Mauricio Coelho — texto do programa sobre Saúde (Governador — MT, 2026)
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[b164] (saude) Fundo Mato-Grossense de Cuidado para Doenças Raras
[b165] (saude) Uma família que recebe o diagnóstico de uma doença rara já enfrenta medo, desconhecimento e despesas que não cabem no orçamento. O Estado não pode acrescentar uma quarta dificuldade: obrigá-la a procurar um advogado para conseguir o tratamento.
[b166] (saude) O SUS possui uma Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras desde 2014. Também possui o Componente
[b168] (saude) Farmacêutica, com protocolos clínicos, avaliação técnica e dispensação de medicamentos.
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[b175] (saude) Reversão das Renúncias Fiscais Desnecessárias judicialização da saúde pública entre janeiro de 2024 e agosto de 2025. Em Mato Grosso, mais de 80% das liminares de saúde pública foram deferidas, indicando que o paciente tinha direito de acessar o tratamento que o Estado se nega a entregar.
[b176] (saude) Vamos criar o Fundo Mato-Grossense de Cuidado para Doenças Raras e Tratamentos de Alta Complexidade, com aporte anual de R$ 300 milhões. O fundo dará cobertura a necessidades comprovadas, inclusive quando o tratamento ainda não estiver disponível pela via administrativa regular do SUS, desde que exista indicação médica fundamentada e avaliação técnica independente. → saude/p47
[b177] (saude) O pedido será analisado por uma equipe especializada, com diagnóstico confirmado, relatório médico, evidências disponíveis, avaliação de alternativas terapêuticas e acompanhamento do resultado. → saude/p47
[b178] (saude) A decisão terá prazo definido. Haverá recurso administrativo. As autorizações, os gastos e os resultados serão publicados sem expor os dados pessoais dos pacientes. → saude/p47
[b179] (saude) Não será um cheque em branco para a indústria farmacêutica. Também não será uma fila escondida atrás de uma comissão. Será uma porta pública, rápida e fundamentada para quem hoje precisa atravessar o Judiciário para ser ouvido. → saude/p47
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[b182] (saude) Doença rara não pode produzir uma família com direitos rareados. Em Mato Grosso, o tratamento será decidido por medicina e necessidade — não pela capacidade de contratar um advogado.
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[b411] (saude) Único de Saúde funciona em sua complexidade, mas a porta de entrada para o cidadão comum permanece fechada.
[b412] (saude) A falha não reside na capacidade técnica dos hospitais de alta complexidade ou na qualificação de seus profissionais. Reside no acesso primário ao sistema.
[b413] (saude) O paciente é forçado a uma peregrinação por Unidades
[b414] (saude) Básicas de Saúde precárias, hospitais superlotados e um represamento crônico de exames.
[b416] (saude) Cuiabá, na comunidade do Pedra 90, a reforma das UBSs 3 e 4, iniciada há oito anos, ainda não foi concluída. A espera por exames nas UBSs pode estender-se por até três anos, conforme denúncia formalizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso.
[b417] (saude) Esta falha de acesso gera uma fila invisível e corrosiva.
[b418] (saude) Um problema de saúde simples, que poderia ser resolvido na atenção primária, agrava-se, tornando-se mais complexo, mais caro e, muitas vezes, exigindo intervenções de maior risco. O SUS possui a estrutura para tratamentos avançados e equipes especializadas, mas a jornada até eles é um labirinto, não um caminho direto e humanizado.
[b419] (saude) A fila de espera não é apenas um indicador estatístico.
[b420] (saude) É uma procissão humilhante que desumaniza o paciente.
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[b424] (saude) As propostas a seguir não oferecem uma reforma cosmética. Elas organizam uma nova saúde pública para Mato
[b425] (saude) Grosso: dignidade no atendimento, diagnóstico rápido, cirurgias sem fila, base municipal forte, combate à dor crônica, repressão inteligente às fraudes e contratos que remuneram resultados, não estruturas.
[b427] (saude) Choque de Hospitalidade: dignidade não custa caro
[b428] (saude) A dignidade no atendimento à saúde é um direito, não uma concessão. O SUS funciona em sua complexidade, mas a porta de entrada para o cidadão comum permanece fechada. O paciente é forçado a uma peregrinação por Unidades
[b429] (saude) Básicas de Saúde precárias, hospitais superlotados e um represamento crônico de exames. Em Cuiabá, na comunidade do Pedra 90, a reforma das UBSs 3 e 4, iniciada há oito anos, ainda não foi concluída.
