Alexandre Kalil — texto do programa sobre Saúde (Governador — MG, 2026)
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[b1090] (saude) 3.1. Saúde regionalizada, resolutiva e centrada nas pessoas
[b1091] (saude) Saúde será uma das principais prioridades do Governo de Minas Gerais. O Sistema Único de Saúde (SUS) assegura atendimento universal, mas a existência do direito não significa que o acesso ocorra da mesma forma em todo o território. Filas, vazios assistenciais, dificuldade de acesso à atenção especializada, deslocamentos longos e redes que não funcionam de forma suficientemente integrada ainda fazem parte da realidade de muitos mineiros.
[b1092] (saude) O problema não está apenas na quantidade de recursos disponíveis. Minas precisa recuperar a capacidade do Estado de coordenar a política de saúde, organizar redes, apoiar os MUNICÍPIOS, definir prioridades regionais, regular o acesso e acompanhar resultados.
[b1093] (saude) Em um Estado com 853 MUNICÍPIOS e profundas diferenças territoriais, não é possível organizar a saúde a partir de uma única realidade.
[b1094] (saude) A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) retomará plenamente seu papel de coordenação estadual do SUS, trabalhando de forma integrada com as Unidades Regionais de Saúde, MUNICÍPIOS, consórcios intermunicipais, hospitais públicos e filantrópicos, universidades, instituições de pesquisa e Governo Federal. → saude/p7, saude/p30, saude/p33, saude/p66
[b1095] (saude) A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Minas Gerais (Hemominas) e a Fundação Ezequiel Dias (FUNED) serão integradas às prioridades da política estadual, respeitadas suas atribuições e capacidades institucionais. → saude/p17
[b1096] (saude) O Conselho Estadual de Saúde (CES-MG) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS-MG) terão papel relevante no diálogo sobre a política estadual. → saude/p31
[b1097] (saude) As decisões interfederativas serão construídas e pactuadas na Comissão Intergestores Bipartite do Estado de Minas Gerais (CIB-SUS/MG), incluindo suas instâncias macrorregionais e microrregionais, e Minas atuará de forma ativa nas discussões nacionais da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), defendendo as necessidades do Estado e de seus MUNICÍPIOS. → saude/p31
[b1098] (saude) O objetivo será construir uma saúde mais próxima, resolutiva e humanizada, na qual a organização do sistema seja medida pelo que acontece com as pessoas: quanto tempo esperam, quanto precisam se deslocar, se conseguem diagnóstico, se recebem tratamento no momento adequado e se encontram continuidade no cuidado.
[b1100] (saude) 3.2. Regionalização para fazer o SUS funcionar em todo o território
[b1101] (saude) Regionalizar não significa apenas dividir Minas em regiões administrativas. Significa organizar serviços para que cada pessoa saiba onde será atendida e para que o sistema consiga responder às necessidades de cada território. A organização regional da saúde será permanentemente atualizada considerando população, perfil epidemiológico, estrutura existente, deslocamentos, capacidade hospitalar, serviços especializados, disponibilidade de profissionais e perspectivas demográficas de cada região. Cada macrorregião deverá possuir planejamento integrado, com definição clara dos serviços que precisam estar disponíveis regionalmente, dos fluxos entre MUNICÍPIOS e das referências para os casos que demandem maior complexidade. → saude/p6
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[b1102] (saude) As Unidades Regionais de Saúde deverão recuperar protagonismo no planejamento, apoio técnico, monitoramento e articulação do SUS nos territórios. A CIB-SUS/MG e suas instâncias regionais serão fortalecidas como espaços de pactuação entre Estado e MUNICÍPIOS. As decisões sobre redes, serviços, investimentos e fluxos assistenciais precisam considerar quem executa a política e quem conhece a realidade da população. → saude/p6, saude/p30
[b1103] (saude) A regionalização será acompanhada por informações capazes de revelar diferenças de acesso, tempo de espera, deslocamento, oferta de serviços e resultados entre os territórios. O objetivo será identificar desigualdades e corrigi-las. Nenhum mineiro deve ter seu acesso à saúde determinado pelo CEP onde nasceu ou vive. → saude/p45
[b1105] (saude) 3.3. Atenção Primária como centro coordenador do cuidado
[b1106] (saude) A Atenção Primária à Saúde (APS) precisa voltar a ocupar o centro da organização do SUS.
[b1107] (saude) Não basta financiar obras ou transferir recursos. O Estado precisa apoiar os MUNICÍPIOS na organização assistencial, qualificação das equipes, acompanhamento das populações e integração da Atenção Primária com os demais pontos da rede.
