André Marinho — texto do programa sobre Segurança pública (Governador — RJ, 2026)
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[p. 6]
[b198] (seguranca) Sem segurança, nenhum outro pilar se sustenta. A violência no Rio de Janeiro não é apenas uma tragédia humana — é um freio econômico. Cada fuzil que domina uma esquina afasta um investidor, fecha uma empresa, expulsa uma família. Em outubro de 2025, o Rio registrou 426 mortes violentas — 37% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. O furto de celulares cresceu 41% no mesmo período. Esses números não são estatísticas frias: são vidas destroçadas e oportunidades que nunca chegaram.
[p. 7]
[b206] (seguranca) A Segurança na Agenda 2027–2030 é entendida em seu sentido mais amplo: segurança pessoal e patrimonial, segurança jurídica para quem investe, segurança sanitária para quem adoece, segurança alimentar para quem tem fome. Atacar a insegurança em todas as suas dimensões — e não apenas na ponta do fuzil — é a condição para que qualquer projeto de desenvolvimento fluminense decole de fato.
[p. 12]
[b323] (seguranca) • Violência urbana elevada e crescente: 37% mais mortes violentas em outubro de 2025 do que no mesmo mês de 2024.
[b336] (seguranca) • Avanço das organizações criminosas sobre territórios, prefeituras e cadeias econômicas em várias regiões.
[p. 13]
[b356] (seguranca) Segurança. Cerca de 4 milhões de pessoas — 34,9% da população da Região Metropolitana — vivem sob controle ou influência armada de grupos narcoterroristas, e a área dominada cresceu 130,4% entre 2007 e 2024 (GENI-UFF/Instituto Fogo Cruzado). Em 2025 o estado registrou 3.881 vítimas de letalidade violenta e 797 mortes por intervenção policial (ISP-RJ).
[p. 14]
[b371] (seguranca) A tese econômica que costura a Agenda: no Rio, a violência letal não é consequência da pobreza
[b372] (seguranca) — é causa dela. Estudo econométrico com série de 1991 a 2023 associa cada 10% de redução nos homicídios a cerca de 5% de aumento na renda por habitante. Segurança, portanto, é a maior política de desenvolvimento disponível — e é por isso que aparece nesta Agenda como rubrica especial.
[b374] (seguranca) Em 2030, o Estado do Rio de Janeiro terá reconquistado aquilo que nenhuma política pública substitui: a soberania da lei sobre todo o seu território. Nos territórios hoje dominados, a norma que vale voltará a ser a da República — e, com ela, entrarão a escola, o posto de saúde, o título de propriedade, a luz, o saneamento, o crédito e o emprego. → seguranca/p1
[p. 86]
[b2117] (seguranca) 33. Pé no Freio — Integridade no DETRAN
[b2118] (seguranca) "Fechar o ralo da propina e devolver o serviço ao cidadão: habilitação, placa e vistoria sem mão do crime."
[b2120] (seguranca) O DETRAN-RJ é, historicamente, uma das principais portas de corrupção do Estado. Três mercados de propina se estruturaram no órgão: a habilitação fraudada, a placa irregular e a vistoria-laranja. Estima-se em cerca de R$ 400 milhões por ano o volume de propina nesses três canais — aproximadamente R$ 180 milhões na habilitação, R$ 140 milhões na placa e R$ 80 milhões na vistoria. Além do custo financeiro, o esquema compromete a segurança viária: habilitação comprada e vistoria fraudada colocam nas ruas condutores e veículos que não deveriam circular, num estado que precisa reduzir mortes no trânsito. Sem digitalização, auditoria e inteligência de dados, o serviço segue capturado e o cidadão honesto, penalizado.
[b2122] (seguranca) Fechar os três mercados de propina do DETRAN-RJ — habilitação, placa e vistoria — por meio de digitalização, auditoria e inteligência de dados, recuperando recursos, devolvendo o serviço ao cidadão e elevando a segurança viária. → seguranca/p84
[b2124] (seguranca) • Digitalização como antídoto à propina: menos contato humano discricionário, menos oportunidade de desvio. → seguranca/p84
[b2125] (seguranca) • Auditoria e inteligência de dados para detectar padrões de fraude em habilitação, placa e vistoria. → seguranca/p84
[b2126] (seguranca) • Rastreabilidade integral de cada etapa do serviço, com trilha auditável. → seguranca/p84
[b2127] (seguranca) • Integração com a política de segurança viária, tratando fraude como risco de vida, não só como desvio. → seguranca/p84
[b2129] (seguranca) • Digitalização dos processos de habilitação, emplacamento e vistoria, reduzindo a discricionariedade e os pontos de contato manuais. → seguranca/p84
[b2130] (seguranca) • Auditoria permanente e inteligência de dados para identificar fraudes e beneficiários dos três mercados de propina. → seguranca/p84
[b2131] (seguranca) • Controles de vistoria com rastreabilidade e validação eletrônica, combatendo a vistorialaranja. → seguranca/p84
[b2132] (seguranca) • Integração de dados do DETRAN à Plataforma de Dados com IA e às ações de fiscalização de trânsito. → seguranca/p93
[b2133] (seguranca) • Canais de denúncia e transparência dos indicadores de serviço e de integridade do órgão. → seguranca/p94
[b2135] (seguranca) • Digitalização plena dos processos de habilitação, placa e vistoria até 2028 (meta do plano — a confirmar na estimação técnica). → seguranca/p84
[b2136] (seguranca) • Recuperação estimada de R$ 800 milhões a R$ 1,2 bilhão em quatro anos com o fechamento dos mercados de propina (meta do plano — a confirmar na estimação técnica).
