Alexandre Kalil — texto do programa sobre Cultura, esporte e lazer (Governador — MG, 2026)
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[p. 62]
[b1641] (cultura_esporte) 6.18. Esporte e lazer como política social
[b1642] (cultura_esporte) Esporte não será tratado apenas como competição ou evento. Ele também é saúde, educação, convivência, inclusão, prevenção e oportunidade. O Governo reorganizará a política estadual para ampliar o acesso da população ao esporte e ao lazer, considerando: ● esporte educacional; ● esporte comunitário; ● lazer; ● esporte de rendimento; ● esporte para pessoas com deficiência; ● atividades para crianças e jovens; ● envelhecimento ativo; ● infraestrutura esportiva. → cultura-esporte/p27, cultura-esporte/p28, cultura-esporte/p36, cultura-esporte/p37, cultura-esporte/p38, cultura-esporte/p83
[b1643] (cultura_esporte) O Estado apoiará os MUNICÍPIOS na recuperação e utilização dos equipamentos existentes. → cultura-esporte/p31
[b1644] (cultura_esporte) Nos territórios de maior vulnerabilidade, esporte poderá ser articulado à educação, cultura, convivência comunitária e prevenção da violência. Também serão criadas condições para identificar e desenvolver talentos esportivos. Esporte precisa estar próximo das pessoas. → cultura-esporte/p27, cultura-esporte/p36, cultura-esporte/p39, cultura-esporte/p83, cultura-esporte/p88
[p. 78]
[b1894] (cultura_esporte) 7.4.9. Economia criativa conectada ao território
[b1896] (cultura_esporte) Esse tema será desenvolvido também no capítulo específico de Cultura, evitando que a dimensão econômica apague seu valor cultural. Aqui, o foco estará na capacidade dessas atividades de criar empresas, renda e oportunidades.
[p. 80]
[b1920] (cultura_esporte) 7.5.3. Patrimônio e identidade como ativos econômicos
[b1921] (cultura_esporte) O patrimônio histórico e cultural é parte essencial da identidade mineira. Preservá-lo é uma responsabilidade pública. Mas patrimônio preservado também pode gerar atividade econômica, desde que isso aconteça respeitando seu valor cultural. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) terá papel relevante na articulação entre preservação, uso sustentável e desenvolvimento dos territórios. Prédios históricos, centros urbanos, paisagens culturais, festas, saberes tradicionais e patrimônio imaterial podem integrar estratégias turísticas e culturais. → cultura-esporte/p9, cultura-esporte/p18
[b1922] (cultura_esporte) O desafio será evitar dois extremos: preservar sem integrar à vida econômica; ou explorar economicamente sem preservar. O objetivo será fazer com que patrimônio vivo gere identidade, visitação, atividade cultural e renda.
[p. 123]
[b2659] (cultura_esporte) PARTE V — IDENTIDADE E CULTURA MINEIRA
[b2661] (cultura_esporte) 12. CULTURA, PATRIMÔNIO E IDENTIDADE MINEIRA
[b2662] (cultura_esporte) Minas Gerais é reconhecida por sua história, sua diversidade cultural, seu patrimônio, sua música, sua literatura, sua gastronomia, seu artesanato, suas festas, sua arquitetura e seus modos de vida. Mas cultura não pode ser tratada apenas como memória. Ela é também produção contemporânea, trabalho, renda, educação, pertencimento, turismo e desenvolvimento regional.
[b2663] (cultura_esporte) O Governo Kalil precisará superar uma política cultural excessivamente concentrada em grandes centros, editais pouco acessíveis para parte dos produtores e MUNICÍPIOS com capacidade técnica muito desigual. A cultura precisa chegar a todo o território.
[b2664] (cultura_esporte) A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (SECULT) coordenará essa estratégia em articulação com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG), Fundação Clóvis Salgado (FCS), Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), Empresa Mineira de Comunicação (EMC), Conselho Estadual do Patrimônio Cultural → cultura-esporte/p61, cultura-esporte/p98
[b2667] (cultura_esporte) universidades, artistas, produtores culturais, comunidades tradicionais e demais instituições do setor. Essas estruturas integram atualmente a organização estadual. → cultura-esporte/p61, cultura-esporte/p98
[b2668] (cultura_esporte) O objetivo será organizar uma política baseada em cinco compromissos: → cultura-esporte/p61, cultura-esporte/p98
[b2672] (cultura_esporte) ● descentralizar recursos e oportunidades; → cultura-esporte/p1
[b2673] (cultura_esporte) ● transformar identidade cultural em desenvolvimento sem descaracterizá-la. → cultura-esporte/p9
[b2674] (cultura_esporte) Cultura será tratada como política para as pessoas.
