Alexandre Kalil — texto do programa sobre Infraestrutura, transporte e mobilidade (Governador — MG, 2026)

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[b1886] (infraestrutura) 7.4.7. Logística como serviço estratégico

[b1887] (infraestrutura) A posição geográfica de Minas permite ao Estado desempenhar papel logístico relevante na economia brasileira. Mas localização por si só não garante competitividade. Rodovias, ferrovias, aeroportos, centros de distribuição, armazenagem e sistemas digitais precisam funcionar de maneira conectada.

[b1888] (infraestrutura) A política de serviços será articulada ao capítulo de infraestrutura para transformar Minas em plataforma logística de produção e distribuição. O Governo buscará apoiar investimentos em centros logísticos e serviços associados às principais cadeias econômicas. Logística eficiente reduz custo para indústria, agropecuária, comércio e consumidor. → infraestrutura-mobilidade/p41

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[b2383] (infraestrutura) 10. INFRAESTRUTURA PARA O DESENVOLVIMENTO

[b2384] (infraestrutura) Minas Gerais precisa recuperar sua infraestrutura. Rodovias deterioradas, gargalos logísticos, dificuldades de mobilidade, baixa integração entre modais, déficits de saneamento e limitações de conectividade aumentam custos, reduzem competitividade e tornam mais difícil o acesso das pessoas aos serviços públicos.

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[b2385] (infraestrutura) Infraestrutura não pode ser tratada apenas como obra. Uma estrada conecta uma pessoa ao hospital. Uma ferrovia altera o custo de uma cadeia produtiva. Um aeroporto aproxima regiões.

[b2386] (infraestrutura) Uma rede de fibra permite atendimento de saúde, educação, negócios e serviços públicos.

[b2387] (infraestrutura) Energia disponível pode determinar onde uma empresa investirá. Saneamento modifica saúde, qualidade de vida e desenvolvimento urbano. Por isso, o Governo organizará a infraestrutura como uma política integrada de desenvolvimento econômico, social e territorial. → infraestrutura-mobilidade/p61

[b2388] (infraestrutura) A Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (SEINFRA) terá papel central nessa estratégia, articulada com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), a Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), demais órgãos estaduais, MUNICÍPIOS, Governo Federal e setor privado. A estrutura oficial do Estado atualmente inclui SEINFRA, DER e Artemig no sistema estadual de infraestrutura e transportes.

[b2389] (infraestrutura) Mas haverá uma restrição que precisa ser reconhecida desde o início. Minas chega ao próximo ciclo de Governo com capacidade limitada para financiar diretamente todos os investimentos acumulados ao longo dos anos. Isso exige prioridade.

[b2390] (infraestrutura) Não será possível prometer todas as obras ao mesmo tempo. O Governo precisará recuperar capacidade de investimento, estruturar projetos, utilizar operações de crédito de forma responsável, buscar recursos federais e multilaterais, desenvolver concessões e parcerias quando forem vantajosas e direcionar os recursos próprios para aquilo que produzir maior impacto. → infraestrutura-mobilidade/p54

[b2391] (infraestrutura) A primeira obrigação será cuidar do patrimônio que Minas já possui. Antes de anunciar sucessivamente novas obras, o Estado precisa impedir que rodovias, equipamentos e estruturas existentes continuem se deteriorando. Planejamento, manutenção e execução voltarão a caminhar juntos. → infraestrutura-mobilidade/p48

[b2393] (infraestrutura) 10.1. Planejamento da infraestrutura a partir das necessidades de Minas

[b2394] (infraestrutura) Investimento em infraestrutura precisa responder a problemas concretos. O Governo organizará uma carteira estadual de projetos estruturantes, conectada às estratégias de desenvolvimento regional e à capacidade real de financiamento. → infraestrutura-mobilidade/p43, infraestrutura-mobilidade/p75, infraestrutura-mobilidade/p118

[b2395] (infraestrutura) A prioridade não será definida apenas pelo tamanho da obra. Pequenos investimentos podem resolver gargalos importantes para milhares de pessoas ou para cadeias econômicas inteiras. Os projetos serão classificados de acordo com sua maturidade. → infraestrutura-mobilidade/p43

[b2396] (infraestrutura) Minas precisa ter estudos e projetos preparados antes que apareçam recursos federais, operações de crédito ou oportunidades de parceria. Um Estado que começa a elaborar o projeto depois que o financiamento surge frequentemente perde a oportunidade. Infraestrutura começa no planejamento. → infraestrutura-mobilidade/p75, infraestrutura-mobilidade/p118

