Alexandre Kalil — texto do programa sobre Desenvolvimento regional e interior (Governador — MG, 2026)

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[b932] (desenvolvimento_regional) 2. MUNICÍPIOS como parceiros do desenvolvimento

[b933] (desenvolvimento_regional) Minas Gerais só será forte com MUNICÍPIOS fortes. O Governo Estadual atuará de forma cooperativa com as administrações municipais, respeitando competências e construindo soluções conjuntas para problemas que ultrapassam limites territoriais ou a capacidade de atuação de um único ente público.

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[b934] (desenvolvimento_regional) Consórcios públicos, planejamento regional, assistência técnica, compartilhamento de soluções, integração de dados e cooperação institucional serão instrumentos para ampliar a capacidade dos MUNICÍPIOS e melhorar os serviços oferecidos à população. O Estado estará ao lado dos MUNICÍPIOS, especialmente daqueles que possuem menor estrutura técnica, administrativa ou financeira. → desenvolvimento-regional/p9, desenvolvimento-regional/p10

[b936] (desenvolvimento_regional) 3. Desenvolvimento regional e redução das desigualdades

[b937] (desenvolvimento_regional) Minas não é uma realidade única. Cada região possui vocações econômicas, características demográficas, capacidades produtivas e desafios sociais próprios. Uma política adequada ao Triângulo Mineiro pode não responder às necessidades do Norte de Minas. Os desafios da Região Metropolitana de Belo Horizonte são diferentes daqueles encontrados nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

[b938] (desenvolvimento_regional) A regionalização será, portanto, um princípio permanente de governo. Investimentos, serviços públicos e políticas de desenvolvimento serão planejados considerando as características de cada território, com informações regionalizadas capazes de revelar desigualdades, orientar prioridades e acompanhar resultados. O lugar onde uma pessoa vive não pode determinar a qualidade do serviço público ao qual ela terá acesso. → desenvolvimento-regional/p1

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[b976] (desenvolvimento_regional) 1.2. Um governo próximo das pessoas e das regiões

[b977] (desenvolvimento_regional) Um Governo de Minas não pode governar Minas apenas a partir da capital. As políticas estaduais precisam considerar onde as pessoas vivem, quais serviços estão disponíveis, quais oportunidades existem e quais dificuldades cada território enfrenta. O planejamento regionalizado será utilizado em todas as áreas em que as diferenças territoriais sejam relevantes. → desenvolvimento-regional/p1

[b978] (desenvolvimento_regional) Na saúde, para identificar vazios assistenciais e aproximar serviços da população. Na educação, para conectar formação e oportunidades. Na segurança, para responder às diferentes dinâmicas da criminalidade. Na infraestrutura, para integrar territórios e reduzir gargalos. No desenvolvimento econômico, para fortalecer as vocações produtivas de cada região.

[b979] (desenvolvimento_regional) Informações regionalizadas permitirão identificar onde estão os maiores problemas e orientar a distribuição dos investimentos públicos. A relação com os MUNICÍPIOS também será → desenvolvimento-regional/p5

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[b980] (desenvolvimento_regional) reorganizada. Prefeituras não podem ser tratadas apenas como executoras locais de decisões tomadas pelo Estado. Serão parceiras na identificação dos problemas, no planejamento das soluções e na implementação das políticas. → desenvolvimento-regional/p11

[b981] (desenvolvimento_regional) O Governo precisa chegar aonde as pessoas estão. Isso significa descentralizar oportunidades, aproximar serviços, fortalecer capacidades locais e reduzir desigualdades históricas entre os territórios mineiros. → desenvolvimento-regional/p21

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[b1073] (desenvolvimento_regional) 2.7. Investimento para reduzir desigualdades regionais

[b1074] (desenvolvimento_regional) A política fiscal também precisa olhar para o território. Regiões com menor dinamismo econômico, infraestrutura insuficiente ou maior vulnerabilidade social não podem depender exclusivamente de sua própria capacidade de atrair investimentos. → desenvolvimento-regional/p3

[b1075] (desenvolvimento_regional) O Estado utilizará seu planejamento e sua capacidade financeira para corrigir desigualdades históricas e criar novas oportunidades de desenvolvimento. Os investimentos estaduais serão acompanhados territorialmente para permitir identificar quanto cada região recebe, quais políticas estão sendo executadas e quais resultados estão sendo produzidos. → desenvolvimento-regional/p3, desenvolvimento-regional/p5

[b1076] (desenvolvimento_regional) Essa análise não significará dividir recursos igualmente entre as regiões. Significará investir considerando necessidades, população, infraestrutura existente, vulnerabilidades, potencial econômico e capacidade de transformação de cada projeto. Algumas regiões precisarão de infraestrutura para destravar atividades produtivas. Outras precisarão ampliar serviços especializados, conectividade, formação profissional ou capacidade logística. → desenvolvimento-regional/p3

[b1077] (desenvolvimento_regional) A política de investimentos deverá reconhecer essas diferenças. O Governo também buscará ampliar a participação dos MUNICÍPIOS e das regiões na identificação das prioridades de investimento, integrando planejamento territorial, desenvolvimento econômico e orçamento estadual. Recuperar a capacidade financeira de Minas só terá sentido se ela produzir oportunidades em todo o território. → desenvolvimento-regional/p2, desenvolvimento-regional/p29

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[b1743] (desenvolvimento_regional) 7.1.6. MUNICÍPIOS mineradores precisam construir o futuro

[b1744] (desenvolvimento_regional) Uma economia municipal excessivamente dependente de uma única atividade torna-se vulnerável. A mineração possui ciclos. Jazidas se esgotam, preços internacionais mudam e tecnologias transformam mercados.

