Augusto Cury — texto do programa sobre Apresentação e o que não entrou em tema (Presidente, 2026)

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[b59] (apresentacao) CULTURA DA PAZ EM UMA SOCIEDADE POLARIZADA E ADOECIDA

[b60] (apresentacao) Durante décadas estudei a mente humana, a construção dos pensamentos, os bastidores inconscientes da emoção e os fenômenos que transformam seres humanos brilhantes em prisioneiros de suas próprias ideias. Observei pacientes, líderes, empresários, jovens, educadores, religiosos, pobres e ricos. Observei também a política. E confesso: poucas vezes vi a humanidade tão emocionalmente adoecida.

[b61] (apresentacao) As democracias estão cansadas. As famílias estão fatigadas. Os jovens estão desesperados. As redes sociais se transformaram em arenas emocionais. As divergências deixaram de produzir reflexão e passaram a produzir ataques. As ideologias deixaram de ser ferramentas de análise e passaram a funcionar como prisões psíquicas.

[b62] (apresentacao) Muitos acreditam que o mundo está dividido em dois barcos: um de direita e outro de esquerda. Mas isso é uma ilusão perigosa. Estamos todos no mesmo barco, chamado família brasileira. Se ele afundar, afundaremos juntos. Não haverá bote salva-vidas ideológico.

[b63] (apresentacao) Mais de 90% dos mais importantes projetos não têm cor partidária, de direita, de esquerda ou de centro; são suprapartidários e devem ser projetos de Estado, de longo prazo e estruturais para o desenvolvimento do Brasil.

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[b73] (apresentacao) Aprendi, ao longo da vida, a lutar pelos mais vulneráveis, pela dignidade humana, pela justiça social e por valores fundamentais como a liberdade de expressão, a liberdade econômica, a meritocracia, a produtividade, a responsabilidade fiscal e a estabilidade institucional.

[b74] (apresentacao) • Por que escolher apenas um lado do oceano da inteligência humana?

[b75] (apresentacao) • Por que não extrair o melhor das duas correntes?

[b76] (apresentacao) • Por que transformar adversários em inimigos?

[b77] (apresentacao) • Por que idolatrar líderes políticos como se fossem semideuses?

[b78] (apresentacao) • Por que permitir que o radicalismo destrua a capacidade de pensar?

[b79] (apresentacao) Não proponho neutralismo. Neutralidade absoluta diante das dores humanas pode ser covardia intelectual. Também não proponho um comportamento morno. O morno frequentemente se omite diante das injustiças. O que proponho é algo mais complexo e mais difícil: maturidade emocional e inteligência política. Meu coração abraça os valores sociais mais nobres da esquerda. Minha mente valoriza os pilares econômicos e institucionais mais sólidos da direita. E minha consciência rejeita o extremismo dos dois lados.

[b80] (apresentacao) Este programa não foi escrito para promover. Foi escrito para provocar reflexão e propor soluções. Foi escrito para libertar o pensamento sequestrado pelo radicalismo. Foi elaborado para defender a democracia, a dignidade humana e a capacidade de dialogar.

[b81] (apresentacao) A humanidade precisa urgentemente da cultura da paz: reaprender a discordar sem destruir, trocar o ódio pelo debate, a humilhação pela escuta, a guerra emocional

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[b84] (apresentacao) pela construção de pontes. O extremista grita! O sábio pensa! O fanático aponta inimigos! O estadista constrói futuros.

[b85] (apresentacao) Convido você a entrar comigo nesta jornada. Não como alguém de direita ou de esquerda. Mas como um ser humano disposto a pensar. Pois quem aprende a pensar se torna livre. E quem se torna livre jamais permitirá que ideologias aprisionem sua consciência.

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[b116] (apresentacao) O BRASIL NÃO ESTÁ EM DOIS BARCOS

[b117] (apresentacao) Criou-se uma das maiores ilusões políticas da história moderna: acreditar que existem dois barcos navegando em oceanos separados, um chamado direita e outro chamado esquerda. Essa divisão emocional contaminou famílias, amizades, escolas, universidades e até igrejas. Pessoas passaram a acreditar que o adversário ideológico deve ser destruído e não compreendido. O debate foi substituído pelo ataque. A reflexão foi substituída pelo cancelamento. O diálogo perdeu espaço para os gritos. As redes sociais amplificaram impulsos agressivos. A inteligência coletiva começou a adoecer silenciosamente. E milhões passaram a viver aprisionados em bolhas emocionais.