[b2398] (infraestrutura) 10.2. Uma logística verdadeiramente multimodal

[b2399] (infraestrutura) Minas ocupa posição estratégica entre grandes regiões produtoras e consumidoras do Brasil, mas ainda utiliza de forma insuficiente as vantagens de sua localização. A política logística deverá integrar diferentes modais. Rodovias continuarão fundamentais, mas não podem carregar sozinhas praticamente toda a pressão do transporte de pessoas e mercadorias. A estratégia deverá considerar de forma articulada: → infraestrutura-mobilidade/p38

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[b2408] (infraestrutura) ● navegação interior onde houver viabilidade; → infraestrutura-mobilidade/p59

[b2409] (infraestrutura) ● conexão com portos marítimos por corredores ferroviários e rodoviários. → infraestrutura-mobilidade/p38, infraestrutura-mobilidade/p40

[b2410] (infraestrutura) O Estado identificará os principais fluxos de pessoas, produção e consumo e os gargalos que elevam custos ou dificultam a integração das regiões. Mineração, indústria, agropecuária, comércio eletrônico e atividades de exportação possuem necessidades logísticas distintas. Não haverá uma única solução para todo o território. O objetivo será transportar pessoas e mercadorias de forma mais eficiente, segura e competitiva. → infraestrutura-mobilidade/p42

[b2412] (infraestrutura) 10.3. Recuperar as rodovias estaduais

[b2413] (infraestrutura) A situação das rodovias será uma das primeiras prioridades de infraestrutura do Governo. Não faz sentido discutir grandes projetos enquanto trechos utilizados diariamente pela população e pela produção permanecem deteriorados. O DER-MG realizará diagnóstico atualizado da malha estadual. A partir desse diagnóstico será estruturado um programa permanente de recuperação e conservação. As ações poderão envolver: → infraestrutura-mobilidade/p1, infraestrutura-mobilidade/p11, infraestrutura-mobilidade/p88

[b2423] (infraestrutura) A manutenção deixará de ser predominantemente reativa. Rodovias serão monitoradas para permitir intervenções antes que pequenos defeitos se transformem em reconstruções muito mais caras. O Estado acompanhará indicadores de condição da malha, acidentes, tempo de deslocamento, custo de manutenção e execução das obras por região. Estrada boa não é apenas uma política para empresas. É segurança para as pessoas. → infraestrutura-mobilidade/p5, infraestrutura-mobilidade/p8, infraestrutura-mobilidade/p82, infraestrutura-mobilidade/p86

[b2425] (infraestrutura) 10.4. Recursos do Novo Rodoanel para recuperar as estradas que já existem

[b2426] (infraestrutura) O Novo Rodoanel Metropolitano foi apresentado como um dos grandes projetos estruturantes financiados com recursos associados ao acordo de reparação firmado com a Vale após a tragédia de Brumadinho. O empreendimento, entretanto, não se transformou na solução de mobilidade prometida, enquanto a malha rodoviária estadual acumula necessidades imediatas de manutenção e recuperação.

[b2427] (infraestrutura) Diante da limitação atual de recursos para investimento, O Governo Kalil defenderá uma mudança de prioridade. Será encaminhada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e às → infraestrutura-mobilidade/p7, infraestrutura-mobilidade/p35

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[b2428] (infraestrutura) demais instâncias cuja autorização seja necessária proposta para que os recursos ainda destinados ao Novo Rodoanel e juridicamente passíveis de redestinação sejam direcionados a um grande programa emergencial de recuperação das rodovias estaduais. → infraestrutura-mobilidade/p7, infraestrutura-mobilidade/p35

[b2429] (infraestrutura) A prioridade inicial será uma operação de tapa-buracos e recuperação dos trechos em piores condições, seguida de intervenções de maior durabilidade nos corredores de maior importância para as pessoas e para a economia. A distribuição dos recursos será baseada em critérios técnicos e regionalizados. Não haverá escolha de trechos por conveniência política. → infraestrutura-mobilidade/p7, infraestrutura-mobilidade/p12

[b2430] (infraestrutura) Serão considerados estado da via, acidentes, fluxo, importância regional, transporte escolar, acesso à saúde e relevância para o escoamento da produção. Minas precisa cuidar primeiro da infraestrutura que milhões de pessoas já utilizam todos os dias. → infraestrutura-mobilidade/p12

