Professor Marcus Sodré — texto do programa sobre Economia, emprego e agro (Governador — SC, 2026)

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[b204] (economia) É hipocrisia falar em desenvolvimento mantendo o país preso a um ciclo de dominação.

[b205] (economia) Não é possível falar, sem hipocrisia, em crescimento econômico brasileiro mantendo uma estrutura produtiva quase inteiramente fora das principais cadeias de valor que emergiram nas últimas décadas. Falamos dos ramos que concentram tecnologia, escala e o controle efetivo das cadeias globais de produção – indústria digital, semicondutores, eletroeletrônicos de ponta, inteligência artificial, biotecnologia e novos materiais. O Brasil permanece preso a um ciclo de dominação. Importa-se praticamente tudo aquilo que hoje está na fronteira da produção capitalista, além das máquinas, equipamentos e insumos estratégicos necessários até mesmo às indústrias de baixa e média tecnologia aqui instaladas. Esse déficit é compensado pela exportação de produtos

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[b208] (economia) primários – sobretudo mineração e agropecuária –, mercadorias pouco processadas, de baixo valor agregado, que empregam relativamente menos trabalhadores e exigem menor qualificação média. Troca-se complexidade produtiva por volume bruto. Troca-se densidade tecnológica por extrativismo extensivo, espoliando recursos naturais não renováveis, cuja expansão contínua cobra um preço ambiental e social cada vez mais alto, como ilustram os casos de Brumadinho e Mariana.

[b211] (economia) A impossibilidade de desenvolvimento sob a burguesia nacional.

[b212] (economia) Não há livre mercado capaz de alterar esse quadro. O capital nacional não dispõe das dezenas ou centenas de bilhões de dólares exigidos por esses ramos em infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento etc. Além disso, tais setores concentram segredos comerciais, patentes e domínio tecnológico guardados a sete chaves por grandes conglomerados globais. Conhecimento e técnicas que o capital local não possui – nem demonstra disposição real para tal, dados os custos elevados, o risco envolvido e o longo prazo de retorno mesmo em caso de sucesso da empreitada.

[b213] (economia) Ingressar, portanto, nesses novos ramos de produção fundamentais para um crescimento consistente do país é, portanto, uma possibilidade inexistente para a burguesia nacional. Não se trata, assim, de uma mera escolha moral, mas de uma impossibilidade objetiva. Apesar disso, limitada como está às cadeias superficiais que atendem um mercado interno estagnado, a classe dominante brasileira mergulha na degeneração moral por meio da violação sistemática das frágeis regulações existentes, dos conchavos com o poder público, do uso de informações privilegiadas, da falsificação de relatórios contábeis, da sobrevalorização fraudulenta de ativos. Em suma, mecanismos diversos que socializam os prejuízos jogando-os para o Estado e privatizam os lucros criados de forma fraudulenta. Faz com que o sangue, o suor, o esforço de cérebros e músculos de 120 milhões de trabalhadores brasileiros resultem em um grande jogo em que os tubarões da Bolsa devoram os peixes pequenos. Vide o caso do Banco Master ou das Lojas Americanas, esta última controlada pelos três maiores bilionários do país.

[b214] (economia) Tampouco é possível reverter essa situação por meio de uma simples intervenção estatal nos marcos da estrutura atualmente dada. A crise do capital privado pressiona as finanças públicas, que operam em déficit crônico há quase uma década: gasta-se mais do que se arrecada. O buraco é tapado com o endividamento público que, de quebra, absorve os capitais excedentes dos grandes empresários já sem destino produtivo, mediante o pagamento de juros vultuosos. As reservas em moeda estrangeira, sobretudo dólares, acumuladas no período do boom das commodities, não podem ser aplicadas em local algum. São mantidas como títulos do tesouro estadunidense para serem vendidas no momento necessário com o objetivo de segurar o câmbio e contrabalancear a saída contínua da moeda brasileira em função da fuga de capitais para o exterior, feita tanto pelo capital estrangeiro como pelo nacional. Torna-se evidente que o Estado não é o oposto do mercado privado. Está enredado no mesmo ciclo de dominação que a ambos limita e condiciona; envolvendo-os.

