Fábio Trad — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — MS, 2026)

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[b118] (agro) Nova Itamaraty, em Ponta Porã, foi instituído durante o primeiro governo de Zeca do PT em articulação com o Governo Federal.

[b120] (economia) Também foi ação do Partido dos Trabalhadores na gestão do Estado o impulsionamento da economia, que à época era restrita ao binômio soja/boi.

[b122] (economia) O Mato Grosso do Sul de hoje possui um setor primário forte, com novas matrizes econômicas como a cana-de-açúcar e a produção de eucaliptos para a celulose.

[b123] (economia) A indústria de turismo cresce, cujas águas cristalinas de Bonito e da Serra da Bodoquena e o Pantanal se constituem nos maiores atrativos no país e no mundo.

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[b196] (economia) 2 - DESENVOLVIMENTO ECÔNOMICO SUSTENTÁVEL

[b200] (economia) Mato Grosso do Sul apresentou forte crescimento econômico nos últimos anos, impulsionado principalmente pelo agronegócio, pela expansão da celulose, pela proteína animal e pela posição estratégica do estado no centro da América do Sul.

[b201] (economia) Entretanto, esse crescimento ainda ocorre de forma concentrada, pouco diversificada e com baixa agregação de valor à produção local.

[b203] (economia) O principal problema estrutural da economia sul-mato-grossense continua sendo a elevada dependência de commodities agropecuárias e minerais. Grande parte da riqueza produzida no estado sai na forma de produtos primários ou semielaborados, limitando a geração de empregos qualificados, inovação tecnológica e dinamização das economias regionais.

[b205] (economia) Outro desafio importante é a concentração territorial do desenvolvimento. Regiões como Campo Grande, Três Lagoas e parte do eixo da celulose concentram investimentos e infraestrutura (Leste/Bolsão), enquanto diversas regiões do interior ainda convivem com baixa industrialização, escassez de oportunidades econômicas e limitada capacidade de atração de investimentos.

[b207] (economia) O cenário é ainda mais desafiador quando o município é afastado da Capital e/ou possui baixo número de habitantes: não há comércio forte; os empregos são oriundos, sobretudo, das estruturas do poder público; e muitos deles não possuem um setor primário forte, que proporcione maior arrecadação.

[b209] (economia) Persistem também fragilidades relacionadas à baixa densidade industrial; à insuficiente integração entre universidades, pesquisa e setor produtivo; à pouca inserção da inovação tecnológica na economia; à baixa competitividade das micro e pequenas empresas; e à reduzida diversificação da matriz econômica estadual.

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[b214] (economia) O Estado ainda carece de uma política mais estruturada de agregação de valor à produção agropecuária, especialmente nas cadeias da carne, leite, grãos, bioenergia, florestas plantadas e agricultura familiar.

[b220] (economia) Também há baixa articulação regional para aproveitar plenamente oportunidades estratégicas como a Rota Bioceânica; a integração sul-americana; a transição energética global; e o crescimento da economia digital.

[b227] (economia) Em todos esses municípios não há ações que permitam aos seus moradores desfrutarem das vantagens econômicas e competitivas da Rota Biocêanica. Algo que também acontece em Porto Murtinho.

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[b232] (economia) Basta cruzar o Rio Paraguai para observar que a comunidade de Isla Margarita, na Intendência de Carmelo Peralta, trata de forma estratégica, político e economicamente, a Rota Bioceânica.

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[b251] (economia) Um novo ciclo de desenvolvimento - Maior sofisticação, sustentabilidade, inovação e distribuição regional de oportunidades

[b259] (economia) • Implantar uma Política Estadual de Neoindustrialização Verde, incentivando a agroindustrialização; ampliando o processamento e verticalização local da produção; fortalecendo cadeias produtivas regionais; estimulando indústrias de baixo carbono; e apoiando parques industriais sustentáveis; → economia-agro/p17

[b260] (economia) • Criar o Plano Estadual de Agregação de Valor com o objetivo de gerar empregos qualificados e ampliar a renda regional, tendo como prioridade: proteína animal, leite, grãos, florestas plantadas, bioenergia, biotecnologia, alimentos industrializados e química verde; → economia-agro/p17

