Zucco — texto do programa sobre Saúde (Governador — RS, 2026)
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[b282] (saude) A saúde pública do Rio Grande do Sul enfrenta um desafio que vai muito além do financiamento: trata-se de um problema de acesso, organização e gestão. Milhares de gaúchos aguardam por consultas especializadas, exames, cirurgias e tratamentos, muitas vezes por períodos incompatíveis com a gravidade de suas condições clínicas. A rede assistencial permanece marcada por fortes desigualdades regionais, fragmentação entre os diferentes níveis de atenção, dificuldades de integração entre hospitais e serviços ambulatoriais e baixa interoperabilidade das informações em saúde. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população, o crescimento das doenças crônicas, o aumento dos transtornos de saúde mental, a necessidade de fortalecer a prevenção e a preparação para novas emergências sanitárias impõem uma pressão crescente sobre um sistema que ainda opera, em muitos aspectos, de forma burocrática e pouco orientada por resultados. O desafio do próximo governo não será apenas investir mais, mas fazer com que cada recurso produza mais acesso, mais qualidade e melhores desfechos para os pacientes.
[b283] (saude) Nosso governo conduzirá uma profunda reorganização da saúde pública estadual, colocando o cidadão no centro da política de saúde e fazendo do acesso oportuno ao atendimento sua principal prioridade. As ações estarão orientadas pela redução das filas, pela organização regional da assistência, pelo fortalecimento da atenção primária, pela qualificação da rede hospitalar e pela integração efetiva entre consultas, exames, internações e tratamentos. Ampliaremos o uso da saúde digital, da telessaúde e dos prontuários interoperáveis, fortaleceremos a saúde mental, a atenção materno-infantil, a assistência farmacêutica e a prevenção das doenças, ao mesmo tempo em que valorizaremos os profissionais de saúde e aperfeiçoaremos o financiamento dos serviços com foco em desempenho e qualidade. As propostas desta área consolidam um modelo de gestão baseado em evidências, transparência e resultados, capaz de reduzir desigualdades regionais, melhorar a experiência dos usuários e assegurar que os gaúchos tenham acesso mais rápido, mais eficiente e mais humanizado aos serviços do Sistema Único de Saúde. _ → saude/p1
[b284] (saude) REDUZIR AS FILAS COM ATENDIMENTO NO TEMPO CERTO
[b285] (saude) Instituir política estadual permanente para ampliar consultas, exames, cirurgias e tratamentos especializados, integrando recursos estaduais e federais, remuneração adicional, metas regionais e pagamento condicionado à produção qualificada, à redução do tempo de espera e à conclusão do cuidado. _ → saude/p1
[b286] (saude) ORGANIZAR UMA FILA ÚNICA E TRANSPARENTE
[b287] (saude) Integrar a regulação de consultas, exames, cirurgias e leitos, eliminando duplicidades, utilizando protocolos clínicos e classificação por risco e permitindo que o cidadão acompanhe a situação, a prioridade, as pendências e o tempo estimado de sua solicitação. → saude/p2
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[b292] (saude) Ampliar o apoio técnico e o cofinanciamento aos municípios para qualificar a principal porta de entrada do SUS, com foco em acesso, vacinação, pré-natal, saúde mental, saúde bucal, doenças crônicas, coordenação dos encaminhamentos e redução das internações evitáveis. _ → saude/p10, saude/p11, saude/p58
[b293] (saude) REGIONALIZAR A ATENÇÃO ESPECIALIZADA
[b294] (saude) Reorganizar as referências regionais e macrorregionais de acordo com as necessidades da população, ampliando a oferta de especialistas, exames e tratamentos em polos estratégicos e combinando atendimento presencial, telessaúde e transporte sanitário. _ → saude/p5
[b295] (saude) FOMENTAR E FORTALECER OS CONSÓRCIOS MUNICIPAIS → saude/p28
[b296] (saude) Apoiar os Consórcios Intermunicipais de Saúde, absorvendo no sistema de contabilidade do Estado os pagamentos acima da tabela efetuados pelas prefeituras. Isso permitirá mapear o custo real dos serviços aos valores da região, renegociar contratos mais justos e reduzir o aporte dos municípios. _ → saude/p28, saude/p29
[b298] (saude) Revisar os incentivos hospitalares e aperfeiçoar a contratualização, vinculando recursos estaduais a metas de acesso, qualidade, segurança, eficiência, integração regional e prestação de contas, com apoio técnico aos hospitais que necessitem melhorar sua gestão. _ → saude/p34, saude/p35
[b299] (saude) INVESTIR NA INFRAESTRUTURA DOS HOSPITAIS → saude/p36
[b300] (saude) Consolidar mecanismos estaduais de financiamento para obras, reformas, equipamentos e modernização tecnológica, priorizando projetos compatíveis com a organização regional do SUS, a capacidade de custeio e as necessidades assistenciais comprovadas. _ → saude/p36
[b301] (saude) INTEGRAR URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS → saude/p37
[b302] (saude) Organizar regionalmente Samu, unidades de pronto atendimento, portas hospitalares, leitos de retaguarda, terapia intensiva e transporte inter-hospitalar, reduzindo superlotação, tempo de transferência e permanência inadequada dos pacientes. _ → saude/p37
