Flávio Bolsonaro — texto do programa sobre Economia (Presidente, 2026)
Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").
Este arquivo tem 69 blocos do programa de Flávio Bolsonaro, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280017104726). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/presidente/tema-economia).
[p. 8]
[b282] (fiscal) Essas perguntas nunca foram tão difíceis de responder. Nos últimos anos, a vida ficou mais cara e mais incerta, e a razão tem nome: o gasto público sem controle. Quando o Estado gasta mais do que arrecada, a conta não desaparece, ela volta para a família em forma de imposto no preço, de juro no cartão e de dinheiro que compra menos no fim do mês.
[b283] (fiscal) O Brasil já viveu esse filme. No segundo trimestre de 2014, o país entrou na maior recessão de sua história. Não foi acaso nem azar, foi a escolha de um modelo que incha a máquina pública e gasta mais do que pode. E esse modelo se repete hoje: mesmo arrecadando como nunca, o governo atual gasta ainda mais, e a dívida pública, que havíamos reduzido entre 2019 e 2022, voltou a crescer de forma acelerada, um salto de cerca de 13 pontos do PIB em apenas quatro anos. Depois de quase duas décadas no poder, com um intervalo de apenas seis anos, a tragédia que aí está tem a assinatura do PT. Insistir no
[p. 9]
[b288] (fiscal) mesmo caminho é condenar o Brasil a perder mais um tempo que ele não tem.
[b289] (fiscal) Nós já mostramos que dá para fazer diferente: mesmo diante da maior pandemia em cem anos, fizemos a dívida cair. Há outro caminho, e é o que este Plano apresenta: o caminho de volta ao equilíbrio, para que a vida caiba no orçamento e o esforço de cada família volte a valer a pena.
[b297] (fiscal) Bolsonaro enfrentou um dos períodos mais desafiadores da história recente, preservando a responsabilidade fiscal, fortalecendo a proteção às famílias mais vulneráveis, realizando reformas estruturantes e modernizando o Estado, mesmo diante da pandemia e dos impactos da guerra no cenário internacional.
[p. 11]
[b319] (economia) Brasil Mais Barato, para sobrar dinheiro no fim do mês
[b320] (tributos) Menos imposto no que a família consome, conta de luz mais simples e mais barata, custo de transporte menor na prateleira do supermercado e crédito que não afunda o orçamento. → economia/p19, economia/p70
[b325] (economia) Brasil que Cresce, o país que dá condições a quem quer trabalhar e produzir
[b326] (economia) Segurança jurídica, infraestrutura, energia, agronegócio, tecnologia, minerais críticos, meio ambiente, turismo e inserção no mundo. O país que funciona por baixo da vida de cada família e faz cada conquista ir mais longe.
[p. 12]
[b334] (fiscal) Brasil que Não Volta Atrás, para que isso seja permanente
[b335] (fiscal) Tesouraço nos gastos públicas: equilíbrio fiscal, reforma do Estado, combate à corrupção e menos impostos. A garantia que tudo o que foi prometido tem lastro.
[p. 29]
[b532] (economia) para sobrar dinheiro no fim do mês
[b533] (economia) O povo se sente humilhado ao frequentar os supermercados. De nada adiantam promessas de picanha e cervejinha quando, na hora de passar no caixa, o carrinho está cada vez mais vazio e a conta, cada vez mais alta. Até as embalagens encolheram: o mesmo preço compra menos café, menos chocolate, menos de tudo. Porque, antes da embalagem, quem encolheu foi o poder de compra da família.
[b534] (economia) Essa é a pergunta que abre este Plano e a que mais aperta o brasileiro: como pago as contas este mês? Ela não se responde com discurso. Responde-se com o preço do arroz, com o valor da conta de luz, com o quanto sobra depois de pagar o gás, o transporte e a prestação.
[b535] (economia) O governo do PT tornou tudo mais caro, e não por acaso. Foram 30 aumentos de tributos, a inflação de alimentos fora de controle e a maior taxa de juros em 19 anos. O Brasil tem hoje a maior taxa de juro real do mundo!