[b262] (economia) • Criar polos regionais de desenvolvimento econômico, fortalecer as vocações regionais nas áreas de bioindústria, tecnologia, logística, proteína animal, celulose, bioenergia, economia criativa e inovação agroambiental; → economia-agro/p18, economia-agro/p21, economia-agro/p95

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[b269] (economia) • Retomar o papel do Banco do Povo, criado no Governo Popular de Zeca do → economia-agro/p74

[b270] (economia) PT, como um banco de desenvolvimento regional com crédito para pequenas e médias empresas; apoio à industrialização, financiamento à inovação, microcrédito produtivo e estímulo à economia regional; → economia-agro/p74

[b271] (economia) • Aproveitar estrategicamente a Rota Bioceânica com integração logística continental, atração de investimentos, corredores industriais, centros de distribuição e exportação de produtos com maior valor agregado; → economia-agro/p19

[b272] (economia) • Fortalecer micro e pequenas empresas por meio de simplificação burocrática, compras públicas regionais, crédito facilitado, capacitação, transformação digital e apoio ao cooperativismo e economia solidária; → economia-agro/p23, economia-agro/p70, economia-agro/p71, economia-agro/p108

[b273] (economia) • Implantar uma política estadual de qualificação profissional para a nova economia, com foco em: indústria 4.0, tecnologia, energias renováveis, logística, bioeconomia, inteligência artificial, automação e serviços especializados; → economia-agro/p47

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[b286] (economia) 3 - NOVA POLÍTICA ESTADUAL DE INCENTIVOS FISCAIS

[b290] (economia) A atual política de incentivos fiscais de Mato Grosso do Sul teve papel importante na atração de investimentos e na expansão de alguns setores econômicos estratégicos, especialmente agronegócio, celulose, proteína animal e logística.

[b291] (economia) Entretanto, o modelo adotado pelas recentes gestões apresenta limitações estruturais que reduziram sua capacidade de promover um desenvolvimento mais equilibrado, sustentável e inovador.

[b293] (economia) Um dos principais problemas é a excessiva concentração dos incentivos em grandes grupos econômicos e em setores já consolidados, sem uma estratégia mais ampla de diversificação da matriz econômica estadual. Isso contribuiu para o fortalecimento de uma economia ainda muito dependente de commodities e atividades de baixo valor agregado.

[b295] (economia) Outro problema relevante é a baixa exigência de contrapartidas estruturantes. O emprego é importante, todavia, não deve ser a única contraprestação de empresas que recebem altos valores mediante renúncia fiscal em Mato Grosso do Sul.

[b297] (economia) Também há forte concentração territorial dos investimentos incentivados. Regiões que já possuem maior infraestrutura e dinamismo econômico continuam recebendo a maior parte dos empreendimentos, enquanto municípios menores e regiões de fronteira permanecem com baixa capacidade de atração de investimentos produtivos.

[b299] (economia) A política atual ainda apresenta fragilidades na transparência e na avaliação de resultados. Falta maior clareza pública sobre: volume total das renúncias fiscais; impacto econômico efetivo dos incentivos; número real de empregos gerados; retorno social dos investimentos incentivados; e cumprimento das contrapartidas assumidas pelas empresas beneficiadas. → economia-agro/p85, economia-agro/p105

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[b304] (economia) Além disso, o modelo atual prioriza fortemente atração de investimentos externos, mas dedica atenção insuficiente ao fortalecimento do empresariado local, das pequenas indústrias, cooperativas, startups e cadeias produtivas regionais.

[b306] (economia) Outro problema estrutural é a ausência de mecanismos permanentes de monitoramento, revisão e avaliação técnica da política de incentivos. Muitas vezes os benefícios são renovados sem uma análise aprofundada de sua efetividade econômica, social e ambiental.

[b310] (economia) Incentivos alinhados a uma estratégia moderna de desenvolvimento econômico sustentável

[b314] (economia) • Revisar e modernizar a política de incentivos fiscais por meio da superação do antigo modelo de incentivos baseado apenas na atração de grandes empreendimentos e na renúncia fiscal sem contrapartidas estruturantes, de maneira a transformar os incentivos fiscais em instrumentos de desenvolvimento inteligente, vinculando-os à geração de empregos de qualidade, priorizando empresas que: gerem empregos formais; valorizem mão de obra local; promovam qualificação profissional; ampliem salários médios; e incentivem inclusão de jovens, mulheres e pessoas com deficiência. → economia-agro/p57, economia-agro/p58, economia-agro/p85, economia-agro/p105