[b2137] (seguranca) • Redução expressiva dos indícios de fraude em habilitação, placa e vistoria, medida por auditoria (meta do plano — a confirmar na estimação técnica).
[b2138] (seguranca) • Melhoria dos prazos e da satisfação do cidadão nos serviços do DETRAN (meta do plano — a confirmar na estimação técnica).
[p. 87]
[b2147] (seguranca) Fase 1 — 2027: mapeamento e auditoria inicial dos três mercados; início da digitalização; implantação da inteligência de dados.
[b2148] (seguranca) Fase 2 — 2028–2029: digitalização plena e rastreabilidade das vistorias; consolidação da auditoria permanente; integração à Plataforma de Dados.
[b2149] (seguranca) Fase 3 — 2030: serviço do DETRAN digitalizado e auditado como padrão, com indicadores de integridade estabilizados e publicados.
[b2151] (seguranca) • Percentual de processos digitalizados em habilitação, placa e vistoria.
[b2152] (seguranca) • Volume estimado de propina neutralizado e recursos recuperados (linha de base estimada:
[b2154] (seguranca) • Prazo médio e índice de satisfação do cidadão nos serviços do DETRAN.
[b2156] (seguranca) Coordenação pelo DETRAN-RJ em articulação com a Controladoria e os órgãos de controle (TCERJ, MPRJ), com auditoria forense e painel público de integridade. O programa se paga com a própria recuperação estimada de R$ 800 milhões a R$ 1,2 bilhão em quatro anos e com a modernização tecnológica do órgão, dispensando aporte líquido relevante. → seguranca/p95
[p. 108]
[b2675] (seguranca) • Taxa de homicídios de crianças e adolescentes nos municípios prioritários (ISP-RJ).
[p. 111]
[b2743] (seguranca) 44. Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher
[b2744] (seguranca) "Nenhuma mulher a menos. Proteger a vida da mulher fluminense é dever inegociável do Estado."
[b2746] (seguranca) A violência contra a mulher permanece como uma das mais graves emergências de segurança e de direitos humanos do Rio de Janeiro. O feminicídio — expressão extrema dessa violência — expõe a insuficiência da resposta pública: faltam padronização entre os 92 municípios, metas claras de redução, dados consolidados e uma rede de acolhimento capilarizada. Muitos casos são precedidos por agressões reiteradas que não encontraram porta de proteção a tempo. Além da vítima direta, a violência doméstica deixa um rastro de crianças órfãs que perdem suas mães e ficam sem suporte estruturado. Sem inteligência de dados, articulação intermunicipal e atendimento especializado presente em todas as regiões, o Estado continua reagindo tarde, quando a tragédia já ocorreu.
[b2748] (seguranca) Reduzir de forma consistente o feminicídio e a violência contra a mulher no Rio de Janeiro por meio de uma rede estadual integrada de proteção, prevenção e acolhimento, articulada aos 92 municípios, com metas anuais, monitoramento por dados e suporte contínuo às vítimas e às crianças afetadas. → seguranca/p36
[b2750] (seguranca) • Padronizar e qualificar a política de enfrentamento nos 92 municípios, com assessoria técnica do Estado. → seguranca/p96
[b2751] (seguranca) • Governar por metas e por dados: pactuar reduções anuais e monitorar resultados em observatório dedicado. → seguranca/p36, seguranca/p97
[b2752] (seguranca) • Antecipar a proteção, agindo nos sinais de risco antes do desfecho letal. → seguranca/p134
[b2754] (seguranca) • Capilarizar o atendimento especializado, levando-o a todas as regiões, inclusive interior e periferias. → seguranca/p31, seguranca/p128
[b2756] (seguranca) • Assessoria estruturada aos 92 municípios para implantação e qualificação de políticas locais de enfrentamento à violência contra a mulher. → seguranca/p58, seguranca/p150
[b2757] (seguranca) • Renovação do Pacto Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, com metas anuais de redução do feminicídio pactuadas e monitoradas. → seguranca/p36
[b2758] (seguranca) • Criação do Observatório do Feminicídio, com dados integrados, análise de risco e transparência pública dos indicadores. → seguranca/p21, seguranca/p124
[b2759] (seguranca) • Ampliação da SEAVIT (atendimento especializado às vítimas) em todas as regiões, aproximando o serviço de quem precisa. → seguranca/p34
[b2761] (seguranca) • Integração com as forças de segurança, o Judiciário e o Ministério Público para acompanhamento de medidas protetivas e casos de risco. → seguranca/p134
[b2763] (seguranca) • Redução anual pactuada da taxa de feminicídio no estado (meta do plano — a confirmar na estimação técnica). → seguranca/p36
[p. 112]
[b2771] (seguranca) • Observatório do Feminicídio em pleno funcionamento, com dados dos 92 municípios. → seguranca/p97
[b2772] (seguranca) • SEAVIT presente em todas as regiões do estado (meta do plano — a confirmar na estimação técnica). → seguranca/p34
[b2775] (seguranca) Fase 1 — 2027: renovação do Pacto Estadual, criação do Observatório do Feminicídio e início da assessoria aos municípios; estruturação do protocolo de suporte às crianças órfãs. → seguranca/p98
[b2776] (seguranca) Fase 2 — 2028–2029: ampliação da SEAVIT para todas as regiões; consolidação do monitoramento por dados e da articulação com segurança, Judiciário e Ministério Público. → seguranca/p99
[b2777] (seguranca) Fase 3 — 2030: avaliação de resultados frente às metas pactuadas, correção de rota e consolidação da rede como política permanente de Estado.
[b2779] (seguranca) • Taxa de feminicídio e de violência doméstica no estado e por município (ISP-RJ).
