Roberto Rocha — texto do programa sobre Ciência, tecnologia e inovação (Governador — MA, 2026)

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[p. 51]

[b825] (ciencia_tecnologia) O Campo Conectado deixa, assim, de funcionar como política isolada. Os corredores produtivos e comunidades rurais integrarão o mapa do Maranhão → ciencia-tecnologia/p1

[b826] (ciencia_tecnologia) Conectado, que organizará a demanda pública de telecomunicações e identificará os vazios de cobertura. → ciencia-tecnologia/p1

[p. 71]

[b1098] (ciencia_tecnologia) A conectividade escolar cresceu em todo o país na última década; no Maranhão, passou de 21,6% das escolas em 2015 para 84,8% em 2025 e, na zona rural, de 9,4% para 78,9%. Escola com sinal, porém, não significa estudante

[p. 72]

[b1101] (ciencia_tecnologia) conectado: o problema concentra-se agora na qualidade da conexão e no acesso fora da escola.

[b1102] (ciencia_tecnologia) Pesquisa mencionada no diagnóstico aponta que 41% dos estudantes maranhenses em idade escolar vivem em domicílios sem banda larga e aproximadamente 22% não possuem acesso à internet em casa. A escola pode estar conectada enquanto o aluno permanece desconectado depois da aula.

[b1103] (ciencia_tecnologia) A infraestrutura será integrada ao Maranhão Conectado, da Seção 21.1. Escolas constituirão pontos públicos da rede agregada de conectividade, com qualidade medida por SLA, enquanto os contratos buscarão estimular oferta comercial no entorno. → ciencia-tecnologia/p3, ciencia-tecnologia/p38

[b1104] (ciencia_tecnologia) Escolas conectadas poderão funcionar, conforme condições locais, como pontos comunitários de acesso fora do horário regular. Praças, unidades de saúde e sedes de associações poderão complementar a rede de pontos públicos. → ciencia-tecnologia/p9

[b1105] (ciencia_tecnologia) A formação digital básica de jovens e adultos será vinculada à educação e à qualificação profissional. Conexão sem capacidade de uso não produz inclusão digital. → ciencia-tecnologia/p2

[b1106] (ciencia_tecnologia) 15.8 Juventude, inovação e empreendedorismo

[b1107] (ciencia_tecnologia) A transformação produtiva criará oportunidades que não se limitarão ao emprego assalariado. Escolas técnicas, universidades e estruturas de inovação serão conectadas aos polos da Rede Maranhense de ZPEs para estimular empreendedorismo, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços. → ciencia-tecnologia/p22

[b1108] (ciencia_tecnologia) Problemas apresentados pelas empresas poderão alimentar desafios de inovação para estudantes, pesquisadores e startups maranhenses. → ciencia-tecnologia/p22, ciencia-tecnologia/p41

[b1109] (ciencia_tecnologia) Laboratórios, incubadoras e ambientes de inovação poderão atuar em temas como logística, energia, automação, agroindústria, turismo, economia criativa, sustentabilidade e serviços digitais. → ciencia-tecnologia/p41

[b1110] (ciencia_tecnologia) A intenção será construir uma ponte entre formação, pesquisa e problema produtivo real, aumentando as oportunidades para que jovens qualificados permaneçam no Maranhão. → ciencia-tecnologia/p22

[p. 117]

[b1714] (ciencia_tecnologia) Essa infraestrutura digital também será integrada à estratégia de desenvolvimento econômico. A Rede Maranhense de ZPEs, os polos logísticos, os corredores produtivos e a Fábrica de Projetos exigirão conectividade, dados, interoperabilidade e serviços digitais capazes de reduzir custo de transação, acelerar licenças, apoiar empresas, conectar fornecedores e integrar municípios aos novos polos de investimento. → ciencia-tecnologia/p12

[b1715] (ciencia_tecnologia) Territórios prioritários: Nos municípios pequenos, povoados rurais, Baixada

[b1716] (ciencia_tecnologia) Maranhense, litoral ocidental, pré-Amazônia e áreas de expansão urbana onde a deficiência de conectividade se combina com maior distância física dos serviços públicos. O problema também alcança corredores produtivos e municípios ligados aos polos de São Luís/Bacabeira, Açailândia, Imperatriz e Caxias, onde crescimento econômico sem infraestrutura digital adequada pode criar novos gargalos. A prioridade será fazer a conectividade acompanhar simultaneamente o cidadão, o serviço público e a expansão produtiva.

