Mauricio Coelho — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — MT, 2026)
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[b77] (economia) Reversão das Renúncias Fiscais
[b79] (economia) O dinheiro que volta para o bolso do povo
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[b81] (economia) Mato Grosso renuncia a R$ 15 bilhões por ano em incentivos fiscais. O Tribunal de Contas do Estado auditou esse dinheiro e percebeu que metade deste montante fica com apenas 30 empresas.
[b82] (economia) Incentivos fiscais podem ter funções legítimas: atrair empresas, gerar empregos, desenvolver regiões. Mas o incentivo que vai para quem já é grande, que já está instalado, que não gera emprego novo e que ainda leva o dinheiro para fora do estado não é política de desenvolvimento — é transferência de renda de baixo para cima. O povo paga o imposto que o barão não paga.
[b83] (economia) Vamos reverter R$ 10 bilhões dessas renúncias — e devolver o dinheiro a quem trabalha e consome em Mato → economia-agro/p45, economia-agro/p47
[b84] (economia) Grosso. Não em programas assistenciais: em poder de compra, em imposto zerado, em capital para quem empreende. A conta de luz sem ICMS. O carro flex sem IPVA. O trabalhador de baixa renda com dinheiro no bolso para gastar no comércio da própria cidade. O pequeno negócio do bairro com imposto menor que o do shopping. → economia-agro/p45, economia-agro/p47
[b85] (economia) O jovem com uma ideia de software recebendo capital para começar. → economia-agro/p39
[b86] (economia) O aposentado sem desconto no contracheque. O pai de uma criança com doença rara sem precisar de liminar para conseguir o remédio.
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[b89] (economia) É a maior redistribuição de renda da história de Mato → economia-agro/p47
[b90] (economia) Grosso — sem criar um único imposto novo. Apenas devolvendo ao povo o que o estado entrega a poucas empresas. → economia-agro/p47
[b93] (economia) A energia elétrica não é luxo. É o que ilumina a casa, conserva a comida, mantém o comércio aberto e permite que uma criança estude à noite. Mato Grosso tem hoje a terceira energia elétrica mais cara do país, perdendo apenas para o Pará e o Rio de Janeiro.
[b94] (economia) O ato de zerar o ICMS da energia vai reduzir a conta de luz em 17%, custando R$1 bilhão ao ano para o estado e aliviando as famílias mato-grossenses. → economia-agro/p48
[b99] (economia) de 2% a 3% sobre os automóveis, conforme a potência e o tipo do veículo. Para uma família que já paga caro por combustível, seguro,
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[b101] (economia) Reversão das Renúncias Fiscais Desnecessárias manutenção e financiamento, o imposto anual é mais uma cobrança.
[b102] (economia) Ao deixar de renunciar em massa aos tributos devidos por grandes empresas, será possível usar do que elas pagarão para realizar o corte do IPVA em carros flex. → economia-agro/p49
[b103] (economia) A medida terá custo estimado de R$ 1,8 bilhão por ano para o Estado. Não é um custo escondido. É uma escolha explícita: deixar o dinheiro no bolso de quem trabalha, se desloca e sustenta a economia todos os dias. → economia-agro/p49
[b104] (economia) Os municípios, contudo, não perderão receita. → economia-agro/p49
[b105] (economia) A Constituição destina 50% do IPVA ao município onde o veículo é licenciado. Por isso, cada real que deixar de ser repassado pela desoneração será substituído integralmente pelo Governo do Estado, por meio de encontro de contas. → economia-agro/p49
[b106] (economia) A medida se limita a carros flex por necessidade de se adequar à legislação federal.
[b109] (economia) é imposto nacionalmente legislado, nenhuma renúncia a esta receita pode ser total. O carro flex é movido também a Etanol, um combustível limpo e que é produzido em Mato Grosso.
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[b113] (economia) Quem recebe até dois salários mínimos não guarda o salário. Paga aluguel, transporte, comida, remédio e as pequenas despesas que sustentam a vida. Quando esse trabalhador recebe menos, não é apenas a sua casa que sente. O comércio da cidade sente junto.
[b114] (economia) Vamos criar o Cartão Trabalho: um crédito mensal de R$ 200 para cada trabalhador com carteira assinada que receba até dois salários mínimos. O crédito deverá ser usado durante o próprio mês e exclusivamente no comércio do município onde o trabalhador exerce sua atividade. → economia-agro/p54
[b117] (economia) O crédito que não for utilizado no mês perderá a validade. Essa regra impede a acumulação e garante que o programa cumpra sua função: levar consumo imediato às lojas, aos restaurantes, às farmácias, aos pequenos serviços e aos demais estabelecimentos que vivem da economia local. → economia-agro/p54
[b118] (economia) Com o décimo terceiro crédito anual, o custo bruto estimado do programa será de R$2,2 bilhões. A estimativa econômica é que esse dinheiro gere R$3,5 bilhões em → economia-agro/p54
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[b120] (economia) Reversão das Renúncias Fiscais Desnecessárias movimento adicional aos comércios – por meio de efeito multiplicador. Parte desse dinheiro, retorna aos cofres do
[b121] (economia) Estado na forma de ICMS. O custo líquido estimado da medida é de R$1,75 bilhão.
[b122] (economia) A conta é diferente da assistência sem direção. O Estado não entrega dinheiro para o recurso sair imediatamente da economia local.