[b2780] (seguranca) • Número de municípios com política local implantada e assessorada.
[b2781] (seguranca) • Cobertura territorial da SEAVIT e tempo de acolhimento das vítimas.
[b2784] (seguranca) Coordenação pela política estadual para as mulheres, em articulação com segurança pública, assistência social, Judiciário e Ministério Público, sob governança do Pacto Estadual e do Observatório do Feminicídio. Financiamento por orçamento estadual, recursos federais de segurança e direitos humanos e parcerias intermunicipais, com painel público de metas. Valores a confirmar na estimação técnica. → seguranca/p159
[p. 127]
[b3175] (seguranca) 52. Trânsito pela Vida — Segurança Viária
[b3176] (seguranca) "Cada vida no trânsito é uma vida que o Estado tem o dever de proteger."
[b3178] (seguranca) O trânsito é uma das principais causas de mortes evitáveis no Rio de Janeiro, e boa parte dessas tragédias tem origem em dois fatores conhecidos e combatíveis: o álcool ao volante e a imprudência. A fiscalização atual é intermitente, concentrada em poucos corredores e pouco integrada a tecnologia — o que permite que motoristas infratores calculem rotas e horários para escapar do controle. A mobilidade metropolitana já opera sob forte pressão: o tempo médio casa-trabalho na Região Metropolitana do Rio é de 52 minutos, o pior entre nove metrópoles brasileiras (Quanta-Lerner/PNAD), e cada acidente grave em via estruturante paralisa deslocamentos que já são exaustivos. Sem fiscalização permanente, apoiada em inteligência e educação, o trânsito seguirá cobrando um preço em vidas que nenhuma família deveria pagar.
[b3180] (seguranca) Reduzir de forma consistente a mortalidade e a lesão grave no trânsito das rodovias e vias estaduais, por meio da modernização e expansão da fiscalização do álcool ao volante e da imprudência, da adoção de tecnologia de leitura automática e de um programa permanente de educação para o trânsito nas escolas estaduais — tratando a segurança viária como política de saúde pública e de proteção à vida. → seguranca/p85
[b3182] (seguranca) • Fiscalização baseada em evidência: alocar operações onde os dados de sinistralidade apontam maior risco, em vez de pontos fixos previsíveis.
[b3183] (seguranca) • Tecnologia a serviço da vida: uso de câmeras OCR para leitura automática de placas, integrando fiscalização, identificação de veículos irregulares e apoio à segurança pública.
[b3184] (seguranca) • Tolerância zero com o álcool ao volante, com bafômetros em maior número, operações noturnas e de fim de semana e integração com o sistema de multas e suspensão de habilitação.
[b3185] (seguranca) • Educação como prevenção estrutural: formar, desde a escola, uma cultura de respeito à vida no trânsito.
[b3186] (seguranca) • Transparência: divulgação pública e periódica dos indicadores de sinistralidade e de fiscalização.
[b3188] (seguranca) • Expansão de 25% no território coberto pela fiscalização estadual de trânsito, alcançando trechos hoje sem presença regular do Estado. → seguranca/p85
[b3189] (seguranca) • Implantação de rede de câmeras OCR para leitura de placas em corredores e rodovias estaduais estratégicas, com integração ao Detran-RJ e à segurança pública para identificação de veículos roubados, adulterados ou com pendências. → seguranca/p15
[b3190] (seguranca) • Programa permanente de operações de fiscalização de alcoolemia, com ampliação do número de bafômetros e de equipes em horários e locais de maior incidência. → seguranca/p86
[b3191] (seguranca) • Programa permanente de Educação para o Trânsito nas escolas estaduais, incorporado ao calendário letivo, com material didático próprio e parcerias com Detran-RJ e órgãos de trânsito. → seguranca/p87
[p. 128]
[b3199] (seguranca) • Central de dados de segurança viária, para monitoramento em tempo real da sinistralidade e direcionamento inteligente das operações. → seguranca/p89
[b3201] (seguranca) • Ampliar em 25% o território sob fiscalização estadual de trânsito até 2029 (meta do plano → seguranca/p100
[b3202] (seguranca) — a confirmar na estimação técnica).
[b3203] (seguranca) • Reduzir em pelo menos 20% as mortes no trânsito das vias e rodovias estaduais no período (meta do plano — a confirmar na estimação técnica). → seguranca/p85
[b3204] (seguranca) • Instalar câmeras OCR nos principais corredores e rodovias estaduais até 2030 (meta do plano — a confirmar na estimação técnica). → seguranca/p15
[b3205] (seguranca) • Levar o Programa de Educação para o Trânsito a 100% das escolas estaduais até 2030 (meta do plano — a confirmar na estimação técnica). → seguranca/p87
[b3207] (seguranca) Fase 1 — 2027: diagnóstico da sinistralidade por trecho; estruturação da Central de dados; primeiras operações ampliadas de alcoolemia; projeto-piloto de câmeras OCR e desenho do programa educacional.
[b3208] (seguranca) Fase 2 — 2028–2029: expansão de 25% do território fiscalizado; instalação em escala das câmeras OCR; implantação do Programa de Educação para o Trânsito na rede estadual.
[b3209] (seguranca) Fase 3 — 2030: consolidação da cobertura, avaliação de resultados sobre a mortalidade e ajuste das operações com base nos indicadores.
[b3211] (seguranca) • Número de mortes e de lesões graves no trânsito das vias e rodovias estaduais.
[b3212] (seguranca) • Percentual do território estadual sob fiscalização regular e número de câmeras OCR em operação.
[b3213] (seguranca) • Número de operações de alcoolemia realizadas e de condutores autuados.