[b536] (fiscal) Em quatro anos, a dívida pública cresceu 13 pontos percentuais em relação ao PIB. Quando o governo gasta mais do que arrecada, a conta não desaparece: ela volta para a família em forma de imposto no preço, de juro no cartão e de dinheiro que compra menos. Os dados de 2026 confirmam o que a família sente: o endividamento das famílias mais pobres bateu recorde, 85% das que ganham até três salários mínimos estão endividadas, e, de cada R$ 100 que entram no orçamento, sobram pouco mais de R$ 20 depois das contas e das dívidas.
[b537] (fiscal) Nós já mostramos que o caminho é outro. Mesmo enfrentando a maior pandemia em cem anos, reduzimos em 4 pontos percentuais a relação entre a dívida e o PIB. No governo Bolsonaro, a redução de tributos chegou ao dia a dia das famílias: caiu a conta de energia elétrica, caiu a conta de telefone, caiu o preço da gasolina e ficou mais barato comprar bens de consumo, de um fogão a uma geladeira. Também foi ali que nasceu o PIX, que tirou do brasileiro mais pobre o peso das tarifas bancárias.
[b538] (economia) Vamos fazer de novo, e vamos fazer mais. Este capítulo reúne o que o nosso governo fará para que sobre dinheiro no fim do mês.
[p. 30]
[b544] (tributos) Menos imposto no que você consome o preço na prateleira também é feito de tributo
[b545] (tributos) Boa parte do que o brasileiro paga no supermercado não é comida: é imposto.
[b546] (tributos) E quem sente primeiro é quem tem menos, porque gasta quase tudo o que ganha justamente naquilo que é mais tributado. A comparação com outros países é dramática: com a atual reforma tributária, o Brasil caminha para ter um dos maiores impostos sobre valor agregado (IVA) do mundo, projetado em torno de 30%, contra uma média de 19% nos países da OCDE, e menos ainda em vários vizinhos.
[b547] (tributos) Isso porque a reforma tributária aprovada pela atual gestão foi entregue ao sabor dos lobbies. Toda a transição ficou para os mandatos seguintes, o que evitou desgaste político para quem a aprovou, permitiu que os mais fortes vencessem e deixou para a população um custo que se aproxima de R$ 1 trilhão, sem fonte orçamentária definida nos dois fundos criados pela reforma, além de mais de R$ 500 bilhões em exceções decorrentes dos lobbies, que passaram a ser permanentes.
[b548] (tributos) Vamos promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária em curso e da majoração de impostos efetuada pelo atual governo, com o objetivo de reduzir efetivamente a carga sobre a produção e o consumo. Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto. Assim a reforma fica mais equilibrada, preservando a simplificação e a aderência às melhores práticas internacionais. O esforço de simplificação continuará: menos impostos, legislação unificada, desoneração das exportações e dos investimentos e redução das exceções, para que grupos parecidos paguem impostos parecidos. O círculo virtuoso é claro: menos impostos, mais formalidade, mais crescimento. → economia/p16, economia/p17, economia/p18, economia/p19, economia/p25, economia/p105, economia/p110
[b549] (tributos) O resultado que o brasileiro precisa ver não é uma alíquota no papel: é o preço menor na prateleira, na bomba de combustível e na conta que chega todo mês.
[p. 32]
[b571] (economia) Crédito que não afunda a família sair da dívida é o primeiro passo para juntar dinheiro
[b572] (economia) Milhões de famílias brasileiras trabalham o mês inteiro para pagar juros. O salário entra e sai quase todo para cobrir o rotativo do cartão, o cheque especial e o carnê atrasado. Não é falta de esforço: é o custo do dinheiro em um país onde o governo é o maior tomador de empréstimos, o que empurrou o país para a maior taxa de juros básica em 19 anos e, por consequência, pressionou o custo dos empréstimos para as famílias e as empresas.