[b318] (economia) • Priorizar agregação de valor à produção estadual, favorecendo atividades que: industrializem matérias-primas locais; ampliem processamento interno da produção; fortaleçam cadeias produtivas regionais; aumentem → economia-agro/p17, economia-agro/p18, economia-agro/p95

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[b322] (economia) exportações de produtos industrializados; e elevem o conteúdo tecnológico da economia estadual; → economia-agro/p20, economia-agro/p24

[b323] (economia) • Criar incentivos diferenciados para regiões menos desenvolvidas, estimulando a desconcentração econômica por meio de: incentivos regionais; estímulo à interiorização industrial; fortalecimento das cidadespolo; e atração de investimentos para regiões de fronteira e municípios de menor dinamismo econômico; → economia-agro/p21, economia-agro/p60

[b324] (economia) • Implantar critérios ambientais e de sustentabilidade, com os benefícios fiscais devendo considerar: redução de emissões; eficiência energética; uso de energias renováveis; economia circular; recuperação ambiental; práticas → economia-agro/p61

[b325] (economia) ESG; e descarbonização industrial; → economia-agro/p61

[b326] (economia) • Estimular inovação, tecnologia e pesquisa aplicada, incentivando empresas que investirem em: pesquisa e desenvolvimento; inteligência artificial; automação; bioeconomia; biotecnologia; digitalização industrial; e universidades e centros tecnológicos; → economia-agro/p24

[b327] (economia) • Criar mecanismos de avaliação permanente dos incentivos, por meio de metas claras; indicadores públicos de desempenho; avaliação periódica de resultados; transparência sobre renúncias fiscais; e monitoramento da geração de empregos e investimentos; → economia-agro/p58, economia-agro/p59, economia-agro/p85, economia-agro/p105

[b328] (economia) • Fortalecer micro e pequenas empresas, por meio de programas específicos de incentivo para: pequenas indústrias; cooperativas; startups; economia solidária; empreendedores regionais; e empresas inovadoras; → economia-agro/p57

[b329] (economia) • Integrar incentivos fiscais à política de desenvolvimento regional, articulando os incentivos com: infraestrutura; logística; qualificação profissional; inovação; conectividade digital; e planejamento regional; → economia-agro/p60

[b330] (economia) • Implantar segurança jurídica e previsibilidade, por meio da garantia de: estabilidade regulatória; transparência nos critérios; simplificação administrativa; redução da burocracia; e ambiente favorável ao investimento produtivo; → economia-agro/p70, economia-agro/p72, economia-agro/p108

[b331] (economia) • Criar um Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável, com a participação de representantes do setor produtivo, universidades, trabalhadores, cooperativas, municípios e sociedade civil organizada. → economia-agro/p69

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[b453] (economia) 6 - TRABALHO DIGNO E GERAÇÃO DE RENDA

[b457] (economia) Mato Grosso do Sul apresentou crescimento econômico relevante nos últimos anos, impulsionado especialmente pelo agronegócio, pela celulose, pela proteína animal e pela expansão logística. Entretanto, esse crescimento ainda não se converteu de forma proporcional em empregos de qualidade, aumento consistente da renda média e redução das desigualdades sociais e regionais.

[b459] (economia) O principal problema estrutural é que a economia estadual continua excessivamente concentrada em setores intensivos em capital e pouco intensivos em mão de obra qualificada. Isso limita a geração de empregos formais, reduz o dinamismo do mercado interno e amplia a dependência de atividades econômicas com baixa agregação de valor.

[b461] (economia) Outro desafio importante é a persistência da desigualdade regional na geração de oportunidades. Enquanto algumas regiões concentram investimentos e empregos mais qualificados, muitos municípios do interior convivem com: baixa diversificação econômica, informalidade, êxodo de jovens, dificuldade de acesso à qualificação profissional e escassez de oportunidades de renda.

[b463] (economia) Também há fragilidades na política estadual de qualificação profissional. O Estado ainda não estruturou uma política integrada e moderna de formação voltada às novas demandas da economia contemporânea, como: indústria 4.0, tecnologia, bioeconomia, energias renováveis, logística, inteligência artificial, automação e serviços especializados.

