Doutora Natasha — texto do programa sobre Segurança pública (Governador — MT, 2026)
Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").
Este arquivo tem 26 blocos do programa de Doutora Natasha, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/110017039921). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/mt/tema-seguranca).
[p. 18]
[b258] (seguranca) Frente III - Cuidado que protege
[b262] (seguranca) A impunidade também tem endereço técnico. Mais de 10 mil perícias aguardam laudo na Politec, com 79 peritos em atividade frente a uma necessidade de 127 já identificada em 2003 — um déficit reconhecido há mais de vinte anos e enfrentado só agora. Enquanto isso, a fronteira confirma o peso do estado na rota do narcotráfico, a taxa de homicídios segue acima da média nacional e o sistema socioeducativo é um dos únicos três do país com mais adolescentes internados do que vagas. → seguranca/p14
[b263] (seguranca) 1. Forças que trabalham juntas, não lado a lado.
[b264] (seguranca) Cada instituição resolve uma parte do problema e ninguém responde pelo todo: coordenação permanente da SESP sobre Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Politec, Polícia Penal e Detran, com protocolo único de atuação conjunta e articulação estável com as forças federais — para que o cidadão receba uma resposta do Estado, não seis respostas parciais. → seguranca/p3, seguranca/p74
[b266] (seguranca) Sem laudo não há condenação, e sem condenação não há justiça: concurso e plano de carreira para a Politec, mutirão para eliminar o passivo de laudos represados e reposição regular — não emergencial — do efetivo das polícias → seguranca/p14
[b268] (seguranca) 3. Prédios compartilhados, atendimento no mesmo lugar. → seguranca/p35
[b270] (seguranca) Instituições isoladas em sedes próprias multiplicam custo de manutenção e obrigam o cidadão a percorrer a cidade atrás de um registro: unidades integradas de segurança reunindo num só endereço as forças que hoje operam separadas, com economia de custeio revertida para efetivo e equipamento. → seguranca/p35
[b271] (seguranca) 4. Inteligência permanente de fronteira.
[b273] (seguranca) Apreensão isolada não desmonta rota: o estado passa a articular de forma contínua suas forças de fronteira com as forças federais, tratando o corredor do narcotráfico como problema estrutural de Mato Grosso. → seguranca/p1, seguranca/p70
[b274] (seguranca) 5. Dado de criminalidade aberto ao cidadão.
[b276] (seguranca) Quem não conhece o risco não pode cobrar solução: portal público com mapa de criminalidade por tipo de crime, unidade policial e período, e expansão do monitoramento por câmeras para os municípios do interior ainda fora do programa. → seguranca/p9, seguranca/p15
[p. 19]
[b281] (seguranca) 6. Trabalho e qualificação dentro da unidade prisional.
[b282] (seguranca) Ampliar as oportunidades de educação, trabalho remunerado e qualificação profissional dentro das unidades prisionais, com trabalho remunerado que garante remição de pena, forma o preso para o mercado e devolve parte da remuneração ao custeio da própria unidade. → seguranca/p17
[b283] (seguranca) 7. Fim da superlotação como método. → seguranca/p24
[b284] (seguranca) Cadeia com mais preso do que vaga não cumpre pena, incuba facção: enfrentamento do déficit de vagas priorizando mutirão permanente de revisão de situação processual, para reduzir o excesso de presos provisórios, e alternativas penais para crime sem violência, com ampliação da capacidade apenas onde a superlotação persistir mesmo após essas medidas, para que a unidade prisional deixe de ser escola de recrutamento do crime organizado. → seguranca/p23, seguranca/p24, seguranca/p81
[b285] (seguranca) 8. Reinserção de egressos como política de segurança. → seguranca/p25
[b286] (seguranca) Quem sai da cadeia sem nenhuma porta volta a ela: expansão para todas as regiões do estado dos escritórios sociais de acompanhamento de egressos, com trabalho, documentação e encaminhamento profissional — modelo que já reduziu reincidência onde foi aplicado. → seguranca/p25
[b287] (seguranca) 9. Desafogamento do sistema socioeducativo → seguranca/p58
[b289] (seguranca) Adolescente em unidade superlotada não se recupera, se profissionaliza no crime: ampliação de vagas para eliminar o déficit e programa obrigatório de reinserção escolar e profissional para todo adolescente em cumprimento de medida. → seguranca/p58
[b290] (seguranca) 10. Polícia que aparece antes do crime. → seguranca/p32
[b291] (seguranca) Quando a força de segurança só chega para reprimir, ela perde a comunidade que precisa ter ao lado: programas permanentes de prevenção nos bairros mais vulneráveis — esporte, cultura, escola e enfrentamento ao álcool e às drogas —, conselhos de segurança com poder real de propor e cobrar ações, e atuação integrada da segurança com educação, saúde e assistência social, porque a violência não nasce dentro da delegacia. → seguranca/p32, seguranca/p87
[b292] (seguranca) 11. Valorizar quem faz a segurança pública.
[b294] (seguranca) Cobra-se do agente de segurança o que não se oferece a ele: política permanente de capacitação, apoio psicossocial e cuidado com a saúde mental dos profissionais das forças estaduais, com carreira valorizada e compatível com a função em cada força — Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Politec e Polícia Penal —, construída na mesma mesa permanente de negociação prevista para todo o funcionalismo, porque agente adoecido e sem formação continuada custa caro ao cidadão — em erro, em afastamento e em confiança perdida. → seguranca/p28, seguranca/p29
[p. 20]
[b303] (seguranca) Mato Grosso está entre os estados que mais matam mulheres no Brasil: foi o primeiro do país em taxa de feminicídio em 2023, manteve a liderança em 2024 e caiu para a terceira colocação em 2025, com 2,7 casos por 100 mil mulheres. A queda é real e mostra que a violência letal contra a mulher pode ser reduzida — mas o estado segue entre os três piores do país, e das mulheres assassinadas em 2025, 55,8% foram vítimas de feminicídio, contra uma média nacional de 44,4%: matar mulher continua sendo, proporcionalmente, muito mais comum aqui do que no resto do Brasil. E essa melhora recente não está garantida por nenhuma estrutura permanente: o estado segue sem Secretaria própria da Mulher e sem plano estadual com metas e orçamento. → seguranca/p38
[b307] (seguranca) 2. Rede de proteção que funciona 24 horas.
[b308] (seguranca) A mulher em risco não escolhe o horário do socorro, e mulher com medida protetiva continua sendo morta em Mato Grosso — o papel sozinho não protege: Casas Regionais de Cuidado da Mulher reunindo num só lugar atendimento psicossocial, delegacia, Defensoria Pública e alojamento provisório, com delegacias especializadas abertas dia e noite, disque-denúncia estadual, dispositivo de emergência ligado diretamente à polícia para a mulher sob medida protetiva, com resposta prioritária ao acionamento, e acompanhamento ativo do agressor, com o descumprimento da medida tratado como urgência e não como ocorrência de rotina. → seguranca/p38, seguranca/p39, seguranca/p40, seguranca/p41, seguranca/p43, seguranca/p90
FIM — 26 blocos neste arquivo.