Mauricio Coelho — texto do programa sobre Infraestrutura, transporte e mobilidade (Governador — MT, 2026)

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[b184] (infraestrutura) O agronegócio é o setor que mais pressiona a infraestrutura logística de Mato Grosso. A produção cresce todos os anos. As estradas, pontes e acessos continuam recebendo a mesma cobrança sem receber a mesma resposta.

[b185] (infraestrutura) Quem produz conhece o problema antes de ele aparecer no relatório. Sabe qual ponte está cedendo, qual estrada interrompe o transporte na chuva e qual trecho aumenta o custo de cada tonelada. Não faz sentido o Estado decidir tudo dentro de um gabinete distante de quem usa a estrada todos os dias.

[b186] (infraestrutura) Vamos reservar R$ 1 bilhão por ano para uma carteira de Infraestrutura Participativa. Produtores, cooperativas, transportadores, municípios e comunidades poderão apontar as obras necessárias em cada região. O Estado organizará os pedidos, publicará os critérios e executará as prioridades aprovadas. → infraestrutura-mobilidade/p8

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[b189] (infraestrutura) A participação não dará ao setor privado o direito de escolher obras para benefício exclusivo de uma fazenda. O apontamento será ouvido. A decisão obedecerá a critérios públicos: segurança da estrada, volume de tráfego, impacto sobre o escoamento, acesso a escolas e unidades de saúde, número de pessoas atendidas, custo, urgência e capacidade de execução. → infraestrutura-mobilidade/p7, infraestrutura-mobilidade/p8

[b190] (infraestrutura) Cada região saberá o que pediu, o que foi aprovado e por que uma obra entrou antes de outra. O produtor terá voz. A população terá controle. O Estado terá a obrigação de executar.

[b191] (infraestrutura) O resultado é simples: quem conhece o gargalo aponta; quem tem orçamento decide com transparência; quem governa entrega.

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[b970] (infraestrutura) Mato Grosso produz longe dos portos, mora longe dos serviços e trabalha separado das oportunidades.

[b971] (infraestrutura) A distância não é apenas uma característica geográfica. É um custo que aparece no preço do alimento, no frete, no salário, na consulta médica perdida, na escola inacessível e no comércio que não consegue competir.

[b972] (infraestrutura) Infraestrutura é a maneira pela qual o

[b973] (infraestrutura) Estado transforma território em possibilidade.

[b974] (infraestrutura) Uma estrada aproxima. Uma ponte não interrompe. Uma ferrovia reduz o frete. Uma hidrovia transforma a água em caminho. Um aeroporto encurta o tempo. A energia permite produzir. A internet permite trabalhar onde antes só era possível esperar.

[b975] (infraestrutura) Mas obra pública não é sinônimo de desenvolvimento.

[b976] (infraestrutura) O BRT que não respeita a largura das avenidas, o hospital que alaga poucos dias depois de inaugurado, a obra que se arrasta, encarece e não entrega o serviço prometido provam o contrário: quando falta projeto, fiscalização e manutenção, a infraestrutura deixa de ser solução e passa a ser dívida.

[b977] (infraestrutura) O problema de Mato Grosso não é apenas construir mais. É construir o que resolve, no lugar certo, com custo conhecido, prazo público e manutenção garantida. Antes da placa de inauguração, haverá estudo de demanda,

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[b979] (infraestrutura) Infraestrutura projeto executivo, análise ambiental, orçamento independente e responsável pela operação. Depois da entrega, haverá fiscalização, manutenção e avaliação do serviço. → infraestrutura-mobilidade/p38, infraestrutura-mobilidade/p66

[b980] (infraestrutura) Nossa infraestrutura também não servirá apenas para levar a produção para fora. Ela deverá trazer fertilizante, energia, tecnologia e indústria para dentro; conectar o interior aos hospitais e às escolas; aproximar moradia, trabalho e comércio; proteger as cidades das chuvas; e permitir que os municípios tenham acesso a água, saneamento, conectividade e oportunidades. → infraestrutura-mobilidade/p26