[b217] (economia) O fracasso das políticas reformistas.

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[b220] (economia) Esse é o motivo de a esquerda do sistema, apesar de, muitas vezes, falar, ainda que muito vagamente, sobre a debilidade estrutural do Brasil, a desigualdade e outros temas mais, quando se encontra no poder, nada consegue fazer. Por um lado, está associada ao grande capital nacional que explora um mercado interno em retração – o setor dito “progressivo” do capital. De outro, encontra um Estado comprimido por margens cada vez mais estreitas. Resta-lhe administrar restrições e a barbárie, como é o caso do encarceramento em massa da juventude pobre e negra da periferia. Política fiscal para conter gastos públicos; política monetária para compensar a estagnação do país com juros elevados; política cambial para compensar a saída de capital do país com a venda dos dólares oriundos da balança comercial favorável; política financeira para preservar os lucros não investidos pelo capital nacional por meio de elevados juros dos títulos da dívida pública.

[b221] (economia) É justamente à luz dessas limitações estruturais que devem ser examinadas as propostas de muitas organizações ligadas ao PSOL ou como a UP que se consideram esquerda radical, as quais se embrenham em programas utópicos e pseudocientíficos de todos os tipos. Querem baixar a taxa de juros sem qualquer contraparte imediata no processo de produção, isto é, alavancar a “produção” de dinheiro por meio do crédito sem a respectiva alavancagem do processo de produção. O resultado previsível é pressão inflacionária sem transformação estrutural. Fala-se, com razão, em saúde, educação, previdência, pesquisa, renda mínima. No entanto, raramente se explica de onde virão os recursos necessários para tal, já que o Estado se encontra em déficit há uma década. Por vezes, esses recursos são justificados por meio da criação miraculosa de valor com a impressão de mais títulos públicos ou com reformas fiscais que impactam tão somente os setores médios da classe trabalhadora por meio do imposto de renda. Os exemplos poderiam se multiplicar interminavelmente.

[b224] (economia) A necessidade de expropriação dos setores estratégicos.

[b225] (economia) Não é possível tapar o sol com a peneira. Para prover serviços públicos decentes – saúde, educação, moradia, saneamento –, bem como concentrar a riqueza apropriada pelos múltiplos capitais individuais e direcioná-los para investimentos produtivos é necessário expropriar as empresas estratégicas que acumulam bilhões ou dezenas de bilhões de reais em setores diretamente dependentes de recursos naturais como mineração, petróleo e energia. Empresas como a Petrobras e a VALE que distribuíram respectivamente uma média de 100 e 300 bilhões de reais em dividendos nos últimos quatro anos. É necessário expropriar, ainda, setores estratégicos, outrora estatais, como a siderurgia e o de derivados do petróleo. É necessário controlar o topo da hierarquia do agronegócio, hoje operado por empresas estrangeiras ou grandes conglomerados brasileiros como a JBS que direcionam, administram e orientam toda produção nacional ao mercado externo, seguindo seus preços e cotações. É necessário uma taxação fortemente progressiva sobre os lucros das empresas bilionárias nos mais diversos ramos e, em particular, o controle da conta de capitais continuamente evadidos para fora do país tanto por capitalistas nacionais como estrangeiros: cerca de meio trilhão de reais anuais desde 2020. Ao lado disso, é fundamental o controle do sistema financeiro e dos grandes bancos, de modo a canalizar os recursos para o que realmente importa. → economia-agro/p37, economia-agro/p46

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[b228] (economia) Sem interromper essa drenagem da riqueza nacional para fora do Brasil ou para títulos fictícios da dívida pública, não há projeto nacional viável. Somente por meio de medidas que coloquem em questão a propriedade do capital e o destino dos excedentes será possível financiar um projeto nacional de desenvolvimento que assegure, de um lado, o crescimento da riqueza produzida no país e, de outro, que esta riqueza permaneça no próprio país. O resto é conversa para boi dormir.