[b430] (saude) A falha não reside na capacidade técnica dos hospitais de alta complexidade ou na qualificação de seus profissionais. Reside no acesso primário ao sistema. O cidadão é tratado como um número, desprovido de informações claras, conforto mínimo e participação ativa
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[b436] (saude) (PNH/HumanizaSUS), criada em 2003, estabelece os princípios para um atendimento acolhedor e respeitoso.
[b437] (saude) Em Mato Grosso, a Coordenadoria de Promoção e Humanização existe, mas a materialização desses princípios na prática clínica e administrativa é inconsistente. O cidadão não se sente parte do processo, nem valorizado pelo sistema.
[b438] (saude) O absenteísmo em consultas, que em algumas regiões chega a 38,6%, é um sintoma claro dessa falta de engajamento. O paciente não falta porque não se importa.
[b439] (saude) Falta porque não confia, porque não foi informado, porque não foi acolhido.
[b440] (saude) O custo de um sorriso, de uma explicação clara e empática, de um ambiente limpo e organizado, é marginal frente aos benefícios de restaurar a dignidade do paciente.
[b441] (saude) Em contraste, a falta de humanização gera custos ocultos: retrabalho, perda de confiança, absenteísmo e, em última instância, o agravamento de condições de saúde que poderiam ter sido prevenidas ou tratadas precocemente.
[b442] (saude) Vamos implementar um Choque de Hospitalidade em Mato → saude/p27
[b444] (saude) Isso significa capacitar equipes para o → saude/p27
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[b446] (saude) Saúde acolhimento, melhorar as condições físicas das unidades de saúde e implementar tecnologias que facilitem a jornada do paciente. Ferramentas digitais de triagem e orientação, como o sistema de triagem com inteligência artificial da TopMed em Santa Catarina — que realizou → saude/p13, saude/p27
[b447] (saude) 4.293 triagens em três meses, resolvendo 69,7% dos casos por telemedicina —, provam que a tecnologia não substitui o contato humano, mas o qualifica.
[b448] (saude) A hospitalidade começa com a transparência e a comunicação eficaz. O paciente deve saber onde está na fila, o que esperar e como participar do próprio tratamento. → saude/p2, saude/p84
[b449] (saude) A política pública deve assegurar que a experiência do usuário seja o centro da atenção.
[b450] (saude) Dignidade não custa caro. O que custa caro é a falta dela.
[b451] (saude) A Verticalização do Diagnóstico
[b452] (saude) A fila de exames não é uma fatalidade. É um gargalo de gestão.
[b453] (saude) O paciente consulta, recebe um pedido e entra em outra fila. Espera para coletar. Espera para realizar. Espera pelo resultado. Quando o diagnóstico chega, a doença já
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[b455] (saude) Saúde avançou e o tratamento ficou mais caro, mais demorado e mais doloroso.
[b456] (saude) Vamos verticalizar o diagnóstico em Mato Grosso. O → saude/p6
[b457] (saude) Estado organizará uma rede integrada de coleta, processamento, análise e entrega de resultados, sob coordenação estadual. O Laboratório Central de Mato → saude/p6
[b458] (saude) Grosso será modernizado e ampliado. Pequenos postos de coleta serão espalhados pelo território, para que o paciente não precise viajar horas apenas para entregar uma amostra. → saude/p6
[b459] (saude) O Estado já possui uma estrutura capaz de avançar nessa direção. O Lacen-MT ampliou seu laboratório de genética e passou a oferecer nove novas análises para doenças raras, além de novos exames em biologia molecular e imunologia. O próximo passo é transformar capacidade isolada em rede organizada.
[b460] (saude) O paciente precisa de um caminho direto: pedido, coleta, análise e resultado. O diagnóstico chegará antes que a doença se torne mais cara. O Estado gastará menos porque descobrirá antes e evitará contratar exames privados. E o cidadão sofrerá menos porque deixará de esperar pelo que a medicina já sabe fazer. → saude/p6
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[b463] (saude) Intensificar Programas Cirúrgicos
[b464] (saude) Mato Grosso já possui bons programas para reduzir filas cirúrgicas. O Fila Zero e o MT Mais Cirurgias provaram que o Estado consegue ampliar a oferta quando organiza a rede e concentra recursos. O problema é que a fila volta quando a campanha termina.
[b465] (saude) Vamos transformar esses programas em uma política permanente de redução das filas eletivas. → saude/p4
[b466] (saude) As especialidades com maior demanda e menor complexidade — oftalmologia, ortopedia, ginecologia e urologia — receberão capacidade adicional, equipes organizadas e agenda contínua. → saude/p4
[b467] (saude) Não haverá espera indefinida para uma cirurgia que o sistema já sabe realizar.
