Lorenzo Pazolini — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — ES, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 41 blocos do programa de Lorenzo Pazolini, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/80017115128). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/es/tema-economia-agro).

[p. 29]

[b241] (economia) II - Espírito Santo Competitivo

[b243] (economia) Paz também é ter trabalho, renda e oportunidade de construir o futuro. Um Espírito Santo competitivo cria condições para quem produz, empreende, investe e trabalha, espalhando desenvolvimento pelas regiões e preparando o Estado para uma nova realidade econômica.

[b244] (economia) O Espírito Santo vem perdendo terreno em relação aos demais estados do país quando se trata de Competitividade de sua economia. Segundo o Ranking do Centro de Lideranças Públicas, nos últimos anos o estado caiu de 5º (CLP, 2020) para 7º lugar (CLP, 2025) em competitividade entre os 27 Estados do país. O desempenho é ainda pior em áreas críticas para o futuro do estado, como Capital Humano (10º), Inovação (11º) e Potencial do Mercado (18º).

[b245] (economia) Duas iniciativas legislativas em nível federal trouxeram graves prejuízos à economia do Espírito Santo. A Resolução 13/2012 do Senado Federal, que, praticamente, extinguiu o FUNDAP em 2012 e com ele parte significativa das atividades ligadas ao comércio internacional do estado. Já em 2023, a Reforma Tributária, que começou a tramitar a partir de um Projeto de Emenda Constitucional em 2019, foi aprovada por meio da Emenda Constitucional 132/2023 e consolidou um modelo em que o Espírito Santo é um dos estados com a maior perda de receita e consequentemente com os maiores riscos à sua economia.

[b246] (economia) Com a Reforma Tributária, é fundamental que o ES seja capaz de competir sem depender de incentivos fiscais. Neste sentido, torna-se imperioso reverter a tendência recente de queda e posicionar o estado como um dos mais competitivos do país. Só assim seremos capazes de resgatar os sonhos e esperanças dos capixabas em um futuro próspero para

[p. 30]

[b250] (economia) O desenvolvimento econômico começa pela liberdade para empreender e com um ambiente de negócios ético e republicano. O exemplo de Vitória, que desburocratizou a máquina, simplificou processos e se tornou referência nacional como cidade inteligente e competitiva, mostra o caminho. Além disto, desenvolver a infraestrutura logística, tecnológica e social é essencial para criar condições que permitam as empresas capixabas avançarem em inovação e produtividade. No Governo do Estado, faremos o mesmo para os 78 municípios, levando segurança jurídica, tributação justa e agilidade para quem gera empregos, desde o pequeno comerciante até as grandes indústrias. → economia-agro/p45, economia-agro/p65, economia-agro/p108

[p. 31]

[b255] (economia) Paz é trabalhar e encontrar oportunidades para seguir em frente. Uma economia forte sustenta empregos, renda, investimentos e os recursos necessários para melhorar os serviços públicos. Crescer, aqui, significa fazer o desenvolvimento chegar às pessoas e às diferentes regiões do Espírito Santo.

[b257] (economia) O desenvolvimento econômico, com geração de emprego e renda, é a base sobre a qual se constroem as demais conquistas de um Estado. Sem uma economia forte, não há recursos para investir em segurança, educação e saúde. Por isso, pensar o futuro econômico do Espírito Santo exige coragem para encarar os desafios que se aproximam.

[b258] (economia) O primeiro é a previsão de queda na produção de petróleo e gás natural, atividade que sustenta parte importante da arrecadação e atividade industrial no estado. Outro desafio é o limite para a expansão da extração de minério de ferro em Minas Gerais, pós desastres de Mariana e Brumadinho, reduzindo o fluxo de minério em direção às indústrias e portos dedicados no Espírito Santo. Outra questão importante é a perda de competitividade do setor atacadista e de importação com a reforma tributária, que elimina benefícios fiscais que por anos atraíram empresas para o Espírito Santo.

[b259] (economia) Por outro lado, há também oportunidades. O Espírito Santo tem base industrial, portuária, logística, energética e exportadora. Possui um agronegócio forte e um povo trabalhador.

[b260] (economia) Recursos Naturais e Culturais que devem ser reconhecidos e valorizados.

[p. 32]

[b265] (economia) O setor empresarial deve ser incentivado a modernizar suas plantas, investir em tecnologia e inovação e no desenvolvimento do capital humano, em parceria com governo, academia e terceiro setor. A busca por competitividade, qualidade e produtividade deve ser a tônica da moderna economia capixaba.

