Renan — texto do programa sobre Saúde (Governador — PE, 2026)
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[b820] (saude) A saúde pública de Pernambuco recebeu investimentos importantes nos últimos anos, mas ainda enfrenta problemas que impedem esses recursos de se transformarem plenamente em atendimento de qualidade. O desafio não é apenas aumentar o orçamento, mas melhorar a gestão, distribuir melhor os serviços e garantir que cada investimento resulte em diagnóstico, tratamento e vidas preservadas. Dentre os Hospitais que mais se destacam negativamente estão os Hospital Getúlio Vargas (HGV) e o Hospital da Restauração.
[b821] (saude) Segundo o relatório do TCE-PE, o HGV apresenta uma ampla gama de deficiências, incluindo estruturais, procedimentais e inconsistências de dados. O documento aponta a morosidade da SES/PE em relação a elaboração e implementação de projetos de obras viáveis para o hospital, além de pontuar as deficiências no bloco cirúrgico, tais como: “escala médica; horas disponibilizadas, programadas e utilizadas; cancelamentos; cirurgias não realizadas; atraso médio para 1ª cirurgia do dia, etc”.
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[b823] (saude) O Hospital da Restauração representa bem essa contradição. Mesmo após obras de modernização, a unidade continua superlotada, com pacientes em corredores e pessoas entubadas fora de leitos de UTI. Isso acontece porque o hospital recebe casos que poderiam ter sido prevenidos ou resolvidos em unidades básicas, hospitais regionais e serviços especializados do interior. Sem uma rede de apoio eficiente, qualquer ampliação no hospital acaba rapidamente absorvida pelo excesso de demanda.
[b824] (saude) Outro problema é o grande número de pacientes que faltam a consultas e exames sem aviso prévio. Em algumas especialidades, a maioria das vagas agendadas acaba não sendo utilizada. Quando isso acontece, o atendimento é desperdiçado, a fila aumenta e o próprio paciente precisa voltar ao sistema para conseguir uma nova marcação. Melhorar a comunicação e facilitar o cancelamento e o reagendamento são medidas essenciais para aproveitar melhor a capacidade já existente.
[b825] (saude) A concentração dos serviços mais complexos no Recife também penaliza quem mora no interior. Muitos pacientes do Agreste, do Sertão e do Vale do São Francisco precisam viajar por horas para realizar exames ou tratamentos, o que aumenta o desgaste e o abandono do acompanhamento médico. Mesmo quando existem hospitais e equipamentos fora da capital, ainda é difícil atrair e manter profissionais especializados nessas regiões.
[b826] (saude) Além disso, Pernambuco continua enfrentando doenças como dengue e outras arboviroses, ao mesmo tempo em que precisa fortalecer a saúde mental. Quando a rede psicossocial não funciona adequadamente, pacientes em crise acabam sendo atendidos em emergências hospitalares que não possuem estrutura apropriada para esse tipo de cuidado.
[b827] (saude) O grande desafio é organizar a saúde como uma rede integrada. Isso exige fortalecer a atenção básica, ampliar a capacidade dos hospitais regionais, reduzir os acidentes de trânsito, melhorar o sistema de marcação de consultas, fixar profissionais no interior e enfrentar as desigualdades que tornam alguns grupos mais vulneráveis à doença e à morte.
[b829] (saude) Pernambuco não precisa de mais promessas soltas na área da saúde, precisamos de um plano que enfrente os problemas reais: superlotação, filas, desperdício de recursos e desigualdade no acesso entre a capital e o interior. Esse é o compromisso que assumimos: transformar cada investimento em consulta, exame, tratamento e vida preservada. O objetivo é reduzir a superlotação, enfrentar filas e evitar o desperdício de medicamentos, materiais e vagas de atendimento.