[b465] (economia) A juventude é um dos grupos mais afetados. Muitos jovens enfrentam dificuldade de inserção no mercado de trabalho, ausência de experiência profissional e baixa conexão entre formação educacional e demanda econômica.

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[b470] (economia) Outro problema crescente é a precarização das relações de trabalho, especialmente em atividades informais, terceirizadas e plataformas digitais. Mato Grosso do Sul ainda carece de políticas estaduais voltadas à proteção, qualificação e inclusão produtiva desses trabalhadores.

[b472] (economia) As mulheres também enfrentam desigualdades persistentes no mercado de trabalho: menor renda média, dificuldades de inserção, dupla jornada, baixa presença em setores tecnológicos e insuficiência de políticas de apoio ao empreendedorismo feminino.

[b474] (economia) Micro e pequenas empresas, responsáveis por grande parte dos empregos no estado, ainda enfrentam: burocracia, dificuldade de acesso ao crédito, baixa digitalização, baixa produtividade e reduzido apoio técnico.

[b476] (economia) Além disso, há pouca integração entre política industrial, educação profissional, inovação tecnológica, economia regional e geração de emprego e renda.

[b478] (economia) O atual modelo econômico do estado gera crescimento, mas ainda distribui pouco seus benefícios sociais e territoriais.

[b482] (economia) Transformar crescimento econômico em prosperidade compartilhada, empregos de qualidade e oportunidades reais para as pessoas

[b486] (economia) • Criar o Programa Estadual de Empreendedorismo Popular, com foco em: mulheres, juventude, periferias, economia solidária, agricultura familiar e pequenos empreendedores urbanos, por meio de microcrédito, capacitação, formalização, apoio técnico e acesso a mercados. → economia-agro/p50

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[b494] (economia) • Criar o Programa Estadual de Emprego e Nova Economia, para integrar qualificação profissional, intermediação de mão de obra, inovação, empreendedorismo, inclusão produtiva e desenvolvimento regional; → economia-agro/p48

[b495] (economia) • Implantar o Programa Primeiro Emprego MS, com foco em juventude, estágio, aprendizagem, qualificação técnica, incentivo à contratação de jovens e integração entre escolas, universidades e empresas, com prioridade para jovens do interior, periferias, mulheres, população negra, indígenas e Pessoas com Deficiência (PcD); → economia-agro/p49

[b496] (economia) • Criar a Rede Estadual de Qualificação para a Nova Economia, promovendo parcerias com IFMS, UFMS, UEMS, Sistema S e setor produtivo, com foco em: tecnologia, indústria 4.0, inteligência artificial, logística, bioeconomia, energias renováveis, serviços digitais e agroindústria; → economia-agro/p47

[b497] (economia) • Fortalecer micro e pequenas empresas por meio de simplificação burocrática, crédito facilitado, compras públicas regionais, apoio à digitalização, incubadoras, assistência técnica e incentivo ao cooperativismo e economia solidária; → economia-agro/p23, economia-agro/p71

[b498] (economia) • Implantar a Política Estadual de Trabalho Digno, com o objetivo de combater a precarização, valorizar o trabalho formal, proteger os trabalhadores de aplicativos, combater o trabalho infantil, combater o trabalho análogo à escravidão e promover a igualdade salarial; → economia-agro/p52

[b500] (economia) Mulheres na Economia, com crédito para empreendedoras, capacitação, inovação, apoio à formalização, incentivo à liderança feminina e formação tecnológica para mulheres; → economia-agro/p51

[b501] (economia) • Interiorizar o desenvolvimento econômico por meio de polos regionais de emprego, incentivos para interiorização industrial, apoio às economias regionais, fortalecimento das cidades-polo e desenvolvimento de cadeias produtivas locais; → economia-agro/p21

[b502] (economia) • Integrar educação, inovação e mercado de trabalho por meio de ensino técnico articulado ao setor produtivo, residência técnica, laboratórios de → economia-agro/p24, economia-agro/p47

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[b506] (economia) inovação e formação profissional conectada às demandas reais da economia; → economia-agro/p47

[b507] (economia) • Criar o Banco de Oportunidades de Mato Grosso do Sul na FUNTRAB → economia-agro/p48

[b508] (economia) (Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul) para fortalecer uma plataforma estadual integrada para vagas de emprego, qualificação, empreendedorismo, crédito, estágio, primeiro emprego e oportunidades regionais; → economia-agro/p48