[b3214] (seguranca) • Percentual de escolas estaduais com o Programa de Educação para o Trânsito ativo.
[b3216] (seguranca) Coordenação da Secretaria de Estado responsável pela segurança viária em articulação com o Detran-RJ, a Polícia Militar (Batalhão de Polícia Rodoviária) e a Secretaria de Educação. O financiamento combina receitas próprias do sistema de trânsito vinculadas à segurança viária, o investimento de 1% do saldo previsto no PROPAG em infraestrutura e segurança (Casa Civil, jun/2026) e parcerias tecnológicas para a rede OCR, com prestação de contas pública dos indicadores e das operações. → seguranca/p101
[p. 129]
[b3226] (seguranca) 53. Operação Asfixia no Transporte
[b3227] (seguranca) "O dinheiro do crime das vans vai pagar o trem do trabalhador honesto. Justiça é isso: virar a mesa."
[b3229] (seguranca) Em vastas áreas da Zona Oeste e da Baixada Fluminense — Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Belford Roxo, Nova Iguaçu, São Gonçalo — quem controla o transporte não é o Estado, é a milícia. Onde o ônibus formal não chega e o trem não funciona, o trabalhador é obrigado a pagar de R$ 5 a R$ 10 por trajeto em vans controladas pelo crime, numa arrecadação estimada em centenas de milhões por ano que financia fuzil, soldo de soldado armado e campanha de apadrinhado (Agetransp; mapeamento de grupos armados, 2024–2025 — números aproximados, a confirmar na estimação técnica). É um pedágio do crime sobre a rotina de quem só quer trabalhar. O colapso do transporte formal agrava a dependência: a SuperVia caiu de cerca de 600 mil para 300 mil passageiros/dia e encerrou operações em maio de 2026, sucedida pela Nova Via Mobilidade (CNN/Agência Brasil), enquanto o BRT operava, em 2021, com apenas 120 de cerca de 400 articulados (Prefeitura do Rio). Onde o Estado recua, a milícia avança e cobra.
[b3231] (seguranca) Retomar o controle do transporte alternativo das mãos do crime organizado, aplicando inteligência financeira para sufocar a arrecadação das milícias, formalizar o motorista honesto hoje cooptado e carimbar os recursos recuperados na recuperação do transporte sobre trilhos e do BRT — de modo que o dinheiro do crime passe a pagar o transporte digno do trabalhador. → seguranca/p7
[b3233] (seguranca) • Atacar o dinheiro, não apenas o veículo: mapear a frota, os "laranjas" e os chefes beneficiários, para asfixiar a fonte de financiamento do crime armado.
[b3234] (seguranca) • Formalizar em vez de criminalizar o trabalhador: distinguir o miliciano do motorista honesto cooptado por falta de alternativa.
[b3235] (seguranca) • Presença permanente do Estado, para impedir a retomada das rotas pelo crime após a intervenção.
[b3236] (seguranca) • Recursos recuperados com destino carimbado no transporte público formal.
[b3237] (seguranca) • Integração entre inteligência financeira, segurança pública e regulação do transporte. → seguranca/p90
[b3239] (seguranca) • Operação Asfixia no Transporte: mapeamento da frota irregular e da rede de "laranjas", identificação dos chefes beneficiários e sequestro de bens, com leilão carimbado para renovar SuperVia/Nova Via e BRT. → seguranca/p3, seguranca/p7, seguranca/p110
[b3241] (seguranca) • Perímetros de Ferro: presença permanente de forças de segurança nos territórios recuperados, para impedir a reocupação pelo crime. → seguranca/p1
[b3243] (seguranca) • Canal de denúncia e inteligência dedicado à extorsão no transporte. → seguranca/p102
[b3245] (seguranca) • Recuperar o controle público das principais rotas de transporte alternativo dominadas pela → seguranca/p7
[p. 130]
[b3253] (seguranca) milícia na Zona Oeste e na Baixada até 2030 (meta do plano — a confirmar na estimação técnica).
[b3258] (seguranca) Fase 1 — 2027: montagem da força-tarefa de inteligência financeira; mapeamento da frota e dos beneficiários; desenho do Carona Formal Rio e das primeiras rotas-piloto em Santa Cruz, Campo Grande e Bangu. → seguranca/p103
[b3259] (seguranca) Fase 2 — 2028–2029: expansão das operações para a Baixada e São Gonçalo–Itaboraí; sequestro e leilão de bens com destinação carimbada; formalização em escala e implantação dos Perímetros de Ferro. → seguranca/p3, seguranca/p110
[b3260] (seguranca) Fase 3 — 2030: consolidação das rotas formalizadas, avaliação da queda da arrecadação criminosa e reinvestimento contínuo no transporte público.
[b3262] (seguranca) • Número de rotas e territórios de transporte recuperados do controle miliciano.
[b3263] (seguranca) • Valor de bens sequestrados e leiloados, e montante reinvestido em SuperVia/Nova Via e
[b3265] (seguranca) • Número de motoristas formalizados pelo Carona Formal Rio.
[b3266] (seguranca) • Valor médio pago pelo trabalhador e cobertura do transporte formal nas regiões atendidas.