[b830] (saude) Para isso, vamos reorganizar a rede de saúde desde a atenção básica até os hospitais de alta complexidade. Postos de saúde fortalecidos poderão prevenir doenças, realizar diagnósticos precoces e impedir que problemas simples se transformem em casos graves. → saude/p25
[b831] (saude) A tecnologia será utilizada para integrar prontuários, melhorar o agendamento e reduzir as faltas em consultas e exames. O paciente terá mais facilidade para confirmar, cancelar ou remarcar o atendimento, permitindo que as vagas disponíveis sejam aproveitadas por quem precisa. → saude/p15
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[b833] (saude) Também vamos descentralizar os serviços especializados, fortalecendo hospitais e unidades regionais. O cidadão do Agreste, do Sertão e do Vale do São Francisco não pode continuar viajando durante horas para conseguir atendimento na capital. → saude/p1
[b834] (saude) Queremos uma saúde que previna antes de remediar, acompanhe seus resultados e ofereça atendimento digno no momento certo. Para transformar esse compromisso em ações concretas, nossa política será orientada pelas seguintes diretrizes:
[b836] (saude) 1. Modernizar e Integrar Totalmente a Rede Estadual de Dados em Saúde (REDS). → saude/p13, saude/p77
[b837] (saude) a) Auditar e publicar o percentual real de unidades e municípios já integrados à → saude/p13, saude/p77
[b838] (saude) REDS, hoje não divulgado com transparência; → saude/p13, saude/p77
[b839] (saude) b) Expandir a IA de apoio à prescrição do Hospital da Restauração para as demais grandes emergências estaduais; → saude/p72
[b840] (saude) c) Integrar formalmente REDS e SISREG num único fluxo de regulação por prontuário. → saude/p14
[b841] (saude) 2. Adotar Estadualmente um Sistema Ativo de Confirmação, Lembrete e Realocação de Vagas → saude/p15
[b842] (saude) a) Contratar ou desenvolver módulo de comunicação ativa integrado ao SISREG estadual; → saude/p15
[b843] (saude) b) Pactuar com municípios que já operam sistemas próprios (como Jaboatão) a interoperabilidade com a plataforma estadual, evitando duplicidade; → saude/p16
[b844] (saude) c) Priorizar regiões de saúde com maior taxa histórica de absenteísmo, que tende a ser mais alta no interior, por questões de deslocamento e tempo de espera, do que na Região Metropolitana. → saude/p15
[b846] (saude) 3. Modernizar o Departamento de Auditoria do SUS/PE com Business Intelligence e → saude/p58
[b849] (saude) a) Criar núcleo de ciência de dados dentro do Departamento de Auditoria do → saude/p58
[b851] (saude) b) Implementar painel público de indicadores de eficiência hospitalar, por unidade; → saude/p58
[b852] (saude) c) Publicar relatório trimestral de valores recuperados por auditoria automatizada. → saude/p58
[b854] (saude) 4. Programa de Regionalização Estratégica da Saúde de Pernambuco- Fortalecendo polos regionais descentralizados, com prioridade para Serra Talhada, Petrolina, Caruaru e Garanhuns, ampliando capacidade diagnóstica e ambulatorial, consultas especializadas e pequenas cirurgias eletivas para reduzir a dependência do Recife. → saude/p1, saude/p19
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[b857] (saude) a) Concluir as obras do Hospital Mestre Dominguinhos, em Garanhuns. Fiscalizar publicamente o cronograma e o custo dessas obras, comprometendo-se a garantir entrega sem atrasos nem aditivos de custo acima do índice de correção contratual, com auditoria independente de execução física; → saude/p4
[b858] (saude) b) Enfrentar o "apagão" de especialistas no interior, incluindo o caso concreto do fechamento dos partos de alto risco no Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, que hoje obriga gestantes a se deslocarem até Petrolina, com incentivos de fixação, carreira e residência médica que tornem atrativa a atuação no Sertão e no Agreste. → saude/p52
[b860] (saude) 5. Expandir a Cobertura da Central Estadual de Telerradiologia e Telelaudos- → saude/p11