[b982] (infraestrutura) Grosso precisa de uma malha que conecte pessoas, produção e futuro. Rodovias, pontes, ferrovias, hidrovias, aeroportos, energia, fibra, saneamento e mobilidade não serão tratados como obras separadas, mas como partes de uma mesma estratégia de desenvolvimento. → infraestrutura-mobilidade/p25

[b983] (infraestrutura) A pergunta que orientará cada projeto será simples: o que esta infraestrutura conecta, quanto ela reduz e quem será responsável por mantê-la? Se não conectar pessoas, serviços, produção ou oportunidades; se não reduzir custo, tempo ou risco; ou se não tiver manutenção definida, não será prioridade. → infraestrutura-mobilidade/p38, infraestrutura-mobilidade/p66

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[b987] (infraestrutura) Grosso precisa de uma infraestrutura que permaneça depois da fotografia, funcione depois da inauguração e melhore a vida depois do discurso.

[b991] (infraestrutura) Grosso não tem um problema de falta de produção. Tem um problema de distância, dependência e caminho único. Quando quase tudo precisa passar pela rodovia, qualquer chuva, ponte interditada, congestionamento ou aumento do diesel vira aumento de frete. O produtor paga. A indústria paga. O consumidor paga.

[b992] (infraestrutura) Um Estado que produz milhões de toneladas não pode continuar escolhendo o transporte como quem escolhe o último caminho disponível. Cada carga tem um caminho mais eficiente. O grão de longa distância pede ferrovia ou hidrovia.

[b993] (infraestrutura) O alimento perecível pede velocidade.

[b994] (infraestrutura) O fertilizante precisa chegar no sentido contrário ao da exportação. A emergência médica precisa de estrada, aeroporto e comunicação. O problema não é escolher entre os modais. É fazer com que eles funcionem juntos.

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[b997] (infraestrutura) Vamos criar o Plano Mato Grosso Multimodal, com uma carteira integrada de rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos, portos secos e terminais de transbordo. O Estado não construirá todos esses ativos sozinho. Fará o que nenhum projeto isolado consegue fazer: organizar demanda, áreas, acessos, licenças, conexões, regras de passagem, contratos e carga suficiente para que a rede funcione. → infraestrutura-mobilidade/p25

[b998] (infraestrutura) A rede ferroviária será tratada com realismo.

[b999] (infraestrutura) A Ferronorte já conecta parte do Estado ao Porto de Santos.

[b1006] (infraestrutura) e a Ferrogrão dependem de articulação federal, licenciamento, investimentos e segurança jurídica.

[b1008] (infraestrutura) Grosso não prometerá entregar sozinho o que pertence à União ou à iniciativa privada. Fará sua parte: defenderá as conexões, organizará os acessos, preparará terminais, protegerá faixas de domínio e exigirá que a expansão ferroviária gere concorrência, carga de retorno e redução de frete. → infraestrutura-mobilidade/p22

[b1009] (infraestrutura) O trem não pode servir apenas para levar soja para fora.

[b1010] (infraestrutura) A ferrovia precisa trazer fertilizante, máquinas, combustíveis, peças e produtos industrializados para dentro. Por isso, cada novo terminal será planejado com duas perguntas: o que sai por ele e o que volta por ele? → infraestrutura-mobilidade/p22, infraestrutura-mobilidade/p26

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[b1013] (infraestrutura) Sem carga de retorno, a economia paga o frete dos dois sentidos.

[b1014] (infraestrutura) A Hidrovia do Paraguai também será incorporada à rede. O corredor possui 3.442 quilômetros navegáveis entre cinco países e, no trecho brasileiro, alcança → infraestrutura-mobilidade/p31, infraestrutura-mobilidade/p63

[b1015] (infraestrutura) 1.272 quilômetros entre Cáceres e a confluência com o Rio Apa.

[b1017] (infraestrutura) Corumbá e Cáceres, exige embarcações menores por causa das ilhas, do assoreamento e da sinuosidade. Isso não elimina a hidrovia.

[b1018] (infraestrutura) Define o tipo de embarcação, o terminal e a engenharia que podem funcionar.