[b3268] (seguranca) Coordenação integrada entre a Secretaria de Segurança Pública (inteligência financeira e Perímetros de Ferro), a Agetransp e a Secretaria de Transportes, com apoio do Ministério Público e da Justiça estadual (SuperVia/TJRJ) para os processos de sequestro e leilão de bens. O financiamento é autossustentável em sua lógica central — os recursos recuperados do crime são carimbados para o transporte público —, complementado pelo microcrédito do Carona Formal Rio e por recursos de infraestrutura, com prestação de contas pública sobre bens recuperados e reinvestidos. → seguranca/p3, seguranca/p90, seguranca/p103, seguranca/p110
[p. 131]
[b3278] (seguranca) Parte V — Rubrica Especial: Segurança Pública «Sai Fuzil,
[b3280] (seguranca) A Segurança Pública é a rubrica que atravessa todo o plano. Não é uma área ao lado das outras: é a condição para que qualquer projeto de desenvolvimento decole. Está consolidada em documento próprio — o Plano Estadual de Segurança Pública «Sai Fuzil, Entra Brasil» — resumido nesta Parte e anexado na íntegra (74 páginas) ao final deste dossiê.
[b3281] (seguranca) A tese. O que o Rio enfrenta não é um problema de polícia isolada, mas uma empresa territorial
[b3282] (seguranca) — grupos narcoterroristas que entram pela fronteira, ocupam o território, faturam bilhões, comandam de dentro do presídio e corrompem a própria força que deveria combatê-los. Por isso o plano é um Cerco: cinco frentes simultâneas que, juntas, sufocam a engrenagem inteira.
[b3283] (seguranca) Quatro frentes funcionando e uma abandonada não entregam 80% do resultado — entregam a sobrevivência da empresa criminosa pela porta que ficou aberta.
[b3284] (seguranca) A evidência econômica. Estudo econométrico com série de 1991 a 2023 mediu a relação de longo prazo entre a violência letal e a renda no Estado do Rio: a cada 10% de redução na taxa de homicídios e latrocínios corresponde um aumento de aproximadamente 5% no PIB per capita fluminense. Segurança pública deixa de ser rubrica de despesa e passa a ser a maior política de desenvolvimento econômico disponível ao próximo governo.
[b3285] (seguranca) Meta-âncora: reduzir a letalidade de cerca de 21 para 12 mortes por 100 mil habitantes — patamar que outros estados já atingiram e ponto em que o retorno econômico (estimado em cerca de R$ 156 bilhões e ~700 mil postos de trabalho) se materializa (meta do plano — a confirmar na estimação técnica). Financiamento sem imposto novo: ativos confiscados do crime, captação federal e mercado recuperado. Primeiro ato: Lei do Cerco enviada à Assembleia nos primeiros 100 dias. → seguranca/p8, seguranca/p53, seguranca/p114
[b3287] (seguranca) O crime organizado do Rio não é um problema de polícia isolada. É uma empresa territorial que entra pela fronteira, ocupa o território, fatura bilhões, comanda de dentro do presídio e corrompe a própria força que deveria combatê-la. Atacar uma frente só é enxugar gelo: fechase o porto e o fuzil entra pela Dutra; retoma-se o morro e o dinheiro do crime compra o próximo; prende-se o soldado e o chefe comanda do pavilhão.
[b3288] (seguranca) O Plano Estadual de Segurança Pública responde com um cerco em cinco frentes simultâneas.
[b3289] (seguranca) Cada uma fecha uma saída do crime. Juntas, sufocam a engrenagem inteira.
[b3290] (seguranca) “Eu fecho a fronteira, retomo o território, seco o dinheiro, tranco o chefe e cuido do policial.”
[p. 132]
[b3318] (seguranca) Ilha Grande e Trabalho que Liberta
[b3323] (seguranca) Sob as cinco frentes corre uma infraestrutura transversal de inteligência — o Sentinelia e a Controladoria-Geral Independente — que atravessa todas, alimentando cada frente com dados e alertas em tempo real. → seguranca/p13
[b3325] (seguranca) Projeto Escudo Rio (Fronteira Viva). → seguranca/p9
[b3326] (seguranca) O crime organizado fluminense não nasce no Rio — chega no Rio. A cocaína vem da Bolívia, do Peru e da Colômbia e sai pelo Porto de Itaguaí rumo à Europa. O fuzil que mata em Bangu foi fabricado fora, atravessou a fronteira seca e desceu pela Via Dutra dentro de um carro. A munição entra aos milhares na mala de um motorista de aplicativo. O Escudo Rio existe para fechar essa porta de entrada antes que a carga chegue ao território — e não correr atrás depois que o estrago já está feito.
[b3327] (seguranca) Na prática, o Escudo Rio monta três anéis de fiscalização e um cérebro que os une. O anel marítimo escaneia as cargas prioritárias do porto, fiscaliza as marinas e patrulha a costa com drone brasileiro, fechando a saída da cocaína e a entrada por mar. O anel terrestre instala postos de inteligência nas BRs por onde o crime entra — com a Dutra como prioridade máxima — usando scanner que lê a carreta em movimento, sem parar o caminhão honesto. O anel aéreo cobre o ponto cego do espaço aéreo, mapeia pista clandestina por satélite e neutraliza drone do crime. Tudo isso é integrado pelo COIF-RJ, a primeira sala única do país onde Marinha, Receita, Polícia Federal, PRF e polícias estaduais trabalham lado a lado, 24 horas, cruzando informação em tempo real. → seguranca/p9, seguranca/p11, seguranca/p90, seguranca/p117
[b3328] (seguranca) A doutrina que orienta a escolha dos pontos é a do Ponto Cego: o Estado não posiciona a fiscalização onde já houve apreensão (que só mostra onde já existe vigilância), mas onde há vazio — porque é justamente por aí que o tráfico escolhe passar. É o que coloca Três Rios, a Esquina do Brasil, no mapa do projeto antes que vire rota consolidada. → seguranca/p9
[b3329] (seguranca) • Investimento: R$ 1,5 a 2,5 bilhões em 4 anos, com custo zero ao contribuinte — financiado por captação federal, cooperação multilateral e recursos do próprio crime apreendido, sem aumento de imposto. → seguranca/p53
[b3330] (seguranca) • Projetos que integram a frente: COIF-RJ (centro integrado de comando), e as subcamadas técnicas Marítimo, Terrestre e Aéreo. → seguranca/p13
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[b3338] (seguranca) • Frase canônica: “O fuzil que mata em Bangu entrou pela Dutra. A cocaína que financia a milícia sai pelo porto. Eu vou fechar a fronteira do Rio.”
