Well Macedo — texto do programa sobre Cultura, esporte e lazer (Governador — PA, 2026)

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[b399] (cultura_esporte) — É preciso dar oportunidade para os jovens das periferias, o estado precisa oferecer atividades extracurriculares, com ensino de música, práticas de esportes e atividade ligadas à arte; → cultura-esporte/p24, cultura-esporte/p42

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[b414] (cultura_esporte) Mas além de defender a vida e garantir nossa existência é preciso ter acesso a cultura e lazer, que também é parte importante do programa.

[b416] (cultura_esporte) Cultura, esporte e lazer para a juventude periférica do Pará

[b417] (cultura_esporte) A cultura é um bem comum, todo jovem deve ter o direito ao lazer e a cultura. Isso é uma necessidade muitas vezes negada para os filhos da classe trabalhadora porque a mercantilização artística coloca o lucro acima do acesso. É preciso mudar essa lógica, romper com as engrenagens capitalistas e garantir aos trabalhadores:

[b419] (cultura_esporte) — Espaços culturais de apoio e incentivo a manifestações populares e de contracultura, como o hip-hop e saraus, combatendo a repressão policial a eventos culturais locais; → cultura-esporte/p20

[b420] (cultura_esporte) — Fim da mercantilização da arte e que a gestão da produção cultural seja feita pelos próprios trabalhadores; → cultura-esporte/p34

[b421] (cultura_esporte) — Defesa do fim de políticas de renúncia fiscal para grandes empresas e redirecionamento de recursos públicos para o fomento à produção artística local e comunitária; → cultura-esporte/p12

[b422] (cultura_esporte) — Garantia de equipamentos públicos de lazer e cultura descentralizados nas favelas e bairros periféricos, hoje negligenciados pelo Estado capitalista; → cultura-esporte/p19

[p. 24]

[b425] (cultura_esporte) — Construção e manutenção de quadras poliesportivas para a prática de esportes pelos jovens com organização de campeonatos e desenvolvimento de talentos. → cultura-esporte/p23, cultura-esporte/p26

[p. 34]

[b770] (cultura_esporte) 11. POR UMA CULTURA INDEPENDENTE E REVOLUCIONÁRIA NO PARÁ

[b771] (cultura_esporte) “Ela virá, a revolução, e trará ao povo não só direito ao pão, mas também à poesia” (L. Trotsky

[b773] (cultura_esporte) A arte existe desde que a humanidade existe e teve diferentes papéis e dimensões ao longo da história, mas em qualquer sociedade humana a arte sempre foi uma dimensão fundamental para permitir aos seres humanos reconhecer-se, humanizar-se e criar os laços comunitários e de identidade que toda sociedade desenvolve a partir das relações de produção que a caracterizam.

[b774] (cultura_esporte) Hoje, ainda vivemos numa sociedade capitalista, uma sociedade dividida em classes sociais distintas e antagônicas. Um mundo dividido entre explorados e exploradores, entre opressores e oprimidos. A arte e a cultura que brota dessa sociedade traz em si as contradições insolúveis desse sistema socioeconômico, as lutas ideológicas que a permeiam, as esperanças e as lutas dos explorados, mas também as ideias e a visão burguesa de mundo da classe dominante.

[b775] (cultura_esporte) Nessa sociedade, dividida em classes, o conhecimento científico e cultural não é tratado como um bem comum a todos. A arte entra no circuito da acumulação capitalista, se apresenta como mercadoria, se deforma para servir aos interesses de grandes grupos capitalistas, que buscam suprimir a diversidade artística e direcionar a arte para um produto de massas, padronizado, acrítico, mais facilmente comercializável.

[b776] (cultura_esporte) O Pará é um dos lugares de maior riqueza cultural do mundo. Em seu território convivem centenas de povos, tradições, saberes e manifestações que atravessam séculos de história.

[b777] (cultura_esporte) A cultura paraense é construída pelos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores, agricultores, trabalhadores urbanos, artistas populares, mestres e mestras da cultura, comunidades tradicionais, juventudes das periferias e todos aqueles que fazem da Amazônia um espaço vivo de criação e resistência.

