Renan — texto do programa sobre Ciência, tecnologia e inovação (Governador — PE, 2026)

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[b216] (ciencia_tecnologia) 3. CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

[b219] (ciencia_tecnologia) Pernambuco vive uma contradição na área de tecnologia. Ao mesmo tempo em que abriga o Porto Digital, um dos principais polos de inovação e economia criativa do país, o próprio Governo do Estado ainda enfrenta dificuldades para modernizar seus serviços e integrar suas informações.

[b220] (ciencia_tecnologia) O Estado conta com instituições de excelência, como o CIn-UFPE, a UFPE, a UPE e o IFPE, que formam profissionais altamente qualificados. No entanto, muitas secretarias continuam trabalhando de forma isolada, com sistemas que não se comunicam, contratos de tecnologia repetidos e processos ainda dependentes de documentos em papel.

[b221] (ciencia_tecnologia) Essa falta de integração faz com que o cidadão precise apresentar os mesmos documentos em diferentes órgãos, como se fosse responsável por transportar informações que o próprio Estado já deveria possuir. O resultado são filas, demora no atendimento, aumento de custos e maior risco de erros e fraudes.

[b222] (ciencia_tecnologia) O problema também pesa sobre as contas públicas. Sem uma base de dados integrada, o Governo desperdiça recursos com serviços repetidos, retrabalho, exames de saúde duplicados e soluções tecnológicas contratadas mais de uma vez por diferentes órgãos.

[b223] (ciencia_tecnologia) Ao mesmo tempo, Pernambuco enfrenta dificuldades para manter os profissionais qualificados que forma. Muitos desses talentos deixam o Estado para trabalhar em outras regiões do país ou para empresas estrangeiras, inclusive de forma remota. Assim, Pernambuco investe na formação de mão de obra especializada, mas não consegue aproveitar plenamente esse conhecimento em sua própria economia.

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[b225] (ciencia_tecnologia) Embora atividades agrícolas e industriais tradicionais sejam importantes, elas não são suficientes para empregar todos esses profissionais nem para gerar empregos de maior complexidade e remuneração. O desafio, portanto, é aproximar a capacidade tecnológica existente no Estado da gestão pública e do desenvolvimento econômico, criando condições para atrair empresas inovadoras, reter talentos e transformar conhecimento em renda e oportunidades para a população pernambucana.

[b227] (ciencia_tecnologia) Nosso Governo vai colocar Pernambuco na vanguarda do desenvolvimento tecnológico, transformando a inovação em eficiência pública, geração de renda e melhoria real na vida das pessoas. Superaremos a contradição de abrigar polos de excelência global enquanto a gestão estadual opera de forma isolada, burocrática e presa ao papel. → ciencia-tecnologia/p9

[b228] (ciencia_tecnologia) Vamos integrar as bases de dados de todo o Estado, garantindo que o cidadão nunca precise fornecer documentos que o poder público já possui. A tecnologia servirá para eliminar filas, economizar recursos e agilizar os serviços públicos. → ciencia-tecnologia/p20

[b229] (ciencia_tecnologia) Transformaremos Pernambuco em um laboratório global de testes para soluções inovadoras, atraindo empresas e investimentos em troca do fortalecimento do nosso mercado local e da contratação de jovens das universidades estaduais e federais. → ciencia-tecnologia/p19, ciencia-tecnologia/p44

[b230] (ciencia_tecnologia) Investimos em infraestrutura digital soberana, data centers e rodovias inteligentes de ponta a ponta no estado. → ciencia-tecnologia/p32, ciencia-tecnologia/p34, ciencia-tecnologia/p35, ciencia-tecnologia/p62

[b231] (ciencia_tecnologia) Daremos segurança jurídica aos nossos pesquisadores para transformar ciência em negócios, produtos e soluções para a sociedade. Além disso, interiorizaremos a inovação, levando tecnologia, automação e conectividade para o Agreste e o Sertão, e impulsionando a Economia Azul em Suape. → ciencia-tecnologia/p28, ciencia-tecnologia/p37, ciencia-tecnologia/p58

[b232] (ciencia_tecnologia) Fortaleceremos a FACEPE, o Porto Digital e a parceria com a indústria local para reter talentos, gerar empregos de alta qualificação e construir um Pernambuco moderno, eficiente e voltado para o futuro. → ciencia-tecnologia/p1, ciencia-tecnologia/p11, ciencia-tecnologia/p44

