Mauricio Coelho — texto do programa sobre Meio ambiente e energia (Governador — MT, 2026)

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Este arquivo tem 65 blocos do programa de Mauricio Coelho, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/110017118730). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/mt/tema-ambiente-energia).

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[b771] (meio_ambiente_energia) Também criaremos um programa de Manejo de Alto → ambiente-energia/p33

[b772] (meio_ambiente_energia) Valor para Espécies Exóticas Invasoras. Não haverá caça recreativa de fauna nativa. O javali é uma espécie exótica invasora cujo controle é autorizado pelo Ibama sob regras específicas, com cadastro, autorização no Simaf, observância das normas e entrega de relatórios. O Estado apoiará equipes credenciadas, monitoramento técnico, segurança, rastreabilidade e destinação regular dos produtos, sempre fora de unidades de conservação ou em conformidade com seus planos de manejo. → ambiente-energia/p33

[b773] (meio_ambiente_energia) A atividade de manejo não será uma licença para transformar a biodiversidade em espetáculo. Ela só existirá quando houver problema ambiental comprovado, autorização válida, supervisão competente e resultado mensurável no controle da espécie. Parte da receita deverá financiar monitoramento, conservação e renda local. A regra é simples: nenhum produto turístico pode destruir o patrimônio que o sustenta. → ambiente-energia/p33

[p. 99]

[b817] (meio_ambiente_energia) Mato Grosso não precisa escolher entre produzir e preservar. Precisa parar de aceitar um modelo que produz riqueza enquanto abandona áreas degradadas, assoreia rios, perde fauna, aumenta o risco de incêndios e transforma o licenciamento em uma fila que não protege o ambiente nem dá segurança a quem trabalha.

[b818] (meio_ambiente_energia) O patrimônio ambiental não é um obstáculo ao desenvolvimento. É um ativo econômico. A água sustenta cidades, lavouras, indústria e turismo. A floresta em pé pode gerar produtos, serviços, crédito, conhecimento e renda. A fauna movimenta experiências turísticas que não podem ser reproduzidas em outro lugar. O solo recuperado produz sem exigir a abertura de uma nova área. → ambiente-energia/p28

[b819] (meio_ambiente_energia) O Estado deixará de tratar o meio ambiente apenas como uma sucessão de proibições e autos de infração.

[b820] (meio_ambiente_energia) Fiscalização é necessária, mas chega tarde quando o dano já aconteceu. A política ambiental precisa antecipar o incêndio, recuperar a nascente, orientar o produtor, acelerar o processo regular e alcançar o infrator antes que ele transforme a multa em custo da atividade. → ambiente-energia/p43

[b821] (meio_ambiente_energia) Vamos produzir mais em áreas já abertas, recuperar o passivo ambiental, modernizar o licenciamento, fortalecer a fiscalização por risco e criar benefícios para quem cumpre a lei. Quem conserva precisa encontrar vantagem → ambiente-energia/p1, ambiente-energia/p2, ambiente-energia/p28

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[b824] (meio_ambiente_energia) Quem degrada precisa encontrar uma resposta rápida, certa e proporcional do

[b826] (meio_ambiente_energia) A gestão ambiental será organizada por território e por bacia hidrográfica. O rio não respeita limite municipal. O fogo não espera o encerramento do expediente. A fumaça não reconhece propriedade. → ambiente-energia/p10, ambiente-energia/p43

[b827] (meio_ambiente_energia) Estado, municípios, produtores, comunidades, universidades e empresas terão de trabalhar sobre o mesmo mapa e assumir responsabilidades identificáveis.

[b828] (meio_ambiente_energia) O Estado ambiental também será um Estado inteligente. Processos digitais, análise de risco, imagens de satélite, sensores, inteligência artificial, dados abertos e escritórios regionais reduzirão a distância entre a decisão pública e o problema real. A tecnologia não substituirá o servidor nem o conhecimento local. → ambiente-energia/p4

[b829] (meio_ambiente_energia) Dará aos dois instrumentos para agir antes.

