Augusto Cury — texto do programa sobre Agricultura e alimentos (Presidente, 2026)

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[b72] (agro) A dor do agricultor e do comerciante, que muitas vezes possuem uma lucratividade inferior a 10% e enfrentam um custo anual de financiamento de, no mínimo, 20% para manter seus negócios, precisa ser enfrentada por líderes que amem muito mais a sociedade do que suas ideologias políticas. → agricultura/p28

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[b645] (agro) a) Dobrar a produção agropecuária nos próximos anos

[b646] (agro) O Brasil reúne condições únicas para liderar a segurança alimentar mundial.

[b647] (agro) Investiremos em tecnologia, pesquisa, irrigação, logística e inovação para ampliar significativamente a produção agrícola, garantindo sustentabilidade ambiental e geração de riqueza. → agricultura/p43, agricultura/p89

[b648] (agro) Nada disso será possível sem previsibilidade regulatória. Estabeleceremos prazos máximos legais para o licenciamento ambiental, sanitário e de outorga de água, com procedimento digital integrado entre União, Estados e Municípios e classificação por nível de risco, concentrando a análise técnica detalhada nos empreendimentos de maior impacto e simplificando os de impacto reduzido. Agilidade não significa ausência de critério: os parâmetros técnicos permanecerão rigorosos, a fiscalização → ambiente-energia/p12, agricultura/p45, agricultura/p80, agricultura/p132

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[b651] (agro) será fortalecida e a responsabilização por danos ambientais será integral. O objetivo é assegurar ao produtor uma resposta clara em tempo razoável, eliminando a insegurança que hoje paralisa investimentos legítimos sem enfraquecer a proteção ambiental. → agricultura/p80

[b654] (agro) A utilização de satélites, drones, sensores, inteligência artificial e análise de dados permitirá maior produtividade com menor impacto ambiental. Incentivaremos a modernização tecnológica das propriedades rurais de todos os portes. → agricultura/p70, agricultura/p146

[b655] (agro) Expandiremos o conceito de inovação no campo para incluir a robótica agrícola, o sensoriamento remoto avançado, o desenvolvimento de bioinsumos e a reciclagem de nutrientes. Incentivaremos também práticas sustentáveis de alto impacto, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), garantindo que a tecnologia chegue e traga resultados para propriedades de todos os portes. → agricultura/p3, agricultura/p51, agricultura/p97

[b658] (agro) A utilização de satélites, drones, sensores, inteligência artificial e análise de dados permitirá maior produtividade com menor impacto ambiental. Incentivaremos a modernização tecnológica das propriedades rurais de todos os portes. → agricultura/p70, agricultura/p146

[b660] (agro) d) Fortalecimento do pequeno produtor

[b661] (agro) Os pequenos agricultores desempenham papel fundamental no abastecimento interno. Ampliaremos o acesso ao crédito, assistência técnica, seguro rural, mecanização e mercados consumidores, promovendo inclusão produtiva e desenvolvimento regional. Também fortaleceremos programas de sucessão familiar no campo e de formação de jovens lideranças rurais, assegurando a continuidade da atividade agropecuária, o empreendedorismo e a permanência das novas gerações no meio rural. → agricultura/p36, agricultura/p40, agricultura/p41, agricultura/p93, agricultura/p106, agricultura/p131

[b664] (agro) O cooperativismo é uma das formas mais eficientes de organização econômica.