[b1019] (infraestrutura) Cáceres será planejada como porta fluvial de Mato → infraestrutura-mobilidade/p32, infraestrutura-mobilidade/p64

[b1020] (infraestrutura) Grosso, mas nenhum projeto de navegação será feito contra o Pantanal. → infraestrutura-mobilidade/p33

[b1021] (infraestrutura) A expansão dependerá de monitoramento hidrológico, sinalização, governança com os países da Bacia do Prata, proteção ambiental e demonstração de navegabilidade e demanda. O rio não será tratado como uma linha desenhada no mapa. Será tratado como um sistema vivo que precisa continuar funcionando. → infraestrutura-mobilidade/p31, infraestrutura-mobilidade/p33, infraestrutura-mobilidade/p63

[b1022] (infraestrutura) Os terminais intermodais serão instalados onde houver produção, consumo, ferrovia, hidrovia, acesso rodoviário e viabilidade de operação. → infraestrutura-mobilidade/p23, infraestrutura-mobilidade/p60

[b1023] (infraestrutura) O Estado organizará áreas, acessos, licenças e padrões de funcionamento; a operação → infraestrutura-mobilidade/p23, infraestrutura-mobilidade/p27, infraestrutura-mobilidade/p60

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[b1025] (infraestrutura) Infraestrutura poderá ser delegada a empresas especializadas mediante contratos transparentes, metas de tempo e preço, acesso não discriminatório e fiscalização pública. → infraestrutura-mobilidade/p27

[b1026] (infraestrutura) A rodovia continuará sendo indispensável. Ela será o primeiro e o último trecho de quase toda cadeia logística.

[b1027] (infraestrutura) Por isso, o plano incluirá manutenção preventiva, pontes, drenagem, sinalização, pesagem, segurança viária, acessos aos terminais e rotas permanentes para serviços públicos. → infraestrutura-mobilidade/p4, infraestrutura-mobilidade/p57

[b1028] (infraestrutura) A ferrovia não substitui a estrada que leva o paciente ao hospital. A hidrovia não substitui a ponte que liga o distrito à escola. A multimodalidade começa quando cada modal cumpre bem a função que lhe cabe.

[b1029] (infraestrutura) A aviação regional completará a rede. Aeroportos em polos regionais não serão tratados como obras isoladas, mas como equipamentos de saúde, negócios, turismo, defesa civil e integração territorial. → infraestrutura-mobilidade/p45

[b1030] (infraestrutura) Incentivos a voos deverão ter metas de frequência, ocupação, preço e permanência da rota. O Estado não pagará por avião vazio; pagará, quando necessário, para criar conexão que produza serviço público e atividade econômica mensurável. → infraestrutura-mobilidade/p47

[b1034] (infraestrutura) Multimodal terá um painel público com tempo médio de viagem, custo por tonelada, fila e tempo de transbordo, ocupação dos terminais, carga → infraestrutura-mobilidade/p28

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[b1036] (infraestrutura) Infraestrutura de retorno, pontos de interrupção, acidentes, manutenção e preço do frete por corredor. O Portal de Dados MT já reúne mapas de obras, situação física e financeira e painéis de infraestrutura; essa base será convertida em instrumento de decisão, não em vitrine de inaugurações. → infraestrutura-mobilidade/p28, infraestrutura-mobilidade/p36

[b1037] (infraestrutura) A objeção mais fácil é dizer que um plano multimodal custa bilhões. A resposta é que a ausência de integração também custa bilhões todos os anos, espalhados em fretes maiores, caminhões parados, estradas destruídas, acidentes, combustível desperdiçado e insumos que chegam mais caros.

[b1038] (infraestrutura) A diferença é que o custo da desorganização não aparece em uma placa de obra.

[b1040] (infraestrutura) É preciso lembrar ainda que transformar a matriz logística de um estado não é trabalho de uma gestão, é norte que precisa ser iniciado agora, mas continuado por décadas.

[b1041] (infraestrutura) Mato Grosso não será apenas o lugar onde a produção começa. Será o lugar onde a carga muda de modal, onde o insumo chega, onde a indústria se instala, onde o serviço se presta e onde parte maior do valor permanece. A rede será julgada por três resultados: frete menor, tempo menor e riqueza maior dentro do Estado.