[b2676] (cultura_esporte) 12.1. Patrimônio histórico e cultural: preservar para continuar vivo
[b2677] (cultura_esporte) Minas possui um patrimônio material e imaterial que ajuda a contar a história do Brasil. Cidades históricas, igrejas, conjuntos urbanos, edifícios, arquivos, paisagens culturais, festas, tradições, ofícios, saberes, modos de fazer e manifestações populares formam um patrimônio que precisa permanecer vivo. Preservar não significa congelar. Significa garantir que essas referências continuem fazendo parte da vida das comunidades e possam atravessar gerações.
[b2678] (cultura_esporte) O IEPHA-MG terá papel central na política estadual de identificação, proteção, salvaguarda e valorização do patrimônio cultural, em articulação com o CONEP e com os MUNICÍPIOS. O próprio sistema estadual reconhece patrimônio material e imaterial, incluindo modos de criar, fazer e viver, formas de expressão, conjuntos urbanos e diferentes referências culturais. → cultura-esporte/p18
[b2679] (cultura_esporte) O Estado identificará os bens culturais em situação mais vulnerável e organizará prioridades de intervenção e captação de recursos. Patrimônio que existe apenas no registro formal, mas se deteriora fisicamente ou perde sua função social, não está verdadeiramente protegido. → cultura-esporte/p19, cultura-esporte/p78
[b2681] (cultura_esporte) 12.2. ICMS Patrimônio Cultural e fortalecimento dos MUNICÍPIOS
[p. 124]
[b2682] (cultura_esporte) Minas possui uma experiência importante de participação dos MUNICÍPIOS na preservação cultural por meio do ICMS Patrimônio Cultural. Esse instrumento deve ser tratado como política estratégica de descentralização. O programa atualmente repassa recursos aos MUNICÍPIOS que desenvolvem ações de preservação e fortalece setores e conselhos locais responsáveis pelo patrimônio. O Governo Kalil buscará tornar essa política mais acessível, especialmente para administrações municipais com menor capacidade técnica. → cultura-esporte/p23
[b2683] (cultura_esporte) MUNICÍPIOS pequenos não podem perder oportunidades de preservação e recursos apenas porque possuem equipes menores. A política estadual deverá ajudar cada território a conhecer, preservar e utilizar de forma responsável seu patrimônio. → cultura-esporte/p23, cultura-esporte/p24
[b2685] (cultura_esporte) 12.3. Recuperar e utilizar o patrimônio público cultural
[b2686] (cultura_esporte) Minas possui equipamentos e bens culturais que precisam de manutenção, restauração e utilização permanente. Teatros, museus, bibliotecas, arquivos, centros culturais e edifícios históricos não podem funcionar apenas em ocasiões especiais. O Governo realizará diagnóstico da infraestrutura cultural estadual e organizará prioridades de recuperação e captação de recursos para tal. → cultura-esporte/p19, cultura-esporte/p57, cultura-esporte/p78
[b2687] (cultura_esporte) A política buscará evitar duas situações recorrentes: equipamento fechado por falta de manutenção; ou patrimônio restaurado sem política de uso capaz de mantê-lo vivo. Obra cultural precisa vir acompanhada de programação, gestão e público. → cultura-esporte/p57
[b2689] (cultura_esporte) 12.4. Museus, bibliotecas e arquivos como espaços vivos
[b2690] (cultura_esporte) Museus, bibliotecas e arquivos não devem ser vistos apenas como locais de guarda. Eles são espaços de educação, memória, pesquisa, convivência e acesso à cultura. O Governo ampliará a utilização desses equipamentos e os aproximará das comunidades, inclusive por meio da integração com a rede escolar. → cultura-esporte/p58
[b2691] (cultura_esporte) A Biblioteca Pública Estadual e os museus estaduais deverão atuar também como referências para redes municipais. A articulação entre museus, bibliotecas, arquivos e estruturas municipais de cultura ainda precisa ganhar escala e permanência. O Governo organizará uma rede de cooperação capaz de ampliar programação, circulação de acervos, conhecimento e assistência técnica entre diferentes regiões. → cultura-esporte/p58, cultura-esporte/p59, cultura-esporte/p96
[b2693] (cultura_esporte) 12.5. Cultura regional: Minas são muitas Minas
[b2694] (cultura_esporte) A identidade mineira não é uniforme. Cada região possui sotaques, tradições, ritmos, festas, culinária, artesanato, religiosidade, memória e formas de expressão próprias. A política cultural será regionalizada. Não faz sentido concentrar produção, financiamento e circulação cultural apenas na capital ou em poucos MUNICÍPIOS. Os instrumentos de fomento deverão observar distribuição territorial e capacidade de acesso. → cultura-esporte/p1, cultura-esporte/p5
[b2695] (cultura_esporte) O objetivo será permitir que uma pessoa encontre produção cultural relevante também perto de onde vive. Cultura regional não será tratada como cultura menor. É parte da identidade de Minas. → cultura-esporte/p1, cultura-esporte/p48, cultura-esporte/p90
[b2697] (cultura_esporte) 12.6. Cultura popular e tradições
[p. 125]
[b2698] (cultura_esporte) Congados, reinados, folias, festas religiosas, festas populares, rodas, manifestações afro-mineiras, tradições rurais, celebrações comunitárias e inúmeros outros modos de expressão fazem parte da formação do Estado. Muitas dessas manifestações sobrevivem graças às próprias comunidades. A política pública precisa reconhecer esse trabalho.