[b232] (economia) Planejamento econômico e pleno emprego.

[b234] (economia) Também não é possível falar, sem hipocrisia, em pleno emprego e renda sem vinculá-los ao conjunto das transformações antes mencionadas. Emprego depende de um planejamento econômico que articule produção e consumo, que direcione investimentos para setores capazes de ampliar a base produtiva e que converta ganhos tecnológicos e de produtividade em redução da jornada de trabalho – e, por consequência, em ampliação do número de postos de trabalho. Ao mesmo tempo, é necessário que a produção esteja voltada prioritariamente para o mercado interno, de modo que a produção crescente se vincule ao consumo também crescente dos trabalhadores, sem que um obstaculize o desenvolvimento do outro. Isso apenas é possível com planejamento econômico. O comunismo é precisamente isso. Não o mercado que impulsiona irracionalmente a produção e a oferta, restringindo o poder de compra daqueles capazes de consumir essa produção agora alargada. Não o intervencionismo Estatal via mercado que procura alargar o consumo por meio de gastos estatais e tributação excessiva, restringindo a capacidade de produção de capitalistas dispersos e alheios a qualquer interesse nacional. → economia-agro/p41, economia-agro/p49

[b235] (economia) O que queremos é a vinculação da produção ao consumo, da produção de riqueza às necessidades dos trabalhadores e da população. → economia-agro/p41

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[b245] (economia) Soberania e ruptura com o imperialismo.

[b247] (economia) Não é possível falar, sem hipocrisia, em um país soberano sem problematizar uma ruptura com o imperialismo, isto é, com os países dominantes na atual divisão internacional do trabalho. Se o capital privado não pode solucionar o problema do desenvolvimento brasileiro, tampouco o pode o capital internacional. Os Estados Unidos e países europeus, que dominam vastamente a cadeia de produção com maior valor agregado existente no Brasil, há décadas, apenas extraem os excedentes da riqueza produzida pela classe trabalhadora brasileira sem realizar qualquer investimento de maior monta. Parasitam nossos recursos e alimentam suas matrizes: eis a fuga de capitais que constantemente desvaloriza nossa moeda, exigindo que se queimem os royalties do petróleo e da mineração, bem como os excedentes do agronegócio e outros setores exportadores em meras operações cambiais.

[b248] (economia) Tampouco a China é uma alternativa, como pretendem alguns agrupamentos da esquerda do sistema e mesmo da chamada esquerda radical. O gigante asiático tem priorizado adquirir empresas brasileiras em vez de construir novas, isto é, realizar a compra de ativos já existentes – fusões e aquisições – sobretudo em setores como energia, mineração e infraestrutura. Nesses casos, o “investimento” estrangeiro entra no país apenas para trocar a propriedade do capital: nenhuma nova unidade produtiva é criada, nenhum emprego adicional surge, e a produção nacional não aumenta um só centavo.

[b249] (economia) Mesmo quando novas instalações são abertas, como no caso da BYD, grande parte da cadeia produtiva permanece na China, cabendo ao Brasil apenas a etapa final de montagem. O resultado é que, à medida que empresas chinesas substituem outras no mercado automobilístico brasileiro, definham empresas nacionais de autopeças, siderúrgicas e químicas que até então abasteciam as montadoras instaladas no país. Em suma, os objetivos da China não diferem daqueles de países dominadores atuantes no país há quase um século: exportar capital para nossas terras a fim de se apropriar dos lucros aqui produzidos – agora, porém, sob uma forma ainda mais nociva aos nossos interesses.

