Augusto Cury — texto do programa sobre Assistência social e pobreza (Presidente, 2026)

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Este arquivo tem 48 blocos do programa de Augusto Cury, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280017104778). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/presidente/tema-assistencia-social).

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[b165] (assistencia_social) Outro risco ocorre quando a meritocracia é apresentada de forma simplista. Nem todos começam a corrida da vida do mesmo ponto. Algumas crianças nascem em ambientes estáveis, outras em cenários profundamente violentos. Algumas possuem acesso à melhor educação. Outras crescem cercadas de abandono.

[b166] (assistencia_social) Ignorar desigualdades estruturais produz arrogância social. O mérito existe, mas oportunidades iniciais também influenciam trajetórias humanas.

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[b174] (assistencia_social) A DOR SOCIAL E OS DIREITOS HUMANOS: AS TESES DA ESQUERDA

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[b178] (assistencia_social) pensadores começaram a questionar se uma sociedade poderia ser considerada civilizada enquanto abandonava seus vulneráveis. A indignação social deu origem a movimentos profundos. A esquerda nasceu da dor humana. Nasceu tentando proteger quem não tinha voz.

[b180] (assistencia_social) A desigualdade não é apenas um fenômeno econômico. Ela é também emocional e psicológica.

[b183] (assistencia_social) Uma sociedade profundamente desigual não adoece apenas financeiramente. Ela adoece emocionalmente. O medo cresce. A insegurança aumenta. O ressentimento coletivo se expande. E nenhuma democracia permanece saudável sobre um oceano permanente de exclusão.

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[b187] (assistencia_social) Outro mérito histórico da esquerda foi defender sistemas públicos de proteção social. Saúde pública, assistência básica e programas de proteção aos mais pobres nasceram da compreensão de que nenhuma sociedade pode prosperar abandonando milhões de pessoas à própria sorte. O ser humano não é apenas produtor econômico. É também emocional, afetivo e social. Países minimamente civilizados criam mecanismos para proteger idosos, crianças, pessoas com deficiência e cidadãos em extrema vulnerabilidade.

[b192] (assistencia_social) Apesar desses riscos, continuo acreditando que a preocupação social da esquerda contém valores profundamente humanos. Meu coração se emociona diante da dor dos vulneráveis. Não consigo ignorar crianças passando fome, idosos abandonados, jovens adoecidos emocionalmente ou famílias sem perspectivas. Uma economia

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[b198] (assistencia_social) A dor social não pode ser analisada apenas por estatísticas. Ela precisa ser compreendida também como ferida psíquica. A miséria não rouba apenas comida da mesa; rouba autoestima, esperança, repertório emocional e capacidade de sonhar. Por isso, uma política pública inteligente precisa cuidar da renda, mas também da emoção.

[b199] (assistencia_social) Viktor Frankl mostrou que o ser humano precisa de sentido para suportar dores. Uma família sem perspectiva não sofre apenas pela falta de recursos, mas pela ausência de significado para o amanhã. Tolstói compreendeu como poucos a dor dos humildes e a hipocrisia das elites que discursam sobre humanidade enquanto ignoram seus semelhantes. Kant nos obrigaria a perguntar: estamos tratando os pobres como fins em si mesmos ou apenas como números eleitorais?

[b200] (assistencia_social) A Gestão da Emoção propõe que programas sociais não sejam apenas transferência de renda, mas também transferência de dignidade, capacitação, pertencimento e protagonismo. A ferramenta central aqui é transformar o cidadão em autor da própria história. Proteger os vulneráveis não deve significar aprisioná-los na dependência, mas ajudá-los a reconstruir autonomia, autoestima e esperança. → assistencia-social/p10, assistencia-social/p14, assistencia-social/p40

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[b233] (assistencia_social) A esquerda percebeu corretamente que seres humanos não podem ser abandonados à própria sorte. A pobreza extrema destrói autoestima. A exclusão

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[b236] (assistencia_social) social mutila sonhos. Crianças sem oportunidades carregam cicatrizes invisíveis.

[b237] (assistencia_social) Jovens sem esperança tornam-se vulneráveis ao crime, às drogas e ao adoecimento emocional. Nenhuma sociedade saudável ignora seus vulneráveis. Um país forte protege seus cidadãos mais frágeis.

[b241] (assistencia_social) Meu coração possui profunda preocupação social. Sofro ao ver crianças passando fome, famílias destruídas pela miséria e jovens emocionalmente adoecidos. Não consigo olhar para a dor humana com indiferença. Mas minha mente também reconhece que nenhuma nação prospera destruindo produtividade, investimento e estabilidade econômica. O amor social sem inteligência econômica pode produzir tragédias. E a eficiência econômica sem compaixão pode produzir desertos emocionais.

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[b326] (assistencia_social) Ao mesmo tempo, nenhuma sociedade madura abandona completamente seus vulneráveis. Crianças em extrema pobreza, idosos frágeis e pessoas incapazes de competir economicamente precisam de proteção social. O valor de uma civilização não pode ser medido apenas pelo tamanho do PIB. Deve ser medido também pela forma como trata os mais frágeis.

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[b346] (assistencia_social) Ao mesmo tempo, não podemos abandonar os vulneráveis. O Brasil possui milhões vivendo em situações extremamente difíceis. Crianças sem saneamento básico.

[b347] (assistencia_social) Jovens sem perspectivas. Famílias esmagadas pelo desemprego e pela violência.

