Well Macedo — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — PA, 2026)
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[b15] (agro) Como parte da Frente Ampla do governo Lula-Alckimin, Helder tem atendido os capitalistas aplicando a mesma cartilha neoliberal. Para atender o setor do agronegócio tem facilitado a entrega de terras do estado do Pará, que avança sobre os territórios indígenas, ribeirinhos, quilombolas e de camponeses, sem contar os grandes investimentos financiado pelos bilhões do Plano Safra o que se combina com o aumento do desmatamento.
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[b29] (economia) Enquanto cria apenas 10 mil postos de trabalho formal neste ano, o Pará amarga o segundo maior índice de informalidade do país, com cerca de 56, 5% de trabalhadores atuando nas condições precárias do trabalho informal. Com renda abaixo da média regional, o estado concentra alguns dos piores indicadores do mercado de trabalho nacional, segundo o IBGE. A taxa anual de desemprego é a maior da região norte, com uma taxa de desocupação em torno de 8,7% na primeira metade de 2025 e chegando ao final com 6,7%, com Belém representando a maior parte dessas médias. As pesquisas mostram, também, a subutilização da força de trabalho (quem trabalha menos horas do
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[b32] (economia) que gostaria e quem está disponível para trabalhar, mas não buscou emprego ativamente). No Pará, essa taxa chegou a 21,7% no primeiro trimestre de 2026, acima da média nacional de 14,3% e da própria Região Norte, de 17,9.
[b33] (economia) Quanto a renda dos trabalhadores paraenses, também é desfavorável. O rendimento médio no estado foi de R$ 2.528 no primeiro trimestre de 2026, levemente inferior ao observado no último trimestre de 2025 (R$ 2.609), valor inferior à média da Região Norte (R$ 2.849) e bem abaixo da média nacional (R$ 3.722). O Pará foi o único estado da região Norte a não registrar crescimento de renda na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, sendo que de 2023 até hoje o rendimento médio acumulou alta de apenas 7,5%.
[b34] (economia) Em um estado com 8,7 milhões de pessoas, sendo que só na capital são cerca de 1,4 milhão, em 2025 apenas 1,5 milhão de trabalhadores possuem registro formal (incluindo funcionários públicos). Enquanto o percentual de paraenses sem nenhum vínculo formal de trabalho é de 2 milhões de pessoas, mais de 19 pontos acima da média nacional de 37,3% e acima também da Região Norte, onde o índice foi de 50,9%. E desses, 37% trabalham na superexploração da escala 6X1.
[b35] (economia) Os setores que se destacam no mundo do trabalho no Pará são Agronegócio e Serviços, responsáveis pelo crescimento da renda média dos trabalhadores no estado. O setor de Infraestrutura e Concessões vem despontando com Grandes obras e concessões rodoviárias, como a Rota do Pará. Outro setor que se mantém em destaque é a Mineração, principalmente em Parauapebas, Marabá e Canaã dos Carajás.
[b36] (economia) A indústria no Pará representa apenas 25% do PIB estadual, porém, centrada em sua maioria na extração de minério, com baixíssimo valor de transformação. Cerca de 10% são de transformação, mas 7,4% são de alimentos e bebidas e apenas 3,5% são da metalurgia.