[b830] (meio_ambiente_energia) As cidades participarão dessa transformação.

[b831] (meio_ambiente_energia) Arborização, reciclagem, coleta seletiva, energia limpa, recuperação de microbacias e prevenção de desastres não são ornamentos urbanos. → ambiente-energia/p17

[b832] (meio_ambiente_energia) São medidas de saúde, economia, segurança e qualidade de vida.

[b833] (meio_ambiente_energia) O turismo também será parte da solução. Parques → ambiente-energia/p31, ambiente-energia/p45

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[b835] (meio_ambiente_energia) Meio Ambiente protegidos, rios vivos, fauna preservada e paisagens cuidadas formam produtos que geram renda sem retirar o patrimônio do território. A conservação não será uma promessa abstrata para o futuro. Será uma fonte de trabalho no presente. → ambiente-energia/p31, ambiente-energia/p45

[b836] (meio_ambiente_energia) Meio ambiente não é o contrário de desenvolvimento.

[b837] (meio_ambiente_energia) O contrário de desenvolvimento é consumir o patrimônio e deixar a conta para os que vêm depois.

[b838] (meio_ambiente_energia) Mato Grosso produzirá, crescerá e recuperará. A riqueza não será medida apenas pelo que o Estado retira da terra, mas também pelo que consegue devolver a ela.

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[b907] (meio_ambiente_energia) O Estado não protege o meio ambiente quando demora para analisar tudo. Protege quando identifica o risco, responde ao empreendimento regular e chega primeiro ao infrator.

[b908] (meio_ambiente_energia) Hoje, a SEMA já possui CAR Digital, SIMCAR, SIGA, SIGA

[b909] (meio_ambiente_energia) Hídrico, SIMGEO, SISFLORA, alertas de desmatamento, consulta de processos, outorga e licenças simplificadas. O problema é que ter sistemas não basta. Se os dados não conversam, o cidadão continua repetindo documentos, o analista continua procurando informação em bases separadas e o infrator continua encontrando tempo para esconder o dano.

[b913] (meio_ambiente_energia) Os sistemas serão integrados em uma única jornada digital, com número único de processo, checklist público, pendências claras, prazos visíveis, responsável identificado e histórico completo de decisões. O interessado saberá o que falta. → ambiente-energia/p1

[b914] (meio_ambiente_energia) O servidor saberá o que deve analisar.

[b915] (meio_ambiente_energia) A sociedade saberá o que foi autorizado e sob quais condições. → ambiente-energia/p37

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[b918] (meio_ambiente_energia) A análise será organizada por risco. → ambiente-energia/p2

[b919] (meio_ambiente_energia) Processos completos e de baixo impacto terão procedimento simples e prazo definido. Empreendimentos de impacto médio receberão análise técnica proporcional, vistoria quando necessária e condicionantes verificáveis. → ambiente-energia/p2

[b920] (meio_ambiente_energia) Grandes empreendimentos e atividades de alto risco continuarão sujeitos a estudos aprofundados, participação pública, outorga e fiscalização permanente. → ambiente-energia/p2

[b921] (meio_ambiente_energia) Essa não é uma flexibilização disfarçada. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso reconheceu que o licenciamento é instrumento de controle e que a proteção ambiental exige o exercício preventivo do poder de polícia. A proposta é fazer esse poder chegar ao lugar certo: menos tempo gasto em processo simples e mais capacidade dedicada ao empreendimento que pode produzir dano relevante.

