Helder Salomão — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — ES, 2026)
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[b13] (economia) Segundo, mudar a economia. Transformar o Espírito Santo exige superar a dependência do capital financeiro e das commodities e gerar atividades de alto valor agregado, capazes de absorver jovens com formação técnica e superior. A produção de riqueza deve estar vinculada à redução das desigualdades, à qualificação profissional, à pesquisa aplicada e à preservação dos recursos naturais e culturais. → economia-agro/p55, economia-agro/p103
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[b73] (agro) Milhares de famílias que residem no Espírito Santo, vivem e sobrevivem ou dependem da produção agrícola. São esses produtos que alimentam a população capixaba e contribuem para a economia do Estado.
[b74] (agro) O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) já mapeou 133 mil produtores da agricultura familiar em nosso território, demonstrando sua magnitude e complexidade. Os dados do Censo 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirmam que no Espírito Santo tem de 108 a 130 mil estabelecimentos rurais, sendo 75 % desses estabelecimentos da agricultura familiar.
[b75] (agro) Outro dado importante é que o Espírito Santo tem 95 assentamentos da reforma agrária e desses, 23 assentamentos não são terras públicas federais, mas, sim terras públicas estaduais.
[b76] (agro) Entre esse público rural, existem várias formas de organicidade da população trabalhadora que estão nas associações de trabalhadores rurais, na organização sindical e no cooperativismo.
[b81] (agro) A agricultura familiar, que responde por mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos capixabas, precisa de água para essa produção.
[b82] (agro) Entretanto, as pesquisas apontam que num futuro já presente, teremos escassez de água e, dentro de 20 anos, teremos falta de água potável nos grandes centros urbanos e na malha rural. Isso mostra que preservar e produzir água é essencial e urgente.
[b83] (agro) Diversos estudos demonstram que o Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos para a produção de alimentos, dentre os quais uma grande maioria é proibida nos países europeus (7 dos 10 agrotóxicos mais vendidos no Brasil são proibidos na União Europeia) e em outros continentes. Não é novidade que além de contaminar os alimentos, a saúde do trabalhador, os agrotóxicos contaminam também os rios lagos, as lagoas e todo lençol freático.
[b84] (agro) É sabido que essa comercialização dos agrotóxicos e agroquímicos é justamente para alimentar os grandes monocultivos, seja de café, cana, eucalipto, pedra de boi (pedra negócio).
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[b86] (agro) Essa realidade exige um governo comprometido com a valorização do agricultor familiar, com a garantia de acesso à terra como direito fundamental e com a promoção de um modelo de desenvolvimento que respeite os limites ecológicos do planeta. A sustentabilidade ambiental é a base sobre a qual qualquer desenvolvimento verdadeiro se constrói.
[b87] (agro) O Espírito Santo enfrenta desafios profundos em ambas as frentes. No campo, o acesso à terra segue restrito; o crédito rural com juros acessíveis é insuficiente; a infraestrutura para escoamento da produção é precária; e a juventude rural abandona o campo pela falta de perspectivas e de um programa que dialogue com a sucessão rural. As áreas suscetíveis à desertificação avançam no Norte do Estado, comprometendo a produção, o meio ambiente e a qualidade de vida das comunidades.
[b90] (agro) Estruturas como a do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), responsável pela pesquisa, pela extensão rural e, principalmente, pela assistência técnica aos produtores, e o IDAF, responsável pela execução da política cartográfica e agrária das terras públicas e pela defesa sanitária das atividades agropecuárias e florestais no Espírito Santo, tiveram seus orçamentos severamente comprometidos, com destaque para o Incaper.
[b91] (agro) O orçamento total da Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo (SEAG) para 2026 é de 375 milhões de reais, distribuídos entre SEAG (177 milhões), IDAF (96,1 milhões), INCAPER (73,3 milhões) e Centrais de Abastecimento do Espírito Santo
[b92] (agro) (CEASA) (28,8 milhões), demonstrando que há recursos, mas não direcionados estrategicamente para o fortalecimento da agricultura familiar e de sua sustentabilidade.