[b234] (ciencia_tecnologia) 1. Implantar o Standard-PE - Plataforma estadual de interoperabilidade de dados, integrando as bases da administração direta e indireta . a)​ Adotar uma arquitetura de interoperabilidade descentralizada inspirada no modelo estoniano X-Road, conectando os sistemas já existentes por túneis criptografados, com transações auditáveis; b)​ Instituir por lei o Princípio Once-Only ("apenas uma vez"): o cidadão não é mais obrigado a apresentar documento que o Estado já possua, cabendo ao servidor recuperá-lo em tempo real no atendimento, via consultas automatizadas integradas à Plataforma de Compartilhamento de Dados já existente; c)​ Criar o Ranking Estadual de Eficiência Governamental, avaliando publicamente secretarias, hospitais regionais e municípios por interoperabilidade, velocidade de → ciencia-tecnologia/p20, ciencia-tecnologia/p22

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[b236] (ciencia_tecnologia) atendimento e eliminação de papel, com prioridade na liberação de convênios de infraestrutura para os que atingirem metas; d)​ Enviar à ALEPE o Projeto de Lei de Interoperabilidade de Dados, elevando a atual política de compartilhamento de dados ao status de lei estadual, com governança de um comitê gestor de dados e padrões de segurança sob coordenação da ATI-PE. → ciencia-tecnologia/p20, ciencia-tecnologia/p21, ciencia-tecnologia/p22

[b237] (ciencia_tecnologia) 2. Criar o Pernambuco Global Sandbox (PGS) - Transformando o mercado público estadual em ativo de atração de inteligência internacional. a)​ Regulamentar, no âmbito estadual, o regime de sandbox regulatório previsto na Lei Complementar Federal nº 182/2021, abrindo estruturas públicas, leitos do SUS, malhas rodoviárias, redes de utilidade pública e o Complexo Industrial Portuário de Suape, para que empresas e deeptechs testem soluções avançadas em escala real, sob a lógica de "troca de mercado por inteligência", sem custo de subvenção direta para o Estado; b)​ Exigir contrapartidas das empresas que usufruírem do ambiente: fixação de CNPJ em Pernambuco, contratação de percentuais mínimos de talentos formados em Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e Instituições de Ensino Superior (IES) sediadas em Pernambuco, e cessão da tecnologia validada para uso na rede pública estadual; c)​ Submeter a homologação das soluções a um comitê técnico multissetorial de avaliação, baseado em critérios objetivos de retorno social e fiscal, usando metodologia de SROI (Social Return on Investment), para validar tecnologias que ataquem gargalos operacionais específicos (ex: aplicação de inteligência artificial para redução de absenteísmo nas consultas e cirurgias do SUS, ou modelos preditivos em infraestrutura), protegendo o processo de compra pública contra pressões externas; d)​ Amparar as contratações no Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), instrumento previsto nos arts. 12 a 15 da Lei Complementar Federal nº 182/2021 → ciencia-tecnologia/p19, ciencia-tecnologia/p44

[b239] (ciencia_tecnologia) 3. Consolidar uma camada de infraestrutura digital soberana e resiliente em → ciencia-tecnologia/p32, ciencia-tecnologia/p35, ciencia-tecnologia/p62

[b240] (ciencia_tecnologia) Pernambuco. a)​ Atrair a instalação de Data Centers em Suape, aproveitando o excedente de energia limpa e renovável da região; b)​ Implantar Smart Roads e logística geoespacial, integrando fibra óptica e sensores ao longo do Arco Metropolitano e das principais rodovias estaduais, sob execução do DER-PE (Departamento de Estradas de Rodagem, autarquia vinculada à Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura) e unificando as camadas de dados georreferenciados do Estado, inspirado no modelo indiano PM Gati Shakti, forçando o compartilhamento de subsolo e cronogramas entre concessionárias para acabar com o retrabalho de quebra de pavimentação; c)​ Estruturar Parcerias Público-Privadas (PPPs) para as infovias, com regulação do uso da faixa de domínio das rodovias estaduais pela ARPE, em cooperação técnica → ciencia-tecnologia/p32, ciencia-tecnologia/p34

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[b242] (ciencia_tecnologia) com a Anatel, e convênios técnicos com a Aneel e operadoras de infraestrutura de Suape.