[b123] (economia) Entrega poder de compra a quem trabalha, limita o uso à cidade onde o trabalho acontece e faz o crédito desaparecer se não for utilizado. O trabalhador recebe. O comércio vende. O Estado recupera parte do investimento. → economia-agro/p54
[b124] (economia) O Cartão Trabalho é salário que circula, comércio que reabre e emprego privado que volta a existir. É uma política para quem trabalha — e para as cidades que dependem do trabalho.
[b126] (economia) O dinheiro se concentra onde a economia já é forte. A periferia continua recebendo moradia sem receber comércio, serviço e emprego perto de casa.
[b127] (economia) O resultado é uma vida ruim: horas no trânsito, bairros desérticos, custo elevado de transporte, menos tempo para
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[b129] (economia) Reversão das Renúncias Fiscais Desnecessárias a família.
[b130] (economia) Este efeito é conhecido por qualquer família que se mudou para um conjunto habitacional novo: a casa está pronta, mas a farmácia fica longe; o mercado fica longe; o trabalho continua longe. O Estado constrói o endereço e deixa o restante da vida para depois.
[b131] (economia) Vamos criar um regime de ICMS diferenciado para empresas que se instalem em bairros novos e áreas periféricas definidas por critérios objetivos. O benefício alcançará o comércio e os serviços que atendam diretamente aos moradores: mercados, farmácias, restaurantes, oficinas, salões, lojas, serviços profissionais e outras atividades necessárias à vida cotidiana. → economia-agro/p50
[b132] (economia) O incentivo não será entregue a uma placa na fachada. → economia-agro/p44
[b133] (economia) Será condicionado ao funcionamento efetivo do estabelecimento, à emissão regular de notas fiscais, à manutenção da atividade e, quando houver, à criação de empregos formais. → economia-agro/p44, economia-agro/p50
[b134] (economia) A empresa que apenas mudar o endereço no papel não receberá benefício. A que abrir as portas onde as pessoas moram terá prioridade. → economia-agro/p44
[b135] (economia) A política de incentivos precisa deixar de premiar apenas quem já venceram. Vamos usar o ICMS para fazer o trabalho chegar antes — e junto — da moradia popular. → economia-agro/p45
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[b138] (economia) A casa será perto do comércio. O comércio será perto do trabalhador. E o trabalhador não precisará atravessar a cidade para encontrar uma oportunidade.
[b140] (economia) Mato Grosso sabe produzir riqueza. O que ainda não sabe é transformar essa riqueza em patrimônio próprio.
[b141] (economia) Exportamos produtos valiosos, mas não construímos empresas globais de serviços, softwares e tecnologia. O jovem talentoso precisa sair do Estado para encontrar capital. O investidor precisa sair do Estado para encontrar oportunidade. E o Estado continua financiando o presente, sem construir o futuro.
[b142] (economia) Vamos criar o Fundo Soberano Mato-Grossense, com aportes anuais de R$ → economia-agro/p39, economia-agro/p40
[b144] (economia) milhões para investir em empresas de serviços e software com capacidade de crescer no mercado nacional e internacional. O fundo não será um banco para emprestar dinheiro. Será sócio das empresas. Entrará com capital, governança, mentoria e acesso a mercados — e sairá quando a empresa alcançar valor suficiente para ser vendida ou abrir seu capital. o fundo será voltado prioritariamente a serviços e softwares de visão global. Jovens mato-grossenses terão → economia-agro/p40
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[b146] (economia) Reversão das Renúncias Fiscais Desnecessárias capital para transformar conhecimento em empresa. → economia-agro/p40
[b147] (economia) Talentos de outros estados e países terão motivo para se mudar para cá. O capital privado encontrará negócios já estruturados para receber novos investimentos. A riqueza deixará de sair apenas do solo. Começará a nascer também das ideias.
[b148] (economia) A gestão será profissional, transparente e protegida da escolha política: gestor selecionado por chamada pública, critérios técnicos de investimento, comitê independente, divulgação periódica da carteira e auditoria dos aportes e das saídas. O Estado será sócio, não dono da empresa. → economia-agro/p40
[b149] (economia) Quem tiver a melhor ideia e a melhor execução receberá a oportunidade, sem precisar de padrinho.
[b150] (economia) Quando uma empresa investida for vendida, o dinheiro não voltará para financiar indefinidamente novas operações. Será destinado a uma reserva de benefício social. Depois de descontados os custos da operação, o resultado será distribuído aos idosos de Mato Grosso que comprovarem pelo menos 25 anos de trabalho no Estado. → economia-agro/p40
[b151] (economia) Será uma segunda aposentadoria: paga não pelo imposto do presente, mas pelo patrimônio construído com as empresas do futuro. → economia-agro/p40
[b152] (economia) O Fundo Soberano Mato-Grossense fará duas coisas ao mesmo tempo. Dará aos jovens a chance de construir
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[b154] (economia) Reversão das Renúncias Fiscais Desnecessárias riqueza. Dará aos idosos uma parcela da riqueza que ajudaram a construir.
[b155] (economia) Mato Grosso não será apenas o lugar onde a riqueza é produzida. Será o lugar onde a riqueza permanece, se multiplica e volta para quem trabalhou para que ela existisse.
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[b222] (economia) O impacto vai além do servidor. A Baixada Cuiabana concentra a maior parte dos servidores estaduais. Quando o servidor recebe, o comércio local recebe. O reajuste não é
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[b224] (economia) Recursos Humanos apenas justiça salarial — é choque de consumo na economia interna, reaquecendo lojas, restaurantes, farmácias e serviços que dependem do poder de compra de quem vive aqui.
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[b275] (economia) Choque da comida, combustível e moradia baratas
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[b277] (economia) A renda de uma família não se mede apenas pelo que entra em sua conta. Mede-se pelo que permanece depois que ela paga a comida, o combustível e o aluguel.
