Renan Santos — texto do programa sobre Apresentação e o que não entrou em tema (Presidente, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 31 blocos do programa de Renan Santos, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280017002789).

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[b62] (apresentacao) O futuro é glorioso; esse tem sido o mote da nossa pré-campanha. Ele remete à ideia de que podemos realizar muito mais do que realizamos, de que o nosso país tem um imenso potencial represado e que temos o direito e (com as próximas gerações) o dever de arrancar o país do marasmo, tarefa que tem sido o horizonte de nosso projeto presidencial. Não se trata de um devaneio ufanista. Há, na verdade, fortes razões para essa crença: nosso país tem porte continental, natureza exuberante, mais de 200 milhões de habitantes e uma localização geográfica privilegiada, cercado por países de colonização ibérica e territórios muito menores, que enxergam no Brasil um líder natural. Somos também a nação mais miscigenada do mundo, um cadinho de culturas amalgamadas em relativa paz. Nossa vida social é afetiva e vibrante. Somos um país ensolarado, interna e externamente.

[b63] (apresentacao) Esta vocação, contudo, não tem sido levada com a devida seriedade. Falta às elites brasileiras honrar aquilo que o Brasil pode ser. Hoje, em especial, padecemos de um problema de elites. Na política, nos encontramos em um dos piores momentos da nossa história. Basta ver os projetos majoritários para perceber. De um lado, um partido que governa pela quinta vez e que repete as promessas brejeiras de sempre, como picanha e cerveja, às quais ele acrescenta algumas migalhas em benefícios sociais. O resultado é medíocre. Os problemas de grave insegurança, má qualidade na prestação da saúde pública, baixa produtividade e desigualdades sociais brutais não são resolvidos. São problemas estruturais que permaneceram conosco durante os governos desse partido, de forma que apenas a fé cega indicaria alguma esperança de que ele possa resolvê-los.

[b64] (apresentacao) De outro lado, temos um vácuo no lugar da direita, uma massa sem forma e sem qualquer projeto, uma espécie de buraco intelectual e criativo. O que se chama de bolsonarismo é, desde o princípio, um ajuntamento duvidoso de pilantras e iludidos, animado por um conjunto de ideias confusas. Seus porta-vozes repetem platitudes e generalidades. Seus líderes estão abaixo da mediocridade. A liderança do próprio Jair Bolsonaro, por exemplo, foi um episódio lamentável na história deste país. Único candidato a perder uma reeleição desde a Nova República, Jair fez um governo medíocre, no qual ele sequer teve a coragem de tentar resolver alguma coisa. Herdeiro sem grandes méritos do movimento cívico gigantesco que tirou Dilma do poder, Jair Bolsonaro traiu a direita em múltiplas ocasiões. Ele a traiu destruindo a Lava Jato, fortalecendo o centrão no poder, canalizando a energia cívica de milhões e desperdiçando-a em manifestações inócuas.

[b65] (apresentacao) O primeiro fascículo do Livro Amarelo, publicado há quase dois anos, continha um diagnóstico dramático que eu havia escrito sobre o Brasil: uma crônica despretensiosa sobre o Cruzeiro do nosso eterno “menino” Ney virou o quadro de um país que não deu certo. A crônica comentava, em tom meio humorístico, talvez, diríamos melhor, tragicômico, aquela festa de arromba na embarcação do craque. Loiras instagramáveis como a Virginia, hoje namorada de outro jogador, Vinícius Júnior, dividiam as áreas VIP do MSC Preziosa com funkeiros, como o MC Poze do Rodo e Oruam, os bardos do CV, com “empresários” como Buzeira, e com outras figuras do mesmo estilo. Comentei que se reuníssemos todos os seguidores que o escol de artistas e celebridades possui no Instagram, chegaríamos bem perto de atingir quase toda a população do país. Isto significa algo, é claro. Quando boa parte da nossa população considera que as figuras que brilharam no Cruzeiro são referências de vida, nós temos um problema.