[b243] (ciencia_tecnologia) 4. Instituir o Estatuto do Pesquisador-Empreendedor - Dando segurança jurídica ao trânsito de talentos entre a universidade, o serviço público e o mercado. a)​ Autorizar formalmente que professores e pesquisadores públicos dediquem parte de sua jornada a atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em empresas e startups parceiras, criando licenças temporárias (sabáticos) para fundar ou acelerar spin-offs acadêmicas sem perder o vínculo funcional; b)​ Estabelecer política clara de repartição de royalties e propriedade intelectual (proporção pesquisador-inventor / fundo estadual de inovação / unidade acadêmica de origem), destravando patentes hoje engavetadas; c)​ Tornar a geração de patentes e soluções aplicadas critério valorizado na progressão de carreira acadêmica, estimulando a entrega de soluções reais à sociedade. → ciencia-tecnologia/p36, ciencia-tecnologia/p37, ciencia-tecnologia/p38

[b244] (ciencia_tecnologia) 5. Captar capital internacional ESG e interiorizar a inovação tecnológica para fora da → ciencia-tecnologia/p10, ciencia-tecnologia/p13

[b245] (ciencia_tecnologia) Região Metropolitana do Recife. a)​ Formalizar canais de captação direta junto a fundos soberanos e programas de fomento internacional (a exemplo de iniciativas do BID e da União Europeia), usando o Porto Digital e a experiência institucional já acumulada pelo estado como referência; b)​ Estruturar uma agenda de diplomacia econômica estadual, em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores, mobilizando as representações consulares presentes no Recife para dialogar sobre atração de investimento, cooperação técnica e comércio; c)​ Direcionar recursos captados para tecnologias de ponta e baixo custo voltadas ao interior: automação offline em áreas sem conectividade, drones e microssensoriamento para segurança e monitoramento rural, e a Economia Azul em Suape (combustíveis limpos, como o e-metanol, ainda em fase de desenvolvimento no país, e descarbonização portuária); d)​ Consolidar o Índice de Performance de Interiorização para servidores e autarquias regionais, complementando os indicadores de interiorização já existentes na FACEPE em programas de bolsas de produtividade voltados à interiorização e na ADEPE, incluindo o cumprimento de metas tecnológicas no Agreste e no Sertão e bonificação por produtividade, em articulação com ADEPE, ApexBrasil e Ministério das Relações Exteriores. → ciencia-tecnologia/p10, ciencia-tecnologia/p13, ciencia-tecnologia/p28, ciencia-tecnologia/p58

[b246] (ciencia_tecnologia) 6. Fortalecer a base de fomento à ciência e o ecossistema de inovação de → ciencia-tecnologia/p1, ciencia-tecnologia/p9

[b247] (ciencia_tecnologia) Pernambuco. a)​ Ampliar e qualificar o financiamento por meio da FACEPE (Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco), reforçando os gatilhos de interiorização já existentes, como os programas de bolsas de produtividade voltados à interiorização, que priorizam propostas fora da Região Metropolitana do Recife, e → ciencia-tecnologia/p1, ciencia-tecnologia/p2

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[b249] (ciencia_tecnologia) aproximando os editais das demandas sociais e econômicas de cada região; b)​ Consolidar o Porto Digital como principal parque tecnológico e parceiro estratégico do Estado na transformação digital, na captação de recursos e no desenvolvimento de novos polos de serviços especializados, dando continuidade a parcerias já em curso entre ATI-PE, UFPE (via CIn/UFPE) e Porto Digital em projetos de inteligência artificial e cibersegurança; c)​ Usar a Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) e o modelo de partilha de risco da Embrapii (Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) para induzir as indústrias instaladas (Suape e Goiana) a contratarem Instituições de Ciência e Tecnologia pernambucanas, com a negociação de propriedade intelectual ocorrendo diretamente entre empresa contratante e a unidade Embrapii ou ICT envolvida, conforme prevê o Manual de Operação da Embrapii. → ciencia-tecnologia/p2, ciencia-tecnologia/p11, ciencia-tecnologia/p12, ciencia-tecnologia/p39, ciencia-tecnologia/p53

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[b385] (ciencia_tecnologia) e) Metropolitana: expansão da rede de distritos de inovação a partir do modelo do → ciencia-tecnologia/p10

[b386] (ciencia_tecnologia) Porto Digital, dando escala ao movimento já iniciado com o InovaHub de Jaboatão dos Guararapes, ao longo do eixo Recife–Caruaru–Petrolina. → ciencia-tecnologia/p10

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[b623] (ciencia_tecnologia) 10. Repactuação da FACEPE e Alinhamento da Formação Técnica às Cadeias Reais - → ciencia-tecnologia/p45

[b624] (ciencia_tecnologia) Direcionamento da inovação e da qualificação profissional para as cadeias industriais que o estado de fato tem ou quer ter. → ciencia-tecnologia/p46

[b625] (ciencia_tecnologia) a) Alinhamento junto à FACEPE para editais casados com as cadeias prioritárias que demonstram resultados e com potencial de escala: leite e palma, energia e hidrogênio, alimentos de identidade, logística; → ciencia-tecnologia/p2

FIM — 30 blocos neste arquivo.