Coronel Busnello — texto do programa sobre Cultura, esporte e lazer (Governador — RJ, 2026)

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[p. 37]

[b864] (cultura_esporte) REVITALIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL

[p. 38]

[b881] (cultura_esporte) A preservação do patrimônio histórico será buscada por meio de modelos economicamente viáveis de gestão e uso, e não apenas por regulação de tombamento. → cultura-esporte/p48, cultura-esporte/p49

[p. 40]

[b911] (cultura_esporte) REVITALIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E

[b913] (cultura_esporte) A preservação do patrimônio histórico depende da compatibilização entre proteção cultural, viabilidade econômica e uso sustentável dos imóveis. A criação de instrumentos que facilitem a recuperação e a ocupação desses espaços fortalece a identidade cultural fluminense, amplia seu potencial turístico e incentiva investimentos capazes de garantir a conservação permanente desse patrimônio.

[b914] (cultura_esporte) O Governo do Estado elaborará guia único de uso e ocupação compatível com a preservação, com janela única de licenciamento em convênio com o IPHAN e os municípios; lançará chamamentos públicos de concessão e parceria público-privada para grandes equipamentos históricos subutilizados; usará a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, já consolidada, para financiar restaurações; e articulará roteiro turístico estadual integrado com a TurisRio, priorizando Petrópolis, Vassouras, Paraty, Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes e Niterói. → cultura-esporte/p47, cultura-esporte/p48, cultura-esporte/p49, cultura-esporte/p51, cultura-esporte/p52

[p. 59]

[b1260] (cultura_esporte) P etrópolis já dispõe de base sólida para o turismo histórico — roteiros consolidados no Centro Histórico, o Museu Imperial como equipamento âncora e a recém-restaurada Catedral Imperial —, mas a experiência do visitante depende de ações fragmentadas, sazonalidade elevada e comunicação irregular, sem operar o patrimônio como indústria turística contínua.

[b1261] (cultura_esporte) O Rio possui memorial dedicado a Estácio de Sá no Aterro do Flamengo, mas marcos e personagens do período colonial não são convertidos em narrativa pública cotidiana nem em experiência guiada para moradores, estudantes e turistas, reduzindo identidade cultural e turismo histórico em escala estadual.

[b1267] (cultura_esporte) O patrimônio histórico e cultural será operado como indústria turística contínua, com governança dedicada, calendário permanente e metas verificáveis — não como soma de ações pontuais dependentes de pico de temporada. → cultura-esporte/p52

[b1268] (cultura_esporte) Interpretação, sinalização e conteúdo digital serão priorizados sobre grandes obras como via de baixo custo e alta replicabilidade para converter patrimônio existente em produto turístico.

[b1269] (cultura_esporte) O acesso municipal a investimento estadual em turismo será condicionado a critério técnico verificável e prazo definido de classificação, e não a critério político ou a status vitalício.

[b1271] (cultura_esporte) As três propostas deste capítulo correspondem às competências do Estado em turismo e cultura, sempre em parceria com os municípios e, quando aplicável, com os órgãos federais gestores do patrimônio histórico.

[p. 60]

[b1276] (cultura_esporte) O patrimônio histórico de Petrópolis possui potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico durante todo o ano, desde que seja acompanhado por uma gestão integrada da atividade turística e por uma programação permanente de eventos. A articulação entre equipamentos culturais, calendário contínuo e promoção institucional fortalece a permanência dos visitantes, amplia a circulação econômica e reduz a dependência da sazonalidade.

[b1277] (cultura_esporte) O Governo do Estado estruturará calendário permanente de atrações e eventos ao longo de todo o ano — não apenas na alta temporada —, com governança dedicada por comitê técnico com autonomia deliberativa, contrato de gestão com metas trimestrais e painel público mensal de indicadores, modelo inspirado na governança consolidada do Natal Luz de Gramado. → cultura-esporte/p2

[b1283] (cultura_esporte) A valorização da história do Rio de Janeiro depende da integração entre preservação do patrimônio, educação e turismo cultural. A criação de roteiros interpretativos e de ferramentas de comunicação acessíveis amplia o conhecimento sobre a formação histórica do Estado, fortalece a identidade fluminense e transforma bens já existentes em experiências permanentes para moradores, estudantes e visitantes.

