Alexandre Kalil — texto do programa sobre Ciência, tecnologia e inovação (Governador — MG, 2026)
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[p. 15]
[b949] (ciencia_tecnologia) 6. Ciência, tecnologia e inovação
[b950] (ciencia_tecnologia) Conhecimento será um dos motores do novo ciclo de desenvolvimento de Minas Gerais.
[b951] (ciencia_tecnologia) Universidades, centros de pesquisa, instituições estaduais, escolas técnicas, empresas,
[p. 16]
[b952] (ciencia_tecnologia) pesquisadores e empreendedores precisam estar conectados aos desafios e às oportunidades do Estado.
[b953] (ciencia_tecnologia) A pesquisa aplicada e a inovação serão utilizadas para aumentar a produtividade, modernizar atividades econômicas, melhorar serviços públicos, criar empresas e empregos e encontrar soluções para problemas concretos da população. O conhecimento produzido em Minas precisa ajudar a transformar Minas. → ciencia-tecnologia/p26
[p. 68]
[b1728] (ciencia_tecnologia) 7.1.3. Pesquisa mineral, novos materiais e conhecimento
[b1729] (ciencia_tecnologia) A política mineral precisa se conectar à capacidade científica de Minas Gerais. Universidades, institutos federais, centros tecnológicos, empresas, FAPEMIG e demais instituições de pesquisa poderão formar redes de desenvolvimento voltadas aos desafios das cadeias minerais. → ciencia-tecnologia/p27
[b1730] (ciencia_tecnologia) O Estado conectará pesquisa e aplicação produtiva, aproximando conhecimento científico, empresas e desafios tecnológicos das cadeias minerais. Conhecimento precisa resultar em tecnologia, patente, empresa, produto, processo ou solução utilizada pela sociedade. Também será incentivada a aproximação entre grandes empresas e fornecedores, startups, universidades e centros de pesquisa mineiros. A mineração pode financiar e estimular um ecossistema de conhecimento que ultrapasse a própria atividade mineral. → ciencia-tecnologia/p27
[p. 70]
[b1759] (ciencia_tecnologia) No século XXI, produtividade depende cada vez mais da capacidade de incorporar conhecimento à produção. Equipamentos, automação, software, ciência de dados, inteligência artificial, biotecnologia, novos materiais e pesquisa aplicada já fazem parte da competição industrial.
[b1760] (ciencia_tecnologia) Minas precisa aproximar sua capacidade científica de sua capacidade produtiva. Universidades, UEMG, Unimontes, institutos federais, FAPEMIG, centros tecnológicos e instituições de pesquisa deverão ser conectados aos desafios das empresas e das cadeias econômicas regionais. → ciencia-tecnologia/p1, ciencia-tecnologia/p48
[b1761] (ciencia_tecnologia) O Governo estimulará projetos conjuntos capazes de transformar pesquisa em novos produtos, processos e tecnologias. Empresas pequenas e médias também precisam acessar conhecimento. → ciencia-tecnologia/p26, ciencia-tecnologia/p45
[b1762] (ciencia_tecnologia) Muitas não possuem estrutura própria de pesquisa e desenvolvimento, mas poderiam aumentar significativamente sua produtividade se conectadas a laboratórios, universidades e serviços tecnológicos. A política industrial deverá construir essas pontes. Conhecimento produzido em Minas precisa ajudar a produzir riqueza em Minas. → ciencia-tecnologia/p26, ciencia-tecnologia/p45
[p. 76]
[b1851] (ciencia_tecnologia) A economia digital não é mais um novo setor. Software, dados, computação em nuvem, Inteligência Artificial, automação e segurança digital estão transformando indústria, agricultura, mineração, comércio e serviços. Minas precisa, ao mesmo tempo, fortalecer empresas capazes de produzir essas tecnologias e ajudar os negócios existentes a utilizá-las para aumentar produtividade, reduzir custos e acessar novos mercados. O Governo estimulará novas empresas e apoiará a transformação digital dos negócios existentes. Pequenas e médias empresas merecem atenção especial e também deverão ter acesso a ferramentas que ampliem produtividade. → ciencia-tecnologia/p17, ciencia-tecnologia/p45
[b1852] (ciencia_tecnologia) Economia digital não pode ser privilégio das grandes empresas.