[b38] (economia) —Fim da escala 6×1 sem redução de salários e direitos, sem pejotização e sem demissões; → economia-agro/p2
[b39] (economia) — Redução da jornada de trabalho para 36hs, sem redução dos salários e sem flexibilização de direitos, rumo à escala móvel de horas de trabalho (pleno emprego); → economia-agro/p4
[b40] (economia) — Aumento de 100% no salário-mínimo, rumo ao salário-mínimo calculado pelo DIEESE; → economia-agro/p1, economia-agro/p85
[b41] (economia) — Bolsa equivalente a um salário-mínimo para trabalhadores desempregados enquanto não houver pleno emprego → economia-agro/p9
[b42] (economia) — Plano estadual de obras públicas voltado à geração de empregos, com infraestrutura ambiental; → economia-agro/p10
[b43] (economia) — Revogação da Reforma Trabalhista; → economia-agro/p11
[b44] (economia) — Revogação da Reforma da Previdência; → economia-agro/p12
[b45] (economia) — Com relação às plataformas de aplicativos: → economia-agro/p5, economia-agro/p87
[b46] (economia) a) Reconhecimento do vínculo empregatício; → economia-agro/p7
[b47] (economia) b) Garantia de todos os direitos: previdência, férias, 13º, descanso remunerado, seguro contra acidentes, licença-maternidade proteção social efetiva; → economia-agro/p5, economia-agro/p7, economia-agro/p87
[b48] (economia) c) Regulamentação sem direitos é fraude! Não ao PLP 152 que legaliza a precarização! → economia-agro/p7
[b49] (economia) d) Contra jornadas exaustivas! Piso salarial para carga horária mínima logada de 36 horas e remuneração mínima por corrida/entrega ou serviço prestado para jornadas menores que 36 horas; → economia-agro/p7
[b50] (economia) e) Fiscalização pública das condições de trabalho nas plataformas digitais. Contra as punições arbitrárias! → economia-agro/p8
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[b239] (agro) O último Relatório de Conflitos no Campo Brasil, publicado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT)1 sobre os dados da violência no campo, entre 2024 e 2025, aponta que houve o dobro de assassinatos relacionados aos conflitos agrários no país, ocorrendo na Amazônia mais de 60% destes conflitos.
[b240] (agro) O relatório ainda destaca que 75% foram por disputa da terra, mas somente 6% por ocupação ou retomada de terra por pequenos agricultores e povos originários, 10% são por conflitos trabalhistas e 9% conflitos por água.
[b241] (agro) Sem reforma agrária o Brasil segue com grande concentração fundiária. No último censo agropecuário divulgado pelo IBGE2, apontava que 81% dos estabelecimentos agropecuários no país tinham até 50 hectares, ocupando uma área total de 12% do território, enquanto, 0,3% de estabelecimentos acima de 2.500 hectares, chegavam a ocupar 32,8% da área total dos estabelecimentos agropecuários do país.
[b243] (agro) Diante de um quadro desastroso que está levando ao colapso ambiental e a crise climática, são destinados bilhões para este mesmo agronegócio que desmata e avança sobre as terras das unidades de conservação, indígenas e de povos tradicionais. Em 2025, foi anunciado R$ 508,59bilhões para incentivar o agronegócio, enquanto a agricultura familiar receberá menos de 90 bilhões, ou seja, um punhado de produtores fica com todo recurso, destinado pelo governo.
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[b275] (agro) — Reforma agrária, sob o controle dos trabalhadores e povos da floresta. Apoio financeiro e técnico à agricultura familiar, à agroecologia e à produção de alimentos para a população, em oposição à expansão da monocultura para exportação; → economia-agro/p24, economia-agro/p27, economia-agro/p29, economia-agro/p30, economia-agro/p93, economia-agro/p111
[b281] (economia) — Garantia de emprego, direitos e alternativas econômicas aos trabalhadores atualmente empregados em atividades ambientalmente destrutivas, para que a transição ecológica não seja feita às custas do desemprego; → economia-agro/p13
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[b352] (economia) É difícil conseguir emprego sem experiência, e quando o jovem consegue os níveis de exploração são brutais, precarização nas condições de trabalho, salário de fome e assédio moral são comuns. Faltam estágios e incentivos para o desenvolvimento técnico e intelectual da juventude. Nossas reivindicações não se realizam de forma isolada, ao serem levadas à lutam, entram em choque com os interesses que organizam a sociedade e economia. Por isso defendemos como medidas imediatas e democráticas para o presente:
[b354] (economia) — Fim da escala 6x1 sem redução de salários e direitos, sem pejotização e sem demissões; → economia-agro/p2
[b355] (economia) — É preciso ter um programa do estado que ofereça treinamento para os mais diversos setores produtivos, com estágio remunerado no valor de um salário-mínimo e garantia de inserção no mercado de trabalho para todos os jovens; → economia-agro/p17, economia-agro/p18, economia-agro/p19, economia-agro/p89
[b356] (economia) — Fim do assédio moral e qualquer forma de preconceito no ambiente de trabalho, a juventude que produz riqueza precisa ter seus direitos garantidos. É preciso existir canais de comunicação efetivos para denúncia e ações de prevenção desse comportamento no ambiente de trabalho; → economia-agro/p14
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[b386] (agro) Embora existam leis e programas que prometam desenvolver o campo, no Pará o crédito rural e outras políticas de incentivo seguem financiando, na prática, o desmatamento e a degradação das florestas. O modelo de exploração favorece aos grandes empreendimentos enquanto a população sofre com péssimos serviços de transporte, infraestrutura, incentivo de produção agrícola e educação.