[b250] (economia) Querem, ainda, inundar inteiramente o mercado brasileiro com mercadorias. Avança com o mega porto recentemente construído no Peru e com o projeto em curso que o liga ao Brasil.

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[b255] (economia) A reconfiguração da ordem imperialista.

[b257] (economia) Nos dias de hoje, as invasões de Donald Trump na Venezuela e no Irã, de Putin na Ucrânia e, muito provavelmente, em breve, de Xi Jinping em Taiwan; já jogaram por terra todo o discurso de um mundo não imperialista – o mundo dito globalizado. Um mundo baseado em regras “iguais” entre os capitais privados e os Estados, bem como na diplomacia como via de resolução dos conflitos. Todo esse lero lero já não pode ser levado a sério nem mesmo pelos apologistas desse sistema idílico, agora perplexos diante dos novos acontecimentos. A ascensão da China explicitou o que foi sempre a realidade desse sistema: a violência na divisão social do trabalho entre os países, em que alguns poucos são dominantes e os demais dominados. Esse processo se reproduz por meio da propriedade do grande capital, do controle tecnológico e militar. Não é possível, como sugere alguns, pensar em nossos próprios interesses jogando com os dois lados, pois ambos os lados, por vezes com métodos diferentes, visam os mesmos objetivos: o saque das riquezas nacionais, sobretudo nossos recursos naturais, e o controle de nosso mercado interno por meio de suas empresas. A negociação entre o Brasil e os países dominantes, sejam eles quais forem, assemelha-se a negociação entre o assaltante com a arma empunhada nas mãos e sua necessidade de avançarmos rumo a uma soberania nacional de fato, não em palavras. Soberania não é um discurso abstrato de defesa do nosso país e a apologia de símbolos nacionais. Soberania significa controle nacional absoluto sobre todos nossos recursos naturais. Soberania significa ter autonomia para definir os rumos do país, incluindo um projeto nacional de desenvolvimento não subordinado ao capital estrangeiro. Soberania significa, ainda, iniciarmos um processo que inverta a lógica atual em que a produção de média e alta intensidade tecnológica aqui instalada são de propriedade do capital estrangeiro. Soberania significa ter autonomia militar, o que demanda a estatização imediata de empresas estratégicas como a EMBRAER e AVIBRAS. Soberania significa orientar a produção agrária nacional para o mercado interno, afastando as megas empresas, predominantemente estrangeiras, que hoje orientam toda produção nacional às exportações, sacrificando o trabalhador rural e os médios e pequenos proprietários, contribuindo para a fome nas grandes cidades ao dolarizar e encarecer o preço dos alimentos, erodindo também a nossa soberania alimentar. Soberania significa estatizar a produção nacional de metais preciosos, bem como as reservas do grande capital privado de modo a substituirmos as atuais reservas internacionais que atualmente são títulos do tesouro estadunidense. → economia-agro/p85

[b258] (economia) Tudo isso, não é um sonho ou uma ideia abstrata de futuro. São medidas e tarefas necessárias, sem as quais o Brasil continuará a reproduzir o mesmo ciclo de dominação que se encontra mergulhado nas últimas décadas. Ciclo esse que amarra o Estado ao capital nacional privado, o capital nacional ao capital estrangeiro em um contexto internacional marcado pela disputa comercial e militar entre a China e os Estados Unidos pelos excedentes do capital dispersos em todo o mundo periférico.

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[b284] (economia) No mundo do trabalho a situação é ainda pior. Os acidentes de trabalho em Santa

[b285] (economia) Catarina subiram 19,4% em 2025 em comparação ao ano anterior, os óbitos no trabalho também cresceram 11%, passando para 360 mortes no mesmo período em Santa Catarina, que é o quinto Estado com o maior número de acidentes de trabalho do país, sendo que nossa população é apenas a décima.