[b573] (economia) Ao contrário das vergonhosas declarações dos ministros da Fazenda da atual gestão, os juros altos são consequência da dívida crescente. Juros menores não se decretam: conquistam-se com contas em ordem, e não há conta em ordem quando o governo gasta mais do que arrecada. Já quando as contas se organizam, o resultado aparece: o governo Bolsonaro praticou a menor taxa de juros média desde o início do Plano Real. Dados do Boletim Focus de outubro de 2022, antes da eleição, previam taxa selic cerca de 7 pontos percentuais abaixo do que se praticou em 2025 e 2026.
[p. 33]
[b578] (economia) Ao estabilizar e reduzir a dívida pública, nosso governo vai criar as condições para que os juros básicos fiquem em linha com a média internacional e para que a inflação volte ao centro da meta. É o que permite que o crediário, o financiamento da casa e o capital de giro do pequeno negócio deixem de ser impagáveis. → economia/p30, economia/p31, economia/p114
[b580] (economia) O objetivo é simples e concreto: que o dinheiro que hoje escapa da família volte para dentro de casa.
[b581] (economia) Menos imposto no preço, conta de luz mais simples, comida mais estável e juros menores somam uma coisa só: o mesmo salário comprando mais. Para o aposentado, que vive de renda fixa e é o primeiro a sentir a alta de preços, isso é a diferença entre chegar ao fim do mês com o remédio comprado ou ter de escolher entre o remédio e o mercado.
[b582] (economia) Nada disso é abstração de economista. Poder de compra são as famílias que conseguem comprar o material escolar do filho. São os lares que põem carne no prato na todos os dias, e não só no domingo. É a família que, pela primeira vez em muito tempo, termina o mês com algum dinheiro sobrando — e é dali que começa a casa própria, o negócio próprio e o futuro que este Plano promete.
[p. 42]
[b679] (economia) para você conquistar o que é seu
[b680] (economia) Todo brasileiro quer a mesma coisa: crescer pelo próprio esforço e ter algo que seja seu. A casa própria, o negócio próprio, o carro na garagem, o nome limpo.
[b681] (economia) Não é caridade que o povo pede, é oportunidade. É poder olhar para trás daqui a dez anos e ver que a vida melhorou porque ele trabalhou por isso.
[b682] (economia) O papel do Estado não é substituir esse esforço, nem sufocá-lo. É abrir o caminho: garantir que quem começou embaixo tenha por onde subir, que quem quer produzir encontre estrada, energia e crédito, e que a riqueza gerada no país chegue à vida de quem a produz. Prosperar é a etapa em que a jornada do cidadão deixa de ser sobre o que o governo faz por ele e passa a ser sobre o que ele constrói por conta própria.
[p. 45]
[b717] (economia) Negócio próprio quem emprega a si mesmo tira o país das costas do Estado
[b718] (economia) Milhões de brasileiros não querem emprego: querem o próprio negócio. São eles que geram a maior parte das vagas de trabalho no país, e é a eles que o Estado mais atrapalha, com burocracia, imposto e falta de crédito. E muitos desses são jovens, que preferem empregar a si mesmos a esperar pela primeira vaga.
