Renan Santos — texto do programa sobre Agricultura e alimentos (Presidente, 2026)

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Este arquivo tem 22 blocos do programa de Renan Santos, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280017002789). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/presidente/tema-agricultura).

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[b430] (agro) XII CELEIRO DO MUNDO AGRICULTURA E TECNOLOGIA

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[b456] (agro) 9 limitações legais quanto à propriedade estrangeira de terras;

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[b557] (agro) Agro e Inteligência Artificial

[b561] (agro) O primeiro alimenta uma população humana que se aproxima dos dez bilhões de habitantes em uma era de instabilidade climática, conflitos militares em regiões agrícolas críticas (Ucrânia, Oriente Médio) e esgotamento dos limites de expansão da fronteira agrícola em quase todos os continentes. O segundo abastece a infraestrutura digital sobre a qual se reorganiza, neste exato momento, toda a economia global: do sistema financeiro à logística, da medicina à defesa, da pesquisa científica à produção cultural. A guerra comercial entre Estados Unidos e China, deflagrada na década passada, gira essencialmente em torno desses dois insumos: soja, milho, fertilizantes e proteína animal, de um lado; chips, energia e tokens de inteligência artificial, do outro.

[b562] (agro) O Brasil é o único país do mundo que reúne, simultaneamente, as condições naturais e técnicas para se tornar fornecedor estratégico global em ambas as frentes. Detemos a maior fronteira agrícola tropical do planeta, com solo, água, luz solar e biodiversidade que permitem ciclos produtivos inigualáveis. Em 2025, o agronegócio brasileiro respondeu por 48,5% das exportações nacionais (US$ 169,2 bilhões), gerou um superávit comercial setorial de US$ 149 bilhões e atingiu R$ 3,2 trilhões em PIB do agronegócio, mais de um quarto da nossa economia. Ao mesmo tempo, somos uma das poucas nações do mundo com matriz elétrica majoritariamente renovável (88%, contra média global em torno de 32%), localização geográfica privilegiada para conectar Estados Unidos, Europa e África por cabos submarinos, e um ecossistema de pesquisa em inteligência artificial que já produziu unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) e talentos nos principais laboratórios do mundo.

[b563] (agro) Em qualquer cenário razoável para o século XXI, o Brasil deveria estar entre os três ou quatro principais beneficiários da reorganização global dessas duas cadeias. Mas isso não está acontecendo.

[b564] (agro) No agronegócio, somos a maior potência agrícola do mundo apenas em volume bruto. Quem agrega valor são outros. A Alemanha, grande reexportadora de café que sequer o produz, agrega ao produto, por meio do beneficiamento, da torrefação e dos canais de distribuição europeus, um valor que falta à nossa pauta. Nossos fertilizantes vêm 85% do exterior, deixando-nos vulneráveis a choques cambiais e a sanções a fornecedores como Rússia e Belarus. A política fundiária do atual governo, em vez de impulsionar a produtividade, estimulou direta e indiretamente a invasão de propriedades rurais. E o programa de reforma agrária acumulou cerca de 140 milhões de hectares destinados (dos quais aproximadamente 88 milhões em assentamentos consolidados, segundo o INCRA/SIPRA), sem controle efetivo de produtividade e com renda líquida média

[b565] (agro) CAPÍTULO XII AGRICULTURA E TECNOLOGIA

[b566] (agro) O século XXI será definido por dois insumos estratégicos: comida e computação.

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[b569] (agro) por estabelecimento da ordem de R$ 288 mensais. Apesar de toda a sua produtividade, o agronegócio é visto como vilão.

[b571] (agro) A janela está se fechando e o diagnóstico desses dois setores, à primeira vista distintos, converge num único problema estrutural: o Brasil tem vantagens comparativas civilizacionais, mas não tem a arquitetura institucional, regulatória, fiscal e narrativa que as transforme em produto, divisas e poder. O agro e a IA partilham obstáculos comuns: política fundiária e energética capturadas por interesses ideológicos, ausência de marcos legais modernos, escassez de capital paciente para verticalização, infraestrutura logística e digital atrasada, e um ambiente educacional que produz tanto desinformação cultural sobre o agro quanto êxodo do talento técnico em IA. Resolver esses obstáculos é a tarefa deste capítulo.