[b665] (agro) Estimularemos a criação e o fortalecimento de cooperativas agrícolas, industriais, de crédito e de serviços, ampliando a competitividade e a geração de renda para → agricultura/p83

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[b668] (agro) milhões de brasileiros. O objetivo é dobrar o número de cooperados nos próximos 10 anos, passando de 26 milhões para mais de 50 milhões de brasileiros. → agricultura/p84

[b673] (agro) g) Abertura de mercados internacionais → agricultura/p21

[b674] (agro) Expandiremos acordos comerciais, promoveremos a imagem do agronegócio brasileiro e fortaleceremos a diplomacia econômica para ampliar as exportações e consolidar o Brasil como uma das maiores potências agroalimentares do planeta. → agricultura/p18, agricultura/p19, agricultura/p21, agricultura/p103

[b675] (agro) Objetivo é dobrar a produção de alimentos nos próximos 10 anos, para que possamos alimentar mais de 2 bilhões de seres humanos e, assim, poderemos estar de igual para igual no tabuleiro das nações, em destaque com os Estados Unidos e China. O Brasil será “vendido” como supermercado do mundo e não como celeiro do mundo. → agricultura/p19, agricultura/p89, agricultura/p103

[b677] (agro) h) Gestão de Risco e Seguro Rural

[b678] (agro) A incerteza climática é um dos maiores riscos para a produção nacional.

[b679] (agro) Ampliaremos significativamente a cobertura do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), garantindo que o produtor tenha um antídoto contra eventos climáticos extremos. O seguro deixará de ser um luxo para tornar-se uma ferramenta indispensável de fomento ao crédito rural, gestão de risco e prevenção contra o endividamento sistêmico no campo. → agricultura/p23, agricultura/p106

[p. 50]

[b690] (agro) Além dos transportes, enfrentaremos o gargalo da armazenagem, que hoje pressiona os preços de venda e gera perdas no escoamento das safras. → agricultura/p61

[b691] (agro) Estimularemos, por meio de incentivos fiscais e parcerias, a construção e ampliação de armazéns, permitindo que o produtor e as agroindústrias possam armazenar suas safras e negociá-la no momento mais adequado. → agricultura/p61, agricultura/p62

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[b2056] (agro) PROJETO 6 - BRASIL OÁSIS: REVOLUÇÃO NO SEMIÁRIDO.

[b2057] (agro) A revolução do semiárido, da agricultura familiar e da segurança alimentar

[b2061] (agro) Também vale confirmar o número da agricultura familiar: o dado mais sólido continua sendo cerca de 3,9 milhões de estabelecimentos, equivalentes a 77% das unidades agropecuárias do país. Eles ocupam cerca de 23% da área agrícola e concentram a maior parte dos postos de trabalho no campo.

[b2062] (agro) Na fruticultura, o contraste internacional realmente chama atenção. O Brasil exportou em 2024 pouco mais de US$ 1,287 bilhão em frutas, enquanto o Peru fechou 2024 com algo acima de US$ 7,6 bilhões em frutas e hortaliças, chegando a mais de US$ 8,2 bilhões em algumas consolidações de escopo semelhante. Não é uma comparação perfeita item por item, mas ela confirma sua intuição: o Brasil tem escala territorial, água, luminosidade e mercado para exportar muito mais do que exporta hoje.

[b2063] (agro) Há outro ponto essencial: Israel deve ser tratado como modelo de tecnologia, gestão da água e produtividade por gota, não como modelo de volume bruto de produção de alimentos. Mais de metade do território israelense é desértico, o país reutiliza mais de 87% do efluente tratado na agricultura e se tornou referência mundial em dessalinização, reuso e irrigação de precisão. Ao mesmo tempo, Israel continua sendo importador líquido de alimentos. A lição para o Brasil não é copiar a escala israelense, mas tropicalizar sua inteligência hídrica, sua fertirrigação, sua pesquisa aplicada e sua agricultura de altíssimo valor por hectare.

[b2064] (agro) Além disso, o Brasil já possui base para dar esse salto. A ANA informa que o país tem aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação e potencial de chegar a 55 milhões de hectares, desde que a expansão ocorra com segurança hídrica, energia, armazenagem e governança. Em outras palavras: há espaço real → agricultura/p43

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[b2067] (agro) para expandir irrigação, mas ela precisa ser inteligente, regionalizada e casada com reservação, reuso, microaçudes, poços sustentáveis e monitoramento digital.