[b1108] (saude) A SES-MG estruturará uma política estadual permanente de fortalecimento da APS, respeitando a responsabilidade municipal pela execução e recuperando o papel estadual de coordenação, apoio técnico e redução das desigualdades regionais. → saude/p1, saude/p61
[b1110] (saude) ● apoiar a expansão e qualificação da Estratégia Saúde da Família; → saude/p46
[b1111] (saude) ● fortalecer a territorialização e a vinculação das equipes às populações sob sua responsabilidade; → saude/p47
[b1112] (saude) ● melhorar a estrutura e a capacidade resolutiva das Unidades Básicas de Saúde; → saude/p1, saude/p32, saude/p61, saude/p83
[b1113] (saude) ● fortalecer equipes multiprofissionais; → saude/p48
[b1114] (saude) ● integrar Atenção Primária, vigilância em saúde, atenção especializada e rede hospitalar; → saude/p49
[b1115] (saude) ● ampliar educação permanente e apoio técnico às equipes; → saude/p34
[b1116] (saude) ● utilizar telessaúde e ferramentas digitais para aumentar a capacidade de resolução; → saude/p2
[b1117] (saude) ● apoiar a organização das linhas de cuidado e o acompanhamento das pessoas com maior risco; → saude/p50
[b1118] (saude) ● fortalecer saúde bucal, vacinação, prevenção e acompanhamento das doenças crônicas. → saude/p26, saude/p43, saude/p81
[b1119] (saude) A falta de profissionais em determinadas regiões exige uma resposta específica. O Estado discutirá com os MUNICÍPIOS, universidades, instituições formadoras e entidades profissionais mecanismos regionais de formação, provimento e fixação de médicos e demais profissionais, incluindo incentivos à qualificação em Medicina de Família e Comunidade e outras áreas prioritárias. A ESP-MG terá papel estratégico na educação permanente dos trabalhadores do SUS e na formação de gestores e equipes capazes de responder às diferentes realidades regionais. → saude/p34, saude/p35
[b1120] (saude) A Atenção Primária precisa resolver mais problemas perto de onde as pessoas vivem e acompanhar cada paciente ao longo de sua trajetória no sistema.
[b1122] (saude) 3.4. Redes de Atenção à Saúde funcionando de verdade
[b1123] (saude) Minas precisa transformar serviços dispersos em redes capazes de cuidar das pessoas do início ao fim. As Redes de Atenção à Saúde (RAS) articulam Atenção Primária, atenção especializada,
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[b1124] (saude) hospitais, urgência, reabilitação, vigilância, assistência farmacêutica e demais serviços necessários à continuidade do cuidado. O problema não é apenas possuir unidades. É fazer com que elas funcionem como rede. O Estado revisará a organização territorial e assistencial das redes, identificando componentes ausentes, vazios assistenciais, gargalos regulatórios, fluxos inadequados e desigualdades entre regiões. → saude/p6
[b1126] (saude) Rede de Atenção às Urgências e Emergências; ● → saude/p12
[b1128] (saude) Rede de Atenção Psicossocial; ● → saude/p9
[b1129] (saude) Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência; ● → saude/p19
[b1130] (saude) Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas; ● linhas e redes especializadas, como oncologia, cardiologia, neurologia, traumatologia e outras áreas definidas a partir do perfil epidemiológico e das necessidades regionais. → saude/p51
[b1131] (saude) Cada rede deverá ter portas de entrada, referências, fluxos, responsabilidades e indicadores definidos. A Atenção Primária será o centro coordenador do cuidado, e a regulação será utilizada para conectar os diferentes níveis assistenciais. O Governo avaliará permanentemente o tempo necessário para que a população de cada MUNICÍPIO alcance os diferentes níveis de atenção, utilizando georreferenciamento, perfil epidemiológico, tempo de deslocamento e capacidade instalada para orientar investimentos. O princípio será simples: rede de saúde só existe quando o paciente consegue percorrê-la. → saude/p6
[b1133] (saude) 3.5. Saúde na Escola: prevenção, cuidado e desenvolvimento
[b1134] (saude) A escola é um dos espaços mais importantes para promoção da saúde, prevenção e identificação precoce de problemas que podem afetar o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.
[b1135] (saude) Muitas dificuldades de aprendizagem, comportamento, convivência e permanência escolar possuem relação direta com questões de saúde que, quando não identificadas no momento adequado, podem acompanhar o estudante por anos. Por isso, Saúde e Educação precisam trabalhar juntas.