[b66] (apresentacao) Compreendemos a razão de ser dessa identificação. Um país com altas taxas de informalidade, produtividade baixa e onde 20% da população mora sob jugo de criminosos, um país que cultiva uma arte que remete a vários formatos de bundas e a vários ritmos de sentada e possui a classe política amiga do Vorcaro, não inspira grandes heróis. Lendo a minha crônica, fica claro por que as novas gerações chamam o Brasil de “bostil”. Não posso censurá-las por isso. Nosso país, vocacionado para a grandeza, herdeiro de um dos grandes impérios da Era Moderna, o glorioso Portugal de Camões, possuidor de um território maior que a Europa e recursos naturais cantados em verso e prosa, simplesmente não deu certo. A profecia de Stefan Zweig sobre o país do futuro acabou malograda, como tantas profecias ufanistas acerca do nosso destino. Não há como fugir desse julgamento severo. Os números não mentem.

[b67] (apresentacao) Felizmente podemos pensar que ele não deu certo até agora. Afinal, enquanto há Brasil e há mulheres e homens com ideias, a história se encontra aberta. Por isso, não é sem razão que, em todas as pesquisas, tenho pontuado expressivamente entre eleitores de 16 a 24 anos. Ao propor uma ruptura geracional, arrastamos as gerações anteriores que estiveram e ainda estão no poder para o tribunal que as julgará pelos seus feitos. O que fizeram? O que elas lograram? E o que nos legaram? Para quem não gosta do Partido Missão, fica a reflexão

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[b71] (apresentacao) imparcial: se o Brasil tivesse sido governado de forma apropriada, à altura daquilo que ele é vocacionado para ser, nem sequer o Partido Missão existiria.

[b72] (apresentacao) O julgamento da nova geração precisa ser muito amplo. Os problemas do Brasil não são devidos exclusivamente ao PT ou a Bolsonaro. São responsáveis por eles todas as elites econômicas, políticas e culturais que, ao restabelecerem a democracia, algo por si meritório, não conseguiram ir muito além disso. Nossa democracia é, hoje, um regime formal esvaziado, com eleições compradas, maquiadas e estatísticas deploráveis em todos os setores da administração pública. É isto o que os jovens conseguem intuir. E por isso os mais esperançosos deles estão conosco.

[b73] (apresentacao) Este é um estudo sério. Há nele diagnósticos detalhados sobre nossa situação e o desenho de várias propostas para resolver nossos problemas. Mas acredito que o mais importante na publicação deste trabalho é a mensagem que as propostas arrojadas deixam implícita. Ela é uma mensagem que conjuga esperança e realismo, voltada a todos os brasileiros que estão cansados de acreditar em miragens.

[b74] (apresentacao) Em minhas falas, entrevistas e participações públicas, busco mostrar que não será fácil trilhar o caminho da grandeza, mas que é possível. Agora é a vez da nossa geração. Chega de arranjos espúrios nas antecâmaras escondidas de uma democracia falida. Pois temos urgência pela importância da nossa tarefa: restaurar o Brasil, uma missão que já animou a imaginação de tantos patriotas, de tantos homens e mulheres que aspiraram a criar neste país uma experiência cívica e política grandiosa e única.

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[b78] (apresentacao) Um livro como plano de governo

[b79] (apresentacao) O que é o Livro Amarelo — e como ler esta edição

[b81] (apresentacao) Este documento é uma edição condensada do Livro Amarelo, o plano de governo integral do Partido Missão — uma obra de mais de 500 páginas de diagnóstico e propostas. Aqui reunimos as seções de abertura de cada capítulo — o problema enfrentado e as principais propostas da Missão — para uma leitura rápida e acessível.

[b82] (apresentacao) A Missão é o primeiro partido brasileiro a entregar um livro como plano de governo. Essa foi uma promessa que fizemos a todos os militantes já em 2023, no Oitavo Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), quando anunciamos nosso plano de fundar o partido. Prometemos que seria um partido programático, íntegro e fiel à sua visão de Brasil. Que maneira melhor de cristalizar esse compromisso do que escrevendo um livro? Os romanos já diziam: verba volant, scripta manent: as palavras voam, mas a escrita permanece. O Livro Amarelo é feito para permanecer: para que nossos eleitores saibam que, ao votar em qualquer candidato da Missão, não estão votando simplesmente em pessoas ou meramente em princípios, mas em propostas práticas e executáveis, que juntas formam um projeto de Brasil determinado: nosso melhor caminho para sentar entre as grandes potências do mundo. Esta edição corresponde, especificamente, à versão do Livro Amarelo para as eleições de 2026, sintetizando as pesquisas dos seis fascículos que a precederam e incorporando novos capítulos com material original, derivado de novas investigações e das contribuições do próprio presidenciável, Renan Santos, que tem circulado em inúmeras entrevistas de rádio, televisão e podcasts expondo suas ideias para o Brasil.

