Alexandre Kalil — texto do programa sobre Meio ambiente e energia (Governador — MG, 2026)
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[b944] (meio_ambiente_energia) 5. Desenvolvimento sustentável
[b945] (meio_ambiente_energia) Minas Gerais possui riquezas naturais que são parte de sua história e fundamentais para seu futuro. Desenvolvimento econômico e preservação ambiental precisam caminhar juntos.
[b946] (meio_ambiente_energia) Segurança hídrica, proteção da biodiversidade, recuperação ambiental, adaptação às mudanças climáticas, economia circular, bioeconomia, produção sustentável e utilização responsável dos recursos naturais serão incorporadas às estratégias de desenvolvimento. → ambiente-energia/p14, ambiente-energia/p53, ambiente-energia/p62, ambiente-energia/p108
[b947] (meio_ambiente_energia) A sustentabilidade precisa deixar de ser vista como obstáculo ao crescimento e tornar-se uma vantagem para Minas competir, inovar e gerar oportunidades nas próximas décadas.
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[b991] (meio_ambiente_energia) Esse desenvolvimento deverá respeitar os limites ambientais e preparar Minas para as mudanças climáticas, a transição energética e as transformações tecnológicas e demográficas. Também deverá ampliar oportunidades para quem ainda enfrenta barreiras de acesso ao trabalho, à renda, aos serviços e aos espaços de decisão. → ambiente-energia/p36
[p. 66]
[b1710] (meio_ambiente_energia) Da riqueza que sai do solo à riqueza que fica em Minas. A mineração faz parte da história econômica de Minas Gerais e continuará tendo relevância para o Estado. O problema não está
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[b1711] (meio_ambiente_energia) na existência da atividade mineral. Está em permitir que uma parcela insuficiente do potencial econômico associado aos minerais seja convertida em indústria, tecnologia, empresas, conhecimento e oportunidades nos territórios onde essa riqueza é produzida.
[b1712] (meio_ambiente_energia) Durante muito tempo, o desenvolvimento mineral foi organizado principalmente em torno da extração e do transporte da produção. Esse modelo é insuficiente para os desafios das próximas décadas. Minas precisa avançar da economia da extração para a economia da transformação. O objetivo não será simplesmente extrair mais. Será transformar mais em Minas Gerais.
[p. 68]
[b1737] (meio_ambiente_energia) 7.1.5. Mineração responsável e segurança das pessoas
[b1738] (meio_ambiente_energia) Desenvolvimento mineral precisa ser compatível com segurança, proteção ambiental e qualidade de vida. Minas conhece as consequências humanas, econômicas, ambientais e territoriais de falhas graves nessa atividade. Por isso, segurança não poderá ser tratada como questão secundária.
[b1739] (meio_ambiente_energia) A política estadual deverá atuar de forma articulada com os órgãos ambientais, de fiscalização, Defesa Civil e demais instituições responsáveis para acompanhar riscos e garantir cumprimento → ambiente-energia/p23
[p. 69]
[b1740] (meio_ambiente_energia) das obrigações legais. Tecnologia deverá ser utilizada para ampliar monitoramento, prevenção e capacidade de resposta. → ambiente-energia/p23
[b1741] (meio_ambiente_energia) Desenvolvimento econômico não pode transferir custos ambientais e riscos para as pessoas. A mineração do futuro precisa gerar mais valor utilizando menos recursos e produzindo menor impacto.
[p. 72]
[b1794] (meio_ambiente_energia) Sustentabilidade deixou de ser apenas uma exigência ambiental. Ela também se tornou uma condição de competitividade. Empresas que utilizam menos energia, água e matérias-primas podem reduzir custos e acessar mercados que passam a exigir padrões ambientais cada vez maiores.
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[b2127] (meio_ambiente_energia) 7.9.3. Sustentabilidade como competitividade
[b2128] (meio_ambiente_energia) As transformações ambientais e climáticas estão modificando a economia mundial. Empresas, mercados e investidores passam a considerar cada vez mais:
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[b2129] (meio_ambiente_energia) ● emissões; ● energia; ● água; ● origem dos produtos; ● biodiversidade; ● resíduos; ● riscos climáticos.