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[b295] (economia) Dos salários desses imigrantes são constantemente descontados valores referentes a moradias, que são totalmente insalubres, onde 11 adultos chegam a dividir dois cômodos e um único banheiro. São empurrados para os postos de trabalho com os serviços mais pesados e com os maiores índices de acidentes de trabalho.

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[b302] (economia) A industrialização local também foi um fator diferencial no estado. Enquanto na maioria do país as indústrias eram multinacionais, aqui tivemos um grande desenvolvimento industrial baseado em uma mão de obra abundante altamente explorada.

[b303] (economia) Também a pequena propriedade rural foi um fator decisivo na industrialização. Ela não só criou um mercado para produtos como ferramentas, tecidos, chapéus, moto bombas etc., como propiciou uma enorme oferta de mão de obra barata. O crescimento populacional não permitia que as pequenas propriedades absorvessem todos os descendentes das famílias de pequenos proprietários e estes, em parte, se dirigiam à indústria, mas sem se afastarem das famílias.

[b304] (economia) Afinal, estamos falando de cidades relativamente pequenas em que essas propriedades ficavam relativamente perto das fábricas, o que permitia deslocamentos cotidianos, na maioria das vezes com sua própria bicicleta. Assim, esse rendimento era quase que complementar, o que permitia que as empresas explorassem ao máximo estes trabalhadores que conseguiam mesmo assim sobreviver por terem se mantido ligados ao campo. Isso também será um fator muito importante para que tenhamos tido tão pouca tradição sindical de lutas operárias no estado.

[b305] (economia) Os pequenos proprietários também vão ser fundamentais para a indústria, na forma de exploração direta. Esse modelo vai ser a base da agroindústria do oeste catarinense, em que não só as fabricas exploram terrivelmente os operários e principalmente operárias, como também se assentam sobre uma brutal exploração dos pequenos produtores, que são totalmente controlados por essas empresas. Hoje isso também se dá em grande quantidade para as indústrias têxteis do vale do Itajaí, onde centenas de pequenas fábricas são exploradas por poucas grandes indústrias.

[b306] (economia) Mas essa industrialização local em grande medida já desapareceu. Parte importante simplesmente faliu e outra parte foi incorporada por grandes grupos nacionais ou estrangeiros. E as que se mantém, muitas têm parte significativa de seus produtos importados da China. Tornaram-se, em grande parte, empacotadoras e distribuidores destes produtos.

[b307] (agro) A crise sobre a pequena propriedade é tão grande que boa parte delas simplesmente teve que ser abandonada ou vendida para grupos maiores. Isso tem provocado um esvaziamento no campo e um inchaço na periferia das cidades maiores, com todas as consequências que daí advêm. Assim, vemos a tragédia de dezenas de

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[b312] (agro) Esse dinheiro poderia estar sendo usado para apoiar os pequenos proprietários do campo e das cidades, que vivem à míngua, e para fazer uma reforma agrária. Isso sim geraria milhares de novos empregos e assentaria as famílias no campo em condições de vida dignas além de diminuir o preço dos alimentos nas cidades. → economia-agro/p10, economia-agro/p54, economia-agro/p78

[b313] (economia) Os pequenos empresários devem perceber que a única saída real para eles é se juntar às lutas dos trabalhadores e da juventude para avançar em suas reinvindicações e parar de confiar nas promessas eleitoreiras dos grandes partidos. Muito menos devem dar ouvidos a falsas promessas da extrema direita representada por Flávio Bolsonaro e Jorginho Melo (PL), bem como os políticos da direita tradicional com João Rodrigues (PSD), mas também Gelson Merísio (PSB - Frente Ampla). Estes só governam para os bilionários, deixando os pequenos empresários à mingua, à própria sorte.