[b278] (economia) Mato Grosso produz alimentos, energia e riqueza em escala nacional.
[b279] (economia) Ainda assim, o trabalhador mato-grossense paga caro para comer, abastecer o carro e morar. A contradição não é pequena. É o retrato de uma economia que produz muito, mas devolve pouco à vida de quem vive aqui.
[b280] (economia) Não basta aumentar a renda se o preço de tudo aumenta junto. Um salário maior, consumido por um aluguel maior, por uma cesta mais cara e por um tanque que custa mais a cada semana, não representa prosperidade.
[b281] (economia) Representa apenas uma corrida para permanecer no mesmo lugar.
[b282] (economia) Também não é verdade que o Estado nada pode fazer diante dos preços. O governo não controla a Bolsa de Chicago nem decide sozinho o preço internacional do petróleo. Mas pode reduzir os custos que dependem de suas escolhas: fertilizantes, gás, energia, combustível, logística, tributação e moradia.
[b283] (economia) É aí que começa o nosso projeto de poder de compra.
[b284] (economia) Não com um benefício passageiro, mas com uma
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[b286] (economia) Poder de Compra intervenção sobre os custos que comprimem a renda todos os meses. A comida mais barata devolve dinheiro à família. O combustível mais barato devolve mobilidade. A moradia mais barata devolve tempo, segurança e capacidade de planejar o futuro.
[b287] (economia) O Estado deixará de observar a riqueza de Mato Grosso passar pela sua porta. Usará essa riqueza para produzir aquilo que a população mais precisa: uma vida que caiba dentro do salário.
[b289] (economia) propostas a seguir formam o primeiro choque de poder de compra do nosso governo: comida, combustível e moradia baratos para que o mato-grossense não apenas trabalhe mais, mas consiga viver melhor com o que ganha.
[b292] (economia) Mato Grosso produz soja, milho, carne e etanol em escala nacional. Mesmo assim, sua população paga caro para comer e para se deslocar. O problema não está na falta de produção. Está no fato de que os custos e os preços são definidos longe de quem produz e de quem consome.
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[b295] (economia) O primeiro elo dessa corrente é o fertilizante. O Estado produz o grão, mas importa parte decisiva do insumo que faz o grão nascer. O gás natural é a principal matéria-prima da amônia e da ureia.
[b296] (economia) Vamos usar a vantagem geográfica do gás para criar uma cadeia mato-grossense de fertilizantes. A prioridade será viabilizar o Hub de Fertilizantes de Cáceres, atrair a produção de ureia e transformar gás barato em insumo agrícola, energia e combustível — não apenas revendê-lo para que outro território capture o valor. → economia-agro/p4, economia-agro/p88
[b297] (economia) Mas fertilizante barato não pode parar na margem do produtor. Por isso, criaremos os Acordos de Proteção: toda vantagem pública concedida ao gás, à energia, ao crédito, à infraestrutura ou à tributação terá uma contrapartida escrita de abastecimento interno e redução de preço. O produtor recebe uma condição melhor para produzir. O consumidor recebe comida mais barata. → economia-agro/p51
[b298] (economia) A contrapartida será objetiva: volume mínimo destinado ao mercado de Mato Grosso, fórmula pública de preço, prazo de vigência, auditoria e devolução do benefício quando o acordo não for cumprido. Não será dinheiro público entregue para aumentar margem privada. → economia-agro/p51
[b299] (economia) Será vantagem pública trocada por preço público menor. → economia-agro/p51
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[b302] (economia) A mesma lógica será aplicada ao etanol. Mato Grosso já transformou o milho em uma das bases de sua produção de biocombustível. O Estado não aceitará que o preço do etanol acompanhe automaticamente o da gasolina quando a produção é local e a matéria-prima está dentro de casa. Os Acordos de Proteção farão o etanol chegar ao consumidor com desconto verificável, sem retirar a concorrência entre os postos e sem criar benefício sem contrapartida. → economia-agro/p51, economia-agro/p88
[b303] (economia) Mato Grosso não pode continuar exportando alimento caro para o mundo e comprando comida cara para o próprio povo. Vamos produzir o fertilizante, proteger o abastecimento, baratear o etanol e fazer a riqueza do estado aparecer onde ela precisa aparecer primeiro: na mesa e no tanque das famílias mato-grossenses. → economia-agro/p56
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[b691] (economia) Mato Grosso tem o centro da América do Sul, a Chapada dos Guimarães, o Lago do Manso e o Pantanal.
[b692] (economia) Tem paisagens, biodiversidade, cultura e distância suficiente dos grandes centros para vender ao mundo uma experiência que não pode ser fabricada em outro lugar.
[b693] (economia) Mas o Estado ainda trata o turismo como um puxadinho da economia. O caminhão de soja atravessa
[b694] (economia) Mato Grosso carregado de valor. O turista, quando vem, encontra pouca estrutura, poucos produtos organizados e quase nenhum esforço para que sua experiência alcance o mercado internacional.
[b695] (economia) Isso é uma escolha, não um destino. O turismo é uma indústria de exportação de serviços que acontece dentro do nosso território. O estrangeiro deixa aqui o dinheiro que gastaria em outro país, sem levar uma tonelada de solo, um grão de soja ou uma gota de água. Ele compra hospedagem, alimentação, transporte, guia, cultura, aventura e hospitalidade.