[b1745] (desenvolvimento_regional) Por isso, parte do planejamento das regiões mineradoras precisa olhar para o dia seguinte à mineração. O Governo Estadual trabalhará com os MUNICÍPIOS mineradores na construção de estratégias de diversificação econômica. → desenvolvimento-regional/p18

[b1746] (desenvolvimento_regional) Receitas e oportunidades decorrentes da mineração precisam ajudar a construir uma economia capaz de sobreviver à própria mineração. A política estadual também estimulará planejamento de longo prazo nos territórios com grande dependência da atividade mineral. O melhor legado de uma mina não será apenas aquilo que ela extraiu. Será aquilo que ajudou a construir ao seu redor. → desenvolvimento-regional/p18

[b1748] (desenvolvimento_regional) 7.1.7. Desenvolvimento regional a partir da mineração

[b1749] (desenvolvimento_regional) A política mineral será territorial. As oportunidades e impactos da mineração variam conforme a região, o mineral explorado, a infraestrutura existente e a estrutura econômica local. Cada território precisará ser analisado a partir dessas características. O Estado identificará oportunidades para a formação de polos industriais e tecnológicos próximos às regiões produtoras, quando houver viabilidade econômica e logística. MUNICÍPIOS, universidades, institutos federais, empresas e centros tecnológicos poderão participar da construção dessas estratégias regionais. → desenvolvimento-regional/p20

[b1750] (desenvolvimento_regional) Jovens que vivem em regiões mineradoras precisam encontrar oportunidades não apenas na extração, mas também na engenharia, pesquisa, programação, manutenção, novos materiais, indústria e outros segmentos de maior qualificação. A riqueza retirada de uma região precisa ajudar a diversificar e sofisticar sua economia. → desenvolvimento-regional/p20

[b1751] (desenvolvimento_regional) O resultado dessa estratégia será acompanhado pela capacidade de transformar riqueza mineral em valor agregado, empresas, tecnologia, empregos, diversificação econômica e desenvolvimento dos territórios produtores.

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[b1771] (desenvolvimento_regional) novos mercados. O objetivo será construir economias regionais mais diversificadas e resistentes às mudanças. Desenvolvimento regional não significa criar a mesma economia em todos os lugares. Significa ampliar as possibilidades de cada território.

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[b1903] (desenvolvimento_regional) Serviços sofisticados não precisam se concentrar apenas na capital. Universidades, hospitais, institutos federais, centros regionais e empresas podem sustentar polos de serviços especializados em diferentes partes de Minas.

[b1904] (desenvolvimento_regional) Os MUNICÍPIOS-polo poderão funcionar como centros de serviços para territórios mais amplos. Conectividade digital será uma condição essencial para essa estratégia. O Estado precisa permitir que uma empresa localizada no interior tenha acesso ao mesmo mercado digital que uma empresa localizada em um grande centro. O resultado será avaliado pela capacidade de gerar emprego, renda, produtividade, empresas e atividades de maior valor também fora dos grandes centros. → desenvolvimento-regional/p22

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[b2123] (desenvolvimento_regional) 7.9.2. Desenvolvimento regional como parte da política econômica

[b2124] (desenvolvimento_regional) A concentração econômica não será tratada como fenômeno inevitável. Cada região possui ativos capazes de sustentar diferentes estratégias. A política estadual buscará combinar investimentos privados, infraestrutura, formação profissional, ciência e políticas públicas para desenvolver esses potenciais. O capítulo seguinte detalhará a estratégia territorial. → desenvolvimento-regional/p16

[b2125] (desenvolvimento_regional) Neste eixo econômico, o princípio será permanente: nenhuma região de Minas deve ser considerada periferia do desenvolvimento estadual. Os MUNICÍPIOS participarão da identificação de gargalos e oportunidades. Desenvolvimento regional não significa levar a mesma atividade para todos os lugares. Significa permitir que cada território construa uma economia mais forte a partir de suas próprias capacidades. → desenvolvimento-regional/p16

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[b2150] (desenvolvimento_regional) PARTE IV — DESENVOLVIMENTO EM TODO O TERRITÓRIO

[b2153] (desenvolvimento_regional) Minas Gerais não é um Estado homogêneo. As diferenças entre suas regiões aparecem na economia, na renda, na infraestrutura, no acesso aos serviços públicos, nas características ambientais, na dinâmica demográfica e nas oportunidades disponíveis para as pessoas. Essas diferenças não podem ser enfrentadas com políticas desenhadas da mesma forma para todo o território.

[b2154] (desenvolvimento_regional) Durante muito tempo, decisões estaduais foram excessivamente concentradas na capital, enquanto regiões com realidades distintas receberam respostas semelhantes para problemas diferentes. O Governo precisa inverter essa lógica. O desenvolvimento regional será tratado como política permanente de Estado, capaz de orientar investimentos, serviços públicos e estratégias de desenvolvimento a partir das características de cada território. Regionalizar não significa fragmentar Minas. Significa reconhecer suas diferenças para integrar melhor o Estado. → desenvolvimento-regional/p1, desenvolvimento-regional/p7, desenvolvimento-regional/p39

[b2155] (desenvolvimento_regional) O Governo trabalhará para que saúde, educação, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico, proteção social, cultura, meio ambiente e demais políticas públicas conversem entre si no território. Os MUNICÍPIOS serão parte central dessa estratégia. São eles que conhecem de perto as necessidades da população, mas possuem capacidades administrativas, financeiras e técnicas muito diferentes. → desenvolvimento-regional/p1

[b2156] (desenvolvimento_regional) O papel do Estado será coordenar, apoiar e construir soluções regionais quando a escala municipal não for suficiente. O planejamento será orientado por indicadores. Renda, emprego, pobreza, acesso à saúde e educação, segurança, infraestrutura, disponibilidade hídrica, dinâmica populacional, capacidade econômica e qualidade dos serviços públicos ajudarão a definir prioridades. Médias estaduais não podem esconder desigualdades territoriais. → desenvolvimento-regional/p5, desenvolvimento-regional/p9

[b2157] (desenvolvimento_regional) Uma política pode apresentar bom resultado para Minas e continuar insuficiente em determinada região. O objetivo será fazer o Estado enxergar essas diferenças e agir sobre elas.

[b2158] (desenvolvimento_regional) Desenvolvimento regional significa aproximar oportunidades das pessoas, independentemente do lugar de Minas em que escolheram viver.

[b2160] (desenvolvimento_regional) 8.1. Cada região é um polo de desenvolvimento

[b2161] (desenvolvimento_regional) Minas Gerais não possui uma única realidade econômica, social ou territorial. Cada região possui combinações próprias de atividade produtiva, infraestrutura, população, conhecimento, recursos naturais, cidades, oportunidades e desafios sociais. Planejar o desenvolvimento regional exige observar todas essas dimensões ao mesmo tempo. O Governo organizará suas estratégias regionais a partir de três perguntas:

[b2162] (desenvolvimento_regional) O que cada região já produz e o que pode desenvolver? → desenvolvimento-regional/p16

[b2163] (desenvolvimento_regional) As vocações econômicas, cadeias produtivas, instituições de conhecimento, recursos naturais e novos investimentos indicarão oportunidades para ampliar produção, produtividade, empregos e renda. → desenvolvimento-regional/p16

[b2164] (desenvolvimento_regional) De qual infraestrutura a região precisa para desenvolver essas oportunidades?

