Well Macedo — texto do programa sobre Meio ambiente e energia (Governador — PA, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 34 blocos do programa de Well Macedo, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/140017131010). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/pa/tema-ambiente-energia).

[p. 1]

[b9] (meio_ambiente_energia) Além dessa riqueza ser apropriada pelos poderosos, ela é construída às custas da destruição da floresta, dos rios, dos povos originários e ribeirinhos. Desmatamento, incêndios, contaminação dos rios e igarapés com mercúrio, trabalho análogo à escravidão são a marca registrada da acumulação capitalista no Pará.

[b10] (meio_ambiente_energia) O clã Barbalho historicamente governa o estado para as mineradoras e o agronegócio, sendo ele mesmo latifundiário de terras griladas. Por isso, apesar de vender para o mundo a imagem de governador ecológico durante a COP 30, Helder

[b11] (meio_ambiente_energia) Barbalho é um dos principais responsáveis pela destruição da floresta amazônica e do povo que nela vive, deixando a máscara cair quando vibrou entusiasticamente pela aprovação do “Projeto de Lei da Devastação”, ao lado de ruralistas e políticos locais.

[b12] (meio_ambiente_energia) Acompanhou a votação na mesa de Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, que agradeceu seu empenho pela aprovação do projeto que reduz os limites da Floresta Nacional do Jamanxim em 486 mil hectares para viabilizar a Ferrogrão e beneficiar o agronegócio. Foi um “negócio de família” com Priante sendo o relator na Câmara e Jader Barbalho o relator no senado, ambos do MDB e com relação de tio e sobrinho.

[b14] (meio_ambiente_energia) Lula autorizou a exploração de petróleo na Margem Equatorial, e não vetou o projeto do Marco Temporal, aprovado na Câmara. Vem avançando no projeto de privatização das hidrovias do rio Tapajós, ameaçando povos indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais.

[b16] (meio_ambiente_energia) Helder tem atendido o agronegócio e a mineração também com diversos empreendimentos e obras, sem consulta livre prévia e informada, desconsiderando as populações que vivem no território em favor do lucro capitalista. Além disso, fundou a

[p. 13]

[b231] (meio_ambiente_energia) Em defesa do meio ambiente, dos povos e populações tradicionais e contra os megaempreendimentos que devastam o Pará e a Amazônia

[b233] (meio_ambiente_energia) O Pará é um estado rico com seus povos, florestas e rios, porém com muitas contradições. O avanço do agronegócio, da mineração e das grandes obras de infraestrutura, amplia o desmatamento e a destruição do bioma Amazônico, que cobre a maior porção do Pará.

[b234] (meio_ambiente_energia) A recente política articulada pelo governador Hélder Barbalho (MDB) e aprovada pelo Senado para a redução da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, uma área protegida de aproximadamente 1,3 milhão de hectares, e transformação em Área de Proteção Ambiental (APA), flexibiliza regras de conservação, dificulta multas ambientais, facilita a exploração mineral e a implantação da Ferrogrão.

[b235] (meio_ambiente_energia) O governo apresenta os grandes projetos econômicos como símbolo de desenvolvimento, modernização ou sustentabilidade, porém escondem graves impactos ambientais e sociais e vêm sendo decididos sem que a população trabalhadora, os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais e demais comunidades tradicionais tenham poder real de decisão sobre o futuro de seus territórios. Além da expulsão de suas terras, ampliando os conflitos agrários e fundiários.

[b236] (meio_ambiente_energia) Para defender a Amazônia é preciso suspensão de grandes projetos econômicos que ameaçam os territórios, os rios e a floresta amazônica, e enfrentar os interesses das grandes empresas do agronegócio, da mineração, do petróleo e do mercado financeiro. → ambiente-energia/p32

[p. 14]

[b242] (meio_ambiente_energia) A concentração fundiária e a violência no campo são acompanhadas pela perda de vegetação. Segundo os dados do Mapbiomas3, 97% da perda de vegetação está associada à expansão agropecuária, nos últimos 7 anos, sendo nas áreas de garimpo 99% das áreas desmatadas estão na Amazônia, com maior concentração no Pará.

[b244] (meio_ambiente_energia) Para defender a Amazônia é preciso enfrentar o agronegócio, a mineração e os governos de plantão, vida deve estar acima do lucro. Por isso, o PSTU destaca as ameaças ao Pará e Amazônia:

[p. 15]

[b255] (meio_ambiente_energia) — O projeto de mineração de ouro da Belo Sun, na Volta Grande do Xingu, em que mulheres indígenas estiveram à frente da luta contra essa nova ameaça¸ com uso de substâncias tóxicas no beneficiamento do ouro, à barragem de rejeitos, ao consumo de água e aos possíveis impactos sobre a pesca e a segurança alimentar das comunidades na região que já sofre os impactos provocados pela Usina de Belo Monte;

[b256] (meio_ambiente_energia) — A nova fronteira de exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas e na