[b83] (apresentacao) Vale dizer, antes de adentrarmos as três partes do livro, em que termos o Livro Amarelo melhor se define como projeto: trata-se de um projeto contínuo e holístico de criação de um pensamento próprio no âmbito da análise dos problemas nacionais. Para além desta obra, dossiês sediados no aplicativo Valete e planos de governo em nível federal e estadual também integram a categoria “Livro Amarelo”. No Rio de Janeiro e em Santa Catarina, conseguimos criar uma integração especialmente proveitosa entre pesquisadores e integrantes das equipes de governo desses dois estados, e gradativamente o discurso da Missão se tornou mais coeso e orgânico, adquirindo profundidade e sistematicidade.

[b84] (apresentacao) O insight inicial para o Livro Amarelo surgiu da constatação, que vinha amadurecendo havia algum tempo, de que a versão do liberalismo brasileiro, vulgarizada pela nova direita, oferecia soluções simplistas para problemas complexos: bastava privatizar tudo, retirar o Estado de todas as áreas e proferir platitudes sobre meio ambiente, saúde, educação, cultura e segurança, e tudo se resolveria de uma forma quase mágica.

[b85] (apresentacao) Do lado mais conservador do espectro político, teorias da conspiração floresciam sem respaldo na realidade concreta. Esse cenário deprimente nos deu a inspiração para trilhar um caminho próprio, cujos frutos principais foram a Revista Valete e o próprio Livro Amarelo. Do ponto de vista de seu enquadramento ideológico, o teor do texto ainda é marcado pela adesão a pilares do pensamento liberal, em especial no aspecto econômico (fala-se de contenção de gastos, de reforma trabalhista para flexibilizar relações de trabalho, de redução de supersalários, de reforma administrativa e de austeridade fiscal), mas rejeitamos a versão vulgarizada que oferecia panaceias e falava vagamente em desburocratização e privatizações, por considerá-la aquém dos problemas brasileiros. → estado-instituicoes/p27

[b86] (apresentacao) O Livro Amarelo não surgiu do nada. Ao longo dos últimos dois anos, contamos com a colaboração de mais de duzentos voluntários, que produziram seis fascículos de pesquisa, debruçando-se sobre todos os temas imagináveis, da história econômica do Brasil à política externa, do combate ao crime em El Salvador aos planos de habitação de Singapura. Esses estudos iniciais nos ajudaram a construir uma compreensão coesa do Brasil e do mundo e fecundaram as ideias que hoje compõem o coração deste livro.

[b87] (apresentacao) O Livro Amarelo de 2026 surge, então, como um plano de governo prático: contém os principais planos que visamos a implementar nos próximos quatro anos, se nos for concedida a confiança da população para tal. Nele, nos debruçamos sobre os principais temas do Brasil de hoje, organizando nossa agenda completa de reformas sob uma estrutura tripartite.

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[b99] (apresentacao) Somados, os cinco capítulos da segunda parte tratam das principais atribuições do Estado brasileiro.

[b100] (apresentacao) Nossas reformas são todas pautadas por princípios simples: integração da tecnologia de ponta, redução de entraves para a iniciativa privada e valorização das vantagens competitivas nacionais. São projetos que, se executados, gerarão transformações de longo prazo na economia, na cultura e na saúde dos brasileiros, determinando uma nova trajetória de país.

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[b105] (apresentacao) As ideias da Parte 3 convidam o leitor a imaginar um Brasil radicalmente diferente do que somos hoje: uma união entre tecnologia e natureza, com disciplina e tranquilidade, apontando para uma possibilidade única de Civilização Tropical. Nossa missão enquanto grupo político é a realização dessa promessa de civilização que por tanto tempo nos pareceu esquecida, mas que pode ser recuperada a partir da inovação, do comprometimento sério e do empenho de milhões de brasileiros que ainda queiram acreditar em um país melhor.