[b2165] (desenvolvimento_regional) Rodovias, ferrovias, energia, conectividade, saneamento, logística, mobilidade e infraestrutura urbana deverão acompanhar as necessidades de desenvolvimento dos territórios. → desenvolvimento-regional/p23

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[b2166] (desenvolvimento_regional) Quais desigualdades e transformações sociais precisam ser enfrentadas para que o desenvolvimento alcance as pessoas?

[b2167] (desenvolvimento_regional) Pobreza, renda, estrutura etária, acesso à saúde e educação, qualificação dos trabalhadores, habitação, vulnerabilidade social, mobilidade e capacidade dos MUNICÍPIOS também serão considerados no planejamento regional. → desenvolvimento-regional/p5

[b2168] (desenvolvimento_regional) Uma região que receberá novos investimentos precisa preparar trabalhadores, cidades e serviços públicos. Uma região que envelhece rapidamente precisa adaptar saúde, cuidado, mobilidade e habitação. Uma região que perde jovens precisa entender por que não consegue oferecer oportunidades para que eles permaneçam. Desenvolvimento regional não será apenas distribuir investimentos pelo mapa. Será combinar economia, infraestrutura e condições de vida para que cada território possa desenvolver suas capacidades. Minas são muitas Minas. A política regional precisa reconhecer essas diferenças para reduzir as distâncias entre elas.

[b2170] (desenvolvimento_regional) 8.2. Planejamento regional como política de Estado

[b2171] (desenvolvimento_regional) Desigualdades construídas durante décadas não serão reduzidas por ações isoladas ou projetos desconectados. O Governo consolidará agendas regionais de desenvolvimento que articulem diagnósticos, prioridades, projetos estruturantes, responsabilidades e formas de acompanhamento. → desenvolvimento-regional/p2

[b2172] (desenvolvimento_regional) Essas agendas não serão novos planos produzidos para permanecer em arquivos. Deverão orientar a carteira de investimentos, o apoio aos MUNICÍPIOS, a localização dos serviços e a atuação das políticas econômicas e sociais. Cada região terá um número limitado de prioridades, definidas a partir de evidências e diálogo com quem conhece o território. → desenvolvimento-regional/p2

[b2173] (desenvolvimento_regional) O IDENE terá papel relevante nos territórios de sua atuação, aproximando planejamento estadual, capacidades locais e políticas de segurança hídrica, inclusão produtiva e desenvolvimento. Fundação João Pinheiro, órgãos estaduais, MUNICÍPIOS, consórcios, universidades e instituições regionais contribuirão conforme suas competências. → desenvolvimento-regional/p26

[b2174] (desenvolvimento_regional) O planejamento regional deverá integrar: → desenvolvimento-regional/p2

[b2187] (desenvolvimento_regional) ● ciência, tecnologia e inovação.

[b2188] (desenvolvimento_regional) As prioridades serão definidas a partir de indicadores sociais, econômicos, ambientais, demográficos e de infraestrutura. Também serão considerados os fluxos reais entre os MUNICÍPIOS. As pessoas frequentemente moram em uma cidade, trabalham em outra, estudam em uma terceira e utilizam serviços de saúde em uma quarta. → desenvolvimento-regional/p5

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[b2189] (desenvolvimento_regional) O planejamento estadual precisa compreender esses deslocamentos. Cidades-polo terão papel importante na organização dos serviços e das atividades econômicas regionais, sem que isso signifique abandonar MUNICÍPIOS menores. → desenvolvimento-regional/p22

[b2190] (desenvolvimento_regional) Ao contrário. Fortalecer uma rede regional significa permitir que diferentes MUNICÍPIOS compartilhem oportunidades, equipamentos e serviços que isoladamente não conseguiriam manter. Os planos regionais deverão dialogar com o horizonte Minas 2040, permitindo que decisões de curto prazo façam parte de uma direção de longo prazo. → desenvolvimento-regional/p22, desenvolvimento-regional/p30

[b2193] (desenvolvimento_regional) O Norte de Minas reúne grandes possibilidades econômicas e, ao mesmo tempo, desafios históricos relacionados à água, infraestrutura, renda, acesso a serviços e distâncias territoriais. A política regional deverá partir da segurança hídrica. Sem disponibilidade de água para as pessoas e para atividades produtivas, parte importante do potencial regional permanece limitada.

[b2195] (desenvolvimento_regional) Montes Claros deverá ter sua função de polo regional considerada no planejamento de saúde, educação, serviços, logística, inovação e atividade econômica, fortalecendo sua capacidade de irradiar desenvolvimento para outros MUNICÍPIOS. → desenvolvimento-regional/p22, desenvolvimento-regional/p26

[b2196] (desenvolvimento_regional) Ao mesmo tempo, será necessário ampliar soluções descentralizadas para evitar que grandes distâncias sejam obstáculo ao acesso da população aos serviços públicos. Universidades, institutos federais, centros de pesquisa, empresas e produtores deverão participar da construção de soluções adaptadas ao semiárido mineiro. Desenvolver o Norte significa transformar suas características territoriais em capacidade econômica e qualidade de vida, sem tentar reproduzir modelos de outras regiões. → desenvolvimento-regional/p17, desenvolvimento-regional/p21, desenvolvimento-regional/p26

[b2198] (desenvolvimento_regional) 8.2.2. Vales do Jequitinhonha e Mucuri

[b2199] (desenvolvimento_regional) Os Vales do Jequitinhonha e Mucuri possuem patrimônio cultural, biodiversidade, produção agropecuária, recursos minerais, turismo, artesanato e possibilidades relacionadas à energia e à bioeconomia. → desenvolvimento-regional/p27

[b2200] (desenvolvimento_regional) Mas potencial econômico não se transforma automaticamente em desenvolvimento humano. A estratégia estadual deverá combinar infraestrutura, segurança hídrica, qualificação, serviços públicos e geração de oportunidades. → desenvolvimento-regional/p27