[b1136] (saude) O Governo de Minas estruturará uma política estadual de Saúde na Escola, articulada com os MUNICÍPIOS, a Atenção Primária à Saúde, as redes municipais e estadual de ensino e os demais serviços necessários ao cuidado das crianças e adolescentes. A escola não substituirá a unidade de saúde. Seu papel será ajudar a identificar necessidades, promover hábitos saudáveis e conectar estudantes e famílias à rede assistencial quando houver necessidade. → saude/p44
[b1137] (saude) A saúde mental terá atenção especial. Professores e profissionais da educação não serão transformados em profissionais de saúde, mas poderão receber orientação para reconhecer sinais que indiquem necessidade de avaliação especializada e conhecer os caminhos para encaminhamento dentro da rede. → saude/p11
[b1138] (saude) A Atenção Primária deverá ser a principal referência das escolas no território. As equipes de saúde poderão organizar ações periódicas em parceria com as unidades escolares, respeitando as necessidades identificadas em cada comunidade. O planejamento será territorializado. Regiões com maior incidência de gravidez na adolescência, baixa cobertura vacinal, problemas nutricionais, sofrimento psíquico, violência ou outras situações deverão receber estratégias específicas. → saude/p44
[b1139] (saude) Os indicadores de saúde e educação poderão ser analisados de forma conjunta para identificar territórios e grupos que demandem maior atenção, sempre respeitando a legislação de proteção → saude/p44
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[b1140] (saude) de dados e o sigilo das informações pessoais. Também será fortalecida a comunicação entre escola, unidade de saúde e família quando o estudante necessitar de acompanhamento. → saude/p44
[b1141] (saude) Identificar um problema e não garantir o caminho até o atendimento não é suficiente. O objetivo será agir antes que pequenos problemas se transformem em dificuldades maiores. Cuidar da saúde das crianças e adolescentes também é melhorar aprendizagem, permanência escolar e qualidade de vida. Saúde na Escola será, portanto, uma política de cuidado com as pessoas desde o início da vida.
[b1143] (saude) 3.6. Atenção especializada e diagnóstico mais perto da população
[b1144] (saude) Consultas especializadas, exames e procedimentos continuam sendo um dos maiores gargalos do SUS. O Estado precisa enfrentar as filas e os vazios assistenciais com planejamento regional e ampliação da capacidade de atendimento. Os Centros Estaduais de Atenção Especializada (CEAE) serão avaliados e reorganizados para ampliar cobertura territorial, carteira de serviços e integração com a Atenção Primária e os hospitais de referência. → saude/p3, saude/p42
[b1145] (saude) A expansão da atenção especializada poderá utilizar consórcios intermunicipais, rede pública, hospitais filantrópicos, hospitais universitários, instituições de ensino e outras formas de prestação compatíveis com o SUS. O acesso não poderá depender da capacidade financeira do MUNICÍPIO de complementar recursos para obter serviços que deveriam estar organizados regionalmente. → saude/p7, saude/p42, saude/p66
[b1146] (saude) Serão estruturadas linhas regionais para consultas, exames e procedimentos de maior demanda, acompanhadas por indicadores de fila, tempo de espera, absenteísmo, capacidade instalada e resultado assistencial. A telessaúde será utilizada para ampliar a resolutividade da Atenção Primária, evitar deslocamentos desnecessários e facilitar o acesso a especialistas. → saude/p3
[b1147] (saude) Diagnóstico do câncer no tempo certo.
[b1148] (saude) O diagnóstico tardio reduz as possibilidades de tratamento e aumenta o sofrimento das pessoas.
[b1149] (saude) Minas estruturará fluxos para investigação rápida dos casos de alta suspeição de câncer, conectando Atenção Primária, exames diagnósticos, serviços especializados e hospitais de referência. Será avaliada a implantação de centros regionais de confirmação diagnóstica para situações em que concentração de tecnologia, profissionais e volume de exames possa aumentar qualidade e reduzir o tempo entre suspeita, diagnóstico e início do tratamento. A política oncológica será acompanhada regionalmente, com atenção especial aos vazios de diagnóstico e tratamento. → saude/p25
[b1151] (saude) 3.7. Regulação para colocar o paciente no lugar certo, no tempo certo
[b1152] (saude) A regulação é uma das funções centrais do Estado na organização do SUS. Não basta existir vaga. É necessário saber onde ela está, qual paciente precisa dela primeiro, como será transportado e como garantir continuidade do atendimento. Além de garantir que a vaga seja adequada ao tipo de atendimento demandado. A Central de Operações para Regulação Estadual será aperfeiçoada para ampliar transparência, qualidade dos dados, integração regional e capacidade de decisão. → saude/p4, saude/p5, saude/p63
[b1153] (saude) As centrais regionais, os hospitais, o SAMU, os MUNICÍPIOS e os demais componentes da rede deverão operar de forma articulada. A regulação deverá utilizar critérios clínicos e assistenciais claros, protocolos conhecidos e indicadores públicos de desempenho. O paciente não pode continuar sendo responsável por encontrar sozinho o caminho dentro do sistema. → saude/p4, saude/p5, saude/p63
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[b1155] (saude) 3.8. Tratamento Fora de Domicílio: acesso também é chegar ao tratamento
[b1156] (saude) Em um Estado com a dimensão de Minas Gerais, regionalizar serviços não eliminará todos os deslocamentos. Determinados tratamentos precisam ser concentrados em centros especializados.