[b861] (saude) Conectando digitalmente hospitais e unidades do interior a radiologistas radicados na capital, com emissão de laudos em tempo real para tomografia, mamografia, ultrassonografia e eletrocardiografia, rentabilizando o parque tecnológico ocioso, inclusive por parcerias público-privadas. → saude/p11, saude/p12
[b863] (saude) a) Mapear e publicar o percentual atual de unidades do interior cobertas por telelaudo; → saude/p12
[b864] (saude) b) Ampliar contratos de PPP com radiologistas para eliminar filas de laudo em municípios sem especialista fixo. → saude/p12
[b866] (saude) 6. Reforçar a Atenção Primária com Cofinanciamento Estadual ao Requalifica UBS - O → saude/p25
[b867] (saude) Estado vai criar um programa próprio de cofinanciamento e complementação ao Requalifica UBS federal, ampliando as equipes de Saúde da Família e Enfermagem, com foco em acompanhar doenças crônicas antes que se convertam em internações evitáveis. → saude/p22, saude/p25, saude/p80
[b869] (saude) a) Cofinanciar estadualmente a contrapartida de municípios de baixa capacidade fiscal para aderir ao Requalifica UBS federal; → saude/p25
[b870] (saude) b) Criar linha estadual complementar de investimento em UBS não contempladas pelo programa federal. → saude/p25
[b871] (saude) 7. Modernizar o Controle de Vetores e Zoonoses com Inteligência Epidemiológico-
[b872] (saude) Articulado entre a Vigilância em Saúde e a Agência Estadual de Meio Ambiente, migrando de políticas reativas para a prevenção baseada em inteligência epidemiológica, com uso de drones, mapas de calor do LIRAa e canais digitais de denúncia.
[b874] (saude) a) Consolidar o modelo Wolbachia, já implantado com sucesso em Petrolina desde → saude/p62
[b875] (saude) 2024 em parceria com Ministério da Saúde e Fiocruz, como referência para expansão prioritária a Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Caruaru, articulando com o programa federal. A experiência de Niterói (RJ), com 89% de redução nos casos de dengue em território 100% coberto, é a referência nacional a perseguir; → saude/p62
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[b877] (saude) b) Integrar a agenda do saneamento à saúde pública, reconhecendo obras de drenagem, coleta de lixo e tratamento de esgoto como determinantes profiláticos eficazes contra arboviroses, leptospirose e outras zoonoses. → saude/p63
[b879] (saude) 8. Fortalecer e Integrar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) - Com expansão e custeio estadual coparticipativo dos CAPS III de funcionamento 24 horas nos maiores polos demográficos, criando zonas de contenção de crises antes que o paciente chegue às emergências gerais. → saude/p29
[b881] (saude) a) Apoiar o Consultório na Rua e ações de busca ativa para populações em vulnerabilidade extrema; → saude/p32
[b882] (saude) b) Qualificar a Atenção Primária em saúde mental, com matriciamento e capacitação das equipes de UBS. → saude/p33
[b884] (saude) 9. Criar o Instituto Josué de Castro - Integrando o Hospital de Câncer de Pernambuco → saude/p20
[b885] (saude) (HCP) e demais unidades habilitadas em oncologia a um sistema único de regulação e referenciamento por gravidade e proximidade. → saude/p20
[b886] (saude) a) Utilizar a REDS e o módulo de regulação do SISREG como espinha dorsal tecnológica, direcionando automaticamente o paciente diagnosticado no Sertão, Agreste ou Vale do São Francisco à unidade oncológica mais próxima com vaga disponível; → saude/p20
[b887] (saude) b) Habilitar hospitais regionais (Caruaru, Garanhuns, Petrolina, Serra Talhada) como polos de diagnóstico, quimioterapia e cirurgias oncológicas de menor complexidade, reservando ao HCP e às unidades da capital os casos de alta complexidade; → saude/p20
[b888] (saude) c) Fixar como meta assistencial o cumprimento da Lei Federal nº 12.732/2012 ("Lei dos 60 dias"), com painel público de acompanhamento do prazo médio por região; → saude/p21
[b889] (saude) d) Priorizar rastreamento e diagnóstico precoce de câncer de mama, colo de útero e próstata na Atenção Primária. → saude/p42
FIM — 50 blocos neste arquivo.