[b2201] (desenvolvimento_regional) A exploração de novos recursos minerais, inclusive aqueles relacionados às cadeias da transição energética, deverá ser acompanhada por uma política de agregação de valor, desenvolvimento de fornecedores, formação profissional e planejamento dos MUNICÍPIOS envolvidos. O objetivo será evitar que a riqueza apenas atravesse o território. → desenvolvimento-regional/p20

[b2202] (desenvolvimento_regional) Agricultura familiar, agroindústria, turismo, artesanato, economia criativa e bioeconomia deverão compor uma estratégia diversificada. O desenvolvimento também dependerá de conectividade, infraestrutura viária, acesso à saúde, educação e capacidade institucional dos → desenvolvimento-regional/p27

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[b2204] (desenvolvimento_regional) Comunidades rurais, quilombolas e tradicionais deverão ser consideradas no planejamento territorial, respeitando suas identidades e formas de organização. A política regional será medida pela capacidade de criar oportunidades para que jovens possam construir seu futuro nos próprios Vales. → desenvolvimento-regional/p28

[b2207] (desenvolvimento_regional) O Vale do Rio Doce possui base industrial, mineração, produção florestal, agricultura, serviços e localização estratégica. Ao mesmo tempo, carrega consequências sociais, ambientais e econômicas de desastres que atingiram o território e suas comunidades. O planejamento regional precisará combinar reconstrução com diversificação econômica.

[b2208] (desenvolvimento_regional) A recuperação ambiental e territorial deverá caminhar junto à criação de novas atividades e oportunidades. Serão consideradas estratégias relacionadas à indústria, transformação mineral, economia florestal sustentável, agroindústria, logística, turismo, serviços e inovação. → desenvolvimento-regional/p27

[b2209] (desenvolvimento_regional) Governador Valadares e outros centros regionais deverão ter sua capacidade de prestação de serviços, formação e articulação econômica fortalecida em benefício dos MUNICÍPIOS de seu entorno. → desenvolvimento-regional/p22

[b2210] (desenvolvimento_regional) O Estado buscará também ampliar a capacidade de prevenção e resposta a riscos ambientais e climáticos. Reconstruir não significa simplesmente retornar à situação anterior. Significa criar condições para que o território se torne mais seguro, diversificado e preparado para o futuro. → desenvolvimento-regional/p31

[b2213] (desenvolvimento_regional) O Quadrilátero Ferrífero ocupa posição central na economia mineira. Mas uma região fortemente dependente da mineração precisa preparar seu futuro enquanto a atividade ainda gera riqueza. A estratégia será transformar a capacidade mineral existente em base para uma economia mais diversificada.

[b2214] (desenvolvimento_regional) Transformação mineral, novos materiais, tecnologia, engenharia, serviços especializados, fornecedores, economia circular e pesquisa poderão ampliar o valor gerado no território. A política regional deverá também enfrentar desafios urbanos, ambientais, habitacionais, de mobilidade e uso do solo produzidos pela concentração de atividades e população. → desenvolvimento-regional/p20, desenvolvimento-regional/p27

[b2215] (desenvolvimento_regional) MUNICÍPIOS mineradores serão estimulados a construir estratégias de longo prazo para reduzir dependência econômica e preparar novos usos para áreas que deixarem de ser utilizadas pela mineração. → desenvolvimento-regional/p18

[b2216] (desenvolvimento_regional) O planejamento precisará considerar ainda segurança de barragens, disponibilidade hídrica, recuperação ambiental e proteção das comunidades. A riqueza mineral precisa ajudar a financiar o futuro econômico da região. → desenvolvimento-regional/p32

[b2218] (desenvolvimento_regional) 8.2.5. Região Metropolitana de Belo Horizonte

[b2219] (desenvolvimento_regional) A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra população, empregos, universidades, hospitais, serviços especializados, empresas, equipamentos culturais e parte relevante da atividade econômica do Estado. Mas a vida metropolitana não respeita limites municipais.

[b2220] (desenvolvimento_regional) Milhares de pessoas atravessam diariamente diferentes MUNICÍPIOS para trabalhar, estudar, buscar atendimento ou acessar serviços. Problemas de mobilidade, habitação, saneamento,

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[b2221] (desenvolvimento_regional) segurança, uso do solo e desenvolvimento urbano precisam ser tratados em escala metropolitana.

[b2222] (desenvolvimento_regional) O Estado recuperará sua capacidade de coordenar a agenda metropolitana, respeitando a autonomia dos MUNICÍPIOS e tratando conjuntamente os problemas que ultrapassam seus limites. A Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte — Agência RMBH — deverá atuar como instrumento de planejamento e articulação das funções públicas de interesse comum. → desenvolvimento-regional/p13

[b2223] (desenvolvimento_regional) O planejamento metropolitano deverá aproximar transporte, habitação, desenvolvimento econômico, saneamento, meio ambiente e ocupação territorial. Ao mesmo tempo, a RMBH deverá consolidar sua capacidade econômica em saúde, biotecnologia, tecnologia, indústria, serviços avançados, economia criativa, ciência e inovação. A metrópole não pode crescer de forma fragmentada. Nem tão pouco ser apenas entorno de um desenvolvimento centrado em Belo Horizonte. É preciso descentralizar a gerar desenvolvimento para os demais municípios da região. Precisa funcionar como uma rede de cidades conectadas e, ao mesmo tempo, como plataforma de serviços e conhecimento para todo o Estado. → desenvolvimento-regional/p13

[b2225] (desenvolvimento_regional) 8.2.6. Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba

[b2226] (desenvolvimento_regional) Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba possuem agropecuária competitiva, agroindústria, logística, universidades, serviços, indústria e posição estratégica em relação aos grandes mercados nacionais. O desafio será ampliar a transformação da produção e aproveitar melhor essa localização.