[b2068] (agro) Quatro eixos com nomes fortes:

[b2069] (agro) 1) Oásis do Semiárido - Transformação hídrica, frutícola, hortícola e agroindustrial do Semiárido nordestino e do Norte de Minas. → infraestrutura-cidades/p72, agricultura/p46

[b2070] (agro) 2) Raízes do Brasil - Programa nacional para turbinar os 3,9 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar com crédito civilizado, assistência técnica, irrigação, cultivo protegido, cooperativismo e acesso a mercado. → agricultura/p131

[b2071] (agro) 3) Safra de Gigantes - Frente de expansão da agricultura empresarial, irrigada e exportadora, com capital nacional e internacional, seguro rural robusto, juros competitivos e metas de dobrar a produção agropecuária em 8 a 10 anos. → agricultura/p89, agricultura/p106

[b2072] (agro) 4) Brasil Proteína 10.000 - Plano nacional para instalar ou atrair 10 mil agroindústrias e clusters de proteína animal, leite, ovos, pescado e processamento regionalizado. → agricultura/p64

[b2075] (agro) O Brasil precisa abandonar a visão assistencialista do Semiárido e adotar uma visão estratégica. Não se trata apenas de levar água, mas de levar renda. Não se trata apenas de combater a seca, mas de construir prosperidade. Não se trata apenas de apoiar o pequeno produtor, mas de transformá-lo em microempreendedor rural, fornecedor de alimentos de qualidade, integrante de cooperativas fortes e elo ativo das cadeias nacionais e internacionais. → agricultura/p46

[b2076] (agro) Primeira revolução começa pela água. O Vale do São Francisco deve continuar sendo uma âncora, mas a estratégia não pode se limitar às áreas banhadas por grandes rios. O novo modelo deve combinar barragens inteligentes, pequenos reservatórios, cisternas produtivas, armazenamento de água de chuva, perfuração criteriosa de poços, adutoras regionais, dessalinização onde couber, reuso de água e irrigação de precisão. Israel mostrou ao mundo que a agricultura do futuro não → agricultura/p44, agricultura/p47, agricultura/p48, agricultura/p111, agricultura/p135, agricultura/p136

[p. 116]

[b2079] (agro) depende apenas de mais água, mas de melhor gestão da água. O Brasil precisa tropicalizar essa lição para a escala continental do Semiárido.  → agricultura/p47, agricultura/p135

[b2080] (agro) Segunda revolução é tecnológica. O Brasil deve convidar Israel para liderar um eixo de irrigação de precisão, fertirrigação, sensores, reuso e preparo de solo. Deve convidar a China para liderar um eixo de mecanização leve, drones, automação, inteligência artificial, miniusinas, energia solar rural e máquinas acessíveis ao pequeno e médio agricultor. E deve estruturar um grande programa de coinvestimento com fundos soberanos e fundos estratégicos do Golfo, como Arábia → agricultura/p40, agricultura/p72, agricultura/p79, agricultura/p151

[b2081] (agro) Saudita e Abu Dhabi, para infraestrutura hídrica, packing houses, centrais de frio, agroindústrias, genética animal e plataformas exportadoras. → agricultura/p72

[b2082] (agro) Terceira revolução é produtiva. O Brasil precisa multiplicar por dez a sua exportação de frutas ao longo dos próximos oito anos. Hoje o contraste com o Peru é eloquente. O Peru, com território muito menor e amplas zonas áridas, construiu uma máquina de agroexportação muito mais eficiente em frutas e hortaliças. O Brasil não precisa invejar o Peru; precisa superá-lo. Mas só fará isso se parar de exportar potencial e passar a exportar estratégia. → agricultura/p90

[b2083] (agro) Essa transformação deve priorizar seis cadeias no Semiárido e em suas áreas de influência: manga, uva, melão, limão e cítricos adaptados, hortaliças de alto valor e cacau em zonas tecnicamente aptas com irrigação e sombreamento planejado. A elas se somam o café de nicho em áreas de altitude e a plasticultura, isto é, o cultivo protegido com estufas, telados, túneis e manejo plástico, que a própria Embrapa reconhece como instrumento de segurança de produção, qualidade e regularidade de oferta. → agricultura/p90