[b3340] (seguranca) Projeto Cinturões de Soberania Total (CST). → seguranca/p1
[b3341] (seguranca) Mais de 60% do território metropolitano do Rio está hoje sob domínio armado do crime — milícia ou facção. A razão do fracasso de décadas é sempre a mesma: o Estado ocupa e abandona. A tropa entra com estardalhaço, faz horário, vai embora, e em 48 horas o crime volta a mandar. O morador aprendeu a não confiar, porque a presença do Estado sempre foi temporária. O CST inverte essa lógica: não é operação, é reconquista permanente.
[b3342] (seguranca) O programa liberta 20 territórios até 2030, um a cada 60 dias, distribuídos entre Capital, Baixada e Interior. Cada território retomado recebe, no mesmo ato, um pacote completo e permanente: base policial 24 horas que nunca mais sai, videomonitoramento com reconhecimento facial, e a infraestrutura urbana que o Estado devia há décadas — iluminação, asfalto, regularização de documento e de imóvel, internet pública, UPA, creche e escola. Cada perímetro recebe uma placa: aqui o Estado brasileiro é soberano. A escolha do primeiro território é a decisão mais estratégica do programa — tem de ser o sucesso visível que dá credibilidade aos 19 seguintes. → seguranca/p1, seguranca/p5, seguranca/p15, seguranca/p71
[b3343] (seguranca) O CST não opera sozinho. Cada retomada vem acompanhada do confisco patrimonial das lideranças locais (Operação Asfixia) e abre o caminho para que o mercado legal volte ao território (Operação Pedágio do Crime). Retomar o chão é o primeiro passo; mantê-lo e devolvêlo à economia formal é o que torna a retomada irreversível. → seguranca/p2
[b3344] (seguranca) • Investimento: R$ 2,5 a 3,5 bilhões em 4 anos — receita estadual, PPP urbana e captação federal.
[b3345] (seguranca) • Projetos que integram a frente: Bairro Livre / Território Limpo (regime especial de 24 meses na área retomada), Território Livre Feminino (proteção à comerciante extorquida), Chave na Mão (escritura definitiva que expulsa a milícia imobiliária). → seguranca/p5
[b3346] (seguranca) O ar do território — a terceira dimensão da retomada
[b3347] (seguranca) Retomar um território deixou de ser só retomar o chão. O Comando Vermelho, instalado nos complexos do Alemão e da Penha, passou em 2026 a usar drones de grande porte — do tipo agrícola, com até três metros e capacidade de 80 quilos, o equivalente a cerca de vinte fuzis — para transportar arma e droga de uma comunidade a outra, percorrendo até 12 quilômetros sem pouso. A facção chegou a financiar a ida de integrantes à guerra na Ucrânia para aprender a operar esses equipamentos, segundo a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança. O crime levantou voo: passou a usar o espaço aéreo sobre a favela como rota logística, justamente para escapar da interceptação terrestre. Um território retomado no chão, mas com o céu livre para o drone do crime, é uma retomada pela metade.
[b3348] (seguranca) Por isso o resgate territorial do CST incorpora o domínio do espaço aéreo do perímetro — a doutrina anti-drone testada em combate na Ucrânia, adaptada à realidade de uma cidade habitada, em quatro camadas: → seguranca/p12
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[b3356] (seguranca) • Detecção em rede. Sensores acústicos de baixo custo distribuídos sobre os perímetros retomados, que reconhecem a assinatura sonora do motor do drone e o localizam por triangulação, somados a radar. É a tecnologia que a Ucrânia provou em escala — uma rede de milhares de sensores a menos de US$ 500 cada, capaz de detectar até o drone modificado que não emite sinal de rádio. Barata, escalável e impossível de enganar, porque o som do motor não se falsifica. → seguranca/p12
[b3357] (seguranca) • Interceptação por captura, não por explosão. Ao detectar o drone do crime, um droneinterceptor do Estado decola automaticamente e o neutraliza por captura em rede ou pouso forçado — nunca por explosão. A trava é absoluta: não se detona drone sobre favela habitada, porque estilhaço mata inocente. A captura preserva o equipamento intacto e não gera vítima civil. A economia favorece o Estado: o interceptor custa uma fração do drone agrícola caro que o crime usa. → seguranca/p12
[b3358] (seguranca) • Contra-inteligência do equipamento. O drone capturado vira prova e fonte: número de série, origem da compra, rota de voo e ponto de decolagem alimentam a inteligência da polícia e o rastreamento patrimonial da Operação Asfixia. Cada drone abatido entrega quem o comprou e quem o pilota. → seguranca/p12
[b3359] (seguranca) • Integração institucional. Em maio de 2026, a Polícia Civil já criou a Coordenadoria de
[b3360] (seguranca) Operações com Aeronaves Não Tripuladas (Coant) para enfrentar essa ameaça. O plano não cria estrutura do zero: fortalece e integra a Coant ao comando do CST, dando a ela os meios de detecção e interceptação que ainda lhe faltam. → seguranca/p12
[b3361] (seguranca) A doutrina, em uma frase: quando o Estado retoma um território, retoma o chão e o ar. Drone do crime não voa sobre território livre.
