Fábio Trad — texto do programa sobre Saúde (Governador — MS, 2026)

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[b95] (saude) • Valorização dos direitos sociais: fortalecimento do SUS, da educação pública, da cultura e das políticas de proteção social;

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[b130] (saude) A população sul-mato-grossense foi obrigada a acompanhar carretas transportarem a Saúde e parte da Justiça.

[b135] (saude) A estrutura de Saúde também é muito insuficiente. Na contramão de novos investimentos, as recentes gestões estaduais buscam terceirizar as unidades hospitalares, desperdiçando dinheiro público, afastando-se da responsabilidade gerencial do governante e o pior: deixando a população na mão.

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[b335] (saude) 4 - SAÚDE PÚBLICA EFICIENTE E ACESSÍVEL

[b339] (saude) A saúde pública de Mato Grosso do Sul enfrenta problemas estruturais históricos que se agravaram nos últimos anos, especialmente na média e alta complexidade.

[b340] (saude) Embora o estado apresente indicadores econômicos positivos e crescimento acima da média nacional, a população ainda convive com dificuldades concretas de acesso aos serviços de saúde, sobretudo no interior.

[b342] (saude) O principal problema é a excessiva concentração da rede hospitalar e especializada em Campo Grande. A Capital absorve pacientes de praticamente todas as regiões do estado, gerando superlotação nos hospitais, longas filas para consultas, exames e cirurgias eletivas e pressão permanente sobre o sistema de urgência e emergência. A própria estrutura hospitalar da capital sofre com elevada demanda regional, vide as constantes crises envolvendo a Santa Casa de Campo

[b345] (saude) Outro gargalo importante é a fragilidade da regionalização da saúde. Municípiospolos como Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Coxim e Naviraí ainda não possuem estrutura suficiente para atender plenamente a população de suas regiões em especialidades médicas, exames de alta complexidade e procedimentos cirúrgicos. Isso obriga milhares de pessoas a percorrer longas distâncias, quase sempre nas madrugadas e em meios de transporte desconfortáveis, em busca de atendimento.

[b347] (saude) Também persistem problemas relacionados à demora na realização de exames, consultas e cirurgias, aumentando a judicialização da saúde e a sensação de abandono entre os usuários do SUS. Filas prolongadas para ortopedia, oncologia, neurologia, hemodiálise e atendimento especializado tornaram-se uma das principais reclamações da população.

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[b352] (saude) Há ainda deficiência na política estadual de valorização dos profissionais da saúde.

[b353] (saude) Hospitais e unidades convivem com falta de especialistas, sobrecarga de equipes, rotatividade de profissionais e dificuldade de fixação de médicos e trabalhadores da saúde no interior do estado.

[b355] (saude) Na atenção básica, embora a responsabilidade principal seja dos Municípios, o Governo do Estado falhou em construir uma política mais forte de cooperação regional, apoio técnico e integração efetiva das redes de atendimento. O resultado é um sistema fragmentado, com baixa integração entre atenção básica, especialidades e hospitais.

[b357] (saude) Por fim, como bem destaca a análise do Setorial de Saúde do PT-MS, não podemos deixar de mencionar a política de privatização da saúde pública que lamentavelmente se instalou dentro do Governo do Estado deste 2007 e se fortaleceu a partir de 2015. Tanto o Hospital Regional de Campo Grande quanto os hospitais regionais do interior hoje estão na mão da iniciativa privada, evidenciando a incompetência dos atuais gestores do Estado em gerir os serviços públicos e sem que a população veja resultados positivos efetivos desse modelo.

[b359] (saude) Contratações de OSCIPS e de Parcerias Públicas Privadas (PPPs) na Saúde não podem ser vistas como economias gerenciais, mas como a assunção de que o poder público – e seus governantes – não cumprem com suas obrigações à população, notadamente a mais humilde, que tem nas estruturas públicas de saúde a única opção de atendimento médico-hospitalar.

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[b368] (saude) Saúde pública regionalizada - Defesa do SUS e construção de uma rede estadual mais forte

[b372] (saude) • Reorganizar a rede de assistência à saúde em todos os níveis, de unidades básicas de saúde (UBS) aos hospitais de grande porte e retomar para o Estado a gestão própria dos hospitais regionais que hoje estão na mão de entidades privadas – cuja única preocupação é o lucro, com a consequente despreocupação do atendimento à população. → saude/p1, saude/p34

[b376] (saude) • Fortalecer os hospitais regionais - especialmente os de Dourados, Três → saude/p1, saude/p64, saude/p88

[b377] (saude) Lagoas, Ponta Porã, Nova Andradina e Coxim - e ampliar o atendimento de Média e Alta Complexidade; → saude/p1, saude/p64, saude/p88

[b378] (saude) • Construir hospitais regionais em Corumbá, em Naviraí e em Jardim, aumentando o número de leitos e serviços, de forma que possa atender às demandas de Média e Alta Complexidade nas regiões do Pantanal, do Cone → saude/p3, saude/p64, saude/p88

[b379] (saude) Sul e da Serra da Bodoquena (Jardim/Bonito/Guia Lopes da Laguna, no caminho da Rota Bioceânica); → saude/p3, saude/p64, saude/p88

[b380] (saude) • Criar centros regionais de exames e especialidades e integrá-los ao programa "Agora tem Especialistas", do Governo Federal, a fim de atender a alta demanda da população por exames e consultas com especialistas; → saude/p9, saude/p10

[b381] (saude) • Ampliar o serviço público de hemodiálise em cidades-polo para reduzir a terceirização e o envio de pacientes para a Capital; → saude/p12

[b382] (saude) • Organizar - e, se necessário, implantar - em cidades-polo e na Capital centros de referência em fisioterapia, terapia ocupacional, atendimento a pessoas com autismo e assistência integral à saúde da mulher; → saude/p51, saude/p57, saude/p84

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[b386] (saude) • Ampliar o atendimento com unidades móveis para comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e fronteiriças; → saude/p55

[b387] (saude) • Criar a Carreira Estadual do SUS-MS para valorizar os profissionais do SUS em MS, inspirada em modelos adotados parcialmente por estados como → saude/p19, saude/p20

[b388] (saude) Ceará e Bahia, com o objetivo de: garantir estabilidade e previsibilidade profissional; reduzir rotatividade; fortalecer atendimento regionalizado; e interiorizar profissionais especializados; → saude/p19, saude/p20, saude/p23

[b389] (saude) • Implantar Gratificação de Interiorização da Saúde, inspirada em experiências do Amazonas, Pará e Minas Gerais, com o objetivo de fixar profissionais em regiões de difícil provimento e região de fronteira. → saude/p23, saude/p24

FIM — 27 blocos neste arquivo.