[b2431] (infraestrutura) Isso não significa abandonar definitivamente a discussão sobre uma solução para o tráfego de passagem na Região Metropolitana. Significa reconhecer que qualquer novo projeto deverá ser reavaliado tecnicamente, financeiramente e territorialmente, considerando alternativas, custos e fontes de financiamento que não retirem da manutenção da malha estadual os recursos de que ela necessita. → infraestrutura-mobilidade/p35

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[b2448] (infraestrutura) 10.6. Ferrovias como eixo de competitividade

[b2449] (infraestrutura) Minas precisa recuperar protagonismo na agenda ferroviária. Grande parte da malha ferroviária está submetida à competência federal e a concessões privadas, mas isso não pode significar ausência do Governo Estadual. O Estado terá uma agenda ferroviária própria e a defenderá junto à União, agências reguladoras, concessionárias e investidores. As prioridades serão viabilizar: → infraestrutura-mobilidade/p13, infraestrutura-mobilidade/p19, infraestrutura-mobilidade/p75, infraestrutura-mobilidade/p118

[b2452] (infraestrutura) ● conexões com polos industriais e agropecuários; → infraestrutura-mobilidade/p38

[b2455] (infraestrutura) ● oportunidades de transporte de cargas de maior valor; → infraestrutura-mobilidade/p20

[b2456] (infraestrutura) ● possibilidades de uso para passageiros onde houver viabilidade. → infraestrutura-mobilidade/p93

[b2457] (infraestrutura) A ferrovia deverá ser vista como parte de uma rede logística. Terminais precisam conversar com rodovias, centros produtivos e plataformas de distribuição. O objetivo será reduzir custos e retirar das estradas parte do transporte pesado que hoje pressiona a malha rodoviária. → infraestrutura-mobilidade/p13, infraestrutura-mobilidade/p118

[b2459] (infraestrutura) 10.7. Portos secos, terminais intermodais e plataformas logísticas

[b2460] (infraestrutura) Minas não possui litoral, mas precisa estar conectada aos portos. Portos secos e plataformas logísticas podem aproximar processos aduaneiros, armazenagem, distribuição e transporte das regiões produtoras. O Governo mapeará a capacidade existente e as oportunidades de expansão. → infraestrutura-mobilidade/p39, infraestrutura-mobilidade/p107

[b2461] (infraestrutura) Portos secos precisam estar integrados à logística e não existir apenas como estruturas isoladas.

[b2462] (infraestrutura) O Estado buscará também ampliar a conexão das cadeias mineiras aos principais portos marítimos utilizados pela produção estadual. Minas pode não ter mar. Mas sua economia precisa chegar ao mundo com menor custo. → infraestrutura-mobilidade/p40

[b2464] (infraestrutura) 10.8. Aeroportos regionais e integração de um Estado continental

[b2465] (infraestrutura) As distâncias de Minas tornam a aviação regional relevante para algumas atividades econômicas e serviços de alta complexidade. Mas aeroporto sem demanda não gera desenvolvimento. A política estadual será baseada em viabilidade.

[b2466] (infraestrutura) A prioridade será recuperar ou modernizar estruturas quando houver demanda demonstrável. → infraestrutura-mobilidade/p57

[b2467] (infraestrutura) Também serão buscadas soluções para ampliar conexões aéreas regionais e integrar polos → infraestrutura-mobilidade/p57

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[b2468] (infraestrutura) econômicos a mercados nacionais. O planejamento aeroportuário deverá dialogar com turismo, saúde, negócios e desenvolvimento regional. → infraestrutura-mobilidade/p57

[b2470] (mobilidade) 10.9. Mobilidade metropolitana e transporte coletivo

[b2471] (mobilidade) Quem depende de transporte público não avalia a política pelo número de contratos ou empresas operadoras. Avalia pelo tempo que leva para chegar ao trabalho, pelo custo, pela segurança e pela qualidade da viagem. O Governo reorganizará a política de transporte metropolitano e intermunicipal a partir das necessidades das pessoas e dos fluxos entre os MUNICÍPIOS. → infraestrutura-mobilidade/p29, infraestrutura-mobilidade/p100

[b2472] (mobilidade) Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ônibus, metrô e demais formas de transporte precisam ser planejados como uma rede. A revisão do modelo de transporte metropolitano, passa, necessariamente, pelo trabalho conjunto com MUNICÍPIOS e CONSÓRCIOS → infraestrutura-mobilidade/p27, infraestrutura-mobilidade/p29, infraestrutura-mobilidade/p100