[b2227] (desenvolvimento_regional) Agroindústria, biotecnologia, logística, tecnologia, energia, indústria e serviços especializados poderão sustentar uma nova etapa de crescimento. Uberlândia, Uberaba e demais polos regionais exercem influência econômica e de serviços sobre uma área que ultrapassa os limites de Minas. Essa capacidade deverá ser incorporada ao planejamento estadual. → desenvolvimento-regional/p27

[b2228] (desenvolvimento_regional) O Governo buscará integrar infraestrutura, qualificação, inovação e atração de investimentos às cadeias já existentes. Também será necessário planejar expansão urbana, disponibilidade hídrica e infraestrutura diante do crescimento econômico e populacional. → desenvolvimento-regional/p27

[b2229] (desenvolvimento_regional) O objetivo será transformar dinamismo econômico em desenvolvimento regional de longo prazo e ampliar sua conexão com outras regiões mineiras. → desenvolvimento-regional/p23

[b2232] (desenvolvimento_regional) O Sul de Minas combina produção agropecuária, indústria, universidades, tecnologia, turismo e forte rede de cidades médias. Essa diversidade é uma vantagem. A estratégia regional buscará ampliar a integração entre café, alimentos, agroindústria, indústria, tecnologia, biotecnologia, serviços e turismo. → desenvolvimento-regional/p27

[b2233] (desenvolvimento_regional) A proximidade com grandes mercados consumidores cria oportunidades, mas também exige infraestrutura e competitividade para que empresas e talentos permaneçam em Minas.

[b2234] (desenvolvimento_regional) Universidades e centros de pesquisa deverão ser aproximados das empresas e das cadeias regionais. → desenvolvimento-regional/p17

[b2235] (desenvolvimento_regional) O planejamento territorial também deverá considerar crescimento urbano, mobilidade, água, saneamento e preservação ambiental. As diferentes cidades-polo do Sul poderão atuar de maneira complementar. → desenvolvimento-regional/p33

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[b2236] (desenvolvimento_regional) O objetivo será fortalecer uma rede regional capaz de gerar conhecimento, produtos de maior valor e oportunidades para as pessoas. → desenvolvimento-regional/p16

[b2239] (desenvolvimento_regional) O Centro-Oeste possui tradição industrial, posição geográfica estratégica, produção agropecuária e uma rede urbana capaz de sustentar novas atividades. A região poderá ampliar sua participação na indústria, logística, agroindústria, serviços, tecnologia e economia criativa. → desenvolvimento-regional/p27

[b2240] (desenvolvimento_regional) Divinópolis e outros centros regionais deverão ter sua capacidade econômica e de prestação de serviços considerada dentro de uma estratégia que beneficie também MUNICÍPIOS menores. → desenvolvimento-regional/p22

[b2241] (desenvolvimento_regional) O Governo buscará enfrentar gargalos logísticos, apoiar arranjos produtivos, ampliar qualificação e conectar empresas a tecnologia e financiamento. → desenvolvimento-regional/p34

[b2242] (desenvolvimento_regional) A diversificação será importante para reduzir vulnerabilidades de setores e MUNICÍPIOS excessivamente dependentes de poucas atividades. O desenvolvimento regional deverá aproveitar a posição central do território para ampliar conexões com outras partes de Minas. → desenvolvimento-regional/p35

[b2245] (desenvolvimento_regional) A Zona da Mata reúne universidades, centros de pesquisa, indústria, agropecuária, serviços de saúde, cultura e turismo. O desafio será transformar essa capacidade de conhecimento em maior dinamismo econômico e oportunidades. Juiz de Fora e outros polos regionais possuem capacidade de organizar serviços de alta complexidade e atividades econômicas que atendem um conjunto amplo de MUNICÍPIOS. → desenvolvimento-regional/p27

[b2246] (desenvolvimento_regional) A política regional buscará fortalecer indústria, saúde, tecnologia, serviços especializados, agroindústria, economia criativa e turismo. Universidades deverão ser conectadas às empresas, à Administração Pública e aos problemas regionais. → desenvolvimento-regional/p17

[b2247] (desenvolvimento_regional) A integração logística com outras regiões de Minas será parte importante dessa estratégia, evitando que a posição geográfica resulte apenas em maior conexão econômica com outros Estados. Conhecimento produzido na Zona da Mata precisa gerar desenvolvimento também na Zona da Mata.

[b2250] (desenvolvimento_regional) Fortalecer cada território isoladamente não é suficiente. Minas precisa funcionar como uma rede. Produção de uma região pode ser transformada em outra. Universidades podem atender empresas de diferentes territórios. Hospitais regionais atendem dezenas de MUNICÍPIOS.

[b2251] (desenvolvimento_regional) Corredores logísticos conectam cadeias econômicas. Serviços especializados ultrapassam limites administrativos.

[b2252] (desenvolvimento_regional) O Governo buscará identificar essas relações e organizar políticas que aumentem a complementaridade entre regiões. Infraestrutura, transporte, conectividade digital e logística serão fundamentais, mas integração territorial também depende de serviços públicos e articulação institucional. O Estado compatibilizará, sempre que possível, suas diferentes regionalizações administrativas, facilitando o compartilhamento de informações e a atuação conjunta das políticas no território. Quando possível, saúde, educação, segurança, desenvolvimento econômico, infraestrutura e planejamento territorial deverão compartilhar → desenvolvimento-regional/p23, desenvolvimento-regional/p25

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[b2253] (desenvolvimento_regional) informações e referências territoriais que facilitem a coordenação. O objetivo não será impor uma única divisão regional para todas as políticas. Será impedir que diferentes mapas do Governo deixem de conversar entre si. → desenvolvimento-regional/p25

[b2256] (desenvolvimento_regional) Desenvolvimento regional não pode ser planejado exclusivamente a partir de Belo Horizonte.

[b2257] (desenvolvimento_regional) Cada território precisa participar da definição de suas prioridades. O Governo estabelecerá mecanismos permanentes de diálogo regional envolvendo Estado, MUNICÍPIOS, consórcios públicos, universidades, setor produtivo, trabalhadores e sociedade civil. As estruturas existentes deverão ser utilizadas sempre que possível, evitando criar colegiados sem função concreta. → desenvolvimento-regional/p2, desenvolvimento-regional/p15

[b2258] (desenvolvimento_regional) A governança regional deverá ajudar a: → desenvolvimento-regional/p15

[b2259] (desenvolvimento_regional) ● identificar problemas comuns;