[b468] (saude) A meta será zerar as filas de cirurgias eletivas com espera superior a 90 dias. O paciente não ficará perdido entre uma consulta, um exame e outra consulta. Cada caso terá acompanhamento, prazo e responsável. → saude/p3
[b469] (saude) A expansão não será medida apenas pelo número de procedimentos. Mutirão que aumenta a quantidade e reduz a segurança não resolve a fila; apenas troca um problema por outro. Os contratos incluirão qualidade, ausência de complicações evitáveis, satisfação do paciente, → saude/p76
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[b471] (saude) Saúde acompanhamento pós-operatório e resultado efetivo. → saude/p76
[b472] (saude) A gestão será descentralizada, mas o monitoramento será centralizado. O Estado acompanhará em tempo real o número de pacientes, o tempo de espera, a capacidade de cada unidade, os cancelamentos e os resultados. Quando uma região tiver fila, o Estado deslocará capacidade para ela. → saude/p2, saude/p84
[b473] (saude) Os programas existentes serão ampliados, não abandonados. O que já funciona será organizado em uma política permanente, com protocolos clínicos revisados, auditoria independente e transparência dos dados. → saude/p77
[b474] (saude) A cirurgia será realizada onde houver equipe, estrutura e segurança — não onde houver apenas uma promessa de produção. → saude/p78
[b475] (saude) O resultado é simples: menos tempo de espera, mais cirurgias realizadas e nenhum paciente submetido a uma fila invisível. O Estado não pagará por mutirões. Pagará para devolver ao cidadão a saúde que ele espera.
[b476] (saude) Socorro aos municípios: reerguendo a base do sistema
[b477] (saude) A Atenção Primária à Saúde é o alicerce do sistema.
[b478] (saude) Quando a base funciona, o problema é resolvido perto da
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[b480] (saude) Saúde casa do cidadão. Quando a base desaba, a Unidade de Pronto Atendimento vira consultório, o hospital vira porta de entrada e o paciente chega ao serviço mais caro já carregando uma doença que poderia ter sido tratada antes.
[b481] (saude) O Ministério da Saúde reconhece que o financiamento da Atenção Primária deve ser tripartite. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso também possui um programa de cofinanciamento estadual, instituído pela Portaria nº 107/2016/GBSES, com previsão de apoio à estrutura física, aos equipamentos, ao transporte, aos insumos, ao apoio diagnóstico, à educação permanente e à organização dos processos de trabalho. O problema não é falta de instrumentos. É a falta de uma política estadual que os use para reerguer, de fato, a base do sistema.
[b482] (saude) Vamos socorrer os municípios. O Estado será indutor de políticas, financiador complementar, apoiador técnico e fiscalizador. Reconstruirá e reequipará UBSs, apoiará o transporte das equipes, garantirá insumos e fortalecerá a presença de profissionais onde a rede municipal não consegue chegar sozinha. → saude/p30, saude/p31, saude/p93
[b483] (saude) O socorro será realizado por um pacto tripartite com metas claras. Cada município apresentará um Plano de Fortalecimento da Atenção Primária, com diagnóstico da → saude/p30
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[b485] (saude) Saúde estrutura, composição das equipes, horário de funcionamento, carteira de serviços, cobertura, filas, prontuário eletrônico, fluxos de encaminhamento e capacidade de resolver os problemas mais comuns. → saude/p30
[b486] (saude) O dinheiro não será transferido para desaparecer no orçamento geral. Será aplicado exclusivamente na Atenção → saude/p30
[b487] (saude) Primária, com plano, cronograma, prestação de contas e acompanhamento público. O município receberá apoio para fazer a unidade funcionar; o Estado verificará se a unidade está funcionando. → saude/p30
[b488] (saude) A tecnologia será usada para aproximar o especialista do interior. O Saúde Digital MT já oferece teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico, tele-educação e telemonitoramento.
[b489] (saude) A proposta será ampliar esses instrumentos para que a UBS não seja apenas o lugar onde o paciente recebe um encaminhamento, mas o lugar onde ele começa e acompanha seu cuidado.
[b490] (saude) A cobertura da Atenção Primária é importante, mas cobertura não é resolutividade. Uma equipe registrada no sistema não basta. A unidade precisa abrir, ter profissionais, medicamentos, equipamentos, prontuário, transporte, diagnóstico e capacidade de encaminhar o paciente quando necessário.
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[b494] (saude) Primária próxima, equipada e coordenada.