[b509] (economia) • Implantar um Plano Estadual de Economia Criativa e Serviços Inovadores para apoiar: audiovisual, design, software, comunicação, economia digital, produção cultural e tecnologia criativa;

[b510] (economia) • Fortalecer políticas de renda e inclusão produtiva, com a inclusão econômica de famílias vulneráveis, capacitação profissional, geração de renda comunitária e apoio a cooperativas populares. → economia-agro/p50

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[b840] (agro) 11 - DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO COM AGRICULTURA

[b841] (agro) FAMILIAR FORTE E REPLETA DE OPORTUNIDADES

[b845] (agro) Mato Grosso do Sul possui uma das economias agropecuárias mais fortes do país, porém o desenvolvimento rural do estado permanece profundamente desigual.

[b846] (agro) Enquanto o agronegócio empresarial expandiu produtividade, exportações e capacidade tecnológica, a agricultura familiar, os assentamentos rurais e as pequenas comunidades produtivas ainda enfrentam dificuldades estruturais históricas relacionadas ao acesso à terra, crédito, assistência técnica, infraestrutura e comercialização.

[b848] (agro) Dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apontam que atualmente existem 204 assentamentos da reforma agrária em Mato Grosso do Sul.

[b849] (agro) Juntos, esses projetos ocupam uma área de aproximadamente 716 mil hectares e abrigam mais de 27 mil famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais. Porém, o principal problema deste setor é a ausência de uma política estadual robusta e integrada de fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento agrário.

[b851] (agro) Grande parte das políticas públicas estaduais continua concentrada nos grandes setores exportadores, enquanto pequenos produtores, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas e agricultores familiares enfrentam limitações para produzir, verticalizar a produção, agregar valor e acessar mercados. Trata-se de um equívoco que precisa ser corrigido, como bem apontou o Setorial Agrário do PTMS, afinal, a agricultura familiar é estratégica para produção de alimentos, geração de renda e desenvolvimento regional.

[b853] (agro) Mato Grosso do Sul possui uma das maiores populações assentadas do país, resultado da histórica luta pela reforma agrária e da atuação do INCRA. Entretanto, muitos assentamentos ainda convivem com precariedade de infraestrutura, falta de estradas adequadas, deficiência de assistência técnica, dificuldade de acesso

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[b857] (agro) à água, baixa capacidade de armazenagem, pouca mecanização e dificuldades de comercialização.

[b859] (agro) Outro problema importante é a fragilidade da assistência técnica e extensão rural.

[b860] (agro) Ao longo dos últimos anos, o serviço público de ATER passou por um grande desmonte, perdendo investimentos e sem reposição adequada do seu quadro de servidores e técnicos. Por conta disso, apesar dos esforços dos servidores de ATER de MS, muitos pequenos produtores não recebem acompanhamento técnico contínuo voltado à diversificação produtiva, agroindustrialização, agroecologia, comercialização, irrigação, inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental.

[b862] (agro) Persistem também dificuldades de acesso ao crédito rural, especialmente para pequenos produtores, mulheres rurais, juventude do campo, indígenas e assentados.

[b864] (agro) Outro desafio estrutural é o baixo nível de agregação de valor à produção da agricultura familiar. Grande parte da produção continua sendo comercializada sem processamento local, reduzindo renda e capacidade de geração de empregos nas comunidades rurais.

[b866] (agro) Há ainda forte desigualdade regional e fundiária no campo sul-mato-grossense. Em diversas regiões persistem conflitos fundiários, insegurança territorial e tensão social envolvendo assentamentos, comunidades indígenas, trabalhadores rurais e disputa por terras.

[b868] (agro) O Estado também carece de uma política mais forte de apoio à sucessão rural e permanência da juventude no campo. Muitos jovens deixam comunidades rurais por falta de oportunidades econômicas, acesso à educação, conectividade, crédito e perspectivas de renda. Nesse sentido, cabe destacar a falta de envolvimento do Governo do Estado com as Escolas Família Agrícola (EFAs), que cumprem um papel fundamental para a formação dos filhos dos pequenos agricultores, bem como para a permanência desses jovens no campo.

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[b873] (agro) Outro problema é a baixa integração entre as políticas estaduais e os programas federais retomados pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), INCRA, PRONAF, PAA, PNAE, assistência técnica e programas de agroindustrialização e inclusão produtiva.