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[b807] (economia) O Pará reúne um dos maiores patrimônios naturais, históricos e culturais do planeta. A Amazônia, a Ilha do Marajó, o arquipélago do Marajó, Alter do Chão, o rio Tapajós, o rio Amazonas, o patrimônio histórico de Belém, a gastronomia amazônica, as manifestações culturais, o Círio de Nazaré, os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e as diversas expressões culturais fazem do estado um dos principais destinos turísticos brasileiros.
[b809] (economia) Nos últimos anos, o turismo paraense registrou crescimento no número de visitantes e na movimentação econômica. Segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo
[b810] (economia) (Setur), em parceria com o Dieese, o Pará recebeu mais de 1,57 milhão de turistas em 2025, movimentando mais de R$ 1,1 bilhão na economia estadual.
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[b814] (economia) O turismo é um importante instrumento de geração de emprego, renda, desenvolvimento regional e inclusão social. Porém, a riqueza produzida pelo turismo permanece concentrada em grandes grupos econômicos. Boa parte dos trabalhadores do setor enfrenta baixos salários, informalidade, terceirização, jornadas exaustivas e ausência de direitos trabalhistas. Muitas comunidades tradicionais sofrem com a especulação imobiliária, a privatização de áreas públicas e os impactos ambientais provocados por empreendimentos turísticos.
[b816] (economia) O PSTU defende um modelo de turismo comprometido com a preservação ambiental, a valorização da cultura popular, o respeito aos povos da Amazônia e a geração de trabalho digno para a população.
[b818] (economia) Turismo para desenvolver o Pará, não para enriquecer grandes grupos econômicos
[b819] (economia) O turismo deve servir ao desenvolvimento social, e não apenas ao lucro de grandes redes hoteleiras, empresas de transporte ou grupos imobiliários.
[b822] (economia) — Planejamento público e democrático da política estadual de turismo; → economia-agro/p45
[b823] (economia) — Fortalecimento da gestão pública do turismo; → economia-agro/p45
[b824] (economia) — Participação das comunidades locais na definição das políticas públicas; → economia-agro/p45
[b825] (economia) — Transparência na aplicação dos recursos destinados ao setor. → economia-agro/p45
[b828] (economia) O crescimento do turismo deve significar melhoria nas condições de vida dos trabalhadores.
[b831] (economia) — Combate à terceirização e à precarização do trabalho no setor; → economia-agro/p46
[b832] (economia) — Fiscalização rigorosa das relações de trabalho; → economia-agro/p46
[b834] (economia) — Qualificação profissional gratuita; → economia-agro/p47
[b835] (economia) — Incentivo à organização sindical dos trabalhadores do turismo; —Combate ao trabalho infantil e à exploração sexual de crianças e adolescentes associada ao turismo. → economia-agro/p46, economia-agro/p60
[b838] (economia) O turismo comunitário deve ser prioridade no Pará.
[b840] (economia) Defendemos: —Incentivo às iniciativas de turismo comunitário administradas pelas próprias comunidades; → economia-agro/p43
[b841] (economia) — Apoio técnico e financeiro às cooperativas locais; —Prioridade para empreendimentos comunitários em programas públicos de financiamento. → economia-agro/p44, economia-agro/p111
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[b865] (economia) — Fortalecimento do turismo fluvial de base comunitária; → economia-agro/p43
[b867] (economia) — Apoio à produção artesanal e gastronômica das comunidades; → economia-agro/p57, economia-agro/p79, economia-agro/p99
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[b911] (economia) — Incentivo ao turismo social; → economia-agro/p59
[b913] (economia) — Fortalecimento do turismo interno. → economia-agro/p59
[b928] (economia) — Fortalecimento dos roteiros de turismo afro-amazônico; → economia-agro/p98
[b938] (economia) — Qualificação dos profissionais do setor; → economia-agro/p47
FIM — 56 blocos neste arquivo.