[b93] (agro) É importante alertar para o fato de o Espírito Santo ter um dos maiores fundos soberanos da Federação, mas ao visitá-lo, não se encontra
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[b95] (agro) nenhuma ação prática que vá ao encontro dos anseios da agricultura, que responde por quase 17% da população espírito-santense.
[b98] (agro) Significa implementar o Programa Estadual de Agroecologia como política estruturante, reconhecendo que a transição para práticas sustentáveis é tanto um direito dos agricultores quanto uma necessidade planetária. → economia-agro/p25
[b99] (agro) Significa apoiar a reforma agrária, garantir segurança jurídica na terra, expandir o crédito rural acessível e investir em infraestrutura que permita aos pequenos produtores escoar sua produção com dignidade. → economia-agro/p20, economia-agro/p21
[b103] (agro) compromissos deste eixo buscam transformar o Espírito Santo em referência de agricultura familiar, agroecologia e sustentabilidade ambiental. É o caminho para garantir renda justa para quem produz, oportunidades para a juventude rural, preservação dos recursos naturais e um futuro viável para as próximas gerações no campo e nas cidades capixabas.
[b106] (agro) 䬌Desenvolver ações voltadas ao fortalecimento da Agricultura Familiar em todos os municípios capixabas como estratégia de promoção do desenvolvimento do interior capixaba. → economia-agro/p17, economia-agro/p89
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[b113] (agro) 䬌Ampliar o FUNSAF - Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar com recursos do Orçamento Geral do Estado (OGE), priorizando projetos coletivos e o acesso de pescadores, indígenas e povos de comunidades tradicionais. → economia-agro/p19, economia-agro/p58, economia-agro/p105
[b115] (agro) 䬌Revisar e adequar o Programa Estadual de Agroecologia como política estadual estruturante. → economia-agro/p25
[b117] (agro) 䬌Viabilizar o acesso à terra e a segurança jurídica no campo, com regularização fundiária de territórios tradicionais em parceria com órgãos federais, e quando for o caso, aplicar a resolução 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). → economia-agro/p21
[b119] (agro) 䬌Garantir a infraestrutura rural dando aos produtores as condições de produzir e reproduzir no campo.
[b121] (agro) 䬌Buscar abertura de novos mercados para a agricultura familiar camponesa e pesqueira. → economia-agro/p22, economia-agro/p58, economia-agro/p105
[b123] (agro) 䬌Reestruturar o Incaper com recursos financeiros e humanos. → economia-agro/p96
[b127] (agro) 䬌Implementar o Cadastro Ambiental Rural de Povos e Comunidades → economia-agro/p24
[b128] (agro) Tradicionais (CAR-Quilombola), operacionalizado pelo IDAF, para proteção territorial e acesso a políticas públicas e crédito. → economia-agro/p24
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[b328] (economia) O fomento ao turismo é, sem nenhuma dúvida, um dos desafios prioritários para minimizar o impacto da reforma tributária no Espírito
[b329] (economia) Santo. Atrativos como nossas montanhas e suas paisagens, gastronomia, cultura, artesanato e nosso belo litoral, se dotados de investimentos, infraestrutura, incentivos e capacitação de pessoas, poderão estimular a economia estadual, gerar empregos e renda, atrair novos investimentos e consolidar um modelo de desenvolvimento sustentável.