[b2699] (cultura_esporte) O Governo apoiará salvaguarda, registro, circulação e transmissão das tradições entre gerações. → cultura-esporte/p43
[b2700] (cultura_esporte) Mestres e grupos detentores de saberes tradicionais terão atenção específica. O objetivo não será institucionalizar ou descaracterizar manifestações populares. Será criar condições para que continuem existindo. → cultura-esporte/p43
[b2702] (cultura_esporte) 12.7. Cultura afro-mineira, quilombola e indígena
[b2703] (cultura_esporte) A identidade de Minas foi construída por diferentes povos. A contribuição negra, indígena, quilombola e de comunidades tradicionais precisa estar presente na política cultural de maneira estrutural. O Estado ampliará o reconhecimento, a preservação e a circulação das manifestações associadas à cultura afro-mineira, indígena, quilombola e às comunidades tradicionais. A narrativa cultural de Minas precisa representar toda a sociedade que ajudou a construí-la. → cultura-esporte/p46
[b2705] (cultura_esporte) 12.8. Diversidade e direito à expressão cultural
[b2706] (cultura_esporte) Cultura é também espaço de expressão das diferentes experiências humanas. Mulheres, população LGBTQIA+, população negra, pessoas com deficiência, jovens, pessoas idosas e outros grupos devem encontrar oportunidades de produzir, participar e acessar atividades culturais. A política não será baseada em segregação de públicos. → cultura-esporte/p69
[b2707] (cultura_esporte) O objetivo será identificar barreiras. Editais, equipamentos e programações precisarão observar acessibilidade, diversidade territorial e condições reais de participação. Pessoas com deficiência deverão encontrar equipamentos culturais acessíveis e conteúdos capazes de atender diferentes necessidades. Pessoas idosas também precisam ser consideradas tanto como público quanto como portadoras de memória e conhecimento. Cultura é direito. → cultura-esporte/p68, cultura-esporte/p69
[b2709] (cultura_esporte) 12.9. Economia criativa e trabalho cultural
[b2710] (cultura_esporte) Cultura também gera renda. Música, audiovisual, design, moda, artesanato, jogos digitais, fotografia, literatura, artes cênicas, gastronomia e outras atividades formam cadeias econômicas relevantes. Mas grande parte dos trabalhadores da cultura convive com informalidade, instabilidade e dificuldade para estruturar seus negócios. A política estadual de economia criativa deverá aproximar cultura e desenvolvimento econômico. → cultura-esporte/p8, cultura-esporte/p74
[b2711] (cultura_esporte) A dimensão econômica não substituirá a dimensão cultural. Uma manifestação não precisa ser comercialmente rentável para possuir valor cultural. Mas quem vive de cultura precisa encontrar condições melhores para transformar seu trabalho em renda. → cultura-esporte/p8, cultura-esporte/p74
[b2714] (cultura_esporte) Minas tem tradição musical e cênica de enorme diversidade. A política deverá apoiar produção, circulação, formação e preservação dessa capacidade. A Fundação Clóvis Salgado será uma das principais estruturas estaduais dessa agenda, incluindo formação artística, espetáculos e gestão → cultura-esporte/p50, cultura-esporte/p60
[p. 126]
[b2715] (cultura_esporte) de importantes equipamentos culturais. Mas a política não poderá ficar concentrada nos equipamentos da capital. → cultura-esporte/p49
[b2716] (cultura_esporte) Artistas, grupos e companhias precisam circular. Teatros municipais e espaços regionais deverão ser incorporados às estratégias de programação. A cultura produzida em Belo Horizonte precisa chegar ao interior. E a cultura produzida no interior precisa circular por Minas. → cultura-esporte/p48, cultura-esporte/p49, cultura-esporte/p90
[b2718] (cultura_esporte) 12.11. Formação artística e FAOP
[b2719] (cultura_esporte) Formação é condição para manter e renovar a produção cultural. A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) deverá exercer papel estratégico na formação artística, preservação e transmissão de conhecimentos relacionados às artes e ao patrimônio. Sua atuação poderá ser conectada a escolas, MUNICÍPIOS, profissionais de restauração, artista e comunidades. → cultura-esporte/p56