[b2084] (agro) Quarta revolução é social e fundiária. A reforma agrária precisa deixar de ser vista apenas como agenda fundiária e passar a ser tratada, em parte, como projeto de segurança nacional alimentar e de empreendedorismo rural. Assentamentos e pequenas propriedades podem se transformar em cinturões de frutas, legumes, verduras, ovos, leite, aves, caprinos, ovinos e pescado próximos às cidades, reduzindo custo logístico, melhorando a nutrição urbana e criando centenas de milhares de microempreendedores num tempo em que a inteligência artificial e a robótica pressionarão fortemente o mercado de trabalho. → agricultura/p14

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[b2087] (agro) Quinta revolução é financeira. O campo brasileiro não pode prosperar com juros incompatíveis com o ciclo biológico da produção. Com a Selic hoje em 14,75% ao ano, não faz sentido exigir que o agricultor suporte crédito caro e ainda carregue o risco climático sozinho. O país precisará de crédito rural de longo prazo, fundo garantidor, seguro rural em escala, linhas indexadas a dólar para cadeias exportadoras e um spread muito mais civilizado para a agricultura familiar e empresarial. → agricultura/p28, agricultura/p29, agricultura/p93

[b2088] (agro) Sexta revolução é industrial. Não basta produzir; é preciso processar. Por isso eu criaria o Brasil Proteína 10.000, um programa para atrair ou instalar 10 mil agroindústrias em oito anos, com prioridade para frango, suinocultura, bovinocultura, caprinocultura, ovinocultura, piscicultura e bacias leiteiras. Cada cluster precisará nascer com energia, água, sanidade, inspeção, genética, ração, frigorificação, logística e mercado comprador. O Semiárido não deve ser apenas celeiro de matéria-prima; deve ser polo de valor agregado. → agricultura/p64

[b2092] (agro) • Dobrar a produção total de alimentos do Brasil em 8 a 10 anos, com expansão baseada em produtividade, irrigação, tecnologia e agroindustrialização. → agricultura/p43, agricultura/p89

[b2093] (agro) • Multiplicar por 10 a receita de exportações brasileiras de frutas. → agricultura/p90

[b2094] (agro) • Transformar o Semiárido em maior plataforma tropical de agricultura irrigada e cultivo protegido do hemisfério sul. → agricultura/p46

[b2095] (agro) • Turbinar os 3,9 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar com crédito, assistência técnica, irrigação simplificada, energia solar, cooperativismo e acesso a mercados. → agricultura/p79, agricultura/p131, agricultura/p151

[b2096] (agro) • Instalar 10 mil agroindústrias e clusters de proteína animal e leite em oito anos. → agricultura/p64

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[b2099] (agro) • Criar cinturões verdes e de proteína ao redor das médias e grandes cidades do → agricultura/p14

[b2101] (agro) • Atrair capital internacional para irrigação, reservação, packing houses, centros logísticos, câmaras frias e agroindústria. → agricultura/p44, agricultura/p72, agricultura/p111

[b2102] (agro) Onde muitos veem seca, o Brasil verá ciência. Onde muitos veem pobreza, o Brasil verá empreendedorismo. Onde muitos veem limitação, o Brasil verá oásis produtivos.

[b2103] (agro) O Semiárido não será mais lembrado como geografia da escassez, mas como a geografia da inteligência, da água bem governada, da dignidade produtiva e da nova prosperidade brasileira.