[b330] (economia) O desenvolvimento que queremos construir coletivamente tem no turismo um dos eixos estratégicos mais importantes. Entretanto, reafirmamos o compromisso com a preservação dos recursos naturais e o apoio ao turismo de base comunitária que conserve culturas e costumes nos territórios. → economia-agro/p5, economia-agro/p81
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[b349] (economia) 䬌Garantir que todas as ações voltadas ao turismo tenham como prioridade absoluta a preservação dos recursos naturais e o fortalecimento do turismo de base Comunitária. → economia-agro/p5
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[b352] (economia) 䬌Priorizar e acelerar a reforma do Centro de Convenções de Carapina, preparando-o para a realização de eventos nacionais e internacionais. → economia-agro/p6
[b354] (economia) 䬌Fortalecer o Programa de Regionalização do Turismo (Instâncias de Governança Regional e Conselho Estadual de Turismo) e o Programa → economia-agro/p9, economia-agro/p84
[b355] (economia) Federal de Facilitação de Crédito ao Turismo. → economia-agro/p9
[b357] (economia) 䬌Fortalecer uma rede de equipamentos turísticos no Espírito → economia-agro/p81
[b358] (economia) Santo, criando incentivo ao deslocamento e rotas que conectem estrategicamente vários equipamentos turísticos e culturais e da economia criativa capixaba. → economia-agro/p74
[b360] (economia) 䬌Criar novos roteiros turísticos dos quilombos (Viva Quilombo) e promover o afroturismo e o turismo rural e de base comunitária. → economia-agro/p3, economia-agro/p16
[b362] (economia) 䬌Incentivar a realização de grandes eventos no Espírito Santo como instrumento de fortalecimento do turismo e da economia local. → economia-agro/p6
[b364] (economia) 䬌Incentivar a expansão de voos charter, para gerar aumento do fluxo de visitantes e o fortalecimento da economia do turismo em todas as regiões do estado. → economia-agro/p11
[b366] (economia) 䬌Ampliar a participação do Espírito Santo em feiras e eventos nacionais e internacionais de turismo.
[b368] (economia) 䬌Buscar parcerias para a implementar marinas públicas para fortalecer o turismo náutico. → economia-agro/p8
[b370] (economia) 䬌Fortalecer a realização da Famtour e Press, com estratégias para promover os atrativos turísticos. → economia-agro/p14
[b372] (economia) 䬌Buscar parcerias que viabilizem a infraestrutura necessária para trazer de volta ao Espírito Santo as rotas regulares de grandes navios de cruzeiro atracando nos portos capixabas. → economia-agro/p7
[b374] (economia) 䬌Promover a revitalização do Centro de Vitória em parceria com o município, para fins turísticos e culturais. → economia-agro/p12
[b376] (economia) 䬌Incentivar a oferta hoteleira e diversificar os produtos turísticos para aumentar a competitividade do Estado como destino turístico. → economia-agro/p81
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[b767] (economia) O esgotamento do projeto político e econômico que hegemonizou o Estado nas últimas décadas se explica tanto pelas suas concepções, quanto pela incapacidade dos seus detentores de perceberem o alcance e as mudanças em curso, ou seja, a reforma tributária que altera profundamente a lógica competitiva baseada em incentivos fiscais; a transição energética que modifica progressivamente o papel do petróleo; a digitalização que transforma empresas e profissões; a inteligência artificial que modifica produtividade, trabalho e conhecimento; as mudanças climáticas que aumentam riscos territoriais e as novas gerações que apresentam demandas sociais, culturais e profissionais distintas.
[b768] (economia) Esta constatação traz consigo não apenas a confirmação do fim de um ciclo, mas também oferece a oportunidade de serem reconfiguradas novas políticas públicas e as suas relações com os negócios privados, apontando para que o próximo ciclo do desenvolvimento capixaba seja construído em cima de um modelo, que possibilitará a um número muito maior de capixabas participarem de sua construção e de seus benefícios.