[b1853] (ciencia_tecnologia) Universidades, centros tecnológicos, empresas, FAPEMIG, BDMG e instituições de apoio empresarial poderão atuar de forma coordenada em programas setoriais e regionais. → ciencia-tecnologia/p3, ciencia-tecnologia/p17
[p. 82]
[b1958] (ciencia_tecnologia) 7.6. Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo
[b1959] (ciencia_tecnologia) Minas Gerais produz conhecimento de alta qualidade em universidades, institutos federais, centros de pesquisa, hospitais, fundações, empresas e instituições distribuídas pelo território. O desafio é fazer com que essa capacidade científica continue avançando e, ao mesmo tempo, contribua para aumentar produtividade, criar empresas, melhorar serviços públicos e responder a problemas concretos da sociedade. O Governo Kalil organizará uma política estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação capaz de articular pesquisa, formação de pessoas, infraestrutura científica, transferência de conhecimento, empreendedorismo e inovação aplicada. A estratégia não pode ser resumir a uma coleção de editais e eventos. Terá prioridades, instrumentos adequados a cada finalidade e mecanismos para acompanhar os resultados produzidos. → ciencia-tecnologia/p2
[b1960] (ciencia_tecnologia) A SEDE, a FAPEMIG, as universidades estaduais e as demais instituições do ecossistema atuarão de forma coordenada. Pesquisa básica, pesquisa aplicada e inovação empresarial não → ciencia-tecnologia/p2
[p. 83]
[b1961] (ciencia_tecnologia) serão avaliadas pelos mesmos critérios, mas deverão integrar uma estratégia comum: ampliar a capacidade de Minas de produzir conhecimento, transformá-lo em valor e utilizá-lo para melhorar a economia e a vida das pessoas. → ciencia-tecnologia/p5
[b1963] (ciencia_tecnologia) 7.6.1. Uma política de Estado para ciência e inovação
[b1964] (ciencia_tecnologia) Ciência não pode depender apenas de iniciativas isoladas. Minas precisa definir prioridades de longo prazo.
[b1965] (ciencia_tecnologia) Parte das políticas terá horizonte superior ao mandato. Projetos científicos complexos exigem continuidade. Por isso, a estratégia deverá ser construída em diálogo com universidades, pesquisadores, empresas e sociedade. → ciencia-tecnologia/p2
[b1966] (ciencia_tecnologia) Os resultados também serão avaliados de formas diferentes conforme a natureza dos projetos. → ciencia-tecnologia/p5
[b1967] (ciencia_tecnologia) Nem toda pesquisa precisa gerar empresa ou patente. Mas investimento destinado explicitamente à inovação aplicada deve ser acompanhado pelo impacto que produz. → ciencia-tecnologia/p5
[b1969] (ciencia_tecnologia) 7.6.2. Aproximar universidades e empresas
[b1970] (ciencia_tecnologia) Universidades produzem conhecimento e empresas enfrentam desafios tecnológicos, mas a aproximação entre esses dois ambientes não acontece de forma automática. Diferenças de linguagem, prazo, financiamento, propriedade intelectual e capacidade de transformar pesquisa em aplicação ainda impedem muitas parcerias.
[b1971] (ciencia_tecnologia) O Governo apoiará mecanismos que aproximem a demanda das empresas. Inclusive das pequenas e médias, das competências científicas disponíveis em Minas. Isso poderá envolver mapeamento de desafios tecnológicos, projetos cooperativos, acesso compartilhado a laboratórios, provas de conceito, validação de tecnologias e apoio à transferência de conhecimento. → ciencia-tecnologia/p1, ciencia-tecnologia/p4
[b1972] (ciencia_tecnologia) As instituições responsáveis deverão contar com condições para negociar parcerias, propriedade intelectual e utilização dos resultados com segurança e agilidade. A política não buscará transformar toda pesquisa em produto, mas reduzir a distância entre conhecimento existente e problemas produtivos que podem se beneficiar dele. → ciencia-tecnologia/p1
[b1974] (ciencia_tecnologia) 7.6.3. Infraestrutura científica como ativo econômico
[b1975] (ciencia_tecnologia) Laboratórios e equipamentos científicos são infraestrutura. Assim como estrada permite circulação de mercadorias, laboratório permite desenvolver, testar e certificar produtos. Minas precisa mapear sua infraestrutura científica e utilizá-la de maneira mais integrada. → ciencia-tecnologia/p4
[b1976] (ciencia_tecnologia) Universidades, FAPEMIG, institutos e centros tecnológicos possuem equipamentos que podem atender pesquisadores e empresas.