[b719] (economia) Para quem está começando, vamos criar o Minha Primeira Empresa: menos burocracia para abrir e formalizar o negócio, capacitação e orientação pelo Sistema S, para que o empreendedor aprenda a gerir o que criou, e uma esteira de crédito e serviços da CAIXA ao seu alcance, que o acompanhe do primeiro balcão ao primeiro faturamento. → economia/p47, economia/p61, economia/p72, economia/p100, economia/p127
[b720] (economia) Vamos apoiar o pequeno negócio com crédito para empreender e orientação, pela rede da CAIXA, e apoiar a internacionalização de pequenas → economia/p61, economia/p68, economia/p72, economia/p100, economia/p127
[p. 46]
[b725] (economia) e médias empresas via BNDES e Apex-Brasil, para que o produto brasileiro chegue mais longe. Somado à redução de tributos sobre a produção que este plano defende e ao Brasil sem Fila, que corta a burocracia de abrir e tocar uma empresa, o recado é um só: quem quer empreender vai encontrar no Estado um parceiro, não um obstáculo. → economia/p47, economia/p68, economia/p72
[b726] (economia) A CAIXA como Banco da Prosperidade a mão que ajuda o brasileiro a subir de vida
[b727] (economia) O crédito para empreender, o financiamento da casa, a orientação para sair das dívidas não chegam ao cidadão sozinhos. Precisa de quem leve. E o Brasil tem, para isso, um ativo que poucos países têm: a CAIXA, uma das maiores redes de atendimento do mundo, presente em quase todos os municípios, com a confiança histórica da população. Não vamos criar estrutura nova: vamos dar uma nova missão à que já existe e já é do brasileiro. → economia/p40
[b728] (economia) A CAIXA deixará de ser apenas a operadora de benefícios para se tornar o Banco da Prosperidade. Assim como os bancos privados ajudam seus clientes a construir patrimônio e realizar projetos, a CAIXA vai ajudar milhões de brasileiros a conquistar o primeiro patrimônio da vida e a autonomia financeira. Numa plataforma física e digital integrada, o cidadão encontrará num lugar só o crédito, a orientação financeira, o apoio ao empreendedorismo, a habitação e a regularização da casa, com inteligência artificial que identifica as oportunidades certas para o momento de vida de cada um, em vez de deixar o cidadão adivinhar a que tem direito. → economia/p40, economia/p76
[b729] (economia) A grande inovação será o Ganha-Ganha, um programa em que o Estado reconhece quem faz a sua parte. De adesão voluntária, ele permite que atitudes como concluir um curso de qualificação, formalizar um negócio, conseguir um emprego ou manter as contas em dia formem um histórico positivo que trabalha a favor do cidadão: acesso a crédito, juros menores e cashback para quem hoje é invisível ao sistema financeiro. Os dados são do cidadão e ficam a serviço dele, não do Estado. Quem sempre fez a coisa certa, mas nunca teve como provar, passa a ter como. → economia/p39, economia/p76, trabalho-previdencia/p49
[b730] (economia) É assim que o esforço de cada um vira prosperidade de verdade: com uma instituição que não apenas paga benefício, mas abre caminho.
[p. 49]
[b752] (economia) o país que dá condições a quem quer trabalhar e produzir
[b753] (economia) Os capítulos anteriores trataram da vida de cada família, e do que muda nela desde o primeiro dia, sem depender de esperar por nada. Este capítulo trata de outra coisa: do país que cresce por baixo dessa vida e faz cada conquista ir mais longe. A internet é infraestrutura tão essencial quanto a estrada e a energia, e a conexão que dá acesso a tudo já vem tratada no Brasil sem Fila. A casa própria já vem no Brasil que Prospera; mas é a infraestrutura deste capítulo que faz chegar a esse bairro a estrada, o transporte e o emprego ao redor. O preço no mercado já cai no Brasil Mais Barato; mas é a energia e a logística baratas que sustentam essa queda no tempo. O brasileiro não precisa esperar o país crescer para viver melhor. Mas, quando o país cresce, o que ele conquistou vale mais, dura mais e alcança mais gente.