[b769] (economia) Diante disso, é necessária a revisão dos planos estaduais de desenvolvimento em curso, com a retomada do protagonismo público, que contará com a participação democrática de todos os setores econômicos, trabalhadores e empresários, academia e juventudes, e que possibilite a sua ampla apropriação social, priorizando práticas e resultados que amenizem os impactos das emergências climáticas, da contaminação dos seres vivos, da redução das populações de espécies, bem como das crises de alimentos saudáveis, da água, da energia e da educação, buscando desacelerar as atividades que potencializem essas crises. → economia-agro/p64
[b770] (economia) A revisão dos planos de desenvolvimento deverá apontar os caminhos que permitam um processo de transição justo e seguro entre o modelo atual e o novo modelo sustentável. Portanto, ainda haverá no nosso governo a continuidade de vários instrumentos que organizaram a economia capixaba nos últimos 30 anos. Entretanto, seremos ágeis na construção dos novos meios que levarão, num período de cerca de duas décadas, o Espírito Santo e seu povo para um novo patamar de desenvolvimento, compatível com os desafios do século 21. Para isso, utilizaremos, além do Orçamento Geral do Estado, parte significativa dos recursos do Fundo Soberano, dos royalties do petróleo, de programas do Governo Federal e de recursos internacionais. → economia-agro/p64
[b771] (economia) Neste período de transição entre os dois modelos de desenvolvimento, ou seja, aqui e agora, a revisão dos planos também priorizará programas, projetos e ações que visem a distribuição de forma socialmente justa dos ganhos e benefícios gerados; que possibilitem uma equilibrada distribuição regional dos investimentos públicos e privados; garantam a preservação, manutenção e recuperação dos recursos naturais; inventem, socializem e incorporem novas tecnologias, práticas e conhecimentos → economia-agro/p64, economia-agro/p65, economia-agro/p107
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[b773] (economia) em produtos materiais e imateriais; fortaleçam as economias de base local e tradicionais, mantendo o equilíbrio e intensificando a interação entre as produções de pequeno, médio e grande porte. → economia-agro/p64
[b774] (economia) E onde os geradores de emprego, renda e dinamização das economias locais também serão prioridade deste novo governo, promovendo ações voltadas para a ciência, tecnologia e inovação, além de incentivar as potencialidades de cada município com distribuição mais equilibrada dos investimentos. → economia-agro/p65, economia-agro/p107
[b775] (economia) O novo ciclo capixaba deve aliar o crescimento econômico com o desenvolvimento humano e social, a fim de que o futuro do Espírito
[b776] (economia) Santo seja de prosperidade para todos os capixabas e nenhuma família fique para trás.
[b777] (economia) Apresentamos a seguir os nossos
[b778] (economia) compromissos com o desenvolvimento econômico que prioriza o apoio aos pequenos negócios tradicionais, mas também aqueles potencialmente intensivos em conhecimento e inovação, que propicie melhor distribuição de renda à toda sociedade, reduza as desigualdades sociais e regionais e seja alavanca para a construção de uma sociedade livre, igualitária, justa e democrática.
[b780] (economia) ESTRATÉGIA AMPLA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E
[b783] (economia) 䬌Criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável garantindo a ampla participação da sociedade capixaba (segmento empresarial, trabalhadores, organizações sociais e territoriais), para a formulação e construção do desenvolvimento capixaba a partir do conhecimento científico e dos saberes tradicionais, com o caráter de assessoramento permanente, reunindo-se periodicamente. → economia-agro/p63
[b785] (economia) 䬌Instituir o Comitê de Avaliação Estratégica dos Planos Estaduais de Desenvolvimento (Plano ES 500 Anos e Projeto DRS) e dos programas de incentivos com participação de municípios, setores econômicos, trabalhadores e o Comitê Gestor Estadual da Reforma → economia-agro/p61
[b786] (economia) Tributária (a ser implantado). → economia-agro/p61
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[b790] (economia) ESTRATÉGIA DE ADAPTAÇÃO À REFORMA TRIBUTÁRIA
[b800] (economia) ESTRTÉGIA DE CONSOLIDADÇÃO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA
[b802] (economia) 䬌Rever a Política Estadual de Economia Popular e Solidária visando sua atualização e integração ao Sistema Nacional de Economia Solidária. → economia-agro/p67
[b804] (economia) 䬌Fortalecer bancos comunitários de desenvolvimento, fundos rotativos solidários e microcrédito produtivo orientado, garantindo acesso a trabalhadores informais e empreendedores. → economia-agro/p66
[b806] (economia) 䬌Criar o Programa Capixaba de Incubadoras de Economia Solidária com instalação de incubadoras e aceleradoras de negócios de impacto social em cada uma das microrregiões capixabas. → economia-agro/p68
[b808] (economia) 䬌Criar o Programa Capixaba de Turismo de Base Comunitária com apoio a qualificação e fortalecimento dos pequenos negócios voltados para o turismo local de base sustentável e comunitária. → economia-agro/p4, economia-agro/p5
[b810] (economia) 䬌Criar o Plano Estadual de Comunicação e Incentivo à Economia → economia-agro/p67