[b922] (meio_ambiente_energia) A inteligência artificial será usada para organizar documentos, identificar inconsistências, cruzar mapas, comparar imagens de satélite e indicar áreas de risco. Não decidirá sozinha sobre licença, infração ou sanção. A decisão permanecerá motivada, assinada por servidor competente, sujeita a recurso e disponível para controle. → ambiente-energia/p4

[b923] (meio_ambiente_energia) A fiscalização deixará de depender apenas da denúncia ou da visita eventual. Alertas de satélite, histórico do imóvel, CAR, outorga, licenças, autos de infração, notas → ambiente-energia/p4

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[b925] (meio_ambiente_energia) Meio Ambiente fiscais florestais e imagens de campo formarão uma inteligência territorial. O Estado fiscalizará primeiro onde o risco e os indícios forem maiores. → ambiente-energia/p4

[b926] (meio_ambiente_energia) A SEMA será regionalizada de verdade. As unidades de Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Confresa, Guarantã do Norte, Juína, Rondonópolis, Tangará da Serra e Sinop receberão capacidade técnica, equipamentos e autonomia operacional compatíveis com o território que atendem. → ambiente-energia/p10

[b927] (meio_ambiente_energia) Não faz sentido analisar a realidade de uma bacia distante apenas pela tela de um escritório central, quando o servidor regional conhece a estrada, o rio e o produtor. → ambiente-energia/p10

[b928] (meio_ambiente_energia) O licenciamento também terá pós-licença. → ambiente-energia/p9

[b929] (meio_ambiente_energia) Condicionante não será uma frase esquecida no processo. → ambiente-energia/p9

[b930] (meio_ambiente_energia) Cada obrigação terá prazo, indicador, documento de comprovação e verificação. A licença será acompanhada durante a vida do empreendimento, e não apenas no dia em que é concedida. → ambiente-energia/p9

[b931] (meio_ambiente_energia) Os indicadores serão públicos: tempo médio por tipo de processo, estoque de pendências, taxa de decisões dentro do prazo, número de alertas respondidos, autos mantidos após recurso, áreas recuperadas, reincidência e custo de fiscalização por resultado. Processo parado não será confundido com proteção ambiental. Auto anulado por erro de procedimento não será confundido com → ambiente-energia/p8

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[b934] (meio_ambiente_energia) O melhor argumento contra a modernização é dizer que tecnologia acelera o licenciamento e, por isso, destrói o ambiente.

[b935] (meio_ambiente_energia) O argumento falha porque demora não é análise e papelada não é fiscalização. Um Estado que leva anos para responder ao produtor regular e não detecta o infrator apenas distribui insegurança para quem cumpre e tempo para quem descumpre.

[b936] (meio_ambiente_energia) Mato Grosso terá um Estado ambiental mais rápido para o cidadão correto e mais difícil para quem degrada. A licença chegará antes do atraso. A fiscalização chegará antes do dano. E a decisão pública deixará de ser uma caixa-preta.

[b937] (meio_ambiente_energia) Cidades limpas: resíduos que viram renda

[b938] (meio_ambiente_energia) Lixo não desaparece quando sai da frente da nossa casa. Apenas muda de lugar. Se o Estado não separa, trata e reaproveita, paga duas vezes: primeiro para recolher; depois para esconder o problema em um aterro ou em um depósito irregular.

[b939] (meio_ambiente_energia) Vamos criar o Programa Mato Grosso Circular, com coleta seletiva gradual, unidades regionais de triagem, → ambiente-energia/p17, ambiente-energia/p19

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[b941] (meio_ambiente_energia) Meio Ambiente compostagem de resíduos orgânicos, logística reversa e contratos públicos com cooperativas e associações de catadores. → ambiente-energia/p17

[b942] (meio_ambiente_energia) O programa começará pelos municípios-polo e avançará por consórcios intermunicipais. Nem toda cidade precisa construir sozinha uma central de triagem, comprar caminhões e manter uma estrutura que não consegue ocupar. Municípios próximos podem dividir equipamentos, transporte, aterro, compostagem e comercialização. O Estado apoiará a formação dos consórcios, financiará a estrutura inicial e cobrará metas publicadas. → ambiente-energia/p19

[b943] (meio_ambiente_energia) Os catadores não serão tratados como parte invisível da paisagem urbana. Serão reconhecidos como trabalhadores que prestam serviço ambiental. As cooperativas receberão apoio para regularização, equipamentos de proteção, prensas, balanças, esteiras, capacitação, segurança e contrato de prestação de serviço. A remuneração não dependerá apenas do preço instável do material vendido; incluirá o serviço de coleta, triagem e recuperação que reduz o custo do município. → ambiente-energia/p18