[b2130] (meio_ambiente_energia) Minas precisa se preparar para competir nesse novo cenário. Sustentabilidade será integrada à política econômica como fonte de eficiência, acesso a mercados e novas oportunidades produtivas. Transição energética, economia circular, bioeconomia e descarbonização podem criar novas cadeias e modernizar atividades existentes. Preservar recursos e gerar desenvolvimento não serão tratados como objetivos incompatíveis. O desafio será fazer melhor. → ambiente-energia/p53
[p. 114]
[b2490] (meio_ambiente_energia) 10.13. Energia para destravar investimentos
[b2491] (meio_ambiente_energia) Empresa que pretende instalar uma unidade industrial precisa saber se encontrará energia na quantidade e qualidade necessárias. Regiões com potencial produtivo podem deixar de receber investimentos quando infraestrutura de transmissão ou distribuição é insuficiente. O Estado mapeará gargalos energéticos associados aos projetos de desenvolvimento regional. → ambiente-energia/p91
[b2492] (meio_ambiente_energia) A atuação será articulada com a Cemig, a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), empresas do setor, agentes reguladores, União e demais instituições competentes. O planejamento econômico e territorial deverá considerar previamente a disponibilidade e os gargalos de energia elétrica e gás natural, especialmente nos polos produtivos e nas regiões onde novos investimentos possam exigir ampliação da infraestrutura. O objetivo será evitar que falta de energia ou capacidade de fornecimento impeça projetos economicamente relevantes para Minas. → ambiente-energia/p91
[p. 116]
[b2543] (meio_ambiente_energia) 11. MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
[b2544] (meio_ambiente_energia) Minas Gerais nasceu de sua relação com o território. Água, serras, florestas, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, biodiversidade, recursos minerais e solos produtivos ajudaram a formar a economia, as cidades e a identidade mineira. Mas o Estado também convive com pressões ambientais acumuladas, degradação de áreas, conflitos pelo uso da água, perda de biodiversidade, riscos associados a barragens, ocupação de áreas vulneráveis, eventos climáticos extremos e processos ambientais que nem sempre conseguem oferecer simultaneamente rigor técnico, previsibilidade e agilidade.
[b2545] (meio_ambiente_energia) O Governo Kalil precisará enfrentar esses problemas sem transformar meio ambiente e desenvolvimento em adversários. Preservar recursos naturais é condição para produzir, abastecer cidades, gerar energia, manter atividades econômicas e garantir qualidade de vida. Ao mesmo tempo, proteger o ambiente exige instituições capazes de decidir, fiscalizar e responder com qualidade.
[b2546] (meio_ambiente_energia) A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) deverá coordenar essa política em articulação com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), o Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), os comitês de bacias, MUNICÍPIOS e demais instituições envolvidas.
[b2547] (meio_ambiente_energia) A política ambiental terá três compromissos permanentes:
[b2549] (meio_ambiente_energia) ● preservar os recursos naturais;
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[b2550] (meio_ambiente_energia) ● dar segurança para quem produz e investe dentro das regras.
[b2551] (meio_ambiente_energia) Esses objetivos não são incompatíveis. Um Estado ambientalmente responsável precisa ser também tecnicamente competente.
[b2555] (meio_ambiente_energia) Minas não pode continuar tratando problemas ambientais apenas depois que eles aparecem. A política ambiental precisa atuar antes do dano. Isso exige planejamento territorial, fiscalização orientada por risco, monitoramento, recuperação de áreas degradadas e integração entre meio ambiente, infraestrutura, agricultura, mineração, desenvolvimento econômico e planejamento urbano.
[b2556] (meio_ambiente_energia) O Estado identificará os territórios mais vulneráveis e os ativos ambientais estratégicos para orientar prevenção, conservação e desenvolvimento. Água, biodiversidade, cobertura vegetal, áreas de recarga, corredores ecológicos e territórios sujeitos a riscos precisarão fazer parte das decisões de desenvolvimento. O objetivo não será impedir a atividade econômica. Será permitir que ela aconteça sem produzir passivos ambientais e sociais que depois precisem ser pagos pela sociedade. Prevenir é ambientalmente mais responsável e economicamente mais inteligente. → ambiente-energia/p81, ambiente-energia/p108
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[b2570] (meio_ambiente_energia) Minas possui biodiversidade associada a diferentes biomas e ecossistemas. Mas fragmentação de habitats, desmatamento, incêndios, atropelamentos, tráfico de animais, expansão urbana e atividades econômicas pressionam espécies e ambientes naturais. O IEF deverá coordenar, dentro de suas competências, estratégias de conservação da biodiversidade e manejo da fauna silvestre.