[b257] (meio_ambiente_energia) Margem Equatorial, é uma contradição entre o discurso de combate às mudanças climáticas. Especialista apontam os potenciais impactos sobre o sistema recifal amazônico, os manguezais, a biodiversidade marinha e a pesca artesanal;

[b258] (meio_ambiente_energia) — O Sistema Jurisdicional de REDD+ do governo Pará, baseado na comercialização de créditos relacionados à redução das emissões por desmatamento, na prática coloca a floresta é a venda no mercado financeiro. É preciso garantir os territórios, os direitos dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas que protegem a floresta há séculos; → ambiente-energia/p14

[b259] (meio_ambiente_energia) — A concessão para “restauração florestal” da Unidade de Recuperação Triunfo do → ambiente-energia/p42

[b260] (meio_ambiente_energia) Xingu, que significa a entrega da proteção ambiental para uma empresa privada, por quatro décadas, a gestão de uma área pública degradada, com exploração econômica associada, inclusive por meio de créditos de carbono. Queremos a restauração da floresta sob o controle público, dos trabalhadores, dos cientistas, das universidades e, principalmente das comunidades da região. Também preocupa a forte ameaça da redução e transformação da Floresta Nacional do Jamanxim e da transformação em APA. → ambiente-energia/p14, ambiente-energia/p41, ambiente-energia/p42

[b265] (meio_ambiente_energia) Para defender o Pará e a Amazônia temos que defender seu povo e um modelo econômico que atenda suas necessidades e não o lucro do capital. Por isso, defendemos:

[b266] (meio_ambiente_energia) — Suspensão dos sete megaprojetos e realização de estudos independentes sobre seus impactos sociais, ambientais e climáticos, com participação e poder de decisão das populações atingidas; → ambiente-energia/p32

[p. 16]

[b272] (meio_ambiente_energia) — Combate ao garimpo ilegal, à grilagem, à exploração ilegal de madeira e às redes econômicas e financeiras que financiam e lucram com esses crimes; → ambiente-energia/p1, ambiente-energia/p3, ambiente-energia/p4

[b273] (meio_ambiente_energia) — Exigir do governo federal a reestatização da mineração e dos setores estratégicos da economia, sob controle dos trabalhadores e da população, com planejamento ambiental e social da produção; → ambiente-energia/p31

[b274] (meio_ambiente_energia) — Expropriação, sem indenização, das grandes empresas responsáveis por crimes ambientais graves e reincidentes; → ambiente-energia/p7

[b276] (meio_ambiente_energia) — Criação de um grande plano público de recuperação de áreas degradadas, nascentes, matas ciliares e bacias hidrográficas, realizado diretamente pelo Estado, pelas universidades públicas, institutos de pesquisa e comunidades locais, com geração de emprego e renda; → ambiente-energia/p40, ambiente-energia/p41

[b279] (meio_ambiente_energia) — Proteção dos rios amazônicos e proibição de intervenções que ameacem a reprodução dos peixes, a pesca artesanal, a qualidade da água e a sobrevivência das populações ribeirinhas; → ambiente-energia/p50

[b280] (meio_ambiente_energia) — Apoiar projetos de transição energética planejada, com redução progressiva da dependência dos combustíveis fósseis e investimento público em fontes renováveis, sem privatização dos territórios e sem transferir os custos da transição para os trabalhadores e comunidades tradicionais; → ambiente-energia/p18, ambiente-energia/p21

[p. 22]

[b387] (meio_ambiente_energia) As engrenagens do sistema capitalista no interior do estado movem interesses internacionais, as riquezas da região amazônica são exploradas por empresas estrangeiras e nacionais, enquanto a maior parte da população vive em condições de pobreza e miséria, povos tradicionais são expulsos de suas terras e a violência cresce ano após ano com o desenvolvimento capitalista da região. Por isso defendemos para a juventude do campo:

[b391] (meio_ambiente_energia) — A extração de riqueza da nossa floresta precisa estar sob controle dos trabalhadores e à serviço do desenvolvimento social da região. O modo de exploração econômica na Amazônia é o de extrair riqueza a qualquer custo, sem se importar com os impactos ambientais e sociais, por isso um dos resultados desse modelo é o aumento da violência na região o para isso é fundamental debater um tópico específico. → ambiente-energia/p31

[p. 38]

[b882] (meio_ambiente_energia) A Amazônia não pode ser transformada em mercadoria.

[b885] (meio_ambiente_energia) — Preservação dos ecossistemas amazônicos; → ambiente-energia/p34

[b888] (meio_ambiente_energia) — Combate à mineração predatória em áreas turísticas; → ambiente-energia/p33

[b889] (meio_ambiente_energia) — Fiscalização ambiental permanente; → ambiente-energia/p5

[b890] (meio_ambiente_energia) — Recuperação de áreas degradadas. → ambiente-energia/p40

FIM — 34 blocos neste arquivo.