[b875] (agro) Além disso, Mato Grosso do Sul ainda aproveita pouco o enorme potencial da agricultura familiar para segurança alimentar, geração de empregos, desenvolvimento regional, agroindustrialização, produção sustentável e fortalecimento das economias locais.

[b879] (agro) Desenvolvimento rural mais equilibrado e sustentável, capaz de fortalecer a agricultura familiar, reduzir desigualdades no campo e gerar oportunidades para famílias rurais

[b883] (agro) • Apoiar a política nacional de reforma agrária, com o Estado atuando em parceria com o Governo Federal para identificar áreas prioritárias, apoiar infraestrutura de novos assentamentos, garantir serviços públicos, mediar conflitos fundiários e promover desenvolvimento sustentável no campo. → economia-agro/p36

[b887] (agro) • Criar o Programa Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, em parceria com MDA, INCRA, CONAB, Banco do Brasil, cooperativas, universidades e movimentos sociais, com o objetivo de promover inclusão produtiva, geração de renda, fortalecimento da produção familiar e desenvolvimento regional; → economia-agro/p35

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[b891] (agro) • Fortalecer os assentamentos da reforma agrária por meio de infraestrutura rural, habitação, eletrificação de qualidade, abastecimento de água, internet rural, mecanização, assistência técnica permanente e apoio à comercialização; → economia-agro/p36, economia-agro/p40

[b892] (agro) • Reestruturar a assistência técnica e extensão rural (ATER) com concurso público para fortalecer as equipes regionalizadas, o atendimento contínuo, a agroecologia, a irrigação, a agroindustrialização, a gestão produtiva, a inovação tecnológica e a produção sustentável; → economia-agro/p25

[b893] (agro) • Tomar para si e fortalecer o "Programa de Agroindustrialização da Agricultura → economia-agro/p29

[b894] (agro) Familiar de Mato Grosso do Sul", iniciativa do deputado estadual e exgovernador Zeca do PT, dos deputados federais Vander Loubet (précandidato a senador) e Camila Jara e da senadora Soraya Thronicke, cujo objetivo é apoiar e financiar pequenas agroindústrias, cooperativas, produção artesanal, processamento de alimentos, agregação de valor, certificação sanitária e comercialização regional; → economia-agro/p29

[b895] (agro) • Ampliar compras públicas da agricultura familiar, promovendo a integração de políticas estaduais com o PNAE, o PAA, hospitais, restaurantes populares e a rede estadual de ensino, com prioridade para assentamentos da reforma agrária, comunidades indígenas, cooperativas e produção regional; → economia-agro/p27

[b896] (agro) • Criar uma política estadual de crédito e microfinanças rurais, por meio do resgate do Banco do Povo e em parceria com o Governo Federal, para apoio ao PRONAF, crédito para mulheres rurais, juventude rural, pequenos produtores e agroindústrias familiares; → economia-agro/p31

[b897] (agro) • Implantar um programa estadual de irrigação e segurança hídrica rural, com foco em pequenas barragens, cisternas, irrigação sustentável, proteção de nascentes e abastecimento comunitário por meio de poços artesianos coletivos movidos a energia fotovoltaica; → economia-agro/p32

[b898] (agro) • Fortalecer cooperativas e economia solidária rural na questão da gestão, comercialização, agroindustrialização, logística, acesso a mercados e inclusão produtiva; → economia-agro/p29

[b899] (agro) • Criar o Programa Juventude Rural e Sucessão no Campo, em parceria com as Escolas Família Agrícola (EFAs), com foco na questão do crédito, da → economia-agro/p42

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[b903] (agro) conectividade, da formação técnica, da inovação, do empreendedorismo rural, da inclusão digital e da permanência da juventude no campo; → economia-agro/p40, economia-agro/p42

[b904] (agro) • Implantar uma política estadual de agroecologia e produção sustentável, voltada para transição agroecológica, bioinsumos, produção orgânica, recuperação ambiental e sustentabilidade produtiva; → economia-agro/p38

[b905] (agro) • Fortalecer políticas para mulheres rurais por meio de crédito, assistência técnica, titularidade, empreendedorismo, autonomia econômica e combate à violência no campo; → economia-agro/p43

[b906] (agro) • Criar o Programa Estradas da Produção Familiar, com foco em obras e ações para estradas vicinais, pontes, logística rural, transporte escolar e escoamento da produção; → economia-agro/p33