[b1977] (ciencia_tecnologia) A necessidade dessa infraestrutura já aparece timidamente na SEDE e FAPEMIG, que apenas em 2026 abriram chamada específica para laboratórios certificadores capazes de atender demandas tecnológicas estratégicas do setor produtivo.
[b1978] (ciencia_tecnologia) O Governo Kalil transformará iniciativas pontuais em política permanente de infraestrutura científica. → ciencia-tecnologia/p4
[b1980] (ciencia_tecnologia) 7.6.4. Pesquisa aplicada aos problemas de Minas
[p. 84]
[b1981] (ciencia_tecnologia) O Estado possui desafios que podem ser enfrentados com conhecimento produzido dentro de Minas. Serão estimuladas agendas de pesquisa ligadas a temas como: ● saúde; ● vacinas e medicamentos; ● segurança pública; ● educação; ● mineração; ● novos materiais; ● agricultura; ● bioeconomia; ● água; ● energia; ● mudanças climáticas; ● mobilidade; ● infraestrutura; ● inteligência artificial; ● governo digital. → ciencia-tecnologia/p29
[b1982] (ciencia_tecnologia) O Governo poderá lançar desafios públicos para universidades, pesquisadores e empresas desenvolverem soluções. A Administração Estadual também poderá funcionar como campo de teste e primeiro usuário de tecnologias quando houver interesse público. Estado que possui problemas complexos pode se transformar em demandante de inovação. → ciencia-tecnologia/p16
[b1984] (ciencia_tecnologia) 7.6.5. FAPEMIG como instrumento estratégico
[b1985] (ciencia_tecnologia) A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) será instrumento central de uma política científica conectada ao futuro do Estado. Será importante garantir previsibilidade e capacidade de planejamento. A Fundação deverá equilibrar apoio à pesquisa científica, formação de pessoas e inovação aplicada. Também deverá ampliar articulação com: ● → ciencia-tecnologia/p11, ciencia-tecnologia/p44
[b1988] (ciencia_tecnologia) Unimontes; ● universidades federais; ● institutos federais; ● empresas; ●
[b1991] (ciencia_tecnologia) Invest Minas; ● centros tecnológicos; ● fundações de apoio.
[b1992] (ciencia_tecnologia) Além do apoio à pesquisa e à formação, a FAPEMIG poderá organizar programas voltados às agendas estratégicas do Estado, apoiando etapas como pesquisa aplicada, prova de conceito, validação e cooperação entre instituições científicas e empresas. Nem todos os projetos percorrerão todas essas etapas, mas aqueles voltados à inovação precisarão encontrar caminhos para avançar depois da pesquisa inicial. → ciencia-tecnologia/p11, ciencia-tecnologia/p44
[b1993] (ciencia_tecnologia) O objetivo será permitir que recursos diferentes atuem de forma complementar. FAPEMIG pode apoiar pesquisa. BDMG pode financiar expansão produtiva. Invest Minas pode ajudar a atrair uma empresa. Universidades podem produzir conhecimento. Quando esses instrumentos trabalham isolados, oportunidades são perdidas. → ciencia-tecnologia/p3
[p. 85]
[b1996] (ciencia_tecnologia) 7.6.6. UEMG e Unimontes como universidades do desenvolvimento regional
[b1997] (ciencia_tecnologia) As universidades estaduais possuem uma característica estratégica: presença territorial. UEMG e Unimontes não devem ser vistas apenas como instituições de formação superior. Também são estruturas de pesquisa, extensão, inovação e conhecimento regional. O Governo buscará aproximá-las dos desafios econômicos e sociais de seus territórios. Cada unidade poderá contribuir com agendas relacionadas às vocações regionais. → ciencia-tecnologia/p48
[b1998] (ciencia_tecnologia) A universidade localizada no interior conhece problemas que muitas vezes não são percebidos a partir da capital. Essa capacidade precisa ser utilizada.
[b2000] (ciencia_tecnologia) 7.6.7. Startups e empresas de base tecnológica
[b2001] (ciencia_tecnologia) Startups e empresas de base tecnológica podem transformar pesquisa, conhecimento profissional e problemas de mercado em novos produtos e serviços. O maior desafio não está apenas em criar empresas, mas em permitir que boas soluções sejam testadas, encontrem clientes, recebam investimento e consigam crescer.