[b266] (economia) Este novo impulso para a economia capixaba não deve ficar concentrado na Grande

[b267] (economia) Vitória. É preciso combinar educação profissional, polos de tecnologia, crédito, compras públicas inovadoras e apoio a startups no interior, conectando vocações regionais à capacidades sistêmicas, para a fazer um Espírito Santo moderno, digital, mais verde e próspero.

[b269] (economia) Fortalecer a Produtividade e Competitividade Empresarial: Apoiar a modernização da empresas, facilitando o acesso à crédito para inovação e tecnologia; estabelecer parcerias com federações, academia e terceiro setor para preparar o trabalhador para as novas demandas do século XXI; Incentivar a adoção de modernas práticas de gestão e uso de tecnologia pelas empresas; → economia-agro/p44, economia-agro/p48, economia-agro/p55

[b270] (economia) Instituir o Conselho Estratégico para a Transição Tributária, composto por representantes do governo e do setor privado, com atribuição de formular e implementar medidas de transição para o novo sistema tributário, visando e competitividade setorial e a preservação dos empregos. • → economia-agro/p61, economia-agro/p106

[b271] (economia) Atração de investimentos com parcerias e foco nos estados próximos: → economia-agro/p42, economia-agro/p98

[b272] (economia) Posicionar o Espírito Santo como um destino seguro para a terceirização de serviços e produção próxima aos grandes mercados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais e do Centro-oeste; Consolidar a infraestrutura portuária como uma porta de entrada e saída eficiente, reduzindo os custos de transporte e logística; Prospectar parcerias com potências emergentes (como as do bloco BRICS) que buscam alternativas ao domínio das rotas comerciais tradicionais e novas bases de suprimento de alimentos e minerais estratégicos; • → economia-agro/p42, economia-agro/p51, economia-agro/p98

[b273] (economia) Desenvolvimento e atração de empresas de base tecnológica: Estabelecer → economia-agro/p73

[p. 33]

[b276] (economia) programa de competitividade para empresas, com especialização inteligente em setores que o Espírito Santo tenha vantagens competitivas; Criar Sandbox regulatório para os setores definidos; promover o desenvolvimento do mercado de capitais privados; articular a atração de operações âncora com novo mecanismo adequado à reforma tributária; • → economia-agro/p43, economia-agro/p44, economia-agro/p46, economia-agro/p49, economia-agro/p73, economia-agro/p99

[b277] (economia) Reduzir o Custo Espírito Santo: Ações integradas para ampliar o respeito aos contratos; modernização legislativa para garantir a liberdade econômica; ampliar transparência e fortalecer o combate a corrupção; aumentar a eficiência da máquina pública; trabalhar em conjunto com os municípios para a simplificação tributária e licenciamentos para atividades agropecuárias, industriais e demais setores; adotar a aprovação por decurso de prazo. • → economia-agro/p45

[p. 34]

[b284] (agro) 2.2 Agricultura, Aquicultura e Pesca

[b287] (agro) Paz no campo é ter condições para produzir, trabalhar e prosperar. Infraestrutura, água, energia, conectividade, crédito, tecnologia e segurança jurídica fortalecem quem gera alimento, emprego, renda e desenvolvimento no interior capixaba.

[b289] (agro) O Agronegócio constitui eixo fundamental do dinamismo econômico e social do Espírito Santo. Com forte vocação exportadora e grande relevância no interior capixaba, o setor impulsiona a geração de empregos e o desenvolvimento regional. Para consolidar esse protagonismo, o Estado deve atuar como parceiro estratégico e indutor de eficiência, assegurando segurança jurídica, respeito à propriedade privada e um ambiente de negócios propício ao investimento, ao crédito e ao cooperativismo.

[b290] (agro) Entretanto, a expansão do setor lida com gargalos estruturais, incluindo a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos, volatilidade de preços e barreiras sanitárias. A essas questões somam-se a desigualdade regional de produtividade e deficiências na infraestrutura viária e de armazenagem, que oneram a produção. Vencer tais desafios exige um governo funcional e orientado a resultados, focado na modernização logística, na segurança hídrica e na conectividade rural.

[b291] (agro) Pautada na responsabilidade e na inovação, nossa proposta promove uma convergência entre o setor público, produtores, cooperativas e centros de pesquisa. Ao simplificar exigências burocráticas e priorizar investimentos de alto impacto, construiremos um ambiente produtivo moderno, competitivo e sustentável.