[b696] (economia) A diferença entre ter beleza e ter uma indústria turística está na capacidade de transformar paisagem em produto, produto em pacote e pacote em venda. Para isso, é preciso crédito para criar experiências novas, estradas e aeroportos para aproximá-las do mundo, profissionais preparados para oferecê-las e uma engenharia comercial
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[b698] (economia) Turismo que torne Mato Grosso rentável para quem vende o destino.
[b699] (economia) O turista não deve apenas passar pela Chapada, pescar no Pantanal ou atravessar Cuiabá. Ele deve permanecer, consumir, contratar serviços e voltar. A pousada deve ser do empreendedor local. O passeio deve empregar o guia mato-grossense. A agência deve vender uma experiência construída no Estado.
[b700] (economia) O valor precisa ficar onde a paisagem está.
[b701] (economia) O turismo também não será construído contra o patrimônio natural. A preservação é o próprio ativo da atividade.
[b702] (economia) Sem floresta, água limpa, fauna protegida, cultura viva e território cuidado, não existe experiência de alto valor. O Estado deve ordenar o uso, garantir segurança, fiscalizar e criar as condições para que a iniciativa privada produza riqueza sem destruir aquilo que torna Mato Grosso único.
[b703] (economia) Mato Grosso não será mais o lugar por onde a riqueza passa. Será o lugar onde o mundo se encontra, permanece e paga para viver experiências que só podem existir aqui.
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[b707] (economia) Crédito de Juro Zero — Fundo Mato-Grossense de Inovação
[b709] (economia) A qualificação do turismo não nasce de decreto. Nasce quando alguém consegue transformar uma ideia em uma experiência que o visitante paga para viver. O problema é que o empreendedor local costuma ter a ideia, mas não tem capital. O banco enxerga o risco antes de enxergar o destino.
[b710] (economia) Vamos criar o Fundo Mato-Grossense de Inovação → economia-agro/p27
[b711] (economia) Turística (FIT), com linhas de crédito a juro zero para projetos que criem produtos turísticos que ainda não existem em Mato Grosso. O FIT não financiará apenas a reforma de uma pousada ou a compra de um veículo. → economia-agro/p27
[b712] (economia) Financiará o novo: hotéis-boutique integrados à paisagem, balões para contemplação aérea, rotas de vinho, estruturas de observação da fauna, experiências culturais e equipamentos de aventura. → economia-agro/p29, economia-agro/p105
[b713] (economia) O Brasil já possui o Fungetur, fundo federal com patrimônio próprio e autonomia financeira e orçamentária, que financia obras, bens, capital fixo e capital de giro de prestadores inscritos no Cadastur. Mato Grosso também possui linhas da Desenvolve MT para empreendimentos
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[b718] (economia) não duplicará esses programas.
[b719] (economia) Ele preencherá o espaço que os programas tradicionais não conseguem preencher: o financiamento de experiências novas, cujo risco inicial é maior e cujo retorno depende da criação de um mercado. → economia-agro/p74
[b720] (economia) O crédito será reembolsável, com carência e prazo compatíveis com o ciclo de cada empreendimento. Juro zero não significa dinheiro sem responsabilidade. → economia-agro/p27
[b721] (economia) O empreendedor receberá uma vantagem financeira porque entregará uma experiência nova, atenderá critérios de segurança e preservação e devolverá o principal para que outro projeto possa nascer. → economia-agro/p74
[b722] (economia) A seleção será feita por edital público. Cada projeto será analisado por viabilidade econômica, impacto local, capacidade de atrair turistas, geração de empregos, inclusão de empreendedores mato-grossenses, acessibilidade, segurança e preservação ambiental. Serão publicados os valores, os beneficiários, os cronogramas, os resultados e a situação de cada operação. → economia-agro/p75
[b723] (economia) O FIT não financiará um empreendimento comum apenas porque ele já existe. Financiará o que ainda não temos. Uma nova forma de conhecer a Chapada. Uma experiência de natureza no Pantanal. → economia-agro/p74
[b724] (economia) Uma rota gastronômica. Uma vinícola integrada a uma pousada. → economia-agro/p74
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[b727] (economia) Uma atividade de aventura com padrão internacional. → economia-agro/p74
[b728] (economia) O Estado não precisa ser dono de cada hotel, agência ou passeio. Precisa remover o medo financeiro que impede o empreendedor de construí-los. Quando o crédito público transforma uma ideia em produto, o turista chega, o dinheiro circula, o emprego aparece e a paisagem passa a produzir riqueza sem ser destruída.
[b729] (economia) O FIT será o instrumento para que a próxima grande experiência turística de Mato Grosso não seja inventada em outro país e apenas copiada aqui. Ela nascerá aqui.
[b730] (economia) Comercialização Global do Turismo Mato-Grossense
[b731] (economia) Mato Grosso não precisa apenas de paisagens. Precisa de vendedores dessas paisagens.
[b732] (economia) O mundo não compra o que não conhece. E não conhece o que não está organizado para ser vendido. Uma agência em Berlim, Tóquio ou Nova York não oferecerá a Chapada, o Pantanal ou o turismo de negócios de Cuiabá por patriotismo. Ela oferecerá o destino quando tiver produto claro, operação segura, comissão competitiva e material confiável para apresentar ao cliente.
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[b735] (economia) Vamos criar a Rede Global Mato Grosso de Distribuição. → economia-agro/p26
[b736] (economia) O Estado organizará os produtos turísticos, produzirá materiais em vários idiomas, capacitará operadores estrangeiros, aproximará pousadas, guias, transportadores e agências locais do mercado internacional e acompanhará quantos pacotes foram vendidos, quantos turistas chegaram e quanto deixaram no Estado. → economia-agro/p26
[b737] (economia) O Brasil já possui uma estrutura nacional de promoção internacional. O Plano Brasis, da Embratur, trabalha com mercados emissores, segmentos prioritários, operadores, companhias aéreas, estados, municípios e agências de viagens. Mato Grosso não precisa esperar que a promoção nacional descubra cada produto local. Precisa chegar organizado à mesa de quem vende viagens no mundo.