[b2265] (desenvolvimento_regional) MUNICÍPIOS pequenos terão atenção especial para que a menor capacidade técnica não resulte em menor participação. Consórcios intermunicipais poderão ser utilizados para serviços, projetos e investimentos que ganhem escala quando realizados conjuntamente. A participação deverá considerar também diferentes grupos da população, incluindo mulheres, jovens, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população negra, população LGBTQIA+, povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais quando as políticas discutidas afetarem diretamente esses públicos. Planejamento territorial precisa ouvir quem vive no território. → desenvolvimento-regional/p9, desenvolvimento-regional/p15, desenvolvimento-regional/p28

[b2270] (desenvolvimento_regional) Regiões metropolitanas e aglomerações urbanas exigirão soluções compartilhadas para problemas que ultrapassam limites municipais. A Agência RMBH e a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço — Agência RMVA — deverão cumprir papel de planejamento e articulação em seus respectivos territórios. → desenvolvimento-regional/p13

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[b2280] (desenvolvimento_regional) Um Estado de dimensões continentais não pode planejar seu território apenas com médias estaduais e informações dispersas. Minas precisa conhecer, de forma integrada, onde estão sua população, infraestrutura, serviços públicos, atividades econômicas, vulnerabilidades sociais, riscos ambientais e oportunidades de desenvolvimento. O Governo estruturará uma política de inteligência territorial baseada em geoinformação, dados e indicadores regionalizados. → desenvolvimento-regional/p6

[b2281] (desenvolvimento_regional) A Fundação João Pinheiro (FJP) deverá ocupar posição estratégica nessa agenda, conectando sua capacidade de pesquisa, estatística, avaliação e planejamento às informações produzidas pelos diferentes órgãos estaduais. A Infraestrutura de Dados Espaciais de Minas Gerais e demais bases geográficas do Estado deverão ser integradas ao planejamento e à tomada de decisão. → desenvolvimento-regional/p6

[b2282] (desenvolvimento_regional) O Governo precisa saber não apenas quantas pessoas aguardam determinado serviço, mas onde estão. Não apenas quanto Minas investe, mas quais territórios recebem os investimentos. Não apenas quantos empregos foram criados, mas em quais regiões e para quais perfis profissionais.

[b2283] (desenvolvimento_regional) Observatórios e painéis poderão tornar essas informações acessíveis a gestores estaduais, MUNICÍPIOS e sociedade. A inteligência territorial também permitirá identificar vazios de atendimento, sobreposição de investimentos e oportunidades de compartilhamento de estruturas. → desenvolvimento-regional/p6

[b2284] (desenvolvimento_regional) A inteligência territorial também será utilizada para mapear a infraestrutura social de Minas Gerais. O Estado precisa conhecer onde estão localizados os principais serviços públicos, qual população cada estrutura atende, quais territórios apresentam vazios de atendimento e onde diferentes MUNICÍPIOS poderiam compartilhar equipamentos ou serviços especializados. → desenvolvimento-regional/p6

[b2285] (desenvolvimento_regional) A análise permitirá avaliar qual escala é mais adequada para cada serviço: municipal, regional, consorciada ou estadual. O objetivo não será concentrar serviços. Será utilizar informação para aproximá-los das pessoas da forma mais eficiente possível. Infraestrutura social também precisa ser planejada territorialmente. Dados não substituirão decisões políticas. Servirão para que decisões políticas sejam tomadas conhecendo melhor a realidade. → desenvolvimento-regional/p6, desenvolvimento-regional/p21

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[b2287] (desenvolvimento_regional) 8.8. Um desenvolvimento que alcance todo o território mineiro

[b2288] (desenvolvimento_regional) O lugar onde uma pessoa nasce ou escolhe viver não deveria determinar a qualidade dos serviços públicos que recebe nem limitar suas oportunidades de futuro. Minas precisa reduzir distâncias que não aparecem apenas no mapa. Distâncias de renda. De acesso à saúde. De educação. De infraestrutura. De emprego. De tecnologia. De capacidade administrativa. O desenvolvimento regional será o instrumento para aproximar essas diferentes Minas.

[b2289] (desenvolvimento_regional) Isso exigirá planejamento de longo prazo, investimentos orientados por evidências, cooperação entre Estado e MUNICÍPIOS e capacidade de adaptar políticas às características de cada território. Os resultados serão acompanhados por indicadores regionais. → desenvolvimento-regional/p5

[b2290] (desenvolvimento_regional) O Governo deverá avaliar periodicamente se as diferenças entre territórios estão diminuindo e onde as políticas precisam ser corrigidas. Não será suficiente que Minas avance se determinadas regiões permanecerem para trás. Também não será suficiente levar investimento econômico sem serviços públicos, ou ampliar serviços sem criar oportunidades de renda e trabalho. → desenvolvimento-regional/p5

[b2291] (desenvolvimento_regional) Desenvolvimento regional significa conectar essas dimensões. Significa permitir que uma criança tenha acesso a oportunidades independentemente do MUNICÍPIO em que nasceu.

[b2292] (desenvolvimento_regional) Que um jovem possa estudar e encontrar trabalho sem ser obrigado a abandonar sua região. Que uma pessoa idosa consiga acessar serviços sem percorrer distâncias desnecessárias. Que uma empresa encontre infraestrutura e trabalhadores também no interior. Que um pequeno MUNICÍPIO possa oferecer bons serviços por meio da cooperação regional.

[b2293] (desenvolvimento_regional) Que mulheres, população negra, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais possam participar das oportunidades produzidas em seus territórios.

[b2294] (desenvolvimento_regional) Minas não precisa escolher entre desenvolver seus grandes centros e desenvolver o interior.

[b2295] (desenvolvimento_regional) Precisa conectar os dois. Cada região possui uma contribuição diferente para o futuro do Estado.

[b2296] (desenvolvimento_regional) O papel do Governo será fazer essas capacidades trabalharem juntas.

[b2297] (desenvolvimento_regional) Um Estado forte depende de regiões fortes. E regiões fortes dependem de pessoas que consigam construir seu futuro onde vivem.

[b2299] (desenvolvimento_regional) 9. ESTADO PARCEIRO DOS MUNICÍPIOS

[b2300] (desenvolvimento_regional) É no MUNICÍPIO que a vida acontece. É onde as pessoas moram, trabalham, estudam, procuram atendimento de saúde, utilizam transporte, precisam de segurança, buscam assistência social, praticam esporte, acessam cultura e esperam que o poder público responda aos problemas do cotidiano.