[b118] (apresentacao) A mente humana possui necessidade intensa de pertencimento. Precisamos sentir que fazemos parte de grupos. Isso é natural e saudável. O problema surge quando a identidade política se torna mais importante que a identidade humana. Nesse momento, o indivíduo deixa de pensar como cidadão e passa a agir como torcedor.

[b119] (apresentacao) A racionalidade diminui. A emoção domina. O “nós contra eles” se fortalece. A empatia desaparece. O opositor deixa de ser alguém com ideias diferentes e passa a ser visto como ameaça moral. Assim nascem os extremismos.

[b120] (apresentacao) Observei durante décadas que a mente humana mente. Ela distorce fatos. Interpreta a realidade conforme desejos ocultos. Filtra informações para proteger crenças préexistentes. Quanto mais radicalizada uma pessoa se torna, menos capacidade possui de ouvir argumentos diferentes. O extremista não busca compreender. Busca confirmar suas convicções. Não deseja refletir. Deseja vencer. E quando a necessidade de vencer supera a necessidade de pensar, nasce a ditadura emocional das ideologias.

[b121] (apresentacao) A história humana está repleta de tragédias produzidas pelo fanatismo político.

[b122] (apresentacao) Jovens alemães foram doutrinados pelo nazismo e passaram a denunciar famílias amigas de judeus. Revoluções prometendo igualdade produziram perseguições e mortes. Ditaduras de direita e de esquerda torturaram opositores em nome de projetos supostamente nobres. A ideologia, quando se torna radical, desumaniza. E

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[b125] (apresentacao) quando o ser humano perde sua humanidade, torna-se capaz de justificar qualquer violência.

[b126] (apresentacao) Não estou defendendo ausência de convicções. Convicções são fundamentais.

[b127] (apresentacao) Uma sociedade sem princípios mergulha no caos. O que questiono é a idolatria ideológica. Nenhum pensador humano é infalível. Nenhum partido político possui monopólio da virtude. Nenhum líder merece adoração cega. Todos somos falíveis.

[b128] (apresentacao) Todos erramos. Todos temos zonas obscuras na inteligência. Precisamos aprender a defender ideias sem destruir pessoas.

[b129] (apresentacao) A esquerda nasceu denunciando injustiças sociais profundas. Lutou por trabalhadores explorados, acesso à educação, dignidade e proteção dos vulneráveis. A direita destacou a importância da liberdade econômica, da responsabilidade individual e da segurança institucional. Ambas tocaram em necessidades humanas reais. Ambas também cometeram excessos históricos. Por isso, rejeito a ideia de que um lado concentra toda luz e o outro toda escuridão. A realidade humana é mais complexa.

[b130] (apresentacao) O Brasil sofreu profundamente com essa polarização emocional. Amigos deixaram de se falar. Famílias se dividiram. Pessoas passaram a odiar desconhecidos apenas por símbolos políticos. Muitos não perceberam que estavam sendo manipulados emocionalmente por narrativas de medo. O medo é uma das ferramentas mais poderosas da política. Líderes radicais precisam criar inimigos permanentes. Sem inimigos, perdem relevância emocional. Por isso estimulam tensão contínua.

[b132] (apresentacao) Precisamos urgentemente reconstruir a inteligência coletiva. Precisamos reaprender a ouvir. Precisamos defender convicções sem demonizar pessoas.

[b133] (apresentacao) Precisamos abandonar a ilusão de que existem dois barcos navegando separadamente. Estamos no mesmo barco chamado sociedade humana. Quando a

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[b136] (apresentacao) violência aumenta, ela atinge todos. Quando a economia colapsa, todos sofrem.

[b137] (apresentacao) Quando a saúde emocional piora, ricos e pobres adoecem juntos.

[b138] (apresentacao) Meu desejo é que este plano de governo provoque uma revolução silenciosa. Não uma revolução armada, mas uma revolução da consciência. Quero desafiar você a pensar além das bolhas ideológicas. Quero convidá-lo a proteger sua capacidade de refletir. O extremismo produz barulho. A sabedoria produz legado. O fanático deseja vencer debates. O sábio deseja construir pontes. E somente quem constrói pontes pode ajudar a humanidade a atravessar seus abismos.

[b139] (apresentacao) A primeira ferramenta para atravessar a polarização é o DCD: duvidar, criticar e determinar. Duvidar das narrativas automáticas. Criticar os pensamentos radicais.

[b140] (apresentacao) Determinar ser livre para pensar antes de reagir. Quem não duvida das próprias certezas pode se tornar prisioneiro delas.