[b738] (economia) O Estado criará um Complemento de Comissão → economia-agro/p34
[b739] (economia) Estadual para as agências que venderem pacotes de Mato → economia-agro/p34
[b740] (economia) Grosso. O pagamento não ocorrerá pela promessa de venda, pela publicidade ou pela simples inscrição em uma feira. Ocorrerá apenas depois da chegada comprovada do turista e será calculado sobre a atividade efetivamente realizada no Estado, dentro de limite por visitante, orçamento anual e fórmula pública. → economia-agro/p34
[b741] (economia) A comissão será financiada por uma parcela do ICMS incremental gerado pela própria viagem, quando → economia-agro/p76
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[b743] (economia) Turismo juridicamente possível e após a apuração da receita. O dinheiro não será entregue antes do resultado. Se não houver turista, não haverá complemento. Se o pacote não produzir atividade econômica comprovada, não haverá prêmio. → economia-agro/p76
[b744] (economia) A regra vale para agência brasileira ou estrangeira que trouxer visitantes, mas exigirá transparência, emissão de documentos fiscais, identificação do pacote, origem do turista, período da viagem, prestadores contratados e gastos realizados. A política não será subsídio permanente a intermediários. → economia-agro/p34
[b745] (economia) Será remuneração por venda comprovada de um produto mato-grossense. → economia-agro/p34
[b746] (economia) Nenhum produto global funciona sem gente preparada para entregá-lo. Por isso, criaremos um programa de formação de naturalistas bilíngues do Pantanal, priorizando guias e trabalhadores locais. → economia-agro/p28
[b747] (economia) A formação incluirá inglês e espanhol, história natural, identificação de fauna e flora, interpretação ambiental, segurança embarcada, primeiros socorros, atendimento a turistas estrangeiros e comunicação intercultural. → economia-agro/p28
[b748] (economia) A qualificação respeitará a legislação profissional. O exercício regular da atividade de guia depende de curso técnico e cadastro no Cadastur; o sistema registra categorias de atuação, segmentos e idiomas. O Estado
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[b750] (economia) Turismo oferecerá a formação, facilitará o acesso ao cadastro e conectará os profissionais qualificados à Rede Global de Distribuição. → economia-agro/p28, economia-agro/p77
[b751] (economia) O turista que compra uma experiência do Pantanal não compra apenas um barco e uma fotografia. Compra a segurança de estar com alguém que conhece o rio, identifica a fauna, entende seu idioma e sabe explicar o território sem destruí-lo. Essa diferença aumenta o valor da viagem e deixa uma parte maior da renda no município.
[b752] (economia) A Rede Global será medida por resultados: pacotes vendidos, turistas recebidos, permanência média, gasto local, empregos criados, participação de empresas mato-grossenses, satisfação dos visitantes e retorno fiscal. → economia-agro/p26
[b753] (economia) A promoção que não gera chegada, consumo e renda será corrigida ou interrompida. → economia-agro/p78
[b754] (economia) O Estado não será apenas o dono da paisagem. Será o responsável por fazer o mundo encontrá-la. E, quando o turista chegar, será um mato-grossense quem contará a história, conduzirá o barco, abrirá a pousada e receberá a renda.
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[b757] (economia) Qualificação de Produtos Turísticos de Alto Valor
[b758] (economia) Mato Grosso já possui os atrativos. O que falta é transformar atrativo em produto, produto em experiência e experiência em renda. O visitante não paga apenas para olhar uma paisagem. Ele paga por segurança, conforto, acesso, interpretação, exclusividade e uma história que possa levar para casa.
[b759] (economia) Vamos criar um programa de Qualificação dos Produtos Turísticos de Alto Valor, reunindo a Chapada dos Guimarães, o Pantanal e a Transpantaneira em experiências completas, vendáveis e sustentáveis. → economia-agro/p25, economia-agro/p101
[b760] (economia) A Chapada dos Guimarães deixará de ser tratada apenas como passeio de fim de semana.
[b762] (economia) Nacional possui 32.630 hectares, formações geológicas, sítios arqueológicos, cachoeiras, veredas e diversidade de fauna e flora. Essa base será transformada em um destino de aventura, bem-estar e contemplação, com hospedagens integradas à paisagem, balonismo, trilhas seguras, observação do céu, gastronomia regional e a Rota do Vinho da Chapada, com vinícolas de precisão, pousadas, degustações e experiências do vinhedo à mesa. → economia-agro/p79
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[b765] (economia) O Pantanal será qualificado como destino de observação da vida selvagem, pesca esportiva e cultura pantaneira. A pesca já movimenta pescadores profissionais, pousadas, pesqueiros, barcos-hotéis e comunidades ribeirinhas, como registra o estudo técnico do ICMBio sobre o Pantanal Norte. O Estado organizará o produto para que o turista não venha apenas pescar. Ele virá conhecer o rio, a fauna, a culinária, a pecuária tradicional e as comunidades que vivem daquele território. → economia-agro/p29, economia-agro/p30, economia-agro/p105
[b766] (economia) A Transpantaneira será tratada como corredor turístico, não apenas como estrada. → economia-agro/p36
[b767] (economia) Ela terá pontes seguras, mirantes, sinalização, pontos de apoio, comunicação, manutenção, acesso emergencial e conexão entre pousadas, guias, barcos, restaurantes e experiências de observação. A estrada precisa conduzir o visitante pela paisagem, e não apenas atravessá-la. → economia-agro/p36
[b768] (economia) A pesca esportiva de alto valor será organizada com licenciamento, regras de captura, períodos adequados, fiscalização, segurança e respeito às comunidades ribeirinhas. O crescimento do turismo não pode destruir o peixe que atrai o turista. O recurso natural é o produto. Se for consumido sem manejo, a atividade elimina o próprio mercado que pretende explorar. → economia-agro/p30
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[b774] (economia) Cada destino terá um plano de produto. O plano definirá capacidade de carga, infraestrutura mínima, licenciamento, formação de operadores, acessibilidade, protocolos de segurança, calendário, preço, mercados prioritários e participação da população local. O governo apoiará a criação dos produtos, mas não substituirá os → economia-agro/p25, economia-agro/p101
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[b776] (economia) Turismo empreendedores que deverão operá-los.