[p. 118]

[b1719] (ciencia_tecnologia) 21.1 Maranhão Conectado: conectividade como infraestrutura pública e econômica

[b1720] (ciencia_tecnologia) O Estado organizará a demanda de conectividade de escolas, unidades de saúde, delegacias, agências, sedes administrativas e demais pontos públicos em lotes regionais, utilizando seu poder de compra para ampliar escala, qualidade e competição. → ciencia-tecnologia/p1, ciencia-tecnologia/p3, ciencia-tecnologia/p7, ciencia-tecnologia/p38

[b1721] (ciencia_tecnologia) No primeiro ano será elaborado um inventário georreferenciado da conectividade pública, identificando cada ponto, tecnologia disponível, velocidade, latência, estabilidade, custo atual e necessidade projetada. → ciencia-tecnologia/p6

[b1722] (ciencia_tecnologia) O mapa incorporará também: corredores produtivos; comunidades rurais; polos logísticos; áreas de expansão urbana; regiões de saúde e educação; e áreas de influência da Rede Maranhense de ZPEs. → ciencia-tecnologia/p6

[b1723] (ciencia_tecnologia) As contratações utilizarão acordos de nível de serviço, SLA, com padrões mínimos de disponibilidade, velocidade e latência, medição automatizada e penalidades objetivas por descumprimento. → ciencia-tecnologia/p8

[b1724] (ciencia_tecnologia) O pagamento deverá estar progressivamente vinculado à qualidade efetivamente entregue, e não apenas à existência formal do contrato. → ciencia-tecnologia/p8

[b1725] (ciencia_tecnologia) 21.2 Agregação de demanda para ampliar a rede

[b1726] (ciencia_tecnologia) A contratação pública será utilizada como âncora para expansão territorial da infraestrutura digital. → ciencia-tecnologia/p7

[b1727] (ciencia_tecnologia) Sempre que técnica e juridicamente possível, os lotes serão desenhados para estimular concorrência entre grandes operadoras e provedores regionais. A expansão até uma escola, UBS, delegacia ou unidade administrativa poderá criar infraestrutura que também permita oferta comercial à população e às empresas do entorno. → ciencia-tecnologia/p7

[b1728] (ciencia_tecnologia) O princípio será: demanda pública, infraestrutura, oferta privada, mais usuários e sustentabilidade da rede.

[b1729] (ciencia_tecnologia) O programa aproveitará fibras, redes acadêmicas, redes federais e obrigações de cobertura já existentes, evitando investimentos duplicados. → ciencia-tecnologia/p4

[p. 119]

[b1732] (ciencia_tecnologia) Municípios poderão aderir aos lotes estaduais, aumentando escala e reduzindo custo de contratação. Pequenas prefeituras deixam, assim, de negociar isoladamente e passam a aproveitar o poder de compra agregado do Estado. → ciencia-tecnologia/p7

[b1733] (ciencia_tecnologia) 21.3 Conectividade integrada à Rede Maranhense de ZPEs

[b1734] (ciencia_tecnologia) A Rede Maranhense de ZPEs exigirá infraestrutura digital compatível com atividades industriais, logísticas e de serviços de maior complexidade.

[b1735] (ciencia_tecnologia) Os polos de São Luís/Bacabeira, Açailândia, Imperatriz e Caxias terão seus requisitos de conectividade incorporados ao planejamento estadual, incluindo capacidade, redundância, segurança e integração com fornecedores e municípios de influência. → ciencia-tecnologia/p12

[b1736] (ciencia_tecnologia) A conectividade não deverá chegar apenas ao núcleo da ZPE. Ela deverá irradiar-se pelos corredores que conectam: município, fornecedor, polo logístico, ZPE e mercado. → ciencia-tecnologia/p12

[b1737] (ciencia_tecnologia) Isso permitirá que pequenas empresas, cooperativas, prestadores de serviços e trabalhadores possam participar das cadeias produtivas sem depender de presença física constante nos polos. → ciencia-tecnologia/p12

[p. 121]

[b1760] (ciencia_tecnologia) 21.7 Última milha e inclusão digital

[b1761] (ciencia_tecnologia) Nas localidades sem viabilidade imediata de infraestrutura terrestre, poderão ser utilizadas soluções satelitais ou outras tecnologias como solução transitória, acompanhadas de estratégia para evolução futura. → ciencia-tecnologia/p11

[b1762] (ciencia_tecnologia) A política distinguirá três problemas diferentes: cobertura, qualidade e capacidade de uso.

[b1763] (ciencia_tecnologia) Ter sinal não significa ter conexão adequada. Ter conexão não significa possuir equipamento. Possuir equipamento não significa saber utilizar os serviços.