[b141] (apresentacao) Kant diria que a maturidade humana começa quando temos coragem de usar o próprio entendimento. Nietzsche advertiria que multidões podem transformar a covardia em virtude e o ódio em identidade. Heidegger perguntaria se estamos vivendo de forma autêntica ou apenas repetindo os discursos impessoais do "se diz", "se pensa" e "se odeia". Viktor Frankl lembraria que nenhuma ideologia pode retirar do ser humano seu sentido existencial mais íntimo: escolher, corajosamente, sua atitude diante das circunstâncias. Tolstói nos recordaria que a paz social começa na reforma íntima, na capacidade do Eu — especialmente do político — de ver o outro apenas como um adversário de ideias, e não como um inimigo a ser abatido. Gandhi proporia uma resistência pacífica para que a paz falasse mais alto do que as armas e os ataques pessoais, reconstruindo uma nação. Martin Luther King iria às ruas de Brasília, conduzindo líderes que hoje se digladiam a lutar pelo mais nobre dos sonhos: a família brasileira, mitigando a guerra de egos e transformando as divergências na beleza da democracia. E eu, Augusto Cury, inspirado por todas essas teses, proporia um pacto nacional para mudar a mente do confronto para a cultura da paz. Viveríamos a tese de que, na essência, somos iguais e trabalharíamos em conjunto — direita, centro e esquerda —, enquanto, nas diferenças, aprenderíamos a nos respeitar.

[b142] (apresentacao) Portanto, quando afirmo que não estamos em dois barcos, estou propondo uma ferramenta de saúde psicossocial e de política coletiva: sair do pensamento binário

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[b145] (apresentacao) e entrar no pensamento complexo. O radicalismo empobrece a mente. A Gestão da Emoção amplia o território da consciência. Ninguém pode ser um grande líder no teatro social se, primeiramente, não for um grande líder no teatro psíquico.

[b146] (apresentacao) Menos ego e mais inteligência coletiva. Menos necessidades dos políticos, pagos pelo contribuinte, atendidas e mais necessidades das crianças, dos adolescentes, dos pais e de todos os profissionais deste país continental.

[b154] (apresentacao) A direita também enfatizou responsabilidade individual. Essa ideia possui profundidade psicológica importante. Pessoas precisam desenvolver autonomia.

[b155] (apresentacao) Precisam compreender que suas escolhas possuem consequências. Uma sociedade que transfere toda responsabilidade ao Estado enfraquece iniciativa pessoal. O ser humano amadurece quando aprende a administrar riscos, superar dificuldades e construir caminhos próprios. O excesso de dependência pode infantilizar emocionalmente cidadãos.

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[b172] (gestao_da_emocao) A ferramenta da Gestão da Emoção para este capítulo é a autorresponsabilidade solidária. Cada cidadão deve ser estimulado a desenvolver seu potencial, mas nenhuma sociedade madura pode abandonar quem caiu no caminho. O Eu saudável não transfere tudo ao Estado, mas também não fecha os olhos para a dor alheia.

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[b190] (apresentacao) Outro risco surge quando movimentos sociais abandonam o diálogo e passam a cultivar ressentimento permanente. Nenhuma sociedade evolui estimulando ódio entre classes sociais. Não é saudável ensinar jovens a enxergar todos os empresários como exploradores ou todos os ricos como inimigos morais. Existem empresários cruéis, mas existem também empreendedores extraordinariamente generosos. O problema humano não pode ser reduzido à renda financeira. A maldade e a bondade atravessam todas as classes sociais.

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[b251] (apresentacao) Kant nos oferece o princípio da dignidade. Nietzsche nos desafia a superar o ressentimento e criar novos valores. Heidegger nos pede autenticidade. Frankl nos oferece sentido. Tolstói nos convida à compaixão. Todos, de maneiras diferentes, ajudam a construir uma política que não seja escrava de slogans.

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[b368] (gestao_da_emocao) O maior desafio da humanidade talvez não seja tecnológico. Talvez seja emocional.

[b369] (gestao_da_emocao) Desenvolvemos máquinas sofisticadas, mas ainda temos dificuldade de administrar nossas emoções primitivas. Construímos redes globais de comunicação, mas desaprendemos a escutar. Criamos sistemas econômicos complexos, mas continuamos emocionalmente frágeis diante da frustração e do medo.

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[b377] (gestao_da_emocao) O FUTURO DA HUMANIDADE DEPENDE DA GESTÃO DA EMOÇÃO

[b378] (gestao_da_emocao) Depois de escrever estas páginas, sinto ainda mais profundamente o peso e a beleza da missão humana. Nunca tivemos tanto poder tecnológico. Nunca tivemos tanto conhecimento científico. Nunca fomos capazes de produzir tanta riqueza. Mas também nunca estivemos tão ansiosos, acelerados e emocionalmente confusos.