[b777] (economia) Os resultados serão medidos por visitantes, permanência média, gasto por turista, empregos locais, participação de pequenos negócios, satisfação, conservação da fauna e conservação dos atrativos. O número de visitantes, sozinho, não será considerado sucesso. Se o destino recebe mais gente e fica mais pobre, sujo ou inseguro, o produto fracassou. → economia-agro/p80
[b778] (economia) A Chapada será uma experiência de altitude, vinho, aventura e bem-estar. O Pantanal será uma experiência de água, fauna, pesca e cultura. A Transpantaneira será o corredor que conecta essas riquezas ao mundo.
[b780] (economia) Grosso não precisa vender natureza barata.
[b781] (economia) Precisa entregar experiências raras, proteger o que as torna raras e fazer a renda permanecer onde a paisagem está.
[b782] (economia) Cuiabá: Centro de Negócios da América do Sul
[b783] (economia) Cuiabá é o centro geodésico da América do Sul. Mas um ponto no mapa não é um centro de negócios. Centro de negócios é o lugar para onde as pessoas conseguem chegar, onde encontram estrutura para se reunir e onde
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[b785] (economia) Turismo têm motivos para voltar.
[b786] (economia) Hoje, um empresário de Santa Cruz, Lima, Bogotá ou Assunção pode precisar viajar para São Paulo, Buenos Aires ou Lima para encontrar outro empresário sul-americano.
[b787] (economia) Cuiabá ocupará esse espaço. Não por discurso geográfico, mas por conectividade, eventos, hotelaria, serviços e negócios realizados. → economia-agro/p31
[b788] (economia) Vamos transformar Cuiabá no Centro de Negócios da América do Sul. O → economia-agro/p31
[b789] (economia) Estado articulará a construção de um complexo de eventos de classe mundial, capaz de receber congressos médicos, feiras empresariais, encontros do agronegócio, eventos científicos, reuniões diplomáticas, competições e grandes exposições. → economia-agro/p32
[b790] (economia) O complexo não será um monumento vazio. Terá calendário, operador profissional, salas moduláveis, auditórios, pavilhões, tecnologia, tradução, acessibilidade, conexão digital, segurança, mobilidade e integração com hotéis, restaurantes, comércio e prestadores locais. → economia-agro/p32
[b791] (economia) O projeto só avançará com estudo de demanda, modelo de operação e demonstração de sustentabilidade financeira. → economia-agro/p32
[b792] (economia) A estratégia será acompanhada de Diplomacia Aérea. O Governo do Estado trabalhará com a Prefeitura, a concessionária aeroportuária, companhias aéreas, → economia-agro/p33
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[b795] (economia) Embratur, operadores turísticos e entidades empresariais para abrir conexões diretas com capitais sul-americanas. As primeiras rotas serão escolhidas por demanda comprovada, potencial de negócios, conexão turística e capacidade de ocupar os voos durante todo o ano. → economia-agro/p33
[b796] (economia) O combustível representa parte relevante do custo operacional de uma companhia aérea.
[b797] (economia) Por isso, adotaremos o Querosene Zero por resultado: redução seletiva da carga tributária sobre o querosene de aviação para novas rotas e frequências estratégicas, sempre condicionada à entrega efetiva da companhia aérea. → economia-agro/p33
[b798] (economia) A legislação já autoriza benefícios de ICMS para centros internacionais de conexões de voos e redução da base de cálculo do
[b802] (economia) 188/2017 prevê carga tributária mínima de 7% para a redução autorizada e condiciona o benefício a metas de frequência aérea. A proposta usará todos os instrumentos legais disponíveis e buscará novas autorizações quando necessárias. Não haverá benefício sem rota, voo, passageiro e conexão entregues. → economia-agro/p33
[b803] (economia) O incentivo terá prazo, metas e cláusula de reversão. Se a companhia prometer uma rota e não cumprir a frequência, perderá o benefício. Se receber a redução e não entregar conectividade, devolverá a vantagem. A política → economia-agro/p33
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[b805] (economia) Turismo não pagará o combustível de uma empresa. Comprará, com controle, uma ligação que o
[b807] (economia) Cada evento será avaliado pelo número de participantes, ocupação hoteleira, gasto turístico, contratos gerados, negócios realizados, empregos e receita fiscal. → economia-agro/p31
[b808] (economia) Cada rota será avaliada por frequência, passageiros, ocupação, conexões e custo público por resultado. → economia-agro/p33
[b809] (economia) A Embratur já reconhece a promoção internacional e os eventos como instrumentos de geração de negócios, divisas e desenvolvimento territorial, além de prever planos de ação específicos para os estados. Mato Grosso não ficará esperando que o país inteiro descubra Cuiabá. Apresentará uma oferta pronta, venderá os eventos e disputará as rotas.