[b2720] (cultura_esporte) Também serão incentivadas parcerias com UEMG, Unimontes, universidades federais e institutos federais. Formar artistas e técnicos também é preservar capacidade cultural. → cultura-esporte/p55
[b2722] (cultura_esporte) 12.12. Artesanato e saberes do território
[b2723] (cultura_esporte) Artesanato é cultura, identidade e atividade econômica. Peças produzidas em diferentes regiões carregam técnicas, matérias-primas, histórias e modos de fazer transmitidos entre gerações. O Governo apoiará artesãos e associações. A política deverá evitar descaracterizar o produto em nome da comercialização. Inovação pode aumentar valor. Mas identidade precisa ser preservada. → cultura-esporte/p11
[b2725] (cultura_esporte) 12.13. Fomento cultural mais simples e acessível
[b2726] (cultura_esporte) Recursos públicos para cultura precisam chegar também a quem possui menor estrutura para disputar editais. Processos excessivamente complexos tendem a favorecer produtores e instituições com maior experiência administrativa. O Governo simplificará os instrumentos de fomento dentro das exigências legais, com linguagem clara, orientação, formação e critérios de regionalização. → cultura-esporte/p2, cultura-esporte/p5, cultura-esporte/p7
[b2727] (cultura_esporte) O Estado acompanhará a distribuição territorial e o acesso aos instrumentos de fomento para identificar regiões, linguagens e produtores que encontram maior dificuldade de participação. → cultura-esporte/p6
[b2728] (cultura_esporte) Quando um território nunca consegue acessar uma política, não basta concluir que não apresentou bons projetos. É necessário verificar por que não conseguiu participar. → cultura-esporte/p6
[b2730] (cultura_esporte) 12.14. MUNICÍPIOS como parceiros da política cultural
[b2731] (cultura_esporte) Grande parte da vida cultural acontece localmente. Prefeituras administram bibliotecas, museus, teatros, centros culturais, festas, patrimônio e programas de incentivo. Mas a capacidade institucional varia enormemente. O Estado ampliará apoio técnico aos MUNICÍPIOS. → cultura-esporte/p24
[b2732] (cultura_esporte) MUNICÍPIOS pequenos poderão construir soluções compartilhadas e circuitos regionais. A política estadual deverá incentivar cooperação em vez de exigir que cada cidade desenvolva isoladamente todas as estruturas. Cultura também se beneficia de escala regional. → cultura-esporte/p25
[p. 127]
[b2736] (cultura_esporte) Escola e cultura precisam conversar. Crianças e jovens deveriam conhecer melhor a produção artística, histórica e cultural do lugar onde vivem. O Governo estimulará projetos em parceria com a Educação para ampliar o contato dos estudantes com a cultura. Isso não significa transformar cultura em conteúdo burocrático. Significa ampliar experiências. Artistas e instituições culturais poderão participar de projetos com escolas, respeitando o planejamento pedagógico e a autonomia das equipes. Conhecer a própria cultura ajuda a compreender o território e a própria identidade. → cultura-esporte/p54
[b2738] (cultura_esporte) 12.16. Cultura e turismo sem transformar cultura em cenário
[b2739] (cultura_esporte) Patrimônio, gastronomia, festas e manifestações culturais são componentes importantes da economia do turismo. Essa relação pode gerar renda e fortalecer a preservação. Mas turismo não pode transformar cultura viva em simples produto para visitantes. A SECULT deverá integrar as duas áreas com equilíbrio. → cultura-esporte/p9
[b2740] (cultura_esporte) Comunidades e produtores culturais precisam participar das estratégias de turismo cultural. O benefício econômico precisa alcançar quem mantém a tradição e o patrimônio. Essa política dialogará diretamente com o capítulo de Desenvolvimento Econômico. Cultura pode gerar turismo. Mas existe antes dele e independentemente dele. → cultura-esporte/p10
[b2742] (cultura_esporte) 12.17. Comunicação pública e circulação da cultura mineira