[b379] (gestao_da_emocao) A humanidade desenvolveu máquinas extraordinárias, mas não aprendeu suficientemente a administrar a própria mente. Produzimos inteligência artificial sofisticada, mas muitos ainda não conseguem administrar pensamentos tóxicos durante cinco minutos de silêncio interior. Conquistamos o espaço sideral, mas frequentemente fracassamos em governar o universo das emoções humanas.

[b380] (gestao_da_emocao) A grande crise da humanidade não é apenas econômica, política ou tecnológica. É emocional. O ser humano moderno tornou-se especialista em conquistar o mundo exterior e inexperiente em compreender o mundo interior. Milhões sabem operar computadores complexos, mas não sabem proteger a própria paz. Sabem usar redes sociais, mas não sabem interpretar seus medos. Sabem discutir política, mas não sabem gerenciar impulsos agressivos.

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[b386] (gestao_da_emocao) Uma das maiores tragédias da atualidade é que muitos perderam a capacidade de contemplar. Nunca estivemos tão ocupados. Nunca estivemos tão conectados. E paradoxalmente nunca estivemos tão desconectados de nós mesmos. O excesso de estímulos fragmenta a inteligência. A contemplação profunda se tornou rara. Mas sem contemplação não existe sabedoria. Sem silêncio interior não existe reflexão madura.

[b389] (gestao_da_emocao) Acredito profundamente que a humanidade ainda possui esperança. Apesar das guerras emocionais, ainda existem milhões de pessoas generosas. Ainda existem educadores apaixonados. Pais que lutam pelos filhos. Jovens sonhadores.

[b390] (gestao_da_emocao) Empreendedores éticos. Líderes humanistas. Cientistas comprometidos com a vida.

[b391] (gestao_da_emocao) A bondade humana continua silenciosamente sustentando o mundo.

[b392] (gestao_da_emocao) Meu sonho é que surja uma nova geração de pensadores. Uma geração menos fanática e mais reflexiva. Menos agressiva e mais inteligente emocionalmente. Uma geração capaz de defender convicções sem destruir pessoas. Capaz de unir

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[b395] (apresentacao) liberdade econômica com justiça social. Capaz de valorizar a democracia sem idolatrias políticas.

[b396] (apresentacao) Não quero uma humanidade sem diferenças. As diferenças enriquecem a civilização. Quero uma humanidade capaz de administrar diferenças sem transformar o planeta numa arena emocional permanente. Quero uma sociedade onde direita e esquerda deixem de agir como inimigas irreconciliáveis e passem a compreender que possuem contribuições complementares.

[b397] (apresentacao) Talvez o maior desafio da nossa espécie seja simples de entender e difícil de praticar: aprender a ser humana. Aprender a colocar a dignidade humana acima das ideologias. Aprender a proteger a democracia sem fanatismo. Aprender a crescer economicamente sem abandonar vulneráveis. Aprender a exercer liberdade sem perder responsabilidade.

[b398] (apresentacao) Se conseguirmos isso, ainda haverá esperança para o mundo. Se fracassarmos, continuaremos tecnologicamente avançados e emocionalmente primitivos. E então, apesar de todo progresso material, continuaremos perdidos dentro de nós mesmos.

[b399] (apresentacao) Estar no mesmo barco não significa pensar igual. Significa reconhecer que nossas diferenças não podem destruir nosso destino comum. A ferramenta final é a consciência de corresponsabilidade. Somos corresponsáveis pela atmosfera emocional da família, da escola, da empresa, da cidade e da nação.

[b400] (apresentacao) Precisamos de coragem para romper com as manadas, de ousadia para financiar a autenticidade, de propósito para transformar a dor em reinvenção e de compaixão para desenvolver a empatia. O egoísmo, o egocentrismo e o individualismo são incompatíveis com uma felicidade sustentável, com uma mente saudável e com um país que abraça seus filhos.

[b401] (apresentacao) Certa vez, uma das minhas filhas, aos dois anos de idade, teve uma crise asmática durante a noite e precisou ser medicada. No entanto, ela aspirou o medicamento e apresentou uma intensa crise de tosse. Por alguns momentos, pensei que perderia minha querida filha em decorrência de uma possível pneumonia química.

[b402] (apresentacao) Felizmente, ela voltou a respirar. Sentei-me no chão naquela madrugada e chorei.