[b1157] (saude) Nesses casos, garantir o acesso significa também garantir condições para que o paciente chegue ao serviço.
[b1158] (saude) O Tratamento Fora de Domicílio (TFD), instrumento do SUS regulamentado nacionalmente e operacionalizado pelos Estados e MUNICÍPIOS, precisa recuperar relevância na política estadual. Até 2026, o TFD foi desvalorizado em Minas e não acompanhou adequadamente a realidade dos deslocamentos exigidos pela própria organização regional do sistema. O Governo fortalecerá a política estadual de TFD, revisando sua regulamentação, seus fluxos e mecanismos de apoio, em diálogo com os MUNICÍPIOS e a CIB-SUS/MG. O objetivo será garantir que pessoas encaminhadas para tratamentos indisponíveis em seu território tenham condições efetivas de realizá-los, considerando transporte, necessidade de acompanhante e demais situações previstas pelas normas do SUS. → saude/p40
[b1159] (saude) A política será integrada ao planejamento regional e à regulação assistencial. O Estado também fortalecerá o transporte sanitário eletivo e buscará organizar soluções regionais compartilhadas, especialmente para MUNICÍPIOS de menor porte e regiões onde as distâncias representam uma barreira importante ao acesso. Não adianta oferecer o tratamento se o paciente não consegue chegar até ele. → saude/p40
[b1161] (saude) 3.9. Urgência e emergência: atendimento no tempo certo
[b1162] (saude) Na urgência, minutos fazem diferença. Minas organizará a Rede de Atenção às Urgências e Emergências a partir do tempo de resposta necessário para salvar vidas, e não apenas de limites administrativos. O Estado mapeará o tempo de acesso terrestre e aéreo das populações às portas de urgência, unidades capazes de estabilização, hospitais de referência, centros de trauma e serviços de alta complexidade. → saude/p12
[b1163] (saude) O desenho considerará densidade populacional, perfil epidemiológico, rodovias, distâncias, áreas rurais, capacidade hospitalar e localização das bases de atendimento. Linhas prioritárias como trauma, acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio terão protocolos regionais integrados à regulação. → saude/p12
[b1164] (saude) As portas de urgência deverão conhecer seu papel na rede, e o paciente estabilizado deverá encontrar rapidamente o serviço adequado à continuidade do tratamento. → saude/p12
[b1166] (saude) 3.10. SAMU, Corpo de Bombeiros e transporte aeromédico integrados
[b1167] (saude) Minas avançou na expansão territorial do SAMU, mas cobertura formal não basta. O próximo desafio será garantir qualidade, integração, tempo de resposta e capacidade operacional em todas as regiões.
[b1168] (saude) A localização das bases de Unidades de Suporte Básico e Unidades de Suporte Avançado será avaliada permanentemente com base em população, ocorrências, distâncias, malha rodoviária e tempo-resposta. A rede estadual de urgência será organizada de forma integrada entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas → saude/p12
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[b1169] (saude) Gerais (CBMMG), as estruturas de transporte aeromédico e o sistema estadual de regulação. → saude/p13
[b1170] (saude) SAMU e CBMMG não podem operar como sistemas paralelos diante da mesma emergência.