[b2301] (desenvolvimento_regional) Mas os 853 MUNICÍPIOS mineiros possuem realidades muito diferentes. Há cidades com estruturas administrativas complexas, polos regionais que atendem populações muito maiores do que seus próprios limites territoriais e centenas de MUNICÍPIOS com equipes técnicas reduzidas e pouca capacidade para elaborar projetos, captar recursos ou manter serviços especializados.

[b2302] (desenvolvimento_regional) Essa desigualdade de capacidade também produz desigualdade na qualidade dos serviços oferecidos à população. O Governo Estadual precisa reconhecer esse problema. Não basta transferir recursos, publicar regras e exigir execução. É preciso apoiar quem está na ponta.

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[b2303] (desenvolvimento_regional) Nosso compromisso será construir uma nova relação entre o Governo de Minas e os MUNICÍPIOS, baseada em cooperação, respeito à autonomia, presença regional, apoio técnico e compartilhamento de soluções. → desenvolvimento-regional/p7, desenvolvimento-regional/p39

[b2304] (desenvolvimento_regional) A Secretaria de Estado de Governo (SEGOV) terá papel central na relação institucional com as administrações municipais, enquanto a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG), a Fundação João Pinheiro (FJP), a Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge) e demais órgãos e entidades estaduais contribuirão, dentro de suas competências, para ampliar planejamento, capacidade administrativa, transformação digital e utilização de dados pelos MUNICÍPIOS. → desenvolvimento-regional/p12

[b2305] (desenvolvimento_regional) As Agências de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH) e do Vale do Aço (ARMVA) terão papel específico nos problemas que exigem coordenação metropolitana. O Conselho Estadual de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Conedru) também será considerado na construção das políticas relacionadas ao desenvolvimento territorial e urbano. → desenvolvimento-regional/p13

[b2306] (desenvolvimento_regional) O Governo Kalil construirá uma relação de cooperação com os municípios, baseada em respeito à autonomia, presença regional e apoio voltado à solução de problemas concretos. O Estado não substituirá as prefeituras, mas também não transferirá responsabilidades sem oferecer condições para que sejam exercidas. → desenvolvimento-regional/p7, desenvolvimento-regional/p39

[b2307] (desenvolvimento_regional) 9.1. Uma nova relação entre Estado e MUNICÍPIOS

[b2308] (desenvolvimento_regional) A relação entre Governo Estadual e administrações municipais precisa deixar de ser episódica.

[b2309] (desenvolvimento_regional) O MUNICÍPIO não pode precisar procurar diferentes órgãos estaduais, descobrir sozinho onde está o recurso, identificar qual programa atende sua necessidade e reconstruir informações a cada nova demanda.

[b2310] (desenvolvimento_regional) Uma nova área habitacional pode precisar de saneamento, escola, transporte, saúde e regularização. Um distrito industrial pode depender de rodovia, energia, licenciamento, qualificação e conectividade. Uma situação de vulnerabilidade pode envolver saúde, assistência social, educação e segurança.

[b2311] (desenvolvimento_regional) O Estado precisa conversar consigo mesmo antes de exigir que o município compreenda seu organograma. O Governo organizará melhor os canais de atendimento, as responsabilidades e os fluxos de resposta às administrações municipais. A cooperação respeitará a autonomia local e não será condicionada à preferência partidária. Município bem atendido pelo Estado possui mais condições de atender sua população. → desenvolvimento-regional/p12

[b2312] (desenvolvimento_regional) O Governo implantará uma política permanente de cooperação com os MUNICÍPIOS. → desenvolvimento-regional/p12

[b2313] (desenvolvimento_regional) Essa relação será orientada por alguns princípios:

[b2314] (desenvolvimento_regional) ● respeito à autonomia municipal;

[b2315] (desenvolvimento_regional) ● tratamento institucional, independentemente de alinhamento político;

[b2316] (desenvolvimento_regional) ● simplificação da relação entre Estado e prefeitura;

[b2321] (desenvolvimento_regional) ● acompanhamento de resultados.

[b2323] (desenvolvimento_regional) 9.2. Capacidade para planejar, captar e executar

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[b2324] (desenvolvimento_regional) MUNICÍPIOS fortes não são apenas aqueles que possuem mais recursos. São aqueles que conseguem planejar, elaborar projetos, executar investimentos, prestar serviços, utilizar informações e acessar as diferentes oportunidades de financiamento disponíveis.

[b2325] (desenvolvimento_regional) Muitas prefeituras deixam de acessar recursos ou enfrentam dificuldades para executá-los porque não possuem equipes suficientes para estruturar projetos, atender exigências e acompanhar sua implementação. Essa desigualdade administrativa termina produzindo desigualdade nos serviços oferecidos à população.

[b2326] (desenvolvimento_regional) O Governo organizará uma estratégia estadual de fortalecimento da gestão municipal, com apoio diferenciado conforme o porte, a capacidade institucional e as necessidades de cada território. A atuação poderá envolver formação de servidores, modelos de processos e documentos, orientação técnica, organização de carteiras de projetos e apoio para acesso a programas, fundos e fontes de financiamento. FJP, SEPLAG, BDMG e órgãos setoriais contribuirão dentro de suas competências, utilizando metodologias e instrumentos que possam ser reaproveitados por diferentes prefeituras. → desenvolvimento-regional/p10

[b2327] (desenvolvimento_regional) Fortalecer capacidade municipal é aumentar a capacidade do Estado de Minas Gerais de entregar mais qualidade de vida aos mineiros.

[b2329] (desenvolvimento_regional) 9.3. Soluções compartilhadas para pequenos MUNICÍPIOS

[b2330] (desenvolvimento_regional) Nem todo município precisa manter isoladamente todas as estruturas necessárias à prestação dos serviços. Em determinadas situações, equipes especializadas, sistemas, compras, equipamentos ou serviços podem funcionar melhor e custar menos quando compartilhados.

[b2331] (desenvolvimento_regional) O Governo apoiará consórcios públicos e outras formas de cooperação nos casos em que a escala regional produzir benefício demonstrável, especialmente para municípios pequenos. O apoio poderá incluir diagnóstico de viabilidade, modelagem institucional, padrões técnicos e articulação entre as administrações interessadas. → desenvolvimento-regional/p9

[b2332] (desenvolvimento_regional) O objetivo não é retirar competências dos MUNICÍPIOS. É permitir que eles exerçam melhor suas responsabilidades. Um MUNICÍPIO pequeno não precisa ter sozinho toda a estrutura de que uma cidade grande dispõe. Precisa ter acesso à solução. Essa diferença é fundamental.