[b907] (agro) • Implantar política estadual de regularização fundiária e mediação de conflitos, com o objetivo de promover segurança jurídica, mediação institucional, prevenção da violência e fortalecimento do diálogo no campo; → economia-agro/p37

[b908] (agro) • Integrar agricultura familiar, segurança alimentar e combate à fome, tendo a agricultura familiar como eixo estratégico da alimentação escolar, da segurança alimentar, dos restaurantes populares, das cozinhas solidárias e da produção regional saudável; → economia-agro/p27

[b909] (agro) • Criar o Plano Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, resgatando a importância do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Sustentável → economia-agro/p44

[b910] (agro) (CEDRS) para buscar a integração entre produção, meio ambiente, infraestrutura, assistência técnica, crédito, inovação e desenvolvimento humano. → economia-agro/p44

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[b997] (economia) 13 - TURISMO SUSTENTÁVEL E AGREGADOR DE VALOR

[b1001] (economia) Mato Grosso do Sul possui alguns dos destinos turísticos mais reconhecidos do Brasil e do mundo, como o Pantanal, Bonito, Serra da Bodoquena e importantes atrativos culturais, ambientais e de fronteira. O estado reúne enorme potencial para consolidar o turismo como eixo estratégico de desenvolvimento sustentável, geração de empregos qualificados e dinamização econômica regional. Entretanto, esse potencial ainda é subaproveitado por limitações estruturais, desigualdades territoriais e ausência de uma política estadual mais integrada e ousada para o setor.

[b1003] (economia) O principal problema é a forte concentração da atividade turística em poucos polos já consolidados, especialmente Bonito e parte do Pantanal, enquanto diversas regiões com potencial turístico permanecem com baixa infraestrutura, pouca promoção e reduzida integração econômica.

[b1005] (economia) O Estado é riquíssimo turisticamente em diversas regiões, como o turismo de aventura no Parque Salto do Sucuriú (Costa Rica), os sítios arqueológicos e a arte rupestre (Alcinópolis), o turismo histórico da Retirada da Laguna (Sudoeste), a Rota das Monções (Coxim), o turismo de compra na fronteira (Corumbá/Ladário, Mundo

[b1006] (economia) Novo e Ponta Porã) e, também, o turismo de eventos, sobretudo em Campo Grande e Dourados.

[b1008] (economia) A diversidade turístico-cultural do Estado se acentua com seus inúmeros festivais gastronômicos, como a Linguiça de Maracaju (Maracaju), Porco no Rolete (São

[b1009] (economia) Gabriel do Oeste), Festa do Peixe (Coxim), Peixada da Seleta (Naviraí), Festa da Fogueira (Jateí), dentre tantos outros.

[b1011] (economia) Outro desafio importante é a insuficiência de infraestrutura turística regional.

[b1012] (economia) Persistem problemas relacionados à qualidade de rodovias de acesso, sinalização

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[b1016] (economia) turística, conectividade digital (sinal de telefonia móvel e sua qualidade), mobilidade, saneamento, aeroportos regionais e infraestrutura urbana em municípios turísticos.

[b1020] (economia) Esses problemas afetam diretamente o turismo ecológico e de natureza, exigindo políticas permanentes de preservação ambiental e adaptação climática.

[b1024] (economia) Outro problema é a baixa integração entre turismo, cultura, economia criativa e desenvolvimento regional. O estado ainda aproveita pouco o potencial do turismo para geração de renda local, fortalecimento de pequenas empresas, valorização cultural, economia criativa, agricultura familiar e inclusão produtiva.

[b1026] (economia) Persistem também limitações na qualificação profissional do setor. Muitos municípios turísticos enfrentam carência de mão de obra qualificada; baixa formação técnica; insuficiência de capacitação em idiomas, hospitalidade e gestão; e dificuldades de profissionalização do setor.

[b1028] (economia) O turismo internacional ainda é pouco explorado, apesar da posição estratégica de Mato Grosso do Sul na integração sul-americana e na Rota Bioceânica.

[b1030] (economia) Outro desafio é a baixa diversificação da matriz turística estadual. O turismo ainda depende fortemente de segmentos específicos, enquanto outras potencialidades permanecem subdesenvolvidas: turismo cultural, turismo indígena, turismo de eventos, turismo científico, turismo rural e turismo gastronômico.

