Renan — texto do programa sobre Apresentação e o que não entrou em tema (Governador — PE, 2026)
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Este arquivo tem 13 blocos do programa de Renan, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/170016981541).
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[b7] (apresentacao) Ao longo de sua história, Pernambuco nunca se contentou em ser apenas mais um. Foi aqui que se acendeu a chama da Insurreição Pernambucana, aqui nasceu a Revolução de 1817, foi aqui que um povo insurgente ousou sonhar com uma República antes de quase todo o restante do Brasil. Não é à toa que nosso hino, com o peito estufado de orgulho, canta a bravura de seus guerreiros e proclama, em versos que atravessam gerações: Pernambuco Imortal, Imortal.
[b8] (apresentacao) Mas, há décadas, o pernambucano vive o oposto do que seu próprio hino promete. Vive o oposto de tudo aquilo pelo qual nossos antepassados lutaram e morreram para que a dependência e a submissão que vivemos hoje jamais se tornassem nosso destino.
[b9] (apresentacao) Falhamos com eles. Mas esse fracasso não precisa ser um ponto final. Pode, e deve, ser o início de uma nova revolução.
[b10] (apresentacao) Meu nome é Renan Hallais. Nasci no Rio de Janeiro porque meus bisavós pernambucanos, como tantas outras famílias, precisaram partir em busca de uma vida melhor, um movimento que, tristemente, ainda se repete hoje. Tenho 36 anos, sou casado com uma pernambucana e filho de uma mãe dona de casa dedicada e de um pai servidor da segurança pública, que me ensinou, antes de qualquer coisa, a ser honesto. Trabalhei em multinacionais, inclusive fora do país, também fui servidor público, sou formado em Contabilidade e pós-graduado em Finanças, Investimentos e Banking.
[b11] (apresentacao) Nasci em uma família de classe média, em um bairro esquecido pelo poder público. Sei o que é passar um terço da vida dentro de um transporte público lotado apenas para chegar ao trabalho. Sei o que é ser assaltado no caminho de casa. E sei, porque vivi fora, que existe outra forma de viver: próspera e digna, sem que o povo precise sustentar políticos que o roubam todos os dias.
[b12] (apresentacao) Hoje, Pernambuco é refém do orçamento federal. Não temos capacidade sequer de investir nas obras estruturantes de que o estado precisa, resultado de décadas de erros acumulados, da falta de investimento em infraestrutura e de uma política doente, baseada na compra de votos, em cargos comissionados distribuídos como moeda de troca e em uma dependência crescente do Bolsa Família como substituto de oportunidades reais de trabalho.
[b13] (apresentacao) Nossas instituições foram usurpadas por oligarquias que se revezam no poder há gerações, e esse problema não fica restrito ao governo do estado: boa parte das prefeituras pernambucanas convive com o mesmo diagnóstico, repetindo, em escala municipal, a mesma lógica de dependência e de curral eleitoral.
[b14] (apresentacao) E não foram apenas o orçamento e as instituições que perdemos: perdemos também território. Bairros e cidades inteiras vivem hoje sob o domínio de facções criminosas, que ditam regras, cobram impostos próprios e ocupam o espaço que deveria ser do Estado. Isso não é apenas uma falha de segurança pública: é a renúncia à própria soberania do Estado sobre seu povo e seu território. E é isso que faz de Pernambuco, hoje, apenas mais um
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[b16] (apresentacao) estado como qualquer outro, algo que vai contra tudo aquilo para o qual Pernambuco nasceu.
[b17] (apresentacao) O tempo já provou e comprovou que esses mesmos grupos políticos fracassaram com Pernambuco. Isso não é acidente nem incompetência isolada: é a consequência natural de um projeto que nunca se preocupou em gerar riqueza, porque riqueza gera independência, e independência é inimiga da compra de votos. Para esses grupos, a pobreza nunca foi um problema a ser resolvido. Foi, sempre, a própria ferramenta de poder.
[b19] (apresentacao) Neste documento, apresentamos mais do que propostas. Apresentamos um trabalho de mudança de cultura, uma mudança de paradigma e um projeto de curto, médio e longo prazo. Ao fim dessa jornada, teremos um estado com baixa necessidade do Bolsa Família, com trabalhos de alta complexidade e elevada geração de riqueza, negociando de igual para igual com o mundo inteiro e sentando-se à mesa em Brasília não mais como coadjuvante, mas como protagonista.
[b20] (apresentacao) A única coisa capaz de impedir isso é o dia em que o povo pernambucano perder sua capacidade de imaginar e de ambicionar um futuro melhor. E essa é uma perda que nós, da Missão, não deixaremos acontecer.
[b22] (apresentacao) Assim faço o compromisso de, como futuro Governador, tornar Pernambuco glorioso e poderoso novamente.
FIM — 13 blocos neste arquivo.