Felipe Camarão — texto do programa sobre Segurança pública (Governador — MA, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 8 blocos do programa de Felipe Camarão, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/100017016099). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/ma/tema-seguranca).

[p. 13]

[b136] (seguranca) Programa Mais Segurança. Apoiado na experiência do Pacto pela Paz, o Mais Segurança cria apoio estadual estruturado para que todas as cidades tenham e qualifiquem suas Guardas Municipais, aproximando a segurança das famílias e integrando-a à inteligência do Estado e ao sistema federal de segurança. É uma ação nova, sobre base já construída. → seguranca/p1

[p. 22]

[b227] (seguranca) A violência letal: o custo humano e econômico que a matriz precisa reverter

[b228] (seguranca) A violência é, ao mesmo tempo, tragédia humana e fator econômico, pois destrói vidas em idade produtiva, afugenta investimento e sobrecarrega o Estado. Em 2024, o Maranhão registrou 1.914 homicídios dolosos, alta de 11,47% frente a 2023, e 69 feminicídios, crescimento de 38% (Mapa da Segurança Pública 2025, Ministério da Justiça e Segurança Pública, com dados do Sinesp, conforme o GT de Segurança Pública). É preciso registrar, contudo, que a série mais recente aponta inflexão. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, os Crimes Violentos Letais Intencionais recuaram 6,5% em 2025 frente a 2024, com queda de cerca de 17% nos feminicídios, que passaram de 69 para 51 casos,

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[b230] (seguranca) movimento que teve continuidade no primeiro semestre de 2026. O desafio que o plano assume, portanto, não é reverter uma trajetória de alta, mas consolidar e aprofundar a queda em curso, atacando a estrutura racial e territorial que a produz.

[b231] (seguranca) O recorte revela a mesma estrutura social das desigualdades já descritas: entre

[b232] (seguranca) 1997 e 2024, mais de 20 mil jovens foram vítimas de mortes violentas no estado, e cerca de 88,5% deles eram negros (GT de Juventudes), com a letalidade concentrada nas periferias e nos territórios mais vulneráveis. A violência letal é a face mais extrema de um padrão de desenvolvimento que concentra riqueza e desassiste pessoas. Revertê-la é parte do que significa converter crescimento em desenvolvimento social. As violências de gênero, contra crianças e adolescentes e contra pessoas LGBTQIAPN+, assim como as violações de direitos de pessoas com deficiência e de pessoas idosas, aparecem em diversos relatórios setoriais, entre eles os dos GTs de Mulheres, de Infâncias e Adolescências, LGBTQIA+, de Pessoa com Deficiência e de Direitos Humanos. Todos apontam para a necessidade de intersetorialidade das políticas nos territórios.

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[b328] (seguranca) Cenário 2 — Violência letal como estrutura racial e territorial

[b329] (seguranca) Evidência convergente dos GTs. A alta dos homicídios e feminicídios em 2024 recai desproporcionalmente sobre a juventude negra das periferias, com cerca de 88,5% das vítimas letais jovens sendo negras. É a face extrema da economia que exclui.

FIM — 8 blocos neste arquivo.