e oportunidades de emprego. Isso faz com que a Grande Vitória fique progressivamente mais congestionada, gerando perda de produtividade, aumento da poluição e queda na qualidade de vida.

[b262] (mobilidade) Ainda que mobilidade urbana seja de competência municipal, por se tratar de uma Região Metropolitana — composta, pois, de vários municípios —, o Governo do Estado pode e deve auxiliar na concepção de um projeto de mobilidade urbana intermunicipal que dê conta de gerir o movimento pendular que congestiona a Grande Vitória como um todo. Por isso, propomos uma política de mobilidade urbana baseada em três ações: (I) a implantação de uma rede integrada de VLT e BRT; (II) a realização de estudos e de atos preparatórios para a implantação de um metrô metropolitano; e (III) a adoção dos princípios da Cidade de 15 Minutos. → infraestrutura-mobilidade/p1, infraestrutura-mobilidade/p4

[b263] (mobilidade) O objetivo é criar um sistema de transporte moderno, integrado e preparado para acompanhar o crescimento populacional das próximas décadas, reduzindo a dependência do automóvel e oferecendo alternativas eficientes para os deslocamentos diários.

[p. 34]

[b266] (mobilidade) Implantação integrada de VLT e BRT

[b267] (mobilidade) Será criada uma rede integrada de transporte coletivo de alta capacidade baseada na implantação conjunta de VLT e BRT nos principais corredores urbanos da Grande Vitória. O VLT será o principal modal estruturante da rede, oferecendo maior capacidade de transporte, mais conforto para os passageiros e menor impacto ambiental. O BRT atuará de forma complementar, aproveitando corredores exclusivos e ampliando a cobertura do sistema para outras regiões. → infraestrutura-mobilidade/p4

[b268] (mobilidade) A ideia — embora essa possa ser modificada, a depender de estudos técnicos — é que os investimentos iniciais sejam concentrados em eixos estratégicos da Região → infraestrutura-mobilidade/p4

[b269] (mobilidade) Metropolitana, de modo a formar uma rede integrada entre → infraestrutura-mobilidade/p4

[b270] (mobilidade) Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica. → infraestrutura-mobilidade/p4

[b271] (mobilidade) Além da infraestrutura, a proposta prevê a modernização gradual da frota do Transcol e a integração operacional entre ônibus convencionais, BRT e VLT, otimizando a eficiência do sistema e reduzindo o tempo de deslocamento da população. → infraestrutura-mobilidade/p9, infraestrutura-mobilidade/p11

[b272] (mobilidade) Estudos para implantação do metrô metropolitano

[b273] (mobilidade) Além dos investimentos em VLT e BRT, será iniciado um amplo estudo de viabilidade para a implantação de um sistema de metrô na Grande Vitória. → infraestrutura-mobilidade/p6

[b274] (mobilidade) O primeiro passo será identificar a demanda potencial de passageiros, os principais fluxos de deslocamento da Região → infraestrutura-mobilidade/p6

[b275] (mobilidade) Metropolitana e os corredores nos quais um sistema de alta capacidade pode gerar maior impacto econômico e social. O estudo também avaliará os custos de implantação, operação e manutenção do sistema. → infraestrutura-mobilidade/p6

[p. 35]

[b276] (mobilidade) Entre as alternativas a serem analisadas está uma ligação entre o Terminal de Carapina e o Terminal de Vila Velha, conectando importantes polos urbanos, comerciais, educacionais e de transporte da Região Metropolitana. O traçado poderá incluir regiões como Fernando Ferrari, Goiabeiras, UFES, Reta da Penha e a ligação entre Vitória e Vila Velha, sempre com base em critérios técnicos e estudos de engenharia. → infraestrutura-mobilidade/p6

[b277] (mobilidade) Também serão avaliadas as melhores soluções construtivas para cada trecho, incluindo alternativas subterrâneas, semissubterrâneas ou em superfície, buscando equilibrar eficiência operacional, impacto urbano e viabilidade financeira. → infraestrutura-mobilidade/p6

[b278] (mobilidade) Caso os estudos indiquem viabilidade técnica e econômica, o Estado buscará parcerias com o Governo Federal, o BNDES, organismos internacionais e investidores privados para tirar o projeto do papel. → infraestrutura-mobilidade/p7

[b279] (mobilidade) Mais do que uma obra de infraestrutura, o metrô representa um investimento estratégico na produtividade, na qualidade de vida e no desenvolvimento econômico da Grande Vitória, reduzindo significativamente os tempos de deslocamento e aproximando trabalhadores, estudantes e empresas.

[b281] (mobilidade) MOBILIDADE URBANA NA GRANDE VITÓRIA

[p. 36]

[b283] (mobilidade) MOBILIDADE URBANA NA GRANDE VITÓRIA

[b284] (mobilidade) Cidade de 15 Minutos e Mobilidade Ativa

[b285] (mobilidade) O Governo do Estado atuará em parceria com as prefeituras para incentivar a descentralização dos serviços públicos de menor complexidade, aproximando escolas, unidades de saúde, áreas de lazer, equipamentos esportivos e postos de atendimento da população. → infraestrutura-mobilidade/p38

[b286] (mobilidade) A proposta também prevê a ampliação da infraestrutura cicloviária, a integração entre as bicicletas e o transporte público, a construção de bicicletários e o apoio técnico aos municípios para a adoção dos princípios da Cidade de 15 → infraestrutura-mobilidade/p35, infraestrutura-mobilidade/p38

[b288] (mobilidade) O objetivo é reduzir a necessidade de deslocamentos longos, diminuindo a dependência do automóvel e melhorando a qualidade de vida da população. → infraestrutura-mobilidade/p38

[b289] (mobilidade) Paris se tornou uma das principais referências mundiais nesse modelo. A cidade implantou mais de 1.000 quilômetros de infraestrutura cicloviária e investiu aproximadamente 250 milhões de euros em mobilidade ativa. Como resultado, as viagens diárias por bicicleta cresceram de cerca de 400 mil para mais de 1,1 milhão por dia. Ao mesmo tempo, o tráfego de automóveis em regiões centrais caiu mais de 60% e os níveis de poluição atmosférica foram reduzidos em aproximadamente 40%. Além disso, a cidade registrou crescimento da utilização do transporte público, demonstrando que cidades planejadas para pessoas não eliminam o transporte coletivo; pelo contrário, fortalecem sua utilização.

[b290] (mobilidade) A proposta busca adaptar essas experiências à realidade capixaba, criando cidades mais próximas, acessíveis e eficientes, onde uma parcela cada vez maior das atividades do dia a dia possa ser realizada a pé, de bicicleta ou por transporte coletivo. → infraestrutura-mobilidade/p38

FIM — 46 blocos neste arquivo.