[b348] (assistencia_social) Um país civilizado não ignora essas dores. Precisamos unir eficiência econômica com sensibilidade social. Precisamos humanizar o crescimento econômico.

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[b903] (assistencia_social) f) Inclusão produtiva e combate à pobreza

[b904] (assistencia_social) Programas de inclusão produtiva serão ampliados para garantir que famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso a renda, capacitação e oportunidades reais de ascensão social. → assistencia-social/p10, assistencia-social/p40

[p. 98]

[b1621] (assistencia_social) O Bolsa família ama a pobreza, mas não ama os podres, pois os perpetuam na pobreza. Na nova economia o Bolsa Família será muitíssimo valorizado não como paternalismo do governo, mas como renda geral para impulsionar o empreendedorismo e a renda familiar. Como assim? Toda família beneficiada com → assistencia-social/p1, assistencia-social/p5

[p. 99]

[b1624] (assistencia_social) Bolsa Família não será punida se assinar a carteira ou se abrir uma microempresa, por determinado tempo. Ao contrário, serão premiados, com incentivos e juros mais baixos. → assistencia-social/p5, assistencia-social/p33

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[b3107] (assistencia_social) PROJETO 12 - PLANO DE COMBATE MUNDIAL DA FOME

[b3108] (assistencia_social) Make Humanity Great Again (Faça Grande a Humanidade outra vez)

[b3110] (assistencia_social) 1. UMA QUESTÃO MORAL, NÃO ECONÔMICA

[b3111] (assistencia_social) O Brasil como o maior exportador mundial de alimentos deve ter um líder que não apenas se preocupa com o combate da fome em nosso país, mas deve ter o dever moral de propor soluções para combater a fome mundial.

[b3112] (assistencia_social) A fome continua sendo uma das maiores tragédias da humanidade. Em pleno século

[b3113] (assistencia_social) XXI, centenas de milhões de pessoas ainda dormem sem saber se terão alimento no dia seguinte. Não porque o mundo seja incapaz de produzir alimentos, mas porque ainda não foi capaz de organizar seus recursos com justiça, inteligência e solidariedade.

[b3114] (assistencia_social) Segundo dados das Nações Unidas e da FAO, cerca de 673 milhões de pessoas passaram fome em 2024, enquanto mais de 2,3 bilhões vivem em situação de insegurança alimentar. Ao mesmo tempo, o comércio mundial movimenta aproximadamente US$ 33 trilhões por ano, e os gastos militares ultrapassam US$

[b3116] (assistencia_social) O problema da fome deixou de ser econômico. Tornou-se um desafio moral, político e civilizatório.

[b3118] (assistencia_social) 2. UM FUNDO GLOBAL PARA ALIMENTAR A HUMANIDADE

[b3119] (assistencia_social) Nossa proposta é simples e possível.

[b3120] (assistencia_social) Destinar 0,5% do comércio global e 2% da indústria mundial de armamentos para a criação de um Fundo Internacional de Erradicação da Fome. → assistencia-social/p22

[b3121] (assistencia_social) Uma contribuição mínima da riqueza já produzida pela humanidade seria suficiente para mobilizar entre US$ 177 bilhões e US$ 342 bilhões por ano, recursos capazes de transformar definitivamente o combate à fome no planeta.

[b3123] (assistencia_social) 3. COMBATER A FOME E CONSTRUIR AUTONOMIA

[b3124] (assistencia_social) O combate à fome não pode limitar-se à distribuição de alimentos. É preciso enfrentar suas causas estruturais.

[b3125] (assistencia_social) Por isso, os recursos do fundo seriam distribuídos em três grandes eixos: → assistencia-social/p22

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[b3128] (assistencia_social) • 80% destinados ao combate imediato à fome, por meio da distribuição de alimentos, programas de nutrição infantil, alimentação escolar, ações emergenciais e formação de estoques estratégicos. → assistencia-social/p22

[b3137] (assistencia_social) 5. DO ASSISTENCIALISMO AO PROTAGONISMO

[b3138] (assistencia_social) Alimentar quem tem fome é uma obrigação ética.

[b3139] (assistencia_social) Mas oferecer oportunidades para produzir renda é construir dignidade.

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[b3148] (assistencia_social) 7. UM NOVO COMPROMISSO DA HUMANIDADE

[b3149] (assistencia_social) Mais do que um projeto econômico, esta é uma proposta de transformação da consciência coletiva.

[b3150] (assistencia_social) A Gestão da Emoção nos ensina que cada ser humano é único, que a vida é breve e que o verdadeiro legado de uma geração não está no poder que acumulou, mas no sofrimento que conseguiu aliviar.

[b3151] (assistencia_social) Nenhuma civilização pode considerar-se verdadeiramente desenvolvida enquanto milhões de pessoas ainda convivem diariamente com a fome.

[b3152] (assistencia_social) O mundo já possui riqueza suficiente para erradicar definitivamente a fome. O que falta não são recursos. Falta decisão, cooperação e compreender que a maior riqueza da humanidade não está nos mercados, nas armas ou nas reservas financeiras, mas na vida humana.

[b3154] (assistencia_social) Make Humanity Great Again significa colocar a dignidade acima da indiferença, transformar riqueza em esperança e construir um mundo onde nenhuma criança precise dormir com fome. Porque o maior legado que uma geração pode deixar não é econômico. É humano.

FIM — 48 blocos neste arquivo.