[b810] (economia) Cuiabá não será apenas uma cidade de passagem. Será o lugar em que a América do Sul se encontra para fazer negócios. O Pantanal será a experiência depois da reunião.
[b811] (economia) A Chapada será o destino depois do congresso. E o dinheiro que hoje passa pelo Estado começará a permanecer nele.
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[b839] (agro) Produzir mais sem abrir novas áreas
[b840] (agro) Mato Grosso não precisa de mais terra. Precisa de mais produção por hectare.
[b841] (agro) A abertura de novas áreas costuma ser apresentada como condição para o crescimento. Não é. A própria
[b842] (agro) Embrapa demonstra que sistemas como a Integração
[b843] (agro) Lavoura-Pecuária-Floresta elevam a produtividade, diversificam a renda, melhoram o solo e reduzem a pressão pelo desmatamento. O problema não é a falta de território.
[b844] (agro) É o desperdício do território que já foi aberto e perdeu
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[b847] (agro) Vamos criar o Programa Estadual de Recuperação → economia-agro/p61
[b850] (agro) A prioridade será recuperar pastagens, solos e áreas produtivas degradadas, usando assistência técnica, crédito, análise do solo, correção da fertilidade, rotação de culturas, plantio direto, sistemas integrados, sistemas agroflorestais e recuperação de nascentes quando houver passivo hídrico. → economia-agro/p12, economia-agro/p61
[b851] (agro) O produtor não receberá uma cartilha e será abandonado diante do problema. O Estado organizará diagnóstico, projeto, assistência técnica, acesso a crédito, fornecimento de tecnologia e acompanhamento. → economia-agro/p81
[b852] (agro) A Embrapa já reconhece que a ILPF pode ser adaptada a pequenas, médias e grandes propriedades, conforme solo, clima, logística, mercado, mão de obra e capacidade do produtor. O programa será desenhado para a realidade de cada região, não para uma fazenda imaginária. → economia-agro/p61
[b853] (agro) A regularização ambiental será parte do caminho. O proprietário poderá integrar o projeto ao CAR, ao PRA e ao PRADA, instrumentos que Mato Grosso já possui para recomposição, regeneração, compensação e acompanhamento por indicadores. O Estado deixará de tratar a regularização como papelada separada da produção. → economia-agro/p21, economia-agro/p99
[b854] (agro) A área recuperada precisa produzir, e a
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[b857] (agro) Haverá incentivo para quem recuperar. Mas não haverá prêmio para quem desmatar de novo. → economia-agro/p60
[b858] (agro) A adesão ao programa não apagará infração recente, não substituirá obrigação legal e não transformará dano ambiental em benefício privado. O recurso público financiará a transição, a assistência e a recuperação que produz resultado; a responsabilidade pelo dano continuará existindo. → economia-agro/p60
[b859] (agro) O pagamento de incentivos será condicionado a indicadores verificáveis: área recuperada, aumento da lotação ou da produtividade dentro da capacidade do solo, redução de erosão, cobertura vegetal, infiltração de água, redução do risco de incêndio, cumprimento do projeto ambiental e ausência de nova supressão ilegal. Quem cumprir avançará. → economia-agro/p60
[b860] (agro) Quem abandonar o compromisso perderá o benefício. → economia-agro/p60
[b861] (agro) O programa priorizará pequenos produtores, assentamentos, agricultores familiares e regiões onde a recuperação da produção possa gerar mais emprego e segurança alimentar. Nas médias e grandes propriedades, o Estado atuará por crédito, assistência técnica, pesquisa, certificação e indução econômica, sem substituir o dever privado de cumprir a legislação ambiental. → economia-agro/p12
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[b864] (agro) O Plano ABC já organiza tecnologias de baixa emissão que combinam recuperação de pastagens, ILPF, plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, florestas plantadas e tratamento de dejetos com crédito, assistência técnica e regularização ambiental.3
[b866] (agro) Grosso não precisa inventar uma promessa. Precisa executar essas tecnologias em escala estadual, com metas por região e prestação de contas. → economia-agro/p61
[b867] (agro) A consequência é simples: se uma área degradada volta a produzir, o produtor ganha, o município ganha, a arrecadação ganha e a floresta que não precisou ser derrubada permanece em pé.
[b869] (agro) Grosso será o Estado que aumentará sua produção sem aumentar sua fronteira. Produzir mais não será abrir mais. Será recuperar o que já temos. → economia-agro/p61
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[b1072] (economia) O Outro Destino de Mato Grosso
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[b1074] (economia) Mato Grosso não nasceu para ser apenas o lugar onde a riqueza é produzida e embarcada. Não nasceu para vender grãos, comprar fertilizantes caros, importar tecnologia e assistir de longe à prosperidade dos outros. Também não nasceu para que seus trabalhadores sejam pobres em um Estado rico.
[b1075] (economia) O primeiro passo do nosso projeto é simples de dizer e difícil de ignorar: reduzir o custo de viver. Comida barata, combustível barato, moradia possível, energia acessível e servidor sem a corda no pescoço não são o destino final. → economia-agro/p56
[b1077] (economia) Quando a família paga menos para comer, morar, abastecer o carro e manter a casa, sobra renda. Quando sobra renda, o dinheiro volta para o comércio local. O comércio vende mais, contrata mais e investe mais. A indústria encontra consumidores. A construção encontra demanda.