[b3362] (seguranca) • Frase canônica: “Perímetros de Ferro: onde o crime bate no muro e volta.”
[b3363] (seguranca) “O Comando Vermelho mandou bandido aprender a pilotar drone de guerra na Ucrânia pra levar fuzil de favela em favela. No meu governo, quando o Estado retoma um território, retoma o céu junto. Drone do crime não voa sobre território livre.”
[b3366] (seguranca) Facção e milícia não são gangues de rua — são empresas patrimoniais que faturam bilhões de reais por ano e dominam território justamente para proteger esse faturamento. A milícia movimenta mais de R$ 5 bilhões anuais só na Região Metropolitana com gás clandestino, internet pirata, taxa de segurança e transporte. A droga é apenas 10 a 15% do negócio. Por isso, combater o crime só com tiroteio é enxugar gelo: o soldado preso é substituído no dia seguinte, porque a engrenagem financeira continua girando. A Asfixia ataca o que mantém tudo de pé — o dinheiro.
[b3367] (seguranca) O mecanismo é uma força-tarefa de inteligência patrimonial que mapeia, congela e confisca os bens do crime: contas, imóveis, empresas de fachada e a rede de laranjas. Em vez de perseguir o traficante na esquina, persegue o patrimônio dele no cartório e no banco. É a primeira estrutura do estado dedicada a desmontar a contabilidade do crime organizado, com bloqueio de ativos e ação patrimonial correndo em paralelo à ação criminal. Bandido sem dinheiro não compra fuzil, não paga advogado, não corrompe agente, não financia campanha. → seguranca/p2, seguranca/p90
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[b3375] (seguranca) É a única frente que se paga e ainda sustenta as outras. Investindo de R$ 0,8 a 1,2 bilhão, a projeção é recuperar de R$ 15 a 25 bilhões em quatro anos — cada real investido voltando entre 12 e 30 ao cofre público. Esse retorno é o combustível fiscal que banca o Plano de Segurança inteiro. A Asfixia também abriga a Operação Pedágio do Crime, que quebra o monopólio da milícia sobre gás, internet e transporte: o Estado garante proteção para a operadora legal entrar na área retomada e oferecer o serviço a preço de mercado, devolvendo entre R$ 1,5 e 2,5 bilhões por ano de economia capturada ao mercado formal — agora tributado. → seguranca/p4
[b3376] (seguranca) • Investimento: R$ 0,8 a 1,2 bilhão em 4 anos. Recuperação estimada: R$ 15 a 25 bilhões. → seguranca/p2
[b3377] (seguranca) • Projetos que integram a frente: Operação Pedágio do Crime (quebra a extorsão territorial, → seguranca/p4
[b3378] (seguranca) R$ 250-450 mi), Vans da Liberdade (regularização do transporte sob extorsão). → seguranca/p7
[b3379] (seguranca) • Amarração crítica: sequenciamento obrigatório com a Frente 2 — o território é retomado primeiro pelo CST; só então a operadora legal entra com proteção do Estado pelo Pedágio do Crime. Nunca o contrário, sob risco de expor a empresa ao crime ainda instalado. → seguranca/p4
[b3380] (seguranca) • Frase conceitual: “Sufoca o dinheiro do crime e o crime morre.”
[b3382] (seguranca) Projeto Ilha Grande e Projeto Trabalho que Liberta.
[b3383] (seguranca) Cerca de 40% dos homicídios do Rio têm a ordem dada de dentro de um presídio. O chefe de facção continua comandando o crime por celular, do pavilhão, enquanto o Estado paga sua hospedagem. O sistema penitenciário fluminense abriga cerca de 53 mil presos com superlotação superior a 70%, e o Complexo de Gericinó funciona como sede administrativa do Comando Vermelho. Prender sem isolar o comando é apenas trocar o endereço do escritório do crime. A Frente 4 ataca os dois lados desse problema: isola o chefe e reforma o sistema.
[b3384] (seguranca) O Projeto Ilha Grande reconstrói, no mesmo sítio onde o Comando Vermelho nasceu nos anos 1970, uma unidade de segurança máxima destinada exclusivamente às lideranças de facção — isolamento individual, sem celular, sem visita íntima, bloqueio total de sinal, acesso apenas marítimo. É a versão fluminense das prisões que desmontaram o crime organizado em El Salvador, nos EUA e na Itália. Tira o chefe do jogo, de verdade. → seguranca/p61, seguranca/p68
[b3385] (seguranca) O Projeto Trabalho que Liberta enfrenta a porta giratória com uma sacada que não depende de lei nova: o governador não pode obrigar o preso a trabalhar, mas pode decidir as condições de quem se recusa. Cria-se o regime dual — quem trabalha cumpre pena com dignidade e remição; quem recusa fica no mínimo legal. O preso escolhe. Soma-se a isso a expansão de vagas no padrão de segurança máxima e medidas de gestão imediata, como cortar a energia elétrica das celas: sem tomada, o celular contrabandeado descarrega e vira inútil sozinho — custa um centésimo do bloqueador que sempre falha. → seguranca/p59, seguranca/p60, seguranca/p68, seguranca/p152
[b3386] (seguranca) • Projetos que integram a frente: Ilha da Ruptura (presídio insular de isolamento total), → seguranca/p61
[b3387] (seguranca) Trabalho Presidiário Obrigatório Remunerado (regime dual e remição). → seguranca/p59, seguranca/p152
[b3388] (seguranca) • Frase canônica: “Onde o Comando Vermelho nasceu, é onde o Comando Vermelho morre.”