[b495] (saude) O Estado não substituirá os municípios.
[b497] (saude) A dor crônica não pode ser tratada como uma parte normal da vida. Ela limita o trabalho, interrompe o sono, reduz a autonomia e transforma tarefas simples em esforço diário.
[b498] (saude) Uma revisão sistemática encontrou prevalência média de 45,59% de dor crônica entre os estudos brasileiros analisados. Na região Centro-Oeste, a prevalência chegou a 56,25%.
[b499] (saude) O cidadão que sente dor enfrenta uma escolha injusta: faltar ao trabalho para procurar atendimento ou continuar trabalhando até a dor piorar. Quando consegue uma consulta, ainda precisa esperar pelo diagnóstico e pelo medicamento. A falta de tempo e de dinheiro transforma uma condição tratável em sofrimento permanente.
[b500] (saude) Vamos criar o programa Mato Grosso Sem Dor. O cidadão poderá acessar uma triagem digital inicial, que identificará a natureza e a urgência da dor. Quando indicado, será encaminhado para teleconsulta ou atendimento presencial na rede de saúde. A Atenção → saude/p13, saude/p59
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[b503] (saude) Primária coordenará o cuidado, como estabelece a Linha de Cuidado do Ministério da Saúde, evitando que o paciente fique perdido entre serviços. → saude/p59
[b504] (saude) O programa também oferecerá um voucher de medicamentos para pessoas em vulnerabilidade econômica. O voucher será liberado mediante prescrição, avaliação profissional e protocolos clínicos. → saude/p46
[b505] (saude) Não será distribuição automática de remédios, nem autorização para automedicação. Será o meio de garantir que a falta de dinheiro não interrompa um tratamento indicado. → saude/p46
[b506] (saude) A rede pública poderá credenciar farmácias privadas para ampliar a distribuição de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares previstos nos protocolos. → saude/p46
[b508] (saude) Estado pagará pelo medicamento efetivamente dispensado, com controle de receita, identificação do paciente, acompanhamento e auditoria. → saude/p46
[b509] (saude) O atendimento terá continuidade. O paciente não receberá apenas uma receita e desaparecerá do sistema. A equipe acompanhará a resposta ao tratamento, identificará sinais de agravamento e encaminhará os casos que exigirem fisioterapia, atendimento especializado, investigação diagnóstica ou cuidado hospitalar. → saude/p59
[b510] (saude) A tecnologia não substituirá o médico. Ela reduzirá o → saude/p13
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[b512] (saude) Saúde tempo até o primeiro contato, organizará a fila e levará orientação àquele que hoje não consegue parar de trabalhar para procurar ajuda. → saude/p13
[b513] (saude) Ninguém em Mato Grosso deve sentir dor porque não encontrou uma porta aberta, porque não teve tempo para consultar ou porque não conseguiu pagar o tratamento.
[b514] (saude) Dor não é destino. É uma condição de saúde que o Estado precisa reconhecer, tratar e acompanhar.
[b516] (saude) O SUS não perde dinheiro apenas quando alguém rouba. Perde também quando compra mal, paga por serviço não realizado, aceita preço incompatível, deixa contrato sem fiscalização ou descobre a fraude depois que o dinheiro desapareceu.
[b517] (saude) O Tribunal de Contas da União identificou riscos de fraude e corrupção na atuação de organizações sociais na saúde, além de irregularidades na execução e no acompanhamento dos contratos. Também apontou editais com critérios técnicos direcionados e fragilidade na capacidade dos entes públicos para fiscalizar as entidades que recebem recursos.