[b754] (economia) Vamos fazer o Brasil crescer, e esse é um compromisso central do nosso governo. O país cresceu, em média, 2% ao ano nas últimas duas décadas, menos do que o mundo. Nossa meta é dobrar esse ritmo e alcançar um crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo da próxima década, apoiado no investimento privado, na segurança jurídica e na competitividade do agro, da indústria e dos serviços. Não é promessa vazia: é o resultado de escolhas concretas, e é delas que trata este capítulo. O papel do Estado aqui não é ser o empresário, é ser o país que funciona, para que quem produz possa produzir e para que o esforço de cada um renda ainda mais. → economia/p43
[b755] (economia) Segurança jurídica: a regra do início é a regra do fim quem investe precisa confiar que o combinado será cumprido
[p. 50]
[b762] (economia) Vamos também garantir que a regra combinada no início seja a regra do fim. Para os grandes projetos de longa maturação, criaremos mecanismos de estabilidade das regras de até 20 anos, para que o contrato não seja mudado depois que a obra já estiver de pé. E quando o empreendedor age de boa-fé e obtém regularmente a sua licença, o Estado deve responder pelos prejuízos se voltar atrás sem que o empreendedor tenha dado causa, em vez de jogar a conta sobre quem confiou na palavra que recebeu. Um país que honra o combinado atrai o investimento e o emprego que vêm com ele, da logística à energia, da mineração ao agro. → economia/p45, economia/p46
[p. 64]
[b908] (economia) Competitividade doméstica crescer por dentro para competir por fora
[b909] (economia) De nada adianta um punhado de campeãs nacionais se o restante da economia patina em baixa produtividade. A competitividade doméstica é o fundamento da projeção internacional: é o foco em infraestrutura, produtividade, segurança jurídica, estabilidade macroeconômica, acesso à crédito e juros civilizados que dá às empresas brasileiras, grandes e pequenas, as condições de um processo longo e seguro de inserção no mundo. Um país competitivo por dentro é um país que gera emprego, renda e prosperidade que chega a todos.
[p. 68]
[b950] (fiscal) para que tudo isso seja permanente, e não uma bolha que estoura
[b951] (fiscal) Um plano de governo não vale pelo que promete, mas pelo que consegue sustentar. De nada adianta baixar imposto hoje se a conta volta amanhã, nem prometer serviço melhor se o Estado gasta mais do que arrecada e joga a fatura para os filhos e netos de quem trabalha. Este capítulo é a garantia de que tudo o que foi prometido nos anteriores tem lastro, e não vai virar uma bolha que estoura depois da eleição. É o compromisso com quem paga a conta: o cidadão.
[b952] (fiscal) O contraste é claro. A gestão atual elevou a relação entre a dívida bruta e o PIB em 13 pontos percentuais em quatro anos, sem enfrentar nenhuma pandemia, e o resultado veio na forma de inflação fora da meta, a maior taxa de juros em 19 anos e 30 novos impostos ou aumentos de alíquota. Nós fizemos o oposto: mesmo diante da maior pandemia em cem anos, reduzimos em 4 pontos percentuais esse mesmo indicador. Já demos o exemplo, e vamos dar de novo.
[b953] (fiscal) Nossa bandeira é um grande TESOURAÇO: um corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina, coloca as contas em ordem e reduz os impostos que pesam sobre quem produz. E é também um Estado organizado para prevenir a corrupção: com transparência, mérito e regras claras, fecha-se o espaço para o desvio. É o que detalham as próximas páginas. → economia/p19, economia/p71, estado-instituicoes/p59
[p. 69]
[b961] (fiscal) No mesmo esforço de organizar melhor o orçamento, daremos mais transparência, controle e rastreabilidade às emendas parlamentares, priorizando sua alocação em políticas públicas prioritárias do Plano Plurianual, aprovado pelo parlamento. → economia/p59, economia/p71, ambiente-energia/p73
[p. 70]
[b972] (fiscal) Nas empresas públicas, essa proteção tem nome: a Lei das Estatais, de 2016, criada depois da Lava Jato para blindar as estatais da indicação política, com exigência de qualificação técnica e quarentena para quem vem de campanha eleitoral. Tentaram enfraquecê-la; nós vamos fortalecê-la. E vamos além: sempre que possível, o comando das estatais e dos cargos de direção será preenchido por recrutamento com regras de mercado, com busca ativa de profissionais qualificados, como fazem as empresas privadas quando procuram seus executivos, escolhendo pela competência comprovada, e não pela conveniência política. → economia/p56
[b973] (fiscal) Vamos blindar os fundos de pensão das estatais da indicação política, porque a aposentadoria do trabalhador não pode virar cofre de projeto de poder. E vamos retomar o Programa Nacional de Desestatização com critério, avaliando caso a caso onde a presença do Estado deixou de fazer sentido. Estatal não é palanque nem cabide de apadrinhado: é patrimônio do brasileiro, e vai ser tratada como tal. → economia/p57, economia/p123
[b975] (fiscal) Contas em ordem para juros e inflação menores
[b976] (fiscal) O PT destruiu o teto de gastos tendo em mente, antes de tudo, um projeto de poder: retirou as sanções e as travas e projetou regras frágeis, que pudessem ser mudadas conforme a conveniência, sempre com foco na reeleição. Para implodir o teto, aprovou uma PEC da transição que tirou da Constituição as regras de controle da despesa e as jogou para lei complementar. Fingindo responsabilidade, criou na prática um gasto discricionário sempre crescente:
[p. 71]
[b981] (fiscal) uma legislação que já nasceu cheia de exceções e teve as próprias regras furadas mais de uma dezena de vezes, abrindo novos gastos fora do limite e levando a dívida ao assombroso patamar atual.