[b2743] (cultura_esporte) Minas produz cultura em todas as regiões, mas grande parte dela encontra dificuldade para alcançar públicos maiores. A Empresa Mineira de Comunicação (EMC), respeitada sua missão de comunicação pública, poderá contribuir para ampliar visibilidade da produção cultural, da memória, da música, do audiovisual e das diferentes identidades regionais. → cultura-esporte/p65
[b2744] (cultura_esporte) A programação pública deve ajudar Minas a conhecer Minas. Conteúdos culturais poderão dar espaço a artistas, manifestações e histórias de diferentes territórios. A relação com a cultura deverá respeitar independência editorial e critérios públicos. Comunicação pública não é propaganda de Governo. É serviço à sociedade. → cultura-esporte/p65
[b2747] (cultura_esporte) Preservar patrimônio também significa preservar documentos e informações. Arquivos públicos guardam parte da memória administrativa, social e histórica do Estado. O Governo deverá ampliar políticas de preservação, organização, digitalização e acesso aos acervos. O Conselho Estadual de Arquivos deverá participar da formulação dessa agenda dentro de suas atribuições. → cultura-esporte/p21
[b2748] (cultura_esporte) A digitalização ajudará a preservar documentos e ampliar acesso, mas não substitui conservação física adequada. Memória pública precisa ser tratada como patrimônio. → cultura-esporte/p21
[b2751] (cultura_esporte) Equipamentos, eventos e políticas culturais precisam alcançar diferentes públicos. O Estado deverá incorporar acessibilidade desde o planejamento. A acessibilidade não deve ser acrescentada apenas depois que o projeto estiver pronto. Precisa fazer parte do projeto. O direito à cultura deve valer para todas as pessoas. A política cultural acompanhará especialmente a → cultura-esporte/p68
[p. 128]
[b2752] (cultura_esporte) distribuição territorial dos recursos, o acesso aos equipamentos, a preservação do patrimônio e a capacidade de alcançar públicos que historicamente encontram mais barreiras. → cultura-esporte/p6
[b2754] (cultura_esporte) 12.20. Identidade mineira: reconhecer o que nos une sem apagar nossas diferenças
[b2755] (cultura_esporte) Existe uma identidade mineira. Mas ela não é uma só. Ela está nas cidades históricas e nas periferias urbanas. No sertão e nas montanhas. No Cerrado, na Mata Atlântica e na Caatinga.
[b2756] (cultura_esporte) Nos congados, no barroco, no hip-hop, na literatura, no artesanato, no queijo, no café, na música, na cozinha, nos falares e nos modos de viver. A identidade mineira foi construída por povos indígenas, população negra, imigrantes, trabalhadores, comunidades rurais, artistas e inúmeras gerações que transformaram este território.
[b2757] (cultura_esporte) O papel do Governo não será definir o que é ser mineiro. Será permitir que Minas reconheça, preserve e valorize suas diferentes formas de ser. Patrimônio imaterial pode incluir justamente formas de expressão e modos de criar, fazer e viver que representam os diferentes grupos formadores da sociedade mineira. A política cultural precisa respeitar essa pluralidade.
[b2759] (cultura_esporte) 12.21. Cultura para fortalecer pertencimento e futuro
[b2760] (cultura_esporte) Minas não pode olhar para cultura apenas quando comemora o passado. Cultura também ajuda a construir futuro. Ela gera pertencimento. Cria vínculos comunitários. Abre espaço para a expressão dos jovens. Produz trabalho. Movimenta cidades. Fortalece turismo. Preserva memória. E permite que uma sociedade reconheça a si mesma.
[b2761] (cultura_esporte) Nosso compromisso será construir uma política cultural que preserve sem paralisar, financie sem concentrar, valorize tradição sem impedir renovação e permita que todas as regiões participem. Uma cultura em que o artista consiga produzir. O patrimônio consiga sobreviver. O MUNICÍPIO tenha apoio para preservar. A criança possa conhecer sua própria história. As comunidades sejam reconhecidas. E as pessoas possam acessar cultura independentemente de onde vivem. Minas possui uma das identidades culturais mais fortes do Brasil. O papel do Estado será fazer com que ela permaneça viva, diversa e capaz de construir novas histórias.
FIM — 80 blocos neste arquivo.