[b304] (saude) Expandir telessaúde, teleinterconsulta, telediagnóstico e monitoramento remoto, integrando essas ferramentas à atenção primária e à regulação para resolver mais casos perto da residência do paciente e reduzir encaminhamentos e deslocamentos desnecessários. _ → saude/p7, saude/p12, saude/p63
[b306] (saude) Tornar interoperáveis os sistemas de regulação, prontuários e bases assistenciais, assegurando histórico clínico longitudinal, acesso seguro às informações necessárias, redução da repetição de exames, proteção dos dados e consulta pelo próprio cidadão. _ → saude/p32
[b308] (saude) Ampliar e regionalizar a Rede de Atenção Psicossocial, fortalecendo a atenção primária, os → saude/p13
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[b311] (saude) CAPS, a resposta às crises, o cuidado de crianças e adolescentes, a prevenção do suicídio e o atendimento relacionado ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. _ → saude/p13, saude/p14, saude/p16
[b312] (saude) ACELERAR O DIAGNÓSTICO E O TRATAMENTO DO CÂNCER → saude/p40
[b313] (saude) Organizar linhas regionais de cuidado oncológico, reduzindo o tempo entre suspeita, confirmação diagnóstica e início do tratamento e ampliando o acesso a anatomia patológica, cirurgia, quimioterapia, radioterapia e cuidados paliativos. _ → saude/p40
[b314] (saude) GARANTIR MEDICAMENTOS E TRATAMENTOS CONTÍNUOS → saude/p42
[b315] (saude) Modernizar a assistência farmacêutica, integrando compras, estoques, distribuição, dispensação e acompanhamento terapêutico para reduzir faltas, perdas, interrupções de tratamento e judicialização evitável. _ → saude/p42, saude/p43
[b316] (saude) PROTEGER MÃES, BEBÊS E CRIANÇAS → saude/p33
[b317] (saude) Qualificar a rede materna e infantil, assegurando pré-natal de risco habitual e alto risco, parto seguro, atenção neonatal, cuidado no puerpério, vacinação e acompanhamento do desenvolvimento infantil, em articulação com a política de Primeira Infância. _ → saude/p33
[b318] (saude) FORTALECER A VIGILÂNCIA E A PREVENÇÃO → saude/p18
[b319] (saude) Integrar vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e laboratorial, ampliando vacinaç ão, controle de doenças transmissíveis, rastreamentos baseados em evidências e prevenção das complicações das doenças crônicas. _ → saude/p18, saude/p19, saude/p39, saude/p79
[b320] (saude) PREPARAR O SUS PARA EMERGÊNCIAS → saude/p20
[b321] (saude) Manter planos de continuidade para hospitais e demais serviços, com estoques estratégicos, transporte, medicamentos, oxigênio, energia, comunicação, vigilância e protocolos de resposta a desastres, epidemias e períodos sazonais de maior demanda. _ → saude/p20, saude/p23
[b322] (saude) VALORIZAR E QUALIFICAR AS EQUIPES DE SAÚDE → saude/p48
[b323] (saude) Planejar a força de trabalho, apoiar o provimento de profissionais em regiões desassistidas e ampliar educação permanente, protocolos baseados em evidências, segurança ocupacional e formação em áreas prioritárias da rede. _ → saude/p48
[b325] (saude) Monitorar e divulgar indicadores de acesso, tempo de espera, qualidade, segurança, desfechos, cobertura vacinal, disponibilidade de medicamentos, desigualdade regional, execução financeira e experiência do usuário, vinculando decisões e incentivos aos resultados alcançados. _ → saude/p3, saude/p44, saude/p52, saude/p86
[b327] (saude) Revisar o Programa Assistir, seus critérios, incentivos e mecanismos de financiamento, corrigindo distorções na distribuição dos recursos entre hospitais e regiões de saúde. Reavaliar os critérios de alocação considerando a demanda efetivamente atendida, os fluxos regionais e intermunicipais de pacientes, a complexidade dos serviços, a produção assistencial e os → saude/p26, saude/p27
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[b330] (saude) resultados alcançados, de modo a superar desequilíbrios que penalizam hospitais e regiões que concentram atendimentos e funcionam como referência para populações de outros municípios. _ → saude/p27
[b331] (saude) APRIMORAR PROGRAMAS DE ATENDIMENTO A PESSOAS COM TEA → saude/p41, saude/p83
[b332] (saude) Escutar as demandas específicas e regionalizadas sobre o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), aprimorando programas como o TEAcolhe e aperfeiçoando parcerias com entidades de acolhimento. _ → saude/p41, saude/p83
[b333] (saude) MODERNIZAR A GESTÃO DO IPE SAÚDE → saude/p50
[b334] (saude) Revisar o modelo de gestão do IPE Saúde, incorporando práticas de eficiência e governança adotadas na saúde suplementar privada, com foco na sustentabilidade financeira, na melhoria do atendimento aos segurados e na qualificação da relação com a rede credenciada. → saude/p50
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[b1377] (saude) Áreas vinculadas: Saúde; Inovação, Ciência e Tecnologia; Desenvolvimento Econômico e Ambiente de Negócios; Educação; Posicionamento Internacional e Atração de Investimentos. _
FIM — 40 blocos neste arquivo.