[b1171] (saude) Serão desenvolvidos protocolos comuns de acionamento, comunicação, despacho, transporte, transferência e definição do destino assistencial. A integração com o Comando de Aviação do Estado (COMAVE) e demais estruturas aéreas disponíveis permitirá organizar uma estratégia estadual de resposta aeromédica, especialmente para regiões distantes dos centros de alta complexidade e ocorrências em rodovias. → saude/p13
[b1172] (saude) A definição das bases terrestres e aéreas será orientada por indicadores de tempo-resposta e resultados assistenciais. Também será criado um programa permanente de qualificação em urgência e emergência, articulando SAMU, CBMMG, hospitais, serviços de pronto atendimento, ESP-MG e instituições de ensino. O objetivo não é apenas chegar. É chegar rápido, estabilizar corretamente e levar o paciente ao serviço capaz de resolver o problema. → saude/p13
[b1175] (saude) Atenção hospitalar integrada às redes
[b1176] (saude) Hospital não pode funcionar isolado do restante do sistema. A política hospitalar estadual será reorganizada para definir o papel de cada unidade dentro das Redes de Atenção à Saúde, considerando perfil assistencial, território, capacidade instalada, qualidade, necessidade regional e integração com os demais serviços. Hospitais estaduais, municipais, federais, filantrópicos, universitários e demais prestadores do SUS deverão ser considerados no planejamento regional. → saude/p16
[b1177] (saude) A política estadual deverá corrigir gargalos de integração entre hospitais, Atenção Primária, atenção especializada, SAMU e regulação. Hospitais de pequeno porte terão seu papel revisto de acordo com as necessidades de cada território. Em determinadas regiões poderão exercer funções relevantes em cuidados prolongados, retaguarda, reabilitação, atenção a condições específicas ou apoio às redes regionais. A rede de Unidades de Terapia Intensiva será avaliada de acordo com a demanda regional, capacidade de retaguarda e necessidade de atendimento da população. → saude/p16
[b1178] (saude) A política hospitalar será acompanhada pela qualidade do atendimento, capacidade de resposta às necessidades regionais e integração dos hospitais com as redes de atenção. → saude/p16
[b1180] (saude) 3.12. FHEMIG: recuperar hospitais e integrar a Fundação à política estadual
[b1181] (saude) A FHEMIG precisa voltar a ocupar posição estratégica no SUS mineiro. Os hospitais da FHEMIG não podem ser tratados como estruturas isoladas da política da SES-MG.
[b1182] (saude) Cada unidade deverá ter missão definida dentro das redes assistenciais e das necessidades regionais. → saude/p17
[b1184] (saude) 3.13. Hospitais regionais: concluir para funcionar
[b1185] (saude) Obra de hospital que não atende paciente não é política de saúde concluída. O Governo fará uma avaliação individual dos hospitais regionais ainda pendentes de conclusão ou funcionamento, identificando situação física, necessidade de recursos, perfil assistencial, modelo de gestão, custeio e papel na rede. → saude/p14
[b1186] (saude) A decisão sobre cada hospital será integrada ao planejamento da respectiva macrorregião. Não basta concluir prédios. É necessário definir equipes, equipamentos, financiamento, serviços, → saude/p14
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[b1187] (saude) referências, fluxos regulatórios e sustentabilidade operacional. O Governo atuará em cooperação com a União, MUNICÍPIOS, universidades e instituições filantrópicas quando isso permitir acelerar a entrada efetiva das unidades na rede. A prioridade será transformar estruturas em atendimento. → saude/p14, saude/p33
[b1189] (saude) 3.14. Saúde mental como prioridade
[b1190] (saude) O crescimento do sofrimento psíquico, dos transtornos mentais e dos problemas associados ao uso de álcool e outras drogas exige uma política estadual mais estruturada. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) será reorganizada e ampliada para reduzir vazios assistenciais e melhorar a integração entre seus componentes. O Estado ampliará o apoio aos MUNICÍPIOS e às soluções regionais para expansão dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e de outros serviços necessários à continuidade do cuidado. Serão priorizados atendimento de crianças e adolescentes, pessoas com transtornos mentais graves, prevenção do suicídio, dependência de álcool e outras drogas e situações de crise. → saude/p9, saude/p10, saude/p11
[b1191] (saude) A política será articulada com Atenção Primária, urgência, educação, assistência social, segurança pública e sistema de Justiça quando necessário. O cuidado em saúde mental deverá ser humanizado, territorial e orientado à autonomia, proteção de direitos e reinserção social. → saude/p9
[b1193] (saude) 3.15. Ciência, tecnologia, vacinas e autonomia em saúde