[b778] (cultura_esporte) Porém, essa riqueza cultural convive com profundas desigualdades. Enquanto grandes empresas lucram com a exploração comercial da cultura e do turismo, milhares

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[b781] (cultura_esporte) de artistas, produtores, técnicos, artesãos e trabalhadores da cultura vivem da informalidade, da ausência de direitos trabalhistas e da dependência de editais cada vez mais escassos. Em muitas regiões do Pará não há teatro, biblioteca pública funcionando, museu, cinema ou centro cultural. A produção artística do interior permanece invisibilizada diante da concentração dos investimentos em poucos municípios.

[b782] (cultura_esporte) Para o PSTU, a cultura não pode ser tratada como mercadoria nem como privilégio de quem pode pagar. Ela é um direito social, um patrimônio coletivo e uma forma de expressão da classe trabalhadora e dos povos do Pará. Também não pode servir apenas como instrumento de marketing para governos ou como oportunidade de negócios para grandes empresas patrocinadoras. A cultura deve estar a serviço da emancipação humana, da liberdade de criação e da preservação da memória dos povos.

[b783] (cultura_esporte) Combatemos a lógica da mercantilização da cultura, que transforma artistas em produtos, manifestações populares em atrações turísticas descontextualizadas e patrimônios culturais em mercadorias destinadas ao consumo. Defendemos políticas públicas permanentes que garantam condições para que trabalhadores e trabalhadoras da cultura possam produzir, pesquisar, ensinar e viver de seu trabalho com dignidade, sem depender dos interesses do mercado ou da boa vontade dos governos de plantão. → cultura-esporte/p30, cultura-esporte/p34

[b784] (cultura_esporte) Nosso compromisso é fortalecer o papel do Estado no financiamento da cultura, assegurando recursos públicos estáveis, transparentes e distribuídos de forma democrática. Os editais e programas de incentivo precisam alcançar todo o território paraense, rompendo com a concentração histórica dos investimentos na capital e garantindo acesso aos municípios do Marajó, Baixo Amazonas, Xingu, Tapajós, Carajás, Araguaia, Tocantins, Guamá, Rio Caeté e demais regiões de integração do estado. → cultura-esporte/p7, cultura-esporte/p9

[b785] (cultura_esporte) Defendemos uma revolução no Programa Semear, com ampliação e a democratização de todas as políticas estaduais de fomento, com critérios transparentes e participação efetiva dos trabalhadores da cultura, das universidades, dos movimentos sociais, dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, povos da floresta e demais comunidades tradicionais na definição das políticas culturais. Sem redução de impostos às empresas, ao contrário, elas deverão pagar um imposto mensal destinado à Cultura. → cultura-esporte/p11, cultura-esporte/p12, cultura-esporte/p31

[b786] (cultura_esporte) Também defendemos o fortalecimento dos equipamentos públicos de cultura. O Pará precisa ampliar sua rede de bibliotecas, museus, teatros, centros culturais, escolas de arte, arquivos públicos e espaços de memória, levando esses equipamentos para o interior do estado e garantindo acesso gratuito à população. → cultura-esporte/p17, cultura-esporte/p41

[b787] (cultura_esporte) A Fundação Cultural do Pará, a Fundação Carlos Gomes e a Funtelpa devem ser fortalecidas como instituições públicas voltadas ao interesse da população. Seus trabalhadores precisam ser valorizados por meio de concursos públicos, planos de carreira, salários dignos, melhores condições de trabalho e autonomia para desenvolver políticas públicas permanentes. → cultura-esporte/p32

[b788] (cultura_esporte) A Funtelpa, em especial, deve cumprir um papel estratégico na difusão da produção artística e cultural de todas as regiões do Pará, garantindo espaço para as expressões populares, comunitárias e independentes. Para o PSTU, a democratização da cultura também passa pela democratização da comunicação. Não basta produzir cultura; é preciso garantir que ela circule. Por isso defendemos uma comunicação pública independente dos governos, comprometida com a pluralidade de vozes e com a valorização da produção cultural paraense, ao lado do fortalecimento das rádios comunitárias, mídias populares e coletivos de comunicação das periferias e dos povos da floresta. → cultura-esporte/p43, cultura-esporte/p45