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[b2334] (agro) PROJETO 8 - AGROINDÚSTRIA BRASIL

[b2335] (agro) DO GRÃO À PROTEÍNA - 10 MIL AGROINDÚSTRIAS → agricultura/p64

[b2336] (agro) Transformar o Brasil de celeiro do mundo em supermercado e agroindústria do mundo → agricultura/p63

[b2338] (agro) O Brasil já demonstrou extraordinária competência para produzir milho, soja, carnes e inúmeros outros produtos agropecuários. Agora precisamos avançar ainda mais na cadeia produtiva. Não podemos nos contentar apenas em produzir e exportar grandes quantidades de matérias-primas. Precisamos transformar uma parcela crescente dessa produção dentro do próprio país, gerando empregos, renda, tecnologia e produtos de maior valor agregado.

[b2339] (agro) A proposta é estimular a implantação e expansão de 10 mil pequenas, médias e grandes agroindústrias em todo o território nacional, criando uma nova era de industrialização do interior brasileiro. → agricultura/p64

[b2342] (agro) Criar condições para a implantação, modernização e expansão de 10 mil agroindústrias, incluindo: • → agricultura/p64

[b2343] (agro) Cooperativas agroindustriais. • → agricultura/p83

[b2344] (agro) Pequenas agroindústrias familiares e regionais. • → agricultura/p64

[b2345] (agro) Médias empresas de processamento. • → agricultura/p64

[b2346] (agro) Grandes complexos agroindustriais. • → agricultura/p64

[b2347] (agro) Frigoríficos e indústrias de alimentos. • → agricultura/p64

[b2349] (agro) Processadoras de milho e soja. • → agricultura/p64

[b2350] (agro) Indústrias de leite e derivados. • → agricultura/p64

[b2351] (agro) Processamento de frutas, café, cacau e outros produtos regionais. → agricultura/p64

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[b2358] (agro) O milho deixará de ser visto apenas como grão. Ele poderá integrar uma cadeia econômica muito maior:

[b2359] (agro) Milho → Etanol + Energia + DDGS → Proteína Animal → Alimentos de maior valor agregado.

[b2361] (agro) 3. DDGS E A REVOLUÇÃO DA PROTEÍNA ANIMAL

[b2362] (agro) O processamento do milho para produção de etanol gera, entre seus coprodutos, o DDGS, ingrediente de elevado teor proteico utilizado na alimentação animal.

[b2363] (agro) Em torno das usinas poderão ser estimulados grandes centros integrados de proteína animal: → agricultura/p65

[b2370] (agro) • Produção de alimentos industrializados. → agricultura/p65

[b2371] (agro) Em vez de transportar apenas milho por milhares de quilômetros, poderemos transformar parte crescente desse milho próximo às regiões produtoras e agregar sucessivas camadas de valor.

[b2373] (agro) 4. CENTROS DE PROTEÍNA ANIMAL EM TODO O BRASIL

[b2374] (agro) Criar condições para o desenvolvimento de centros regionais de produção de proteína animal, aproveitando as vocações econômicas de cada região. → agricultura/p65

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[b2382] (agro) Não deixaremos de exportar milho e soja. Continuaremos sendo grandes produtores e exportadores. Entretanto, queremos transformar uma parcela cada vez maior dessa extraordinária produção em: carne, alimentos processados, biocombustíveis, energia, ingredientes industriais e produtos de maior valor agregado. → agricultura/p63, agricultura/p65, agricultura/p77

[b2383] (agro) Não queremos apenas vender o grão. Queremos também vender aquilo que a inteligência, a tecnologia e a indústria brasileira conseguem produzir a partir dele.

[b2391] (agro) Essa revolução será acompanhada por tecnologia: → agricultura/p70, agricultura/p146

[b2392] (agro) • Inteligência artificial aplicada à produção. → agricultura/p70, agricultura/p146

[b2399] (agro) • Bioinsumos e novas tecnologias sustentáveis. → agricultura/p3, agricultura/p97

[p. 129]

[b2402] (agro) O objetivo será produzir mais utilizando melhor os recursos disponíveis e agregando cada vez mais conhecimento a cada hectare produzido.