[b811] (economia) Solidária, a fim de disseminar a prática da economia solidária com campanhas educativas, campanhas de premiação e de visitas técnicas a outros estados e exterior, buscando novas e avançadas experiências em economia solidária → economia-agro/p67
[b813] (economia) 䬌Constituir comitês de apoio para incentivar e facilitar a instalação de empreendimentos solidários, prestando assistência técnica, → economia-agro/p69
[p. 55]
[b815] (economia) estimulando feiras estaduais de economia solidária e utilizando as compras governamentais como indutora e integrada à política pública de incentivo. → economia-agro/p69
[b816] (economia) QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL E INSERÇÃO DE JOVENS NO
[b819] (economia) 䬌Expandir os programas de qualificação profissional através da constituição de consórcios estratégicos (Senai, Senac, Ifes e Ufes), garantindo bolsa-qualificação para desempregado(a)s, com foco na transição digital, mitigação dos impactos da inteligência artificial e atendimento às demandas socioeconômicas regionais. → economia-agro/p55, economia-agro/p103
[b821] (economia) 䬌Ampliar e fortalecer os programas voltados à inserção de jovens no mercado de trabalho (Primeiro Emprego), criando formas de incentivo e de qualificação de jovens para que acessem o mercado de trabalho e de forma digna e com direitos respeitados. → economia-agro/p56
[b823] (economia) 䬌Criar centros periféricos de produção digital para impulsionar o empreendedorismo coletivo juvenil e a geração de valor local, conforme as metas de competitividade e novos mercados da estratégia digital. O foco reside em estruturar o cooperativismo de plataforma para conter a precarização laboral no ambiente virtual. → economia-agro/p71
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[b849] (economia) EMPREENDEDORISMO E DESBUROCRATIZAÇÃO
[b851] (economia) 䬌Fortalecer e ampliar as Salas do Empreendedor para contribuir na abertura e gestão de novos pequenos negócios, em parceria com os municípios. Desburocratizar e simplificar o processo de abertura, formalização e funcionamento de micro e pequenas empresas, criando salas do empreendedor em todas as regiões do Estado. → economia-agro/p45, economia-agro/p101
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[b853] (agro) PEQUENA PRODUÇÃO AGRÍCOLA E AGROTURISMO
[b855] (agro) 䬌Estimular a modernização e a expansão da pequena agroindústria por meio da transformação digital, integrando o produtor rural ao e-commerce e canais de comercialização direta para agregar valor à produção e ampliar a geração de emprego e renda no campo. → economia-agro/p32, economia-agro/p94
[b857] (economia) 䬌Implementar a Rede Capixaba de Agroturismo, instituindo rotas consolidadas, conexão entre municípios e cooperação para fortalecimento regional do agroturismo. → economia-agro/p3
[b858] (economia) FORTALECIMENTO E RETOMADA DO PROTAGONISMO DA ADERES
[b860] (economia) 䬌Redinamizar e fortalecer institucionalmente o papel, capilaridade e força da ADERES, agindo no fomento ao cooperativismo de plataforma e logística solidária. → economia-agro/p70, economia-agro/p71
[b862] (economia) 䬌Apoiar ações de produção e comercialização por meio de agentes de desenvolvimento local. → economia-agro/p70
[b864] (economia) 䬌Formação de empreendedores que aproveitem as oportunidades econômicas em torno dos equipamentos turísticos e dos equipamentos culturais espalhados no Espírito Santo. → economia-agro/p4
[b866] (economia) 䬌Criar o programa de Geração de Valor e Novos Horizontes para o Artesanato capixaba com formação aos coletivos e associações regionais de artesanato, com foco em gestão da produção, valorização econômica, estabelecimento e valorização de marcas, registro de propriedade intelectual, uso de novas tecnologias, conquistas de novos mercados visando aumento da geração de renda para as pessoas produtoras de artesanato no Espírito Santo. Consolidar estratégias regionais de consolidação do artesanato com agregação de valor aos produtos e às peças. → economia-agro/p72
[b868] (economia) 䬌Criação do Circuito e Selo “Sou Capixaba” de Artesanato, integrando a produção artesanal diretamente ao território do artesão, ao turismo e à tecnologia, diferenciando o artesanato genuíno das réplicas industriais. → economia-agro/p72
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[b875] (economia) 䬌Mapeamento de ateliês e georreferenciamento das associações de artesãos ao longo das principais rotas turísticas do estado (Rota da Costa e da Imigração, Rota Quilombola, Rota dos Vales e do Café). → economia-agro/p72
[b877] (economia) 䬌Inclusão de conteúdos sobre artesanato local nos cursos de formação de técnicos em turismo e de paradas obrigatórias em oficinas de artesãos (como as Paneleiras de Goiabeiras ou artesãos de Alfredo → economia-agro/p72
[b878] (economia) Chaves, Domingos Martins e territórios Quilombolas) nos pacotes turísticos locais. → economia-agro/p72
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[b884] (economia) Poucos estados reúnem tantos ativos econômicos quanto o Espírito
[b885] (economia) Santo. Daqui sai parte expressiva do petróleo e do gás produzidos no país, e por seus portos escoa a riqueza de boa parte do Sudeste e do CentroOeste. Essa posição estratégica deveria sustentar um desenvolvimento robusto e distribuído por todo o território. No entanto, a má gestão desse potencial transformou a vantagem em vulnerabilidade. O desafio do próximo governo será fazer com que o petróleo, a logística e os portos voltem a gerar emprego, renda e oportunidades para o povo capixaba.