[b1194] (saude) Minas Gerais possui instituições capazes de transformar ciência em soluções para a saúde. A FUNED será fortalecida em suas funções de vigilância laboratorial, produção, desenvolvimento tecnológico e inovação. Uma prioridade será aproximar institucionalmente a FUNED do Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (CT Vacinas/UFMG), criando uma agenda permanente de cooperação em pesquisa, desenvolvimento, testes, inovação, transferência tecnológica e produção. Essa aproximação poderá envolver também Fiocruz Minas, FAPEMIG, universidades, hospitais de ensino e outras instituições científicas. → saude/p18
[b1195] (saude) Minas precisa conectar sua capacidade acadêmica à capacidade tecnológica e produtiva do Estado. O objetivo será criar um ecossistema mineiro de inovação em saúde capaz de desenvolver vacinas, diagnósticos, medicamentos, tecnologias e soluções para o SUS, além de gerar conhecimento, empresas e empregos qualificados A política de inovação em saúde também buscará reduzir dependências tecnológicas e preparar Minas para futuras emergências sanitárias. → saude/p18
[b1197] (saude) 3.16. Hemominas e segurança do sangue
[b1198] (saude) A Hemominas exerce função essencial na assistência à saúde e será tratada como componente estratégico da rede estadual. O Governo ampliará sua capacidade de coleta e atendimento, organizará melhor a distribuição territorial dos serviços e integrará a Fundação ao planejamento hospitalar e às redes assistenciais que dependem de sangue e hemoderivados. → saude/p17
[b1199] (saude) Tecnologia, logística e campanhas permanentes de doação serão utilizadas para melhorar a capacidade de resposta e reduzir riscos de desabastecimento. A atenção às pessoas com doenças hematológicas também será organizada de forma regionalizada, reduzindo deslocamentos e desigualdades de acesso. → saude/p17
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[b1202] (saude) 3.17. Saúde digital, telessaúde e inovação
[b1203] (saude) Tecnologia precisa reduzir distâncias. O Governo implantará uma estratégia estadual integrada de Saúde Digital, conectando Atenção Primária, hospitais, serviços especializados, laboratórios, regulação e demais componentes do SUS. A telessaúde será ampliada em parceria com universidades, hospitais de ensino e instituições de referência, permitindo apoio diagnóstico, teleconsultoria, segunda opinião, acompanhamento de pacientes e educação permanente. → saude/p2
[b1204] (saude) Regiões com maior dificuldade de acesso a especialistas terão prioridade. Os sistemas deverão avançar em interoperabilidade, evitando que informações importantes permaneçam dispersas em plataformas que não se comunicam. O uso responsável de inteligência artificial poderá apoiar regulação, análise de exames, identificação de riscos, gestão hospitalar, planejamento e vigilância epidemiológica, sempre com supervisão profissional, proteção de dados e critérios técnicos. Tecnologia será instrumento para aproximar profissionais e pacientes, e não para substituir o atendimento humano quando ele for necessário. → saude/p2
[b1206] (saude) 3.18. Vigilância em saúde, prevenção e preparação para emergências
[b1207] (saude) Um sistema de saúde não pode agir apenas depois que as pessoas adoecem. A vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e laboratorial será integrada ao planejamento assistencial. → saude/p26, saude/p81
[b1208] (saude) O Governo fortalecerá vacinação, prevenção de doenças crônicas, saúde bucal, alimentação saudável, atividade física, prevenção de violências e acompanhamento dos principais fatores de risco da população. FUNED, SES-MG, MUNICÍPIOS e instituições de pesquisa atuarão de forma articulada na vigilância laboratorial e identificação de riscos sanitários. → saude/p26, saude/p81
[b1209] (saude) O Estado manterá capacidade permanente de preparação para epidemias, pandemias, desastres ambientais e outras emergências de saúde pública. Serão definidos protocolos, estoques estratégicos, capacidade laboratorial, sistemas de informação e estruturas de resposta capazes de serem rapidamente mobilizados. A experiência das crises sanitárias precisa produzir instituições mais preparadas para a próxima emergência. → saude/p27
[b1211] (saude) 3.19. Políticas de saúde para diferentes pessoas e necessidades
[b1212] (saude) Universalidade não significa tratar realidades diferentes como se fossem iguais. As políticas estaduais deverão identificar desigualdades de acesso e resultados entre grupos da população e organizar respostas específicas quando necessário. → saude/p84
[b1215] (saude) A política estadual ampliará o cuidado integral à saúde da mulher em todas as fases da vida. → saude/p21
[b1216] (saude) Serão prioridades o pré-natal, parto e puerpério seguros, planejamento reprodutivo, prevenção e diagnóstico dos cânceres de mama e colo do útero, atenção à menopausa, saúde mental e identificação de situações de violência. → saude/p21
[b1217] (saude) A mortalidade materna será acompanhada regionalmente e também segundo raça e outros fatores capazes de revelar desigualdades no acesso e na qualidade do cuidado. → saude/p22
[b1219] (saude) 3.19.2. Saúde da criança e do adolescente