[b106] (apresentacao) O Livro Amarelo é nossa entrega para esses brasileiros: para os que sonham num país onde todos possam andar na rua sem medo; onde todo pequeno empresário possa prosperar e participar da sua comunidade; onde todo e qualquer cidadão possa viver com dignidade em bairros limpos e arborizados; e onde os mais capazes e inteligentes possam produzir inovações no estado da arte mundial sem precisar abandonar seu país.

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[b688] (apresentacao) O livro que você terminou de ler apresenta o único programa partidário consistente e original que há para o Brasil. Não se tratou aqui de repetir velhas fórmulas batidas, como apelos genéricos a mais saúde, melhor segurança e ajustes fiscais provisórios. O Livro Amarelo é, de fato, um planejamento, no sentido mais forte da palavra: um ideário próprio organizado, com início, meio e fim e suas condições de aplicação. Não propusemos nada inexequível. Propusemos ideias inovadoras, disruptivas até, cuja realização exige imaginação política alargada e sobretudo coragem, mas nada que uma gestão qualificada e arrojada não possa entregar. Também pensamos que a escolha de um caminho adequado para realizar as nossas propostas, que são múltiplas e exigem continuidade no poder, facilitará sua realização.

[b689] (apresentacao) O planejamento do Livro Amarelo não foi algo que surgiu para essa eleição. Ele é fruto de um longo trabalho de discussão e análise de problemas brasileiros, que está espalhado em lives, dossiês no Valete+, artigos na Revista Valete e que foi cristalizado sobretudo pelas ideias de colaboradores como Orlando Lima e João Carvalho, assim como a partir dos resultados de pesquisas diligentes feitas por especialistas que se voluntariaram para esse trabalho. O aperfeiçoamento gradual das nossas propostas é possível graças a dois componentes: a evolução institucional do movimento civil e do Partido, e os postos no Executivo que certamente teremos, a começar pela disputa nesta eleição. Ao governarmos, iremos ajustando, gradualmente, propostas e expectativas, medindo-as pelo confronto da realidade que a governança nos impõe.

[b690] (apresentacao) Nossos concorrentes não têm projeto. Se ouvirmos as entrevistas do candidato bolsonarista ou do candidato petista (e escrevemos assim, pois no momento em que finalizamos esse texto nem temos certeza de quem estará nesse posto), chama a atenção a flagrante carência de um projeto de Brasil. O partido de Lula, que governou cinco vezes o país, podendo ser justamente considerado o partido mais importante da Nova República, não conseguiu operar uma grande transformação do país, nem sequer de acordo com os seus próprios critérios ideológicos, que julgamos equivocados. O mesmo deve ser dito do Bolsonarismo. Tendo subido ao poder com a legitimidade que lhe fora conferida pela esperança de milhões que tiraram Dilma da presidência, Jair Bolsonaro terminou o governo de forma melancólica e agora encara a condenação judicial e a dissipação do seu legado personalista.

[b691] (apresentacao) Nos fascículos anteriores, que compuseram os estudos do Livro Amarelo e puderam alicerçar muitas das conclusões que se encontram aqui, sempre escrevíamos um

[b692] (apresentacao) posfácio apresentando a próxima edição.

[b693] (apresentacao) Aqui não há mais isso. Não temos um novo livro para remeter ao leitor imediatamente. Mas é importante lembrar: o que se chama de Livro Amarelo não será o final da jornada. Teremos ainda muitas publicações pela frente para explorar mais detalhes do que está aqui, para eventualmente responder objeções que se acumulem na arena pública e para expandir o planejamento nacional para os estados. Hoje, temos já em curso um Livro Amarelo de Santa Catarina.

[b694] (apresentacao) Em vez de considerações sobre o próximo livro, encerramos nosso trabalho com um apelo. Agora é tempo de agir. A candidatura da Missão é, de todas as candidaturas, a que conta com menos recursos. Precisamos mais do que nunca do apoio de todos os que sentiram que nosso caminho aponta para as prioridades certas.

[b695] (apresentacao) Precisamos da garra dos jovens brasileiros que, todos os dias, se deparam com um país quebrado, com os seus sonhos de juventude esmagados e com a desesperança. Não é a melhor das atitudes. Devemos ter esperança. Felizmente, não é a esperança de um tolo. Nossa vitória dependerá da vontade e da energia que vocês depositarem nesse projeto. Se você acredita no que estamos fazendo, o momento de lutar é agora. Junte-se à Missão.

FIM — 31 blocos neste arquivo.