[b1764] (ciencia_tecnologia) Por isso, inclusão digital também compreenderá formação básica, especialmente para idosos, população rural, pessoas de baixa renda e usuários com maior dificuldade tecnológica. → ciencia-tecnologia/p2

[b1765] (ciencia_tecnologia) Escolas, unidades de saúde, praças e associações poderão funcionar como pontos públicos ou assistidos de acesso, conforme realidade local. → ciencia-tecnologia/p9

[p. 122]

[b1785] (ciencia_tecnologia) 21.11 Dados e inteligência econômica para a Rede Maranhense de ZPEs

[b1786] (ciencia_tecnologia) A infraestrutura de dados também apoiará a estratégia industrial. → ciencia-tecnologia/p42

[b1787] (ciencia_tecnologia) Será possível organizar informações sobre: empresas instaladas e prospectadas; fornecedores; demanda por mão de obra; infraestrutura disponível; disponibilidade energética; capacidade logística; áreas industriais; projetos municipais; e oportunidades de investimento. → ciencia-tecnologia/p42

[p. 123]

[b1790] (ciencia_tecnologia) A Rede Maranhense de ZPEs poderá dispor de uma Sala de Dados integrada, facilitando análise de localização, planejamento empresarial e acompanhamento da implantação dos polos. → ciencia-tecnologia/p32

[b1791] (ciencia_tecnologia) O Estado deixa de responder individualmente a cada investidor e passa a oferecer informação estruturada e verificável.

[b1792] (ciencia_tecnologia) 21.12 Privacidade, segurança da informação e cibersegurança

[b1793] (ciencia_tecnologia) A interoperabilidade será acompanhada de política estadual de governança de dados e adequação à LGPD, com controle de acesso, rastreabilidade, classificação das informações e definição clara de responsabilidades. → ciencia-tecnologia/p30

[b1794] (ciencia_tecnologia) Saúde, segurança pública, arrecadação, infraestrutura e serviços digitais críticos exigirão proteção reforçada. → ciencia-tecnologia/p30

[b1795] (ciencia_tecnologia) O Maranhão estruturará capacidade permanente de segurança cibernética, diretamente ou em modelo híbrido com instituições especializadas. → ciencia-tecnologia/p31

[b1796] (ciencia_tecnologia) Auditorias externas periódicas avaliarão sistemas críticos, enquanto universidades, IEMA e instituições parceiras contribuirão para formação local em cibersegurança, governança de dados e infraestrutura digital. → ciencia-tecnologia/p31

[b1797] (ciencia_tecnologia) A digitalização aumenta eficiência, mas também aumenta dependência tecnológica. Quanto mais digital o Estado, maior precisa ser sua capacidade de proteger sistemas e informações.

[p. 124]

[b1810] (ciencia_tecnologia) 21.15 A sequência da transformação digital

[b1811] (ciencia_tecnologia) A política será acompanhada por três transições fundamentais:

[b1816] (ciencia_tecnologia) Ponto conectado sem serviço útil % dos pontos conectados operando serviços com qualidade medida

[b1818] (ciencia_tecnologia) Serviço digitalizado que o cidadão não utiliza % das transações concluídas por canal digital ou assistido

[b1820] (ciencia_tecnologia) Canal novo sem redução de prazo tempo mediano, percentil 90 e deslocamentos evitados

[b1822] (ciencia_tecnologia) Essa lógica também será aplicada às empresas: conectividade, serviço digital, processo mais rápido e investimento antecipado.

[p. 126]

[b1835] (ciencia_tecnologia) Nos corredores produtivos e ZPEs, serão acompanhados também cobertura digital, capacidade de rede e tempo de tramitação dos principais serviços empresariais. → ciencia-tecnologia/p12

[p. 130]

[b1893] (ciencia_tecnologia) Ciência, tecnologia e inovação: centros tecnológicos ligados às vocações econômicas do Estado, laboratórios, parques tecnológicos e infraestrutura de pesquisa aplicada. → ciencia-tecnologia/p26

[p. 149]

[b2295] (ciencia_tecnologia) 24.9 Governo digital e conectividade

[b2304] (ciencia_tecnologia) 100% das escolas estaduais com conectividade de qualidade medida até → ciencia-tecnologia/p5

[b2305] (ciencia_tecnologia) 2028 e manutenção do padrão até 2030 → ciencia-tecnologia/p5

[b2306] (ciencia_tecnologia) A meta desloca a régua da presença nominal de internet para disponibilidade, velocidade, latência e continuidade verificadas por → ciencia-tecnologia/p5

[b2308] (ciencia_tecnologia) com publicação do desempenho por escola e prioridade para a zona rural. → ciencia-tecnologia/p5

[b2309] (ciencia_tecnologia) Sedes municipais com ponto público de A diagnosticar no inventário do primeiro

[b2311] (ciencia_tecnologia) Inventário em 2027 – contratação por lotes – → ciencia-tecnologia/p10

[p. 150]

[b2318] (ciencia_tecnologia) Memória de cálculo conexão de qualidade ano ativação das 217 sedes até 2028 – medição pública de qualidade e disponibilidade em 2029–2030. → ciencia-tecnologia/p10

[p. 155]

[b2412] (ciencia_tecnologia) Conectividade e serviços públicos adaptados às condições locais. → ciencia-tecnologia/p1

[p. 158]

[b2458] (ciencia_tecnologia) Centro de Excelência em Tecnologias Aeroespaciais, articulando UEMA, IFMA e parceiros acadêmicos nacionais. → ciencia-tecnologia/p27

FIM — 68 blocos neste arquivo.