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[b520] (saude) Vamos criar uma força-tarefa permanente para blindar o SUS por dentro. Participarão a Secretaria de Estado de → saude/p24
[b521] (saude) Saúde, a Controladoria-Geral do Estado, a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual, respeitadas as competências legais de cada instituição. → saude/p24
[b522] (saude) A força-tarefa trabalhará com inteligência, não com espetáculo. Cruzará notas fiscais, prontuários, produção informada, pagamentos, escalas, estoques, preços, fornecedores e vínculos societários. A cirurgia declarada será comparada com o prontuário. → saude/p24
[b523] (saude) O medicamento comprado será comparado com o medicamento entregue. → saude/p79
[b524] (saude) O exame pago será comparado com o exame realizado. → saude/p79
[b525] (saude) A auditoria será preventiva. Contratos de organizações sociais, compras de medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais, serviços terceirizados e filas reguladas entrarão em monitoramento contínuo. → saude/p23
[b526] (saude) Preço fora do padrão, fornecedor repetido, produção incompatível e pagamento sem evidência de entrega gerarão alerta antes do prejuízo se consolidar. → saude/p23
[b527] (saude) A apuração terá proteção institucional e devido processo legal. Indício não será tratado como condenação. → saude/p80
[b528] (saude) Mas também não será arquivado por conveniência. → saude/p80
[b529] (saude) Havendo prova de fraude, o Estado cobrará a devolução dos recursos, aplicará as sanções cabíveis e comunicará os → saude/p24
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[b531] (saude) Saúde órgãos responsáveis pela responsabilização civil, administrativa e penal. → saude/p24
[b532] (saude) A força-tarefa também poderá propor acordos legalmente cabíveis para interromper práticas ilícitas, recuperar valores e preservar a continuidade do atendimento, sempre sob controle das instituições competentes. O objetivo não é trocar um CNPJ por outro. É mudar a prática que produziu o desvio. → saude/p81
[b533] (saude) Os resultados serão públicos: contratos auditados, valores recuperados, pagamentos suspensos, processos encaminhados e recomendações cumpridas. O combate à fraude não será uma fotografia de operação policial. Será uma rotina de proteção do dinheiro e da vida do cidadão. → saude/p24
[b534] (saude) O SUS precisa de mais recursos. Antes de pedir mais dinheiro, vamos impedir que o dinheiro que já existe seja sangrado por dentro. → saude/p24
[b536] (saude) O Estado não pode pagar bilhões pela existência de uma estrutura e descobrir depois que o atendimento não aconteceu. Hospital aberto não é hospital que atende. Leito instalado não é paciente tratado. Contrato assinado não é
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[b539] (saude) Os contratos de gestão na saúde precisam mudar. O Tribunal de Contas da União identificou riscos de fraude e corrupção, irregularidades na execução e dificuldades de acompanhamento em contratos com organizações sociais.
[b540] (saude) O problema não se resolve apenas escolhendo uma entidade conhecida. Entidade conhecida também precisa entregar resultado verificável.
[b541] (saude) Vamos transformar os contratos de gestão em contratos de performance. → saude/p22
[b542] (saude) A remuneração não será calculada apenas pelo número de leitos, pelo tamanho da estrutura ou pela passagem do mês. Será ligada ao que o cidadão recebeu: consultas realizadas, exames entregues, cirurgias feitas com segurança, redução do tempo de espera, qualidade do atendimento, satisfação do paciente e melhoria dos indicadores de saúde. → saude/p22
[b543] (saude) O contrato do Hospital Central mostra a dimensão da escolha. A unidade tem 287 leitos e 11 salas cirúrgicas, com previsão de realizar 32 mil consultas, 80 mil exames e 6,5 mil cirurgias por ano. Uma estrutura desse tamanho não pode ser administrada por metas vagas ou acompanhada por relatórios que ninguém consegue verificar.
[b544] (saude) A parcela variável terá peso suficiente para mudar o → saude/p22
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[b546] (saude) Saúde comportamento do gestor. O modelo atual de 90% fixo e 10% variável será invertido ou, no mínimo, equilibrado. → saude/p22
[b547] (saude) Quem entregar apenas estrutura receberá o custeio básico. → saude/p22
[b548] (saude) Quem entregar atendimento, qualidade e resultado receberá a parcela correspondente ao desempenho. → saude/p22
[b549] (saude) Cada contrato terá metas objetivas, mensuráveis e auditáveis. Serão publicados o orçamento, o número de atendimentos, os tempos de espera, os cancelamentos, as complicações, as reinternações, a satisfação dos pacientes, os custos por procedimento e os pagamentos efetuados. A população poderá comparar a promessa com a entrega. → saude/p22
[b550] (saude) Nenhum indicador será construído para premiar volume irresponsável. Cirurgia com complicação evitável não será tratada como sucesso. Exame repetido por erro não será contado duas vezes. Atendimento que não resolve o problema não será confundido com cuidado prestado. → saude/p82
[b551] (saude) Haverá auditoria independente, revisão periódica das metas, sanções por descumprimento e possibilidade de rescisão quando a falha for persistente. A rede própria do Estado será usada como referência de custo e qualidade. → saude/p23
[b552] (saude) Contratar o privado só fará sentido quando ele entregar mais, melhor ou mais rápido pelo mesmo recurso.
[b553] (saude) O Estado não comprará estruturas. Comprará saúde. E → saude/p22
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[b555] (saude) Saúde só pagará completamente quando o cidadão receber o que foi contratado. → saude/p22
FIM — 120 blocos neste arquivo.