[b2474] (mobilidade) A expansão e modernização do metrô deverão ser acompanhadas pela integração do sistema aos corredores de ônibus e aos deslocamentos entre os MUNICÍPIOS metropolitanos. A política também considerará mobilidade ativa, especialmente em conexões locais e acesso ao transporte coletivo. Pessoas idosas e pessoas com deficiência terão suas necessidades consideradas no desenho do sistema. → infraestrutura-mobilidade/p25, infraestrutura-mobilidade/p27, infraestrutura-mobilidade/p34, infraestrutura-mobilidade/p100

[b2476] (mobilidade) 10.10. Transporte intermunicipal para integrar Minas

[b2477] (mobilidade) Milhares de pessoas dependem do transporte intermunicipal para trabalhar, estudar, fazer tratamento de saúde e acessar serviços. Em um Estado extenso, essa política é parte da integração territorial. A Artemig terá papel relevante na regulação dos serviços concedidos, enquanto o Estado deverá buscar equilíbrio entre sustentabilidade da operação e necessidade de acesso da população. Regiões com baixa densidade populacional exigirão soluções diferentes das áreas metropolitanas. O planejamento deverá refletir essa realidade. → infraestrutura-mobilidade/p33, infraestrutura-mobilidade/p37, infraestrutura-mobilidade/p105

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[b2494] (infraestrutura) 10.14. Navegação interior e uso dos diferentes modais

[b2495] (infraestrutura) Minas analisará oportunidades de navegação interior onde houver condições técnicas, econômicas e ambientais que justifiquem sua utilização. O transporte hidroviário possui aplicação mais limitada no território mineiro do que rodovias e ferrovias, mas não deve ser ignorado quando puder reduzir custos em cadeias específicas ou ampliar integração logística. → infraestrutura-mobilidade/p59

[b2496] (infraestrutura) O Governo acompanhará junto à União e aos demais Estados os projetos de corredores hidroviários que possam beneficiar a economia mineira. O critério será viabilidade. → infraestrutura-mobilidade/p59

[b2497] (infraestrutura) Infraestrutura multimodal não significa investir igualmente em todos os meios de transporte.

[b2498] (infraestrutura) Significa utilizar o modal mais adequado para cada fluxo.

[b2500] (infraestrutura) 10.15. Infraestrutura para os MUNICÍPIOS e regiões com menos capacidade

[b2501] (infraestrutura) Investimentos em infraestrutura tendem a se concentrar onde já existem projetos, atividade econômica e maior capacidade de articulação. Isso pode reproduzir desigualdades. O Estado utilizará critérios territoriais para identificar regiões onde a falta de infraestrutura impede acesso aos serviços ou desenvolvimento econômico. → infraestrutura-mobilidade/p56

[b2502] (infraestrutura) MUNICÍPIOS com menor capacidade técnica receberão apoio para acessar fontes de financiamento. Infraestrutura precisa responder à realidade do território. → infraestrutura-mobilidade/p56

[b2504] (infraestrutura) 10.16. Parcerias e novas fontes de financiamento

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[b2505] (infraestrutura) A capacidade atual de investimento do Estado não será suficiente para enfrentar o passivo de infraestrutura acumulado. Essa realidade exige diversificação das fontes de financiamento. O Governo buscará utilizar, conforme a natureza de cada projeto: → infraestrutura-mobilidade/p54

[b2514] (infraestrutura) Parceria não será sinônimo automático de privatização ou de bom negócio. Cada modelo precisará demonstrar vantagem para o interesse público. Serão avaliados custo, qualidade do serviço, risco, tarifas, necessidade de subsídio, capacidade de fiscalização e efeito de longo prazo. → infraestrutura-mobilidade/p49, infraestrutura-mobilidade/p55

[b2515] (infraestrutura) A SEINFRA atua hoje também na estruturação de concessões e PPPs, e a Artemig passou a integrar a estrutura regulatória estadual dos transportes. O Estado precisa conseguir utilizar capital privado quando ele fizer sentido. Mas precisa saber contratar, regular e fiscalizar.

[b2517] (infraestrutura) 10.17. Concessões rodoviárias com obra, manutenção e fiscalização

[b2518] (infraestrutura) Concessão e PPP não podem significar apenas pedágio. A contrapartida precisa aparecer na estrada. Elas só podem acontecer onde tem viabilidade. E viabilidade significa conseguir atrair investidor disposto a melhorar a infraestrutura primeiro. Mas também volume de trânsito e valores de pedágios que sejam condizentes com a manutenção da mobilidade regional.