[b2334] (desenvolvimento_regional) 9.4. Regionalizar serviços para aproximá-los das pessoas

[b2335] (desenvolvimento_regional) A localização dos serviços estaduais não pode ser definida apenas por divisões administrativas ou decisões históricas. Hospitais, escolas técnicas, universidades, unidades de segurança e serviços especializados atendem populações de diferentes municípios e precisam ser planejados a partir dos fluxos reais das pessoas.

[b2336] (desenvolvimento_regional) O Governo utilizará informações sobre demanda, deslocamento, tempo de acesso, capacidade instalada e função regional das cidades para orientar investimentos e reorganizar gradualmente sua presença no território. A prioridade será reduzir vazios de atendimento e deslocamentos excessivos, utilizando estruturas estaduais, municipais, consorciadas ou conveniadas conforme a natureza de cada serviço. → desenvolvimento-regional/p21

[b2337] (desenvolvimento_regional) Regionalizar não significa instalar tudo em todos os municípios. Significa fazer o serviço chegar mais perto de quem precisa dele.

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[b2352] (desenvolvimento_regional) 9.6. Planejamento territorial conjunto

[b2353] (desenvolvimento_regional) O desenvolvimento de um MUNICÍPIO afeta seus vizinhos. Empreendimentos geram deslocamentos. Novos bairros alteram mobilidade. Serviços de saúde atraem população regional. Atividades econômicas pressionam infraestrutura, habitação e recursos naturais. → desenvolvimento-regional/p13

[b2354] (desenvolvimento_regional) Por isso, determinados problemas precisam ser planejados em escala superior aos limites municipais. Nas regiões metropolitanas, ARMBH e ARMVA terão papel de coordenação das funções públicas de interesse comum. Nas demais regiões, consórcios, associações, cidades-polo e instrumentos de cooperação poderão apoiar a construção das estratégias. O Conedru poderá contribuir para o debate e a articulação das políticas regionais e urbanas. O planejamento estadual precisa enxergar redes de cidades. Não apenas limites administrativos. → desenvolvimento-regional/p13, desenvolvimento-regional/p36

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[b2372] (desenvolvimento_regional) 9.10. Diálogo permanente com os MUNICÍPIOS

[b2373] (desenvolvimento_regional) A relação institucional não pode existir apenas quando há crise ou anúncio de programa. O Governo manterá diálogo permanente com prefeitos, equipes técnicas, consórcios públicos, associações regionais e entidades municipalistas. As prioridades territoriais serão discutidas periodicamente com prefeitos, equipes técnicas, consórcios, associações regionais e entidades municipalistas. → desenvolvimento-regional/p11

[b2374] (desenvolvimento_regional) Esse diálogo também será utilizado para conhecer soluções desenvolvidas pelas próprias prefeituras. Experiências locais que produzam resultados poderão ser avaliadas, documentadas e compartilhadas com outros municípios. Cooperação federativa não é apenas levar conhecimento do Estado para a cidade. É também aprender com quem executa a política perto das pessoas. → desenvolvimento-regional/p11

[b2377] (desenvolvimento_regional) Um Governo Estadual presente nos 853 MUNICÍPIOS

[b2378] (desenvolvimento_regional) O Governo Kalil tratará os MUNICÍPIOS como parceiros para fazer as políticas chegarem às pessoas. Isso significa oferecer apoio para planejar e executar projetos, facilitar o acesso a recursos, estimular soluções compartilhadas, utilizar dados e tecnologia com responsabilidade e organizar serviços de acordo com a realidade de cada região. → desenvolvimento-regional/p10, desenvolvimento-regional/p21

[b2379] (desenvolvimento_regional) Municípios menores receberão atenção compatível com suas limitações de equipe e estrutura. → desenvolvimento-regional/p10

[b2380] (desenvolvimento_regional) Cidades maiores e polos regionais encontrarão o Estado na coordenação de problemas que ultrapassam seus limites. A autonomia local será respeitada, mas não será utilizada como justificativa para o abandono.

[b2381] (desenvolvimento_regional) Nenhuma prefeitura será discriminada por preferência política. A relação será orientada pelos problemas da população, pela capacidade de produzir resultados e pela necessidade de reduzir as desigualdades entre os territórios. Governar Minas inteira exige estar ao lado de quem governa cada uma de suas cidades.

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[b2930] (desenvolvimento_regional) 14.9. MUNICÍPIOS em transformação

[b2931] (desenvolvimento_regional) Os 853 MUNICÍPIOS também enfrentarão transformações diferentes até 2040. Alguns poderão crescer rapidamente. Outros poderão perder população. Cidades médias poderão assumir funções regionais ainda maiores. MUNICÍPIOS pequenos poderão encontrar dificuldades crescentes para manter estruturas administrativas e determinados serviços isoladamente.

[b2932] (desenvolvimento_regional) O Estado precisará antecipar essas mudanças. Consórcios, regionalização de serviços, compartilhamento de tecnologia e planejamento territorial serão cada vez mais importantes. O Minas 2040 apoiará os MUNICÍPIOS na compreensão das tendências demográficas, econômicas, urbanas e ambientais capazes de transformar seus territórios. Planejar hoje é mais barato do que corrigir crescimento desordenado amanhã. → desenvolvimento-regional/p9

[p. 146]

[b3032] (desenvolvimento_regional) 15.1. Governo próximo dos MUNICÍPIOS

[b3033] (desenvolvimento_regional) Nenhuma transformação será possível sem os MUNICÍPIOS. É nas cidades que as políticas públicas chegam às pessoas. É onde os problemas aparecem primeiro. E é onde os resultados precisam ser percebidos.

[b3034] (desenvolvimento_regional) O Governo Kalil reconstruirá uma relação de parceria com os 853 MUNICÍPIOS, respeitando sua autonomia e reconhecendo que possuem capacidades e necessidades muito diferentes. O Estado estará presente para apoiar, planejar, compartilhar soluções, organizar serviços regionais e ajudar a transformar necessidades locais em projetos capazes de sair do papel. Minas só avançará por inteiro quando suas diferentes regiões avançarem juntas. → desenvolvimento-regional/p10

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