[b944] (meio_ambiente_energia) Mato Grosso já possui organizações locais que podem ser fortalecidas. Em edital federal de apoio a catadores, aparecem a Cooperativa

[b946] (meio_ambiente_energia) Recicláveis, de Chapada dos Guimarães, e a Associação de

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[b949] (meio_ambiente_energia) Catadores de Materiais Recicláveis de Cáceres. O

[b950] (meio_ambiente_energia) Estado não começará desenhando uma política para um catador abstrato. → ambiente-energia/p18

[b951] (meio_ambiente_energia) Começará ouvindo e equipando quem já trabalha. → ambiente-energia/p18

[b952] (meio_ambiente_energia) A coleta seletiva será organizada por etapas. Primeiro, os municípios definirão rotas, frequência e pontos de entrega. Depois, a separação será ampliada para bairros, escolas, feiras, órgãos públicos, empresas e grandes geradores. Os resíduos orgânicos terão tratamento próprio, com compostagem e uso agrícola quando houver segurança sanitária. O que não puder ser reciclado será destinado conforme a legislação, sem descarte clandestino. → ambiente-energia/p17

[b955] (meio_ambiente_energia) como referência de transparência e integração. O sistema nacional já reúne informações sobre gestão de resíduos e possui módulos para estados e municípios, Manifesto de Transporte de Resíduos, inventário, logística reversa e cadastro de cooperativas. → ambiente-energia/p20

[b956] (meio_ambiente_energia) Cada município deverá publicar quanto coleta, quanto separa, quanto recicla, quanto envia ao aterro e quanto paga pelo serviço. → ambiente-energia/p20

[b957] (meio_ambiente_energia) A indústria e o comércio também participarão. A logística reversa não é favor do município; é responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do → ambiente-energia/p21

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[b959] (meio_ambiente_energia) Meio Ambiente produto. O Estado organizará acordos setoriais, fiscalização de grandes geradores e canais para que embalagens, pneus, eletrônicos, lâmpadas, medicamentos e outros resíduos tenham destinação adequada. → ambiente-energia/p21

[b960] (meio_ambiente_energia) A objeção mais comum é dizer que a coleta seletiva custa caro. A coleta desorganizada também custa. A diferença é que o modelo atual paga para transportar matéria-prima até o aterro e depois paga para lidar com a contaminação, o mau cheiro, os vetores e a perda de renda.

[b961] (meio_ambiente_energia) A economia circular transforma parte dessa despesa em trabalho, indústria, adubo, energia e matéria-prima.

[b962] (meio_ambiente_energia) O desempenho será medido por indicadores simples: cobertura da coleta seletiva, toneladas triadas, renda média dos cooperados, número de trabalhadores protegidos, resíduos orgânicos compostados, redução do envio a aterros, eliminação de pontos de descarte irregular e custo por tonelada recuperada. Programa que não mede não sabe se limpa a cidade ou apenas desloca o lixo. → ambiente-energia/p20

[b963] (meio_ambiente_energia) Mato Grosso terá cidades em que o resíduo não será o fim de uma cadeia, mas o começo de outra. O que hoje suja a rua poderá gerar renda. O que hoje ocupa o aterro poderá voltar à indústria.

[b964] (meio_ambiente_energia) E quem sempre trabalhou recolhendo o que os outros descartam poderá finalmente ser reconhecido pelo valor do serviço que presta.

[p. 124]

[b1055] (meio_ambiente_energia) A terceira tarefa será levar energia confiável para onde a produção e a vida já existem. A expansão da rede trifásica atenderá propriedades, agroindústrias, sistemas de irrigação, unidades de saúde, escolas e comunidades que hoje não conseguem ampliar sua atividade por falta de capacidade elétrica. Onde a extensão da rede não for a solução mais racional, serão usados sistemas híbridos, geração solar, armazenamento e redes locais, com operação e manutenção contratadas. → ambiente-energia/p11

FIM — 65 blocos neste arquivo.