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[b1220] (saude) O Estado fortalecerá vacinação, acompanhamento do desenvolvimento infantil, prevenção, saúde mental, saúde nas escolas e identificação precoce de condições que demandem acompanhamento especializado. → saude/p52
[b1221] (saude) Saúde, educação e assistência social atuarão de forma integrada nas situações de maior vulnerabilidade. → saude/p53
[b1224] (saude) O envelhecimento da população mineira exige preparar o SUS para um perfil diferente de necessidades. Serão ampliadas prevenção, acompanhamento de doenças crônicas, reabilitação, atenção domiciliar, prevenção de quedas, cuidados paliativos e apoio a cuidadores. A rede deverá se preparar para atender uma população que viverá mais e demandará cuidados mais prolongados e integrados. → saude/p20
[b1226] (saude) 3.19.4. Pessoas com deficiência
[b1227] (saude) A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência será fortalecida e regionalizada, ampliando reabilitação, diagnóstico, acesso a órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. O atendimento será articulado com educação, assistência social, trabalho e políticas de acessibilidade. → saude/p19
[b1230] (saude) As desigualdades raciais nos indicadores de saúde serão incorporadas ao planejamento estadual. → saude/p84
[b1231] (saude) A política deverá observar especialmente saúde materna, doenças crônicas, acesso ao diagnóstico, mortalidade evitável e outras situações em que os indicadores demonstrarem desigualdade. → saude/p84
[b1233] (saude) 3.19.6. Povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais
[b1234] (saude) O Estado atuará em cooperação com União e MUNICÍPIOS para ampliar o acesso dessas populações às redes de saúde, respeitando suas características culturais, sociais e territoriais. → saude/p84
[b1235] (saude) Regiões com comunidades mais distantes dos centros assistenciais deverão receber estratégias específicas de acesso, transporte e telessaúde. → saude/p84
[b1238] (saude) A população LGBTQIA+ deverá encontrar no SUS atendimento respeitoso, qualificado e livre de discriminação. O Estado apoiará a formação dos profissionais e a organização dos serviços para responder às necessidades específicas dessa população, incluindo saúde mental, prevenção, atenção especializada e promoção da saúde. → saude/p38
[b1240] (saude) 3.19.8. População privada de liberdade
[p. 35]
[b1241] (saude) A saúde das pessoas privadas de liberdade será articulada entre as políticas de saúde e segurança pública, fortalecendo Atenção Primária, prevenção, saúde mental, controle de doenças transmissíveis e acesso à atenção especializada. → saude/p39
[b1243] (saude) 3.20. Cuidado continuado, atenção domiciliar e integração com a proteção social
[b1244] (saude) Minas Gerais está envelhecendo e convivendo cada vez mais com pessoas que precisam de acompanhamento por períodos longos. Doenças crônicas, limitações funcionais, deficiência, recuperação depois de internações e situações de dependência exigem uma organização do cuidado que não termine na alta hospitalar nem obrigue todas as pessoas a procurar atendimento dentro de uma unidade de saúde. O Estado fortalecerá a integração entre atenção hospitalar, Atenção Primária, reabilitação, atenção domiciliar e proteção social para construir trajetórias de cuidado mais contínuas. → saude/p20
[b1245] (saude) A política deverá apoiar especialmente:
[b1248] (saude) ● pessoas com doenças crônicas e limitações funcionais;
[b1249] (saude) ● pacientes em recuperação depois de internações; → saude/p55
[b1250] (saude) ● pessoas que necessitem de reabilitação; → saude/p56
[b1251] (saude) ● famílias e cuidadores responsáveis pelo acompanhamento cotidiano. → saude/p20
[b1252] (saude) A atenção domiciliar será fortalecida sempre que for clinicamente adequada, em articulação com os MUNICÍPIOS e com a rede de Atenção Primária. O objetivo será permitir que pessoas que não precisam permanecer em ambiente hospitalar possam receber acompanhamento próximo de suas famílias e comunidades. → saude/p20
[b1253] (saude) Também serão aprimorados os fluxos de transição do hospital para o domicílio e entre os diferentes serviços da rede. Uma pessoa que recebe alta não pode perder continuidade do tratamento porque os serviços responsáveis pelas etapas seguintes não se comunicaram. → saude/p57
[b1254] (saude) Nas situações em que saúde e dependência social estiverem combinadas, SUS e SUAS deverão atuar de forma articulada, respeitando suas atribuições. A Política Estadual de Cuidados, prevista neste Plano, será um dos instrumentos para aproximar atenção à saúde, proteção social, reabilitação e apoio às famílias. → saude/p20
[b1255] (saude) O Estado também estimulará formação e orientação para cuidadores, ampliação da reabilitação, prevenção da perda de capacidade funcional e utilização de tecnologias capazes de aumentar autonomia e qualidade de vida. → saude/p20
[b1256] (saude) Cuidar melhor não significa necessariamente manter mais pessoas dentro de hospitais. Significa construir uma rede capaz de acompanhar cada pessoa no lugar adequado e durante o tempo necessário.