[b2571] (meio_ambiente_energia) Rodovias estaduais que atravessem áreas relevantes para fauna poderão receber intervenções de engenharia e sinalização orientadas pelos registros de atropelamento. Unidades de conservação precisam ser tratadas como patrimônio ambiental e também como parte dos territórios onde estão inseridas. Conservação precisa dialogar com pesquisa, educação ambiental, turismo e desenvolvimento das comunidades do entorno. → ambiente-energia/p58, ambiente-energia/p60
[b2581] (meio_ambiente_energia) Agricultura, pecuária, indústria, mineração e outras atividades dependem dos recursos naturais.
[b2582] (meio_ambiente_energia) Produção sustentável não será tratada apenas como obrigação ambiental. É também uma condição crescente de competitividade. Mercados, consumidores e investidores passam a exigir informações sobre origem, emissões, uso da água, desmatamento e impactos ambientais.
[b2583] (meio_ambiente_energia) O Estado integrará política ambiental e política produtiva, buscando tornar conservação, regularidade ambiental e competitividade partes da mesma estratégia. No campo, isso envolverá articulação entre SEMAD, IEF, IGAM, SEAPA, Emater-MG, Epamig, IMA, produtores, cooperativas e universidades. → ambiente-energia/p14, ambiente-energia/p70, ambiente-energia/p115
[b2584] (meio_ambiente_energia) Regularidade ambiental precisa ser viável também para pequenos produtores. O Estado oferecerá orientação e instrumentos adequados às diferentes escalas de produção, sem reduzir as exigências necessárias à proteção ambiental. Produzir e conservar precisam fazer parte da mesma estratégia. → ambiente-energia/p69
[b2587] (meio_ambiente_energia) Bioeconomia e uso sustentável da biodiversidade
[b2588] (meio_ambiente_energia) A biodiversidade mineira também pode gerar conhecimento, renda e novas atividades econômicas. Bioeconomia significa transformar recursos biológicos e conhecimento sobre a natureza em produtos e serviços de forma sustentável.
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[b2589] (meio_ambiente_energia) Universidades, FAPEMIG, centros de pesquisa, empresas, cooperativas e comunidades poderão participar do desenvolvimento dessas cadeias. Povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais deverão ter seus conhecimentos, direitos e formas de organização respeitados. → ambiente-energia/p62
[b2590] (meio_ambiente_energia) A bioeconomia poderá ter importância especial em regiões onde biodiversidade e necessidade de geração de renda convivem no mesmo território. A floresta e a vegetação preservadas também podem produzir valor.
[b2593] (meio_ambiente_energia) Recuperação ambiental e economia circular
[b2594] (meio_ambiente_energia) Minas possui áreas degradadas por diferentes atividades econômicas, ocupações e processos históricos. Recuperá-las precisa fazer parte da política ambiental.
[b2595] (meio_ambiente_energia) Mineração e grandes empreendimentos deverão cumprir integralmente suas responsabilidades de recuperação e reparação. O Estado não pode assumir com recursos públicos passivos que possuem responsáveis privados identificáveis. Ao mesmo tempo, recuperação ambiental pode criar cadeias econômicas. Produção de mudas, restauração, engenharia ambiental, monitoramento, pesquisa e serviços especializados podem gerar empregos. → ambiente-energia/p20, ambiente-energia/p66, ambiente-energia/p112
[b2598] (meio_ambiente_energia) Minas também precisa reduzir a lógica de extrair, produzir, consumir e descartar. Resíduo de uma cadeia pode se transformar em matéria-prima de outra. Catadores e cooperativas de materiais recicláveis deverão ser considerados nas políticas de economia circular, valorizando seu papel ambiental e econômico e ampliando oportunidades de inclusão produtiva. → ambiente-energia/p50, ambiente-energia/p53
[b2601] (meio_ambiente_energia) Segurança de barragens e proteção das pessoas
[b2602] (meio_ambiente_energia) Minas conhece de forma dolorosa o que acontece quando prevenção, controle e segurança falham. Mariana e Brumadinho deixaram perdas humanas, ambientais, sociais e econômicas que permanecerão na história do Estado. Segurança de barragens não pode perder prioridade com a passagem do tempo.