[b982] (fiscal) Vamos fazer o oposto: faremos nossos gastos caberem no orçamento, o que permitirá cobrar menos impostos e não empurrará dívida para as próximas gerações. Apresentaremos uma reformulação nas atuais regras fiscais, com regras claras focadas na estabilização e na redução da dívida pública conforme determina a Constituição. Vamos construir o equilíbrio fiscal duradouro, entregando superávits primários e limitando o crédito subsidiado com recursos do Tesouro, mitigando pressões inflacionárias. E haverá uma regra clara de controle de gastos discricionários dos três Poderes da União. → economia/p2, economia/p8, economia/p14, economia/p33, economia/p71, economia/p92, economia/p99
[b983] (fiscal) Regras claras trazem previsibilidade e credibilidade, tornando o país mais atrativo e competitivo. A meta é alcançar, no menor prazo possível, a estabilidade e depois a queda da relação Dívida/PIB, o que puxa os juros para a média internacional e leva a inflação ao centro da meta. Não é abstração de economista: é o que faz o crediário caber no bolso, o financiamento da casa ser possível e o salário parar de derreter no fim do mês. → economia/p30, economia/p31, economia/p71, economia/p99, economia/p114
[b984] (fiscal) Junto disso, um choque de gestão vai colocar o patrimônio público a serviço da sociedade, com reforma do processo orçamentário e uma agenda permanente de transparência e avaliação de políticas públicas, identificando quem são os beneficiários de cada programa e medindo o impacto real de cada gasto. Dinheiro público é dinheiro do cidadão, e cada real precisa mostrar o que entregou. → economia/p7, economia/p10, economia/p84, estado-instituicoes/p59
[b985] (tributos) Menos impostos: a reforma tributária corrigida
[b986] (tributos) A reforma tributária aprovada pela atual gestão foi entregue ao sabor dos lobbies. Como toda a transição ficou para os mandatos seguintes, quem aprovou não se desgastou, e a população ficou com a conta: cerca de R$ 1 trilhão sem fonte orçamentária definida nos dois fundos criados pela reforma, além de mais de R$ 500 bilhões em exceções decorrentes dos lobbies, que passaram a ser permanentes.
[b987] (tributos) Vamos promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária em curso e da majoração de impostos efetuada pelo atual governo, com o objetivo de reduzir efetivamente a carga sobre a produção e o consumo. Vamos corrigir → economia/p17
[p. 72]
[b992] (tributos) suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto. Assim a reforma fica mais equilibrada, preservando a simplificação e a aderência às melhores práticas internacionais. O esforço de simplificação continuará: menos impostos, legislação unificada, desoneração das exportações e dos investimentos e redução das exceções, para que grupos parecidos paguem impostos parecidos. O círculo virtuoso é claro: menos impostos, mais formalidade, mais crescimento. → economia/p16, economia/p17, economia/p18, economia/p25, economia/p88, economia/p105, economia/p109, economia/p110
FIM — 69 blocos neste arquivo.