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[b1044] (infraestrutura) Infraestrutura para a vida regional

[b1045] (infraestrutura) Mato Grosso tem municípios onde o

[b1046] (infraestrutura) Estado chega por uma estrada que desaparece na chuva, por uma internet que cai quando mais se precisa dela e por um sistema de saúde que depende de uma viagem de horas. Nesses lugares, infraestrutura não é uma abstração econômica. É a diferença entre chegar ou não chegar.

[b1047] (infraestrutura) Vamos criar o Pacto de Infraestrutura para a Vida → infraestrutura-mobilidade/p40

[b1048] (infraestrutura) Regional, com Estado e municípios definindo, por localidade, o conjunto mínimo de condições para viver, estudar, trabalhar e ser atendido com segurança. O pacto terá metas por município, distrito, assentamento e comunidade isolada. Não haverá uma promessa genérica de “levar desenvolvimento”. Haverá uma lista pública do que falta, prazo para entregar, custo estimado e responsável pela manutenção. → infraestrutura-mobilidade/p40

[b1049] (infraestrutura) A primeira tarefa será mapear o tempo real de acesso. → infraestrutura-mobilidade/p41

[b1050] (infraestrutura) Quanto tempo uma família leva para chegar à escola?

[b1051] (infraestrutura) Quanto tempo uma ambulância leva até o hospital de referência? Quantos dias uma comunidade fica isolada no período de chuva? Quantas horas por dia existe energia estável? Qual a velocidade e a disponibilidade real da

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[b1053] (infraestrutura) Infraestrutura internet? Sem responder a essas perguntas, o governo mede obra. Não mede vida.

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[b1060] (infraestrutura) A aviação regional terá uma função que não cabe apenas no turismo. Aeródromos funcionais reduzem o tempo de resposta em emergências médicas, incêndios, enchentes, fiscalização e defesa civil. O Estado apoiará a regularização, a segurança operacional, a manutenção mínima e a integração dos aeródromos estratégicos com hospitais, serviços de emergência e polos econômicos. → infraestrutura-mobilidade/p45

[b1061] (infraestrutura) Incentivo a voo só permanecerá quando houver demanda pública ou econômica demonstrada, meta de frequência e preço monitorado. → infraestrutura-mobilidade/p47

[b1062] (infraestrutura) As estradas regionais serão avaliadas pelo serviço que prestam. Uma rota que liga uma fazenda a um porto pode ser importante. Uma rota que liga uma comunidade a uma escola ou a um hospital também é. O critério será a combinação de população atendida, tempo de acesso, importância para saúde e educação, produção, segurança, → infraestrutura-mobilidade/p7

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[b1064] (infraestrutura) Infraestrutura risco de isolamento e custo de manutenção. Pontes, drenagem e sinalização entrarão no mesmo contrato da estrada quando a interrupção de um deles interromper o serviço inteiro. → infraestrutura-mobilidade/p4

[b1065] (infraestrutura) A objeção será dizer que não há dinheiro para levar tudo a todos. A resposta é que o Estado não precisa prometer a mesma solução em todo lugar. Precisa garantir o mesmo direito de acesso. Uma rede de esgoto pode ser a solução em uma cidade. Em uma comunidade isolada, pode ser um sistema local bem operado. A igualdade está no serviço prestado, não na repetição de uma obra que não cabe no território.

[b1066] (infraestrutura) O pacto terá um painel público com cinco indicadores principais: tempo de acesso a saúde e educação, dias de isolamento, horas de energia disponível, disponibilidade de água segura e conectividade efetiva. Cada município terá uma linha de base e uma meta. Obras sem manutenção perderão prioridade para novas expansões até que o serviço volte a funcionar. → infraestrutura-mobilidade/p36, infraestrutura-mobilidade/p39, infraestrutura-mobilidade/p41

[b1067] (infraestrutura) A infraestrutura regional não será inaugurada apenas para aparecer no mapa. Ela será construída para que o mapa deixe de decidir quem pode estudar, produzir, ser atendido e viver com dignidade. O Estado chegará a todos os municípios não apenas por meio de uma placa, mas por

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[b1069] (infraestrutura) Infraestrutura meio de uma estrada que permanece, uma rede que funciona, uma água que chega, uma escola conectada e um serviço que pode ser alcançado a tempo.

FIM — 69 blocos neste arquivo.