[b2603] (meio_ambiente_energia) A política estadual será orientada pela proteção das pessoas. FEAM, SEMAD, Defesa Civil e demais órgãos competentes deverão atuar de forma integrada, em articulação com instituições federais, empresas e MUNICÍPIOS. → ambiente-energia/p15
[b2604] (meio_ambiente_energia) Tecnologias de sensoriamento e monitoramento contínuo deverão ser utilizadas sempre que tecnicamente adequadas. Mas tecnologia não substitui fiscalização. Comunidades localizadas em áreas de risco precisam saber o que fazer antes de uma emergência acontecer. O Estado deverá acompanhar indicadores de segurança e tornar públicas as informações compatíveis com a proteção da população. O objetivo será impedir que Minas volte a aprender sobre segurança depois da tragédia. → ambiente-energia/p15, ambiente-energia/p18, ambiente-energia/p86
[b2607] (meio_ambiente_energia) Mudanças climáticas e adaptação
[b2608] (meio_ambiente_energia) Mudança climática deixou de ser um problema distante. Secas prolongadas, ondas de calor, incêndios, chuvas intensas, enchentes e deslizamentos afetam diferentes regiões mineiras. O Estado precisa se preparar.
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[b2609] (meio_ambiente_energia) A vulnerabilidade será mapeada territorialmente. MUNICÍPIOS com maior exposição a eventos extremos deverão receber apoio para elaborar planos de adaptação e prevenção. Infraestruturas novas precisarão considerar riscos climáticos futuros, e não apenas padrões históricos. → ambiente-energia/p37, ambiente-energia/p38, ambiente-energia/p39, ambiente-energia/p95
[b2610] (meio_ambiente_energia) A política também deverá observar grupos mais vulneráveis. Pessoas idosas, crianças, pessoas com deficiência, famílias de baixa renda e populações que vivem em áreas de risco podem sofrer de maneira desproporcional os efeitos de eventos extremos. Mudança climática é também questão social. → ambiente-energia/p42, ambiente-energia/p96
[b2612] (meio_ambiente_energia) 11.10. Prevenção e combate aos incêndios florestais
[b2613] (meio_ambiente_energia) Incêndios ameaçam vegetação, fauna, recursos hídricos, propriedades, comunidades e unidades de conservação. Períodos mais quentes e secos aumentam esse risco. O Estado organizará uma estratégia integrada de prevenção, monitoramento e resposta. IEF, Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Defesa Civil, órgãos ambientais, produtores e MUNICÍPIOS deverão atuar de forma coordenada. → ambiente-energia/p43, ambiente-energia/p44, ambiente-energia/p99
[b2614] (meio_ambiente_energia) A distribuição das estruturas de resposta deverá considerar os territórios de maior risco e o tempo necessário para atendimento. Combater incêndio depois que ele se espalhou é muito mais difícil e caro. A prioridade será detectar e responder cedo. A gestão do licenciamento acompanhará prazos, estoque de processos, cumprimento de condicionantes e fiscalização posterior, com transparência e diferenciação territorial. → ambiente-energia/p6, ambiente-energia/p44
[b2616] (meio_ambiente_energia) 11.11. Licenciamento ambiental com rigor, prazo e segurança jurídica
[b2617] (meio_ambiente_energia) Licenciamento ambiental não pode ser uma escolha entre lentidão e fragilidade. Processos demorados, imprevisíveis ou pouco transparentes prejudicam empreendedores, comunidades e o próprio meio ambiente.
[b2618] (meio_ambiente_energia) Ao mesmo tempo, acelerar decisões sem capacidade técnica pode criar riscos e passivos futuros.
[b2619] (meio_ambiente_energia) O Governo Kalil reorganizará o licenciamento com três compromissos: rigor técnico, previsibilidade e prazo. SEMAD e FEAM deverão contar com equipes, processos e sistemas capazes de analisar demandas de acordo com sua complexidade e risco. → ambiente-energia/p77
[b2620] (meio_ambiente_energia) Empreendimentos mais complexos exigirão análise compatível com seus impactos. Atividades de menor risco não devem ocupar a mesma capacidade administrativa de projetos de alto impacto. → ambiente-energia/p2
[b2622] (meio_ambiente_energia) 11.12. Fiscalização ambiental orientada por risco e tecnologia
[b2623] (meio_ambiente_energia) Fiscalização não pode depender apenas de denúncia ou presença eventual de equipes. Minas possui território extenso demais para trabalhar dessa forma.
