Arthur Henrique — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — RR, 2026)

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[b48] (agro) Vamos produzir mais no agro, porém respeitando o meio ambiente e as comunidades originárias. → economia-agro/p30

[b52] (economia) Também qualificar uma população talentosa e criativa para estar pronta para os novos tempos. → economia-agro/p8

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[b72] (economia) A economia se apoia no agronegócio, no comércio, nos serviços e numa presença muito grande do setor público. Essa dependência de verbas provenientes do Estado para movimentar a economia constitui o problema estrutural mais sério que temos, e este plano a trata como algo a ser enfrentado, não como destino. ​ ​ → economia-agro/p44

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[b102] (agro) Agro, meio ambiente e comunidades indígenas

[b103] (agro) • ​Mais de R$ 60 milhões investidos em agricultura na zona rural.

[b104] (agro) • 156 sistemas de irrigação com energia solar instalados, e tanques de piscicultura implantados em comunidades do interior.

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[b140] (agro) Desenvolvimento sustentável em Roraima passa, entre outras coisas, por um agro forte e bem escoado.

[b141] (agro) O agronegócio já é o setor mais dinâmico da economia roraimense, e o que limita seu crescimento hoje não é a produção, é o que está fora da porteira: estrada, escoamento, armazenagem, crédito e segurança jurídica sobre a terra.

[b142] (agro) A safra 2024/2025 foi a maior da história de Roraima, com mais de 692 mil toneladas de grãos colhidos.

[b143] (agro) A soja responde por cerca de 40% da produção estadual e segue em expansão: a área plantada deve passar de 132,4 mil hectares em 2025 para 144,9 mil em 2026, um crescimento projetado de 9,4%.

[b144] (agro) Roraima virou fronteira agrícola de verdade, e agora precisa de infraestrutura à altura do que produz.

[b145] (agro) Arroz, soja, milho, banana e pecuária sustentam a atividade produtiva do Estado. Os gargalos são conhecidos por quem produz: burocracias, licenciamento, vicinais que se tornam intransitáveis no período chuvoso, insegurança fundiária e crédito difícil para o pequeno e o médio produtor. A malha estadual tem trechos críticos, e as rodovias federais que cortam Roraima, BR-174, BR-401 e BR-432, dependem de manutenção da União.

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[b171] (agro) A agropecuária de Roraima cresce de forma cada vez mais diversificada e regionalizada. Cada município possui vocações produtivas próprias, que devem ser reconhecidas e fortalecidas por políticas públicas específicas, capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento sustentável. O desafio é tornar Roraima a nova potência agro do Brasil com as condicionantes de respeito ao meio ambiente e às comunidades originárias. → economia-agro/p30

[b172] (agro) Bonfim consolidou-se como o principal polo de produção de grãos do Estado, com destaque para soja, milho e arroz, impulsionado pela expansão da agricultura mecanizada e pela proximidade com a Guiana. Caroebe destaca-se como o maior produtor de banana e vem ampliando sua produção de cacau, café e mandioca. Rorainópolis, São Luiz do Anauá e São João da Baliza formam um importante corredor agropecuário no sul do Estado, combinando agricultura familiar, pecuária, cacau, café e fruticultura. Mucajaí, Cantá e Alto Alegre apresentam forte crescimento na produção de grãos, hortaliças, mandioca, leite e pecuária de corte, enquanto Caracaraí reúne condições estratégicas para ampliar sua produção agropecuária e consolidar-se como importante polo logístico para o escoamento da produção.

[b173] (agro) O crescimento não é só estadual, é municipal. É esse tipo de vocação regional que a política agrícola estadual precisa reconhecer e apoiar, em vez de tratar o agro como um bloco único.

[b174] (agro) Essa diversidade demonstra que não existe um único modelo de desenvolvimento para o campo em Roraima. A política agrícola estadual deve respeitar as características de cada região, estimulando tanto a agricultura empresarial quanto a agricultura familiar, os povos indígenas produtores, a piscicultura, a fruticultura, a pecuária e as cadeias de maior valor agregado. → economia-agro/p30

[b175] (agro) • ​Simplificação de licenças, alvarás e regularização ambiental para produtores rurais, integrada ao Descomplica Roraima. → economia-agro/p23

[b176] (agro) • ​Apoio à expansão da infraestrutura rural, da assistência técnica, da irrigação, da pesquisa agropecuária, do crédito, da regularização fundiária e da agroindustrialização, incentivando que uma parcela cada vez maior da produção seja beneficiada dentro do próprio Estado. → economia-agro/p1, economia-agro/p2, economia-agro/p3, economia-agro/p5, economia-agro/p22, economia-agro/p31, economia-agro/p47

[b177] (agro) • ​ Mesa Permanente do Agronegócio Roraimense, reunindo governo, produtores, cooperativas, federação da agricultura e Embrapa Roraima. → economia-agro/p28