[b314] (economia) Nossas indústrias foram criadas pelo suor dos operários e operárias catarinenses, não podem simplesmente ser fechadas quando estão em crise deixando os trabalhadores em uma situação dramática. As indústrias que fecharem devem ser tomadas pelos trabalhadores, que passem a administrá-las para garantir sua subsistência. E as empresas que ameaçam demitir em massa devem ser paralisadas, juntando todos os funcionários na luta pela readmissão de todos. → economia-agro/p47

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[b415] (economia) O primeiro passo de um legítimo governo socialista dos trabalhadores é mudar radicalmente a política econômica, suspendendo o pagamento das dívidas públicas, acabando com as desonerações fiscais e financiamentos subsidiados aos grandes empresários, estatizando sob controle dos trabalhadores o sistema financeiro e as grandes empresas que mandam no estado e no país, além de reestatizar sob controle dos trabalhadores o que já foi entregue para a iniciativa privada. Essas medidas são importantes para que seja garantida a existência de recursos para investir nas áreas sociais e de infraestrutura. Para que de fato o dinheiro chegue aonde precisa ser investido. Sem a mobilização e organização da classe trabalhadora e do povo pobre nada disso será possível. Só um governo socialista dos trabalhadores formado por conselhos populares pode sustentar essas medidas. → economia-agro/p34, economia-agro/p35, economia-agro/p46

[b424] (economia) Os números do desemprego e subemprego em Santa Catarina e no Brasil aumentaram absurdamente nos últimos anos e com isso os salários baixaram ainda mais e não chegam até o fim do mês.

[b425] (economia) Para a garantia de uma vida digna, defendemos algumas medidas que

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[b428] (economia) aumentarão o número de postos de trabalho com renda digna:

[b432] (economia) Revogação dos ataques à classe trabalhadora com as reformas neoliberais realizadas nas últimas décadas, de Collor a Bolsonaro. Defendemos a revogação das reformas da previdência de FHC, Lula e Dilma, do governo Temer, revogação da reforma trabalhista, da lei das terceirizações, das restrições ao seguro desemprego, ao abono do PIS e a outros direitos, da Emenda Constitucional que congelou gastos com saúde, educação e demais áreas sociais por 20 anos, da reforma do ensino médio e da base nacional comun curricular. Revogação dos ataques realizados por Colombo, Pinho Moreira, Moisés e Jorginho Melo, a exemplo da recente reforma da previdência, dos ataques ao plano de carreira do magistério e contra as demais categorias do serviço público. → economia-agro/p50

[b436] (economia) Demitiu, parou! Fechou a fábrica ou a empresa, ocupou! Segurodesemprego de dois anos, redução da jornada de trabalho sem redução de salários e estatização sob controle dos trabalhadores das empresas que demitirem em massa, a exemplo da agroindústria no estado. – Por reajuste mensal de salários de acordo com a inflação do mês anterior → economia-agro/p47, economia-agro/p49, economia-agro/p51, economia-agro/p52

[b438] (economia) Para combater o flagelo do desemprego, defendemos também lutar e mobilizar a classe trabalhadora pelo seguro-desemprego de dois anos no mínimo e a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem redução de salários (fim da escala 6 por 1). → economia-agro/p49, economia-agro/p51

[b440] (economia) Aumento geral de salários rumo ao salário mínimo proposto pelo DIEESE para 2026, de R$ 8.110,92. → economia-agro/p52

[b442] (economia) Contra a precarização e pejotização do trabalho! → economia-agro/p53

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[b451] (economia) Medidas concretas para pleno emprego e renda digna;

[b455] (agro) Investimentos para fomentar a agricultura familiar; → economia-agro/p10, economia-agro/p78

[b457] (economia) Congelamento dos preços dos alimentos, fim dos impostos sobre produtos básicos de alimentação, como o leite. → economia-agro/p36

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[b502] (economia) Salário igual para trabalho igual! → economia-agro/p52

[b506] (economia) Direito a emprego e moradia! Revogação de todas as medidas neoliberais de Pinho Moreira, Colombo, Moisés e Jorginho Melo! → economia-agro/p50