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[b791] (cultura_esporte) Nosso programa também reconhece os saberes tradicionais como parte fundamental do patrimônio cultural do Pará. É preciso proteger e valorizar os conhecimentos dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares, respeitando seus territórios, suas formas de organização e sua autonomia. Não há política cultural sem defesa da Amazônia e dos povos que historicamente a preservam. → cultura-esporte/p1

[b792] (cultura_esporte) A cultura deve caminhar junto com a educação pública. Defendemos a ampliação do ensino de música, teatro, dança, literatura, artes visuais e audiovisual nas escolas públicas, bem como políticas de incentivo à leitura, fortalecimento das bibliotecas e apoio às editoras independentes, escritores, grupos de pesquisa e coletivos culturais. → cultura-esporte/p41, cultura-esporte/p42

[b793] (cultura_esporte) Por fim, afirmamos que a cultura não é um gasto: é um investimento na formação humana, na memória coletiva, na identidade dos povos e na construção de uma sociedade democrática. Lutamos para que a riqueza produzida pelos trabalhadores seja colocada a serviço da maioria da população, financiando políticas públicas permanentes para a cultura, e não os privilégios dos grandes empresários.

[b794] (cultura_esporte) Defender a cultura é defender os trabalhadores que a produzem. A arte, a memória e a criação humana não podem estar submetidas ao lucro. Esse é o compromisso do PSTU com a construção de um Pará em que a cultura seja um direito de todos e todas, e não um privilégio de poucos. Não à mercantilização: cultura para o povo, não para o lucro!

[b796] (cultura_esporte) — Mais recursos: Aumento e regularidade nos repasses de verbas públicas por meio de leis de incentivo estadual e federal; → cultura-esporte/p7

[b797] (cultura_esporte) — Descentralização: Levar o dinheiro da cultura para além da Região Metropolitana de → cultura-esporte/p9

[b798] (cultura_esporte) Belém, atendendo os municípios do interior do estado; → cultura-esporte/p9

[b799] (cultura_esporte) — Espaços públicos: Reforma e abertura de teatros, centros culturais e locais de ensaio nas periferias e no interior; → cultura-esporte/p17, cultura-esporte/p19

[b800] (cultura_esporte) — Mais apoio ao Sistema Estadual de Cultura do Pará; → cultura-esporte/p33

[b801] (cultura_esporte) — Valorização dos Trabalhadores de Cultura e apoio aos Mestres de Cultura. → cultura-esporte/p30

[b802] (cultura_esporte) — Criação de um Fundo de Cultura Estadual para os Artistas; → cultura-esporte/p13

[b803] (cultura_esporte) — Vale Cultura Pará: Trabalhadores com cartão magnético para a compra de ingressos de cinema, teatro, shows, livros e CDs. → cultura-esporte/p15

[p. 38]

[b871] (cultura_esporte) O patrimônio cultural do Pará deve permanecer sob controle da população.

[b874] (cultura_esporte) — Valorização das manifestações populares; → cultura-esporte/p2

[b875] (cultura_esporte) — Fortalecimento dos festivais culturais; → cultura-esporte/p2

[b876] (cultura_esporte) — Incentivo às festas tradicionais; → cultura-esporte/p2

[b877] (cultura_esporte) — Proteção do patrimônio histórico; → cultura-esporte/p3

[b878] (cultura_esporte) — Integração entre turismo e política cultural; → cultura-esporte/p4

[b879] (cultura_esporte) — Apoio permanente aos artistas populares. → cultura-esporte/p2

[p. 39]

[b907] (cultura_esporte) Toda pessoa tem direito ao lazer.

[b912] (cultura_esporte) — Programas de férias e lazer para trabalhadores, estudantes e idosos; → cultura-esporte/p29

[b929] (cultura_esporte) — Preservação dos sítios históricos; → cultura-esporte/p3

[b930] (cultura_esporte) — Valorização das tradições afro-religiosas; → cultura-esporte/p6

FIM — 48 blocos neste arquivo.