[b2002] (ciencia_tecnologia) O Governo atuará nos pontos em que a ação pública possa reduzir barreiras relevantes: provas de conceito, validação tecnológica, conexão com empresas, acesso a financiamento, utilização de infraestrutura científica e entrada em mercados. Universidades, incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos, investidores, empresas e instituições financeiras participarão conforme a etapa e a necessidade. → ciencia-tecnologia/p14
[b2003] (ciencia_tecnologia) A contratação pública de inovação poderá abrir oportunidades quando houver problemas do Estado que justifiquem novas soluções. Isso não significará reservar o mercado público para empresas locais nem contratar tecnologia sem competição e avaliação. Significará utilizar os instrumentos legais disponíveis para testar e adquirir inovação quando ela puder gerar melhor serviço e valor público. → ciencia-tecnologia/p16
[b2004] (ciencia_tecnologia) A política será acompanhada não apenas pela quantidade de startups criadas, mas pela sobrevivência, capacidade de crescer, geração de empregos, atração de investimentos e transformação de conhecimento em atividade econômica. → ciencia-tecnologia/p5, ciencia-tecnologia/p14
[b2006] (ciencia_tecnologia) 7.6.8. Retenção e atração de talentos
[b2007] (ciencia_tecnologia) Minas forma profissionais qualificados que muitas vezes precisam deixar suas cidades ou o próprio Estado para encontrar oportunidades. Essa perda de talentos reduz o retorno do investimento realizado na formação dessas pessoas.
[b2008] (ciencia_tecnologia) Bolsas, projetos de pesquisa, empresas inovadoras e polos regionais precisam criar caminhos para que jovens possam construir carreira em Minas. A atração de profissionais de outros lugares também poderá contribuir para áreas em que o Estado precise ampliar competências. O conhecimento reside nas pessoas. Uma política de inovação precisa conseguir mantê-las próximas das oportunidades. → ciencia-tecnologia/p36
[b2010] (ciencia_tecnologia) 7.6.9. Mulheres e diversidade na ciência e inovação
[b2011] (ciencia_tecnologia) A economia do conhecimento precisa ampliar oportunidades. Mulheres, população negra, pessoas com deficiência e outros grupos ainda podem enfrentar barreiras de acesso às carreiras
[p. 86]
[b2012] (ciencia_tecnologia) científicas, tecnológicas e ao empreendedorismo. As políticas estaduais deverão acompanhar participação e permanência quando houver dados disponíveis. → ciencia-tecnologia/p37
[b2013] (ciencia_tecnologia) Programas de bolsas, empreendedorismo e formação poderão incluir estratégias para reduzir desigualdades. Diversidade também aumenta a capacidade de produzir soluções diferentes. → ciencia-tecnologia/p37
[b2014] (ciencia_tecnologia) Ciência precisa aproveitar os talentos existentes em toda a sociedade.