[b1258] (saude) 3.21. Uma política de saúde para cada realidade regional
[b1259] (saude) Embora a saúde seja um direito universal, os desafios enfrentados pelos mineiros variam significativamente entre as regiões do Estado. Por isso, o planejamento da Secretaria de Estado da Saúde será organizado a partir das diferentes realidades regionais. Minas terá uma política → saude/p8
[p. 36]
[b1260] (saude) estadual única, mas não uma política uniforme. Cada região terá prioridades definidas a partir de indicadores epidemiológicos, demográficos, assistenciais e territoriais. → saude/p8
[b1261] (saude) No Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, as prioridades incluirão a ampliação da oferta de serviços especializados, apoio aos Municípios para fortalecer a atenção primária, ampliação da telessaúde, melhorar o transporte e a organização dos atendimentos e redução dos deslocamentos para atendimento de média e alta complexidade. → saude/p8
[b1262] (saude) No Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Centro-Oeste, o foco estará na ampliação da capacidade hospitalar regional, fortalecimento das redes de urgência, incorporação de novas tecnologias e integração entre hospitais, universidades e centros de pesquisa. → saude/p8
[b1263] (saude) No Sul de Minas e na Zona da Mata, serão priorizados investimentos na expansão da atenção especializada, qualificação das redes assistenciais e fortalecimento da pesquisa, da formação profissional e das novas tecnologias em saúde. → saude/p8
[b1264] (saude) Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os esforços estarão concentrados na integração da rede metropolitana, redução das filas para consultas, exames e cirurgias eletivas, ampliação da capacidade hospitalar e melhoria da organização das filas e do acesso aos serviços especializados, beneficiando também os Municípios do entorno. → saude/p8
[b1265] (saude) Essa estratégia permitirá que os investimentos estaduais respeitem as diferentes necessidades territoriais, promovendo maior equilíbrio entre as regiões e ampliando a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde em todo o Estado. O planejamento não será feito a partir de percepções genéricas. Cada macrorregião terá um painel de indicadores e prioridades, atualizado periodicamente e discutido com MUNICÍPIOS e instâncias regionais de governança do SUS. → saude/p8
[b1266] (saude) Investimento seguirá necessidade.
[b1268] (saude) 3.22. Gestão e financiamento orientados às pessoas
[b1269] (saude) A política de saúde será acompanhada por resultados. O Estado definirá indicadores que permitam acompanhar não apenas quanto foi gasto ou quantos procedimentos foram realizados, mas o que aconteceu com as pessoas. A SES-MG deverá produzir uma visão integrada do desempenho do sistema, permitindo identificar rapidamente onde uma política não está funcionando e onde a população encontra maior dificuldade de acesso. Financiamento estadual deverá estar conectado às necessidades dos territórios, responsabilidades pactuadas e resultados esperados. → saude/p45
[b1270] (saude) A relação entre Estado e MUNICÍPIOS será baseada em cooperação. A CIB-SUS/MG será o principal espaço de pactuação interfederativa estadual, com fortalecimento das discussões macrorregionais e microrregionais. Minas também ampliará sua participação na CIT para defender financiamento, programas e políticas nacionais compatíveis com as necessidades do Estado. → saude/p31
[b1271] (saude) O SUS mineiro não precisa apenas de mais serviços. Precisa de serviços conectados, profissionais valorizados, MUNICÍPIOS apoiados, redes organizadas, regulação eficiente e um Governo Estadual capaz de coordenar. O compromisso será medir a saúde pelo que importa para as pessoas: conseguir atendimento, receber diagnóstico, iniciar tratamento no tempo adequado e ter cuidado digno em qualquer região de Minas Gerais. → saude/p45
[p. 138]
[b2902] (saude) Saúde precisará se preparar para mais doenças crônicas, reabilitação, cuidados prolongados e atenção à pessoa idosa. Educação precisará adaptar redes onde houver redução do número de crianças e reorganizar estruturas sem abandonar comunidades. Habitação e urbanismo precisarão incorporar acessibilidade e novas formas de organização familiar. Mobilidade precisará atender uma população com maior necessidade de deslocamentos acessíveis. A Economia da Longevidade poderá criar atividades econômicas relacionadas a cuidados, saúde, tecnologia, turismo, moradia e serviços. Demografia não será apenas uma estatística e sim uma variável permanente do planejamento.
[p. 141]
[b2952] (saude) 14.14. Saúde em uma sociedade diferente
[b2953] (saude) A saúde de 2040 terá demandas diferentes das atuais. Envelhecimento, doenças crônicas, saúde mental, novas tecnologias e maior necessidade de cuidado continuado modificarão o perfil dos pacientes e a organização do SUS. Essas projeções serão regionalizadas, porque o envelhecimento e as condições de saúde não avançarão da mesma forma em todo o Estado.
[p. 142]
[b2954] (saude) Tecnologias digitais, telessaúde e novas formas de diagnóstico poderão ampliar a capacidade de atendimento, desde que incorporadas com evidências, segurança e supervisão profissional. O objetivo será evitar que a rede de amanhã continue organizada para uma população que já não existe.
FIM — 146 blocos neste arquivo.