[b1284] (cultura_esporte) O Governo do Estado criará a Rota Estácio de Sá, com dois circuitos sinalizados — um curto e caminhável no Aterro do Flamengo, outro pelo Centro Colonial —, cada parada com totem e QR code abrindo mapa digital, áudio-guia e microconteúdo escolar; estenderá pacote de sinalização histórica inteligente a marcos coloniais de outros municípios, com padrão visual único; e instituirá o mecanismo Adote um Marco, permitindo a empresas financiar a manutenção de pontos históricos em troca de visibilidade, vedada a marcas incompatíveis com espaço patrimonial protegido. → cultura-esporte/p53, cultura-esporte/p54

[p. 68]

[b1426] (cultura_esporte) PROGRAMA ESPORTE NA ESCOLA — NO CONTRATURNO, FIM DE SEMANA E FÉRIAS

[b1430] (cultura_esporte) REDE ESTADUAL DE NÚCLEOS OLÍMPICOS E DE ALTO RENDIMENTO

[b1434] (cultura_esporte) BOLSA-ATLETA FLUMINENSE COM MÉRITO E CONTRAPARTIDA EDUCACIONAL

[b1438] (cultura_esporte) PLATAFORMA ÚNICA DO ESPORTE E LAZER

[b1442] (cultura_esporte) INCENTIVO AO ESPORTE ESTUDANTIL E UNIVERSITÁRIO COM INTEGRAÇÃO CULTURAL

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[b1448] (cultura_esporte) A prática esportiva regular entre jovens fluminenses permanece abaixo da média nacional, com o Estado registrando um dos menores índices de atividade física no lazer do país. A rede estadual concentra adolescentes em idade crítica para evasão escolar e exposição ao recrutamento por grupos armados, mas a escola opera como ilha de quatro a cinco horas, entregando o restante do dia a fatores de risco externos, especialmente em territórios de alta vulnerabilidade.

[b1449] (cultura_esporte) O Estado sustenta equipamentos esportivos de alto custo — parte do legado olímpico de 2016, como o Complexo do Maracanã e as instalações da Barra da Tijuca — com taxa de ocupação abaixo do potencial e pouca integração com a formação de base, enquanto o interior fica preso a iniciativas dispersas, sem estrutura técnica estável nem calendário competitivo. Programas de apoio ao atleta, por sua vez, costumam sofrer com regras pouco claras e baixa transparência de resultados.

[b1450] (cultura_esporte) A informação sobre equipamentos, programas, vagas e resultados esportivos está dispersa entre secretarias, autarquias, contratos e municípios, o que reduz a adesão do cidadão e prejudica a coordenação estadual. Competições esportivas estudantis e universitárias existem, mas ocorrem em espaços de baixa visibilidade pública, desperdiçando o potencial dos grandes equipamentos estaduais como palco de eventos de alcance comunitário.

[b1455] (cultura_esporte) O esporte será tratado como eixo de desenvolvimento humano e institucional, conectado a educação, saúde e segurança — e não como sucessão de eventos pontuais desarticulados entre si. → cultura-esporte/p114

[b1456] (cultura_esporte) Os equipamentos de alto custo já existentes serão operados com lógica de ocupação contínua e metas públicas antes de qualquer nova construção, enquanto o interior recebe estrutura técnica estável por meio de rede regional.

[b1457] (cultura_esporte) Todo apoio a atletas e toda informação sobre equipamentos serão públicos, auditáveis e concedidos por critério de mérito, encerrando a alocação discricionária e pouco transparente hoje praticada.

[b1459] (cultura_esporte) As cinco propostas deste capítulo correspondem às competências do Estado sobre os equipamentos esportivos estaduais, a rede de ensino estadual e o fomento ao esporte, sempre em articulação com federações esportivas, municípios e instituições de ensino superior. → cultura-esporte/p114

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[b1462] (cultura_esporte) PROGRAMA ESPORTE NA ESCOLA — ESPORTE NO

[b1463] (cultura_esporte) CONTRATURNO, FIM DE SEMANA E FÉRIAS

[b1465] (cultura_esporte) A ampliação da prática esportiva entre crianças e adolescentes depende do aproveitamento contínuo da infraestrutura pública existente e da integração entre educação, esporte e comunidade. A utilização dos espaços escolares além do horário regular amplia as oportunidades de desenvolvimento físico, convivência social e formação cidadã, fortalecendo o papel da escola como centro de referência para a população local.