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[b539] (agro) Fim do latifúndio e do agronegócio, em defesa da vida e das culturas indígenas; → economia-agro/p54, economia-agro/p64

[b545] (agro) Garantir condições efetivas para a produção familiar nos territórios indígenas; → economia-agro/p56

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[b710] (agro) Reforma agrária, já! Defesa do emprego, dos salários e direitos para os operários agrícolas. Acesso ao crédito barato para os pequenos produtores. → economia-agro/p54, economia-agro/p55, economia-agro/p78

[b714] (agro) Revolução agrária, já! Estatização sob controle dos trabalhadores do agronegócio que tem sua produção voltada para o mercado internacional e não para atender as necessidades do povo brasileiro! → economia-agro/p43, economia-agro/p54, economia-agro/p64, economia-agro/p85

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[b812] (economia) Garantir, em primeiro lugar, o acesso dos trabalhadores à sua própria cidade com transporte de qualidade e acessível a todos e garantindo emprego e renda. → economia-agro/p65

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[b816] (economia) Somos contra o modelo de turismo baseado nos grandes empreendimentos empresariais que degradam o meio ambiente e super exploram a força de trabalho. → economia-agro/p77, economia-agro/p121

[b819] (economia) Abertura de concurso público na área. → economia-agro/p66

[b821] (economia) Lutar pela criação de um imposto sobre leitos ocupados da rede hoteleira para financiar moradias populares e investimentos públicos e sociais. → economia-agro/p17

[b823] (economia) Defendemos a estatização sob controle dos trabalhadores e sem indenização dos grandes empreendimentos que cometerem crimes ambientais ou incentivarem o turismo sexual, e a destinação dessas áreas para uma função pública e social.

[b825] (economia) Defendemos incentivar o turismo que respeita o meio ambiente, combata o turismo sexual e garanta boas condições de trabalho e renda para a população local. → economia-agro/p18, economia-agro/p77, economia-agro/p121

[b826] (economia) Incentivo à criação de colônias de férias de sindicatos e associações de trabalhadores, a exemplo da doação de terrenos. → economia-agro/p18, economia-agro/p77, economia-agro/p121

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[b892] (economia) Estatização sob controle dos trabalhadores das grandes empresas envolvidas em corrupção, a exemplo das empreiteiras e da JBS; → economia-agro/p46

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[b934] (economia) ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO SOB O CONTROLE DOS → economia-agro/p46

[b935] (economia) TRABALHADORES. FIM DAS REMESSAS DE LUCROS AO EXTERIOR. → economia-agro/p67

[b936] (economia) A economia brasileira é controlada hoje por um punhado de grandes empresas, grande parte delas sob controle do capital estrangeiro. As 100 maiores empresas têm o faturamento igual a 40% de tudo o que o Brasil produz em um ano. Mas só são responsáveis por 2 milhões de empregos, num universo de mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros.

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[b942] (economia) A estatização dessas empresas, colocá-las sob controle dos trabalhadores e fazer com que produzam de acordo com as necessidades da população brasileira, e não para a exportação e o lucro de alguns poucos empresários. → economia-agro/p43, economia-agro/p46, economia-agro/p64, economia-agro/p85

[b944] (economia) Proibição das remessas de lucros e estatização das grandes multinacionais e o agronegócio sob o controle dos trabalhadores, incluindo os bancos. → economia-agro/p46

[b946] (economia) Estatização do sistema financeiro, sob controle dos trabalhadores, centralizado num banco que garanta o financiamento ao pequeno empresário e produtor, o desenvolvimento público, científico e tecnológico → economia-agro/p46, economia-agro/p48

[b948] (economia) Defendemos também impostos sobre grandes fortunas e um modelo tributário com tributos progressivos e que tribute prioritariamente a renda e o patrimônio. → economia-agro/p34, economia-agro/p37

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