[b403] (apresentacao) Não consegui mais dormir. Foi uma longa noite de insônia e, na manhã seguinte, fui atender meus pacientes. Mas por que fui atendê-los, se eu estava física e emocionalmente esgotado? Porque a dor daqueles pacientes era mais importante

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[b406] (apresentacao) do que a busca pelo meu conforto. E por que eu, que sou publicado em mais de 90 países, considerado o psiquiatra mais lido do mundo, e que poderia viver confortavelmente em qualquer um destes países, coloquei-me como candidato à Presidência da República, em um ambiente tão tóxico e que, sinceramente, não amo? Porque aliviar a dor dos brasileiros é mais importante do que o meu conforto.

[b407] (apresentacao) E porque a omissão daqueles que podem contribuir é mais cruel do que a ação dos radicais e daqueles que procuram destruir...

[b408] (apresentacao) Precisamos formar pessoas lúcidas, generosas, críticas, resilientes e capazes de amar a cultura da paz poderosamente e construir pontes. Só é digno do poder quem é desprendido dele, quem ama mais o seu país do que seu partido ou ideologia.

[b409] (apresentacao) O Brasil dos nossos sonhos não será de direita, de centro e nem de esquerda como prisão ideológica. Será um Brasil com mente capitalista e coração social, mente com responsabilidade fiscal e que se preocupa com a dor dos vulneráveis - um programa com consciência democrática e alma pacificadora.

[b410] (apresentacao) Um Brasil que discorda sem odiar, que debate sem humilhar, que cresce sem abandonar, que protege sem sufocar, que educa para pensar e que governa para servir. Líderes que têm consciência da brevidade da existência e, por isso, procuram deixar um legado na história, não de exaltação do ego, mas de exaltação dos seres humanos, que precisam ser cuidados e ter sua dor aliviada.

[b412] (apresentacao) A VOZ DA PACIFICAÇÃO: MINHAS TESES

[b413] (apresentacao) Não queremos ser voz do ódio, mas a voz da cultura da paz.

[b414] (apresentacao) Não queremos ser voz da radicalização, mas da flexibilidade.

[b415] (apresentacao) Não queremos transformar adversários em inimigos ou estimular guerras de egos, muito menos nutrir os cárceres ideológicos. Queremos defender ideias sem destruir pessoas e construir pontes onde muitos constroem muros.

[b416] (apresentacao) Queremos unir sensibilidade social e responsabilidade econômica, defender a liberdade com consciência humana e proteger a democracia sem fanatismo.

[b417] (apresentacao) Nossa esperança acredita na inteligência coletiva e nossa missão é defender a dignidade humana.

[b418] (apresentacao) Estamos no mesmo barco: a família brasileira. Ou aprendemos a navegar juntos… ou afundaremos separados.

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[b454] (apresentacao) PRINCIPAIS TESES PARA CONSTRUIR O BRASIL DOS NOSSOS

[b456] (apresentacao) Um Brasil para as próximas gerações

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[b921] (apresentacao) 20. VISÃO DE FUTURO E PROJETO DE NAÇÃO

[b922] (apresentacao) a) Brasil como potência global do século XXI

[b923] (apresentacao) O objetivo central deste projeto é transformar o Brasil em uma potência global baseada em conhecimento, inovação, sustentabilidade e justiça social.

[b931] (apresentacao) d) Soberania, inovação e futuro

[b932] (apresentacao) O Brasil do futuro será soberano, tecnologicamente avançado, ambientalmente responsável e socialmente justo, capaz de liderar soluções globais para os desafios do século XXI.

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[b970] (apresentacao) Bem-vindos à Era de Ouro da gestão pública, à Era de Ouro da harmonia entre os Três Poderes e à Era de Ouro do Brasil no tabuleiro das nações.

[b971] (apresentacao) O BRASIL NUNCA MAIS SERÁ O MESMO!

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[b2262] (gestao_da_emocao) O Projeto BEE não trata apenas da geração de renda, mas da reconstrução da dignidade humana.

[b2263] (gestao_da_emocao) Na linguagem da Gestão da Emoção, o indivíduo deixa de ser espectador para tornarse autor da própria história. Empreender não significa apenas abrir um negócio.

[b2264] (gestao_da_emocao) Significa recuperar o protagonismo, fortalecer o "Eu", desenvolver autonomia e transformar dificuldades em oportunidades.

[b2265] (gestao_da_emocao) Uma sociedade formada por protagonistas é mais saudável, mais resiliente e mais preparada para enfrentar as grandes transformações do século XXI.

FIM — 90 blocos neste arquivo.