[b1466] (cultura_esporte) O Governo do Estado organizará núcleos esportivos em escolas estaduais com calendário regular de treinos, ligas interescolares e oferta sistemática nos fins de semana e períodos de férias nas unidades com estrutura adequada, coordenando metodologia técnica, aquisição de materiais e credenciamento de profissionais de educação física, com meta inicial de 40 escolas-polo distribuídas por macrorregião. → cultura-esporte/p4, cultura-esporte/p9, cultura-esporte/p109

[b1471] (cultura_esporte) REDE ESTADUAL DE NÚCLEOS OLÍMPICOS E DE ALTO

[b1473] (cultura_esporte) Legado dos Jogos de 2016, o Complexo do Maracanã e as instalações da Barra da Tijuca simbolizam um investimento de alto custo que hoje roda abaixo do potencial, com pouca conexão à formação de base. No interior, o cenário se inverte: não faltam iniciativas dispersas, falta estrutura técnica estável e calendário competitivo que as sustente.

[b1474] (cultura_esporte) O Governo do Estado criará a Rede Núcleos RJ, com ao menos um núcleo por macrorregião organizado por modalidade compatível com a vocação e a infraestrutura local — lutas e atletismo em polos urbanos, natação onde houver piscina adequada, remo e canoagem em áreas com condições naturais, esportes de areia no litoral —, com cota mínima territorial de vagas para evitar concentração na capital e participação do setor privado por naming rights e patrocínio, sob contrapartida obrigatória de acesso público. → cultura-esporte/p4, cultura-esporte/p7, cultura-esporte/p23, cultura-esporte/p109

[b1477] (cultura_esporte) BOLSA-ATLETA FLUMINENSE COM MÉRITO E

[b1479] (cultura_esporte) Nem sempre o problema é falta de dinheiro: programas de apoio ao atleta existem em várias esferas de governo, mas tropeçam em regras pouco claras e critérios que mudam a cada gestão. O resultado é baixa transparência de resultados — o que compromete tanto a permanência do atleta no esporte quanto o retorno do investimento público em desempenho e mobilidade social.

[b1480] (cultura_esporte) O Governo do Estado criará a Bolsa-Atleta Fluminense em três níveis — Base, de 12 a 17 anos, com frequência escolar mínima de 80% como condição de manutenção; Transição, de 18 a 23 anos; e Elite, para ranking nacional ou internacional comprovado —, por edital público com critérios objetivos, cota mínima por macrorregião e publicação integral de pagamentos e resultados no portal de transparência. → cultura-esporte/p10, cultura-esporte/p11

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[b1484] (cultura_esporte) PLATAFORMA ÚNICA DO ESPORTE E LAZER

[b1486] (cultura_esporte) Equipamento, vaga, programa, resultado: cada uma dessas informações está hoje espalhada em um lugar diferente — secretaria, autarquia, contrato ou prefeitura —, o que dificulta o planejamento estadual e afasta o cidadão do que já existe.

[b1487] (cultura_esporte) O Governo do Estado criará plataforma estadual única com mapa georreferenciado de equipamentos estaduais e conveniados, agenda de eventos, inscrições e listas de espera por programa, e painel público de indicadores, integrando a Escola 360, a Bolsa-Atleta e a Rede de Núcleos como módulos de um mesmo ecossistema, com dados alimentados pelos municípios por convênio padronizado e atualização obrigatória. → cultura-esporte/p14, cultura-esporte/p111

[b1492] (cultura_esporte) INCENTIVO AO ESPORTE ESTUDANTIL E UNIVERSITÁRIO

[b1494] (cultura_esporte) Jogos estudantis e universitários já acontecem no Rio de Janeiro, mas raramente em espaços de visibilidade pública. Sem uma política que integre esporte, cultura e educação, o potencial dos grandes equipamentos esportivos estaduais como palco de eventos abertos à comunidade segue praticamente ocioso.

[b1495] (cultura_esporte) O Governo do Estado organizará jogos estudantis e universitários em três fases anuais — municipal, regional e estadual —, com programação cultural integrada na fase final em equipamento de referência, ingresso simbólico com isenção para estudantes da rede estadual e arrecadação excedente destinada ao Fundo Estadual de Educação, financiado por orçamento das Secretarias de Esporte, Educação e Cultura e pelos instrumentos estaduais de fomento cultural já existentes. → cultura-esporte/p15, cultura-esporte/p16, cultura-esporte/p114

FIM — 43 blocos neste arquivo.