[b2624] (meio_ambiente_energia) Tecnologia permitirá direcionar equipes para os locais onde existam maiores indícios ou riscos. → ambiente-energia/p64, ambiente-energia/p110
[b2625] (meio_ambiente_energia) Fiscalização inteligente não significa fiscalização distante. As equipes de campo continuarão essenciais para confirmar situações, responsabilizar infratores e proteger áreas ameaçadas. Os indicadores deverão permitir conhecer ocorrência de infrações, tempo de resposta, reincidência e distribuição territorial. O objetivo será aumentar capacidade de prevenção e reduzir a sensação de que o dano ambiental só é percebido depois que já aconteceu. → ambiente-energia/p63, ambiente-energia/p64, ambiente-energia/p65, ambiente-energia/p110
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[b2628] (meio_ambiente_energia) 11.13. Resíduos sólidos e apoio aos MUNICÍPIOS
[b2629] (meio_ambiente_energia) Resíduos são simultaneamente problema ambiental, urbano, sanitário e econômico. Muitos MUNICÍPIOS enfrentam dificuldade para estruturar destinação adequada, coleta seletiva e soluções financeiramente sustentáveis. O Estado apoiará estratégias regionais. → ambiente-energia/p47, ambiente-energia/p104
[b2630] (meio_ambiente_energia) Consórcios poderão ser fundamentais para permitir escala. A política deverá dialogar com economia circular e inclusão produtiva dos catadores. O objetivo será reduzir destinação inadequada e aumentar reaproveitamento. Pequenos MUNICÍPIOS não podem ser obrigados a resolver individualmente um problema que possui solução regional mais eficiente. → ambiente-energia/p47, ambiente-energia/p50
[b2632] (meio_ambiente_energia) 11.14. Unidades de conservação, parques e desenvolvimento territorial
[b2633] (meio_ambiente_energia) Áreas protegidas desempenham papel fundamental na conservação da biodiversidade, proteção da água e manutenção dos ecossistemas. Mas precisam ter planejamento, gestão e capacidade de cumprir sua finalidade. O IEF deverá trabalhar para estruturar as unidades estaduais de conservação. Parques capazes de receber visitantes poderão também integrar estratégias de turismo de natureza. Conservação e geração de renda podem caminhar juntas quando o uso público é planejado e ambientalmente responsável. Comunidades do entorno precisam ser vistas como parceiras da conservação. → ambiente-energia/p54, ambiente-energia/p58
[b2635] (meio_ambiente_energia) 11.15. Incentivos para quem conserva
[b2636] (meio_ambiente_energia) A proteção ambiental não deve depender apenas de comando e fiscalização. Também é possível criar incentivos para quem protege recursos importantes para toda a sociedade. O Estado buscará ampliar instrumentos de pagamento por serviços ambientais e outras formas de incentivo previstas na legislação. → ambiente-energia/p67
[b2637] (meio_ambiente_energia) Pequenos produtores e comunidades poderão ter papel relevante. Quem preserva uma nascente presta um serviço que beneficia pessoas muito além de sua propriedade. A política pública precisa reconhecer esse valor quando houver instrumentos técnica e financeiramente sustentáveis. → ambiente-energia/p67
[b2639] (meio_ambiente_energia) 11.16. Educação ambiental conectada à realidade
[b2640] (meio_ambiente_energia) Educação ambiental precisa ir além de campanhas genéricas. Os temas precisam dialogar com os problemas de cada território. Água onde existe escassez. Incêndios onde há risco de fogo. → ambiente-energia/p72
[b2641] (meio_ambiente_energia) Resíduos nas cidades. Fauna em regiões de atropelamento. Conservação em áreas de biodiversidade. → ambiente-energia/p72
[b2642] (meio_ambiente_energia) Ações poderão envolver escolas, MUNICÍPIOS, parques, comitês de bacias, produtores, universidades e organizações da sociedade. O objetivo será ajudar as pessoas a compreender como decisões individuais, comunitárias, empresariais e governamentais interferem no território. Política ambiental funciona melhor quando a população compreende por que ela existe. → ambiente-energia/p72
[b2644] (meio_ambiente_energia) 11.17. Desenvolvimento sustentável para todas as regiões
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[b2645] (meio_ambiente_energia) A política ambiental não será igual em todo o Estado. No Norte de Minas e em partes dos Vales, segurança hídrica, adaptação à seca e conservação da Caatinga e do Cerrado terão peso especial. → ambiente-energia/p13