[b2016] (ciencia_tecnologia) 7.6.10. Regionalizar a inovação
[b2017] (ciencia_tecnologia) Inovação não pode ficar concentrada na Região Metropolitana. As diferentes regiões possuem universidades, institutos, empresas e problemas que podem formar ecossistemas próprios. A estratégia deverá identificar vocações territoriais. → ciencia-tecnologia/p6
[b2018] (ciencia_tecnologia) O Estado identificará essas capacidades e apoiará redes regionais que conectem instituições já existentes. As agendas regionais não serão definidas apenas por uma vocação econômica histórica. Poderão partir de atividades existentes, desafios do território ou oportunidades de diversificação. UEMG, Unimontes, universidades federais, institutos federais, empresas, MUNICÍPIOS e ambientes de inovação poderão funcionar como pontos de uma rede estadual, permitindo que conhecimento, financiamento e oportunidades circulem também fora da capital. → ciencia-tecnologia/p6
[b2020] (ciencia_tecnologia) 7.6.11. Conhecimento a serviço dos MUNICÍPIOS
[b2021] (ciencia_tecnologia) Pequenos MUNICÍPIOS muitas vezes enfrentam problemas para os quais universidades e centros de pesquisa podem desenvolver soluções. O Governo criará mecanismos para aproximar instituições científicas das administrações municipais e conectar conhecimento a problemas concretos dos territórios. → ciencia-tecnologia/p10
[b2022] (ciencia_tecnologia) MUNICÍPIOS poderão apresentar desafios e universidades desenvolver respostas. Essa agenda se conectará também ao capítulo de Cidades Inteligentes. Inovação pública precisa chegar ao território. → ciencia-tecnologia/p10
[b2024] (ciencia_tecnologia) 7.6.12. Ciência para melhorar serviços públicos
[b2025] (ciencia_tecnologia) Saúde, educação, segurança, meio ambiente e gestão pública podem utilizar conhecimento produzido pelas instituições mineiras. O Governo incentivará avaliação de políticas, experimentação controlada e utilização de evidências. → ciencia-tecnologia/p21
[b2026] (ciencia_tecnologia) Pesquisa aplicada à Administração Pública pode aumentar a eficiência do gasto e a qualidade dos serviços. Ciência não precisa beneficiar apenas empresas. Pode ajudar o Estado a governar melhor. A política será acompanhada pela capacidade de transformar investimento em pesquisa em conhecimento, tecnologia, inovação, empresas, soluções públicas e oportunidades distribuídas pelo território. → ciencia-tecnologia/p21
[b2028] (ciencia_tecnologia) 7.6.13. Minas como economia do conhecimento
[b2029] (ciencia_tecnologia) Minas possui recursos naturais, produção agrícola, indústria e serviços. Mas o ativo que poderá conectar todas essas atividades no futuro é o conhecimento. A mineração precisa de tecnologia.
[b2030] (ciencia_tecnologia) A agricultura precisa de ciência. A indústria precisa de inovação. A saúde precisa de pesquisa.
[p. 87]
[b2032] (ciencia_tecnologia) O objetivo será construir um Estado em que ciência não esteja isolada da economia e em que desenvolvimento econômico não esteja separado das universidades. Produzir conhecimento continuará sendo uma finalidade essencial. Transformá-lo em melhores produtos, melhores empresas, melhores serviços e melhor qualidade de vida será também uma prioridade. Minas precisa deixar de apenas formar talentos e produzir pesquisa. Precisa criar condições para que conhecimento transforme Minas Gerais.
[p. 101]
[b2271] (ciencia_tecnologia) A política de Cidades Inteligentes, desenvolvida no capítulo de parceria com os MUNICÍPIOS, será integrada ao desenvolvimento urbano e orientada por problemas concretos. Dados, tecnologia e inovação serão utilizados para melhorar mobilidade, iluminação, segurança, gestão de resíduos, planejamento, atendimento e uso dos espaços públicos. → ciencia-tecnologia/p23
[p. 106]
[b2338] (ciencia_tecnologia) Cidades e serviços públicos mais inteligentes. Cidade inteligente não é sinônimo de cidade tecnológica, digital ou a que acumula equipamentos ou plataformas, mas aquela que desenvolve capacidade para compreender seus desafios e responder melhor a eles.
[b2339] (ciencia_tecnologia) Dados, tecnologia e inovação devem apoiar o conhecimento do território, a definição de prioridades e a melhoria dos serviços. Problemas tradicionais nem sempre exigem soluções tradicionais: enfrentar alagamentos, melhorar a mobilidade ou reduzir a demora no atendimento pode depender da combinação entre planejamento, processos, manutenção, informação e novas formas de atuação.