[b178] (agro) • ​Articulação com Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Caixa para linhas de crédito acessíveis ao pequeno e médio produtor. → economia-agro/p2

[b179] (agro) • Regularização fundiária das glebas estaduais, dentro da competência do Estado, com prioridade para pequenos e médios produtores. → economia-agro/p22

[b180] (agro) • ​Compra pública como instrumento de mercado: prioridade para a agricultura familiar no abastecimento de escolas, hospitais e unidades prisionais. → economia-agro/p4

[b181] (agro) • ​Estudo de viabilidade para frigorífico estadual habilitado para exportação.​ → economia-agro/p27

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[b354] (economia) Parte VIII — Turismo e Cultura

[b355] (economia) O turismo e a cultura representam uma das maiores oportunidades para diversificar a economia de Roraima, reduzir a dependência do setor público e gerar emprego e renda em todas as regiões do Estado. Com uma combinação única de belezas naturais, diversidade cultural, povos indígenas, biodiversidade amazônica e localização estratégica na fronteira com a Venezuela e a Guiana, Roraima reúne condições para se tornar um dos principais destinos de ecoturismo, turismo de aventura, turismo de natureza e turismo cultural da Amazônia brasileira. → economia-agro/p44, economia-agro/p46

[b356] (economia) Nos últimos anos, o setor vem apresentando crescimento consistente. Segundo estimativa da Fecomércio-RR, a temporada 2025/2026 deverá movimentar aproximadamente R$ 281 milhões, consolidando o quinto ciclo consecutivo de expansão da atividade turística. Esse crescimento demonstra que o turismo já é uma importante atividade econômica para o Estado, mas seu potencial permanece subaproveitado.

[b357] (economia) Apesar dos avanços, ainda existem obstáculos que limitam o desenvolvimento do setor. A infraestrutura turística é insuficiente em diversas regiões; muitos atrativos carecem de acesso adequado, sinalização e serviços de apoio; a promoção turística do Estado ainda é limitada; e há necessidade de ampliar a qualificação da mão de obra, fortalecer o empreendedorismo local e estruturar roteiros capazes de aumentar o tempo de permanência dos visitantes.

[b358] (economia) Roraima possui atrativos reconhecidos nacional e internacionalmente, como o Monte Roraima, o Parque Nacional do Viruá, o Tepequém, as corredeiras do Baixo Rio Branco, o turismo de pesca esportiva, o turismo científico e a riqueza cultural dos povos indígenas, além de manifestações culturais que expressam a identidade amazônica e roraimense. O Boa Vista Junina, promovido pela prefeitura, tem potencial para se consolidar como uma festa de caráter nacional. Municípios como Pacaraima, Amajari, Normandia, Uiramutã, Caracaraí, Mucajaí e Rorainópolis possuem enorme potencial para ampliar a oferta turística e distribuir os benefícios econômicos para além da capital. → economia-agro/p46

[b361] (economia) O Estado tem três regiões turísticas reconhecidas: Brasil do Extremo Norte, Savana Amazônica e Águas e Florestas da Linha do Equador. Os destinos mais procurados são o Monte Roraima, na tríplice fronteira, e a Serra do Tepequém, em Amajari, além do Parque do Rio Branco, em Boa Vista.

[b362] (economia) • ​ Fortalecimento do Detur, com integração direta ao plano de vicinais. Turismo de interior depende de estrada, e não adianta promover destino que o visitante não consegue alcançar. → economia-agro/p31, economia-agro/p40

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[b363] (economia) • ​Marca Roraima: plano único de marketing turístico para os roteiros já reconhecidos, em vez de esforço promocional disperso. → economia-agro/p38, economia-agro/p46

[b364] (economia) • ​Qualificação do trade turístico local em parceria com o Sebrae-RR, que já mantém trabalho nessa linha. → economia-agro/p39

[b365] (economia) • ​ Turismo de base comunitária desenvolvido com protagonismo das comunidades indígenas e retorno econômico para elas. → economia-agro/p46

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[b383] (economia) • ​Estratégia estruturada de atração de investimento privado, usando a entrada de Roraima no → economia-agro/p11, economia-agro/p44

[b384] (economia) Sistema Interligado Nacional como principal argumento competitivo. Energia confiável abre setores que antes não vinham para cá: agroindústria, irrigação, cadeia do frio, data centers e turismo estruturado. → economia-agro/p3, economia-agro/p11

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[b405] (economia) • Qualificação profissional orientada pelas vocações econômicas reais de cada região: agronegócio, agroindústria, logística, turismo e serviços. → economia-agro/p8

[b406] (economia) • Programa de primeiro emprego articulado com a Casa do Trabalhador e com o setor privado, com atenção ao jovem do interior, que hoje precisa migrar para a capital para encontrar oportunidade. → economia-agro/p7

FIM — 37 blocos neste arquivo.