[b2528] (infraestrutura) A Artemig e os demais órgãos competentes deverão acompanhar a execução das obrigações contratuais. A população precisa saber quais obras foram contratadas, quando deveriam ser entregues e qual sua situação. Quando houver cobrança de tarifa, deverá existir serviço correspondente e antecipação de investimentos. Concessão é instrumento. O objetivo continua sendo uma estrada segura e adequada. → infraestrutura-mobilidade/p46, infraestrutura-mobilidade/p51, infraestrutura-mobilidade/p110

[b2530] (infraestrutura) 10.18. Infraestrutura resiliente às mudanças climáticas

[b2531] (infraestrutura) Eventos climáticos extremos estão alterando o risco sobre estradas, pontes, sistemas de drenagem, encostas, redes de energia e equipamentos públicos. Projetar com base apenas no clima do passado pode gerar infraestrutura inadequada para o futuro.

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[b2532] (infraestrutura) Áreas críticas serão mapeadas. A integração com Defesa Civil e órgãos ambientais permitirá priorizar intervenções preventivas. Prevenir interrupções também é política econômica. → infraestrutura-mobilidade/p10

[b2534] (infraestrutura) 10.19. Infraestrutura para melhorar a vida e destravar Minas

[b2535] (infraestrutura) A infraestrutura mineira precisa deixar de ser tratada como uma sequência de obras desconectadas. Rodovia precisa conversar com ferrovia. Ferrovia precisa chegar ao terminal.

[b2536] (infraestrutura) Terminal precisa estar ligado ao produtor e à indústria. Transporte precisa integrar os MUNICÍPIOS. Energia precisa chegar onde o investimento pretende acontecer. Conectividade precisa alcançar quem hoje está isolado. Saneamento precisa chegar às pessoas que ainda vivem sem ele.

[b2537] (infraestrutura) O Governo enfrentará o desafio com uma combinação de prioridade, planejamento, manutenção e novas fontes de investimento. A limitação financeira exige escolhas. E nossa primeira escolha será cuidar daquilo que já existe e é utilizado todos os dias pela população. Recuperar estradas. → infraestrutura-mobilidade/p48

[b2538] (infraestrutura) Concluir projetos viáveis. Integrar modais. Preparar novos investimentos. Buscar recursos. E garantir que a infraestrutura ajude a reduzir, em vez de ampliar, as diferenças entre as regiões. → infraestrutura-mobilidade/p56

[b2539] (infraestrutura) Infraestrutura será medida pela capacidade de conectar pessoas, MUNICÍPIOS e oportunidades.

[b2540] (infraestrutura) Minas precisa voltar a conseguir sair do projeto e chegar à obra pronta.

[b2541] (infraestrutura) A política de infraestrutura será acompanhada pela execução efetiva das obras e pelos resultados produzidos para as pessoas e para o desenvolvimento das regiões. Obra iniciada não é obra entregue. Recurso reservado não é infraestrutura. O resultado existe quando aquilo que foi planejado passa a ser utilizado pela população.

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[b2934] (mobilidade) 14.10. Cidades e mobilidade para novas formas de viver

[b2935] (mobilidade) As formas de morar, trabalhar, estudar, comprar e acessar serviços continuarão mudando.

[b2936] (mobilidade) Envelhecimento, trabalho remoto, comércio digital, eventos climáticos e novas tecnologias poderão alterar deslocamentos e a utilização dos espaços urbanos. O planejamento urbano deverá considerar essas tendências.

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[b2937] (mobilidade) O Estado apoiará cidades e regiões metropolitanas na compreensão dessas mudanças e na organização de soluções que combinem transporte coletivo, mobilidade ativa, acessibilidade, uso do solo, proximidade dos serviços e integração entre diferentes meios de deslocamento. → infraestrutura-mobilidade/p34, infraestrutura-mobilidade/p36

[b2938] (mobilidade) O objetivo não será adotar uma única solução tecnológica ou de transporte, mas reduzir o tempo perdido, ampliar o acesso às oportunidades e criar cidades mais seguras e adequadas para crianças, pessoas idosas, pessoas com deficiência, trabalhadores e demais usuários dos espaços públicos.

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[b2971] (infraestrutura) 14.18. Infraestrutura para as próximas décadas

[b2972] (infraestrutura) Grandes infraestruturas permanecem em funcionamento muito além de um mandato. Por isso, sua escolha precisa considerar a demanda atual, as transformações futuras e os custos de operação e manutenção ao longo do tempo.

[b2973] (infraestrutura) Planejamento de longo prazo não será justificativa para grandes obras sem viabilidade. Uma obra que não pode ser concluída, mantida ou utilizada adequadamente transforma investimento em problema futuro. Pensar grande também significa escolher com responsabilidade.

FIM — 86 blocos neste arquivo.