Marcelo Maranata — texto do programa sobre Apresentação e o que não entrou em tema (Governador — RS, 2026)

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Este arquivo tem 36 blocos do programa de Marcelo Maranata, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/210016868477).

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[b67] (apresentacao) PARTE I — APRESENTAÇÃO E COMPROMISSOS

[b71] (apresentacao) O Rio Grande do Sul precisa voltar a acreditar em si mesmo.

[b72] (apresentacao) Durante muito tempo, ser bairrista significou reconhecer que o nosso Estado tinha capacidade de liderar, inovar, produzir, educar e oferecer qualidade de vida. Não se tratava de fechar os olhos para o restante do Brasil ou do mundo, mas de valorizar o que é nosso, defender os interesses dos gaúchos e construir aqui as oportunidades que tantas pessoas hoje procuram fora daqui.

[b73] (apresentacao) Esse sentimento precisa ser recuperado.

[b74] (apresentacao) Entre 2002 e 2023, o Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento do Produto Interno Bruto entre os Estados brasileiros. Enquanto o PIB nacional avançou 58% no período, a economia gaúcha cresceu apenas 34%. O PIB per capita aumentou 24%, abaixo da média brasileira, de 33,9%, e do resultado do Paraná, de 30,5%. A produtividade do trabalho cresceu, em média, somente 0,65% ao ano, também abaixo da média nacional, de 0,94%.

[b75] (apresentacao) Esses números mostram que o Rio Grande do Sul está ficando para trás.

[b76] (apresentacao) Somos um Estado que envelhece rapidamente, que perde jovens, profissionais qualificados, pesquisadores e empreendedores para outras regiões e que continua preso a problemas históricos. A população gaúcha cresceu apenas 8% entre 2002 e 2023, o menor avanço proporcional do país no período. Ao mesmo tempo, a dificuldade de reter talentos e a redução da população em idade ativa tornam o aumento da produtividade uma necessidade urgente.

[b77] (apresentacao) Nossa economia continua excessivamente vulnerável às estiagens. Nossas cidades ainda enfrentam enchentes previsíveis sem sistemas de proteção adequados. Nossa infraestrutura envelheceu. O custo logístico permanece elevado. A educação não acompanha as necessidades das novas gerações. Pessoas aguardam meses ou anos por atendimento médico.

[b78] (apresentacao) Pequenos empreendedores encontram burocracia, insegurança e crédito caro. Famílias inteiras vivem com medo da próxima chuva, da próxima seca ou da perda de sua fonte de renda.

[b79] (apresentacao) O Rio Grande do Sul não pode normalizar a estagnação.

[b80] (apresentacao) Este Plano de Governo nasceu de uma construção coletiva. Foram percorridos mais de 25 mil quilômetros pelo território gaúcho, visitando mais de 100 municípios, ouvindo cidadãos, prefeitos, vereadores, produtores rurais, empresários, trabalhadores, professores, profissionais da saúde, servidores públicos, lideranças comunitárias e representantes das diferentes regiões do Estado.

[b81] (apresentacao) O documento também resulta da análise de dezenas de estudos, diagnósticos e documentos técnicos, além de dezenas de conversas com especialistas. Das contribuições recebidas nas escutas públicas, pelo menos 40 propostas apresentadas diretamente pela população foram incorporadas ao plano.

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[b82] (apresentacao) Isso demonstra uma verdade simples: o povo gaúcho conhece os seus problemas e sabe do que precisa para melhorar a própria vida. Cabe ao governo ouvir, organizar, priorizar e executar.

[b83] (apresentacao) Nosso plano está estruturado em três grandes eixos.

[b96] (apresentacao) O desenvolvimento econômico só faz sentido quando melhora a vida das pessoas.

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[b258] (apresentacao) O Rio Grande do Sul possui universidades de excelência, trabalhadores qualificados, empreendedores, produtores rurais, cooperativas, indústrias, centros tecnológicos e uma cultura marcada pela coragem e pela capacidade de reconstrução.

[b259] (apresentacao) O que falta não é talento. Falta direção, coordenação, velocidade e capacidade de transformar recursos em resultados.

[b260] (apresentacao) Nosso compromisso é construir um Estado que planeja, executa, mede e presta contas.

[b261] (apresentacao) Um Estado que proteja as pessoas das enchentes e das secas.

[b262] (apresentacao) Que ensine as crianças a ler, pensar, criar e empreender.

[b263] (apresentacao) Que cuide dos doentes perto de suas famílias.

[b264] (apresentacao) Que enfrente o crime organizado e a violência contra as mulheres.

[b265] (apresentacao) Que ajude empresas a investir, inovar e contratar.

[b266] (apresentacao) Que proteja as famílias dos novos riscos digitais e financeiros.

[b267] (apresentacao) Que respeite o dinheiro público.

[b268] (apresentacao) Que valorize o servidor competente.

[b269] (apresentacao) Que produza dados, avalie resultados e corrija os próprios erros.

[b270] (apresentacao) Que dê aos jovens razões para permanecer e aos que partiram motivos para voltar.

[b271] (apresentacao) É hora de o Rio Grande do Sul recuperar o orgulho de ser gaúcho — não como lembrança do passado, mas como projeto de futuro. É hora de ser bairrista.

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[b273] (apresentacao) PARTE II — VERSÃO TÉCNICA CONSOLIDADA

[b275] (apresentacao) O Rio Grande do Sul entra no próximo ciclo de governo diante de desafios simultâneos: reconstruir territórios e infraestrutura atingidos por eventos climáticos, recuperar capacidade de investimento, elevar produtividade, melhorar serviços públicos e responder ao envelhecimento populacional. O Estado também dispõe de ativos extraordinários: capital humano, universidades, cooperativismo, base industrial diversificada, agropecuária competitiva, cultura própria e capacidade de inovação.

[b276] (apresentacao) O Plano de Governo Marcelo Maranata propõe um Estado que planeja, executa, mede e presta contas. A responsabilidade fiscal não é um fim isolado, mas condição para garantir educação, saúde, segurança, infraestrutura e proteção social.

[b277] (apresentacao) O desenvolvimento econômico será orientado por produtividade, inovação, sustentabilidade, agregação de valor e redução das desigualdades regionais.

[b279] (apresentacao) Até 2030, o Rio Grande do Sul deverá ser mais seguro diante de eventos climáticos, mais produtivo, integrado e inovador, com serviços públicos simples e acessíveis, equilíbrio fiscal sustentável e oportunidades distribuídas entre regiões e grupos sociais.

[b280] (apresentacao) Matriz de integração dos compromissos estratégicos

[b281] (apresentacao) Todos os compromissos estratégicos apresentados na Parte I estão incorporados integralmente à Parte II. Quando o tema atravessa mais de uma política pública, as propostas foram reproduzidas no capítulo técnico central e articuladas com os capítulos complementares.

FIM — 36 blocos neste arquivo.