[b2646] (meio_ambiente_energia) No Quadrilátero Ferrífero e no Vale do Rio Doce, recuperação ambiental, mineração, barragens, água e reabilitação de territórios serão questões centrais. → ambiente-energia/p13
[b2647] (meio_ambiente_energia) Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Sul de Minas e outras regiões de produção agropecuária intensiva exigirão integração entre produtividade, solo, água e conservação. → ambiente-energia/p13
[b2648] (meio_ambiente_energia) Regiões metropolitanas e cidades médias precisarão enfrentar pressão urbana, resíduos, drenagem, qualidade ambiental e adaptação climática. → ambiente-energia/p13
[b2649] (meio_ambiente_energia) Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga possuem características distintas. As respostas também precisam ser distintas. A regionalização ambiental será construída a partir de bacias, biomas, riscos, atividades econômicas e características sociais do território. As decisões ambientais serão orientadas por informações regionalizadas sobre água, vegetação, biodiversidade, riscos, clima, resíduos e fiscalização, permitindo identificar onde a atuação estadual precisa ser priorizada. → ambiente-energia/p13
[b2651] (meio_ambiente_energia) 11.18. Minas preparada para o futuro
[b2652] (meio_ambiente_energia) Desenvolvimento sustentável não é um capítulo isolado da política ambiental. É uma condição para o futuro econômico e social de Minas. Água sustenta cidades e produção. Biodiversidade pode gerar conhecimento e novas cadeias. Florestas ajudam a proteger recursos hídricos e clima.
[b2653] (meio_ambiente_energia) Licenciamento eficiente oferece segurança ambiental e econômica. Fiscalização protege quem cumpre as regras. Adaptação climática reduz perdas humanas e materiais. Recuperação ambiental pode reconstruir territórios.
[b2654] (meio_ambiente_energia) O Governo integrará a política ambiental ao planejamento econômico, territorial e social de Minas. Sem improvisação. Sem tratar preservação como obstáculo. Sem tratar desenvolvimento como justificativa para qualquer impacto. O compromisso será construir instituições capazes de proteger, decidir, fiscalizar, prevenir e orientar. Sempre considerando as diferenças regionais. → ambiente-energia/p14
[b2655] (meio_ambiente_energia) Sempre medindo resultados. E sempre lembrando que, por trás de cada barragem, rio, floresta, empreendimento ou evento climático, existem pessoas. Minas precisa desenvolver suas riquezas sem destruir as condições que permitem que elas existam. Preservar o patrimônio natural de Minas é também preservar seu futuro.
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[b2944] (meio_ambiente_energia) 14.12. Mudanças climáticas e resiliência
[b2945] (meio_ambiente_energia) Minas de 2040 precisará estar preparada para um clima diferente. O Estado mapeará vulnerabilidades e incorporará critérios de resiliência ao planejamento e aos projetos estratégicos. Novas infraestruturas deverão considerar os riscos futuros, e estruturas existentes de maior importância precisarão ter sua capacidade de continuidade avaliada. → ambiente-energia/p37, ambiente-energia/p39
[b2946] (meio_ambiente_energia) O apoio aos MUNICÍPIOS priorizará territórios de maior risco e menor capacidade de resposta. → ambiente-energia/p38, ambiente-energia/p42, ambiente-energia/p95, ambiente-energia/p96
[b2947] (meio_ambiente_energia) A adaptação também considerará as desigualdades sociais, porque as pessoas com menos recursos geralmente sofrem os maiores efeitos e encontram mais dificuldades para reconstruir a vida.
[b2949] (meio_ambiente_energia) 14.13. Transição energética e novas oportunidades
[b2950] (meio_ambiente_energia) A economia mundial está alterando suas fontes de energia. Essa transformação pode criar oportunidades para Minas. O Estado possui recursos minerais, capacidade industrial, produção de biomassa, potencial solar, conhecimento científico e localização estratégica. O objetivo será evitar repetir modelos em que Minas apenas fornece matéria-prima. A transição energética precisa gerar indústria, tecnologia e empregos no Estado. → ambiente-energia/p25, ambiente-energia/p36, ambiente-energia/p90
FIM — 94 blocos neste arquivo.