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[b1035] (economia) Também há fragilidades na governança do setor: baixa integração regional, pouca coordenação entre Estado e municípios, escassez de planejamento de longo prazo e insuficiência de promoção nacional e internacional.

[b1039] (economia) Turismo como plataforma de desenvolvimento sustentável, geração de renda, preservação ambiental e valorização da identidade regional

[b1043] (economia) • Criar o Plano Estadual de Turismo Sustentável e Desenvolvimento → economia-agro/p1

[b1044] (economia) Regional, integrando turismo, meio ambiente, cultura, infraestrutura, economia criativa, desenvolvimento regional e geração de empregos; → economia-agro/p1

[b1048] (economia) • Fortalecer o Pantanal como destino internacional sustentável por meio da preservação ambiental, do turismo de natureza, da observação da fauna, do turismo científico, de infraestrutura sustentável, de brigadas ambientais permanentes e de promoção internacional; → economia-agro/p8

[b1049] (economia) • Criar polos regionais de turismo integrado para desenvolver: rota pantaneira, rota da fronteira, rota cultural, rota indígena, turismo rural, turismo gastronômico, turismo histórico e turismo de natureza; → economia-agro/p87

[b1050] (economia) • Modernizar a infraestrutura turística por meio de parcerias com o Governo → economia-agro/p4

[b1051] (economia) Federal e investimentos em acessos rodoviários, aeroportos regionais, sinalização, conectividade digital, saneamento, mobilidade turística e centros de atendimento ao visitante; → economia-agro/p4

[b1052] (economia) • Implantar o Programa Estadual de Qualificação Profissional do Turismo por meio de parcerias com UFMS, UFGD, IFMS, UEMS, Sistema S e Ministério do → economia-agro/p3

[p. 66]

[b1056] (economia) Turismo, com foco em idiomas, hospitalidade, gestão, gastronomia, ecoturismo, tecnologia e turismo internacional; → economia-agro/p3

[b1057] (economia) • Fortalecer o turismo de base comunitária com comunidades indígenas, agricultura familiar, cooperativas, economia solidária, turismo cultural comunitário e geração de renda local; → economia-agro/p9

[b1058] (economia) • Criar um programa de turismo e economia criativa para integrar: cultura, gastronomia, audiovisual, artesanato, música, eventos e identidade regional; → economia-agro/p9

[b1059] (economia) • Expandir o turismo internacional e sul-americano, aproveitando a Rota → economia-agro/p5, economia-agro/p86, economia-agro/p114

[b1060] (economia) Bioceânica, a integração continental, o turismo de fronteira e os mercados do Paraguai, Bolívia, Argentina e Chile; → economia-agro/p5, economia-agro/p86, economia-agro/p114

[b1061] (economia) • Implantar uma política estadual de turismo sustentável, com certificação ambiental, gestão sustentável, redução de impactos ambientais, proteção da biodiversidade e turismo de baixo carbono; → economia-agro/p11

[b1062] (economia) • Criar um calendário estadual integrado de eventos turísticos e culturais, com foco em regionalização, fortalecimento econômico local, circulação turística e valorização cultural; → economia-agro/p7, economia-agro/p91

[b1063] (economia) • Fortalecer pequenos empreendedores do turismo por meio de viabilização de crédito, capacitação, digitalização, apoio técnico, formalização e inclusão produtiva; → economia-agro/p10, economia-agro/p86, economia-agro/p114

[b1064] (economia) • Criar o Observatório Estadual do Turismo, com inteligência turística, dados econômicos, monitoramento ambiental, planejamento regional e promoção estratégica; → economia-agro/p6

[b1065] (economia) • Implantar uma política estadual de turismo acessível e inclusivo, com foco em questões como acessibilidade, inclusão, infraestrutura adaptada e democratização do turismo; → economia-agro/p15

[b1066] (economia) • Integrar turismo, preservação ambiental e geração de empregos verdes, transformando o turismo em eixo estratégico da economia verde, da sustentabilidade, da valorização cultural e da geração de empregos qualificados; → economia-agro/p11

[p. 67]

[b1070] (economia) • Fortalecer a governança regional do turismo por meio de consórcios regionais, participação municipal, planejamento integrado, cooperação público-privada e participação comunitária. → economia-agro/p12

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