[b2340] (ciencia_tecnologia) O Governo apoiará os MUNICÍPIOS na identificação das causas dos problemas, no uso de dados, na avaliação de alternativas e na estruturação de projetos compatíveis com sua realidade técnica e financeira. Essa atuação buscará também desenvolver capacidades locais para planejar, contratar, gerir e avaliar soluções, O objetivo não será oferecer um pacote único, mas ampliar a capacidade de resposta de cada administração municipal. → ciencia-tecnologia/p23
[b2341] (ciencia_tecnologia) As soluções poderão envolver serviços digitais, geoinformação, mobilidade, iluminação, eficiência energética, gestão de resíduos, segurança, monitoramento de riscos e melhor uso dos espaços públicos. Quando diferentes cidades enfrentarem desafios semelhantes, o Estado poderá estimular padrões comuns, ferramentas reutilizáveis, compras compartilhadas, plataformas integradas e arranjos regionais que reduzam custos e evitem que cada MUNICÍPIO precise começar do zero. → ciencia-tecnologia/p23
[b2342] (ciencia_tecnologia) Da mesma forma, soluções Estaduais, como as fornecidas pela Prodemge poderão suportar ações de transformação digital municipal casadas com iniciativas de formação de servidores municipais, democratização do acesso e atendimento a particularidades de públicos com baixo domínio em tecnologias. Ninguém pode ficar para trás nesse processo. → ciencia-tecnologia/p35
[b2343] (ciencia_tecnologia) Já existem no Estado experiências envolvendo processo eletrônico compartilhado com prefeituras e projetos de Cidades Inteligentes com iluminação, semáforos, conectividade e videomonitoramento. A partir de 2027 o Governo transformará soluções hoje dispersas em uma política estadual estruturada, interoperável e acessível aos MUNICÍPIOS de acordo com a complexidade de seus problemas. → ciencia-tecnologia/p23
[b2345] (ciencia_tecnologia) 9.5. Dados compartilhados para políticas integradas
[b2346] (ciencia_tecnologia) Estado e municípios frequentemente atendem as mesmas pessoas por meio de redes e sistemas que não se comunicam. Isso gera cadastros repetidos, informações divergentes, retrabalho para os servidores e dificuldade para acompanhar a trajetória de quem precisa dos serviços públicos.
[b2347] (ciencia_tecnologia) O Governo estabelecerá padrões para o compartilhamento seguro de informações nas políticas em que a atuação seja conjunta, priorizando situações em que a integração possa reduzir burocracia, melhorar o atendimento ou apoiar decisões. O avanço será gradual, de acordo com a base legal, a qualidade dos dados, a capacidade dos sistemas e a finalidade de cada utilização. → ciencia-tecnologia/p24
[b2348] (ciencia_tecnologia) A integração deverá produzir benefício também para as prefeituras, que terão acesso a informações e análises úteis ao planejamento local. Compartilhar dados não significa acesso irrestrito. Significa utilizar, com responsabilidade, as informações necessárias para que Estado e município consigam atuar como uma única rede diante da população. → ciencia-tecnologia/p24
[b2349] (ciencia_tecnologia) Essa integração será particularmente importante para a política de Cidades Inteligentes e para a Muralha Digital de Minas Gerais, prevista no capítulo de Segurança Pública.
[p. 113]
[b2486] (ciencia_tecnologia) 10.12. Conectividade digital é infraestrutura
[p. 114]
[b2487] (ciencia_tecnologia) Uma região sem conectividade adequada perde competitividade e dificulta o acesso das pessoas aos serviços. O Governo buscará articular União, operadoras e MUNICÍPIOS para ampliar cobertura de fibra, redes móveis e conectividade em áreas ainda insuficientemente atendidas. → ciencia-tecnologia/p34
[b2488] (ciencia_tecnologia) A prioridade incluirá equipamentos públicos estaduais e territórios onde a deficiência digital limita oportunidades econômicas ou acesso aos serviços. A política de conectividade também será integrada à estratégia de Cidades Inteligentes. → ciencia-tecnologia/p34
[p. 133]
[b2836] (ciencia_tecnologia) 13.12. Inteligência Artificial para resolver problemas públicos
[p. 134]
[b2837] (ciencia_tecnologia) A Inteligência Artificial será utilizada para resolver problemas concretos e resultados mensuráveis, reduzir tarefas repetitivas, apoiar a análise de informações e ampliar a capacidade dos servidores e dos serviços públicos. mensuráveis. Não será adotada porque virou tendência. → ciencia-tecnologia/p19
[b2838] (ciencia_tecnologia) As aplicações serão selecionadas de acordo com seu impacto, viabilidade, disponibilidade de dados e capacidade institucional. Sempre que adequado, começarão em escala controlada, com responsáveis, custos, prazos e critérios de avaliação. As soluções que produzirem resultados comprovados poderão ser ampliadas. Para cada desafio, o Estado avaliará as alternativas de desenvolvimento, contratação, compartilhamento ou parceria, evitando dependência excessiva de fornecedores e preservando conhecimento dentro da Administração. → ciencia-tecnologia/p19, ciencia-tecnologia/p25