[b3390] (seguranca) Projeto Bandeira da Polícia (Escudo Azul e Policial de Ferro).
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[b3398] (seguranca) Nenhuma das quatro frentes anteriores funciona sem polícia honesta, valorizada e bem equipada. A polícia é o alicerce de todo o cerco — e está abandonada. O soldado da PMERJ tem um dos piores salários iniciais entre os grandes estados, arrisca a vida diariamente e, do outro lado, a milícia oferece dinheiro fácil para comprá-lo. Corrupção policial, nesse cenário, é resposta racional a um incentivo errado. A Frente 5 conserta o incentivo: abraça o policial honesto e expulsa o corrupto.
[b3399] (seguranca) A face do abraço é o Escudo Azul: recomposição salarial em três anos para colocar o soldado entre os cinco melhores salários iniciais do país, adicional de risco indexado à periculosidade do território, e um seguro-família permanente — pensão integral, bolsa de estudo para os filhos e plano de saúde para a família do policial morto em serviço. O policial precisa sentir que o Estado cuida dele tanto quanto cobra dele. → seguranca/p41, seguranca/p46, seguranca/p47, seguranca/p135, seguranca/p139
[b3400] (seguranca) A face da limpeza é o Policial de Ferro: corregedorias com autonomia e tecnologia, inteligência interna permanente para detectar a infiltração cedo, tribunal de honra acelerado e cadastro estadual que impede a recontratação do demitido por corrupção. Porque o maior inimigo do policial honesto não é o traficante da favela — é o policial corrupto do batalhão ao lado, que vaza operação, mata colega e entrega território ao crime. Defender a farda é, antes de tudo, expulsar quem a mancha. → seguranca/p54, seguranca/p148
[b3401] (seguranca) • Projetos que integram a frente: Banco da Vida do Policial (aposentadoria complementar que torna a corrupção um mau negócio), Promotoria de Polícia (órgão autônomo que investiga crime de policial), DDFC (Delegacia de Descoberta de Foragidos), Operação Fantasma (delegacia digital contra o golpe virtual). → seguranca/p19, seguranca/p54, seguranca/p148
[b3402] (seguranca) • Frase canônica: “O maior inimigo do policial honesto é o policial corrupto do batalhão ao lado.”
[b3403] (seguranca) Infraestrutura transversal — a inteligência que tudo vê
[b3404] (seguranca) As cinco frentes do cerco compartilham uma mesma espinha de inteligência, que atravessa todas e alimenta cada uma com dados e alertas em tempo real. São duas estruturas:
[b3406] (seguranca) É a estação de monitoramento que o Estado nunca teve. O Rio tem entre 15 e 18 mil agentes públicos com poder sobre dinheiro público — quem homologa contrato, libera alvará, fiscaliza fornecedor, assina pagamento. Hoje a fiscalização sobre eles é artesanal e reativa: descobre-se a corrupção quando o jornal publica, não quando ela acontece. O Sentinelia inverte isso, cruzando bases públicas em tempo real para emitir alerta no momento em que o padrão de captura aparece — servidor-fantasma, empresa aberta véspera da licitação, patrimônio incompatível, contrato sem entrega. São 18 módulos de detecção, e um deles, o Radar de Milícia, alimenta diretamente as frentes de Território e Dinheiro. Não vigia o cidadão: vigia quem usa o dinheiro do cidadão. → seguranca/p104
[b3407] (seguranca) Projeto Controladoria-Geral Independente. → seguranca/p55
[b3408] (seguranca) É a dona institucional do Sentinelia — o órgão que o opera com autonomia real, chefia escolhida por lista tríplice e mandato fixo, sem poder ser demitido pelo governador. Combate a corrupção → seguranca/p55
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[b3416] (seguranca) dentro do próprio Estado e garante que a máquina pública não seja capturada. Sua independência é o que dá credibilidade ao sistema inteiro.
[b3417] (seguranca) • Investimento: Sentinelia — R$ 200-300 milhões de implantação mais R$ 50-70 milhões por ano de operação, com financiamento que se paga conforme as detecções geram recuperação patrimonial pela Asfixia.
[b3418] (seguranca) A espinha fiscal — como o Plano se paga
[b3419] (seguranca) O Plano de Segurança não depende só de orçamento novo. A Operação Asfixia é a chave: ao recuperar R$ 15-25 bilhões do patrimônio do crime em quatro anos, ela gera o combustível fiscal que sustenta as outras frentes. O Pedágio do Crime soma a isso a devolução de R$ 1,5-2,5 bilhões por ano de mercado capturado à economia formal, agora tributado. → seguranca/p3, seguranca/p53
[b3428] (seguranca) Mercado e arrecadação recuperados
[b3434] (seguranca) R$ 1,5-2,5 bi/ano formalizados
[b3438] (seguranca) Infraestrutura transversal permanente: o Sentinela (inteligência e geointeligência), a Controladoria-Geral Independente, o Sistema de Medição do Cerco, a Agência da Vítima e a Lei do Cerco. Onde a Segurança toca as demais camadas: a frente Território liga-se à espinha do ArcoMM; a frente Cárcere conecta-se à reinserção do egresso na área Social; e a prevenção conecta-se aos programas de Juventude e Educação. → seguranca/p71, seguranca/p155
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[b3524] (seguranca) Pé no Freio — Integridade no DETRAN
[b3546] (seguranca) Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher
[b3562] (seguranca) Trânsito pela Vida — Segurança Viária
[b3564] (seguranca) Operação Asfixia no Transporte
[b3566] (seguranca) Plano de Segurança Pública «Sai Fuzil, Entra Brasil» (5 frentes)
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