[b1079] (economia) A primeira industrialização de Mato Grosso não começará com uma fábrica distante produzindo para fora. Começará com a vida cotidiana de quem mora aqui.
[b1080] (economia) Essa renda excedente será o primeiro combustível do nosso desenvolvimento. Ela permitirá que o Estado deixe de ser apenas uma fazenda eficaz e se torne também uma economia de consumo, de transformação e de serviços.
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[b1083] (economia) Produziremos alimentos, mas também processaremos alimentos. → economia-agro/p1
[b1084] (economia) Produziremos energia, mas também fabricaremos e operaremos as máquinas que usam energia. Produziremos riqueza, mas faremos a riqueza circular antes de sair. → economia-agro/p1
[b1085] (economia) Depois da redução do custo de vida virá o salto de ambição: a criação de um vale de serviços globais em Mato → economia-agro/p10
[b1086] (economia) Grosso. Software, engenharia, contabilidade, design, saúde, educação, tecnologia, inteligência artificial, finanças e logística serão vendidos para o Brasil e para o mundo sem que o trabalhador precise deixar o Estado. → economia-agro/p10
[b1087] (economia) Mato Grosso tem espaço, energia, sol, jovens talentosos e uma posição geográfica que pode aproximar o Brasil dos países da América Latina. Cuiabá pode ser mais do que a capital de um Estado produtor. Pode ser uma ponte cultural, comercial e negocial entre o Brasil, a Bolívia, o Paraguai, o Peru, o Chile, a Argentina e o restante da América do Sul.
[b1088] (economia) Essa ponte não será feita apenas de discursos e tratados. Será feita de voos, fibra óptica, domínio de idiomas, comércio, serviços financeiros, centros de eventos, universidades, hospitais, empresas de tecnologia e profissionais capazes de trabalhar para qualquer lugar do mundo. Cada conexão internacional que trouxer clientes
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[b1090] (economia) O Outro Destino de Mato Grosso para uma empresa mato-grossense será uma estrada econômica. Cada talento que vier para cá será uma indústria sem chaminé. Cada empresa global criada por um jovem daqui será uma nova fonte de renda que não depende da cotação da soja.
[b1091] (economia) A atração de talentos não será um gesto de vaidade.
[b1093] (economia) Uma boa empresa atrai profissionais. Profissionais criam novas empresas. Novas empresas demandam serviços, moradia, educação, cultura e infraestrutura. A cidade melhora porque a economia melhora. A economia melhora porque a cidade se torna capaz de receber e formar pessoas.
[b1094] (economia) Esse ciclo produzirá uma segunda industrialização.
[b1095] (economia) Primeiro, a indústria que atende o consumo de uma população que recuperou poder de compra. Depois, a indústria que fornece máquinas, insumos e tecnologia para a própria produção mato-grossense.
[b1096] (economia) Em seguida, os serviços complexos que vendem conhecimento para o mundo. A cada etapa, mais salários, mais negócios, mais arrecadação e mais capacidade de investimento.
[b1097] (economia) Não queremos uma economia concentrada em poucos grupos, poucas cidades e poucos produtos. Queremos muitos negócios, muitos proprietários, muitas carreiras e muitas portas de entrada para a prosperidade.
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[b1100] (economia) O Outro Destino de Mato Grosso commodity continuará tendo seu lugar. Será um dos cheques de Mato Grosso. Mas não será o único. Uma economia livre não depende de um único pagador.
[b1101] (economia) O trabalhador economicamente livre não é aquele que recebeu uma promessa de liberdade. É aquele que pode escolher onde trabalhar, consegue pagar suas contas, não entrega seu salário inteiro aos juros, encontra moradia, tem acesso à formação e pode abrir um negócio sem pedir licença a um barão.
[b1102] (economia) A liberdade econômica começa quando o cidadão deixa de viver no limite da sobrevivência.
[b1103] (economia) Mato Grosso pode alcançar patamares de prosperidade comparáveis aos dos Tigres Asiáticos, não por copiá-los, mas por repetir a lição que os fez avançar: educação, infraestrutura, energia, disciplina de execução, indústria, tecnologia, comércio exterior e valorização do trabalho.
[b1104] (economia) Nenhum deles se tornou rico apenas vendendo matéria-prima. Todos construíram capacidades que antes não possuíam.
[b1105] (economia) O nosso destino não será escolhido entre ser um Estado agrícola ou um Estado industrial, entre preservar a cultura local ou dialogar com o mundo, entre produzir commodities ou criar serviços. Mato Grosso pode fazer tudo isso, desde que a riqueza deixe de ser um lugar de passagem e passe a ser uma força de permanência.
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[b1108] (economia) Começaremos combatendo o custo de vida. → economia-agro/p56
[b1109] (economia) Continuaremos criando renda. Usaremos essa renda para industrializar. Usaremos a industrialização para formar empresas. Usaremos empresas, educação e infraestrutura para atrair talentos. → economia-agro/p1
[b1110] (economia) Usaremos talentos para vender serviços ao mundo. E usaremos essa nova riqueza para ampliar a liberdade de todos. → economia-agro/p10
[b1111] (economia) É esse o outro destino de Mato Grosso: um Estado que não apenas produz para o mundo, mas que também pensa, cria, transforma, negocia e lidera. Um Estado que não pede licença para prosperar. Um Estado em que a riqueza tem muitos donos, muitas formas e muitos caminhos para chegar à vida das pessoas.
[b1112] (economia) Mato Grosso será grande não apenas pelo que tira da terra, mas pelo que é capaz de construir com aquilo que a terra lhe deu.
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