[b2839] (ciencia_tecnologia) Decisões que afetem direitos das pessoas não serão delegadas exclusivamente a sistemas automatizados. Aplicações de maior risco deverão contar com supervisão humana, avaliação de impacto, transparência, possibilidade de auditoria e revisão, segurança da informação e proteção de dados pessoais. A Inteligência Artificial deverá potencializar o trabalho dos servidores e liberar tempo para atividades que exigem conhecimento, julgamento e atenção humana, sem retirar do Estado a responsabilidade por suas decisões. → ciencia-tecnologia/p19
[p. 136]
[b2873] (ciencia_tecnologia) 13.21. Inovação pública para resolver problemas reais
[b2874] (ciencia_tecnologia) Inovação pública começa por um problema, e não por uma tecnologia. Muitas melhorias surgem no cotidiano da gestão, a partir da experiência de servidores que conhecem os processos, identificam desperdícios e encontram formas mais simples de atender à população. O Governo criará condições para que essas pessoas possam propor, desenvolver e testar soluções, com apoio das lideranças, colaboração entre órgãos e reconhecimento das iniciativas que produzam resultados. → ciencia-tecnologia/p22
[b2875] (ciencia_tecnologia) A experimentação será incorporada à gestão de forma responsável. Novas soluções poderão ser testadas em escala controlada, com problema definido, responsáveis, prazo, custo e critérios de avaliação. O que funcionar poderá ser aperfeiçoado e ampliado; o que não produzir resultado será interrompido, com registro e compartilhamento do aprendizado. Servidores que atuarem de boa-fé, dentro das regras e dos limites estabelecidos, deverão encontrar segurança institucional para inovar. → ciencia-tecnologia/p22
[b2876] (ciencia_tecnologia) O Governo também estará aberto ao conhecimento e às soluções existentes fora de suas estruturas. Universidades, instituições científicas e tecnológicas, startups, govtechs, empresas, parques e ambientes de inovação e organizações da sociedade poderão participar da solução de desafios públicos. A FAPEMIG terá papel estratégico na conexão entre as necessidades do Estado e as capacidades científicas e tecnológicas de Minas, apoiando, dentro de suas competências, pesquisa aplicada, formação de pessoas, desenvolvimento e validação de soluções e redes de cooperação entre órgãos públicos, universidades, pesquisadores e empresas. → ciencia-tecnologia/p22
[b2877] (ciencia_tecnologia) Essa inovação aberta poderá utilizar projetos de pesquisa, desafios públicos, laboratórios, testes de soluções, cooperação técnica e instrumentos de contratação de inovação, com transparência, avaliação de resultados e preservação da responsabilidade do Estado. → ciencia-tecnologia/p16
[b2878] (ciencia_tecnologia) A inovação será orientada pelo impacto produzido na vida das pessoas e na capacidade de atuação do Governo: reduzir tempo de espera e deslocamentos, simplificar serviços, melhorar condições de trabalho, ampliar a qualidade das decisões e utilizar melhor os recursos públicos. → ciencia-tecnologia/p22
[b2879] (ciencia_tecnologia) Inovar não será adotar novidades por sua aparência, mas mobilizar servidores, conhecimento e o ecossistema mineiro para resolver problemas reais.
[p. 142]
[b2960] (ciencia_tecnologia) 14.16. Um Estado preparado para novas tecnologias
[b2961] (ciencia_tecnologia) A Administração Pública precisará acompanhar transformações tecnológicas que ainda não podem ser previstas em detalhes. Sistemas, competências e formas de trabalho deverão ser atualizados sem que o Estado se torne dependente de modismos, soluções fechadas ou tecnologias sem utilidade comprovada.
[b2962] (ciencia_tecnologia) O Governo desenvolverá capacidade permanente de acompanhar tendências, avaliar impactos e testar aplicações em escala controlada antes de sua ampliação. Sistemas essenciais e competências críticas serão atualizados de forma progressiva, considerando interoperabilidade, segurança, acessibilidade, sustentabilidade dos custos e preservação do conhecimento público. → ciencia-tecnologia/p25
[b2963] (ciencia_tecnologia) Governança, proteção de dados, transparência e supervisão humana são fundamentais e o compromisso de longo prazo será garantir que o Estado consiga aprender, adaptar-se e incorporar tecnologias quando elas efetivamente ajudarem a servir melhor à sociedade. → ciencia-tecnologia/p25
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