[b2404] (agro) 8. MAIS VALOR PARA O PRODUTOR, ALIMENTO MAIS ACESSÍVEL PARA O

[b2406] (agro) Existe um objetivo econômico e social: criar cadeias produtivas mais eficientes, reduzir desperdícios e custos logísticos, aumentar a produtividade e ampliar a oferta de alimentos. → agricultura/p73, agricultura/p148

[b2407] (agro) Queremos construir condições para que o produtor possa ganhar mais pela produtividade e pelo valor agregado e, simultaneamente, o consumidor possa encontrar alimentos mais acessíveis na mesa de sua família. Não se combate o preço dos alimentos atacando quem produz. Combate-se aumentando produtividade, infraestrutura, armazenagem, eficiência, industrialização e competição. → agricultura/p73, agricultura/p148

[b2409] (agro) VISÃO DO PROJETO AGROINDÚSTRIA BRASIL

[b2410] (agro) O Brasil não deve abandonar sua extraordinária condição de celeiro do mundo.

[b2411] (agro) Deve ir além dela. Queremos ser o celeiro, a agroindústria e um dos grandes supermercados do mundo. Produzir o milho é importante. Transformá-lo em etanol, energia e DDGS agrega valor. Utilizar seus coprodutos na produção animal agrega novamente. Processar essa proteína em alimentos brasileiros agrega ainda mais. → agricultura/p63, agricultura/p77

[b2412] (agro) É uma cadeia de multiplicação de riqueza.

[b2413] (agro) Em vez de exportarmos somente matéria-prima, queremos exportar cada vez mais produtos com tecnologia, proteína, energia e inteligência brasileira incorporadas. → agricultura/p63

[b2415] (agro) Seremos uma potência agrícola que também será uma potência agroindustrial.

[b2416] (agro) Uma nação capaz de gerar mais riqueza para quem produz, milhões de oportunidades no interior e trabalhar para colocar alimentos de qualidade e mais acessíveis na mesa dos brasileiros. → agricultura/p73, agricultura/p148

[p. 132]

[b2496] (agro) 4.1. COOPERATIVAS DE AGROINDÚSTRIA

[b2497] (agro) O Brasil precisa deixar de exportar apenas produtos primários e ampliar a capacidade de industrialização da produção rural.

[p. 133]

[b2500] (agro) As cooperativas poderão organizar cadeias completas de produção, processamento, armazenamento, comercialização e exportação. Isso permitirá agregar valor aos produtos, aumentar a renda dos produtores e interiorizar o desenvolvimento. → agricultura/p83

[b2506] (agro) 4.3. COOPERATIVAS DE PROTEÍNA ANIMAL

[b2507] (agro) A organização cooperativa permitirá ampliar e modernizar a avicultura, a suinocultura e a bovinocultura. → agricultura/p83

[b2508] (agro) Pequenos e médios produtores poderão compartilhar tecnologia, alimentação animal, logística, assistência técnica e comercialização. Em vez de competir isoladamente, poderão produzir em escala e acessar mercados mais amplos. → agricultura/p83

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[b3129] (agro) • 10% destinados ao fortalecimento da agricultura sustentável, com apoio à agricultura familiar, tecnologias acessíveis, irrigação inteligente, bioinsumos, assistência técnica e incentivo à produção local. → agricultura/p3, agricultura/p36, agricultura/p97

[b3132] (agro) 4. AGRICULTURA FAMILIAR: A BASE DA SEGURANÇA ALIMENTAR

[b3133] (agro) A agricultura familiar produz grande parte dos alimentos consumidos no mundo.

[b3134] (agro) Fortalecer esses produtores significa combater a fome de maneira permanente.

[b3135] (agro) Nossa proposta é apoiar milhões de agricultores familiares com tecnologia, assistência técnica, sementes adaptadas, sistemas de irrigação e inovação agrícola, aumentando a produtividade, promovendo segurança alimentar e fortalecendo as economias locais. → agricultura/p36

FIM — 103 blocos neste arquivo.