[b572] (agro) PROPOSTAS E SOLUÇÕES DA MISSÃO

[b573] (agro) O plano da Missão para fazer do Brasil o Celeiro do Mundo se organiza em duas grandes frentes, articuladas por uma mesma lógica: combinar reformas regulatórias amplas com investimento estratégico do Estado, atraindo capital privado nacional e internacional para verticalizar as cadeias produtivas nas quais temos vantagem comparativa natural. A primeira frente, batizada AgroBrasil 2030, organiza a agenda agrícola; a segunda, o Marco Brasileiro da Inteligência Artificial (MBIA), organiza a agenda computacional. → agricultura/p63, agricultura/p72, agricultura/p86, agricultura/p122

[b574] (agro) As duas convergem no projeto comum de transformar o Brasil em fornecedor preferencial global de alimento e inferência. → agricultura/p86, agricultura/p122

[b576] (agro) O plano AgroBrasil 2030 se sustenta em cinco pilares.

[b577] (agro) O primeiro pilar é o fim das invasões de propriedade rural e a restauração da segurança jurídica no campo, com a revogação da Nota Técnica nº 4/2025 do Ministério do Desenvolvimento Agrário e instrução às polícias para repressão das invasões, conforme estabelecido no Código Penal. Em paralelo, vamos endurecer a legislação penal sobre esbulho possessório. → agricultura/p9, agricultura/p10

[b578] (agro) O segundo pilar é a auditoria e produtivização dos 140 milhões de hectares já destinados à reforma agrária. O governo da Missão não criará um único novo assentamento enquanto os já existentes não atingirem níveis de produtividade compatíveis com os exigidos dos demais imóveis rurais brasileiros. → agricultura/p12

[b579] (agro) Em paralelo, reformularemos o Decreto 11.637/2023 para que os critérios de seleção priorizem o tempo de exercício de atividades agrárias, e não o tempo de acampamento próximo a invasões. A reforma agrária deve ser um instrumento de transformação econômica, não um departamento de filiação a movimentos sociais. → agricultura/p13

[b580] (agro) O terceiro pilar é a soberania em fertilizantes. O Brasil consome cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e importa 85% desse volume, exposição estratégica inaceitável para um país que aspira a liderar a oferta global de alimentos. Vamos executar e ampliar o Plano Nacional de Fertilizantes (Decreto 10.991/2022); sancionar e regulamentar o Projeto de Lei 2.780/2024, aprovado pela Câmara em 2026, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e o licenciamento acelerado para a exploração de fosfato, potássio e nitrogênio em território nacional; e construir, no Congresso, o marco da exploração mineral controlada em terras indígenas, que abrigam reservas estratégicas de fosfato e potássio. A meta é simples: nenhuma colheita brasileira a partir de 2035 deve depender de fertilizante russo, bielorrusso ou marroquino. → industria-ciencia/p104, agricultura/p1, agricultura/p2, agricultura/p5, agricultura/p6

[b581] (agro) O quarto pilar é o salto na agroindústria e nas cadeias produtivas completas. O exemplo do suco de laranja, em que o Brasil se tornou líder mundial na exportação do suco industrializado, mostra o caminho. Replicaremos esse modelo no café, na soja, no cacau, na carne e em outros produtos dos quais hoje exportamos a matéria-prima e importamos de volta o valor agregado. A política de Zonas Econômicas Especiais, as linhas de crédito do BNDES condicionadas a metas de exportação e a busca de acordos comerciais bilaterais serão nossos principais instrumentos. Em paralelo, o Plano Safra será reorganizado para premiar produtores que invistam em processamento e verticalização. → agricultura/p18, agricultura/p31, agricultura/p63, agricultura/p66

[b582] (agro) O quinto pilar é a correção da narrativa educacional e cultural sobre o agronegócio. Enquanto hoje a educação brasileira está tomada por uma narrativa que retrata o agro como antagonista da sustent- → agricultura/p91

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[b585] (agro) abilidade, vamos submeter didáticos e materiais do MEC a auditoria técnica permanente, com participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de universidades agrárias, para garantir que o aluno brasileiro receba uma representação factual do setor que sustenta um quarto do PIB nacional. A revolução do agro brasileiro nas últimas cinco décadas é uma das maiores conquistas civis e científicas da nossa história. Trataremos como tal. → agricultura/p91

FIM — 22 blocos neste arquivo.