[b886] (economia) O quadro atual é de retração. Entre 2015 e 2021, o Espírito Santo perdeu quase metade de sua capacidade industrial, o pior desempenho do país no período. A causa principal não foi a pandemia, mas a redução dos investimentos da Petrobras e a onda de desinvestimentos que se seguiu, com a privatização de campos produtores de gás. O resultado aparece na infraestrutura ociosa: as duas plantas de processamento de gás do Estado, em Anchieta e Linhares, operam abaixo da capacidade ou caminham para a hibernação, enquanto a fábrica de fertilizantes UFN-4, em Linhares, segue paralisada desde 2016.
[b887] (economia) A dependência de um recurso finito agrava a fragilidade. Os royalties do petróleo, que somaram 2,17 bilhões de reais em 2021, caíram para 1,34 bilhão em 2025, e em 2026 acumulavam apenas 444 milhões até abril.
[b888] (economia) Ainda assim, o Espírito Santo guarda uma base diversa que aponta caminhos. Sua pauta exportadora vai além do minério de ferro, que lidera com 27,8%, e do café verde, que responde por 15%. O Estado concentra
[b889] (economia) 78% das exportações brasileiras de rochas ornamentais e lidera o país em pimenta-do-reino, gengibre e mamão.
[b890] (economia) A retomada dos investimentos em petróleo e gás, as descobertas em águas profundas como o poço Monai e as oportunidades da transição energética podem inaugurar um novo ciclo de industrialização, desde que orientados por um projeto público de desenvolvimento.
[b891] (economia) O próximo governo precisará tratar petróleo, energia, portos e logística como eixos estratégicos articulados. Cabe defender com firmeza os royalties devidos ao Estado e destinar parte deles à educação, ciência, tecnologia e inovação, preparando a economia para o futuro póspetróleo.
[b892] (economia) É preciso recuperar a coordenação pública sobre a infraestrutura portuária, investir nos acessos e nas rodovias estruturantes e formular uma política integrada de portos, ferrovias, rodovias e aeroportos, articulada com o Governo Federal e com os estados vizinhos.
[b893] (economia) Os compromissos deste eixo buscam transformar a vocação econômica capixaba em desenvolvimento real e distribuído. Um desenvolvimento que gere emprego e renda, diversifique a economia, prepare o Espírito
[b894] (economia) Santo para a transição energética e para o fim dos incentivos fiscais, até o ano de 2033 e que pense o Estado para as próximas décadas.
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[b896] (economia) Nosso projeto é capaz de converter riqueza em qualidade de vida e sustentabilidade para todas as regiões do Estado.
[b910] (economia) 䬌Articular junto à União a instalação da Unidade de Fertilizantes → economia-agro/p52
[b911] (economia) Nitrogenados (UFN-4) no município de Linhares. → economia-agro/p52
[b913] (economia) 䬌Defender junto ao Governo Federal a discussão sobre as privatizações em curso (Polo Norte Capixaba e Polo Espírito Santo Águas Profundas), a fim de retomar os investimentos estatais paralisados. → economia-agro/p53
FIM — 104 blocos neste arquivo.