[p. 35]

[b295] (agro) Infraestrutura para o agronegócio: recuperar e ampliar estradas rurais; Ampliar a conectividade rural e disponibilidade de Energia; Avançar em Infraestrutura → economia-agro/p26, economia-agro/p27, economia-agro/p31, economia-agro/p91

[b296] (agro) Hídrica e Proteção dos Mananciais; Incentivar Investimentos em energia renovável e modernização da matriz energética; Modernizar e Profissionalizar a gestão da → economia-agro/p27, economia-agro/p92

[b299] (agro) Fortalecimento da Agricultura Familiar e Cooperativismo: Facilitar o Acesso ao crédito; Apoio à estruturação de cooperativas e associações; Ampliar e simplificar a compra de alimentos da Agricultura Familiar nas diversas secretarias do Governo (Educação, Saúde, Gestão, etc). • → economia-agro/p17, economia-agro/p18, economia-agro/p20

[b300] (agro) Pesquisa, inovação e extensão rural: Desenvolvimento e difusão de tecnologias adaptadas às condições locais; Capacitação e formação de capital humano; → economia-agro/p36, economia-agro/p97

[b301] (agro) Apoio a incorporação de práticas como mecanização, irrigação eficiente, drones e plataformas digitais; Expansão do agronegócio com incentivo à inovação tecnológica e sustentabilidade. • → economia-agro/p29, economia-agro/p37, economia-agro/p93

[b302] (agro) Agroindustrialização Regional e Agregação de Valor: Apoiar produtores, cooperativas e associações na transformação e no beneficiamento da produção, com assistência técnica, tecnologia, acesso a crédito e mercados, estimulando cadeias como frutas e polpas, leite e derivados, café de maior valor agregado e outras vocações regionais, para gerar renda e manter mais valor econômico no interior. • → economia-agro/p32, economia-agro/p33

[b303] (agro) Apoiar o desenvolvimento da aquicultura e pesca: Apoiar a criação de cooperativas; Financiar a modernização das atividades relacionadas à aquicultura e pesca; desburocratizar e digitalizar as concessões de licenças, registros e autorizações; → economia-agro/p58, economia-agro/p59

[p. 36]

[b311] (economia) O Espírito Santo tem 400 quilômetros de litoral, serras, cachoeiras, patrimônio cultural e uma culinária própria. Poucos estados brasileiros reúnem tanta diversidade de experiências em um território tão pequeno. Ainda assim, o turismo capixaba está longe de alcançar o tamanho que poderia ter.

[b312] (economia) O setor responde por cerca de 8% do PIB estadual, e ocupa apenas a 13ª posição entre os estados brasileiros em participação do turismo no total de empregos, atrás de estados com potencial natural e cultural parecido ou menor. A informalidade e a pulverização em pequenos negócios, embora mostrem a capilaridade do setor, também revelam a necessidade de qualificação e profissionalização.

[b313] (economia) O mesmo vale para a economia criativa. Cultura não pode ficar concentrada na Grande Vitória. Bibliotecas, teatros, Arranjos Produtivos, grupos e produtores culturais espalhados pelo interior são também motor de renda e emprego. Valorizar o patrimônio material e imaterial, e levar turismo e cultura a todos os municípios do estado é o caminho para transformar nossos ativos naturais e culturais em desenvolvimento econômico e

[p. 37]

[b316] (economia) oportunidades de emprego e renda para os capixabas.

[b318] (economia) Turismo como Vetor de Competitividade: Estruturar e qualificar os principais destinos e experiências turísticas do estado, transformando ativos naturais e culturais em produtos turísticos comercializáveis e sustentáveis; Criar um ambiente favorável para investimentos privados e uma governança integrada capaz de coordenar o desenvolvimento turístico em todo o território estadual; → economia-agro/p1, economia-agro/p9, economia-agro/p10, economia-agro/p87

[b319] (economia) Promover e fortalecer o turismo rural; Desenvolver a marca turística Espírito → economia-agro/p2, economia-agro/p82

[b320] (economia) Santo, ampliando a visibilidade estadual e atraindo novos fluxos de visitantes nacionais e internacionais. • → economia-agro/p2

[p. 39]

[b345] (economia) Qualificação profissional voltada para a economia digital e aprendizado contínuo: Alinhar o ensino técnico e superior às demandas setoriais, considerando a evolução da inteligência artificial e da automação, para gerar empregos qualificados; promover o aprendizado ao longo da vida (lifelong learning), capacitando trabalhadores para as novas profissões criadas pela transformação digital e Inteligência Artificial. → economia-agro/p55

FIM — 41 blocos neste arquivo.